História De Outra Vida - Capítulo 45


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Daniel, Marian, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Outlawqueen, Rainha Má, Regina Mills, Robin Hood, Robin Locksley
Visualizações 102
Palavras 6.993
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, menines!
Chegamos no último capítulo e estou muito feliz por ter finalizado mais uma fanfic.
Não gosto de despedidas, então, muito obrigada a quem acompanhou até aqui. Obrigada por todos os favs, todos os comentários e por embarcarem nessa estória comigo.
DOV foi a minha primeira fic e graças a ela eu escrevi as outras.
Sinto muito se decepcionei alguém em algum momento, mas como eu disse, foi a minha primeira estória. Cheguei aqui praticamente de paraquedas hahaha
Foi uma delícia escrever DOV pra vocês.

Aninha, obrigada por toda ajuda sempre. Você é um anjo! Desculpa qualquer coisa. Obrigada por sempre me apoiar em todas as estórias que me atrevo a escrever.

As leitoras lindas dessa fic, um obrigada!

Sem mais delongas... Boa leitura!

Capítulo 45 - Fim de um ciclo


Fanfic / Fanfiction De Outra Vida - Capítulo 45 - Fim de um ciclo

Por muitas noites, naquela semana, os braços de Robin não foram suficientes para acalmar os pesadelos que vinha noite após noite atormentar Regina. Era como se fosse um aviso, um lembrete que o ciclo estava prestes a se repetir. Longas noites sem dormir, sentindo seu coração apertado a cada imagem que se repetia em sua mente. Era apavorante. A mesma cena, a sensação de sufocamento e aqueles braços protetores que a segurava pela cintura. Quem era ele? Onde era aquele lugar? Eram perguntas que rondaram a mente da mulher por uma semana inteira. Até que, cessou, sumiu, como se ela estivesse esgotada demais para continuar com aquelas noites angustiantes. Sua mente finalmente tinha descansado, não sabia quanto tempo tinha dormindo, mas já havia amanhecido e apesar de estar de olhos fechados, sabia que encontraria um lindo par de olhos azuis observando-a quando abrisse os olhos. Regina remexeu-se na cama, aconchegando-se melhor nos braços do seu namorado. Ela gemeu, manhosa, quando ele apertou levemente sua cintura. O loiro deslizou uma de suas mãos pela lateral do corpo dela, movendo-a até a base das costas e puxando-a ainda mais para ele. Regina alcançou os lábios finos, deixando um beijo apaixonado. Locksley aproveitou aquele momento íntimo dos dois, virando seu corpo e ficando por cima dela. Regina sorriu, tudo que ela precisava era relaxar de uma forma que ele sabia muito bem como fazer. Os lábios alcançaram a pele do pescoço dela e ele deixou um beijo molhado ali, arrancando um gemido da morena.

"Eu quero você, Robin." Pediu manhosa, deslizando suas mãos pela cueca do loiro, forçando-a para baixo. "Faça amor comigo!" Ele sorriu contra o pescoço dela, buscando os lábios da morena, em um beijo carinhoso. Após, livrou-se da camisola dela, fazendo o mesmo com sua cueca. Livres de qualquer barreira, ele encaixou-se entre as pernas dela, penetrando-a vagarosamente. Mills gemeu satisfeita, abraçando todo o corpo do homem e deslizando suas mãos pelas costas dele. "Não tenha pressa, amor. Eu quero sentir você." Locksley continuou se movimentando, vagarosamente, aproveitando para observar cada expressão da morena perdida em meio ao prazer.

"Olha para mim, amor." Pediu. Os olhos dela abriram-se lentamente, buscando os dele. Os dois sorriram, cúmplices, fazendo daquele momento ainda mais especial. Eles estavam ligados de uma forma única, e conseguiam notar aquilo nitidamente enquanto faziam amor. Ele nunca se cansaria de observar cada reação dela, a forma que ela mordia o lábio inferior para conter os gemidos e os sons, que eram melodias para os seus ouvidos, que ela deixava escapar cada vez que ele tocava um ponto sensível. Regina jamais se cansaria de apreciar a forma carinhosa que ele lhe tocava, o olhar de admiração que ele tinha cada vez que a contemplava desnuda. Sentia-se a mulher mais amada e desejada do mundo, e ela era.

"Eu amo você." Sua voz soara mais parecida com um gemido. Robin sorriu. Ele diminui ainda mais a velocidade das suas estocadas, sentindo cada parte da intimidade dela. Ela estava completamente entregue ao momento.

"Eu amo você." Declarou-se, com os olhos vidrados nos dela. "Eu vou amar para sempre." Os castanhos brilharam, de uma forma que ele nunca tinha visto antes. Robin abaixou seu rosto, buscando os lábios carnudos e deslizou sua língua por toda a boca dela, deliciando-se com seu sabor. Ela gemeu contra o beijo, sentindo-o ir mais fundo e abraçou sua cintura com as pernas, desejando senti-lo ainda mais. O loiro aproveitou para aumentar o ritmo de suas investidas e Regina arranhou levemente sua pele, arqueando as costas ao passo que ele aumentava ainda mais a velocidade das estocadas.

"Robin!" Ela o abraçou forte, sentindo o tremor em suas pernas e ele investiu mais uma vez, fazendo-a desmanchar em espasmos. Regina deslizou suas mãos por todas as costas dele, enquanto o loiro ainda a penetrava, buscando sua própria libertação e não demorou muito para que ele se derramasse dentro dela. As respirações que antes estavam descontroladas, normalizaram e quando fez menção em sair de cima dela, Regina o abraçou apertado, impedido que ele desfizesse o encaixe.

"Eu sou pesado, meu amor. Vou acabar machucando você." Ela sorriu.

"Não está me machucando, não ainda. Apenas me deixe sentir você por mais alguns minutos." Regina contornou cada traço do rosto dele, com a ponta dos dedos e Robin fechou os olhos, sentindo o toque delicado. "Diz de novo que vai me amar para sempre." Ele sorriu, fazendo o coração dela bater acelerado.

"Eu vou te amar para sempre, nessa e nas outras vidas que vierem." Uma lágrima solitária deslizou pelo rosto dela e Robin secou com os lábios. "Eu prometo!"

"Eu vou te amar para sempre, nessa e nas outras vidas que vierem." Locksley sorriu. "Eu prometo!" Mills puxou-o para um beijo apaixonado. Robin movimentou seu quadril, arrancando um gemido dela. Regina sorriu, sentindo a animação do namorado, aquela manhã estava muito longe de acabar.

••• ••• •••

Um arrepio percorreu por todo seu corpo, assim que ela se deparou com aquele lugar. A sensação era que já tinha estado ali. Chegava a ser engraçado, tudo naquela cidade era familiar, dos lugares as pessoas. No entanto, aquele era um lugar que ela não gostaria de estar e, apesar da companhia do namorado, só desejava ir para casa o mais rápido possível.

"O que foi, amor?" Locksley sentiu o corpo tenso da mulher e deslizou as mãos pelos braços dela, tentando aliviar a tensão que pairava sobre seu corpo.

"Não gosto desse lugar." Disse, segurando os braços dele, quando o mesmo voltou a abraçar sua cintura. Ela inclinou um pouco a cabeça, olhando para baixo, e sua respiração descompassou. "É uma queda fatal, Robin. Vamos embora, por favor!" Pediu, voltando a tensionar o corpo mais uma vez. Locksley conseguiu sentir e preferiu acatar o pedido dela. Depois de uma manhã carregada de muito amor, na casa dele, eles decidiram andar um pouco por Bela Rosa. Regina adorava os passeios pelos arredores da cidade e Robin decidiu levá-la para passear, talvez isso ajudasse com os pesadelos à noite.

"Vamos embora!"

"Não vão, não!" O casal virou-se ao mesmo tempo, assim que reconheceu a voz do homem. Regina engoliu em seco, observando o descontrole em cada expressão de Daniel. Com seu instinto de proteção em alerta, Robin se pôs na frente de Regina. "Saía da frente dela!" O homem gritou.

"Você não quer fazer isso, Daniel." Robin disse calmamente, mantendo-se na frente de Regina. "Larga essa arma."

"Você não me diz o que fazer." Berrou. "Saia da frente dela!" Exigiu. "Ela vai se arrepender por tudo que me fez. Eu te amava, sua desgraçada!"

"Eu não vou sair da frente dela, Daniel. Se quiser atirar, terá que atirar em nós dois." Soou decidido e Colter sorriu histérico.

"Seu imbecil! Saia da droga do meu caminho, eu não vou pedir mais uma vez."

"Robin, por favor!" Sussurrou, com a voz trêmula. "Saia da minha frente."

"Não! Ele terá que me matar também!" Segurou as mãos dela, da melhor forma que conseguiu, devido a posição. Daniel deu alguns passos em direção a eles e o casal recuou o pouco que deu. Estavam em um beco sem saída. Morreriam pelas mãos de Daniel ou cairiam na cachoeira, já que não tinham como recuar muito. "Daniel..." Engoliu em seco. "Você não quer fazer isso!"

"Eu quero sim! Eu fiz de tudo por ela. Eu amava essa desgraçada e ela me deixou para ficar com você." O homem estava fora de controle e Robin sabia que era perda de tempo tentar fazê-lo agir racionalmente, mas tinha que tentar. "Eu perdoei quando você me traiu. Eu vi, eu vi tudo." Passou a mão livre pelo rosto. "Quando você veio comprar a Mills, você beijou ele. Eu vi!" Regina apenas confirmou o que já sabia, Daniel tinha armado todo aquele circo, quando confessou que era seu noivo na presença de Robin, depois de romperem, porque sabia do envolvimento dos dois. "Ela me amava! Seríamos felizes juntos, mas você me tirou ela. Você é uma vagabunda, Regina. Eu vou acabar com sua vida, assim como acabou com a minha. Eu odeio você. Odeio!"

"Eu quebraria sua cara se não tivesse em desvantagem, apenas pela forma que se referiu a ela." Locksley disse entre dentes, jurando para si mesmo que se saísse dali, faria Daniel pagar por cada xingamento direcionado a Regina.

"É isso que ela é." Riu irônico, aproximando-se ainda mais do casal. "Eu vou matá-la, Robin e você vai sofrer todos os dias por não ter me impedido. Se eu não posso tê-la, você também não terá." O casal recuou mais um passo.

"Robin..." Regina se agarrou a ele. "O precipício. Eu vou cair!" A morena se desesperou, quando ligou aquela cena ao pesadelo. Por mais confuso que fosse, era como se seu sonho tivesse ganhando vida naquele exato momento. A moça apertou os olhos, revivendo cada parte daquele sonho. O barulho da água, a sensação de sufocamento e as mãos do homem na sua cintura. Por um momento ela se desligou do mundo, apenas ouvia a água da cachoeira, suas mãos se debatendo e o toque de Robin. Ela sentiu sua respiração descompassar ainda mais. Robin. Talvez estivesse confundindo o sonho com o momento que estava vivendo, mas toda vez que pensava naquelas mãos lhe segurando, sentia o toque de Robin. Mills balançou a cabeça, tentando organizar seus pensamentos e abriu os olhos, buscando o olhar de Daniel. Tudo aconteceu numa fração de segundos. O barulho do tiro, Robin sendo atingido e eles deslizando pelo precipício. Regina se agarrou a primeira coisa que conseguiu, mas um peso lhe puxava para baixo. Apesar da dificuldade de sustentar o corpo pesado do homem, ela chorou aliviada, agradecendo a Deus por não ter soltado a mão dele.

"Regina..."

"Não me peça isso, Robin. Por favor! Eu não vou soltá-lo." Ela buscou o olhar dele, com a visão embaçada pelas lágrimas. "Você levou um tiro por minha causa, Robin. Eu vou segurar até quando eu puder."

"Foi apenas de raspão, meu amor. Eu estou bem!" Tentou acalmá-la. Regina apenas assentiu, segurando a mão dele com toda força que possuía, sem deixar brechas para que ele se soltasse. Ela tentou mudar seus pensamentos, tentando esquecer o peso dele. Jamais deixaria o homem que amava cair, nunca se perdoaria por isso. Se ele caísse, ela iria junto. Estava mais que decidida. Regina olhou para cima, sabia que Daniel jamais ajudaria eles. Puxando na sua memória o exato momento que eles caíram, conseguiu lembrar de um pequeno vulto jogando-se na direção de Colter, o que fez ele disparar o tiro em Robin. Se não tivesse fantasiando, tinha alguém lá em cima com Daniel, e esse alguém tentou salvar a sua e a vida de Robin. "Não..." Choramingou, assim que ouviu mais um tiro, imaginando que a sua chance de sobreviver tinha lhe escapado. Ela sentiu a mão de Robin deslizar e segurou com mais força, voltando a olhá-lo. "Regina, por favor!"

"Não, Robin!" Disse decidida. "Não me peça isso, por favor. Eu não posso sobreviver sem você, eu não suportaria a minha vida sem você." Sua mão deslizou pela pedra e ela estremeceu. "Me perdoa, meu amor. Eu não aguento mais." Robin assentiu. "Eu te amo!" Sussurrou, de olhos fechados, soltando sua mão aos poucos. Estava vivendo o seu pior pesadelo.

De todos os finais possíveis para a sua relação com Robin, jamais imaginou que seria um amor tão trágico. Arcanjo estava certo: amor e tragédia andam lado a lado. Ela estava comprovando isso e, por mais que odiasse admitir, jamais o faria mudar de ideia em relação ao amor. A vida costuma ser cruel até mesmo com as pessoas de bom coração, Arcanjo dissera. E fora com aquelas palavras em mente que ela deixou sua mão deslizar aos poucos pela pedra.

Tudo se repetiria.

Mais uma vez.

"Não solte a minha mão." Ela se agarrou àquela mão estendida, a sua chance de sobrevivência. Não conseguiu conter a expressão de espanto, apesar da situação delicada. "Eu chamei ajuda, não sei se chegarão a tempo, só não solte a minha mão." Regina assentiu, desviando seu olhar para Robin.

"Fique comigo!" Exigiu. "O tiro..." Divagou, voltando a fitar sua salvadora.

"Eu acho que... que o matei." Engoliu em seco, lembrando-se da luta que travou com o homem, pela posse da arma. "Eu não quis, eu... eu."

"Está tudo bem, Marian." Rossetti assentiu.

"Eu não consigo puxar os dois." Lamentou. "Sua mão está deslizando, Regina. Eu sinto muito!" A mulher agarrou com força o pulso de Regina, mas era impossível conseguir puxar dois corpos tão pesados. Marian engoliu em seco, com a possibilidade que passou pela sua cabeça. Ela conseguia salvar um deles, e essa pessoa era Regina. Por mais que doesse nela, porque ainda amava muito Robin, desejava salvar pelo menos um dos dois de uma morte tão trágica. Ela respirou fundo, criando coragem para falar, mas antes que as palavras saíssem da sua boca, ela sentiu a presença de mais alguém ao seu lado e Regina sorriu aliviada quando sentiu mais uma mão em seu pulso.

"Arcanjo!" Ela sorriu, arrancando um sorriso sincero do ex anjo. Marian conseguia sentir a respiração descontrolada do homem, parecia que tinha corrido da cidade até ali. O homem encarou Marian, surpreso e agradecido. Agora ele podia ser de grande ajuda para o casal que se encontrava em apuros.

"No três a gente puxa." A mulher assentiu. "Um, dois, três." Eles puxaram o casal para cima, repetindo o processo até que Robin segurasse em uma pedra e soltasse a mão de Regina. Não demorou muito para que a morena estivesse lá em cima. Arcanjo estendeu a mão para Robin, ajudando-o na escalada e assim que se viu seguro, ele correu para os braços da sua amada.

"Meu amor..." Fora as únicas palavras que saíram da sua boca, enquanto ele a abraçava apertado. Ela tremia tanto em seus braços, enquanto deixava que seu choro saísse sem cerimônia. Não sabia se era choro por tudo que passou ou alívio. Talvez uma mistura dos dois. Ela apenas chorava, com motivos de sobra, abraçada ao homem que amava. "Está tudo bem, meu amor. Estamos bem!" Regina se apegou aquelas palavras, buscando acalmar as batidas do seu coração. Ela estava bem, assim como Robin e era tudo que importava por hora. Foi o pior momento da sua vida, imaginou que jamais sairia com vida daquela situação. Felizmente ela estava viva, graças à Marian e Arcanjo. Regina sorriu, buscando o olhar de Arcanjo por cima do ombro de Robin. Ele sorriu largo para ela, admitindo que ela tinha o vencido. Valia muito a pena acreditar no amor. Ele voltara a acreditar, graças a ela. Sua doce menina. Estava ainda mais encantado pelo amor daqueles dois. Seu coração estava aliviado, porque agora eles tinham uma vida inteira pela frente, sem a interrupção de ninguém.

Mills desviou seu olhar para Marian, saindo dos braços de Robin, quando notou que a mulher caminhava para longe deles.

"Marian!" Rossetti parou, virando-se para Regina. "Obrigada! Você salvou minha vida." Por mais que ainda tivesse suas pendências com a mulher, não deixaria de agradecer pelo gesto.

"Eu fiz o que era certo, não precisa agradecer por isso." Deu um sorriso de lado.

"Precisamos sim! Obrigado, Marian. Você e Arcanjo!" Robin procurou pelo homem, mas ele já não estava mais ali. "Mas..." Regina sorriu, olhando para Robin.

"Ele sempre faz isso!" Seu olhar voltou para Rossetti. "Você terá o nosso testemunho em relação a ele e tudo que precisar." Referiu-se a Daniel, estendido no chão. Marian assentiu, agradecida. "Como sabia que estávamos aqui?"

"Eu o segui, porque vi que ele havia seguido vocês!" Ela se perdeu em pensamentos. Tinha visto Daniel alterado, indo na direção ao precipício. Imaginou que ele pudesse fazer uma besteira e o seguiu. "Não estava vigiando vocês, eu juro. Foi apenas coincidência. Talvez estejam pensando o porquê eu fiz isso, nem eu mesma sei. Só senti que devia." A mulher voltou a trilhar seu caminho, de volta para cidade e Regina abraçou Robin mais uma vez, aproveitando para sentir o cheiro dele.

"Precisamos prestar queixa e avisar sobre o corpo dele, mas antes vamos para o hospital, você tem que ver esse ferimento." Locksley beijou o topo da cabeça dela e buscou sua mão, guiando-a até seu carro. De longe, dois seres de luzes e um ex anjo os observava, se afastando. Arcanjo não conseguia parar de sorrir, por mais que estivesse burlado todas as regras e tentado interferir naquele relacionamento, sentia-se feliz por tudo ter terminado tão bem. O Mestre, com os braços cruzados atrás do corpo, observava o anjo bastante feliz por ver sua credibilidade no amor, restaurada. Já a sua recém companheira, estava explodindo de felicidade, por mais que não lhe fosse permitido o comportamento. Ela sempre seria imprudente, seja no céu ou na terra. Como Noviça ou ser de luz. O Mestre riu, chamando a atenção dos dois.

"Eu sumi na frente deles, por quê?" Inquiriu. "Eles não me viam, mas eu estava lá."

"Seu castigo acabou." Disse Rose, contente. Seus olhos brilharam, enquanto fitava o mestre e o homem sorriu largo, fazendo a pergunta que ela tanto esperou ouvir.

"Você está pronta?" Ela fitou o casal, mais uma vez e depois voltou a fitar o Mestre.

"Sim!"

••• ••• •••

3 meses depois...

O cheiro da calda de chocolate fazia seu estômago revirar, ao passo que saía da cozinha em direção ao quarto da sua irmã. Os meses que sucederam a cena mais pavorosa da sua vida, foram tempos difíceis. Demorou para ela esquecer aquela cena do precipício. No entanto, ela tivera uma ajuda muito crucial para esquecer toda a cena dolorosa, o inseparável Arcanjo. Ele mantinha-se por perto a todo instante, assim como Robin, sua irmã, o cunhado e o sogro. Os pesadelos sumiram, quando imaginou que eles se intensificariam, devido a semelhança da cena que viveu, enganou-se, porque ela tinha noites tranquilas. Seu coração estava leve. Apenas lamentou por longos dias quando teve que se despedir de Arcanjo, ele desapareceu da cidade, apenas lhe disse adeus e não deixou nenhum meio de contato. Estava acostumada com os sumiços do homem, imaginou que cedo ou tarde ele apareceria mais uma vez. Um mês se passou e não tivera mais notícias de Arcanjo, ele realmente tinha partido.

Nesses dias que se passaram, ela também deu toda assistência à Marian, em relação a fatalidade que, infelizmente, a mulher protagonizou. Não deixou que ela se prejudicasse, e por mais que não tivesse pronta para perdoá-la, Regina a observou ir embora da cidade, com a mãe, assegurando-a que um dia a veria com outros olhos e responderia ao seu pedido de perdão. E Um dia antes de partir, ela devolveu o dinheiro que Robin usou para comprar sua parte da Vinícola, o que foi surpreendente, Marian estava realmente arrependida de tudo que fez. A vida de Regina estava entrando nos eixos mais uma vez, os dias eram calmos, sem imprevistos. Só desejava que a sua mãe e sua avó estivessem na cidade, principalmente naquele dia. Um dia tão especial para a pessoa que ela mais amava no mundo, a sua ruiva.

Regina prendeu a respiração, fugindo do cheiro doce, não sabia o porquê daquela aversão ao bolo de chocolate, que sempre fora o seu preferido. Ela tentou esquecer aquele mal estar e adentrou o quarto da ruiva, encontrando-a ainda enrolada na coberta.

"Feliz aniversário, Zelena Mills." Ela gargalhou quando a ruiva pulou de susto, lançando-lhe um olhar furioso. Zelena choramingou, cobrindo o rosto com o cobertor e ouvindo Regina rir ainda mais. "Está ficando velhinha!"

"Me recuso a sair dos 30." Resmungou, tirando a coberta do rosto e fitando Regina. A ruiva sentou na cama, coçando os olhos e ajeitando os fios desgrenhados. "Por um instante eu imaginei que estaria livre desse seu ritual. São 9h da manhã, Regina. E é sábado!" Bufou. Regina revirou os olhos, sentando na cama, ao lado da ruiva. A morena colocou a bandeja, com a torta de chocolate, em cima da cama, e abraçou Zelena.

"Feliz aniversário, meu amor. Obrigada por ser a melhor irmã do mundo e ser essa companheira impecável. Eu amo muito você!" A ruiva deixou um beijo demorado na bochecha da irmã, grata por tê-la em sua vida. "Eu te amo muito, mais do que você possa imaginar." Separou-se do abraço, buscando as duas mãos da irmã. "Eu jamais esqueceria o meu ritual." Sorriu.

"Obrigada!" Disse emocionada, tentando segurar a emoção. "Eu odeio você." Declarou, após a falha tentativa de segurar o choro. A morena sorriu, Zelena sempre se emocionava em seu aniversário, quando acordava-a anunciando mais um ano de sua vida, acompanhada com seu bolo favorito. "Eu te amo muito, meu amor. Que bom tê-la comigo em mais um ano."

"Trouxe sua torta." Soltou as mãos da ruiva, pegando a bandeja. Ela prendeu a respiração e entregou a Zelena. "Acho que está muito doce." Franziu o cenho. "O cheiro está insuportável."

"Não está, não!" Disse a ruiva, após passar o dedo na calda e provar. A aniversariante pegou um dos garfos que Regina trouxera, tirando um pedaço do bolo e provando. "Está uma delícia, Gina." Olhou para a irmã. "Você não vai comer?" Perguntou. Sempre que fazia aniversário, elas duas devoravam a torta inteira. Quando Regina fez menção em falar, a porta abriu, fazendo o sorriso de Zelena aumentar ainda mais.

"Eu disse, não disse?" A mulher olhou para a outra. "Elas sempre fazem isso."

"Mamãe!" Regina levantou, correndo até a sua mãe e abraçando-a apartado. "Por que não avisaram que vinham?" Perguntou, após soltar sua mãe a abraçar a avó. "Que saudade da minha avó." Beijou a bochecha da avó, ouvindo a risada de Eleonora ecoar pelo quarto da ruiva.

"Eu também senti sua falta, Gina. De vocês duas!" Olhou para Zelena, que já andava na sua direção. "Feliz aniversário, meu amor. Não sabe como me deixa feliz comemorar seu aniversário."

"Eu estava feliz com a presença de Regina, minha felicidade apenas triplicou. Obrigada por ter vindo!" Encarou a avó, ganhando um beijo carinhoso na testa. "Eu estou horrível, desculpe a recepção." As mulheres sorriram.

"Queríamos fazer uma surpresa!" A voz de Cora fora ouvida, fazendo o coração da ruiva palpitar. Elas nunca tinham comemorado um aniversário juntas. Sempre era ela, Regina e seu pai. Quando Henry morreu, apenas a morena fazia questão de celebrar mais um ano da sua vida. Zelena buscou o olhar dela, com os olhos marejados. Cora sabia o que se passava na mente dela e ela também lamentava por cada aniversário perdido. "Eu não sei se ainda é cedo para você, talvez seja, mas eu achei o momento ideal para voltar e buscar seu perdão. Não queria perder mais um aniversário seu." Ela suspirou. "Feliz aniversário, filha." Regina observava a cena abraçada a avó, ambas emocionadas. "Eu posso te dar um abraço?"

"Claro!" Zelena acabou com a distância que lhe mantinha longe da mãe e fora acolhida pelos braços da mais velha. Aquele abraço fora um dos melhores presentes que recebeu de aniversário. Era simples e necessário. Ela nunca esteve tão feliz e completa. Desejava que seu pai e avô estivessem ali, mas eles sempre estariam no seu coração. "Eu te perdoo, por tudo!" A matriarca Mills buscou o olhar da filha, surpresa pelas palavras que ouviu.

"Filha..." Sussurrou, sentindo as lágrimas deslizarem por seu rosto.

"Eu te perdoo, mamãe. Eu quero recomeçar, seja minha mãe!" Cora sorriu, abraçando a filha mais uma vez.

"É tudo que eu mais quero." Buscou o olhar de Regina, chamando-a para mais perto e a morena abraçou as duas, feliz por saber que os laços familiares estavam se restabelecendo. Não demorou muito para que Eleonora fizesse parte daquele abraço.

Minutos depois as quatro estavam sobre a cama, conversando animadamente sobre a viagem que mãe e filha fizeram. Por mais que tentassem fazer daquele momento feliz, não demorou muito para que uma mãe e uma avó preocupada comentasse o ocorrido no precipício. Zelena, com sua alegria em alto nível, logo tratou de desviar a conversa em uma direção melhor. Falaram de tudo que aconteceu durante o tempo que ficaram fora. Sempre falavam com as duas através de chamada de vídeo, todavia, conversar ao vivo era muito mais interessante.

"Regina, é seu bolo preferido." Cora comentou, surpresa, após a filha recusar o bolo mais uma vez. "Você está bem, filha?" Tocou o rosto da morena, mas não tinha sinais de febre.

"Sim, mamãe. Apenas estou com um mal estar. Essa calda me dá náuseas." Cora analisou a filha, abrindo um sorriso em seguida.

"E o que mais?" Montanari perguntou, após trocar um olhar cúmplice com a filha.

"Enjoos." Franziu o nariz, prendendo a respiração mais uma vez. "Acredito que ficarei doente, logo no aniversário da Zel." Cora e Eleonora riram. Zelena franziu o cenho, observando a mãe e a avó.

"Ah! Mamãe, sou jovem demais para isso." Comentou Cora e Montanari suspirou.

"Eu também!"

"Jovens para quê?" Inqueriu Regina, alternando seu olhar entre a mãe e a avó. Zelena refletiu por alguns segundos, fazia dias que Regina sentia-se mal e se recusava a ir ao hospital. Náuseas, enjoos e tonturas. Ela abriu um sorriso, buscando o olhar de sua mãe e bateu palmas quando ela confirmou suas suspeitas.

"Eu vou ser titia!" A ruiva gritou, fazendo Regina pular de susto.

"Tia de quem?" Perguntou a morena, confusa. As três mulheres a encararam e Regina baixou os ombros, com vergonha de admitir que não estava entendendo nada. Ela repassou na sua mente o mal estar que vinha sentindo a alguns dias, e o fato de rejeitar seu bolo preferido. O grito histérico de Zelena após ouvir sua mãe e a avó confessarem que estavam jovens demais para sabe-se lá o quê. Sem chegar a uma única conclusão, ela bufou, inconformada.

"Meu Deus, Regina. Você está grávida!" Disse a ruiva, vibrando de felicidade. Era o melhor presente que recebera no dia. Seria a tia mais coruja do mundo.

"Não estou, não. Você está completamente lou..." Sua voz morreu e ela arregalou os olhos, lembrando-se dos sinais e seu ciclo que estava atrasado. Não pensou de imediato na hipótese de estar grávida, já que estava se prevenindo. "Meu Deus!" Levou as mãos ao rosto. "Eu... O Robin... Não é cedo para isso?" Suas palavras soaram confusas e Eleonora sorriu.

"Conhecendo meu sobrinho, ele ficará radiante." A morena levou as mãos ao ventre, sentindo seus olhos pesarem. Estava grávida de Robin. Grávida do homem que amava.

"Vamos fazer um teste agora mesmo." A ruiva levantou, arrastando a irmã. "É o melhor aniversário da minha vida. Eu vou ser tia!" Regina sorriu, ainda estava processando aquela descoberta, mas desejava que o teste desse positivo. Contaria para Robin assim que tivesse o resultado em mãos.

••• ••• •••

Regina observava de longe, sua mãe em uma conversa que parecia não ter fim, com Robin. Cora insistiu em conversar com o loiro, antes de juntar-se à mesa para a sua primeira reunião com a família Locksley. Era a última pessoa que ela teria que pedir perdão. Por vezes, eles tinham se falado por chamada de vídeo, Robin sempre fora muito simpático com ela. Apesar da simpatia do homem para com ela, não conseguia esquecer das vezes que o humilhou.

"Ela está feliz e você sempre esteve com a razão, a felicidade dela é tudo que importa." Cora comentou, tocando o braço do moço. "Me perdoe, Robin. Eu fui injusta com você, mas agora eu sou uma mulher diferente daquela que você conheceu."

"A senhora tem o meu perdão. Está fazendo por merecer e eu quero muito conviver em harmonia com a senhora. Por mim e por Regina." A mulher sorriu, recebendo um sorriso sincero em troca. "Seja bem-vinda a família Locksley."

"Muito obrigada!" Abraçou-o. "Eu sei que não é preciso pedir, mas como mãe, irei reforçar." Ela sorriu. "Faça a minha filha feliz!"

"Eu farei!" Cora apenas assentiu, ela sabia que ele faria. Os dois se afastaram. Enquanto Cora caminhava até sua mãe, Robin foi de encontro a Regina. "Você está bem, amor? Por que não se senta um pouco?"

"É apenas uma gravidez, Robin." Disse baixinho. "Você está me tratando como uma inválida. Só estou nervosa!" Não sabia se era cedo para os hormônios atacarem, mas seu humor estava oscilando demais naquele dia.

"Por quê?"

"O Nicolas e o seu pai, não sei como vão receber a notícia." Robin sorriu.

"Não se preocupe, tenho certeza que será a melhor recepção possível. Agora vamos jantar."

"A Zelena ainda não chegou. Nicolas pediu um momento a sós com ela. E bem, é aniversário dela, não podemos contrariar." Locksley assentiu. Ele continuou ali, segurando a mão de Regina, tentando acalmar os nervos da mulher, até que Zelena chegasse com Nicolas para o jantar iniciar.

"Eu sempre desejei isso." A voz de Eleonora soara embargada. "A minha família inteira reunida nessa mesa de jantar." Um sorriso largo surgiu em seu rosto, ao passo que ela fitava cada membro que compunha a mesa. "Alcancei meu propósito nessa vida." Realmente tinha, o perdão da sua filha era tudo que ela precisava para alcançar sua missão na terra.

"Eu também! É um dos dias mais felizes da minha vida." A voz da ruiva fora ouvida. "Agradeço a cada um presente por fazer desse dia mais que especial para mim. A minha mãe, por nos conceder uma segunda chance. A minha avó, por todo apoio desde o dia que cheguei nessa cidade para comprar a empresa. A Pietro, por toda paciência e hospitalidade. Robin eu não agradeço, porque roubou minha irmã de mim." Todos riram. "A Nicolas, pela paciência e por não ter desistido de mim. E a minha irmã, por nunca soltar a minha mão. Eu amo você, Gina."

"Eu também te amo, ruiva."

"Eu também queria agradecer, por terem me permito recomeçar." Olhou para as três mulheres da sua família. "E pela acolhida!" Referiu-se a hospitalidade dos Locksley.

"Eu pretendo ser breve!" Fora a vez de Regina. Ela levantou, chamando a atenção de todos. "Estou nervosa demais para fazer um discurso tão bonito quanto o de vocês." Ela apertou a mão de Robin. "Alguns aqui já sabem, principalmente Robin. No próximo aniversário da Zelena, teremos um prato a mais." Ela sorriu, levando a sua e a mão de Robin ao seu ventre. "Eu estou grávida!" A morena encarou seu sogro, atenta a reação dele. O homem passou a mão nos olhos, emocionado, era seu primeiro neto. Regina suspirou aliviada, quando ele levantou da cadeira e alcançou-a, abraçando-a, agradecendo incontáveis vezes pelo seu primeiro neto ou neta.

"Vamos ser tios!" A voz de Nicolas sobressaiu-se, contagiando Zelena. "Ruiva, enquanto não temos um, vamos estragar nosso sobrinho." Regina gargalhou, ouvindo sua irmã e Nicolas iniciarem uma conversa sobre o possível sexo do bebê. Ela sorriu, sendo abraçada por Robin, com a certeza de que sua criança seria demasiadamente mimada pelos tios, assim como pelo restante da família.

••• ••• •••

Algumas horas antes do Jantar...

A ligação que tinha com aquele lugar estava longe de ser explicada, mas ela não pensou duas vezes antes de arrastá-lo até ali para lhe dar a notícia que mudaria suas vidas para sempre. Era uma ligação eterna. De ligação eles entendiam bem, mesmo que estivesse fora da compreensão de ambos. Estavam ligados por tantas vidas.

O nervosismo estava evidente em cada gesto dela, Robin conseguia notar, conhecia-a muito bem. Ele esperara seu tempo, deixara que ela o guiasse por entre os escombros daquela construção que ele sempre gostou de visitar. Sentia-se bem ali, mal sabiam que já tinham compartilhado momentos mais que especiais, em outra vida.

Regina o guiou até o centro do lugar, observando a mudança que havia sofrido, a última vez que estivera ali, não lembrara de ter visto algumas rosas-vermelhas bem cuidadas. Era uma novidade e a fez lembrar do seu amigo, Arcanjo. Queria muito que ele soubesse da sua gravidez.

Ela suspirou, apertando a mão de Robin e buscando o olhar do rapaz, que já tinha seu olhar vidrado nela.

"Admito que estou curioso." Ele sorriu. "Pode, por favor, matar a minha curiosidade?" Sorriu nervosa, soltando o ar que nem imaginara que estivesse prendendo.

"Eu gosto desse lugar." Sentiu vontade em admitir mais uma vez. "Eu sinto uma energia tão boa, principalmente na condição que me encontro. É como se eu e ele..." Referiu-se ao bebê. "Estivéssemos ligados a cada parte desse lugar. Eu me sinto forte, sabe? É como se aqui eu pudesse dar um grande passo para uma nova vida, ou simplesmente criasse coragem para fazer o que bem entender. Foi aqui que eu me declarei para você a primeira vez. Nesse lugar me encontrei as escondidas com você, te beijei e descobri novos sentimentos em relação a você. Foi nesse lugar que você me escolheu." Sua voz embargou e ela fez uma pausa, mas logo voltou a falar. "E eu escolhi esse lugar para dizer que..." Levou a mão dele até seu ventre. "Eu estou grávida!" Locksley baixou o olhar para o ventre, ainda liso, dela e permaneceu por segundos encarando-o. Mills conseguia ouvir a respiração pesada dele. "Não foi planejado, mas..."

"Não importa!" Sussurrou, fazendo um leve carinho na barriga dela. "Céus, Regina!" Ele sorriu, buscando o olhar dela. A morena suspirou aliviada quando encontrou apenas um olhar emocionado. Por mais que estivesse receosa, tinha plena certeza que Robin ficaria feliz com a notícia. Nunca tinham falado sobre filhos, mas o homem sempre lhe dava a certeza de que queria um futuro ao lado dela. Filho era uma possibilidade. "Eu sou o homem mais feliz desse mundo." Ajoelhou-se no chão, levantando a blusa dela e deixando um beijo demorado em sua barriga. "Eu pensei muitas vezes em falar de filhos com você, mas não foi preciso..." Ela sorriu. "Deus, Regina! Eu vou ser pai." Abraçou-a pela cintura, descanso a cabeça na barriga dela. A morena acariciou-lhe os fios, soltando um choro de felicidade.

"Eu estou com 2 meses e alguns dias." Ela sorriu, atraindo a atenção dele. "Fiz e refiz as contas e tudo indica que fiquei grávida quando fizemos amor naquele dia que quase se tornou trágico." O loiro levantou. "Eu quis tanto esquecer aquele dia, mas agora eu não posso e não quero. Foi naquele dia que você me deu o maior presente da minha vida." O homem deslizou a mão pelo rosto dela, enxugando as lágrimas que insistiam em cair. "Se não fosse a mamãe, eu não me daria conta que estava grávida, estávamos nos prevenindo."

"Seus enjoos." Eles sorriram. "Não sei o que dizer... estou tão feliz que não consigo colocar em palavras. Obrigado por me fazer pai, amor. Sempre irei agradecer por isso." Enlaçou-a pela cintura, colando seu corpo ao dela. "Amo você, amarei o nosso bebê e farei de você a mulher mais amada do mundo. Eu prometo!" Seus lábios pressionaram os dela. A morena buscou o olhar dele, após desfazerem o contato. "Não imaginei que me daria uma notícia tão maravilhosa como essa. Não imaginei, também, que pularíamos para essa etapa." Ele sorriu. "Eu estava planejando pedi-la em casamento à moda antiga." Regina sorriu. Seu coração já batia acelerado e ela só desejava que ele a pedisse em casamento ali mesmo, naquele convento caindo aos pedaços. "Não tenho sequer o anel comigo."

"Não precisa, apenas continue."

"Senhorita Mills, aceita tornar-se a Senhora Locksley e envelhecer ao lado desse homem que a ama com todo o coração?" A morena sorriu largo, arrancando um sorriso tão bonito quanto o seu, dele.

"Eu aceito casar com você e envelhecer ao seu lado." Manteve seu olhar no dele. "Eu aceito ser sua esposa, a única mulher que irá amar pelo resto da sua vida."

"E nas outras que virão." Complementou.

"E nas outras que virão." Repetiu. "Eu quero me casar com você aqui e agora." Ele franziu o cenho e ela sorriu. "Não precisamos de padre e nem testemunhas, apenas do essencial."

"O nosso amor." Ela assentiu. Regina afastou-se dele, andando até as rosas bem cultivadas e colhendo duas delas. Após, voltou até o homem, entregando uma rosa a ele.

"Arcanjo sempre me dava uma rosa dessa. Ele dizia que é um símbolo do meu amor, não entendi muito bem, mas quando você apareceu na minha vida, eu gostava de receber rosas suas. Entendi o que ele quis dizer, mesmo achando estranho aquele senhorzinho ter tantas informações futuras." Locksley sorriu. "Tinha a sensação que ele sabia exatamente o que o futuro nos reservava. Farei dessa rosa, em homenagem a ele, o símbolo do nosso amor e da nossa fidelidade." Entrelaçou sua mão livre a dele. "Fui presa fácil do teu olhar, me rendi com mais facilidade ainda aos teus encantos, depois teus beijos e a forma única que me tratava. Sempre me achei alguém muito importante para você, me sentia especial e você sempre diz que sou. Desfiz compromissos, enfrentei quem eu pude para estar ao seu lado. Me apaixonei, amo e estou sendo amada. Me deparei com situações que, por pouco, não me tiraram você. Encontrei em você confiança, amor e cuidado. O nosso caminho até aqui não foi fácil, meu amor, mas eu faria tudo de novo porque valeu a pena cada segundo que me dediquei para estar ao seu lado." Regina levou a mão dele até seus lábios, deixando um beijo carinhoso. "Eu, Regina Mills, te aceito como o meu esposo e prometo te amar, te respeitar e ser fiel por todos os dias da minha vida até as outras vidas que vierem." Beijou a rosa, entregando-o. "Eu amo você!"

"Vou roubar suas palavras e dizer que também fui presa fácil do teu olhar." Ela sorriu. "Senti uma ligação forte com você, desde a primeira vez que te vi, fiquei completamente encantado e não resisti em viver cada segundo ao seu lado, mesmo sabendo que em poucos dias, iria embora. Não foi uma aventura, foi especial." Lembrou das palavras dela. "Sempre serei grato ao destino, por nos unir mais uma vez. Por mais resistente que tenha sido no início, eu não consegui negar o que sentia por você e não queria. Era e continua sendo surreal tudo que você desperta em mim. Me apaixonei por você com facilidade, por todas as suas características, até sua mania irritante de revirar os olhos, sempre que discorda de algo que eu digo." Sorriram. "É fácil se apaixonar por você, Regina Mills. Você é uma mulher extraordinária, inteligente, linda e tem um coração enorme. Não canso de repetir para mim o quão sortudo eu sou por ter você. Obrigado pela sua cumplicidade, por sua confiança, por lutar incansavelmente pela nossa relação. Agradeço por nunca ter duvidado de mim e sempre acreditar no amor que sinto por você. Você é a mulher da minha vida, a única que eu desejo amar pela eternidade. Me sinto honrado em ser o pai do seu filho ou filha." Mills sorriu, em meios as lágrimas. "Eu, Robin Locksley, te aceito como a minha esposa e prometo te amar, te respeitar e ser fiel por todos os dias da minha vida até as outras vidas que vierem. Eu amo você!" Beijou a rosa, entregando-a. "Agora eu posso beijar minha esposa?"

"Sempre que você quiser!" Respondeu sorrindo. O loiro enxugou as lágrimas dela, fazendo um leve carinho no rosto alvo. A morena não desviava o seu olhar do dele, estava tão feliz, sentia-se tão correspondida. Robin diminuiu a distância, roçando seu nariz no dela, antes de tomar seus lábios em um beijo. Ela o abraçou pelo pescoço, sentindo as mãos dele enlaçarem sua cintura e aprofundou o contato, tornando aquele momento ainda mais significativo para ambos. Não abririam mão de um casamento na igreja, com todos os seus familiares presentes, mas aquele em especial ficaria gravado na memória deles. Ela sempre detestou regras. Ele nunca precisou de um papel para provar sejeu amor por ela.

Enquanto se beijavam, nos escombros do convento, eram observados pelo responsável por juntá-los.

Tinha sido tolice achar que as coisas nunca pudessem dar certo. De fato, era desanimador ter que voltar a acreditar numa união que parecia longe de um final feliz, ou ser paciente quando o que mais queria era que duas pessoas que se amavam pudessem viver tudo que lhes fora destinado. Todavia, a história não era apenas sobre destino, mas sobre merecimento e evolução. Sobre a possibilidade de buscar novos caminhos, sobre perdão, perdas e ganhos. Sobre entender que nada depende unicamente de uma pessoa só, está tudo interligado. Era sobre plantar e colher o que foi plantado.

O ciclo havia se fechado exatamente do jeito que ele tanto desejou, não conseguia conter sua felicidade. Estava ali para um último adeus. Partiria com a certeza de que não é nada inteligente contrariar uma mulher que ama demais, mesmo que tenha sido tão desiludida pelo amor, que tenha sofrido tanto para chegar até a pessoa que lhe era destinada. Ela garantiu que o faria acreditar no amor e conseguiu. Arcanjo partiu para sempre da vida deles, com a certeza de que jamais deixaria de acreditar no amor, graças a doce Regina.

Dali por diante seria apenas eles, o amor que sentiam um pelo outro e o fruto daquele amor tão resistente.


Notas Finais


Obrigada mais uma vez e até o epílogo! 😘


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