História De Fã para Amante (Camren) - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Camila Cabello
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren Jauregui, Laurmila
Visualizações 633
Palavras 5.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello, Hello, Hello,

Eu to impressionada real com o medo de vocês, sério!

Não tenham medo, leiam de boa... Um drama que fez uma fanfic. Hahaha.

Perdoem-me os erros e boa leitura.

Capítulo 13 - Chapter Thirteen.


— "Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências". — Pablo Neruda.

Em uma bolha de amor gigante com todas as cores do arco-íris, encontravam-se Camila e Lauren, completamente alheia aos problemas externos, já que os celulares ainda estavam desligados.

Para elas, principalmente para a Lauren essa pequena atitude de ousadia não teria uma consequência. Ela ainda estava com a ilusão de que o Cain não sabia que já estava em Guadalajara, ás vezes, a cantora beirava a inocência. Para ser sincera, Lauren nem estava pensando em seu marido e não pensara nas últimas horas que esteve nos braços de Camila.

Elas tiveram uma noite agitada entre muitos beijos, carinhos e orgasmos. Quando vieram dormir era um pouco mais de cinco horas da manhã. Por tanto, quando Lauren despertou quase perto do meio-dia, sentiu o corpo levemente dolorido e a satisfação ainda percorrendo cada centímetro do seu corpo. Abriu os olhos preguiçosamente, soltando um bocejo, sentiu um calor irradiando pela lateral do seu corpo, e descobriu uma Camila agarrada nela como um coala.

A cabeça da brasileira repousava no ombro esquerdo da mexicana, os cabelos bagunçados esparramados e uma boa parte cobrindo o rosto da menor, o corpo estava jogado na lateral do corpo de Lauren, uma perna em cima dos quadris da maior e um braço na barriga, mas o interessante era que a mão esquerda de Camila segurava com propriedade o seio de Lauren como se fosse algum bichinho de pelúcia.

O braço esquerdo de Lauren estava dormente por Camila estar em cima, mas ela não ousou soltar o corpo da menor, já que estava a abraçando pela cintura. A mexicana achava que elas tinha dormido de conchinha, mas era bem claro que tinham mudado de posição.

Lauren sorriu com a cena, aspirando o cheio de baunilha do shampoo de Camila, desejou que pudesse acordar assim – todos os dias – com a brasileira, seria uma benção se tivesse essa sorte na vida. Com a mão direita, afastou os cabelos que cobria o rosto de sua bela amada, como alguém podia ser tão linda como a Camila? Os traços da brasileira eram tão marcantes e profundos, uma beleza exótica que raramente poderia ser encontrada por aí... Era como se Camila fosse a única, e a mexicana sabia que sim, a brasileira era a única em seu coração e em sua vida.

Por algum motivo desconhecido, os olhos esverdeados de Lauren emudeceram e ela não conseguiu segurar as lágrimas que rolaram pela a sua face, era a emoção de enxergar o seu amor... Acariciou o rosto adormecido, guardando em sua memória cada pequeno detalhe que encontrava, ela gostava de fazer isso... De registrar as nuances da brasileira. Ela não entendia porque fazia isso, ela só precisava fazer...

Sorriu suavemente mesmo que as lágrimas ainda caíssem, era tudo tão louco e intenso, mas jamais seria passageiro.

Os pensamentos de Lauren foram interrompidos por uma Camila que agitou-se em seus braços. A mexicana virou-se, abraçando a menor com carinho em seus braços e soltando pequenos beijinhos pelo supercílio da mesma que depois de uns segundos, acalmou-se e voltou a dormir pesadamente. Isso fez a mexicana admirar mais ainda a brasileira... Como era uma menina/mulher espetacular!

Não soube quanto tempo ficou ali, apenas olhando a Camila dormir quando o seu estômago roncou. Desvencilhou-se com cuidado da menor para não acordá-la, uma tarefa que não foi nada fácil, já que cada vez que tentava soltar a Camila, ela a abraçava mais firme como se tivesse medo de que a cantora fugisse dos seus braços. Com muito custo, Lauren substituiu o seu corpo por um travesseiro que Camila fez uma caretinha inconscientemente, mas aceitou.

Lauren olhou ao redor e encontrou um robe de seda da menor e vestiu, já que estava nua. Depois foi para a cozinha, iria preparar algo para ela e Camila se alimentar, depois da noite energética, precisavam repor as energias. A cozinha estava um pouco bagunçada da noite anterior, e a mexicana não sabia cozinhar com a pia cheia de pratos sujos, então, ocupou-se em lavar a louça e organizar o que estava fora do lugar, precisou vasculhar os armários e gavetas para descobrir onde guardar tudo.

Com a cozinha arrumada, Lauren preocupe-se com o desayuno. No México, o café da manhã era bem diferente dos brasileiros. Ela sabia que Camila estava em adaptação ainda, não queria sobrecarregar o estômago da brasileira, então, descartou o feijão preto e outras coisas consideradas pesadas para um desjejum. Fez apenas umas gorditas com carne acebolada e azeitonas pretas.

Arrumou as gorditas em um prato grande e colorido, e despejou o suco de laranja em uma jarra, deixando em cima do balcão.

— O que está fazendo? — A voz um pouco grogue a assustou.

Lauren virou-se rapidamente com o coração desesperado, esse que acalmou-se e explodiu menores corações ao ver a cena: Uma Camila com um blusa grande, os cabelos bagunçados, a cara inchada de sono e um enorme bico parada no batente.

— Preparando o nosso café da manhã.

— Eu acordei e você não estava do meu lado. — Camila reclamou, aumentando mais o bico, enquanto, esfregava o olho direito, o cenho estava franzido.

Era uma bebê!

— Ah, amorzinho... Desculpe-me. — Lauren se aproximou depois de limpar as mãos em um pano de prato e enlaçou a sua pequena pela cintura a abraçando. — Eu não queria acordá-la... — Contou, olhando-a nos olhos.

Camila fungou levemente, mesmo que não tivesse chorado, mas ela acordava sempre com o nariz congestionado. Nem sabia o porquê, mas era assim. Ela não tardou ao passar os braços por debaixo do de Lauren e a abraçou pelas laterais do corpo. Encarou bem os olhos esverdeados, estavam novamente clarinho, lembrando mais ainda esmeraldas.

— Mas acordou ao me privar do seu calor e cheirinho. — Camila murmurou manhosa, ela nem sabia porque estava sendo assim, mas era bom ser dengosa com a mexicana.

— Ounti, bebê. — Lauren segurou o rosto de Camila com a mão direta em formato de concha, aproximou o rosto e aplicou vários selinhos, o polegar acariciando sem parar a bochecha da menor. Isso deixou a brasileira mais amolecida em seus braços que sorria bobamente. — Prometo que futuramente não vou privá-la do meu calor nem do meu cheiro, nem de mim, okay? — A cantora perguntou usando um tom como se tivesse falando com uma criança. Camila assentiu e voltou a fungar. — Você quer neosoro?

— Hum? — Camila perguntou confusa, esfregando o rosto pelo pescoço cheiroso de Lauren, nada do que a essência natural do nosso amor para nos apaixonarmos mais.

Lauren se arrepiou, mas sorriu.

— Neosoro, é um descongestionante nasal, você está fungando demais, minha preciosa. — A cantora explicou, acariciando os cabelos da brasileira. — Isso vai ajudá-la a respirar melhor. Você quer? Eu tenho em minha bolsa.

Não é preciso dizer que a Camila quase virou gelatina por Lauren estar cuidando dela. Ela olhou para a mexicana com os olhos castanhos brilhando, se a Lauren queria que Camila se apaixonasse mais por ela, estava indo por um caminho bem certo.

— Quero...

— Ótimo. — Lauren beijou a testa da menor. — Eu vou pegá-lo em minha bolsa e depois vamos tomar café da manhã, okay?

— Podemos fazer isso assistindo Bob Esponja? — Camila perguntou com os olhos brilhando.

Lauren fez uma careta, não de estranheza, mas de engraçamento. Fazia um bom tempo que não assistia desenho, tanto que até achava cômico o pedido de Camila, mas é claro que ela faria... Ela faria tudo pela brasileira, principalmente a olhando daquele jeito.

— Sim, meu amor. Faremos tudo que você quiser. — Lauren respondeu se soltando de Camila. — Só me deixa ir lá pegar o remédio...

Camila soltou a Lauren com a muito custo, mas deixou a cantora ir buscar o remédio. Ela ainda estava meio grogue do sono, mas olhando o corpo de Lauren afastando com o seu robe que ficava um pouquinho mais curto na cantora do que em si, a brasileira percebeu que tinha muita sorte na vida.

(...)

Uma mesa de vidro foi virada com toda fúria. O estrondo foi alto e assustou os empregados da mansão que não ousaram se aproximar. Felizmente a Mercedes estava de folga, sempre que ia viajar, a Lauren dispensava a sua babá, porque se não, a fúria do Cain iria ser direcionada para a própria babá.

Lauren não tinha parecido para o almoço do partido político. Ele tivera que passar o almoço todo explicando o porquê de sua esposa não estar com ele, o apoiando, mentiu, disse que a mexicana estava sendo solidária com a irmã que estava adoentada. Alguns caíram em suas desculpas, outros o olharam com desconfiança. Sem contar que Paula Cain estava o fuzilando com o olhar, quando a mesma se aproximou dele, foi só para recriminá-lo e chamá-lo de fraco.

"Se você não consegue administrar o seu casamento e ter um pulso firme sobre ele, como acha que os eleitores vão acreditar que você é capaz de representá-los? Você é um fraco, Luís e todos saberão que não passas de uma fraude!". As palavras de Paula ainda ecoava em sua mente.

— Desgraçada! — Cain gritou ofegante, ninguém sabia se era pra sua mãe ou sua esposa. Mais coisas voaram contra a parede. — Filha da puta! Você não vai me destruir. Não vai mesmo! — Ele balançou a cabeça em negativo, caminhou até o bar e pegou uma garrafa de conhaque, bebendo pelo gargalho mesmo. — Porque antes de você me destruir, eu te destruo com as minhas próprias mãos...

A única pessoa presente no escritório estava no canto da parede, assistindo a degradação do Cain, enquanto, vibrava internamente. Que irônico, não é? Não precisou fazer absolutamente nada contra a Lauren, ela mesmo se sujou, e os lençóis estão bem sujos.

— O que você pensa em fazer, Cain? — Tara perguntou ao se aproximar sem medo. — Lembre-se que enquanto você está aqui, Lauren está lá com a amante, desde ontem.

— Cala a boca! — Cain gritou enfurecido apontando a garrafa de conhaque na direção de Tara. — Não fale o nome dela!

Tara levantou os braços.

— Desculpe, não vai acontecer mais... Só estou curiosa, só quero saber o que vai fazer com toda essa situação. Deportar a brasileira?

Cain pensou um pouco, deu um longo gole no conhaque, sentindo o liquido amaciar a sua garganta. Tinha que ser frio e maquiavélico.

— Não... — Ele riu ao olhar para a Tara. — Isso seria fácil demais, deportar aquela vagabunda está fora de cogitação. Eu quero destruir tudo que a Lauren mais ama e por último, darei o golpe fatal com essa brasileira de merda. — Puxou a Tara para os seus braços e a beijou violentamente. — Eu tenho planos para Camila, não vou deixá-la batendo as asas livremente por aí. Nenhuma das duas estarão livres de mim, ninguém sai impune em tentar me passar a perna.

— Eu acho isso tão excitante, esse seu lado mal... — Tara acariciou os ombros do Cain.

Cain soltou a garrafa em cima do balcão do bar e encarou a Tara com um sorriso malicioso.

— Vamos para o meu quarto, quero te foder na cama que Lauren dorme...

É claro que Tara foi, saltitante.

(...)

Camila sentiu-se solitária depois que Lauren foi embora.

Ela queria muito que a mexicana tivesse ficado com ela, mas sabia que não podiam porque a Ally estava preste a chegar e deus a livrasse se sua amiga a encontrasse com Lauren.

Já estava com saudade.

O que não era nenhuma novidade. Mas... A saudade tinha duplicado; Ela queria ficar o tempo todo com a Lauren, queria ser daqueles casais grudentos que ficavam colados o tempo todo e faziam tudo juntos. Bem, na prática seria um tanto sufocante, mas ela não se importava em ser sufocada com a Lauren.

Devia ser contra a sanidade estar tão apaixonada dessa maneira por alguém.

Camila conseguia até imaginar... Pétalas de rosa, damas de honra, um altar com um arco com diversas flores silvestres, ela e a Lauren apaixonadas e felizes no meio do arco, recebendo a benção de uma juíza de paz, um beijo apaixonado, uma festa repleta de lágrimas de felicidade e uma correria para o carro debaixo de inúmeros grãos de arroz.

Tudo bem clichê, mas que deixaria a brasileira muitíssimo feliz.

Como seria os seus filhos com a Lauren? Iria amar ter filhos com a mexicana.

Suspirou. Estava a pouco tempo em um envolvimento com a cantora, mas estava ali, apaixonada e fazendo planos para um futuro que nem sabia se iria acontecer. Provavelmente não. Mas são os sonhos que nos mantém de pé, certo?

Percebendo o que estava fazendo, Camila ligou o seu celular, algumas notificações chegaram, principalmente do Pablo com mensagens. Ela o respondeu, depois fez uma chamada rápida para os seus pais. Demorou quase meia-hora com eles, já que Alejandro e Sinu iriam para a missa, Camila tinha esquecido completamente do fuso-horário.

Camila repousou o celular na sua coxa, os seus olhos fixaram no buquê vívido no vaso no meio do balcão. Ela não entendia porque a Lauren tinha lhe presenteado com rosas brancas, embora que tinha amado, é que geralmente os amantes presenteavam com rosas vermelhas. Bom, isso mostrava que a Lauren era diferente de todos.

Parou de admirar o buquê quando o seu celular voltou a vibrar na sua coxa, era uma ligação de vídeo do whatsapp. Passou a mão rapidamente no cabelo e atendeu com um sorriso.

— Olá! — Gritou animada ao ver quem era.

Olá um caralho, sua vadia falsa! — A pessoa do outro lado da tela berrou, por algum motivo estranho, a câmera do celular estava direcionada a um par de seios salientes em um decote ousado. — Você está a semanas aí nessa porra de México e não tem a decência de nem ligar pra sua amiga. — Finalmente a câmera mudou para o rosto. — Você é uma amiga de merda! — Julgou os olhos castanhos.

— Dinah Jane! — Camila exclamou, nunca tinha escutado tantos palavrões em uma frase. — Que boca suja é essa?

A mesma boca suja que você tinha antes de ir para o México e bancar a culta. — Dinah jogou os cabelos loiros para o lado. Ela estava produzida, sinal de que iria sair. — Mas não fuja do assunto principal: Você é uma amiga de merda.

Camila não gostava de concordar com a Dinah, porque ela era do tipo de amiga que se você concordasse ou lhe desse razão, ela passaria aquilo na sua cara até o resto da sua vida. Mas a verdade é que a menor sentiu culpada, não tinha feito sequer uma ligação para a sua amiga desde que esteve no México.

— Desculpa, Di. — Camila suspirou. — Eu não deveria ter me ausentando desse jeito, devia ter ligado para você ou até mesmo mandado mensagem, é que eu estive tão ocupada sobre tudo aqui em Guadalajara que os detalhes importantes de minha vida foram negligenciado, e com isso eu digo que você foi negligenciada. Perdoe-me por isso, por favor... — A menor tentou, mas viu a cara de tédio de sua amiga no outro da tela. — Okay, você tem razão: Eu sou uma amiga de merda.

Dinah gritou e pulou, fazendo a câmera bagunçar e os seus seios voltarem a ser evidência.

Isso, bitch! Eu sabia! — Dinah voltou a câmera para o seu rosto quando parou de pular. — Eu sempre estou certa! — Falou com euforia.

— Você é o poço da razão e sabedoria, Di! É quase uma Palas Atenas.

Dinah fez uma cara confusa.

Okay, eu não sei quem é essa mulher, mas deve ser tão foda quanto eu. — Se gabou, arrancando uma risadinha de Camila. — E sobre o seu perdão, eu não sou Deus pra perdoar ninguém, mas posso tentar lhe desculpar por ser uma amiga tão desleixada.

Camila sorriu, apesar de se mostrar durona, a Dinah era um doce com o coração mole. Elas eram amigas de faculdade, mas tinham um vínculo forte. Não precisavam ficar agarradas o tempo todo ou mandando mensagens diretamente para ter a afirmação de que eram amigas verdadeiras.

— Ufa, me sinto até aliviada agora. — Camila brincou, mas depois ficou séria. — Sério, Di, desculpa de verdade, tentarei ser mais presente ultimamente.

Dinah estalou a língua.

Eu sei como sua vida está corrida, Mila. Estou apenas implicando ou não. Estava esperando você se estabilizar para poder ligar, porque sei que você é área demais para fazer isso. — Dinah olhou para os lados por um segundo, a Camila conhecia aquele lugar, era o quarto da maior. — E também eu sonhei com você.

Camila animou-se, ela gostava quando as pessoas sonhavam com ela.

— Sério? Como foi? Me conta! — Camila pediu com animação.

A expressão de Dinah não estava tão animada como a de Camila.

Bem. — Dinah pigarreou levemente, parecendo desconfortável. — Foi um sonho estranho, não me lembro muito bem, mas uma imagem fica repetindo diversas vezes na minha mente é você andando em uma estrada deserta com um buquê de rosas brancas... As rosas estavam murchas e sangrando. — A loira arregalou os olhos. — Tipo, sangrando muito, em cada rosa escorria muito sangue.

Camila arrepiou-se com o relato da amiga.

— Que bizarro.

Também achei. — Dinah balançou a cabeça em negativo. — Vem cá, Camila... Você não está metida em nenhuma merda aí, não né?

— Não... — Camila apressou em dizer. Mas depois mordeu o lábio inferior. — Bom, anda acontecendo uma coisa...

Conta! — Dinah praticamente berrou.

Então, Camila contou sobre tudo: Desde a sua chegada ao México até o seu caso de amor com a Lauren. Também falou do seu desempenho da faculdade e sobre a Bella. Dinah não se interessou pela o ensino da faculdade e muito menos pela colega de classe com paixonite de Camila, ela nem mesmo quis se ater ao detalhe que Lauren era casada com o governante do estado, Dinah estava impressionada por Camila estar de romance com alguém famoso e rico.

Puta que pariu! — Dinah exclamou. — Você nasceu com a bunda virada pra lua? Merda! Esse rabo desse tamanho, eu sabia que era sinal de sorte. Lauren Jauregui? O quê? Nossa!

— É complexo, Di. Eu estou traindo o Pablo com ela e...

Dinah não deixou a amiga terminar.

E daí? Quem se importa com o moribundo morto do Pablo. Eu estou em choque por você estar pegando a Lauren Jauregui. Essa mulher é desejada mundialmente, caralho, Camila, passa um pouco desse mel para mim! — Dinah falou afobada.

Camila riu, mas logo parou.

— Você acha que isso não tenha correlação ao seu sonho?

Sei lá. — Deu de ombros. — Eu não sou mãe Diná para desvendar os sonhos ou buscar explicações. Mas vem cá, você contou para a sua amiguinha o seu caso com Lauren?

— Ally? — Camila perguntou confusa.

Quem mais seria? Claro que é ela.

— Não.

Faz bem, essa Ally não me cheira bem. Ela tem aquela carinha de boazinha e tem atitudes de "oh, a rainha da doçura, genuinidade, paz e amor", mas pra mim, é uma cobrinha criada só esperando dá o bote.

— Não fala assim dela, Di. Ela é uma excelente pessoa, me acolheu aqui de braços abertos.

Para mim, meu amor, essa cordeirinha é uma loba faminta por destruição. — Dinah sentenciou. — É desse jeito sonso que ela vai ganhando e conquistando coisas e pessoas. Ela é cínica, falsa e fingida. — Apontou para a tela. — Se ligue nisso!

Camila abriu a boca para rebater, mas escutou o barulho das chaves na porta.

— Eu tenho que desligar, ela chegou.

Okay, vadia. Me mantenha informada sobre o seu caso que isso é melhor do que conto erótico. — Dinah pediu com os olhos brilhando. — E outra coisa: Não me abandone.

— Jamais! Te amo.

Também te amo.

Camila desligou bem no momento que Ally adentrava ao apartamento com o semblante cansado. Mas assim que viu a Camila abriu um sorriso. A brasileira se questionou, como Ally tão doce daquele jeito poderia ser ruim? Dinah tinha cada ideia sem nexo...

(...)

Lauren mal tinha entrado em seu quarto quando tomou um susto. O seu marido estava sentado na cama com as luzes desligadas, o que denunciava a presença dele era a luz do iPad iluminando o rosto dele.

— Cristo, Luís. O que está fazendo aí no escuro? — Ela perguntou ao ligar a luz do quarto.

A cama estava bagunçada, como se ele tivesse acabado de acordar. O Cain usava apenas um roupão e mantinha os olhos fixos no iPad, como se a Lauren não estivesse ali. Ela respirou fundo, mas não se incomodou com o possível gelo dele. Soltou a bolsa no divã, iria tomar banho, depois dormir um pouco para compensar a noite não dormida.

— Você não foi para o almoço do partido. — Cain comentou com a voz pesada.

Lauren estancou no mesmo lugar e virou-se para ele.

— Almoço do partido? — Perguntou confusa.

— Sim, querida. — Cain a olhou, os olhos azuis estavam frios e letais. — O almoço que liguei insistentemente para o seu celular avisando, mas é... Você estava com ele desligado!

— O celular. — Lauren bateu a mão na testa, fingindo esquecimento. — Ele descarregou ontem e eu esqueci de carregar, você sabe quando eu estou com a minha família não fico grudada em aparelhos eletrônicos.

Cain levantou-se, e se aproximou com o iPad na mão esquerda, um sorriso considerado sádico surgiu em seus lábios, e Lauren estremeceu ao se dar conta de que aquilo não significava boa coisa.

— Você sempre tão esquecida/desligada, querida. — Ele tocou levemente os cabelos dela. — Por sua irresponsabilidade que tomei algumas decisões.

— Irresponsabilidade? — Lauren começou a se alterar. — Não me lembro de ter sido irresponsável em nada.

— Foi irresponsável em não me acompanhar em um evento importante para a minha carreira. Você como a minha esposa tem mais que obrigação de estar do meu lado, me apoiando, e ser submissa à mim. — Cain soltou as palavras machistas, a olhando nos olhos. — Mas como você não entende que deve manter o padrão convencional da família mexicana por bem, não me sinto culpado em lhe fazer honrar o papel por mal.

Lauren quase vomitou ao ouvi-lo, seu rosto ficou vermelho de raiva.

— Você é um ridículo ao acreditar que eu sou submissa a você. — Lauren soltou ofegante, sentindo a revolta dentro de si. — Não sou submissa à você nem ninguém, dane-se a "família convencional", não nasci para ser dominada. Nasci para ser livre, não é você que vai me prender. Nenhum homem me prenderá em uma gaiola como se eu fosse um bicho acuado, os tempos mudaram e se você mantém esse pensamento, não sinto nenhum remorso em dizer que és um machista!

Cain riu sem humor, embora que os seus olhos estavam avermelhados. Eles se encararam, o duelo e o ódio nos olhares e poros.

— Palavras bonitas, mas que não muda nem um pouco a sua realidade. — Cain começou cínico. — Não são as suas palavras que mudaram a minha decisão. Coisas mudaram, Lauren.

— Que coisas? — Lauren perguntou de supetão.

— Primeiro: Essa baboseira de voltar ao mundo musical? Uma merda. Jogue fora todas as suas esperanças para isso acontecer, não enquanto estiver casada comigo.

Lauren se descontrolou.

— O quê? Não! — Ela gritou, sentindo ondas ruins em seu corpo. — Você não pode me proibir de exercer a minha profissão, de fazer o que eu amo! Você não pode fazer isso.

— Segundo: Eu posso muito fazer isso, já que eu que estava pagando essa sua estúpida vontade de cantar. — Cain continuou sem nenhuma alteração. — Sem dinheiro você não é nada, pode ter o talento que for, mas precisa de investidor. Como não tem dinheiro para fazer algo digno, sua vida e sua carreira estão em minhas mãos.

— Luís, eu gravei o CD, está tudo pronto, a gravadora já produziu o lote. — A voz de Lauren soou fraca, ela não queria chorar na frente dele, mas estava quase despencando. — Os meus fãs esperam algo de mim... Eu tenho clipe agendado para ser gravado, tenho uma tarde de autografo também agendado para o lançamento do CD, eu não posso fazer isso, não posso largar tudo e...

— Shhh. — Cain fez sinal para ela se calar, e ela o fez. — Eu tenho consciência disso, por isso que deixarei que grave esse maldito clipe e tenha essa tarde de autografo, até porque o meu dinheiro foi investido nessa merda que você chama de música e preciso de retorno. Mas depois disso, você vai aquietar ao meu lado e será a esposa exemplar, se quiser virar uma boneca de cera, faça, mas estará ao meu lado em todos os eventos até do mais insignificante que for.

— Não! — Lauren grasniu, suas mãos seguraram as parentais de sua cabeça como se elas fossem explodir de dor, seu rosto estava mais vermelho que antes, parecia que iria explodir também. Sentia um dor sufocante em seu peito, isso não poderia estar acontecendo. — Você não pode fazer isso comigo, Luís. Os meus fãs... Minha liberdade como cidadã, como mulher, como ser humano, você não pode me privar disso. Eu não sou o seu brinquedo. — A voz dela entrecortou, os nariz queimando num indício de choro preso. — Você não pode querer me castigar porque perdi uma merda de almoço de partido.

— Lauren... Lauren... — Cain revirou os olhos, imune ao desespero dela. — Qual foi a parte que você não entendeu que eu posso fazer o que bem entender porque lhe tenho em minhas mãos? Você é minha propriedade, pode me chamar de machista, sexista, misógino, opressor, abusivo, e todos esses adjetivos que não me importa em absoluta nada. — Ele debochou, a olhando com prazer pelo descontrolo dela. — Mas você fará o que EU quiser.

— Me nego! — Lauren gritou, controlando-se para não avançar em cima dele. — Você não vai fazer isso! Eu não aceito e não seguirei as suas regras.

Cain ofereceu o iPad a ela. Confusa, Lauren pegou o mesmo e um vídeo rolou, os olhos esverdeados arregalaram.

— Terceiro: Você vai fazer o que bem entender ou a sua querida irmã vai perder a guarda dos filhos. Como se diz mesmo? — Cain fingiu pensar. — Ah... Abandono de incapaz! Tenho certeza que o conselho tutelar ficará muito interessado depois de receber esse vídeo. Sempre soube que sua irmã era uma droga de ser humano, mas ás vezes, ela se supera. — Ele riu.

O vídeo era bem claro: A Taylor sendo irresponsável com os filhos, os deixando no playground do restaurante, enquanto, ela bêbada e quase desmaiada era carregada para fora do estabelecimento. As horas do vídeo mudou, e mostrou os meninos chorando sendo acalentados pelos garçons, era nítido as expressões angustiadas e sofridas dos sobrinhos.

Lauren lembrava-se muito bem desse dia porque ela teve que sair de Guadalajara para socorrer os sobrinhos na Cidade do México, já que Taylor tinha sido internada em coma alcoólico, o marido estava fora do País e os empregados de férias. A irresponsável da Taylor achou que era capaz de cuidar dos próprios filhos e tentou ser uma boa mãe, algo que jamais seria pelos seus vícios, a sua falta de comprometido e de amor pelos filhos.

— Pela sua cara, acho que você entendeu que manda aqui, não é? — Cain ironizou. — Se você me desobedecer e tentar seguir os seus próprios passos em sua carreira, não pensarei duas vezes em enviar esse vídeo para o conselho tutelar que tomará as devidas providencias. Tenho certeza que não queres os seus queridos sobrinhos num orfanato, não é? — Ele perguntou usando o veneno na voz. — Já que eu não tomarei partido, e o pai da criança é tão inútil quanto a sua irmã. E mesmo que você entre no pedido de guarda temporária não será atendida... Eles não dão vez a mulherzinha do seu tipo, aliás, a nenhuma mulher sem apoio do seu conjugue, você precisa de mim. — Ele sorriu abertamente. — Você não acha a sociedade patriarcal fascinante?

Lauren chorava angustiada por saber que estava abrindo mãos dos seus sonhos e que iria decepcionar os seus fãs, mas não podia deixar os sobrinhos ir para o orfanato, ela jamais se perdoaria se isso acontecesse. Ela soltou um soluço e deixou o iPad cair no chão, ela queria muito sumir, queria que seu caminho não cruzasse com o de Luís Cain, essa cobra em forma de homem.

— Você entendeu, Lauren? Vai abrir mão da sua carreira para me apoiar incondicionalmente? — Cain perguntou friamente.

— Sim. — Lauren respondeu de pronto.

Cain sorriu vitorioso e saiu do quarto, deixando uma Lauren em prantos no mesmo. Ótimo. Atingiu a Lauren em dois pontos que ela mais amava: Seu trabalho e seus sobrinhos. Agora só faltava outro ponto, mas esse ele ia destruindo lentamente...

(...)

Camila estava terminando mais uma aula. A sua relação com a Bella não estava estranha, felizmente, ela não sabia como lidar com um drama em seu ambiente universitário, bastava a Lauren que estava estranha o suficiente, mesmo a respondendo rapidamente no whatsapp, a brasileira tinha a sensação que alguma coisa estava errada, mas a cantora afirmava que tudo estava em perfeita paz.

A brasileira não queria se sentir insegura sobre isso, mas era impossível não ter um quê de medo sobre tudo. Será que Lauren era o tipo de pessoa que depois que tinha a primeira noite simplesmente desistia? Não... Isso não fazia o estilo de Lauren Jauregui.

Afastou os pensamentos negativos de sua cabeça; Ela não ia se alto sabotar. Não iria se iludir – muito mais – mas também não iria dar asas a sua imaginação que poderia ser muito bem conturbada.

Ela estava saindo com a Bella, quando...

— Srta. Cabello, posso-lhe falar um minuto? — O professor de Marketing e Comunicação, Jesus Puente lhe abordou.

Camila olhou do professor para Bella.

— Vou te esperar lá fora. — Bella anunciou antes de sair.

— Sim, professor? — Camila perguntou ao olhar. Ele era um homem baixo, barrigudo e com um bigode maior que o rosto. Ela achava o nome dele engraçado.

Seria estranho imaginar uma cena de sexo com o seu professor cujo nome é Jesus? Ela pensava nisso direto na aula dele... Imaginava a esposa do mesmo gritando "Vai Jesus", "Isso Jesus", "Tô quase Jesus", "Jesus, tô gozando". Ela quis rir só de imaginar aquilo de novo, mas se controlou.

— Srta. Cabello eu tenho observado o seu desempenho durante as aulas, apesar de ser poucos dias, eu reconheço um aluno que se destaca dos outros. — Jesus falou seriamente. — A senhorita é estudiosa e esforçada, o seu talento não pode ser desperdiçado.

Camila estava surpresa, mas nem tanto. Ela sabia o quão estudava e se matava para se a melhor.

— Obrigada, Sr. Puente.

Jesus Puente sorriu fazendo o bigode ter um movimento cômico, mais uma vez Camila se controlou, não queria ser desrespeitosa.

— Eu tenho um estágio para a senhorita. Estágio remunerado, antes que me pergunte. A senhorita será bem paga para ser a minha auxiliar, enquanto, eu posso lhe ensinar fora do campus. É uma grande proposta, principalmente por nosso contratante ser uma pessoa grande, de alto poder aquisitivo. É uma chance única, Srta. Cabello, eu sei que os estudos consumem muito o seu tempo, mas...

— Eu aceito. — Camila falou sem nem mesmo esperar o professor terminar o discurso.

Puta merda! Estágio remunerado ainda mais com uma pessoa importante? Principalmente para ela que era estrangeira e estava há um mês no País? Era uma dádiva! Por isso que não pensou duas vezes ao aceitar, nem pensou no salário, ou que se mataria para conciliar os estudos do trabalho, a questão era o enriquecimento no seu currículo que esse trabalho lhe proporcionaria. Oportunidades não chegam em vão e não podemos perdê-las.

Jesus sentiu-se satisfeito com o interesse da aluna e pediu para que Camila estivesse presente vestida formalmente em um endereço que ele tinha passado. Ela tinha menos de uma hora para se arrumar e estar lá. Despediu-se rápido da Bella anunciando que amanhã contaria tudo e pedalou para o apartamento da Ally – já que tinha comprado uma bicicleta.

Tomou um banho, vestiu-se com um tubinho preto e um blazer branco, o abotoando em apenas um botão que o mesmo tinha e calçou saltos pretos. Prendeu os cabelos em um coque e passou rímel nos olhos. Pediu um Uber, e antes de ir, mandou uma mensagem para Lauren contando boas novas. Guardou o celular em sua pasta de couro e partiu quando seu Uber chegou, embarcou... Em menos de meia-hora estava no ambienta sofisticado, Jesus Puente já estava lá e sorriu com o adiantamento da aluna.

Eles conversaram um pouco. Camila estava nervosa, sabia que mesmo com a indicação do seu professor tinha que passar por uma entrevista, seu currículo estava bem preparado na pasta. Ela suava um pouco mesmo a sala estando gélida, a sua barriga parecia convulsionar, tinha alguma coisa errada e não era o seu nervosismo pelo possível emprego.

Uma mulher negra perfeitamente vestida e penteada surgiu, indicando que eles estavam liberados para adentrar ao recinto.

— Vamos, Srta. Cabello. — Jesus pediu ansioso. — Ele vai nos receber agora.

Ele quem? Camila achou que era o entrevistador. Ela ficou ereta e andou com o seu professor até o escritório luxuoso. Ao adentrar, quase caiu para trás ao ver quem era o seu contrate, ao lado dele, tinha uma mulher pequena com olhos malvados.

— Sr. Puente, Srta. Cabello. — O homem cumprimentou estendendo primeiro a mão para o Jesus e depois para Camila. — Sou Luís Cain e é um prazer recebê-los em meu escritório....


Notas Finais


Nesse capítulo vimos:

- Momento fofo camren.
- Cain sendo Cain.

Cheiro, cheiro, cheiro.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...