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História De: Josuke - Para: Okuyasu - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Eu amo o Okuyasu, God bless. Eu sei que hoje não é o aniversário dele, mas estava no mood de escrever algo assim, mais family friendly (por mais que o público do Spirit não engaje muito com fics mais "clean" e slice of life).

Leiam as notas finais, por favor ✨


Boa leitura!

Capítulo 1 - Único - "Muitas felicidades, muitos anos de vida..."


Fanfic / Fanfiction De: Josuke - Para: Okuyasu - Capítulo 1 - Único - "Muitas felicidades, muitos anos de vida..."



Cidade de Morioh, outubro de 2001

04:27 a.m.



— Rohaaaan! — Josuke Higashikata batia com socos fortes na porta de madeira da casa do mangaká, apressado. — Acorda, Rohan, abre logo isso!

O céu estava roxo e ganhando pequenos tons alaranjados, poucas nuvens apareciam no céu. JoJo vestia um casaco azul, calça moletom e tênis brancos. O horário não impedia ele de já ter feito seu Pompadour como de costume. Um copo de café estava na mão livre dele, e embaixo do braço encontrava-se um caderno com uma caneta marcando uma página.

Rohaaaaan! — bateu com mais força.

Ouviu-se o barulho da maçaneta girando, Rohan apareceu na pequena fresta que abriu. Josuke viu os olhos verdes flamejando de raiva, sobrancelhas quase unidas e lábios arreganhados. As olheiras fundas de Kishibe estavam visíveis, ele abriu ainda mais a porta e mostrou que estava de robes de banho, seu cabelo ainda não tinha a faixa que costumava ter posicionada na superfície da testa. 

— Espero que tenha um bom motivo para ter vindo até minha casa numa hora dessa — grunhiu. 

— Hoje é aniversário do Oku--

Rohan fechou a porta na cara de Higashikata. Odiou ter aparecido naquele estado para Josuke: sem maquiagem e sem suas roupas de grife. Odiaria aparecer daquela maneira para qualquer um. Amarrou ainda mais forte seu robe e preparou-se para voltar para seu quarto.

[DORA!]

— HIGASHIKATA JOSUKE! — o coração de Rohan disparou com o susto.

A porta foi quebrada e o punho de Crazy Diamond, ainda com posição de jab, desapareceu lentamente. Josuke entrou na casa, seu rosto estava escuro e inexpressivo. Uma energia amarelada envolveu os pedaços de madeira da porta e as fez flutuar, voltando então ao perfeito estado que estava antes.

— Escuta aqui, Rohan, você vai me ajudar com o aniversário do Okuyasu, por bem ou por mal! — disse, raivoso. — Eu não fiquei batendo na sua porta por meia hora por nada!

Rohan ergueu uma sobrancelha.

— Veja bem, se você queria entrar quebrando minhas coisas, podia ter feito isso antes — cruzou os braços, arreganhando a boca. — O que diabos eu ganho com isso?

— Devia se perguntar o que você perde se não fizer isso — Josuke deu de ombros. 

— O que eu perco? 

— Seu melhor ajudante e faxineiro, o único que te aguenta, aliás — cochichou a última frase com um biquinho debochado. JoJo era seu auxiliar e aparecia regularmente para limpar a casa do artista. — Quem vai manter tudo em ordem enquanto você estiver nas suas longas viagens?

Um flashback passou pela cabeça de Rohan do último substituto de Josuke, o rapaz ruivo que havia destruído metade de suas figures de Sailor Moon num acidente na hora da faxina. Depois, da garota que estudava no colégio de Morioh que não suportou as manias do mangaká com a faxina e seu tic nervoso com coisas tortas. Surtou no segundo dia. 

— Argh — Kishibe suspirou. — Você venceu. Me espere aqui, vou me arrumar.

— Você é o melhor, Rohan-sensei! — JoJo sorriu de orelha a orelha, de olhos fechados.

— Fique no sofá e não toque em nada.

Okaaaay~!

Quarenta minutos depois, Rohan voltou para a sala já produzido, vestindo suas roupas brancas da Channel, uma regata cropped branca e calça verde com suspensórios. Usava mocassim preto e um Rolex de prata brilhava em seu pulso. Sua maquiagem estava num ponto de discrição e elegância, apenas sendo quebrado pela cor de seu batom, as maçãs do rosto estavam contornadas e os lábios, marcados por um tom verde.

Josuke roncava alto, sentado no sofá.

— Higashikata! 

— MAMÃE, EU JURO QUE FIZ O DEVER ANTES DE JOGAR! — gritou, assustado.

— Pfff... — Rohan deu uma risadinha de boca fechada. — O jeito como você fica assutado numa situação com sua mãe é bem cômico, talvez eu use isso no meu próximo protagonista — fez um porta-retrato com seus dedos, visualizando a imagem. — Como posso ajudar?

Josuke bufou.

— Então, como eu estava dizendo, hoje é aniversário do Okuyasu, meu melhor amigo. Quero fazer uma festa bem “americanizada” pra ele.

— Eu sei quem ele é, você e Koichi-kun vivem trazendo ele aqui e ele sempre pega algum hentai que tenho na minha estante. Diga que quero de volta.

— A culpa é sua por manter esse tipo de material na sua casa, ok? — tossiu, com suas bochechas levemente coradas. 

— Ora, eu sou um artista! Preciso ter muitos materiais de referência para corpos!

— Continuando... — abriu o caderno e leu sua lista. — O Koichi ficou responsável pelos comes e bebes, a Yukako vai trazer os doces e o bolo... E eu arrumo o lugar pra festa e o presente dele.

— Lugar para a festa...?

— Sua casa, claro! — sorriu gentilmente.

— NÃO! — recuou Rohan, balançando a cabeça.

— SIM, ROHAN, POR FAVOOOR!

— Não, vocês vão quebrar minha casa! Por que você não faz na sua?

— Minha mãe vai passar o dia com a manicure e cabeleireira na sala e não quer ninguém por lá, nem mesmo eu! Se quebrarem algo na sua casa eu posso consertar num segundo, você sabe! — abraçou as pernas de Kishibe, que olhava para cima, emburrado. — Não se esqueça de que eu sou seu melhor funcionário!

— Se algum de vocês estragar algum mangá que estou escrevendo, eu uso o Heaven's Door e acabo com todos vocês. Vão se arrepender — ameaçou, com o rosto escurecido. — Juro que vão. Agora, aonde está sua dignidade?

— Obrigado! — levantou-se, bateu em seu casaco, batendo a poeira imaginária e sorriu. — Você é o melhor! Vou atrás do pessoal avisar que consegui te manipular!

— Conseguiu o que, hein? 

— Preciso que você faça um desenho pro Okuyasu, tem alguma ideia? Prometo que limpo sua casa de graça por uma semana se fizer algo bem bonito.

Kishibe pensou por um segundo.

— Qual é o herói favorito do Okuyasu? 

— Homem-Aranha da Marvel Comics. Por que?

— Vou desenhar ele vestido de Homem-Aranha. A que horas vai ser essa festa? 

— Dezoito horas.

— Perfeito, eu consigo terminar a tempo — gesticulou. — Agora, suma da minha frente antes que eu me arrependa.

Gureto desu yo.

JoJo abriu um largo sorriso e Crazy Diamond girou a maçaneta para ele. Saiu da casa do mangaká rindo, feliz por ter conseguido cumprir seu objetivo.


Horário: 08:52


— Koichi, bom-dia! — acenou o rapaz, vendo o amigo grisalho saindo de uma loja de guloseimas e salgados com as mãos nos bolsos. Aproximou-se com uma corrida rápida. 

— Bom dia, Josuke — Hirose sorriu, acenando de volta. — Já terminei de fazer os pedidos, pedi também aquele meron pan que ele gosta.

O sino da porta tocou, Yukako saiu da loja em seguida. Koichi olhou para ela, alegre.

— Você pediu o cheesecake fofo de frutas, Yukako-san? — perguntou Josuke, olhando para sua lista.

— Sim, pedi. Com amoras extras. Koichi-kun me ajudou com isso, vamos levar juntos as bebidas. O bolo fica pronto às cinco da tarde. 

— Perfeito, perfeito. O Jotaro veio visitar Morioh e trouxe a Jolyne, então vou ficar de olho nela depois das dez. Vou levar ela na festa.

— O Jotaro passou na minha casa ontem e me avisou que iria buscar a filha às dezenove horas e depois vão voltar pros Estados Unidos — Koichi avisou. — Não vou levar nenhuma bebida alcoólica até a Jolyne ir embora, aliás.

— Meu namorado é prudente! — Yukako deu um beijo carinhoso nos lábios de Koichi. Ele retribuiu. Josuke pigarreou.

— Certo, certo. Vou comprar uns balões e uns enfeites pra colocar na casa do Rohan — deu um sorriso malicioso e vitorioso. Koichi escancarou a boca.

— Não acredito que ele deixou! — Hirose gritou, surpreso. — O que você disse a ele pra que ele deixasse?!

— Eu disse que minha mãe estaria ocupada com os deveres da beleza e não queria ninguém em casa, o que não é verdade, mas é aquilo... O que Josuke quer, Josuke consegue. — Jojo colocou o dedo indicativo na lateral da testa, esticando os lábios num sorriso. — O Mikitaka está passando o dia com o Okuyasu, então vou passar buscar o pai dele pra arrumá-lo pra festa. Bye bye.


Casa de Kishibe Rohan

17:03


— Wooow, ele é um monstro! — a garotinha de cabelos pretos com mechas verdes disse, curiosa e apontando para o sr. Nijimura, que grunhiu manifestando. Josuke colocava um terno pequeno e preto na criatura verde.

— Jolyne, não fale assim dele! — repreendeu, terminando de ajeitar a gravata do senhor.

— Tá bem, tio Josuke... — resmungou ela.

— Hum, você é engraçado agindo como alguém rígido — disse Rohan, aparecendo na sala cheia de balões. — Olá, Jolyne.

— Olá — disse ela, não dando muita atenção e voltando a jogar em seu gameboy.

— Então, você é a filha do Kujo Jotaro? — perguntou o artista, curioso.

Simmm, mas meu pai é um chato e eu sou legal.

Rohan riu. Ela olhou para ele.

— Sua boca é verde — disse a garotinha, confusa. 

— Gostou? Devia experimentar usar essa cor de batom algum dia, é legal ser diferente — apontou para cima.

— Combina com meu cabelo! — ela puxou uma mecha de sua franja para frente para mostrar.

— Você é uma menina muito estilosa! —riram juntos. — Diferente do seu tio.

— O cabelo dele é feio!

— Sim! Pelo menos alguém tem bom senso nessa família!

Uma veia saltou na testa de Josuke, que finalizava os toques na roupa do Sr. Nijimura.

Oe, dou um desconto pra Jolyne porque ela é criança, Rohan-sensei, mas não darei o mesmo desconto para você — grunhiu o estudante.

— Chegamos! — anunciou Koichi, em voz alta, entrando acompanhado por Yukako. Ele vestia um terno esverdeado e seus cabelos estavam penteados para cima, com as pontas rebeldes espalhadas. Seus sapatos sociais brilhavam. Yukako usava um vestido azul marinho de seda com uma fenda que seguia até metade de sua coxa esquerda, com um elegante decote cavado. Seus enormes cabelos estavam presos num rabo de cavalo. Koichi apreciou a vista que tinha. — Você está linda, Yukako-san.

— Obrigada, Koichi-kun — e olhou para frente. Seu olhar se cruzou com o de Rohan, que imediatamente soltou uma faísca de ódio. Ela retribuiu.

Você”, cuspiram em uníssono.

— Rohan, me ajude a terminar de arrumar os doces da mesa, sim? — Josuke puxou ele pelo braço.

— Se tem uma pessoa nesse mundo que eu não suporto, depois de você, é essa Yukako — Rohan resmungou. — Essa menina maluca vive roubando a atenção do Koichi-kun. 

— Ah, Rohan, eles já tem dois anos de namoro, é óbvio que vão continuar mais grudados do que nunca. 

— Mas ainda assim...

— Olhe pra essa decoração! — mudou de assunto. — Você não achou simplesmente linda?

— Sim, sim, linda — concordou, distraído. 

— Você sabe que não é obrigado a participar disso aqui, não é? Se for pra estragar o humor do Okuyasu ou algo assim, eu recomendo que suba e fique por lá. Hoje é o aniversário do meu amigo e não quero que eu e você briguemos pra não pesar o clima, quero que tudo seja perfeito. As meninas do colégio já, já irão chegar.

Rohan ficou calado por um instante.

— É minha casa, eu vou ficar aqui, sim. E vou pensar no que disse — subiu em seu quarto, não para lá ficar e sim para se trocar.

— Obrigado por entender — voltou-se para os convidados. — Pessoal! Quero que todos façam silêncio até a hora do Okuyasu chegar, para ele não desconfiar de nada! Vou me arrumar e já volto!

Josuke foi até o banheiro de Rohan e vestiu-se apropriadamente: blusa cropped branca, paletó preto, calça preta e sapatos sociais roxos. Arrumou seu cabelo mais uma vez e finalizou seu paletó com seus broches de coração, símbolo da paz e uma âncora dourada. Olhou-se no espelho e deu um sorriso orgulhoso. 


Horário: 17:58


Vestindo um terno azul fechado, sapatos sociais brancos e broches de cifrões de dólar na lapela de seu paletó, Okuyasu Nijimura caminhava torto e fazendo caretas. Estava lindo, perfumado e elegante, mas desconfortável.

Oe, Mikitaka, esse terno 'tá apertado demais — resmungou Okuyasu. — E esses sapatos 'tão me machucando.

— Como dizem os seres humanos, a beleza dói — disse roboticamente, com um sorriso neutro. Olhou para o próprio terno branco e refletiu. — Aliás, não entendo porque a beleza tem que doer, isso não é um conceito meio errôneo?

— Okuyasuuuu~! — gritavam algumas estudantes na rua, acenando e sorrindo. Havia uma ou outra corada ao vê-lo passar.

Nijimura sorriu, sem graça.

— Pelo menos as meninas 'tão adorando — flexionou os músculos do braço, que ficaram marcados na manga do paletó. — Por que temos que ir tão bem arrumados até a cada do Rohan, eh?  

— Não me faça perguntas difíceis, Okuyasu. — o sol terminava de sumir. Chegaram até a varanda de Kishibe e bateram na porta. 

— Rohan! É o Okuyasu! Eu não trouxe seus hentais porque esqueci eles em casa e estava com o Mikitaka! 

Maldito...”, pensou Rohan, dentro de casa. 

A maçaneta girou, a porta se abriu. A casa estava escura e silenciosa. Nijimura agarrou o braço do alien a seu lado.

— 'Tô com medo, Mikitaka.

As luzes se acenderam, revelando as dezenas de balões e o raios luminosos azuis de um projetor barato. Sky's the limit, de The Notorious B.I.G. tocava ao fundo. Uma das músicas favoritas de Nijimura.

PARABÉNS, OKUYASU! — gritaram os presentes, menos Rohan. Josuke correu para abraçar o amigo com alegria e lágrimas nos olhos. — Eu te amo, bro.

— Parabéns? Hoje é meu aniversário? — coçou a cabeça. 

— Ele esqueceu o próprio aniversário? — Rohan olhou para Koichi e perguntou, com uma gota aparecendo em sua testa.

— É o que torna nosso trabalho mais fácil — Koichi deu um sorriso sem graça.

— Eu e nossos amigos fizemos tudo isso pra você! — Josuke disse, ainda abraçando o amigo.

— Ô, irmão, muito obrigado! Isso explica o porquê do Mikitaka me enfiar nesse terno — lágrimas surgiram nos olhos de Okuyasu. — Eu também te amo! Obrigado por lembrar! 

Soltaram seu abraço e olharam um para o outro.

— Só o melhor pra você!

— E veio toda essa gente pro meu aniversário! Olá, meninas! — acenou para as quatro garotas usando vestidos laranja, rosa, amarelo e verde. 

— Okuyasu-kuuuun~! — gritaram, com corações nos olhos.

— Yuya? 

— Hey, hey, hey, Okuyasu — Yuya estava sentado no sofá, vestido como o Prince, com suas três namoradas sentadas no chão perto dele. — Bela festinha que seu amigo fez pra você. 

— Fala, Okuyasu — Toshikazu Hazamada acenou, num canto. 

— E o presente mais especial da festa — disse Josuke, indo buscar o convidado que estava atrás da mesa de docinhos. 

Os olhos de Okuyasu se encheram de lágrimas ao ver seu pai num terno, seu coração se aqueceu e se encheu de felicidade. 

— Pai... — a criaturinha pulou e abraçou Okuyasu, que abraçou-o com muita força, grunhindo. — Você 'tá lindo com esse terno!

Sr. Nijimura grunhiu sons carinhosos. O filho fez carinho em sua cabeça, gotas salgadas rolaram em seu rosto. 

— Vamos dançar, aumenta o som, Koichi! — Josuke gritou, animado. Hirose aumentou o som no aparelho alugado. Livin' It Up de Ja Rule começou a tocar, agora em tom mais alto, grande parte dos convidados foi para a varanda depois de pegar alguns doces da mesa, conversando. Jolyne começou a dançar mostrando rapidez dos movimentos de suas pernas. — Isso aí, Jolyne!

Okuyasu largou o pai no chão e olhou para Josuke, fitaram-se por um instante e começaram a fazer seu hand shake no ritmo da música. Um soco pra cima, um soco pra baixo e uma risada num final. Não paravam de sorrir um para o outro. Nijimura começou a requebrar, movimentando as pernas num perfeito movimento de street dance. Josuke  dançava e parava para fazer suas poses enquanto mantinha um biquinho em sua boca, de vez em quando fazendo uma expressão de bad boy. As luzes iluminavam os dois amigos eufóricos. 

— Boa, Josuke! Mesmo com essa roupa apertada, eu consigo dançar!

— Eu consigo ver daqui os fios da roupa soltando!

— Depois você arruma pra mim! — gritou Okuyasu, também posando. — Vamos finalizar com uma pose juntos!

— Tira uma foto disso, Koichi!

Okuyasu agachou e levantou uma das pernas numa posição levemente ajoelhada, colocando os dois braços cruzados atrás da cabeça, fazendo uma expressão zangada. Josuke apontou com o indicador direito para a frente e guardou a outra mão no bolso, fitando a máquina por cima. Um flash iluminou ambos, que ficaram parados por alguns segundos até a impressão da foto ser realizada pela câmera.

— 'Tô louco pra ver isso revelado!

Butterfly de Crazy Town começou a tocar.

Com licença — disse Jotaro Kujo, em algum lugar da varanda. — Estou procurando minha filha.

— Papai! — gritou Jolyne, correndo até o pai que estava na porta. Ela começou a dançar como antes. — Papai, olha meus passos de dança! 

Jotaro sorriu, mostrando orgulho.

— Você está dançando muito bem, borboletinha, isso porque só tem oito anos, no futuro vai ser uma profissional — falou em inglês. Ele pegou a mão da filha. — Vamos? Vou te levar de volta pra casa, com a mamãe. 

Ahhh, mas 'tava tão divertido! — Jolyne murchou.

— Eu sei, mas temos que ir — se virou para Josuke, segurando a mão da menina. — Obrigado por cuidar dela, Josuke. Nos vemos daqui alguns meses. Ah, aliás — olhou para Okuyasu. — Feliz aniversário!

— Obrigado, Jotaro-san! — agradeceu, com um refrigerante na mão. Os Kujo saíram de cena. Nijimura fitou Koichi. — Oe, é verdade que você vai pra Itália daqui uns dias? 

— Sim, sim — olhou para baixo. — Ainda estou um pouco nervoso quanto a isso, mas creio que vai dar tudo certo.

— Claro que vai! — Okuyasu concordou. — Depois me conte como é o gosto da comida italiana que não é do Tonio.

— Falando no Tonio, ele que fez esses hambúrgueres — Josuke apontou para os sanduíches na mesa. — Foram seu presente de aniversário. 

Miami de Will Smith começou a tocar.

Okuyasu pegou um hambúrguer e provou. O sabor da carne era divino, o mais delicioso e suculento hambúrguer de sua vida. Sentiu vontade de chorar. A mistura de temperos e o sabor do pão eram perfeitos.

Sugoooooi~! 

— Você 'tá feliz, Okuyasu? — Josuke perguntou, sorrindo. Nijimura abraçou o amigo de lateral.

— 'Tô muito feliz, você arrumou tudo isso pra mim, bro! E na casa do chato do Rohan, ainda por cima! — riu.

— Ei, eu ouvi isso — resmungou o mangaká carrancudo. Saiu do escuro, revelando seu terno branco de Giorgio Armani, faixa branca na linha do cabelo e maquiagem forte, novamente usando batom verde e um Rolex de ouro rosé.

O som do Jazz Fortunate preencheu o ambiente.

— Desculpe! Aliás, você 'tá muito chique, sensei!

— Josuke encomendou um presente pra você, Okuyasu — Rohan disse, pegando um papel grande em cima de seu armário de madeira, que estava afastado por conta da decoração da festa. Nijimura olhou para Josuke, supeito. Higashikata respondeu com um sorriso de olhos fechados. — Aqui está.

Okuyasu olhou para o desenho.

— Não acredito — segurou o riso de alegria, fitou Josuke. A imagem desenhada era do próprio Okuyasu, vestido de homem aranha na clássica capa de Amazing Fantasy, sem máscara e com seu Stand, The Hand, atrás dele. Ele salvava o próprio Josuke, com seu uniforme escolar, ao invés do cidadão aleatório que Peter Parker salvava na capa original. — Como você acertou no tipo de desenho que eu adoro e uma das minhas capas favoritas?! Vou emoldurar isso!

— A ideia não foi só minha, foi do Rohan também! — JoJo encarou o mangaká, orgulhoso. Ele desviou o olhar, numa carranca formada. Okuyasu abraçou Rohan e o levantou do chão.

MUITO OBRIGADO, SENSEI!

— WHOA, VAI COM CALMA, EU NÃO SOU DE PLÁSTICO! — gritou. — ME LARGA!

Okuyasu riu e o soltou. Rohan bufou. Josuke também gargalhou.

— 'Bora cortar o bolo? As bebidas já começaram a chegar! — Higashikata anunciou. — Vamos cantar o parabéns!

Desligaram a música, acenderam a vela, os convidados se juntaram ao redor da mesa. 

Parabéns pra você! Nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida! Okuyasu, Okuyasu!”

Comemoravam, cantando com sorrisos em seus rostos. A energia daquela noite estava longe de se esgotar.

— O primeiro pedaço de bolo vai pro meu amado amigo, Josuke! — disse Okuyasu, após cortar a primeira fatia. Higashikata comemorou.

Depois de muito dançarem e rirem, os estudantes pegaram suas cervejas sentaram-se na varanda de Rohan, sentindo o vento frio do horário. Waiting for tonight de Jennifer Lopez tocava. 

— Parabéns, Okuyasu. Eu te amo, amo muito mesmo! — bateram as garrafas de cerveja uma na outra.

— Eu também te amo, Josuke. Obrigado por ser meu amigo e por fazer tudo isso por mim.

— Ao futuro? 

— Ao futuro! Vem aqui, Koichi!

Ergueram suas garrafas para cima, olhando para o céu estrelado. Koichi sentou-se com eles, levantando sua garrafa de refrigerante.

— Ao futuro! — gritou o grisalho. Os três se abraçaram, vendo uma estrela cadente riscar o céu.














Notas Finais


Sobre informações canônicas:
Bom, em 1999 o Okuyasu tinha 16, então aqui ele está cumprindo seus 18 anos e está no último ano do colégio, bem como nas minhas outras histórias. Como o Josuke é geminiano, ele já tem 18. Rohan, apesar de viajar muito, também passa muito tempo em Morioh.

Link da arte usada como capa:
https://twitter.com/rrrmagk/status/972973589451259904?s=19

Um aviso: essa história terá uma continuação separada, mas é só um spin-off. Essa fic acabou por aqui, mesmo.

Beijos
Agradeço pela leitura!


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