História De quem é a culpa - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Amor, Consciência, Drama, J-hope, Jimin, Manipulaçao, Novela, Romance, Suga
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Palavras 2.746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Tomando um novo rumo


Fanfic / Fanfiction De quem é a culpa - Capítulo 4 - Tomando um novo rumo

Lia on

Não tive tempo de ao menos me preocupar com a quantidade de doces que comi, com o peso que adquiri, as coisas foram tão rápidas. Eu sabia que não daria certo vir para casa do Eliberto, o pior é que na fuga não deu para trazer a minha mala, e estou com medo da reação da mamãe quando me ver em casa, ao menos que... Eu invente uma história.

- Você está quieta, e com uma cara de preocupada, o que se passa nessa cabeça hein?

Desvio os olhos da janela do carro, voltando a minha atenção a esse misterioso homem, o qual me chama tanto atenção.

- Pensava... Em, qual seria o nome desse misterioso homem desconhecido que estou pegando carona? Será que ele é algum psicopata que planeja roubar os meus órgãos para vender para o mercado negro? Quem será ele?

Sorrio com minha minha brincadeira, com um fundinho de verdade.

- Hahahahaha, meu nome é Min Yoongi, mas pode me chamar de Suga, e respondendo as suas outras perguntas, eu não sou nenhum psicopata e não planejo arrancar os seus órgãos, muito menos vende-los, sou apenas um homem comum que veio da Coréia em busca de expansão.

Então ele é coreano...

- Você estava com os cabelos azuis, agora estão pretos, por que tirou a cor azul?

Ficou tão lindo de azul, se bem que preto também fica bonito, Droga eu não deveria pensar nisso.

 Seus lábios se abrem mostrando um belo sorriso.

- Eu gosto de mudar, enjoa ficar apenas com uma cor de cabelo, não gostou do preto?

OK, dei mancada não deveria, ter ficado olhando tanto, então bora se concentrar.

- Ficou bem em você, um.. Bom.. E..

- Ficou vermelha apenas com isso? Você é adorável.

- Não tem graça!

Digo irritada,mirando a minha atenção para frente, cruzando os braços debaixo dos seios, " adorável " pft.

- Eu não estou zombando de você, realmente te acho adorável.

Uno as sombrancelhas irritada, viro o rosto para o lado fitando, porém seu rosto está sério, Ele não está zombando de mim.

Adorável, sério - Digo com a testa franzida.

Ele apenas assenti com a cabeça, eu não me acho adorável, eu não sou adorável, sou?

- Sabe o que eu estou pensando? - Balanço a cabeça negativamente - O que uma moça adorável, a qual eu não sei o nome, estava fazendo em cima dos galhos de uma árvore  daquela imensa mansão? Uma donzela fugindo de que?  De seu noivo?  De sua madrasta má? De que , uma adorável moça como você estava fugindo? Do perigo?

Espremo os meus lábios pensando, no que eu irei dizer.

- Meu nome é Lia, e respondendo as suas outras perguntas , eu estava fugindo de um cruel futuro.

Vago, muito vago, porém não direi a um desconhecido sobre a minha vida, não costumo a me abrir nem com os conhecidos imagine com quem eu não conheço, não direi mesmo.

Mesmo querendo muito um alguém para me abrir, prefiro guardar os meus anjos e demônios dentro de mim, não é de hoje que carrego todo esse peso sozinha, já estou acostumada a chorar e rir para Deus.

- E qual seria esse, cruel futuro?

Eu nunca mais vou vê-lo, e mesmo que isso aconteça duvido que ele vá contar para alguém ou se importar com isso, mas pelo sim ou pelo não,  melhor não arriscar.

- Fugindo de algo que eu não escolhi, fugindo de uma mentira a qual não inventei, deixando para trás até  a minha mala, trazendo comigo apenas os cacos os quais estou tentando juntar.

O farol fecha fazendo ele me olhar, porque até agora seus olhos estavam concentrados na estradas e pela sua expressão,    mesmo seus olhos terem se voltado para somente agora , os seus ouvidos estavam atentos as minhas palavras desde do começo.

- A palavra fugir está marcada em você graças ao medo - Seu rosto se mantem neutro e sereno, sua voz suave - O medo é a causa da sua fuga, tem que ser corajosa , se não irá fugir o resto da sua vida, e não apenas dessas coisas que você acabou de citar e sim de tudo que te causar medo. 

Ele está certo enquanto eu tiver medo, vou fugir, e não posso fugir o resto da minha vida, porém eu não tenho a menor ideia do que devo fazer.

- Como se adquire coragem? - Penso alto .

- Como posso te explicar.... Imagine sua mente como uma casa, e nessa casa você está em um quarto escuro e friu sendo abraçada pelo medo e a timidez, eles não te soltam um segundo, e após ouvir uma voz do além te alertando sobre isso, surge uma grande janela nesse quarto escuro com uma pequena frecha de luz, e ao lado direito eis que aparece uma porta que está trancada, e de um jeito estranho o medo e a timidez afrouxam o abraço, permitindo-a a se levantar e ir até essa janela..

Biiiii Biiiii Biiii

Que barulho irritante!!!

Suga percebe as bozinas dos carros, e da partida , dando passagem para os outros e acabando com o maldito barulho daquelas buzinas irritantes.

- Onde eu parei? - Ele parece pensar - Aé lembrei, Você abre a janela vendo um grande jardim, com placas enormes, em cada uma delas está escrito um de seus sonhos, e entre cada uma tem um imenso espaço, e nesse espaço há pedras, buracos, espinhos, vários obstáculos com a mesma intensidade daquele sonho, onde seus olhos devem ficar?

- Nos obstáculos?

Digo, vendo ele negar com a cabeça.

Afinal... O que isso tem a ver com a Coragem?

- Nos sonhos, porque assim que os seus olhos se prenderem nos sonhos, a porta atrás de você será aberta, e entrará a vontade e a força, que iram te puxar para longe do medo e da timidez, iram te levar para um quarto iluminado e aquecido, com varias janelas, e ao lado dessas janelas estará a Coragem, apenas a força junto com a vontade fará você conhecer a Coragem, e o combustivel da força e da coragem são os sonhos.

Eu gostei de suas palavras, concordo com tudo o que ele disse, mas isso não explica como me livrar de um noivo que não quero nem como namorado, e da vontade súbita de mamãe em ser rica através da minha pureza, ou seja todo esse discurso não me seviu de nada.

- Talvez não seja a solução para os seus problemas, mas como você não especificou sobre o que era então.

- Essa conversa não vai me levar a lugar nenhum.

- Vai se me deixar continuar, hoje estou inspirado.

Forço os meus lábios a não sorriem, apertando e tentando manter uma cara séria, porém não me aguentei.

- Esse sorriso é diferente do que eu havia visto no dia em que nos conhecemos, mas ambos são belos.

- Obrigada.

Que pena que já estamos chegando, terei que inventar uma bela mentira para mamãe não me perturbar, ainda não sei como farei para me livrar de toda essa confusão, a única coisa boa hoje foi aparição de Suga.

Ele estaciona o carro em frente a minha casa.

- Pontinho. Na sua rua a única casa verde é a sua, é bom que não tem como errar.

Na verdade tem outra casa com a faixada verde, porém a minha é um verde claro e a da esquina é um verde escuro, mas deixa quieto.

- Muito obrigada Suga.

- Por nada Lia.

Retiro o cinto de segurança, me inclino para o lado dando um beijo na bochecha dele.

- Boa noite - Digo e abro a porta do carro porém Suga segura meu branço, me viro para ele.

Será que eu esqueci algo?

- Boa noite Lia, durma bem.

Foi apenas para me devolver o boa noite.

- Durma bem.

Dito isso saio do carro , caminho até o meu pequeno portão de ferro e retiro a chave de dentro do sutiã, encaxo ela na fechadura e abro, entro e assim que me viro para fechar , vejo Suga sair com o carro.

Será que ele viu eu tirando a chave de dentro do sutiã?

A quer saber , não irei me preocupar com isso, nunca mais irei vê-lo mesmo, tanto faz.

Respiro fundo e devagar abro a porta, ponho um pouquinho da minha cabeça para dentro de casa , e suspiro aliviada ao ver que minha mãe não está na sala. Na pontinha dos pés entro sem fazer um mísero barulho, encosto com cuidado a porta atrás de mim, indo de fininho até a escada que graças a Deus fica perto da porta, subo degrau por degrau ainda nas pontas dos pés, e chego no pequeno escorredor que dá acesso aos quartos,  a primeira porta é a minha, abro devagarinho e rapidamente adentro e fecho a porta , onde devagar escorrego o meu corpo para baixo.

- Ufa, depois disso já posso virar ninja do silêncio, faxa.... Faxa....  Faxa...  A tanto faz a cor da faixa, mas já posso virar ninja.

Acabo rindo de mim mesma, mas a minha risada morre ao ouvir batidas em minha porta.

É não é hoje que me torno uma ninja do silêncio.

- Lia, abre a porta que eu vi você entrando no quarto.

O vida difícil viu.

- Espera ai mãe, que eu já estou abrindo.

Passo a mão na testa e me levanto, abro a porta e vou em direção a cama onde sento, com as pernas cruzadas.

- Por que não está na casa do Eliberto?

Sua voz irritada, consegue me deixar irritada também.

Se acalma Lia.

- Eliberto me deixou aqui em casa e foi  para  uma viagem emergente de negócios, e como mais cedo a minha mala caiu na piscina, as minhas roupas ficaram lá,  foi isso.

Tentei deixar a minha voz o  mais firme possível, nunca fui de inventar mentiras, mas espero que eu tenha sido convincente.

Minha mãe  suavisa sua expressão e se senta ao meu lado.

- Mais vocês se divertiram o tempo que ficaram juntos? Quer dizer, ficaram mais próximos?

Vou ter que fazer o que eu mais odeio, jogar.

- Sim, claro, foi ótimo, passamos o dia inteiro juntos, conversamos bastante, foi muito bom.

Forço um sorriso, enquanto por dentro choro em puro desespero, por fora me mantenho serena.

- Que bom filha - Antes que ela comece a falar igual a uma tagarela, bocejo batendo  a palma da mão em minha boca - Vou deixar você durmir e descansar , amanhã a gente conversa - Ele me dá um beijo na bochecha e sai.

Amanhã não será nada fácil!

Eu preciso tomar um banho, por uma roupa leve e tentar, TENTAR durmir.

No dia seguinte.....

Meus olhos abrem devagar, sempre me deparando com o vazio, me sento na cama cosando o olho esquerdo,mas de repente sinto algo vibrar debaixo de mim, procuro com as mãos,e finalmente acho meu celular, retiro ele debaixo do meu bumbum, e assim que os meus olhos caem sobre a tela vejo o nome Eliberto.

Graças a Deus que coloquei no vibrador.

Mordo a parte de baixo da minha boca, e agora atendo ou não?

O que eu o que eu faço o que eu faço o que eu faço o que eu faço.

Tenho que ser corajosa, está na hora de enfrentar as coisas de frente, como o Suga  mesmo disse não posso fugir o resto da minha vida.

Deslizo o dedo na tela do celular e ouço.

- Alô, você está bem? O que aconteceu? Eu te procurei pela casa inteira e não te achei, onde você está?

Eu odeio mentiras mas não posso dizer a verdade, quer dizer não agora,  meu Deus me perdoe pelas mentiras e não me mande para o inferno por isso.

- Me desculpe, eu deveria ter deixado um recado, é que a vovó passou mal e me ligou, fui correndo leva-la para o hospital, como a mamãe não estava em casa.

Mais gente, não é que é fácil esse negócio de mentira.

- Deveria ter me avisado, sua vovó já está melhor?

- Sim, ela melhorou ficou uma noite em observação, mas agora já estamos voltando para casa.

- Esperem um pouquinho que eu vou buacas-las, apenas fale o endereço do hospital.

Agora a porca torceu o rabo, ai minha nossa senhora ilumina essa cabeça oca.

- Não será necessário já estamos dentro do carro a caminho da casa dela.

- Da casa dela?  Ela não mora mais com vocês?

É isso que dá mentir.

- Não ela não mora mais, se mudou faz poucos dias, hoje irei cuidar dela o dia inteiro, me perdoe mais uma vez por não poder ficar com você.

Como eu gostaria de falar a verdade, dizendo, não vou ficar com você, me desculpe, procure outra, mais não cá estou eu indo contra a tudo que acredito.

- Tudo bem, haverá outras oportunidades, melhoras para a sua vovó, mande os meus sentimentos, e pensa em mim, Tchau.

- Tchau.

Desligo o celular desanimada, estou me tornando uma pessoa mentirosa, preciso dar um basta em toda essa situação, se eu estivesse trabalhando pelo menos, mas até agora não consegui um emprego.

 Autora on

Enquanto no outro lado da cidade,  um certo alguém parecia pensar de mais  em Lia, Suga em seu enorme escritório andava de um lado para outro, pois sabia que tinha que arriscar, afinal, quem não arrisca não petisca.

Seus pés então pararam em frente a sua mesa, com o olhar fixo na pasta, onde continha todas informações sobre  Lia,ele sabia mais sobre Lia, do que ela mesma.

Ajeitou -  se em sua poutrona de couro, com a mão sobre o queixo pensativo, ele precisava dela para...  Bom em breve saberão, por enquanto, saibam que ele precisa dela. 

- Lia, Lia, podemos nos ajudar, mas será que você aceitaria , sem saber sobre tudo o que acontece pelas suas costas?

"Eu não queria te contar, queria que você descobrisse sozinha, mas a sua ingenuidade não permitiria que você soubesse sobre a sua mãe, o homem de quem você fugiu ontem, sobre as verdades não vista pelos seus olhos.

Como pode você ser tão doce, e a sua mãe tão amarga ,  ambas são completamente  diferentes. "

Trinlin Trilin Trinlin

O som do telefone o trás de volta para a realidade. Sem o mínimo de vontade Suga atende o telefone.

- Alô

Ele fala com desânimo.

- Alô Suga, cara quanto tempo não nos falamos, está tudo bem com você? Conseguiu aquele negócio que havia me dito.

- Estou bem J-Hope e você como está?

-Estou ótimo,mas e aquele negócio, conseguiu?

- Depois conversamos sobre isso, sabe que não falo sobre assuntos importantes por telefone.

- Claro, havia me esquecido que você é a desconfiança em pessoa, mas fique feliz, pois estou na frente da sua casa, vai poder me explicar sobre tudo.....

Suga interrompe o seu amigo desligando na sua cara,  mas sorri sem mostrar os dentes ao ouvir sua empregada bater na porta. 

- Entre. 

Uma moça com os cabelos negros, olhos puxados e pele tão branca quanto a dele, entrou na sala, vestida em um uniforme de empregada diferente, uma calça preta e uma camiseta também preta, um perfeito coque sem nenhum fio de cabelo fora do lugar, e uma expressão que apesar ser séria era gentil. 

- Senhor Suga, o senhor J-Hope está na sala, e deseja ver o senhor.

- Mande-o entrar, por favor Emy, e muito obrigada.

A moça fez um cumprimento,  e se retirou  da sala, mas logo voltou com o seu amigo.

- Desligou na minha cara - Ele franzi a testa, unindo as sombrancelhas, com o celular nas mãos  - Isso é que é amigo, eu venho da Coréia para tiver, do outro lado do mundo e sou recebido com descaso, é isso que dá ser amigo do Suga.

Suga apenas sorriu, caminhou até seu amigo e o abraçou.

- É bom te ver de novo J-Hope, mas não comece com as suas reclamações, desliguei o celular porque sabia que te irritaria . Ao invés de ficar um ano falando blá blá via telefone, você entraria para conversamos pessoalmente. 

Suga não era uma pessoa de demonstrar  carinho pelas outras, a não ser que fossem muito íntimas, o seu abraço foi a forma de dizer "senti sua falta", frase que ele não diria com palavras, mas sim naquele singelo abraço. 



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