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História Dazed and confused - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Dazed and confused - Capítulo 2 - Capítulo 1

Chorar.

Chorar é um hobby.

Um dos meus preferidos, eu diria.

Às vezes, vem como uma tempestade de verão no meio de um inverno rigoroso. Dói profundamente, mas me reconforta em saber que ainda sinto algo.

Eu sei que dói, é uma ferida profunda que não consigo estancar, não consigo tocar ou ver com calma e frieza. Mas entre soluços e suspiros, eu consigo aliviar um pouco.

O rosto enrubesce, as lágrimas ardem, a garganta fecha - e dói, como dói - o corpo se retrai e não há um raio de sol que pare essa tempestade.

Mas ela para.

Eu consigo.

Nunca duvide do poder da indiferença. (Pelo menos pseudo-indiferença).

- Deu 12,99 dólares. - a caixa de olhar entediado me chama a atenção, com um tom firme

- O q...o que? Quanto? - tateio o bolso do casaco e puxo umas notas amassadas

- Do-ze-e-no-ven-ta-e-nove - sinto seu olhar provavelmente me fuzilando

- Toma. - lhe entrego as notas, minhas mãos estão trêmulas

Nada especial aqui. Apenas as compras essenciais da semana. Pego o troco e a sacola, aliviada por ter feito mais uma compra satisfatória. Me aproximo da saída, passando entre os intermináveis corredores.

- April! - uma mão me puxa para dentro de uma seção aleatória

- Caralh- - tropeço e me seguro em uma das prateleiras - Nikki?!

- O que você tá fazendo aqui? - a garota me olha dos pés à cabeça

- Olha... - reviro os olhos e ouço ela bufar e segurar meu pulso

- Você comprou de novo, né? - tentei evitar contato visual, mas era impossível ignorar

Levantei a sacola e sua reação não me surpreendeu, já estava preparada para mais uma de suas baboseiras.

- Para de comprar essa merda! - a garota sussurrou, se aproximando

- Qual o problema...? - afastei a cabeça, arqueando a sobrancelha

- Eu não acredito nisso... - cruzou os braços e segurou o riso - Eu realmente-

- Eu preciso ir pra casa, falo contigo mais tarde. - dei as costas e retornei meu caminho

- Vai mesmo? - ouvi sua voz e fiz questão de retornar

- Nikki, eu tô no controle. - sussurrei olhando em seus olhos

- Nem fudendo. - respondeu de volta - Logo vão perceber.

- Por que você se preocupa tanto?! - levanto um pouco o tom - Vão "perceber" o quê?!

- Que você tá usando drogas! - Nikki respondeu, em meio ao silêncio da farmácia

Rapidamente nos escondemos, abaixando nossas cabeças. Respirei fundo e sorri gentilmente para ela.

- Obrigada. - respondi, tentando manter o sorriso

-Desculpa. - olhou para os lados - Você tem que ir.

- É, eu sei. - dei de ombros, já não me importando mais - Eu sei que você tá preocupada e tudo mais, mas-

- Olha! - se apoiou em uma das prateleiras de remédios e acompanhei onde ela estava olhando

Em poucos metros distante, alguém conseguiu se destacar em meio ao ambiente entediante. Se ele era familiar ou não, isso pouco me importa. Mas lá estava, um garoto usando um sobretudo preto, botas militares e uma touca que escondia suas mechas loiras.

- Tá. O que tem? - questionei, mais entediada ainda

- Ele é da escola... - respondeu sem tirar os olhos dele - Ele pegou algo, mas não consigo ver o que é.

- Você tá sendo paga pra dar uma de voyeur? - me afastei, lhe estranhando

- Parece uma caixinha. - murmurou, ainda encarando o rapaz

- É, aposto que é uma caixa com camisinhas. - dei meia volta e fui o mais rapido para a saída

Após sair, senti o alívio imediato. Estava frio, mas não tão frio. Caminhei até meu carro, ainda pensando a respeito do que havia acontecido recentemente.

Eu tenho uma amiga, eu acho. Seu nome é Monica e aparentemente trabalha na farmácia perto de casa. Só isso que tenho a dizer por enquanto. Eu não me apresentei direito, mas meu nome é April. Pronto.

Enquanto eu crio esse diálogo como se eu estivesse em uma história, dirijo pela cidade fingindo ser uma cidadã neurotipica e saudável.

Não é um dos meus melhores disfarces, eu diria. Rio comigo mesma e de minhas próprias piadas idiotas, mas logo me distraio observando essa cidadezinha entediante.

Às vezes é frio e chato, e às vezes é quente e mais chato ainda. E todas as casas são as mesmas, todos os vizinhos são os mesmos e seus filhos, respectivamente. Mas aonde os mesmos dos mesmos acabam parando?

Ah sim, o colégio Columbine.




Continua...


Notas Finais


xau

odeio escrever em primeira pessoa pq me lembra meu diário


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