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História De quem é a culpa? - Capítulo 7


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Notas do Autor


Boa noite, uma atualização gostosinha da semana pra vocês.

Esse é o maior capítulo que escrevi até então, simplesmente não consegui tirar nenhuma das cenas, acho importante todas.

Ainda não está betado então releve alguns errinhos, logo mais atualizo com a betagem da @Julie_Diaal. Tive uma ajudinha da minha mozao @Rafita_s também <3

Boa leitura e nos vemos nas notas finais.

Capítulo 7 - Um presente esquecido


Capítulo VII

Um presente esquecido

 

 

— Gaara? — Naruto arqueou as sobrancelhas loiras — Achei que estivesse interessada no Sasuke.

 

Sakura retirou as cascas em volta da banana, mordiscando um pedaço antes de se virar para Naruto com um olhar de puro tédio. 

 

— Sasuke é passado.

 

A notícia pareceu pegar o amigo em surpresa, os olhos azulados com cílios enormes — causador de inveja em qualquer garota — piscaram demoradamente tentando entender a rapidez com que Sakura mudava seus interesses.

 

— Até ontem ele era seu presente. Já se esqueceu que arrumou a maior confusão só para fazer trabalho em dupla com ele?

 

— Acontece que não deu muito certo — Sakura disse direcionando seu olhar para Sasuke na mesa a frente. Chovia naquela manhã e o refeitório estava mais lotado que de costume, mesmo assim, ninguém sentava na mesma mesa que o Uchiha.

 

— Não me diga? — Naruto riu — O que é que você fez?  

 

Sakura voltou seus olhos para Naruto ofendida, mas acabou confessando depois dele insistir silenciosamente. Ele a conhecia como ninguém, afinal.

 

— Fiz uma piada constrangedora na frente do irmão e da namorada.

 

— Oh, namorada, é? — Naruto se interessou — Descobriu se eles...

 

— Não! — Sakura respondeu com certa urgência, vendo o sorriso que havia nascido nos lábios do amigo murchar. Ela simplesmente não conseguia ver Sasuke tendo aquele tipo de envolvimento, sua mente não gostaria de acreditar — Por outro lado, encontrei coisas divertidas no armário dele.

 

— Você mexeu nas coisas dele? — Naruto perguntou deliciado fazendo Sakura o dar um beliscão por ter aumentando o tom de voz.

 

— Fale baixo, imbecil! — Sakura o repreendeu. Por pouco não havia sido pega na noite anterior, aparentemente Sasuke havia acreditado na sua péssima mentira de que tinha errado a porta. A troco de que, não sabia. 

 

— Ai, ai! Tudo bem! — o loiro replicou, massageando o braço — O que encontrou?

 

— Uns cartões de lol, acho que para comprar algo.

 

— Eu sabia!

 

— Para sua infelicidade, nada que comprove que ele gosta de personagens de peitos gigantes. Só você aprecia essas coisas mesmo. 

 

— Não sei de onde você tira essas impressões de mim — Naruto comentou falsamente ofendido. Sakura ficou tentada a dá-lo mais um de seus beliscões, mas se limitou apenas a revirar os olhos esmeraldas. 

 

— Devo entrar de novo no assunto da sexualização do corpo feminino? 

 

— É um assunto interessante, mas adoraria evitar outro galo na minha cabeça, então não. — Naruto deu uma risada nervosa fazendo que Sakura sorrisse ao lembrar do dia em questão. 

 

Eles tinham muitas memórias boas juntos. Do tipo que ficariam velhinhos e contariam as histórias aos seus netos em volta de uma lareira aconchegante e uma boa xícara de chocolate quente.  

 

Por um breve segundo Sakura imaginou-se não deixando Konoha para trás, ficando para ver o amigo se tornar um homem formado e construir uma boa família, uma que o merecesse de verdade.

 

É claro que isso não passou de um pensamento bobo. Não tinha dúvidas que em breve se separariam, mesmo a contra gosto. A Califórnia esperava por Sakura e uma vida infeliz — do ponto de vista dela — em Konoha esperava Naruto. 

 

Não havia nada que dissesse que o fizesse mudar de ideia sobre deixar o tio alcoólatra. Era notável o amor que Naruto tinha pela tia e a prima, mesmo que essa última não merecesse.

 

— Mas onde Gaara entra nessa história? — Naruto tornou a questionar após terminar seu lanche. Sakura mastigou calmamente o resto na fruta, jogando a casca na bandeja, antes de responder.

 

— Ele ligou bem na hora que Sasuke me flagrou saindo do quarto dele. O que foi ótimo, evitou um interrogatório, mas ele ficou estranho de repente.

 

Sakura lembrou-se das pupilas pequenas de azeviche se dilatarem, do ar pesado que ficou no ambiente após a ligação. Sasuke parecia bem quando o deixou redigindo o trabalho, mas parecia outro ao entregá-la o celular. 

 

— Tipo com ciúmes? — Naruto alfinetou e Sakura só deu risada, encarando-o com divertimento.

 

— Deixa de ser ridículo. Ele deve ter alguma inimizade com Gaara ou algo assim.

 

— Sasuke? O cara não fala com ninguém!

 

— Ah, sei lá, só sei que depois disso me despedi e voltei para casa, desde então tá esse clima estranho. Ele fica me encarando.

 

— Não queria atenção dele? — Naruto voltou a debochar — Agora você tem. 

 

Ela ergueu novamente o olhar até a mesa que Sasuke estava, mas não o encontrou. Em seu lugar, no entanto, estava Gaara junto de alguns colegas de classe. Ele acenou para Sakura ao notá-la e a mesma retribuiu com um sorriso. 

 

Era impressionante não o tinha reparado antes, estava cega em tentar sair de Konoha que sequer viu o tesouro bem a sua frente.

 

— O que sabe sobre Gaara? — Sakura perguntou a pessoa que mais sabia da vida alheia, mesmo que as informações nem sempre fossem verídicas.

 

— Não muita coisa — Naruto deu de ombros pensando um pouco a respeito — Ele é um cara reservado, mas bastante amigável. E um ótimo substituto meu no time. 

 

— Nada como um clichê para terminar o ensino médio. A garota rebelde e o subtítulo do quarterback.

 

Naruto a encarou como se tivesse nascido um par de chifres em sua cabeça.

 

— Só que eu não sou quarterback. Na verdade, jogo beisebol. Que tipo de amiga você é?

 

— E não dá na mesma?

 

— Vou fingir que nem ouvi isso — Naruto resmungou negando com a cabeça enquanto digitava freneticamente em seu celular. 

 

Sakura inclinou-se para ver com quem tanto ele falava e se deparou com um grupo para organização de uma festa.

 

— Vai mesmo dar uma festa?

 

— Algum problema? — Naruto questionou sem tirar os olhos da tela.

 

As festas do Uzumaki eram conhecidas até mesmo em Suna. Eram as melhores, não tinha dúvidas, mas havia algo que a preocupava. 

 

— Por que não usa a fábrica? — Sakura tentou o persuadir cautelosamente — Não sei se a floresta é uma boa ideia agora. 

 

— Você sabe que o caso da Ino foi isolado — Naruto a olhou firme, sabia que Sakura não andava muito bem desde que encontrou Ino, mas as coisas não deviam continuar daquele jeito — Brincávamos quando criança lá, e agora, fazemos festas. Quantas vezes um animal nos atacou?

 

— Nenhuma — Sakura murmurou sentindo-se idiota por temer a floresta. Desde que encontrou com Itachi e ele a alertou, tentava passar o mais longe possível da borda, mas havia certo magnetismo nos pinheiros compridos e no capim desregular que a chamava, como uma canção de ninar.

 

— E mesmo que tenha, não se preocupe — Naruto a tranquilizou com um sorriso reconfortante — As luzes e o som vão espantar até mesmo os pernilongos.

 

— Certo… — Sakura anuiu sem querer levar adiante o assunto. No final, Naruto tinha razão. Ela estava sendo boba e paranoica, assim como sua mãe — Quem vai estar na lista? 

 

 

.

.

.

 


 

O dia do encontro com Gaara chegou mais rápido do que imaginou.

 

A semana agitada não a deixou ficar ansiosa com isso, passou os dias discutindo sobre a festa que Naruto daria. Fazia parte da organização também, mesmo que de maneira clandestina. Karin jamais a deixaria participar de bom grado e eles precisavam dos contatos dela para que a festa fosse um sucesso. Querendo ou não, Karin tinha uma influência inquestionável.

 

O dia já tinha sido marcado, mas o tema tinha ficado em aberto. Uma votação em breve aconteceria, mesmo Sakura achando que terror não fosse a melhor das opções. 

 

No entanto, resolveu não se importar tanto com aquela questão, tinha prometido a si mesma que não mais se envolveria com a morte de Ino. Assim como todas as outras pessoas de Konoha, a deixaria finalmente descansar.

 

Sakura vestiu-se da maneira mais girly que podia, sempre estava para lá e para cá com calças e seu all star, mas decidiu que Gaara merecia uma versão menos agressiva dela. Uma que vestia um longo vestido preto e ficava enrolando a ponta dos cabelos toda hora.

 

Para sua sorte, essa noite, não precisaria pular a janela de seu quarto. Seus pais decidiram que o castigo já havia sido o suficiente e que, mais uma vez, a dariam um voto de confiança, desde que, voltasse cedo para casa. 

 

Ela era a mais nova cinderela.

 

Despediu-se animada dos pais, mandando uma mensagem rápida para Gaara e o aguardando na esquina, bem longe da vista curiosa de Kizashi, que parecia uma gárgula assustadora parado no batente da porta.

 

Não demorou muito para que o ruivo chegasse em seu Honda Civic. Ele estava impecável com cabelos bem penteados, um jeans despojado e uma blusa de alguma banda que ela desconhecia.

 

Assim que sentou-se no banco de carona e o beijou na bochecha, o perfume amadeirado dele espalhou-se pelo ambiente. 

 

E não havia nada que Sakura mais gostasse do que um garoto cheiroso. 

 

Eles trocaram poucas palavras durante o percurso até o local misterioso em que Gaara a levaria. Uma música ambiente deixava o clima agradável. 

 

Foi surpreendida por sair de Konoha e pegar a rodovia que dava até Suna. Mesmo que fosse a cidade vizinha, Sakura não costumava ir muito até lá e subitamente ficou animada por poder agir mais naturalmente, sem se preocupar em parecer a recatada filha do reverendo — mesmo estando bem longe de ser isso.

 

Gaara seguiu pelo centro, virando em um grande descampado, onde várias fileiras de carro estavam estacionados na direção de um grande telão. 

 

Ele abaixou um pouco o vidro do carro, dando um bilhete para o senhor, antes dele também estacionar.

 

— Cinema drive in? — Sakura perguntou surpresa, encarando ao redor os diversos casais. 

 

— Fiquei sabendo há dois dias e comprei os ingressos — Gaara disse encarando-a depois de um longo tempo prestando atenção na estrada. — Eu espero imensamente que goste de filmes de terror. 

 

— Oh, são meus favoritos — mentiu. Na verdade preferia as ficções científicas, mas não queria quebrar o clima. 

 

— Isso é ótimo — Gaara sorriu mostrando a fileira perfeita de seus dentes brancos fazendo com que as bochechas de Sakura corarem. Ela tinha um ponto fraco para ruivos, sabia muito bem disso. — Quer pipoca e refrigerante?

 

— Adoraria — sorriu de volta, colocando um pouco dos fios rosados para trás da orelha. Ele anuiu, abrindo a porta e saindo. 

 

Não tardou para que voltasse, um dos braços tentava segurar um enorme balde transbordando em pipoca e somente um copo de refrigerante.

 

Os holofotes que clareavam o descampado se desligaram no momento que ouviu o clique das portas se fechando e o telão na frente deles tomou vida. 

 

Sakura e Gaara tinha um humor parecido, riam de algumas cenas de morte que sequer faziam sentido de tão toscas. Outrora ficavam sérios, especulando quem poderia estar por trás de tantas mortes, teorizando coisas impossíveis e rindo todas as vezes que eram frustrados.

 

Só notou que o braço dele estava em volta de seu pescoço e sua cabeça estava encostada no peito dele quando o telão ficou escuro e as luzes acenderam novamente.

 

— Então? O que achou? — Gaara perguntou em um tom baixo, mas perfeitamente audível pela proximidade em que estavam.

 

— Tudo que mais amo. Rivalidade feminina, o conceito de que toda mulher é louca e um pobre homem que traiu, mas saiu como um herói.

 

— Falando desse jeito parece uma merda — o peito de Gaara vibrou em seus ouvidos quando ele riu. 

 

— Bem, foi um pouco, mas a companhia foi ótima — Sakura disse erguendo a cabeça levemente de modo que passou a ficar a centímetros de tocar nos lábios finos dele.

 

Ele a encarou por entre os cílios ruivos, seus olhos verdes brilhavam na mesma intensidade do que os dela e Sakura respirou mais fundo em expectativa quando o viu inclinar-se ligeiramente até ela, mas Gaara apenas retirou alguns fios de cabelos que grudaram em seu rosto e voltou a se posicionar atrás do volante. A maioria dos carro já deixavam o estacionamento. 

 

— Dá próxima vez eu a deixo escolher a sessão — Gaara comentou com certo divertimento ao ver o bico de decepção da rosada — O que quer fazer agora? Está com fome?

 

— Estou sim — Sakura anuiu — Me leve até o seu lugar favorito para comer.

 

 

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Sakura ficou desapontada quando viu Gaara tomar o caminho de volta para Konoha, mas nada disse para contrariá-lo. Logo seria meia e noite e estando na cidade seria mais rápido chegar em casa, o que significava poder ficar com Gaara por mais tempo.

 

Decidida a quebrar o silêncio e tornar o clima menos intimidador, ela puxou assunto.

 

— Por que Konoha entre tantos outros lugares? — Sakura questionou curiosa. Ainda não entendia como ele podia ter escolhido aquela cidade no fim do mundo ao invés de ir diretamente para Washington.

 

— Depois de viver no caos de cidades grandes, você acaba achando beleza na calmaria das cidades de interior — disse Gaara sem tirar os olhos da estrada.

 

— Você fala como se tivesse viajado muito.

 

— E já viajei — confirmou melancolicamente — Sou quase um nômade, pulando de país em país, de cidade em cidade. É a vida que meus pais me habituaram.

 

— Uau, eles devem ser bastante importantes.

 

— Eles eram. 

 

— E-Eu sinto muito, não queria—

 

— Tudo bem, faz bastante tempo — Gaara sorriu brevemente tirando a mão da marcha e pousando discretamente em sua coxa coberta pelo longo vestido — E quanto a você? 

 

Sakura ficou algum tempo atônita antes de responder.

 

— Eu? — riu com certo escárnio ao se lembrar de Konoha — É fácil gostar daqui quando se vive apenas por um ano, mas viver por dezoito? Você acaba tomando antipatia pelo lugar.

 

— Odeia tanto assim?

 

— Não o lugar em si, mas as pessoas e o falso moralismo delas.

 

Gaara riu.

 

— É engraçado ouvir isso da filha do reverendo.

 

— Ei, não ria — Sakura o empurrou suavemente, também rindo — Eu sou demais para essa cidade. Algo bem maior me espera longe daqui.

 

— Não tenho dúvidas.

 

Gaara finalmente parou o carro. Sakura olhou um pouco desinteressada a fachada do JJ.  De todos os lugares que achou que ele a levaria, o Jones era o último deles. 

 

Sakura começava a achar que todos os seus encontros seriam ali e fez uma nota mental para cobrar um desconto ao dono já que ajudava a movimentar aquele lugar.

 

— O melhor bacon do Oregon — Gaara disse ao desligar o carro — Sei que já deve estar cansada desse lugar, mas é o meu favorito desde que cheguei aqui.

 

— Preciso te apresentar novos lugares — Sakura disse rindo. O JJ não era o lugar favorito de ninguém a não ser pessoas de péssima índole.

 

— Isso é bom — ele respondeu meio sem graça — Não precisa entrar, posso buscar o lanche e depois podemos comer na minha casa

 

A última sentença tinha saído mais como uma pergunta do que qualquer coisa, no qual Sakura anuiu, antes mesmo que ele mudasse de ideia.

 

— Vou com você — Sakura disse, tirando o cinto de segurança e o seguindo até o estabelecimento.

 

O Jones estava mais cheio do que da última vez em que esteve com Lee ali. Talvez porque fosse um sábado à noite e o bacon era realmente delicioso. As mesas pareciam ter sido limpas, embora ela ainda pudesse ver uma camada fina de gordura.

 

Sakura arqueou as sobrancelhas ao ver Sasuke ser encurralado por duas garotas, elas pareciam animadas demais e muito oferecidas e Sasuke, bem, era apenas Sasuke, taciturno e desinteressado. Parecia estar fazendo um esforço enorme para não dar as costas e sair, o que fez Sakura rir.

 

Então, após uma série de risadinhas delas, Sasuke se virou para a entrada e seus olhos se cruzaram com os de Sakura por breves segundos antes dele continuar tirando pedidos de outras mesas. 

 

— Peça o que quiser para mim— Sakura disse a Gaara — Vou ao banheiro.

 

Sakura olhou-se rapidamente no espelho arredondado do banheiro. Sua maquiagem ainda estava intacta, os cachos que fez já tinham quase se desfeito, mas a deu um ar mais natural que gostou muito.

 

Checou se estava com mau hálito e mesmo vendo que não, resolveu chupar um pouco de bala. Ela duvidava que o lanche que iam pedir fosse ser comido logo assim que chegasse na casa de Gaara.

 

— Sakura — uma voz a chamou e no mesmo instante ela encarou o dono dela.

 

— Sasuke? — questionou confusa — Esse é o banheiro feminino

 

— Eu sei — Sasuke respondeu fechando a porta atrás dele. — Não pode sair daqui.

 

Sakura arqueou as sobrancelhas.

 

— Como é que é?

 

— É melhor que fique aqui.

 

— Dentro do banheiro? Só pode estar brincando. Gaara está lá fora me esperando.

 

Ela tentou pegar a maçaneta, mas Sasuke segurou seu pulso, o corpo dele bloqueando a passagem.

 

— Só me escute — Sasuke pediu de maneira firme e Sakura piscou lentamente os cílios, aguardando o que ele tinha a dizer — Diga que não está se sentindo bem e que vai para casa.

 

— Por que faria isso? Estou ótima!

 

— Por que está sempre atrás de confusão? — Sasuke devolveu em um tom frustrado. — Ele não é um cara legal. 

 

— Ok... — Sakura estreitou os olhos, muito confusa com aquela conversa — Defina alguém não-legal. Ele tem algum histórico com ex-namorada? Você o conhece?

 

— É só isso que tenho a dizer — Sasuke falou de repente — Entenda como quiser.

 

— Ah, claro, você e seus mistérios — Sakura revirou os olhos. — Dá próxima me chame para sair antes, se é por isso que está chateado. 

 

— Saia comigo agora então.

 

Sakura riu, de um jeito que o canto de seus olho se encheram de água. 

 

— Você é mesmo uma graça, mas acontece que agora estou ocupada. Que tal na semana que vem?

 

Sasuke passou as mãos pelos cabelos morenos, parecia nervoso, então vestiu novamente o boné, abrindo a passagem para que Sakura passasse. 

 

— Faça como quiser.


 

 

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Gaara vivia em um trailer em uma clareira da floresta. Ao questioná-lo, ele a deu a mesma resposta de quando o perguntou sobre Konoha: ele apreciava a quietude dos pinheiros balançando do que a movimentação de pessoas. 

 

O interior era bastante simples; uma cozinha pequena com uma sala ao lado e um banheiro em um corredor estreito que dava ao quarto, onde só cabia uma cama e uma cabeceira. Tudo em cores sólidas e sérias: preto, branco e cinza. 

 

Sakura, que carregava os lanches em uma sacola, os repousou em cima de mármore da pia e ao dar alguns passos até Gaara, notou nos olhos verdes que ele pensava no mesmo que ela. 

 

O beijo que trocaram a princípio não passava de algo inocente, calmo e gentil. Gaara a tocava de maneira delicada, como se tivesse medo que Sakura se quebrasse. Isso não demorou muito tempo, depois de recuperarem o fôlego, foi Sakura quem tomou a frente.

 

Eles fizeram um longo percurso até caírem na cama, bateram em diversos móveis durante o caminho. Sakura ficou por cima, as pernas magras envolvendo o dorso de Gaara, enquanto ela deixava uma trilha de beijos por seu pescoço.

 

Levantou o rosto ruborizado para olhá-lo mais atentamente quando um objeto peculiar a chamou atenção. 

 

Foi por breves segundos, de modo que o ruivo sequer notou, ocupado demais passeando as mãos por todo corpo de Sakura. 

 

Era um broche de metal em formato de pássaro com várias pedrinhas incrustadas.

 

O broche de Ino. 

 

— É quase meia noite — Sakura disse se levantando — Preciso ir. 


Notas Finais


O INÍCIO DE UM SONHO // DEU TUDO ERRADO

Conhecemos um pouquinho mais do Gaara. Eu o acho tão misterioso quanto o Sasuke. Eu prometi algumas revelações em cá estão. Pequeno spoiler do prox capítulo é: Hinata! Alguem comentou que queria mais interação da Sakura com ela e bem, aqui vamos nós, fiquem no aguardo.

O que acharam? Me deixem saber nos comentários!

Até a próxima xuxus! <3


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