História De Que Me Sirve La Vida - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias A Feia Mais Bela
Visualizações 165
Palavras 1.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Encontro


Estaria tremendo? Parecia tremer, assim como seu coração parecía tremer quando na verdade batia acelerado. Sentia era um frente fria em seu estômago e mal conseguia realizar as tarefas que ficava por sua conta quando fechava e Cecília se ia. Estava sozinha, como ele lhe avisou. Santo céu! Ele a reconheceu, suas feições ora tremiam indo ao riso e outrora ao desepero beirando as lágrimas. Tentou limpar tudo com rapidez assim como agitavasse o coração. Ele não chegava e isso incrivelmente lhe matava, tudo dele lhe afetava; o sim e o não. Escorou-se em uma das mesas olhando o outro lado da rua pelo vidro e não demorou para um carro de cor escura estacionar e o homem da sua vida atrevessar a rua em sua direção, a cada passo dele seu coração batia mais forte contra seu peito e perdia o ar, perdia a noção, se não respirasse desmaiaria ali mesmo no chão. Mas, o pode quando ele abriu a porta fitando-a, tirando o casaco por causa da noite fria da Argentina. Será que lhe ocorreu à cabeça que ela estaria naquele lugar à qual já visitaram em dias mais coloridos? Talvez sim, só assim explicaria ele ter lhe encontrado. No entanto, seu andar era diferente, sua feição e sua presença principalmente, mas Letícia teve certeza de que tudo estava diferente quando ele lhe puxou a cadeira e lhe disse: sente-se. Não era seu tom de voz habitual, não havia ternura de um Fernando pela qual se apaixonou, havia apenas crostas de frio que lhe doía ainda mais o coração. Sentou-se como baque da realidade, afundando seu traseiro, segurando forte a mesa... Sempre havia feito o correto em sua vida, ao menos, até conhecê-lo, desde então tudo parecia correto, até o que não se era.

Fernando a fitou ali à sua frente, com os cabelos agora soltos, diferente da hora de seu expediente. Estava tão linda, mostrando a beleza que sempre vira nela. Parte sua queria tocar sua alva pele, lhe acariciar o rosto e seus lindos cabelos, mas olhando-a frente a si congelava-se lembrando do porquê de tudo, de ter lhe caçado por um mês inteiro e ter lhe vigiado por outro. Talvez dois meses não tivesse sido o necessário para o fortalecer, para que colocasse em prática todo seu plano de ressentimento. Era inacreditável o quanto confiava naquela mulher, era inacreditável o que ela fizera, mesmo depois dele ter confessado seu amor quando aquela reunião pesada terminou. Ele a levou para um lugar especial, lhe disse o quanto amava-a e que desistiria de tudo por ela, não haveria casamento, ele amava-a, não podia se casar com outra mulher, não enxergava-se fazendo isto. Naquele dia, ela lhe disse do plano e infernos! Como odiou Carvajal, como odiou seu amigo por ter enchido a cabeça de Letícia... Naquele dia ela já tinha planejado tudo, lhe contou como sucederia tudo... O fez passar pela contagem regressiva ao terror daquele altar, ao não lhe ver entre as inúmeras pessoas daquela igreja, ao dizer sim. Ele disse sim, mas foi porque acreditou que era tudo de mentira como devia ser, mas não era. Ao perguntar de Letícia ao Carvajal ele lhe avisara com certa estranheza que não havia chegado, mas como não o havia? Ele era a mentora de todo aquele plano, ela sempre deu o rumode sua vida, se não estava ali, pra onde iria ou o que faria? Sentia vontade de rir em deboche quando perguntou a Carvajal se estava bem, se poderia ter lhe acontecido algum acidente à caminho e ele teve de contar à verdade ao lhe dizer que iria atrás dela, que não dava a mínima se havia acabado de se casar e tinha que cumprimentar os convidados ao lado de sua falsa esposa, ao qual não era falsa, havia casado-se de verdade e Leticia fora embora para que fosse feliz. Olhando-a à sua frente sentia vontade de lhe apontar o dedo na cara e lhe chamar de covarde. Era uma covarde que fugira, mas ele à encontrara, e ali estava com ela, no momento não lhe era transparente o motivo de tudo aquilo, mas à encontrou e isso já significava muito, queria olhar sua face e ouvi-la dizer que era uma covarde e que tinha medo de seu amor. Só podia tê -lo…

—Me diz porquê... —Falou seriamente observando cada movimento e reação de Letícia. À viu mexer-se na cadeira e ajeitar seu corpo, à viu tentar olhar em seus olhos e em seguida desviar o olhar para suas mãos nervosas que colocou sobre a mesa enquanto modia o canto do lábio inferior.

—Fernando... —murmurou com voz indecisa, não sabia por onde começar e nem o que dizer... Suas imaginações cruéis não se igualavam a realidade.

—Você não passa de uma covarde, você é uma covarde! Eu lhe dei todo meu amor e...

—Você não me amava no começo. —interviu.

—Mas me apaixonei depois não foi? Não é isso que importa?! Eu ter te amado? Ou talvez não importasse tanto assim depois de ter fugido e ter me enganado! Você me traiu. Eu nunca esperei isso de você! Eu te amava, eu te amava e estava cego de amor!

—Fernando, eu tentei fazer o melhor pra você.

—O melhor? O melhor para mim era ter casado com uma mulher que eu não amava? Tudo pra ceder as vontades da família? Ter uma vida... Ter uma vida... —percebeu que estava indo além do que podia e parou respirando fundo. Nesse momento as lágrimas de Letícia já fugiam sem controle e algumas entornavam os olhos irados de Fernando que machucavam o coração da mulher a sua frente.

—Você me traiu... Você mentiu para mim...

—Eu queria apenas que você fosse feliz, eu sei o quanto ama à empresa, o quanto ela era importante pra você e o que perderia se não fizesse o que seus pais queriam. Se eles descobrisse sobre nós, perderia tudo...

—Sabe o que era mais importante para mim Letícia? Sabe de verdade o que eu amava mais? O que de mais lindo havia acontecido em minha vida? O amor, o amor por você e você que o fez brotar. Mas você destruiu tudo, me provou que verdadeiramente, as mulheres enganam e mentem... Que o amor talvez não seja essêncial e que se pode viver sem ele, é só olhar para mim e para Márcia, dois meses de casados e nos damos tão bem quanto nunca nos demos. Talvez você tenha acertado uma parcelade tudo porque eu achei que eu e Márcia nunca daríamos certo e olha só agora... Estamos muito bem.

Letícia tentava amparar todas as lágrimas que rolavam por sua cálida face. Aquilo era demais, não suportaria, morreria em lágrimas. Talvez não passasse de um pesadelo o homem da sua vida lhe dizendo que a amou e que agora, e que agora não mais, não mais amor, talvez rancor, magoa e até odio... O que seria dela agora? Era como um adeus o ver sair sem mais nem menos e ir embora. Ele foi embora deixando com aquele intensa dor e sofrimentos, suas palavras lhe corroiam a alma e lhe matava, pois segundo suas palavras ele um dia à amara, e se a conjugação está no passado, talvez não à ame mais. 


Notas Finais


É só ouvir umas música da bad que a inspiração volta kkkkkk
Bjus meus amores


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