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História De outro mundo - Capítulo 32


Escrita por:


Notas do Autor


Oláa, leitores amados, como estão?
Espero que estejam bem!

Capítulo novo disponível, e dessa vez, podem gritar "Aleluia!", pois teremos o lemon do nosso casal principal (demorou, mas chegou).

Espero que gostem!

Capítulo 32 - Destinados


Fanfic / Fanfiction De outro mundo - Capítulo 32 - Destinados

Eren

O portal se abriu diretamente dentro da minha casa, mais especificamente na sala de estar. Ao olhar para as janelas, notei que já era final da tarde. Antes de sairmos da Terra 6, o dia estava a recém amanhecendo. Pensei comigo mesmo se o tempo funcionava diferente de uma Terra para a outra. E, refletindo novamente sobre o que tinha feito, minha ideia fora totalmente desnecessária. Eu e heichou já estávamos resolvidos, mas ainda assim me sentia arrependido e com um pouco de vergonha de minhas ações.

- Parece que estamos sozinhos. – Ele falou do segundo andar depois de conferir todos os cômodos da casa. Esperava que estivesse tudo bem com minha irmã e o soldado. Eu desejava sinceramente que eles não tivessem presenciado a noite em que fugi (ou notado o nosso sumiço de quase dois dias, o que era difícil). – Você está bem? – Perguntou, vendo que desde o momento em que havíamos chegado, eu havia permanecido plantado no meio da sala, vagando em pensamentos.

Assenti e fui até ele, subindo as escadas. Antes de virar, olhei para o corredor do lado direito e constatei que a porta do quarto dos meus pais estava fechada, como se nada houvesse acontecido recentemente. Quando entrei no meu quarto, heichou me esperava. Verificando rapidamente o recinto, a cama continuava desarrumada e algumas peças de roupa estavam no chão, com a porta do guarda-roupa aberta. Em menos de um minuto, ele as guardou novamente dentro do móvel.

- Acho que você deveria descansar. – Ele opinou. Era engraçado ele sugerir isso quando estava claro que ele estava mais esgotado do que eu. Sua expressão pesada, abatida, e olheiras embaixo dos olhos o denunciavam. – Mas, antes, um banho. – Dessa vez, não era um sugestão, e sim uma ordem.

- Sim, senhor. – Respondi por força do hábito devido ao seu tom de voz. Peguei duas toalhas, uma para mim e outra para ele, pois imaginei que ele também gostaria de um banho. O deixei no quarto enquanto tomava a iniciativa de ir primeiro.

Quando cheguei ao banheiro, pendurei a toalha e liguei o chuveiro. Esperando a água esquentar, olhei-me no espelho. Eu também estava com leves olheiras e uma expressão cansada. Sabia exatamente o motivo para isso. Nos últimos dias, estava vendo tantas visões do passado, algumas amenas, mas a maioria horrível, e isso consequentemente afetava o meu sono. Eu acordava várias vezes ou simplesmente perdia o sono. Algumas memórias do passado eram tão perturbadoras que tinha receio em voltar a dormir e acabar presenciando algo pior. A última visão perturbadora que havia visto se tratava da morte de Levi, mas se tratava de uma visão do futuro. Essa visão me perturbou por dois dias até eu finalmente me abrir com ele e contar toda a verdade. Ele pode não ter demonstrado, mas sabia que ouvir que morreria havia mexido consigo. Ninguém poderia simplesmente ignorar essa notícia tão facilmente. Entretanto, ele nada falou, pelo contrário, ele se preocupou simplesmente em me fazer desistir de fugir dele. E ele conseguiu. Mas, ainda assim, sentia que deveria falar com ele novamente sobre isso. Ele me confortou quando precisei dele, sentia que era a minha vez de fazer isso.

Assim que notei o vapor do banho quente preencher o ambiente, cessei meus devaneios e retirei minha camiseta e calça. A calça estava intacta, apesar de suja, mas a camiseta estava com furos e rasgada. Isso aconteceu enquanto estávamos na Terra 6 e eu tentava fugir das máquinas. Acho que poderia continuar usando a peça mesmo assim.

Quando retirei a roupa íntima e fiquei completamente nu, levei um susto quando a porta do banheiro se abriu de repente e vi heichou adentrando o ambiente com a maior naturalidade do mundo, vestindo apenas sua calça. Imediatamente tapei meu corpo com as mãos, principalmente minha intimidade.

- Levi! O que faz aqui? – Perguntei de forma embaraçada. Havia sido pego desprevenido.

Ele arqueou uma das sobrancelhas.

- O mesmo que você. Tomar banho.

- J-J-Juntos...? – Gaguejei mais do que gostaria.

Ele imediatamente percebeu enquanto me analisava de cima a baixo.

- Porque está tão envergonhado? Não há necessidade em se esconder com as mãos. Não é a primeira vez em que o vejo nu. – Quando ele falou isso, imediatamente lembrei da nossa noite íntima e corei, sentindo um calafrio percorrer meu corpo.

- E-Eu sei disso! Mas, mesmo assim... – Tentei buscar alguma justificativa além do meu constrangimento, mas não encontrei. Ele revirou os olhos mas, felizmente, pareceu entender que eu ainda sentia vergonha de momentos assim.

- Está bem. Vá você primeiro. – Dito isso, ele saiu sem dizer mais nada. Antes que outro imprevisto surgisse, resolvi entrar logo no chuveiro para tomar o banho. Esperava que ele não tivesse ficado chateado ou irritado, mas eu ainda me sentia nervoso. Na verdade, eu me sentia tímido quando ele olhava de forma demorada para o meu corpo, apesar de não ser somente isso. O que me incomodava um pouco era o fato dele já ter visto o meu corpo, e eu sequer ter visto o seu. O máximo que consegui foi sentir seu abdômen definido por baixo da camiseta e somente isso! Ele havia conduzido toda a situação anteriormente, enquanto eu era o único a receber prazer. E, ainda, mesmo que não fosse sua intenção, lembrar-me de nossa noite íntima havia me atiçado um pouco. Senti vontade de conhecer o desconhecido, de finalmente tornar-me um com o homem que amo.

Amor.

Eu sabia que nossos sentimentos eram mútuos. Sabíamos que gostávamos um do outro mas, mesmo assim, percebi que nunca havia falado as três palavras mais importantes para ele. Eu te amo. Como eu disse, não haviam dúvidas em nosso relacionamento e nossos sentimentos podiam ser expressos através de ações, mas ainda assim gostaria de falar essas palavras a ele. Sentia-me sortudo por amar ele e poder ser amado de volta. Ele sempre cuidou de mim, protegeu-me e, sinceramente, seguir-me para dentro de um portal, se achar em uma Terra desconhecida, conhecer nossos sósias e lutar contra máquinas para me convencer a não fugir mais do seu lado simplesmente fora a maior prova de amor que poderia receber. Eu já não me imaginava mais sem ele, sequer acreditava que tinha pensado que poderia ser de outra forma.

Assim que desliguei o chuveiro, meu coração acelerou um pouco mais. Passei o tempo inteiro embaixo do chuveiro pensando sobre ele e, agora, sentia-me desejoso. A imagem de Levi entrando no banheiro com o torso desnudo, vestindo apenas uma calça, havia mexido comigo. Eu queria ir até o final dessa vez, queria entregar-me, mas como falar isso para ele? De forma alguma! Eu precisava... tomar iniciativa. Esperava conseguir fazer isso.

Quando retornei para o quarto, ele me esperava sentado na cama. Assim que me viu, ele avisou que iria para o banho e apenas acenei com a cabeça, deixando-o passar por mim. Ouvi a porta do banheiro se fechar e resolvi aproveitar os poucos minutos para pensar em como guiar a situação, mas era mais difícil do que parecia. Vesti apenas a roupa íntima e uma calça, esperando que não estivesse muito na cara o que eu queria. Talvez estivesse agindo de forma exagerada, mas eu não me sentia tão incomodado com isso. Eu possuía alguma experiência, mas nunca havia chegado a fazer isso com alguém que realmente amasse. Quando eu e Levi tivemos o nosso primeiro momento íntimo, surpreendi-me com o quão prazerosas eram as sensações que sentia. Além do mais, ele havia me dito anteriormente, nossa diferença de idade era de nove anos. Não que isso fosse um problema, mas eu o via como alguém muito mais vivido e experiente do que um garoto de apenas vinte e dois anos de idade. Podia ser um pouco de insegurança de minha parte, mas era o que eu sentia. Queria que ele se sentisse bem, queria proporcionar prazer à ele.

Quando ouvi o som do chuveiro parando, voltei-me a me sentir nervoso. Havia chegado a hora. Ignorei as batidas aceleradas do meu coração, em vão, pois logo os batimentos retornaram de forma descompassada assim que o vi adentrar o quarto somente com uma toalha na cintura e com o peito ainda úmido do banho.

Se eu não o conhecesse, diria que estava me provocando agindo assim.

- Vou precisar de algo para vestir. – Ele informou, chamando minha atenção. Levantei imediatamente da cama e fui até o guarda-roupas, perto de onde ele estava parado, me esperando.

Mas, então, antes de procurar por alguma roupa, parei ao seu lado. Agora havia entendido. Eu simplesmente estava deixando a timidez e insegurança tomarem controle sobre mim e estava pensando demais. Momentos como esse não haviam regras a se seguir e tampouco algo certo ou errado. A única coisa que importava era a sintonia do casal e o sentimento de um pelo outro. Se eu o queria, não havia necessidade em estabelecer um plano ou um passo a passo. Com isso em mente, um misto de coragem e leveza tomaram conta de mim. Havia ficado mais calmo.

Antes que ele perguntasse qual era o meu problema, o puxei pelo pulso e o prensei contra o armário, beijando-o de forma apaixonada. Se ele havia ficado surpreso, eu não saberia, mas pelo menos ele não havia tentado se afastar, pelo contrário, buscava aprofundar o beijo cada vez mais, o tornando intenso.

Nos afastamos o mínimo possível, apenas para recuperar o ar, mas nossos lábios ainda se tocavam levemente.

- Isso é o que estou pensando? – Olhou-me fixo, sem tentar livrar-se de minhas mãos que ainda prendiam seus pulsos.

- É, sim. – Por sorte, minha voz saiu confiante, mas tinha certeza que minha expressão dizia o contrário.

- O que houve com o Eren tímido de alguns minutos atrás? – Perguntou baixo. Talvez ele esteja querendo ir com calma, notando que eu ainda não estava totalmente confiante com a situação em que estávamos.

- Ele percebeu que não havia motivos para se sentir envergonhado em sua frente. – Minha resposta pareceu agradá-lo.

- Bom. – Ele disse. – E ele está certo disso? – Referiu à situação.

- Sim. É o que eu quero. – Falei decidido, mas desviei o olhar, por estar sendo tão direto.

Nesse momento, sem avisar, suas mãos se soltaram e percorreram minhas coxas. Quando menos esperava, ele me levantou do chão. Tive que prender minhas pernas em sua cintura e mãos em seus ombros para não cair. Ele tomou a iniciativa de me beijar dessa vez. O beijo teve o seu início de forma já ousada, sem mais necessidades em explorar com calma o que já conhecíamos. Durante o beijo, ele se moveu e, somente quando separamos nossos lábios, foi que ele me depositou na cama.

- Tudo bem. Seguiremos com calma. Deixe-me...

- Não. – Em um gesto que o deixou visivelmente surpreso, o puxei novamente e o empurrei para se deitar na cama. Fiquei por cima dele, cada perna ao lado do seu corpo. – Deixe-me conduzir hoje.

A expressão surpresa logo se transformou em um sorriso divertido. Ele não esperava por isso, mas não reclamou.

- Um movimento descuidado e irei assumir a posição. – Ele me lançou um sorriso de canto, o que me fez rir também.

- Sim, senhor. - Ironizei.

Sem perder mais tempo, eu o beijei. Salvo engano, fazia dois dias que não nos beijávamos, desde que fomos para a Terra 6, então queria recuperar o tempo perdido. Tanta coisa havia acontecido em tão pouco tempo, havia pensado que nunca mais conseguiria sentir seus lábios contra os meus. Mas, felizmente, tudo estava resolvido.

Não demorou muito para o beijo se intensificar, comigo tomando a iniciativa de aprofundá-lo e sentir sua língua contra a minha. Minhas mãos, outrora segurando seus pulsos, se direcionaram até sua nuca e seus cabelos, os puxando levemente. Com suas mãos agora livres, ele as percorreu pela minha cintura até chegar em minhas nádegas, as apertando. O toque firme e inesperado me fez interromper o beijo. Assim que o olhei, encontrei o mesmo sorriso provocativo da última vez. Isso me atiçou a também tocá-lo onde queria, e assim o fiz. Minhas mãos desceram de seu rosto, passaram por seu pescoço, percorreram os ombros e, enfim, desceram para seu peito. O mínimo contato de meus dedos gelados (devido ao nervosismo) em sua pela quente fizeram seus pelos se arrepiarem. Ao mesmo tempo em que explorava seu peito e abdômen, distribui vários beijos em cada lado do seu pescoço. Aproveitei para, também, lhe deixar várias marcas, já que ele gostava de fazer o mesmo comigo. Pensei por um momento que minhas marcas de chupão não permaneceriam em sua pele por muito tempo, pois seus poderes logo tratariam de “curá-lo”. Desta vez, seus poderes curativos não estavam a meu favor.

Quando afastei-me e o olhei de cima, sua expressão se mantinha a de sempre, enquanto eu devia estar bastante corado. Por um breve momento me peguei pensando se ele estava gostando que eu o tocasse, mas cessei os pensamentos quando ele me puxou novamente para um beijo. E, quando percebi, ele havia invertido as posições.

- Eu disse que conduziria. – O lembrei ao término do beijo.

- Eu sei, mas notei uma hesitação. – Ele respondeu. - Além disso, estou um pouco impaciente hoje.

Foi a sua vez de atacar o meu pescoço com diversos beijos, e sabia que ele ficaria bastante marcado posteriormente. Fechei os olhos para aproveitar o contato quando o senti descer seus lábios para um dos meus mamilos, o estimulando. Descobri que essa era uma região minha muito sensível, então era questão de tempo até que meus primeiros gemidos se tornassem audíveis. Ele parou apenas para retirar a minha calça, mas logo retornou a dar atenção, agora para o outro mamilo. Senti sua mão direita, discretamente, percorrendo a parte inferior da minha coxa, me causando leves arrepios. Por onde seus dedos percorriam minha pele, entretanto, sentia uma sensação gelada, que alternava com uma sensação eletrizante. Ao mesmo tempo em que sentia, deixei escapar um gesto surpreso, porém positivo, o incentivando a continuar.

- O-O que é isso? – Apoiei-me em meus cotovelos para olhar o que ele tinha em suas mãos. Eu podia jurar que se tratava de gelo, mas, apesar de não haver como ele ter obtido gelo nesse momento, tampouco sabia explicar a origem daquela sensação eletrizante. Mas, assim que olhei para sua mão que passeava pelo meu corpo, a mesma estava vazia.

O olhei confuso.

- Lembrei que você havia pedido para eu lhe ensinar magia. Pois bem, você está olhando para uma das formas de manipulá-la. – Ele levou seu dedo indicador até o meu peito e, quando encostou, o senti gelado. Ele desceu pelo meu abdômen até parar na barra da minha roupa intima, e a todo momento a sensação gelada permanecia. Parecia que ele estava literalmente usando um cubo de gelo, mas se tratava de magia. Eu havia adorado isso, e ele havia percebido. – Talvez possa lhe ensinar isso em outro momento. – Deu um sorriso de canto. – Em momentos como esses, a magia pode ser uma grande aliada.

- Quero que me ensine tudo. – Conclui, esperançoso para o dia em que conseguiria manipular magia sem grandes dificuldades.

Assim que nossos lábios voltaram a se encontrar, o ritmo mudou. Ele depositou todo o seu peso em cima de mim, tratando de pressionar nossos membros um contra o outro enquanto trocávamos um beijo voraz. O gemido foi abafado pelo contato dos nossos lábios, e constatei que o beijo também havia abafado um gemido de sua parte. Eu já podia sentir sua excitação crescendo, por outro lado, a minha já era bastante aparente. Quando se afastou, ficou ajoelhado, retirando minha única peça de roupa que faltava. Depois, ele finalmente retirou a toalha de sua cintura e a primeira coisa que notei foi o tamanho de seu membro. Antes que percebesse, meu rosto se tornou mais vermelho ainda, e obviamente isso apenas fez com que seu sorriso se intensificasse ainda mais.

Seus lábios novamente encontraram meu membro e a sensação era exatamente como da última vez, como me lembrava. Eu comprimia meus lábios para impedir que qualquer som saísse, mas era algo difícil. Eu não sabia explicar, mas sentia que minha excitação era maior que da primeira vez. Estava em um conflito interno entre o prazer que sentia, a impaciência para prosseguirmos e a vontade que sentia em querer dar o mesmo prazer para ele. Após movimentos de vai e vem, movimentando sua língua com avidez, ele se afastou e, como da última vez, limpou sua boca em minha coxa. Senti a excitação apenas se intensificar. Quando notei que seus dedos se aproximavam da minha entrada, eu sabia o que ele faria, por isso o impedi.

- Eu... Quero tentar algo. – Falei.

Aquilo pareceu interessá-lo, mas ele não perguntou o que seria. Com os olhos me fitando de forma intensa, cheios de desejo, ele esperou para que eu mostrasse o que queria. E foi o que fiz.

Mesmo com vergonha, a excitação me permitiu prosseguir. Inverti novamente as posições, de forma que ficasse eu por cima. Assim que virei de costas para ele, acredito que ele tenha percebido o que tinha em mente. Tão logo fiquei de quatro na cama, coloquei seu membro em minha boca e iniciei os movimentos de vai e vem. Ouvi um suspiro longo e pesado, quase um gemido vindo dele, enquanto sentia meu quadril sendo puxado com força para perto dele. Em meio aos movimentos que realizava, uma onda de prazer me atingiu quando senti sua língua em minha entrada. Era uma sensação totalmente nova e inexplicável, e queria muito que não parasse. Sua língua forçava contra a minha entrada, ao mesmo tempo em que ele segurava minhas nádegas com força. Aos poucos, os movimentos que fazia em seu membro se intensificavam, e eu não me importava mais em esconder os meus gemidos. Ele alternava sua língua com seus dedos. Inseriu de início dois dedos, e eu sabia que sentiria um desconforto temporário. Quando ele colocou o terceiro dedo para alargar mais ainda minha entrada, senti um pouco de dor. Enquanto me alargava, sua mão livre foi em direção ao meu membro, o estimulando para distrair-me do desconforto. Pouco tempo depois, eu só sentia prazer. Meu corpo estava quente e suado e sentia que, se ele continuasse estimulando tanto o meu membro quanto minha entrada, acabaria gozando.

Quando ele retirou seus dedos da minha entrada, senti seu corpo se movimentar abaixo de mim e também parei com os movimentos que fazia. Ajeitei-me também e fiquei ajoelhado na cama, enquanto ele estava, também ajoelhado, atrás de mim. Virei um pouco o meu rosto para capturar novamente os seus lábios em um beijo necessitado. Senti seu membro encostando em minha entrada e meu corpo clamava por esse contato o quanto antes.

- Eu quero você... – Sussurrei entre nossos lábios.

Ouvi ele estalar a língua e depois comprimir os lábios, ao mesmo tempo em que me empurrava com força contra o colchão e me colocava de quatro, ajeitando meu quadril e deixando meu traseiro empinado. A dor e o desconforto vieram imediatamente quando ele forçou seu membro em minha entrada. Larguei um gemido de dor e ele tratou de ser cuidadoso, adentrando lentamente a medida em que constatava que o desconforto diminuía. Quando faltava pouco para seu membro estar completamente dentro, ele o forçou até o final, rápido e bruscamente. O gemido, dessa vez, veio em um misto de dor e prazer. Enquanto aguardava  eu me acostumar, beijava minhas costas, podendo ouvir minha respiração descompassada.

- Eren...

- P-Pode se mexer.

- Tens certeza?

- Sim. Vai logo... por favor. – Pedi de forma arrastada, rebolando em seu membro.

Ele iniciou os movimentos de forma lenta, mas os mesmos foram se tornando mais velozes, bruscos e profundos à medida em que ouvia que os meus gemidos se tratavam simplesmente e tão somente de prazer, e não mais desconforto. Por sorte, estávamos sozinhos, pois não media esforços para cuidar o som dos meus gemidos devido ao enorme prazer que sentia. Minha voz preenchia o quarto, e às vezes ouvia um barulho vindo da cama. Quanto a Levi, ele cada vez mais aumentava a velocidade com que me estocava, podendo ouvir sua respiração descompassada e alguns gemidos mais controlados que os meus.

Esbocei meu total desagrado quando o senti saindo totalmente de dentro de mim, mas, quando notei que ele segurava sua cintura e me puxava para perto de si, percebi que ele queria mudar a posição. Ele sentou na cama, apoiando suas costas na cabeceira e me puxou para o seu colo, no entanto, permaneceu imóvel.

Antes que pudesse questioná-lo, ele falou:

- Como você queria, poderá conduzir agora. Coloque-o dentro de você. Quero ver novamente aquela expressão de deleite em seu rosto ao mesmo tempo em que grita o meu nome inúmeras vezes. – Suas palavras apenas serviram para aumentar o meu prazer. Movendo o meu corpo de forma provocativa, levantei-me o suficiente para conseguir segurar seu membro e o conduzir novamente para a minha entrada. Enquanto  adentrava lentamente, lhe lancei o olhar mais depravado que consegui, enquanto sorria de forma maliciosa, permitindo-o ouvir gemidos intencionais apenas para atiçá-lo. Quando menos esperava, ele segurou minhas nádegas com força e terminou de colocar todo seu membro dentro de mim. Dei um gemido alto.

- P-Pensei que eu conduziria...

- Quando você me provoca dessa forma, é difícil conter-me. – Seus lábios se encontraram com os meus novamente e não demorei muito para retornar com os movimentos. Minhas mãos foram até seus ombros e permaneceram ali para apoio. Eu subia e descia em seu membro, desfrutando do enorme prazer que sentia. Meus olhos permaneceram fechados durante todo o ato, mas quando resolvi os abrir e encarar Levi, constatei que ele já me olhava intensamente. Ele estava a todo o momento a me analisar. Quando tentei esconder meu rosto em seu pescoço, ele me impediu, voltando a repetir que queria ver cada expressão que eu fazia. Como ele havia dito, chamava por seu nome diversas vezes, mesmo que não houvesse nada a ser dito. Quando ele falou o meu nome em um tom arrastado e banhado em prazer, meu corpo inteiro se arrepiou e eu havia entendido o quão prazeroso era ser chamado pelo nome em um momento como esse.

Suas mãos em minha cintura auxiliaram com meus movimentos, e, cada vez que eu sentava em seu membro, ele me atingia profundamente. Busquei por seus lábios novamente quando senti uma de suas mãos em meu membro, o estimulando na mesma intensidade da penetração. A sensação era maravilhosa e tudo o que eu menos queria era que esse momento terminasse.

Entretanto, devido aos dois estímulos que recebia, somado de seus lábios em meu mamilo, sentia que não demoraria muito para atingir o ápice. Quando tentei avisá-lo disso, ele pareceu perceber e manteve os movimentos no mesmo ritmo e intensidade. Algumas estocadas a mais e havia gozado bastante, melando os nossos abdômens. Levi atingiu o seu ápice segundos depois que eu, gemendo de forma rouca e demorada, enquanto mantinha os seus olhos fechados. Ver sua expressão tão entregue ao prazer me deixou extremamente feliz e satisfeito. Ainda ofegantes, o abracei e lhe beijei, desta vez de forma mais contida e menos necessitada.

Quando minha respiração se acalmou, ele levantou meu quadril e retirou seu membro da minha entrada lentamente. Senti um leve desconforto no momento, mas era suportável. Já vestidos, e como minhas pernas estavam cansadas, resolvi deitar na cama, vendo que ele fazia a mesma coisa. Ele me puxou para deitar minha cabeça em seu peito, que permaneceu desnudo. Conseguia ouvir as batidas do seu coração ainda se normalizando, mas só de poder ouvi-lo batendo, já me tranquilizava. Era a prova de que ele estava ali, comigo, que esse momento era real e que ainda teríamos vários momentos iguais a esse no futuro.

- Levi...

- Hm?

- Eu te amo, muito. – Sentia-me satisfeito por conseguir me declarar com tanta naturalidade.

Ele sorriu de forma doce.

- Eu também amo você. – Ele afagou meus cabelos. Olhei para ele. – Como se sente?

- Estou ótimo, apesar de várias marcas de beijos pelo meu corpo. – Brinquei. – Você vai curá-las depois?

- É claro que não. As deixarei aí. – Sorri, já prevendo que essa seria sua resposta. – Aliás, gostei da sua iniciativa. Você me atacando daquela forma, é algo difícil de esquecer... – Assim que ele comentou, minha bochechas enrubesceram.

- P-Pare... – Pedi, envergonhado. Havia sido difícil tomar essa iniciativa.

- Depois de tudo o que fizemos, você ficará tímido apenas com esse comentário?

- É claro! – Apoiei o queixo em seu peito, inflando minhas bochechas.

- Não há motivo para isso. Você foi incrível.

- N-Não está ajudando, Levi. – Definitivamente, ele gostava de se aproveitar de mim. Ele sorriu abertamente. Um sorriso tão calmo, leve, que fez o meu coração saltitar.

Pouco antes de encerrarmos a conversa, lembrei de algo.

- Levi... Desculpe-me novamente pelo modo como agi, tentando fugir e deixar tudo para trás. Você sempre esteve ao meu lado e foi forte, e demorei para entender que eu também deveria fazer isso. Essa era a minha vontade desde o início, lhe proteger, mas acabei escolhendo a pior forma... – Suspirei um pouco desanimado. Talvez fosse a hora errada para retornar a esse assunto, mas já era tarde para voltar atrás.

- Nós já resolvemos isso, não precisa se desculpar novamente. Sei que a sua preocupação é aquela visão, mas não deixaremos que ela se concretize.

Assenti com a cabeça, com um olhar firme.

- Eu juro que não deixarei isso acontecer com você! Eu vou cuidar de você. Confie em mim.

Ele sorriu.

- É claro que eu confio. E você, confie em mim, também.

- Sim. – Era verdade. Levi era um excelente soldado e, estando junto comigo, evitaríamos o destino lado a lado.

- Isso me lembra, enquanto estávamos na Terra 6, você comentou em determinado momento que o certo seria ficarmos separados, pois não fomos feitos um para o outro...

Revelei uma expressão preocupada.

- Levi, isso que eu falei não passava de uma tremenda mentira. Falei isso apenas para... – Tentei explicar, mas ele me interrompeu.

- Não se preocupe, Eren. Eu sei que você não quis dizer aquilo. – Assenti, um pouco aliviado, mas ainda arrependido por ter lhe direcionado palavras tão mentirosas e tristes. – E mesmo que estivesse falando sério, você estaria enganado.

Fiquei confuso.

- Como assim?

- Nós fomos feitos, sim, um para o outro. Veja nossos sósias da Terra 6, por exemplo.

Concordei.

- Sim. Eles são casados, não é mesmo? – Deixei um sorriso escapar. – Eles formam um ótimo casal, devo dizer. – Brinquei.

- E também há o soldado Eren e meu sósia.

- Sim. É uma bela coincidência. Em três Terras diferentes, eu e você nos apaixonamos.

- Não se trata de uma coincidência, Eren. – Arqueei a sobrancelha, ainda não entendendo onde ele queria chegar.

- Antes de explicar, acho melhor lhe mostrar. – Dito isso, ele se virou de lado e me olhou de frente. – O que estou prestes a fazer se trata de uma habilidade possível de se aprender ao possuir um ótimo controle de magia. Entretanto, mesmo para aqueles que a dominam com maestria, é algo muito cansativo para o indivíduo. – Ele encostou sua palma em minha bochecha e fechou os olhos. Em segundos, suas sobrancelhas se juntaram, permanecendo em silêncio. Percebi que ele estava em um momento de grande concentração, certamente reunindo a magia e controle necessários para fazer o que ele queria.

De repente, senti uma sensação esquisita em meu corpo. Inconscientemente, fechei os olhos e, ao fazê-lo, notei, surpreendentemente, que minha cabeça estava cheia de pensamentos, ou melhor, memórias.   

Parecia que eu olhava para mim mesmo, mas algo que me dizia que não era eu, e sim algum sósia. Este Eren era um cantor, bastante famoso e conhecido. Ele mantém um relacionamento privado, escondido da mídia, com o guitarrista de sua banda, chamado Levi. Eu conseguia visualizar várias sequências de imagens dos dois juntos. As memórias desapareceram, e desta vez, outro Eren apareceu. Ele vestia um jaleco branco e trabalhava em um hospital. Sempre quando possuía tempo, ele procurava um quarto vazio para se encontrar com seu colega de trabalho, Levi, com quem mantinha um relacionamento sigiloso. Após, deparei-me com um Eren criança, que estava destinado a ter um vínculo de alma com seu novo vizinho, uma criança chamada Levi. Novamente, passado e futuro se mostravam, podendo vê-los juntos, antes quando criança, e depois, já adultos. Outro Eren apareceu, desta vez, um agente secreto. Havia recebido a missão de investigar e, se possível, capturar um famoso mafioso chamado Levi. Entretanto, ambos se apaixonam. Pelas memórias que estava vendo, descobri que eles haviam largado suas responsabilidades e fugiram, vivendo juntos em algum lugar remoto. Havia, também, um Eren que trabalhava como barman. Desgostoso com seu atual emprego, o único ponto positivo eram as visitas noturnas e diárias de um cliente com quem se relacionava fora de seu expediente, chamado Levi. Por fim, Levi heichou apareceu, pude deduzir pois ele vestia o uniforme da Tropa de Exploração. Ele se mostrava atônito, porém feliz ao presenciar essas mesmas memórias que havia visto. Isso queria dizer que...

As memórias pararam de repente, bem como o peso que sentia em minha cabeça havia desaparecido. Quando o olhei, notei que sua expressão estava consideravelmente esgotada. Ele transpirava um pouco.

- O que você acabou de ver são nossos sósias. Eu encontrei cada um destes Eren enquanto procurava por você, há três anos. Visitei a Terra 37, Terra 12, Terra 23, Terra 8 e Terra 31, respectivamente, antes de lhe encontrar. Quando nossa base fora atacada anteriormente e fui envenenado, você deve lembrar que permaneci três dias inconsciente. – Assenti. Eram memórias dolorosas. – Pois bem, durante o tempo em que permaneci desacordado, meu inconsciente fez-me presenciar novamente os acontecimentos de três anos atrás. Eu passei por diferentes Terras e encontrei vários de seus sósias, mas sempre me perguntei sobre o paradeiro de meu sósia em cada uma dessas Terras. Enquanto inconsciente, finalmente descobri. Em cada uma das Terras que visitei, Eren e Levi estavam juntos, ou pelo menos destinados a se encontrar. Isso não é coincidência. Posso afirmar com certeza que, em qualquer Terra do multiverso, nós ficaremos juntos. Se estamos juntos, assim permaneceremos. Se não nos conhecemos, isso acontecerá em algum momento. Se passamos por momentos difíceis, ainda assim ficamos juntos. O amor parece ligar todos os nossos sósias, inclusive nós. Ele sempre irá nos juntar. Por isso eu lhe repito: você e eu, afinal de contas, fomos feitos um para o outro. Estamos destinados um para o outro.

Eu ouvia tudo com calma, mas extremamente impressionado. Essa experiência fora tão intensa e real, parecia que eu realmente estava presenciando aquele momento específico ao lado dos nossos sósias. Saber que estávamos destinados, que, não importavam as circunstâncias, seríamos atraídos um pelo outro, ficaríamos juntos e felizes, simplesmente fez os meus olhos marejarem e meu peito se apertar. O nosso amor, realmente, era forte e existia através de todo o multiverso.

O abracei apertado.

- Eu nunca duvidei do meu amor por você, e tampouco de seus sentimentos por mim. O que eu lhe falei na Terra 6 foi algo realmente cruel, eu estava tomado pelo medo e desespero, e você não faz ideia do quanto me arrependo de ter falado o que falei. Eu sei da força dos nossos sentimentos, mas ver o que acabei de ver, apenas confirmou que podemos enfrentar quaisquer dificuldades, desde que estejamos lado a lado. E sempre seremos felizes, juntos. – Depois de concluir, afastei-me e vi que ele esboçava um sorriso satisfeito. Sentia que ele havia ficado feliz com o que havia dito.

- Você finalmente entendeu, pirralho. Nada poderá nos separar. – Dito isso, seus olhos foram ficando pesados e, sem mais forças, ele desabou na cama. Antes de ficar preocupado, lembrei que ele havia dito que essa técnica de manipulação de magia exigia um grande esforço do indivíduo, então conclui que ele havia desmaiado devido ao cansaço. E não era apenas isso. Ele devia estar cansado, com o sono completamente desregulado por me seguir até a Terra 6 e tentar me encontrar, sem falar no cansaço mental e físico que havia sentido. Ele havia aguentado firme até o fim, mas finalmente o grande soldado havia se rendido. Ele merecia descansar.

Retornei minha cabeça em direção ao seu peito e assim permaneci, esperando o sono chegar. Enquanto aguardava, relembrei tudo o que passamos juntos desde a primeira vez em que o vi, quando ele veio me buscar aqui, na Terra 1, e me levar para o seu mundo. Eu cuidaria dele, o faria feliz e o protegeria com todas as minhas forças. Eu sabia que o nosso amor superaria qualquer dificuldade, apesar de ter demorado para entender. Agora, não me restavam mais dúvidas. Eu o amava profundamente e nada o afastaria de mim, eu lutaria por ele.


Notas Finais


Curiosa para saber o que acharaam :3

Não deixem de comentar!

Espero muito que tenham gostado!

E desculpem qualquer erro, fiz uma leitura e correção rápida do capítulo.

Tenho demorado alguns dias para postar pois estava pensando no que acontecerá daqui para frente no decorrer da história e como será o seu fim. Ainda faltam alguns bons capítulos, mas já sei como serão os próximos capitulos e já temos um final pensado ~emocionadaa~

Pretendo tentar adiantar ao máximo os próximos capítulos, tentando atualizar mais rápido, se possível. Espero conseguir.

Até a próximaa, amorees.
E se cuidem! <3


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