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História (DDH) Danganronpa: Distorted Hope (Interativa) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Fala meu povo! Turu bom. Hoje eu não tenho muito o que avisar, mas queria passar aqui mesmo só pra dizer que esse cap pode tá meio capenga pois eu só revisei metade dele (Bateu uma preguicinha, admito) porquê essa semana foi meio difícil pra mim escrever. Pra vocês terem uma ideia eu já tinha o plano na mente todo formulado, mas deu tanta treta pra escrever esse cap que eu passei uma semana tendo que ver e revisar o caso pra poder escrever esse cap. Enfim, ele saiu incompleto porquê além de eu não ter tempo para escrever a outra parte dentro do prazo eu acho que só essa primeira parte já ficou muito grande.

Queria passar aqui também só pra avisar ao senhor Capivara, dono da ficha do Kenichi, que me perdoe porquê eu passei todos esses caps praticamente escrevendo "Keinichi" ao invés de "Kenichi". Não sei porquê, mas me soava melhor "Keinichi" e por isso eu escrevia assim! XD Isso é bem comum, eu vivo trocando Kei e Mio também apesar de já ter parado um pouco com essa mania (No início foi muito hard, toda vez que elas apareciam eu tinha que escrever com a ficha delas aberta no word se não eu me enganava).

Ahh, e mais uma coisa que eu esqueci. Ao final do cap eu vou deixar um link para divulgar uma fic de DRR que particularmente eu amei a proposta. Entrem lá, façam fichas e dêem uma força pra autora. Espero que ela não se importe de eu estar aqui divulgando ela T^T. E vocês tem alguma história que querem que eu divulgue? Deixa aí nos coments, vou adorar o que vocês danadinhos aprontam aqui no site! ^^

Por fim gostaria de avisar que eu sou um ser humano e como tal eu tenho qualidades e defeitos, por isso talvez vocês possam perceber leves diferenças nos seus personagens. Podem ficar à vontade para apontar quando esse tipo de coisa acontecer, assim eu tentarei escrever na próxima o mais fiel possível a sua ficha. Mas devo alerta-los que eu ainda sou um ser humano e interpreto coisas do meu próprio jeito, então as vezes você vê seu personagem de um jeito e eu o vejo de outro, é normal, então não fique bravo. Apenas me guie ao longo dos capítulos falando “Olha, isso eu curti! Isso eu não curti, vc podia fzr assim” etc....

E sim, as vezes algumas mudanças nos vossos personagens aconteceram para que ele se encaixasse melhor na história. Eu tentei deixar o mais fiel possível, mas as vezes algumas mudanças são necessárias. Se não gostar me avise e tentaremos fazer um acordo ok?! Sem mais enrolações, espero que gostem do capítulo de hoje! :3

Capítulo 8 - Investigação: Anjos Caídos (Parte 1)


Louis abre a porta do refeitório desesperado. O garoto parecia pálido e mal conseguia formular uma frase. Os alunos param pra olhar o que estava acontecendo. Louis dá dois passos e cai de joelhos enquanto gagueja:

— E-E-E-Eu...

Mei se aproxima e questiona o rapaz, mas ele não consegue soltar nenhuma palavra. Ele queria, mas não conseguia. Louis começa a tremer na frente de todos e nesse momento eles percebem que havia algo muito errado acontecendo. Os demais se aproximam, mas quem chega mais perto é Morgana que põe a mão em seu ombro e começa a tentar consola-lo.

Hideki pergunta o que tinha ocorrido, mas Louis continuava alheio a tudo. Ele não sabe como e nem o quê explicar para os outros, tudo o que Louis faz é dizer umas poucas palavras:

— Sala de... Áudio... e Vídeo...

Os alunos se entreolham desconfiados e confusos, sem saber o que fazer. Kei aperta fortemente a mão de sua irmã e diz:

— Mio, o que quer que tenha acontecido, fique perto de mim.

Mio olha para o rosto de sua irmã que tentava a todo custo esconder uma expressão de medo. Isso era bem normal para a gêmea, sua irmã tinha dificuldades de mostrar fraqueza diante dela e isso sempre preocupou Mio. Era capaz que Kei passasse meses inteiros sem que a sua irmã sequer soubesse o que estava passando exatamente com a garota mesmo elas sendo bem unidas.

Mykhailo tenta se aproximar de Louis, mas Sato segura a mão do rapaz e o traz pra perto dele novamente enquanto dizia:

— Não se arrisque... fique perto.

Mykhailo entende o quão preocupado Sato estava baseado no quão forte o garoto estava estrangulando a mão dele, mas ele não fica feliz em não poder ajudar um conhecido.

Hideki chega mais perto de Louis e o põe de pé passando um braço dele por trás de seu pescoço servindo como apoio para o rapaz enquanto diz:

— Eu vou te levar para o refeitório pra você tomar uma água e em seguida eu e os garotos vamos para a sal-

Louis empurra Hideki e fala com um tom ainda desolado em sua voz:

— NÃO! Vocês precisam ir... por favor! É horrível..., mas é assim como tem que ser, né?

Louis se senta no chão novamente e volta a tremer, ele parecia realmente aterrorizado, o que faz os alunos discutirem sobre o que deveriam fazer. Eles passam pouco tempo discutindo até que rapidamente chegam à conclusão:

— Vamos fazer assim: Eu, Yo-chan, Mo-chan e Ni-chan vamo fica aqui cuidando do Louis. O resto de vocês precisa ir até a Sala de Vídeo pra conferir o que deixou ele tão assustado, ok?

Dominic coça a cabeça e diz:

— Tá... mas o que diabos é um Mo-chan e um Ni-chan?

Mei ri e explica:

— Não são diabos! A Yo-chan que é satanista que é um diabo! — Yoko protesta com raiva, mas Mei só caçoa da cara dela e volta a explicar — Mo-chan é a Morgana e o Ni-Chan é o Kenichi!

Soma curioso pergunta:

— Não deveria ser Ken-chan?

Mei ri de novo e responde:

— Não! Porquê Ni-chan é mais fofo!

Soma pega rápido, mas Morgana continua meio confusa. No momento em que ela ia perguntar algo para Mei, Kei a corta e diz:

— Então avante alunos! Estamos contando com vocês Mei, Morgana, Yoko e Kenichi. Vamo lá galera!

Kei irresponsavelmente sai correndo e Hideki a acompanha preocupado, logo em seguida Mio sai pedindo para os dois esperarem e o grupo de alunos destinado a irem à sala de vídeo e áudio vão saindo deixando Mei e os outros sozinhos com Louis.

Mei olha para Louis preocupada, o garoto não parecia nada bem, ela vai até Morgana que estava sussurrando alguma coisa perto do Louis e pergunta:

— O que você tá fazendo Mo-chan?

Morgana responde toda animada:

— Um encantamento vampírrrico parrra deixar o Louis mais feliz... ou errra pra fazer ele virrrar um bolinho de arroz?

Mei começa a apertar as bochechas da Morgana, enquanto a garota protesta aos gritos de maldições e encantamentos vampíricos, e diz:

— AAAAAAAAWWWWWWN! SE VOCÊ VIRASSE UM BOLINHO DE ARROZ EU IRIA MORDER ESSAS BOCHECHAS FOFAS!

Mei traz Morgana pra um abraço e a garota começa a gritar:

— EU NÃO SOU FOFA! EU SOU UM DEMÔNIO DAS PRRROFUNDEZAS MAIS ESCURRRAS DO 9º REINO DO INFERRRNO! ORDENO QUE ME LARGUE AGORRRA SE NÃO EU VOU CUSPIR FOGO EM VOCÊ!

Mei começa a rir e pouco a pouco Morgana vai se acalmando até desistir de se debater dizendo:

— Eu não gosto disso, mas não querrro que parrre!

Mei começa a sorrir e a fazer cafuné na cabeça da Morgana e diz:

— Mo-chan! Vamos atrás de água para o Lo-chan?

Morgana solta um “sim” quase como se fosse um latido e as duas saem do ginásio para o refeitório dizendo que voltariam num segundo com a água do Louis. Yoko e Kenichi que estavam observando a cena bizarra entre as duas apenas olhavam com uma expressão de estranhamento extremo para as garotas que saiam. Logo em seguida Louis resolve pronunciar algo:

— Não se preocupem comigo, acho que todos vocês deveriam checar a sala de vídeo. Eu vou ficar bem, apesar de que não parece que eles abriram a porta do lugar ainda...

Yoko suspira e diz:

— Ahhh... Louis somos colegas de turma, acho, e eu não quero decepcionar a Mei. Tenho certeza que tu não é o único motivo dela nos ter deixado aqui pra cuidar de você, não consigo pôr na cabeça a ideia de que com algo supostamente tão importante acontecendo Mei iria ficar de braços cruzados.

Louis começa a refletir e logo chega a uma conclusão, mas o seu raciocínio é completamente cortado quando ele ouve um grito agudo vindo da direção do hall. O garoto rapidamente se levanta e corre para a saída do ginásio, mas é parado por Kenichi e Yoko que o seguram enquanto Kenichi tenta acalmá-lo:

— Não se preocupa cara! Hideki, Dominic, Kei e Soma tão com eles! Tenho certeza que qualquer problema eles vão dar conta.

Louis grita enquanto tenta desesperadamente se soltar dos braços deles:

— MAS E SE FOR A MEI OU A MORGANA?

Yoko para pôr um momento e então uma brecha se abre pra Louis, o garoto se solta de vez da mão dos dois e sai correndo do ginásio rumo ao refeitório. Yoko grita o nome dele, mas nem isso o faz parar de correr. Yoko e Kenichi se entreolham e começam a pensar no que fazer.

Enquanto isso Kei ainda estava sentada no chão do corredor do lado de fora da sala de áudio e vídeo enquanto diz:

— I-I-ISSO É?! EU NÃO VOU ENTRAR AÍ, TEM SANGUE!

Os alunos se entreolham e Mio se abaixa do lado dela e fala timidamente:

— Não se preocupem... eu estou aqui com ela. Podem ir e... descubram se isso é sangue mesmo!

Hideki engole seco e cuidadosamente entra na sala tomando cuidado para não pisar na poça e nos respingos de sangue que estavam logo na entrada do lugar. A mente dele e dos demais estava a mil, o ar sinistro não diminui no momento em que ele ligou as luzes e o medo apenas se intensificou a medida em que eles observavam um rastro de sangue a liderar o caminho dos degraus da escada até uma das mesas de computador.

Mykhailo, Gabriel, Sato, Hideki, Soma e Dominic entram cuidadosamente no recinto. Gabriel parecia muito nervoso e não conseguia parar de passar as mãos uma na outra. Sato sussurra para Mykhailo se manter por perto e até mesmo Dominic que já era acostumado com sangue teve certo receio, mas tinha uma pessoa que não conseguia não se interessar pelo o que estava ali.

Soma era esse cara, o tipo de pessoa que por fora fingia preocupação, mas que por dentro seu coração explodia de excitação e curiosidade. Uma alma naturalmente curiosa de fato e é por ter essa vontade incontrolável de saber das coisas que Soma se arrisca de maneira inconsequente sem pensar duas vezes. Ele vai até onde o rastro levava mesmo com os protestos de Gabriel e Hideki para que ele parasse.

Após chegar na mesa onde o rastro terminava, o rapaz olha pelo lugar e sem muito esforço encontra algo que estava fora do comum. Lá, embaixo de uma mesa onde a cadeira estava afastada, havia um lençol colocado sobre alguma coisa. O coração dele batia desesperadamente, suas mãos tremiam de medo e excitação, ele não sabia o que tinha ali embaixo, mas queria descobrir.

O garoto estende a mão para o lençol, sua mão tremia incontrolavelmente e aquilo o deixava incrivelmente fascinado. Tão fascinado que ele só não mordia seus lábios pois a sua mandíbula tremendo de medo e ansiedade não deixava. Quando ele finalmente alcança o lençol Dominic e os outros já estavam no degrau atrás dele o que faz Hideki gritar:

— NÃO PUXA! A GENTE NÃO SABE O QUE TEM ATRÁS DESSE LENÇOL!

O rosto de Soma tinha um sorriso enorme, mas do ângulo que os alunos estavam ninguém conseguia ver o sorriso bizarro do rapaz. Ele faz uma pequena pausa com a mão sobre o lençol e diz:

— Então vamo descobrir?!

E puxa o lençol rapidamente jogando-o, e jogando mais alguma coisa no processo que apenas Dominic conseguiu perceber, no ar enquanto Hideki gritava para Soma não fazer isso. Naquele momento, naquela fração de segundos, os olhos de Soma batem direto naquela visão terrível e, poucos segundos depois, os olhos dos outros também.

Intragável...

terrível...

bizarro...

DESESPERADOR...

...

Corpo encontrado

O corpo de Nayako se encontrava deitado de maneira desconfortável embaixo da mesa. Com seu uniforme todo ensanguentado e um grande furo na sua garganta, a sua expressão denotava um medo intenso e seus olhos vermelhos já sem vida pareciam que outrora choraram. Infelizmente tudo o que eles refletiam agora era uma casca vazia de um lugar onde, em outro momento, comportava uma alma, uma vida!

Quando Soma puxa o lençol o corpo da garota cai para o lado e para bem aos pés dele. É exatamente nesse momento que o sino de descoberta de corpo toca:

— PIN, PAN, PON, PAN, POOOOOOOOON!

Hideki olhava para aquela cena abismado enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas. Hideki parecia engasgado com algo, mas o sinal cruelmente continuava sem esperar que o garoto desengasgasse:

— Um corpo foi encontrado! Finalmente seus bastardos, vocês estavam demorando demais....

Dominic e Gabriel pareciam em choque com o que estavam vendo, Mykhailo abraça Sato para esconder o seu rosto da visão terrível ao passo em que a melhor resposta que o garoto teve foi abraça-lo de volta, enquanto que Soma pouco a pouco começa a se acalmar e a olhar com uma expressão mais assustada para aquela cena. Em seu coração sentimentos conflitantes travavam uma batalha intensa, o medo e a excitação, o desespero e a esperança, a felicidade e a tristeza, TUDO! No fim aquele bolo intenso de emoções se transformou em pura degustação para a mente do rapaz que borbulhava de tantos pensamentos.

Porém não havia alguém que parecia estar mais afetado, desolado e desconcertado do quê Hideki. O garoto cai sobre os joelhos e finalmente consegue desengasgar aquilo que tanto queria gritar em meio a lágrimas e ao resto do sinal atordoante com a voz do Monokuma:

— Por favor! Se encontrem no ginásio para uma reunião de explicação!

— NAYAKOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Morgana e Mei estavam no refeitório no momento em que ouvem o sinal. Morgana instintivamente abraça Mei fazendo a garota derrubar o copo de plástico com água na pia. Ela tenta acalmar a vampira que parecia bastante assustada com tudo, mas antes que ela pudesse sequer se mover Louis entra com tudo no refeitório gritando:

— MEI! MORGANA!

Mei toma um susto e se pergunta se ela devia realmente dedurar a posição onde elas estavam. Ela não sabia até onde o rapaz poderia ser o culpado ou não e por isso ela olha para o suporte de facas e puxa uma delas, infelizmente dentre as 4 apenas 2 estavam no lugar o que a força a pegar a 3ª faca do suporte que é, consequentemente, a 3ª maior faca do suporte.

Ela esconde a faca nas costas sem que Morgana percebesse e então grita para Louis com uma voz trêmula:

— T-Tô aqui!

O rapaz entra na cozinha um pouco ofegante. Os olhos dele estavam escondidos sob a franja enquanto ele se aproxima lentamente das duas dizendo:

— A-Ainda bem... que vocês tão bem!

Mei abraça Morgana fortemente com uma mão e apesar de toda aquela tensão no ar, não importasse o que Louis fizesse, ela estaria preparada. Sem tremer e extremamente segura de si a expressão dela muda para uma séria, tudo estava calculado em sua mente. Onde quer que Louis fosse, o que quer que ele fizesse, ela estava pronta para enfrenta-lo de frente.

Louis para a alguns passos de distância de Mei e Morgana sem saber que aquela não seria a primeira vez de Mei brincando com facas junto a mais alguém. Para Mei matar era tão normal quanto respirar e, apesar de preferir serras, ela estava disposta a se defender com tudo o que tinha.

Mayo e Razvan acabaram de chegar no Ginásio quando quase todos os alunos já se encontravam reunidos lá. Mayo vai para um canto e fica encostada na parede enquanto Razvan se aproxima de Yoko e pergunta o que aconteceu. Yoko responde um pouco envergonhada:

— Ohh... É que... hoje de manhã achamos o corpo da Nayako morto lá na Sala de Áudio e Vídeo e agora estamos aqui porquê o urso nos pediu para vir pra cá.

Razvan se impressiona com o fato de Nayako estar morta, ela para pra raciocinar um pouco e decide ficar ali parada ao lado de Yoko. Ela olha em volta e percebe que algumas pessoas não estavam ali, ela percebe que Mio, Kei, Hideki, Mei, Morgana e Louis não estavam em nenhum lugar no ginásio. Ela se vira para perguntar onde eles estavam, mas Dominic a interrompe com um grito:

— CADÊ ESSE URSO MALDITO! NÓS TEMOS MAIS O QUE FAZER, TEMOS QUE DESCOBRIR QUEM MATOU A NAYAKO!

Razvan põe a mão na boca e ri levemente:

— Até uma porta é mais útil em uma investigação do quê você Dominic, então não tem porque ter pressa!

Dominic começa a esbravejar e a gritar com Razvan:

— O QUE DISSE SEU PEDAÇO DE ESTRUME?!

Kenichi diz com um tom de impaciência na voz:

— Coooooome on guys! A gente não precisa de violência. Deixem pra se matar depois, por favor.

Soma resolve se pronunciar e comenta:

— Mas é verdade que o urso tá demorando demais. Duvido que a Mio e o Hideki vão vir, do jeito que eles estão abalados com a morte da Nayako e chorando em cima do corpo.... Eu não sei, não acho que eles possuem estômago suficiente pra virem até aqui.

Gabriel olha pro chão e começa a se lembrar da reação de Hideki e Nayako ao verem o corpo. Logo após Hideki ter gritado o nome da vítima Nayako entrou desesperada na sala, mas Nayako saiu logo em seguida voltando com produtos para limpar a cena. Após ser parada pelo urso a garota apenas se juntou a Hideki e começou a abraçar o corpo junto com ele.

Nem mesmo Kei estava sendo capaz de acalmar sua irmã, eles deveriam estar até agora lá. Quanto a Mei, Louis e Morgana ele não sabe de nada, mas se pergunta se eles estão bem já que deveriam estar lá também.

Barulhos de passos lentos começam a ressoar mais fortes e os alunos olham para a entrada para se deparar com Kei andando entre Hideki e a irmã dela, consolando-os enquanto tenta guiar o caminho dos dois para dentro do ginásio. O clima fica um pouco tenso e ninguém consegue tirar os olhos dos outros 3 que estavam entrando. Kenichi se aproxima dos alunos que acabaram de chegar e diz:

— Meus pêsames Mio e Hideki, Nayako realmente era uma pessoa muito incrível e adoraríamos que ela ainda estivesse aqui conosco...

Hideki se senta no chão desolado enquanto Mio apenas passava álcool em gel por todo o seu braço e mãos, de certa forma ignorando Kenichi. Kenichi fica por um momento parado na frente de Mio a espera de uma resposta, mas ela não tem nenhuma para dar pra ele. O rapaz decide desistir de tentar falar com ela, porém no momento que vira as costas a garota murmura algo:

— Mataram ela...

Kenichi se vira perguntando o que ela tinha falado quando finalmente Mio olha Kenichi nos olhos. Ela estava lacrimejando e furiosa, seu tom de voz alto e fraquejante denotavam o qu ão brava ela estava se sentindo no momento. Ela grita continuando o que queria falar para Kenichi:

— MATARAM ELA! ALGUÉM QUE ESTÁ NESSA SALA NESSE EXATO MOMENTO MATOU ELA... eu me recuso a descer ao nível da pessoa que fez isso, por isso não vingarei a morte dela tirando a vida de outra pessoa. Mas eu prometo, eu prometo com todas as minhas forças, que não tem como você escapar sem que eu descubra a verdade. ISSO É UMA PROMESSA! VOCÊ QUER SAIR? POIS SAIBA QUE EU NÃO VOU DEIXAR! Mas não se preocupe, pois, uma coisa eu garanto que você conseguiu... — A expressão de Mio se torna sinistra rapidamente e ela encara Kenichi de cima — eu estou jogando o seu jogo agora!

Os alunos se entreolham e murmúrios começam a ressoar pela sala, exceto de Hideki que estava em choque sentado logo ao lado de Mio e de Mayo que estava apenas observando tudo e se perguntando onde estaria Louis. Já Soma não conseguia parar de se perguntar sobre para onde aquela peça maravilhosa estava levando os alunos e o quão longe eles conseguirão ir. A ideia de matar e poder ser morto era bizarra demais para ele não se sentir animado.

Logo em seguida Louis, Morgana e Mei entram no ginásio. Aparentemente os três estavam bem, mas Morgana não queria desgrudar de Mei. Yoko se aproxima dos três que acabaram de chegar, mas Louis decide ir direto para conversar com Mayo que estava encostada na parede. Ele grita um “Oi!”, mas não recebe uma resposta dela.

O garoto fica um pouco sem graça e diz:

— Foi mal?! Olha, eu sei que eu não fui me encontrar com você, mas gostaria que você entendesse que eu ainda tava bravo e que se você quiser conversar comigo direito quero que seja minha amiga! Entendeu?

O urso pula detrás do púlpito e novamente alcança o microfone, enquanto ele começa a falar Mayo suspira e responde a Louis friamente:

— Depois a gente fala disso, tem coisa mais importante agora Louis.

O garoto fica levemente bravo, mas decide seguir o que ela fez e apenas começa a prestar atenção no urso. Monokuma segura o microfone e começa a falar:

— Caros alunas e alunos! Como vão meus amores?

Razvan reclama elegantemente:

— Vá direto ao ponto, urso.

O urso faz uma expressão de tristeza e diz:

— Qualé! Vocês não tavam com saudades de ver o seu querido, perfeito, e mais amado diretor de toda a vida não? — Um silêncio absurdo recai sobre o ginásio e Dominic dá uma tossida. Monokuma fica envergonhado e fala — TÁ LEGAL, TÁ LEGAL! Eu vou contar para vocês porquê chamei todos aqui.

— “Nesse exato momento vocês devem estar se questionando: Ohhh não! Alguém morreu, o que fazer? O que vai acontecer a partir de agora? E por que o Monokuma é tão bonito? Bom, eu não posso dar exatas respostas para essas perguntas com exceção da última: porquê minha mãe me fez assim! Upupupupu...

Mas não se preocupem meus amores, o titio Kuma está aqui pra explicar tudo a vocês. A última função do ID de vocês já está liberada. Se estão se perguntando qual é esta é a função pistas! Através dela vocês conseguem acessar um bloco de notas e a câmera do ID de vocês, assim as vossas pessoas podem fazer anotações de tudo o que forem encontrando durante as investigações.

Usem e abusem dessa funcionalidade como quiserem.” —

Dominic boceja e diz:

— Tá, e você nos interrompeu só pra dizer isso? Já passou na sua cabeça que a gente tem coisa mais importante pra fazer das nossas vidas do que dar ouvidos a um urso besta como você?

Monokuma começa a chorar e volta a falar:

— N-Não... tem mais uma coisa que eu queria falar também... upupupu....

Dominic grita de raiva:

— ENTÃO DIZ LOGO!

Monokuma se recompõe como se tivesse passado a tristeza e diz alegremente enquanto ajeita uma coroa de flores que ele colocou na sua cabeça tirada de Deus sabe lá onde:

— “ Geeeez! Você precisa aprender a ficar mais zen Dominic. Credo! — Dominic não parecia contente, na verdade ninguém estava gostando daquilo. Monokuma percebe a situação e volta a falar —Tá ok, vou falar logo pra liberar vocês pra investigação.

Os alunos possuem mais ou menos uma hora para fazerem toda a investigação necessária. Usem e abusem da nova funcionalidade como quiserem já que ao fim dessa uma hora gostaria que vocês todos se encaminhassem para a porta gigante feita de estofado amarelo que tem nessa parte do andar. Lá a gente vai se encontrar no nosso belo cantinho para começarmos o nosso tão esperado julgamento de classe.” —

O urso pergunta se os alunos tinham dúvidas o que faz Mio levantar sua mão. Quando ela pede para que a garota faça a pergunta ela respira fundo, olha para todos os rostos a sua volta e com um tom bravo diz:

— Uma das pessoas que está nessa sala... um dos alunos... é realmente o culpado? Se sim o que acontecerá com ele?

O urso olha para a expressão destemida da garota e se impressiona com a mudança de personalidade dela. Ele estava disposto a ver até onde os alunos iriam para descobrir a verdade, e aquele olhar... aquilo era genuíno! Aquilo era o verdadeiro desespero de alguém que estava determinado a achar o culpado. Aquilo para ele era um deleite, mas o urso resolve se conter e responder:

— É claro que é! Eu não posso ir contra as minhas próprias regras, do contrário por quê é que vocês me respeitariam? Upupupupu! Mas sim, é um aluno dentre os 15 que estão aqui presentes... ou será que Nayako não se matou? Upupu!

Hideki protesta:

— Ela jamais faria algo assim! Nayako era uma pessoa que adorava viver... eu... eu acho! É no que eu quero acreditar...

Hideki volta a ficar tenso e desconfortável, o baque emocional ainda produzia um efeito muito forte no rapaz. O Monokuma faz uma breve pausa e retorna a falar:

— Bom, respondendo sua outra pergunta... qualquer coisa pode acontecer com ele. Tudo depende do resultado do Julgamento, mas a grosso modo se vocês o descobrirem ele será executado e devidamente punido. No entanto não queira saber o que vai te ocorrer caso seja você a pessoa a errar... upupupu!

Monokuma fica esperando em silêncio por mais dúvidas, mas ninguém tinha mais nenhuma outra para o urso. Ele se cansa de esperar, se despede e pula de volta para trás do púlpito desaparecendo tal como apareceu, do nada.

Os alunos ficam por um tempo em silêncio no ginásio até que Mio decide sair, ela não era assim, sua irmã sabia que ela não era assim. Kei corre para frente do ginásio e fecha a porta antes que Mio pudesse sair. Elas ficam se encarando por um momento com todos a sua volta olhando, Kei respira fundo e diz:

— Nesses tempos difíceis nós podemos acabar perdendo a cabeça. Eu sei que algo horrível aconteceu e que agora o tempo tá contra a gente. Também sei que é difícil lidar com a morte de uma colega tão incrível quanto a Nayako era, mas por ela, pelos que aqui estão e que querem proteger a sua memória e até mesmo para o bem do próprio assassino peço que façamos as coisas de uma maneira calma.

Os alunos prestavam atenção em silêncio ao que Kei dizia, ela se sente levemente envergonhada e suas bochechas coram. Ela repete o mesmo mantra de antes e diz:

— Eu gostaria de propor nos dividirmos em dois times de alunos. Somos 15 agora então vamos fazer um time de 7 e o outro de 6 pessoas. Enquanto um time estiver investigando o outro estará parado na cena do crime evitando que as pistas que estejam lá sejam de alguma forma alterada assim a gente evita qualquer complicação na investigação de maneira segura. O que acham?

Mayo sai do fundo da multidão e fica de frente para Kei. A expressão fria no rosto de Mayo denotava um certo desprezo por Kei que ela não conseguia não notar. A garota de vestido violeta calmamente diz:

— E o que te faz pensar que vamos confiar uns nos outros agora? Qualquer pessoa aqui pode ter cometido esse crime, não vá achando que dá para simplesmente irmos brincando de ser amiguinhos e agir como se tudo fosse ficar bem. Agora a coisa ficou séria, não dá pra confiar em ninguém. Desculpe Kei... — Mayo passa pela garota e abre a porta do ginásio, enquanto sai ela termina a frase — mas o seu tempo de fazer algo pra ajudar a todos já passou. Tudo o que você podia ter feito você já fez.

Enquanto Mayo saia a passos rápidos do ginásio os demais alunos foram seguindo o caminho e saindo um a um do lugar restando apenas Kei que estava segurando as mãos no peito e de cabeça baixa, Mio, Louis que estava atordoado com o comportamento de Mayo, Mei e Yoko que estavam tentando acalmar Morgana.

Louis olha para Kei e vê Mio tentando consolar a irmã que parecia ter a sua confiança levemente abalada. Enquanto as gêmeas saiam juntas do ginásio ele vira o olhar pra ver Morgana chorando desesperadamente.

O rapaz se lembra que a garota não tinha visto o corpo ainda, por conta disso ela deve ter descoberto só agora que Nayako havia morrido. Dado pelo quão as duas eram próximas acho que é normal para ela estar abalada do jeito que estava.

Louis olha para as próprias mãos por um momento e suspira. Ele estava com medo, ele estava perdido, ele estava se sentindo do mesmo jeito que... daquela vez.  Ele fecha os olhos e tenta se acalmar novamente. O garoto pensa por um momento e após colocar sua cabeça no lugar ele decide ir conversar com Mayo.

Investigação - Start

Mayo estava olhando para o corpo sem vida de Nayako e não conseguia não se sentir chocada com a situação. Era estranho ver a garota naquele estado e por isso ela toma um tempinho para respirar antes de se aproximar do corpo. Nesse momento ela ouve uma notificação vindo do seu ID. Quando ela liga o pequeno aparelho ele vai direto para a aba de pistas e lá possuía uma entrada de texto escrito 1# Monokuma File.

Ela abre o documento e dá de cara com uma descrição breve de alguns atributos físicos da garota, uma foto de seu rosto no canto da tela e uma foto de seu corpo embaixo da mesa.

Mayo começa a rolar a barra e começa a ler o que parecia ser uma autópsia do corpo:

Vítima: Nayako;

Horário da morte: Aproximadamente entre às 9 horas e às 10 horas;

Local onde foi encontrada: A/V Room;

Causa da morte: Asfixia;

Estado do corpo: O corpo de Nayako foi encontrado com um grave ferimento na garganta e múltiplas perfurações nas costas. Ele também estava envolto em um lençol no momento em que foi descoberto, mas Soma tirou-o de cima do corpo.

Ela olha para aquilo e analisa bem:

“Então quer dizer que ela morreu durante o horário do treinamento? Qualquer pessoa fora do treinamento de hoje é suspeita inclusive eu, devo tomar cuidado com isso.”

1# Monokuma File

Ela se levanta e resolve ir olhar o corpo mais de perto. A roupa da vítima parecia totalmente ensanguentado na parte da frente, como se o ferimento no pescoço dela tivesse feito sair muito sangue de sua garganta e descer por toda a camisa e o moletom rosa dela.

Ela suspira e nesse momento Soma se aproxima sorrindo e diz:

— E aí?! O que você está vendo aí?

Mayo responde que nada, mas o garoto é persistente e se abaixa perto dela. Dominic apenas ficou observando os dois da escada. Soma olha para Mayo e depois para o corpo e diz:

— Você leu o Monokuma File né?! Apesar de ser uma boa autópsia acho que tem algo que ela esconde.

Mayo se vira curiosa e pergunta o quê, mas Soma apenas cutuca o corpo e dá de ombros o que faz a garota revirar os olhos, quando Dominic bufa e pede licença para o rapaz.

Soma fica parado nas escadas vigiando os dois enquanto Mayo observava Dominic o corpo. Ele vira levemente Nayako e logo em seguida e Mayo não consegue esconder um certo nojo por ver Dominic manipulando um corpo daquela maneira. Ele faz sinal para que ela se aproximasse e diz:

— Você tá vendo essas feridas? Muito provavelmente a garota foi acertada pelas costas, de surpresa, mas existe outra coisa mais interessante ainda....

Ele aponta para a forma como os machucados estavam, mas Nayako diz não conseguir ver muito bem. Dominic então vira o corpo de costas e começa a rasgar um pouco mais a blusa de Nayako onde estavam os ferimentos. Enquanto ele fazia isso Mio, Kei e Louis entram na sala e se aproximam do corpo.

Mio questiona o que Dominic estava fazendo e Soma a responde que Dominic estava checando os ferimentos. Após passar um breve momento abrindo um pouco mais os rasgados da roupa e do moletom da garota, Dominic começa a apontar para as feridas mais ao canto das costas da vítima enquanto diz:

— Algumas dessas feridas foram feitas sem jeito e por isso estão um pouco mais abertas, provavelmente o objeto usado para assassina-la entrou de maneira um pouco torta no corpo da vítima... — Ele aponta para os ferimentos mais ao centro das costas e continua — Mas esses daqui foram feitos extremamente retos, como se o assassino já não tivesse mais problemas para acertar as costas da vítima.

Ele se levanta enquanto Mayo analisa mais de perto e conta que havia 6 ferimentos na sua costa mais o que estava em sua nuca. Mio pergunta a Dominic o que ele quis dizer com aquilo e o rapaz diz:

— Quer dizer que não só o assassino a surpreendeu pelas costas como também ele estava extremamente próximo da garota no momento que desferiu as facadas. Eu diria que ele estava com o corpo colado ao da vítima no momento em que desferiu as facadas no canto das costas e que depois, por algum motivo, a vítima caiu e ele desferiu as facadas mais ao centro.

Mio parece ficar um pouco abalada com o comentário de Dominic. Ela estremece e pega um sachê de álcool em gel quando Mayo diz:

— Acho que sei porquê ela caiu, o primeiro ferimento feito também deve ter sido o da causa da morte. O que está em sua nuca parece ter sido feito de maneira ainda mais desengonçada que os outros. Provavelmente o assassino se aproximou pelas costas da garota e enfiou-lhe a faca na nuca fazendo-a atravessar o pescoço da garota.

Ela olha para as mãos cheias de sangue de Nayako e diz:

— Muito provavelmente aquele sangue nas mãos delas veio do ferimento da garganta. Ela tentou parar o sangramento após ser acertada, mas não conseguiu. Por isso as mãos sujas de sangue.

Mayo se levanta e Kei pergunta:

— E vocês tem alguma ideia de qual pode ter sido a arma do crime?

Mayo começa a tomar notas e a tirar fotos das pistas, já Dominic olha novamente para o corpo e depois se volta para Kei:

— Bom, muito provavelmente foi uma faca ou outro objeto cortante que pareça uma faca. Apesar de serem perfurações elas eram finas, como se tivessem o formato de fendas. Não eram ferimentos redondos. Então é bem provável que tenha sido uma faca.

Louis se aproxima para fazer uma pergunta, mas Soma o empurra levemente para trás pedindo para que o rapaz tomasse cuidado com o rastro de sangue. Louis fica levemente sem graça e recua um pouco enquanto pergunta:

— Desculpa, mas como você sabe de tudo isso?

Dominic bufa com raiva e diz:

— Porquê eu sou um agente secreto, seu idiota!

Louis protesta com raiva enquanto coça a orelha:

— HEY! Não precisava ser grosso!

3# Ferimentos no corpo da Nayako

4# Manchas de sangue na mão da Nayako

Mayo com um tom frio e calmo pergunta:

— Vocês se importam se eu fizesse umas perguntas? Tentarei ser breve.

Tirando Dominic nenhum outro aluno se incomodou quanto ao fato de serem interrogados. Por Soma ser a pessoa com quem Mayo menos tinha tido problemas até agora a garota resolve falar com ele primeiro:

— Soma, você percebeu algo de estranho ultimamente? Antes do horário do treinamento? E após? O que você fez durante essa manhã e o que você fez na noite passada?

Soma ri e diz:

— Sherlock Mayo! Você é boa nisso... eu não percebi nada de estranho essa manhã, tudo parecia bem dentro da normalidade. Antes do horário do treinamento, ou seja, esta manhã, eu estive com Dominic conversando na sala de aula do meio. Apesar de estarmos lá eu não pude observar nada anormal. Depois da nossa conversa nos dirigimos ao refeitório. Talvez o Dominic saiba de algo pois ele passou mais tempo acordado do que eu. Ahh! E na noite passada eu só fiquei conversando por aí até ir dormir.

Mayo volta a questionar:

— Quantas horas vocês chegaram no refeitório? E quantas horas vocês chegaram na sala de aula?

Soma coça a cabeça e olha para o lado, Mayo sente que o rapaz estava escondendo alguma coisa:

— Pra ser sincero eu não sei. Dominic pode te contar quantas horas chegamos no refeitório, mas na sala de aula não tinha como ver o horário até porquê o único lugar nessa escola com relógio é a cozinha.

Dominic interrompe Soma aborrecido:

— Pelo amor de Deus! Você não presta atenção em nada não? — Soma ri de Dominic que já tinha ficado bravo mais uma vez e responde um breve “Noops!”. Quando Mayo chama a atenção dele o rapaz se volta e continua a falar — Tá legal, eu falo o que esse idiota não teve sensibilidade de prestar atenção.

— “Eu acordei durante um tumulto que estava acontecendo no corredor dos quartos. Eu não sei o que foi, mas haviam várias pessoas conversando. Enquanto o pessoal estava lá fora eu decidi me arrumar para ir chamar Soma. Tomei banho, fiz a higiene diária e até arrumei meu quarto. Após isso fui até o quarto dele para chamar o idiota aí.

Depois disso nós fomos para a sala de aula que ele te disse... — Mayo percebe o olhar que Soma dá para Dominic, os dois se encaram de leve e então Dominic continua falando — e ficamos conversando. Depois disso fomos para o refeitório e chegamos lá às 7:45. Sem mais nem menos, este foi o horário exato!” —

Mayo faz mais algumas perguntas para os rapazes, mas não recebe nada de interessante em retorno. Ela olha as anotações que fez sobre os depoimentos e confere se estavam bem escritos.

2# Depoimentos dos Alunos

2.1#Depoimento do Soma

2.2# Depoimento do Dominic

Mayo olha em volta e decide subir as escadas para onde estavam Louis, Kei e Mio conversando sobre o rastro, os respingos e a poça de sangue. Ela se aproxima e pergunta para o grupo:

— Encontraram algo de importante?

Kei resolve ficar mais reservada, ela ainda estava magoada pelo que Mayo havia dito a ela, por isso a garota resolve sair de perto e ir procurar pela sala pra ver se encontrava alguma coisa. Quando Louis resolve compartilhar as descobertas Mio se apressa e diz a Mayo:

— Aqui na porta tem uma poça de sangue e descendo as escadas há um grande rastro de sangue que leva até a mesa. Isso você já deve ter percebido, mas o que mais me interessa mesmo são esses respingos. — Ela aponta para grandes respingos de sangue próximos a poça — Eu não sou detetive nem nada, mas parece que o sangue foi expelido de maneira muito violenta.

Mayo observa e tira foto de tudo enquanto faz algumas anotações. Depois de um tempo Kei grita e chama os alunos ali para darem uma olhada no que ela encontrou, Dominic e Soma já haviam saído há um tempo por isso só foram Mio, Mayo e Louis.

Ao chegarem, embaixo de uma das mesas havia uma grande faca. Muito provavelmente a maior faca da cozinha e estava ensanguentada. Kei pega delicadamente e começa a analisa-la:

— É! É uma faca comum!

5# Poça de sangue

6# Respingos de sangue

7# Rastro de sangue

8# Faca de cozinha

Mayo pede para Kei a faca e começa a analisa-la também. Após um tempo com os alunos discutindo e analisando ela devolve para Kei e diz:

— Acho melhor pôr no lugar, parece que somos os primeiros a investigar aqui e eu não quero ser a responsável por atrapalhar a investigação dos outros.

Enquanto a gêmea colocava a faca no lugar Mayo se dirige a Mio e pergunta:

— Posso te fazer umas rápidas perguntas, Mio?

Mio responde que “sim” e então Mayo faz as mesmas perguntas que havia feito mais cedo para Dominic e Soma. Após um breve período de reflexão ela responde:

— Booom... algo anormal eu não me lembro de nada. Bem... eu... acordei cedo essa manhã e fiquei no quarto da Nayako conversando com ela...

Mayo faz uma expressão de estranhamento e Mio fica com o rosto rubro:

— N-N-N-NÓS NÃO FIZEMOS NADA DE ERRADO! JURO! Bem... depois de conversar com ela por bastante tempo eu decidi ir para o meu quarto. Como não parecia ter ninguém acordado nesse horário e o sino pro final do horário noturno não tinha tocado ainda, eu fiquei no meu quarto mesmo. Eu me arrumei pra ir pro refeitório, acabei tirando uma soneca por ter acordado cedo e fui chamar a Nayako. Ela me atendeu e nós duas juntas fomos para o refeitório.

Mayo fica curiosa e pergunta:

— E depois disso? Você foi a última pessoa a vê-la com vida?

Mio olha para o chão meio triste, pega um sachê de álcool em gel e começa a se limpar e diz:

— Bom... depois disso ficamos conversando no refeitório com os outros alunos. Acho que lá estavam: Razvan, Morgana, Yoko, Sato, Mykhailo, Mei, Kenichi, Dominic e Soma. Quando nós estávamos entrando lembro de termos esbarrado em Louis que acabava de sair do refeitório. — O garoto confirma e então ela continua — E bom, ficamos lá conversando por um tempo até que deu 8:30 e a Nayako disse que precisava ir. Ela não me disse pra onde e nem pro quê, só saiu.

Mayo pergunta se essa foi a última vez que elas se viram e a garota responde que “sim”. Mayo pergunta sobre a noite passada e recebe apenas alguns detalhes da garota sobre um encontro que ela e outros alunos fizeram durante a madrugada:

— Durante a madrugada eu, Morgana, Mykhailo, Sato, Hideki, Louis e a Nayako estávamos conversando, acho que eram essas pessoas. Eu não lembro muito sobre, mas estávamos apenas nos divertindo. Contando piadas, bebendo refrigerante e tentando derrotar a Mei na queda de braço. Isso foi tudo o que fizemos. Nós saímos do refeitório logo depois da Morgana e da Mei.

Mayo pergunta sobre como Nayako estava, se ela tinha algo fora do comum na madrugada anterior ao crime e nesta manhã, mas a garota nega. Mayo faz mais algumas perguntas e logo depois cessa, se dirigindo para Louis, mas antes que ela pudesse falar algo Kei a interrompe com raiva:

— Hey! Não vai achando que você pode sair assim interrogando todo mundo! E que tal você responder sobre algumas coisas também?

Mayo dá de ombros e aceita ser interrogada sem protestar. Kei se vira para a garota e resolve fazer as mesmas perguntas que ela tinha feito a sua irmã fazendo a garota responder com um tom de tédio em sua voz:

— Eu acordei, deveria ser umas 6 horas e pouco, e fui direto para o refeitório. Lá eu me encontrei com a Razvan que tomou um susto quando eu abri a porta. Nós não trocamos palavras, fui direto beber água e voltar para o meu quarto. Depois disso eu passei parte da manhã em meu quarto, mandei uma mensagem para Louis e fiquei esperando na frente da porta do meu quarto. Eu vi Dominic e Soma saindo e também vi Gabriel saindo do quarto dele. Eu esperei não muito, acho que só uns 2 ou 5 minutos e resolvi entrar porquê Louis tinha me dado um toco. No momento em que estava entrando lembro de ter visto Gabriel entrando no quarto dele e aí fui dormir.

Kei põe a mão no queixo e começa a pensar em uma outra pergunta:

— Então você não tem um álibi para o treinamento? — Mayo balança a cabeça negativamente — Você pelo menos tem a mensagem aí?

A garota que estava sendo interrogada pega o seu ElectroID e mostra para Kei. Ela começa a ler a mensagem:

Mayo: Preciso flr cm vc Louis

Mayo: Queria flr sobre aquilo que aconteceu ontem.”

Kei coça a cabeça e pergunta para ela o que tinha acontecido entre os dois, Mayo bufa e responde:

— O Louis deu piti porquê eu não queria ser amiga dele.

Louis exclama de raiva enquanto Mio dá uma leve risadinha. Kei mostra o ElectroID de Mayo para os outros dois e pede para que Louis mostrasse o dele. Eles conferem tudo e as mensagens batem, mas infelizmente não dá para saber quando foram mandadas pois não haviam marcações de horas nas mensagens. Enquanto o pessoal estava discutindo sobre o que fazer Mayo pede o ID dela de volta e faz as mesmas perguntas a Kei:

— AHAHAHAHAAHA! Eu passei a manhã inteira dormindo. Ontem a noite foi tudo bem doido! — Mayo fica brava, mas logo Kei parece se lembrar de algo e diz — Ahh não! Pera! Eu acordei hoje de manhã durante o treinamento. Lembro que me encontrei com Gabriel no corredor dos quartos, nós dois fomos juntos para o ginásio, mas eu decidi passar antes no refeitório para ver quantas horas eram. Chegando lá eu vi que estávamos atrasados, já eram 9:20. Eu saí em disparada deixando Gabriel para trás e chegando primeiro do que ele no ginásio, mas sem demorar muito ele chegou também. Praticamente junto comigo. Cara... tive que pagar 20 flexões por causa do atraso!

Mayo pergunta sobre a noite anterior e Kei responde:

— Há! Foi demais, tava todo mundo bem feliz e animado. Foi tão bom que eu fui uma das últimas a sair. — Mayo interrompe a garota e pergunta a ordem de saída dos alunos e ela diz — Bom... Gabriel deu uma passada rápida no refeitório durante a madrugada e logo saiu, depois Morgana e Mei saíram, logo em seguida Mykhailo e Sato, aí eu saí deixando Hideki e Louis sozinhos no refeitório. Lembro que antes de sair eu conversei com o Louis enquanto Hideki pegava mais um refri na cozinha. Até avisei pra não beberem muito se não iriam mijar na cama!

Mayo termina de anotar o testemunho de Kei quando Mio se vira para Soma, abre um sachê de álcool em gel para limpar as mãos e o interroga da mesma maneira. O garoto que até agora tinha se limitado a algumas poucas palavras começa a falar meio inseguro:

— Bom... Eu acordei hoje bem cedo e fui pro refeitório. Eu até tinha visto Morgana indo pra lá também. Cheguei lá e fiquei conversando com a Morgana e Razvan que já tavam lá. Com o passar do tempo os alunos foram chegando: Yoko, Mei, Sato e Kenichi chegaram ao mesmo tempo. Depois disso Razvan saiu e uns minutos depois chegaram Dominic e Soma. Eu resolvi sair e ir pro meu quarto também, mas no momento em que eu estava saindo acabei me esbarrando em Nayako e Mio. Pedi desculpas e segui para o meu quarto.

O rapaz olha para Mayo e ele percebe que ela não estava nem sequer dirigindo o olhar para ele. Louis começa a pensar em várias coisas, em como se aproximar de Mayo, o que ele poderia fazer para melhorar a relação deles e o porquê de Mayo ser sempre tão fria. Porém ele é abruptamente arrancado de sua cabeça por Kei quando ela pergunta:

— Você só fez isso? Onde você tava durante o treinamento?

Ele põe a mão na nuca e responde:

— Na verdade não, eu fiquei conversando nos corredores com Mykhailo e com Razvan que tinha saído do quarto e se juntado a nós. Passamos um bom tempo conversando até Sato vir chamar Mykhailo. Depois disso entrei no meu quarto e Razvan no dela. Eu não fui ao treinamento, fiquei em meu quarto e depois de um tempo decidi ir até a lavanderia. Chegando lá eu percebi que meu lençol não estava lá e também vi que a porta da sala de áudio estava aberta. Decidi ir conferir se tinha alguém lá pra perguntar sobre meu lençol, mas... acabei... encontrando essa sala cheia de sangue. Fiquei assustado e fui chamar todo mundo.

Kei dá um breve momento para Louis respirara, ter se encontrado com a cena que ele viu deve ter sido uma experiência horrível. O grupo fica em silêncio por alguns minutos e Kei volta a perguntar a Louis o que ele tinha feito na noite anterior.

O rapaz responde que não muito, depois que ela saiu ele ficou conversando com Hideki por um tempo e decidiu ir conferir o lençol dele na lavanderia. Hideki o acompanhou até a lavanderia e depois os dois foram até os quartos se despedindo e cada um entrando em seu respectivo quarto.

O grupo fica por um tempo discutindo sobre algumas coisas e então eles resolvem se separar. Kei e Mio disse que iriam checar mais um pouco aquela sala antes de saírem enquanto que Mayo e Louis decidem sair de lá.

2# Depoimento dos alunos

2.3# Depoimento da Mio

2.4# Depoimento da Mayo

2.5# Depoimento da Kei

2.6# Depoimento do Louis

Quando finalmente estavam sozinhas, Kei se vira para Mio que estava pegando um sachê de álcool em gel e pergunta se a garota estava bem. Ela não podia compreender por completo a dor de sua irmã e nem sabia o quanto ela era próxima da vítima, mas ela queria estar por perto para o que Mio precisasse.

Sua irmã se vira para ela e responde que estava tudo bem, mas o sensor protetivo de Kei sabia que não estava nada bem. Kei sabe que Mio não tem problemas com coisas mortas, mas ela se lembra de uma vez em que sua irmã se apegou a um passarinho que estava ferido e foi parar em sua casa. Ela tentou desesperadamente tratar do coitado, até pediu ajuda para levar ao veterinário, mas o caso já era sério demais e ele iria morrer com certeza.

Abalada, Kei se lembra de ver sua irmã saindo do veterinário se limpando com álcool em gel a todo momento, limpando a caixinha onde o passarinho se encontrava e até mesmo o sangue seco em algumas das penas dele antes do seu funeral.

A mania de limpeza da garota tinha diminuído muito desde que ela começou a andar com a Nayako, mas quando Kei se lembra de como foi a reação de sua irmã ao descobrir o corpo ela voltou a se preocupar.

Sua irmã parecia desolada, não derramou lágrimas, ficou quieta assim como foi com o passarinho. Ela pegou um sachê de álcool em gel e saiu do lugar voltando pouco tempo depois com produtos de limpeza da cozinha, um balde com água e esfregões tirados do banheiro. Ela estava prestes a limpar a cena do crime quando Monokuma interveio falando que aquilo atrapalharia as investigações.

Mio estava encarando o corpo no momento em que terminava de passar álcool em gel nas suas pernas, mas Kei só ficou ali ao lado dela observando a cena se sentindo impotente e triste. Nem mesmo ela foi capaz de parar a mania de limpeza da sua irmã e agora que ela estava melhorando a única pessoa que conseguiu morreu. Kei não conseguia pensar em outra coisa senão como sua irmã não estava se sentindo naquele momento.

Mas Kei diz a si mesmo que ela ainda não falhou e que vai proteger sua irmã não importando o quê. Ela estava confiando em Nayako, mas agora que a garota se foi ela precisa voltar a proteger sua irmã.

Mio se vira para Kei depois de passar um bom tempo observando o corpo e fala:

— Vamos... sair daqui ok?

Kei apenas concorda com a cabeça e sai do lugar a medida em que Hideki e Kenichi entravam para investigar o corpo. Com a ideia em mente de achar o culpado, Mio sai de cabeça erguida, mas sua irmã estava apenas preocupada em como proteger e salvar sua irmã. Onde isso vai parar?


Notas Finais


Que doidera! Não tenho muito que acrescentar aqui a não ser: Curte, comenta e compartilha aê! Ajuda nois :V (Por curtir entenda-se favoritar! XD)

Ahh, deixem suas impressões sobre o caso também. Vou adorar ler o que vocês acharam dessa primeira metade das pistas e quem pode ser possivelmente o primeiro culpado. Quem vocês acham que é? As apostas ainda tão de pé gente, não percam pra dar seus palpites! :V

Mas bora deixar a aposta mais interessante? Nesse cap vocês vão deixar nos comentários quem vocês acham que são os 5 principais suspeitos de terem cometido o crime. No próximo cap vocês vão ter que escolher apenas um principal suspeito. Se vocês acertarem os dois eu faço um capítulo extra com o seu personagem (Ou se você não tiver mandado, com o personagem da sua escolha) falando sobre ou a história dele, ou interações que não mostraram dele ou até um universo alternativo onde ele é o prota (Mas eu não garanto que a última será real e muito menos que isso acontecerá durante a fic pois muito provavelmente eu vou postar o extra ao fim dela).

Caso empate, não terá capítulo extra pra ninguém! Buahahahaha!

Ps: A última ideia se vir a se tornar real será em um tamanho bem reduzido comparado ao dessa fic aqui, ok?! :3

Queria avisar também que talvez hoje, mas eu não dou muita certeza, vai sair uma imagem do cômodo onde o corpo da Nayako foi encontrado em um jornal. Assim vocês conseguem ter uma ideia melhor do corpo.

Link pra história "Killing Game At Roselake Camp": https://www.spiritfanfiction.com/historia/killing-game-at-roselake-camp-danganronpa-interativa-18520280

Anyway, muito obg se você leu até aqui e até a próxima! <3
Próximo cap:
Dia 04/04/2020;
Entre as 9 até às 15 horas.

Ps²: Mio tá de olho em vocês que não passam alcool em gel seus demoninhos! Se protejam do corona vírus, fiquem em casa, usem e abusem de sachês como a Mio, lavem as mãos direitinho limpando entre os dedos, as unhas, o dedão e o pulso, evitem aglomerações e se mantenham alerta. A Mio agradece seus esforços para evitar piorar a situação! ^-^ <3
#MelhorFicDeDRR #RumoAoDestaque #JuntosContraOCoronga


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