História Days of Our Loves - Capítulo 3


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Notas do Autor


Esse é um capítulo inteiro na perspectiva do Pink, eu demorei pra postar pq tive que ficar com a minha família, to pensando em postar dois capítulos por semana, talvez amanhã saia o 4.

Capítulo 3 - Pink - Capítulo Três.


Fanfic / Fanfiction Days of Our Loves - Capítulo 3 - Pink - Capítulo Três.

Os olhos dele eram claros como mel, diferentes dos meus que eram totalmente pretos, sua boca era macia naturalmente, sua língua era tão boa quando tocava com a minha, eu não conseguia parar de olhar para seus olhos, eram brilhantes e também não deixavam de me encarar, pareceu a cena de um filme, até que ele se toca e levanta da cadeira, ele diz algo mas eu estou tão atordoado que não consigo escutar direito, apenas balanço minha cabeça confirmando qualquer coisa que ele tenha dito, vejo ele dando as costas para onde eu estava e fechando a porta do setor, só com o barulho da porta fechando eu me dou conta do que ocorreu.
       Nós nos beijamos, o pornô que estávamos vendo ainda está ali, eu ainda consigo me sentir latejando, o beijo dele foi incrível, me sinto quente novamente como se logo após o inverno chegasse o verão com um sol escaldante e me deixando de 0 a 100 graus. Ainda estou envolvido pelo beijo, não consigo pensar direito no que eu fiz mas não sei se me arrependo completamente, preciso ir atrás dele, preciso fazer ele ficar e dizer que aquele beijo não foi nada, mesmo tendo sido tudo pra mim, não sei se ele sentiu a mesma coisa mas ele agiu completamente diferente de mim, preciso ir atrás dele.

Me levanto, pego minha bolsa e corro até a porta, quando à abro ele ainda está parado na frente dela, tremendo com suas mãos na maçaneta pronto para abrir, ele está chorando? Por quê?
Ele me olha, com os olhos cheios e eu consigo ver o medo que ele sente, ele deve pensar que eu não gostei, não faz sentido, eu também iniciei aquilo, ele não fez nada sozinho, quando nossos olhos se encontram novamente eu o puxo adentro do setor, e o abraço, ele chora e eu não entendo, eu quero tocar sua boca novamente, quero sentir aquele calor e me sentir bem com ele, não sei se ele quer também mas não quero pensar nisso agora. Eu levanto sua cabeça com meus dedos em seu queixo, me inclino para mais um beijo e ele me encara, ele parece confuso.

— Por que? Por que me beijou? - Ele me questiona se afastando. - E por que quer me beijar agora?
        - Eu não te beijei sozinho. Eu só quero continuar o que a gente começou. - Respondo me afastando dele, ele não parece querer continuar nada.
      - Isso é estranho Pink, eu me senti bem te beijando... - Ele responde e abaixa a cabeça para que eu não veja seu rosto ficar corado.
        - Eu também gostei, por isso quero continuar, você não quer? - Eu ergo sua cabeça, quero ver ele me responder isso me olhando.
        - Eu não sei ao certo, talvez eu queira... - Ele tenta ficar na ponta dos pés para me beijar. Eu me inclino para continuar com o beijo e quando nossas bocas se encostam e eu sinto a quentura chegar eu escuto algo.

Ouço alguém bater na porta e escuto chamar meu nome, era o Thomas, o Gb se assusta, me da um leve empurrão e vai pro computador , eu vou ter que arcar com o chefe sozinho, abro a porta e Thomas me encara.

— O que foi? Por que bateu na porta? - Pergunto.
       - Preciso falar com você, sua namorada chegou aqui dizendo algo sobre o problema com seu pai... - Responde Thomas, em um tom baixo e triste, quase sussurrando para que Gb não escute.
    - Minha namorada?! - Falo alto o bastante para o Gb encarar e prestar atenção na conversa, eu me sinto meio confuso, eu não tenho mais namorada desde o ano passado.
        - Sim, venha logo o assunto é sério! - Thomas pega minha mão e me leva até sua sala em passos largos, olho pra trás e vejo o Gb nos espiando, ele parece estar desconfortável em ouvir que já tive uma namorada.

Chegando lá eu vejo a Íris, minha ex, ela está com uma cara bem triste e quando me vê a cara piora, eu começo a me preocupar, acabo percebendo só ali que aquilo pode ser algo muito grave, meu pai está doente e se ela está com essa cara é porque algo pior pode ter acontecido. Corro a frente de Tom e adentro a sala onde ela está, fecho a porta e a tranco não deixando Tom entrar, ele reconhece que esse é um momento onde toco em assuntos íntimos e não quero misturar trabalho com isso, ela chora no momento que eu a encaro, eu vou pra perto dela e eu sinto algo, sinto que o pior aconteceu, ela não precisa me falar, eu apenas sinto que meu pai não está mais aqui, sinto uma dor no meu peito, como se me ferissem com agulhas bem no meu coração, eu me forço a não chorar, apenas a abraço e pergunto algo que eu já sei a resposta.   

       - O que houve? Por que está chorando tanto assim?
      - O seu pai não resistiu, você sabe como os médicos são hoje em dia, ele não conseguiu resistir a cirurgia e acabou... bem... - Ela para de falar, já sabe que não precisa continuar.
    - Entendo. - Falo tentando não demonstrar como aquilo me abala, vou continuar firme até o fim do meu expediente. - Obrigado por vir aqui Íris, e por e avisar.
      - Não foi nada, eu preciso ir agora, eu tenho que voltar pra casa dos meus pais, eu juro que eu estou aqui pra você pra qualquer coisa que precisar, eu realmente queria te acompanhar até a sua casa mas eu preciso resolver uns problemas em casa, e eu sinto muito. - Ela diz saindo do meu abraço e indo pegar sua bolsa.
      - Não sinta, isso não tem nada a ver com você. - Vou até a porta para abrir e deixar ela sair na frente, quando ela sai e me da um pequeno tchauzinho, vou até meu setor novamente.

Enquanto vou andando sinto como se o mundo fosse ficando cada vez mais lento, sinto que meu corpo está no limite e eu preciso ir pra casa, preciso deitar na minha cama e extravasar tudo isso que eu estou sentindo, quero dormir, quero chorar, quero não sentir nada, é um sentimento de impotência, como se eu não pudesse fazer nada para ajudar o meu pai, mesmo que eu tenha tentado de tudo para que ele conseguisse viver, mesmo ele me dizendo que estava pronto pra aceitar a morte, mesmo eu querendo desabafar mas não ter alguém que eu consiga, eu tentei de tudo para que ele conseguisse passar por isso e eu falhei, mais uma vez eu falhei com minha família, com a única pessoa da minha família que em apoiou em tudo que eu escolhi, me ajudou a pagar minha faculdade, me ajudou a ter tudo que eu conquistei, sinto um vazio.

Quando chego no meu departamento, vejo Gb sentado mexendo no computador, ele me olha e na mesma hora olha para o computador novamente, vou até a minha cadeira que está do lado dele, não quero olhar para ele, sinto que se o ver vou acabar chorando, não posso chorar, não aqui na empresa e principalmente não na frente dele, é incrível como ele conseguiu chorar assim livremente, eu não consigo demonstrar tanto sentimento quanto ele, mesmo eu tendo o bastante pra fazer ele chorar por meses, ele trabalha aqui a umas quatro semanas e embora isso seja pouco eu sinto como se o conhecesse a anos, a tantos anos que talvez eu tenha conhecido ele antes de nascer, ele tem um cabelo liso com umas curvas como se fosse uma escultura de algum artista louco, os olhos são como folhas secas que vivem no ar e nunca param de voar, ele não para de olhar para todo o canto com aqueles olhos inquietos, quando nos beijamos eu senti que essas folhas finalmente encostaram no solo, como se todo aquele movimento que ele tem dentro do corpo se acalmasse enquanto me beijava, sua pele é macia e cheirosa, ele usa um hidratante que o deixa com um cheiro tão bom, sua voz é um pouco rouca e ele não parece dormir o suficiente, seu cabelo quase sempre está bagunçado e sinto sua voz cansada, as roupas que ele costuma usar são roupas comuns que qualquer pessoa usa no dia a dia ou pra trabalhar, diferente de mim que me acostumei com o preto. Ele por inteiro é diferente de mim, ele é mais ansioso, mais ativo e mais alegre, ele aparenta ser uma pessoa incrível de se ter por perto, quero beijar sua boca só mais uma vez, ele é tão macio e cheira tão bem, tão quente e tão aconchegante, quero deitar sobre ele e não sair mais.

— Ei! - Ele grita estalando os dedos, como se quisesse chamar minha atenção - Terra chamando Pink, ta dormindo cara?!
       - Ah! - Dou um pequeno pulo de susto. - Foi mal... Eu acabei viajando por um tempo.
       - Olha eu acho melhor a gente assistir esse tipo de coisa em casa sabe, eu não quer mais ver isso com você. - Ele diz sério e frio.
       - Eu concordo. - Não concordo, quero continuar com ele.
     - Ok, então vamos pesquisar sobre outra coisa. - Diz Gb fechando a aba e pesquisando outra coisa qualquer no Google, ele não quer tocar no assunto de beijo, me sinto melhor assim, não quero falar sobre isso também.
      - Eu vou ir pra casa, não estou me sentindo bem, preciso de um tempo sozinho e acho que você também não me quer por perto agora. - Eu falo me levantando e pegando minha bolsa.
        - O que foi? Sua namorada terminou com você ou o o que? - Ele pergunta rindo, isso me machuca um pouco.
       - Isso não é da sua conta. - Respondo rapidamente, seco e frio, pra ele não se meter.
      - Ah, desculpa não quis te fazer mal... - Ele responde meio triste, eu não devia ter sido tão grosso.
       - Não foi sua culpa, sinto muito por ter sido grosso assim com você.
     - Não tem problema eu fui intrometido, eu sinto muito por qualquer coisa que tenha acontecido. - Ele levanta da cadeira e me da um abraço, eu não consigo segurar e acabo chorando ali mesmo.
      - Meu pai morreu Gabriel, não foi namorada nem nada disso. - Eu respondo aos soluços, é tanta dor que sai de mim de uma vez que eu não consigo mais parar de chorar. Ele apenas me abraça, um abraço apertado e quente, sinto que ele quer tirar essa tristeza de mim, me sinto bem chorando pra ele, eu me sinto bem com ele.
       - Ei calma, vai ficar tudo bem, isso vai passar eu prometo. - Ele levanta meu rosto e me da um pequeno beijo no rosto, e depois mais um e eu o puxo pra minha boca, quero beijar ele novamente, ele não recua. Sinto a boca dele abrir involuntariamente, ele me beija com olhos olhos abertos, estamos nos olhando, é um pouco estranho mas eu não consigo parar de olhar para as folhas calmas, me sinto calmo, ele fecha os olhos calmamente e eu faço o mesmo, sinto seu beijo ficar mais forte e mais quente, ele me abraça e me aperta.
       - Eu gosto de te beijar. - Eu digo isso sem pensar. Mas ele parece gostar também, só não diz nada e também não age contra o que eu disse, talvez por pena.

Ficamos no beijo por um tempo curto, eu me levanto e pego minha bolsa, eu realmente preciso de um tempo sozinho pra pensar e ficar em luto, vou ficar um tempo sem vir trabalhar talvez, não vou avisar pro Thomas mas com certeza ele vai saber o motivo, preciso de um tempo só comigo. Me viro e vejo o Gb de pé me olhando triste, não digo nada e só fecho a porta, vou andando até o elevador para funcionários pois ele está sempre vazio, passo pela Carol e dou um tchau rápido, pego o meu carro e dirijo até em casa, parece que agora o mundo não faz som pra mim, sinto um vazio enorme como se metade de mim estivesse morta, é assim que é perder um pai?
      Não consigo acreditar, não quero acreditar, apenas dirijo para casa e quando chego, entro, me tranco e deito na minha cama, e ali eu termino de chorar o que eu devia, choro o suficiente pra não ter mais energias para ficar acordado, acabo adormecendo na minha cama, e nos meus sonhos eu encontro o escuro e o vazio, é como eu me sinto agora, como eu me senti por muito tempo e como eu provavelmente vou me sentir pelo resto da minha vida.

Eu acordo e está escuro lá fora, parece que eu dormi a tarde inteira, eu me dou conta novamente do que aconteceu, mas não consigo chorar mais, não tenho mais lágrimas, se eu chorar mais talvez fique desidratado, eu pego meu telefone pra pedir uma pizza, estou morrendo de fome, vejo que existem notificações de mensagem pelo whatsapp, é um número que eu não tenho salvo, clico nelas e pela foto reconheço ser do Gb.

''Eu to preocupado, quero que tu saiba que eu to aqui pra qualquer coisa que vc precisar, e eu falei com o Tom sobre vc faltar uns dias de trabalho, pode ficar tranquilo e faltar o quanto vc quiser, pode me mandar ideias pelo wpp, já que agr vc tem meu número, vou te manter informado de tudo aqui, fica bem e eu espero que vc melhore logo.''

Eu respondo com um ''Ok'', um pouco grosso talvez mas não quero conversar agora, apenas peço comida e vou pra sala assistir algo, quero um tempo sozinho e somente isso.


Notas Finais


espero que tenha gostado. <3


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