História De Ponta Cabeça - Capítulo 21


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Categorias Logan Lerman
Personagens Logan Lerman, Personagens Originais
Tags Logan Lerman
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Palavras 1.775
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - O Pior Presente de Natal


Fanfic / Fanfiction De Ponta Cabeça - Capítulo 21 - O Pior Presente de Natal

Natal chega rápido, as casas estão enfeitadas e coloridas, passaremos a véspera na casa do Logan, com a família dele, até o pai dele estará presente. 

-Está nervosa por ir conhecer o sogrão? -Ju está deitada na cama com a cabeça jogada para baixo e as pernas para cima. -É ta nervosa. 

-Calada, o pai do Logan não é meu sogro e você sabe disso. -Reviro os olhos olhando o celular. 

-Uhum ta, a historia que a Naty me contou sobre a manhã da festa de remédio não colou pra mim. 

-Ju, com todo o amor...Cala a boca. 

Ela sorri e fica brincando com o celular, Duda aparece com um vestido até os joelhos vermelhos e uma meia fina preta por baixo. 

-O que vocês acham? 

-Bem... -Ju se endireita na cama. -Gostosa. 

-Delicia. -Digo cerrando os olhos. -Se eu fosse homem te pegava. 

-Né, quer aparecer aqui mais tarde não Duda? 

-Cala a boca vocês duas. -Ela sorri se olhando no espelho. -Vai ter uns amigos dos garotos lá quero que tenham uma boa impressão minha. 

-Ah então é só você não beber. 

-Isso nunca Sam. -Ela se vira. -E vocês como vão? A Naty sei que vai de jean e uma blusa verde escura que é muuuuito linda. 

-Eu vou de jeans e sei lá o resto. -Ju se levanta da cama. 

-Eu vou com a primeira roupa que eu ver.  

-Serio Sam? Seu sogro vai ta lá. 

-A pelo amor de Deus até você, affs. 

Desço as escadas e vou para a sala, ligo a tv, mas nem presto atenção, fico pensando no outro dia em que Logan dormiu aqui, ele realmente fez uma coisa que nunca imaginei ele fazendo, mas quem sou eu pra julgar, gostava dele pra valer, mas ele também foi o que mais me magoo, realmente gosto dele, mas também tenho realmente muuuito medo. Lembro do seu toque, das mãos ásperas e quentes em minhas costas, sua boca macia deslizando dos meus lábios, passando pelo meu pescoço. 

-Ta acordada? 

-O que? -Olho para o lado e Daniel esta na porta. -Sim, por que? 

-Você parece estar viajando. 

-Nada demais, apenas uma lembrança estupida, e você o que faz aqui? 

-Estava cansado de ajudar Dean com sua roupa, ele faz isso todo ano, fala que vai bem vestido e tals, mas sempre vai com a primeira roupa que ve no armário. 

-Somos dois então, tirando a parte da guerra de escolha de roupa. Sabe acho que se eu e ele se envolvêssemos eu seria o macho da relação. 

-Concordo. 

Faltando umas horas para a festa na casa dos Lerman resolvo me arrumar, sei que se a Naty entrar no banheiro ela vai demorar horas, então me arrumo bem antes, coloco uma saia longa preta com uma camisa de mangas branca e uma blusa cinza, estou de meia fina por baixo da saia, para me manter aquecida com sapatilhas. 

Quando Naty entra no banheiro meu celular toca, é minha mãe, saio de casa que está uma gritaria e vou para a rua, começo a andar em direção a casa do Logan, mas não tenho a intenção de entrar, quando passo vejo Lisa conversando com um cara, ela me ve e abre o sorriso e fala algo e o cara se vira, ele tem cabelos castanhos e olhos claros, ele abre um sorriso e da uma sensação que é aqueles caras que fazem piadas para constranger os filhos e pregar peças, ele me da um tchau com a mão e eu retribuo, tenho a sensação que ele é o pai de Logan, passo reto e continuo a falar enquanto ando, converso com quase a família toda e quando desligo estou muito longe de casa, está anoitecendo, volto andando a procura de um taxi, mas não encontro nenhum, e pra melhorar está começando a nevar. 

Pov Logan 

-Finalmente as garotas chegaram. -Estou no portão com os rapazes –Cadê a Sam? 

-Pra apresenta-la para o sogro? -Naty para ao meu lado. 

-Você também, ta todo mundo falando isso, ta cansando. É sério cadê a Sam? -Olho envolta a procurando. 

-Eu não sei. -Naty coloca as mãos nos bolsos. -Ju? 

-Vi ela saindo a tarde, estava falando no telefone, se não me engano era a mãe dela. 

-Isso foi a tempos atrás, meus pais viram ela passando. 

-Se ela saiu andando enquanto falava com a mãe dela, ela deve estar longe. -Ju levanta uma sobrancelha mordendo o lábio. 

-Ela deve estar num taxi voltando. -Duda se encosta no carro de Daniel.  

-Taxi? No Natal? -Ju arregala os olhos. 

Ficamos alguns minutos ali na frente esperando noticias dela, ligamos para o celular, mas nem tocava, as linhas estavam congestionadas, de repente escuto um grito fazendo eu virar enquanto as conversas continuam. 

-Vocês ouviram isso? 

-O que? -Duda olha envolta. 

Escuto mais uma vez. Daniel se vira para onde o som veio. 

-Eu ouvi. Será que é...? 

Não penso, simplesmente corro o mais rápido que consigo, não pode ser ela, talvez seja uma brincadeira estupida. 

-SOCORRO.  

Escuto mais alto a voz, ela esta abafada, mas posso jurar que é a Sam, meu coração parece que vai pular do peito, o ar gelado do inverno entra para os meus pulmões com dificuldade, minhas mãos começam a suar, olho freneticamente para cada espaço vazio entre as casas e na rua, quando dobro a esquina paro por segundos tentando acreditar no que estou vendo e sinto uma raiva muito grande. Sam está se arrastando de quatro, um cara segura ela pelo pé, mas ela chuta ele bem na cara, então outro cara a segura tentando tampar a boca dela a deitando no chão, o que ela chutou rasga a saia dela e abre as pernas delas, que não para de se debater, corro e pulo no cara que está sangrando pelo nariz, Daniel puxa o segundo pela gola e da alguns socos na cara dele, Lucas segura o rapaz junto com Dani, Dean aparece e tenta segurar junto comigo, mas não tem como, estou socando a cara dele o mais forte que consigo, Dean tenta me segurar, mas ele não consegue só para quando escuto a voz de Sam. 

-LOGAN!! 

Eu paro e me viro, ela está no meio da neve, sem as sapatilhas que depois noto que estão perto de mim, sua meia fina está molhada pela neve e completamente rasgada, sua saia longa estava rasgada até as coxas, estava sem blusa e sua camisa rasgada bem nos seios mostrando seu sutiã, seus cabelos estavam completamente bagunçados, o batom vermelho estava borrado e a maquiagem borrada pelo choro, tinha um machucado perto do olho direito, sua boca sangrava. As garotas estavam a sua volta, a abraçando, mas ela parecia estar com medo de cada toque, Dean segura o cara inconsciente na nossa frente.  

-Sam... -Eu me aproximo dela, toco ela nos pés, mas ela se encolhe. Aquilo faz meu coração se partir, sinto uma vontade incontrolável de abraça-la, mas parece que ela não quer ser tocada, ela tinha sido atacada, quase sido estuprada perto da minha casa. 

Todos começam a perguntar como ela está, mas ela fica muda com os braços cruzados só balançando a cabeça a cada pergunta. Tiro minha blusa e me aproximo dela, fico ao seu lado e a cubro, quando a toco parece que ela leva um susto, fico com as mãos em seus braços, me olhando com os olhos inquietos. 

Minha mãe aparece junto com meu pai, a policia e uma ambulância chegam quase que no mesmo instante. 

Ela se encolhe se aproximando de mim, como se quisesse se perder nos meus braços, ela olha para minhas mãos, a direita está machucada e coberta de sangue, mas não me importo . 

O policia se aproxima e eu e Daniel explicamos sem sair de perto de Sam que não abre a boca, ele pede pra colocarmos ela na ambulância para levar para o hospital para ser examinada. Ela continua sentada, a seguro com mais força que me olha com os olhos arregalados. 

-Ta tudo bem, to com você, não vou deixar nada acontecer com você, eu te juro. 

Ela concorda com a cabeça e tenta se levantar, quando está de pé ela olha para sua roupa e começa a soluçar. 

-Hey hey... -Daniel aparece ao nosso lado. -Sam ta tudo bem, estamos aqui. Aconteceu algo antes de chegarmos aqui?? 

-Não... -Ela fala com uma voz baixa e fraca. 

-Então ta tudo bem, o pior não aconteceu, e a gente não vai deixar acontecer ok? 

Ela concorda com a cabeça, Dani segura sua mão esquerda e  da um beijo nela. 

-Vem ca. -Eu a abraço com sutileza, como se caso eu a  apertasse forte ela se partiria ao meio. -Eu não vou deixar nada acontecer com você eu te juro. 

Dou um beijo em sua testa e a abraço de novo, ela chora enquanto caminhamos abraçados para a ambulância e entro com ela e com Ju. 

Todos chegam um pouco depois de nós, minha mãe, meu pai, Naty, Duda, Daniel, Dean e Lucas, Julia fica comigo, mas logo depois entra, pois Sam está um pouco em choque, e Ju sendo a melhor amiga dela foi melhor ela entrar. 

-Como ela está? -Minha mãe não parava de andar um lado para o outro.  

-Eu não sei... -Fico parado encostado na parede comendo unha enquanto olho ela pela porta do quarto, minha mão está enfaixada, cuidaram disso na ambulância mesmo. 

Ju sai do quarto com a mão na testa e um sorriso no rosto. 

-O que foi Ju? 

-Cara, a Sam é demais. 

-Por que? -Todos perguntam ao mesmo tempo. 

-Vocês repararam na mão dela? 

-Não por que? -Me desencosto da parede. 

-Ela tava com cabelos na mão, cabelo do cara que tava segurando ela, e ela mordeu e arranhou o que rasgou a roupa dela. Fora que ela lutou, deu um chute em um, deu um soco na cara do outro. 

-Ela lutou contra os caras?. -Dean pergunta mostrando interesse pelo assunto.  

-E muito, ela arrancou o DNA dos caras na marra. 

-Se o pior acontecesse pelo menos iam ter de onde começar. -Naty olha pra baixo como se tivesse pensando.  

-Mas será que foi por querer ou instinto? -Dani a olha pela janela com os braços cruzados e um olhar super auto protetor. 

-Eu não sei... -Ju me olha com um certo brilho nos olhos. -Mas se foi por querer... A bicha é esperta. 

Fico parado olhando para Sam, que está sentada na cama do quarto, conversando com o policial a sua frente, e noto que essa garota e incrível, que sempre me surpreende com sua força e sua inteligência, eu noto que a amo. 



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