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História De boas, eu superei. - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Estou de volta, dessa vez com o último capítulo da Three shot, que está muito mais calmo.

> Perdão pelos erros de ortografia e de digitação, não corrigi nada.

Enfim, boa leitura! ~

Capítulo 3 - Superação de término concluída.


Um mês e meio de beijos e sexo desde que Felix pisara pela primeira vez na casa do Seo.

A luz da manhã adentrava as cortinas finas e esquentava o quarto, iluminando brevemente o casal que repousava nu na cama. Changbin estava abraçado ao Lee, que dormia com toda a serenidade do mundo em seu peito, enquanto o outro viajava nos próprios pensamentos acariciando os fios loiros.

Sentia-se estranho ali ao lado do ômega, mas era um estranho bom, que não sabia ao certo como explicar. Algo que aquecia seu peito toda vez que tocava a pele macia, encarava o sorriso bonito, ou escutava a risada barulhenta do loirinho.

Talvez estivesse apaixonado. Não queria admitir, mas com toda a certeza estava. Se sentia um completo trouxa por transar com alguém e acabar se apegando tão rápido, Felix não queria ter um relacionamento sério, só queria um bom sexo, e isso era preocupante.

— Merda, eu sou tão idiota... — Murmurou baixo, condenando-se por ter um coração tão fraco, que se apaixonava com tanta facilidade.

— Não é não. — O ômega remexeu-se, rebatendo a fala. Estava acordado já fazia alguns minutos, mas não queria sair tão cedo do abraço quentinho que o envolvia. — Bom dia meu príncipe encantado. — O Lee sussurrou acariciando o peito descoberto do mais velho, sentindo o calor da pele, algo que o impedia de levantar. Fez um mínimo esforço para subir com o corpo por cima do outro, alcançando sua boca e depositando vários selinhos em seus lábios.

— Bom dia meu anjo. Dormiu bem? — Passou um braço pela cintura fina do loiro, que em troca apoiou suas pequenas mãos nos ombros largos.

— Muito. — Suspirou com preguiça.

— Você é tão bonito… — Changbin disse admirado ao analisar pela vigésima vez na semana o rosto fofo do garoto ao acordar, que mais parecia com o de um anjo, fazendo seu coração bater como um louco.

Felix conseguia escutar muito bem os sons que saim do peito do outro toda vez que apoiava a cabeça no peitoral, sons esses que eram parecidos com os que o seu próprio fazia.

Lembrava-se bem dos dias incríveis que haviam passado juntinhos. Muitos beijos, carinhos, muito contato corporal e boas transas, tudo colaborando para que o ômega caísse de amores pelo alfa de grande porte.

Seo Changbin o fazia se sentir completo e com felicidade total, e Felix decidia internamente se deveria ou não contar sobre aquilo ao Seo.

Com toda a certeza, não valia à pena guardar um sentimento tão puro e sincero em um porão.

— Eu gosto de você. — Soltou sem pensar muito. Se acabasse pensando por ao menos dois segundos desistiria, e toda a coragem que havia lhe dominado desapareceria. — Não sei ao certo como, mas em pouco tempo posso te afirmar com todas as letras que eu realmente gosto de você. Você é simplesmente incrível. — Mostrou um sorriso largo e bonito enquanto tentava colocar em palavras tudo o que sentira em pouco mais de um mês.

O sorriso desmanchou-se rapidamente ao que viu a expressão incrédula e assustada no rosto do alfa.

Changbin jamais havia dito sobre o que sentia, e Felix parava para pensar o quão precipitado fora expondo seus sentimentos recentes.

Um mês não eram nada se comparados aos três anos do Seo com a antiga namorada.

Talvez Changbin ainda quisesse a ex.

— Você gosta daquela garota, não gosta? — O Lee desviou o olhar para um quadro na escrivaninha do quarto, onde um retrato de Changbin e Gahee estava apoiado. Sentia um nó lhe subir à garganta com a bela foto do casal, que esbanjava um olhar apaixonado. — Esqueça o que eu disse, por favor. — Notou os olhos do ômega lacrimejarem antes do loiro se afastar, virando de costas para si e cobrindo-se por completo com o lençol. A mágoa no rosto do baixinho partia o coração do alfa, que jogou-se por baixo do tecido, o abraçou pela cintura e o encheu de beijos por todo o ombro, pescoço e costas, apertando o garoto contra o próprio corpo.

— Se acalme, Lix. Eu gosto de você. Aquela garota é passado, por favor, não fique triste. — Disse entre os beijinhos que depositiva nos ombros delicados. — Felix, eu gosto de você. — Os beijos subiram para o pescoço. — Gosto tanto que não sei como deveria explicar. — Respirou fundo, inebriado com o cheiro doce e suave da pele macia.

— Desculpe, meu cérebro é um idiota, que só me faz pensar coisas negativas. — Suspirou. — Foi a minha primeira vez. — A frase fez o alfa sentar na cama para encarar o outro.

— Primeira vez? Primeira vez com o que?

— Gostando de alguém. — Changbin respirou aliviado com a resposta.

— Não me assuste desse jeito! Por segundos pensei que havia tirado sua virgindade. — Recebeu uma risada do mais novo. — Você nunca sentiu nada assim antes?

— Não. É estranho, e bom.

— Muito. — O Seo se aconchegou outra vez no corpo pequeno e quente, o abraçando de frente, para que pudesse olhar seu rosto com mais detalhes.

— Quando Chan voltar terei que ir pra casa. Queria passar mais tempo aqui contigo. — Felix confessou. Sentia-se bem naquela casa.

— Queria?

— Eu gosto de ficar com você. Eu realmente gosto de acordar todos os dias ao seu lado, isso nunca me aconteceu antes, me sinto um idiota apaixonado. — Sorriu com a própria fala.

— Saiba que eu também gosto muito de ter você aqui. Sabe, eu me sentia vazio desde que havia terminado o namoro, mas nos últimos dias você me fez esquecer totalmente de todos os meus problemas. Quer ficar aqui? — A proposta parecia tentadora demais para ser recusada.

— Sim. Eu quero mais do que tudo ficar aqui com você. — Sorriu largo, depositando um beijo casto nos lábios do maior. — O que nós temos? — O Lee parecia acanhado em fazer a pergunta.

— O que? Não entendi.

— Que tipo de relação temos? — Felix repetiu, dessa vez com mais clareza.

— Ah, bem… Não somos ficantes pois já temos um pouco mais de intimidade, mas também não somos namorados, pois não oficializamos nada, então... Eu não sei. — Suspirou. Queria mais do que tudo oficializar, com aliança e tudo que tinha direito.

— Certo.

— Mas… Você quer namorar comigo? — O pedido de namoro indireto teve como resposta um belo sorriso do pequeno ômega.

— Eu quero. — A convicção na fala do menor aqueceu o coração do outro.

— Ótimo, podemos oficializar quando você quiser, meu bem.

— Vamos esperar um pouquinho, todos estranharão o quão próximos ficamos em apenas uma semana, vão dizer que estamos ficando loucos por pensar em um namoro tão cedo. — Talvez fosse loucura, mas Felix se sentia apegado a Changbin com o pouco tempo que possuíam.

— Concordo. Enquanto isso posso ir me organizando para fazer algo romântico.

— Você sabe que não curto muito essas coisas, não é? — Acariciou as bochechas do moreno com as mãos.

— Claro que sim, por romântico quero dizer que vou pedir uma pizza enorme para nós dois devorarmos enquanto assistimos qualquer coisa agarradinhos. De resto já sabemos onde todas as nossas noites juntos acabam… — Subiu por cima do ômega e prendeu o corpo pequeno contra a cama, enchendo todo seu peito e pescoço de beijos molhados.

— Ideia maravilhosa, eu adoraria. — O Lee segurou o maxilar definido do alfa e o puxou para um beijo apaixonado. Sentia os braços fortes lhe envolvendo e o calor do contato entre as peles, não havia nada melhor do que isso.

— Eu me sinto um idiota de pensar tanto no futuro. Você… Se imagina com criancinhas correndo pela casa? — Questionou com expectativa. Felix podia ser jovem, mas Changbin já beirava os vinte e sete anos, tinha o desejo de ser pai há tempos. Talvez mais tarde pudesse ter o sonho realizado.

— Com toda a certeza. Eu amo crianças, parece que dão vida em qualquer lugar, gostaria que Chan e Woong me dessem um sobrinho para que pudesse aproveitar.

— Seria maravilhoso, Bang Chan seria um pai incrível, e tenho a total certeza de que os filhos do casal seriam a coisa mais fofa. — Sorriu ao imaginar o quanto a família Bang seria bonita.

— Já disse isso várias vezes para Chan, mas o desgraçado só quer saber de trabalhar… — O Lee levantou com preguiça, vestindo a primeira calça de moletom que viu pela frente, a qual havia tirado na noite passada assim que fora deitar. Tinha medo que Bang Chan aparecesse e o visse nu ali, ao lado de seu melhor amigo.

Não resistiu em voltar para a cama ao lado do amado, que ainda parecia cansado, abraçando seu corpo.

— Acha que seu irmão irá reagir bem quando souber que estamos juntos?

— Espero que sim, pelo que parece o próprio armou tudo isso, deveria ter pensado nas consequências, na possibilidade de acabarmos juntos. — Felix sentiu um calafrio percorrer sua coluna, estremecendo todo seu corpo. Notou o suor começar a lhe escorrer pela testa, mas nem ao menos estava com calor. — Eu estou me sentindo um pouco estranho… — O Lee mal terminou a frase, sentindo seu estômago embrulhar e uma ânsia lhe atacar. Soltou-se de Changbin e levantou com pressa da cama, seguindo até o corredor, disparando até o banheiro.

Colocou toda a comida para fora de uma vez. Não apenas uma, como duas vezes seguidas. E quando pretendia sair do banheiro após longos minutos esperando que aquele enjoo passasse, uma terceira vez.

Não havia comido tanto e até mesmo sentia sua barriga vazia assim que acordara, estranhando o porquê da náusea repentina.

Puxou na memória o que comera na noite passada, tentando ao máximo lembrar de tudo que havia consumido. Acabou não se alimentando direito nos primeiros dias de estadia na casa por conta do sexo desgastante que faziam com tanta frequência, tentava aproveitar todos os momentos ao lado do alfa maravilhoso que roubara seu coração.

— Porra... Não usamos camisinha. — Felix suspirou fechando os olhos desacreditado. Tinha a certeza absoluta de que não haviam usado preservativo durante o período, apenas transavam como se não houvesse amanhã e logo depois apagavam em sono, principalmente o Lee. Agora que parava para pensar, lembrava muito bem de como havia implorado para que o Seo gozasse dentro da primeira vez em que haviam transado.

O loiro quase entrou em desespero por dois segundos. Não tinha a certeza absoluta, mas o cheiro estranho que sentia exalar de seu próprio corpo entregava, o qual não parecia com suor nem nada do tipo. Para ajudar, o embrulho que sentia em seu estômago o alertava de que algo não estava normal. Por mais que enjoos não fossem tão comuns logo no primeiro mês, lembrava-se do quanto sua mãe dizia sofrer desde os primeiros dias com eles.

Não restava dúvidas…

Lee Felix tinha um filho em sua barriga.

— Lix? Você está bem? — Changbin questionou pela oitava vez, preocupado com o baixinho que já passava minutos dentro do cômodo pelo mal estar.

A porta foi destrancada, enquanto o Seo esperava com o coração nas mãos do outro lado, já com as roupas no corpo.

— Não se preocupe, foi apenas uma náusea repentina. — Felix apareceu em seu campo de visão. Seu rosto parecia um pouco pálido, não sendo muito convincente na resposta de que tudo estava bem. O Lee tentou disfarçar o nervosismo, algo que não passou despercebido pelo alfa de sentidos apurados.

— Está realmente bem? — O tatuado se aproximou com preocupação, estranhando quando o australiano deu um passo para trás, fugindo de seu contato.

— Ah… Não exatamente. — Suspirou decidido a contar a verdade. Não havia por que e nem como esconder, uma hora ou outra Changbin saberia. Na verdade, era um tanto óbvio o cheiro estranho em si, e mesmo assim o alfa parecia não notar.

— O que está sentindo? Quer ir ao médico? Sente dor de cabeça? Dor no corpo?

— Changbin, não sei se você esqueceu, mas eu sou um ômega. — Foi direto com sua fala, mas o moreno não o entendeu.

— Eu sei. O que tem? — Questionou confuso.

— Eu… Posso engravidar. — O Lee murmurou baixinho.

— Eu sei, mas o que isso tem a v- espera, eu não lembrava desse pequeno detalhe, Felix! — Os olhos escuros de Changbin dobraram de tamanho com a fala.

— Pois é… Eu também não lembrei na hora… Transamos sem camisinha, não é? — A expressão assustada do outro seria cômica se a atmosfera não fosse tão tensa para o casal.

— PORRA! Você…? — O Seo ajoelhou-se depressa colocando o nariz perto da barriga do baixinho, sentindo um cheiro suspeito que se formava ali, que parecia uma mistura entre o seu próprio e o do Lee.

Estava sem reação.

Podia sentir seus olhos encherem-se de lágrimas com tamanha felicidade, incrédulo com toda a informação.

— Acha que serve para ser pai? — Felix acariciou os cabelos negros do que estava agachado em sua frente.

— Podemos descobrir com o tempo se tenho a vocação ou não. — O Seo respondeu com a voz chorosa.

— Você tem, eu tenho certeza disso.

— Era tudo o que eu mais queria. — O loirinho quase gargalhou ao notar que Changbin chorava ajoelhado abraçando sua cintura, com a cabeça apoiada em sua barriga. Parecia com uma criança pequena que acabara de descobrir que ganharia um irmãozinho. — Eu vou ser pai! Vou ter um filho! Meu deus… Adeus noites de sono, olá bebêzinho fofo e pequeno. — Soluçou tentando enxugar as lágrimas que percorriam seu rosto. — Não acha que isso vai atrapalhar sua vida? Você é muito jovem, tem muita coisa pela frente ainda, e-

— Não. Vai ser uma criança muito bem-vinda e amada, mesmo que eu tenha que passar dias sem dormir. — Encarou o alfa, que o observava com um sorriso largo e a face vermelha de choro, que chegava a ser estranha. Nem parecia um adulto que estava ali. — Por que essa cara?

— Estou feliz. Muito feliz. — Suspirou. — Vamos ter que guardar dinheiro e comprar todo o enxoval. O quarto do bebê será todo em cinza para que ninguém brigue se for menino ou menina. Eu não quero que você invente de trabalhar enquanto estiver com nosso filhote na barriga, o que ganho é o suficiente para sustentar um ômega esfomeado e cheio de desejos estranhos, não quero nenhum esforço seu durante esses próximos meses, vai ficar só sentadinho com a barriguinha mais bonita do mundo assistindo série. Ah, e você vai cursar dança sim, seja o que for, eu vou ajudar no seu sonho! — Changbin disse tudo com pressa.

— Relaxa, vamos com calma. Você sonha muito alto e sempre pensa no futuro, eu acho isso a coisa mais adorável do mundo. — Foi a vez do ômega se ajoelhar, podendo analisar melhor o outro daquela altura.

— Acha que Bang Chan vai me derrubar no soco quando souber que acabei te engravidando? — O moreno questionou preocupado. Tinha certeza de que a reação do amigo não seria das melhores quando descobrisse.

— Talvez. Mas ele não pode matar o pai do meu filho, ou então eu mato ele. A culpa também foi dele, afinal. — Felix deu de ombros. Ficaria ao lado de Changbin mesmo que seu irmão não aceitasse o relacionamento.

— E seus pais?

— Mamãe sempre foi louca para ser avó, vivia perguntando para Chan e Woong se os dois já planejavam, acredito que vai chorar em emoção com a notícia. Meu pai e eu nem conversamos direito, desde que não fique na casa dele, tanto faz. — Respondeu. Sorriu com o pensamento de como sua mãe ficaria feliz em o ver formando uma família, mesmo que tão jovem. A frase de Felix foi o suficiente para fazer Changbin colar os lábios aos do outro em um beijo apaixonado. Ambos ajoelhados em frente ao banheiro, parados em meio ao corredor, onde o alfa não demorou a levantar o outro pelas coxas e o carregar até o quarto.

Sua primeira missão era tirar uma boa foto do momento para que pudesse substituir a que estava no quadro anteriormente, essa que marcaria a nova fase de sua vida.

 

[…]

 

Oito e trinta da noite foi o horário que a campainha soou. Changbin e Felix haviam acabado de jantar fazia poucos minutos, e estavam agarradinhos conversando em seu quarto, compartilhando ideias e pensamentos.

Haviam combinado de fazer os testes de gravidez no dia seguinte, marcando o exame de sangue para o mais rápido possível, assim como uma consulta ao médico.

Era difícil para Felix acreditar que estava esperando uma criança, sentia que sua ficha só cairia quando a barriga reta começasse a crescer, com seus poucos meses.

Ambos estavam muito felizes.

O Seo foi o escolhido da vez para levantar e atender a porta, já que a pessoa lá fora insistia em tocar o alarme barulhento.

Do outro lado, um Bang Chan impaciente esperava, esse que sorriu mostrando suas covinhas ao ver o amigo ali, parado em sua frente. Changbin apenas sorriu nervoso.

— Achei que nunca mais ia voltar, já estava até pensando em ir buscar o resto das roupas de Felix... — O Seo pronunciou tentando soar natural, algo que não deu muito certo. Estava morrendo de medo da reação de Chan.

— Aproveitou bem a estadia do meu querido irmão em sua digníssima casa? — O platinado sorriu mais ainda, porém, dessa vez com um ar malicioso.

— Idiota. Você realmente jogou seu irmão pra minha casa querendo que a gente transasse? Ele não carimbou os vinte anos ainda, me senti um pedófilo! — Confessou irritado, esquecendo-se de seu grande problema por segundos.

— Não vi outra saída, ou deixava você o foder, ou outro alfa ia fazer isso por você. Foi o único ômega que consegui arranjar para te distrair e tirar dessa bad de mais de um mês, cara. — O Bang entrou no cômodo sem nem esperar por um convite, se sentando no sofá espaçoso.

— Pensei que fosse extremamente possessivo com o Lee. Lembro bem de quando expulsou um garoto alfa a vassouradas do quarto dele. — A recordação fazia Changbin estremecer ainda mais. Não queria ser expulso da própria casa com vassouradas.

— Eu sou muito ciumento com meu irmão, ok? Felix teria que ficar com alguém, Woong foi comigo na viajem, nossa família está na Austrália, então pensei logo em você, já que tenho total confiança de que iria tratar meu irmão com respeito.

— Você confia bastante em mim, não é? Isso é bom… — Coçou a nuca nervoso. Não sabia como contar ao amigo que toda a confiança depositada em si não havia ajudado em nada na hora do sexo para que lembrasse que Felix também engravidava como qualquer mulher ômega.

— Pode o chamar?

— Claro... — Respondeu, sentindo um calafrio percorrer por sua coluna. Caminhou sem pressa até o quarto, onde deu de cara com o ômega mexendo em seu celular, fuçando algo nas redes sociais. — Lix? Bang Chan está aí.

— Eu sei, escutei sua voz… Acho que teremos uma longa conversa, não é? — O coração do Seo quase parou naquele instante. Não gostava de "conversar" com Bang Chan, já que o mesmo na maioria das vezes preferia conversar com seus punhos.

Não podia morrer agora, tinha filhos para criar e um ômega para cuidar.

Felix, ao contrário do namorado, parecia muito mais relaxado, pronto para encarar o irmão. Caminhou com firmeza até a sala, onde encontrou o platinado olhando distraído para um quadro estranho pendurado na parede acinzentada. O alfa notou uma presença no cômodo e virou para o mais novo, dando um belo sorriso.

— Olá maninho! Espero que Changbin tenha lhe tratado bem. — Cumprimentou o outro.

— Tratou bem até demais… — O Lee murmurou.

— Vamos? — O Bang disse animado, vendo que Changbin chegava na sala. Felix parecia relutante em falar algo.

— Chan, eu… — O loiro suspirou convicto de que deveria fazer aquilo. — Quero ficar.

— O que?! — O platinado arregalou os olhos.

— Quero morar com Changbin. — Respondeu de maneira clara e direta.

— Vocês estão… Juntos? Você e Changbin? É sério isso?! — Chan intercalava olhares entre alfa e ômega, desacreditado com a informação. Não imaginava que a loucura fosse realmente dar certo.

— Sim. — Felix esperava por uma reação ruim, a qual não veio.

— Ah, meu deus! — Bang Chan jogou-se na direção do amigo tatuado o abraçando. — Bem-vindo a nossa família cara, eu sabia que um dia Lee Felix tomaria jeito e arranjaria um bom namorado, obrigado deus! Tudo isso graças a minha mente brilhante, eu sou realmente um gênio! Venha cá Lix, me dê um abraço, meu anjinho. — Foi em direção ao loirinho e o envolveu em seus braços, levando o nariz até o cabelo do baixinho, inalando o cheirinho de morango do shampoo. Tinha algo de errado. Alguma coisa estava diferente em Felix, tinha certeza disso. Demorou-se um pouco mais no abraço, tentando entender o que estava errado. Sentia o cheiro de Changbin extremamente perto, mas o moreno estava a mais de um metro e meio da dupla. Também sentia uma mistura confusa de vários outros aromas, criando um totalmente novo que era o que exalava do Lee. Puxou a gola alta que o mais novo vestia e olhou para o pescoço do ômega, procurando por alguma marca, a qual não encontrou. Uma mordida explicaria o porquê da mistura dos cheiros entre Changbin e Felix. — Seu cheiro está tão diferente… Que estranho, mas você nem foi marcado! Então por que- — O mais velho parou por um segundo e ligou os pontos em sua mente.

Eles realmente haviam acasalado.

— É-É, eu posso explicar, cara... — O Seo gaguejou tentando se defender.

— SEO CHANGBIN! Ele é muito jovem, como pôde fazer isso com ele? E o pior, como pôde fazer isso comigo? Eu confiei em você! — Felix riu com a expressão furiosa do irmão, se colocando entre a dupla a favor do namorado, o qual abraçou pela cintura.

— Quem mandou você jogar ele pra cima de mim? Eu não tenho culpa, nem ao menos lembrei de preservativo, a culpa foi toda sua! — Rebateu levantando a voz.

— Achei que você estivesse debilitado demais com seu término pra fazer um filho! Você estava no fundo do poço por conta de Gahee até alguns dias atrás! — Gritou.

— Sim, mas sabe... Tá de boas cara, eu superei. Felix é gostoso demais para eu perder tempo me lamentando com ex. — Changbin sorriu beijando o baixinho, sem ligar para o outro alfa.

— Não fale assim do meu irmão, desgraçado filho da puta! Eu estou te expulsando de nossa família! — Bang Chan começou uma perseguição com Changbin ao redor do sofá, jurando que quando o alcançasse o desmaiaria com socos.

O Seo correu até Felix, ajoelhando ao seu lado e colocando as mãos em sua cintura.

— Você está ouvindo isso, bebê? Mal entramos na família e já estamos sendo expulsos! Você vai morder o dedo do titio Chan quando tiver dentinhos, não vai? Essa será a nossa vingança. Pelo papai, por favor! — Changbin depositou um beijinho na barriga coberta pela camiseta.

— Ele só tem um mês e pouquinho Bin, não vai te escutar tão cedo. — Felix sorriu bobo com a cena.

— Não tem problema, até que o bebê nasça e o primeiro dentinho cresça tenho bastante tempo para discutir sobre o plano de vingança com ele. — Soltou um riso, levantando com pressa quando quase foi acertado por uma almofada, correndo pela casa tentando fugir do platinado que atirava os próprios sapatos em sua direção.

Sentia o coração disparar não apenas por toda a corrida, mas também por ver seu ômega e futuro companheiro gargalhando alto da cena que os dois alfas adultos faziam, que era extremamente infantil, afinal, Bang Chan e Seo Changbin ainda tinham uma alma adolescente.

Agora o Seo possuía uma família novamente, essa que em breve estaria aumentando seu número de integrantes em um ou mais. Só esperava não ficar louco com pestinhas jogando seus eletrônicos no chão e correndo por sua casa, como um pequeno furacão. Se não fosse pedir muito, de preferência um furacãozinho com sardas bonitas como as de Felix, e tão belo quanto o mesmo.


Notas Finais


Amo a gargalhada do Felix mais do que tudo

Enfim, encerramos essa fanfic por aqui, mas talvez ela conte com algum extra... Ainda não tenho certeza.

Capa maravilhosa por @Matryoxka

Obrigada por todos os favoritos e comentários! <3

Até a próxima!


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