História De repente - Fillie - Capítulo 3


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Categorias Stranger Things
Personagens Dustin Henderson, Eleven (Onze), Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Will Byers
Tags Cadie, Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Romance
Visualizações 54
Palavras 1.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


🤠

Capítulo 3 - Amigos


Fanfic / Fanfiction De repente - Fillie - Capítulo 3 - Amigos

Nós conversávamos alto enquanto nosso café era preparado. Momentos assim eram muito bons, eu com certeza estava junto das melhores pessoas daquele colégio. 

Caleb era um cara sério, maduro, mas não deixava de ser engraçado. Sempre queria o bem para todos nós.

Sadie era uma garota fenomenal, incrível, era impossível odiar Sadie Sink, ela era a garota mais doce que eu já conheci. Eu a admirava muito e adorava nossas briguinhas.

Noah, Noah era um cara incrível. Sempre querendo o bem de todo mundo. Se alguém não gostasse daquilo ele não iria fazer. Sempre vendo o lado bom nas pessoas. Alguns acham isso trouxismo mas ele é simplesmente uma pessoa muito boa.

Jack é o cara mais doido que eu já vi. Muito engraçado e cheio de baixarias na ponta da língua. Um idiota. Mas faz parte do pequeno grupo de pessoas que eu não me arrependo de ter conhecido.

Eu era um cara comum. Nem fenomenal, não enxergava o bem nas pessoas. Não era tão engraçado, e as vezes eu era muito infantil. Eu era um bosta. É, um bosta.

Quando nosso café chegou nós bebemos enquanto conversávamos, um papo levando a outro.

- Finn? Fiquei sabendo que você ficou com a Marilyn Monroe... É verdade? - Sadie quis saber.

- Hã, sim. É verdade. - Eu falo sem ânimo algum. Na hora eu fiquei muito metido por ter ficado com uma das garotas mais gatas do colégio, mas depois não me pareceu tão grandes coisas.

- Que desânimo é esse? Se eu tivesse beijado Íris Apatow eu iria me achar o cara mais legal do colégio. - Jack fala.

- Gente, ela elogiou minha fantasia. - Eles sorriram com o que escutaram - E depois falou que eu era um detetizador! 

Os meninos fecharam o sorriso na hora e trocaram por uma cara feia. Sadie começou a gargalhar.

- Eu falei que vocês deveriam ter ido de um grupo de bombeiros ou policiais ou sei lá. Gente, tudo menos Caça-Fantasmas, ou devo dizer, detetizadores. - Ela riu ainda mais. Não tinha como não rir com a risada de Sadie então o resto do grupo riu também.

- Eu só passo essas coisas com vocês... - Eu falo rindo. 

Sim, nós passávamos muita vergonha, mas idaí? Eles eram os melhores amigos que alguém poderia ter. Não importa o momento, seeu estiver junto com eles vai ser algo divertido.

Fiquei me perguntando se havia pegado pesado com Millie. Ela ia chorar? Será que estava chorando? 

- Mas a Íris beija bem? - Sadie perguntou me tirando do pequeno transe.

- Nada de novo para mim. Foi algo normal, normal demais. - Falo dando de ombros.

Ela assentiu.

- Eu estou cansado de ficar beijando essas menininhas. Isso é algo babaca, e eu não quero ser babaca. Hoje me chamaram de nerd- pegador. - Dou ênfase nas duas últimas palavras.

Eles não me ajudaram, só riram. 

- Acontece que o nosso pequeno grande Wolfhard está a procura de um amor verdadeiro. Ele já está farto de ficar beijando garotas a cada esquina e vai partir para uma jornada em busca de seu amor verdadeiro. - Jack fala como um narrador de conto de fadas.

Eu reviro os olhos.

- Eu não quero um amor verdadeiro. Só quero parar com isso. Chega! - Eu falo decidido.

- Oh, tudo bem. Meu trabalho de indicar garotas lindas e solteiras para o Wolfhard acaba aqui. - Sadie diz.

- Meu amor, você fez um bom trabalho! - Caleb diz e lhe dá um beijo.

Eu e os garotos rolamos os olhos e fazemos barulhos de vômito.

- Noah, quando sua namorada vai vir? - Eu pergunto.

- Hã, não sei. Talvez no Natal. - Ele fala bebericando o resto do café. 

Eu apenas arqueio as sobrancelhas e assinto com a cabeça.

Deixei todos em suas respectivas casas. Por fim fui para minha. Jack falou segundos antes de sair do carro para eu que sou um príncipe dormir bem para amanhã irmos em busca da minha princesa. Só que eu não ia dormir, eu ia ler. Não conseguia dormir sabendo que podia ter feito alguém chorar. Eu estava com o sentimento de culpa. Millie estava querendo me proteger, eu sei como essas meninas são galinhas, mas eu também sou. Ou era.

Millie não falou comigo durante seis anos, quando veio falar ela me repreendeu por ter beijado Íris Apatow. 

Ela tem razão, eu havia me escondido. Mas não foi por medo. Foi por inconformação dos seres humanos - ou melhor, seres adolescentes - serem tão idiotas, e Millie se tornou uma garota idiota, seu ego está tão lá em cima, sua popularidade a enforcando, fazendo-a se tornar uma pessoa hipócrita.

No outro dia eu acordei do meu belo sono de três horas. Meu celular estava cheio de mensagens alheias do nosso grupo. Não li elas, mas queria propor uma atividade nostálgica.

Eu: Bom dia casal, bom dia idiota, bom dia corno. Cada um interpreta do jeito que quiser. Se sentir ofendido com a última eu sinto lhe informar que você é!

Noahzinho: Eu sei que foi para mim, idiota.

Loser: Hahahhaha, Finn está certo, Noah. Mas pera, eu sou o idiota?

Eu: Imaginem eu dando de ombros agora. Cada um interpreta como quiser.

Loser: Babaca.

Ruivinha: Oiiiiiiii

Negão: Eae! 

Eu: Que tal irmos no fliperama hj?

Negão: Tudo bem por mim

Ruivinha: Adorei a ideia!

Loser: Ta, vai ser legal.

Noahzinho: Eu topo! 

Eu: Ótimo! Vejo vocês lá às sete e meia. Beijos garotas


Marcado. Eu estava com vontade depois de passar por lá ontem. Parece idiota mas é legal, me lembra os velhos tempos. Quando tudo era mais fácil.

Ainda com sentimento de culpa pela Millie.

- Ei, idiota. - Natália batia na minha porta sem parar.

- Que foi, garota? - Eu falo irritado -ou pelo menos finjundo estar -.

- O que está fazendo de pijamas? Coloque uma roupa decente, nós vamos ao clube! - Ela fala óbvia.

- Ninguém me avisou nada. - Eu falo desapontado.

- Jura? É para fingir que me importo? - Ela fala irônica.

- Senti sua falta! - Eu falo para irrita-la. Ele sorriu e mostrou o dedo do meio. Nossos eu te amo eram assim. Peculiar, não?

Fechei a porta e me troquei, coloquei uma roupa horrível, horrível mas boa o suficiente para ir jogar tênis e comer lagostas.

Peguei meu celular e um livro e desci. 

- Oi, pai! Oi, mãe! - Falo dando um abraço em cada um. Eu era tão fofo.

- Oi meu amor, estão prontos? - Minha mãe pergunta e todos assentimos. - Ok, vamos.

Nós demos risadas e cantamos juntos no carro, é, a relação entre eu e minha família era incrível. Era como se fossem meus amigos.

O clube era um lugar legal. Eu nunca conseguira falar seus nome, Chésterleprovinskyê? Chiestêleprovinsky? Não importa. Ele era grande. Tinham árvores na entrada que deixava com um ar mais gostoso. Tinham luzes de LED brancas que acendiam a noite. As piscinas eram separadas em de crianças, de adolescentes e de adultos. Haviam mais umas que eram aquecidas. O  campo de golf era extremamente grande e tinha até baseball e basquete para os garotos. Para as meninas as aulas eram de vôlei e futebol. Eu acho que cada um deveria fazer o que quiser, qual o problema das garotas fazerem basquete? 

Natália já estava com seu biquíni por baixo do vestido então quando chegamos na área da piscina só tirou o vestido e pulou na água. Eu me deitei na espreguiçadeira e passei protetor solar. Não podia nem pensar em me queimar, minha pele era muito branca e sensível.

Fiquei tomando sol por alguns minutos. Meus pais estavam conversando com seus colegas de trabalho. Eram todos um bando de bosais.

Natália estava andando na minha direção com mais uma garota, sua silhueta me parecia familiar. Millie! Natália estava vindo para cá com Millie. Maldita!

- Ei, idiota! Olha quem está aqui... Ela não está linda nesse biquíni? - Natália me atentou.

Sim, ela estava. Linda. Linda. Linda.

- Eu, eu preciso conversar com você, Wolfhard. - Ela fala. 

Me levanto e a sigo, seja pra onde ela estava indo.

Paramos num gramado vasto e estamos no banco isolado que ele prendia com sua terra. 

- Você cresceu muito rápido, - ela começa - amadureceu, virou um garoto de opinião, um garoto inteligente. Fiquei com vergonha de falar com você porque tive medo de falar algo muito infantil e você rir de mim. E você me desbancar. Você não querer mais ser meu amigo por eu ser muito criança ainda. Você havia feito novos amigos, e eles também me pareceram tão maduros. Eu fiquei com medo de ir falar com você e vocês rirem de mim. Então eu fiz amigos novos também, amigos que pensam como eu. E aí veio o Jacob e a gente ficou e depois começamos a namorar. Pensei que já estivesse madura para conversar com você e vi que você ficou observado eu e meus amigos, pense que também quisesse falar comigo e então te dei oi na aula de cálculo e ainda sentei atrás de você. Eu me senti culpada por ter sido grossa com você naquela manhã, mas meu pai está me enlouquecendo. E aí na festa da Íris eu tentei te avisar sobre ela e você falou aquilo tudo para mim, sobre meu ego e eu ser muito metida. Wolfhard, você não me conhece, não me conhece então não tinha o direito de me falar aquilo. Agora estou aqui te falando a verdade. 

Ela suspirou o olhou para mim.

- E-eu estou m-muito espantado! Você com vergonha para falar comigo? Millie, nós éramos amigos desde bebês e você estava com vergonha de falar comigo? 

Millie apenas assentiu e deu uma risada nasal.

- Eu sei. Mas você sempre foi tão maduro e incrível que se eu falasse qualquer besteira você ia rir de mim ou debochar da minha cara. Bom, era o que eu pensava.

- Eu nunca iria rir de você. - Falo sincero. - E me desculpa por falar aquilo sem nem mesmo saber o seu lado. Sei que queria me proteger. Sou grato por isso. 

- Ótimo! Vamos começar de novo. Oi Wolfhard, quanto tempo! Que tal voltarmos a nos falar como antes? - Ela pergunta alegre. - Sinto sua falta. - Ela fala mais baixo.

- Eu adoraria, Millie! Também sinto sua falta. - Eu falo sincero e ela sorri para mim. E nossa, aquele sorriso seria capaz de me derreter inteiro se eu já não estivesse derretido de tanto calor. 

- Amigos? -Ela pergunta.

- Amigos. - Eu respondo. 









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