História De Repente Amor - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook Flex, Jikook Papais, Menção Namjin, Repostada, Romance, Vhope Adolescentes
Visualizações 502
Palavras 2.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, amores ♡
Sábado não deu para postar por conta de alguns acontecimentos mas estou aqui agora. Então tenham uma boa leitura!

Capítulo 2 - Entre irritações e frustações


Fanfic / Fanfiction De Repente Amor - Capítulo 2 - Entre irritações e frustações

Os Park saíram do colégio, seguindo rumo à clínica veterinária. Jimin mesmo frustrado em relação ao filho continha um leve sorriso no rosto. Estava pensando o quão improvável e peculiar era o destino. Já Hoseok olhava-o intrigado. Seu pai estava feliz por ver o Sr. Jeon? Por que? Eles pareciam se conhecer mas nunca soube da existência do moreno. Isso era muito estranho.

— Por que está sorrindo? — perguntou curioso. O loiro desfez a expressão no mesmo instante, mordendo os lábios e ficando em silêncio.

— De onde o senhor conhece o pai daquele esnobe?

— Eu já disse que senhor é o seu avô. Ainda sou um belo jovem. — passou as mãos entre os fios claros, jogando-os para trás, fazendo charme. O menor revirou os olhos, sendo repreendido. 

— Que seja. Eu quero saber porque chamou o pai do meu inimigo para tomar café.

— Porque eu quis. — deu de ombros. — Qual o motivo da sua implicância com aquele garoto?

— A questão aqui não é essa. Estou pouco me fodendo para ele, tá?

— Quando foi que você ficou tão estressadinho e boca suja? O que aquele garoto tem que te deixa tão fora de si?

— Só direi depois que me esclarecer qual o seu relacionamento com o pai dele. — rebateu.

— Eu sou seu amigo, mas antes disso sou seu pai. Então não venha me exigir nada. Até porque não está em posição para isso. — murmurou sério, adentrando o local de trabalho, levando o mais novo até sua sala particular e fechando a porta.

— Quero que me conte o que está acontecendo. — escorou-se na mesa, cruzando os braços, esperando Hoseok se pronunciar.

— Por que não quer me contar sobre o Sr. Jeon? Está escondendo alguma coisa? — insistiu. O loiro respirou fundo. Estava um tanto nervoso e chateado, afinal, isso nunca havia acontecido antes. Hoseok não era um rebelde delinquente, nem um estressinho de marca maior. Pelo contrário. Sempre foi um bom garoto, que inclusive era contra violências. Então estava havendo algo para ele estar agindo daquela forma e Jimin queria saber o que era. Entretanto, nem o menor conseguia se entender. Só sabia que estava irritado. Irritado com Taehyung, com os amigos, consigo mesmo e agora com seu pai.

— Você apenas não está merecendo saber de nada da minha vida. E quem está escondendo coisas aqui definitivamente não sou eu. Até onde você queria chegar com suas inconsequências? Eu não te criei para mentir, muito menos comprar briga com alguém. Me diz o que te aflige. Qual é o problema?

— O problema se chama Taehyung. Eu o odeio, ele me odeia. Nos brigamos de vez em quando. Resolvido. — disse grosso.

— Ninguém odeia os outros sem motivos. — argumentou.

— Ele me provoca desde que chegou no colégio pra você saber. Fez amizade com meu grupo de amigos, contou mentiras e virou metade deles contra mim, sempre está querendo competir e tentando me superar, me colocar pra baixo. Além de que ele acha o tal só porque é filho de um empresário rico. É óbvio que eu não tenho sangue de barata. Não ia ficar quieto aturando os desaforos dele. A gente discutia sempre. Esse foi o motivo das advertências. Eu não o suporto. E ele não para de me provocar. Dessa vez ficou com a minha namorada. Isso foi o cúmulo! 

— Por que não me contou que isso vinha acontecendo? Isso é normal na adolescência. Ignorar é o melhor a se fazer. Ou poderíamos ter resolvido conversando numa boa, sem estresse ou violência.

— Porque eu não queria que você fosse no colégio. Se não percebeu, eu já estou grande. Consigo me virar.

— Você estava com vergonha do seu pai ir te proteger porque não é mais um bebêzinho, é? — perguntou sarcástico. — É tão maduro da sua parte mentir e usar a violência para resolver as coisas. — foi sarcástico. — No final quem teve que te socorrer? Estou vendo o quanto sabe resolver seus problemas sozinhos.

Hoseok quando pequeno era tímido, doentinho, não conseguia se enturmar, ficava quieto no seu canto. Em razão disso era alvo das crianças mais fortes e que por vezes foram muito más consigo. Chegava sempre chorando e Park como um bom pai tomava as providências. Conversava com os pais alheios, supervisor, diretor, com quem é que fosse, tudo para defender seu garotinho e evitar seus sofrimentos. Mas o garotinho cresceu, ficou saudável, bonito, popular, e mesmo ainda sendo adorável com todos, entrar em algumas discussões e desavenças se tornou comum. Assim como era comum ganhar todas elas. Até o Jeon aparecer com seus argumentos e, em seguida, tentar tomar seu lugar. Se contasse ao seu pai sobre o quão estava se sentindo humilhado por aquele playboyzinho, temia que ele fosse até o colégio como antes. Sua fama estava decaindo, não podia se dar ao luxo de pagar micos, então preferiu resolver da maneira como todo macho faria. Mas nunca seria capaz de admitir tal fato. Não queria chatear o mais velho, nem fazê-lo cogitar a ideia de que tinha vergonha dele. Naquele momento estava tão envolto com suas emoções que não percebeu ser tarde demais.

— Você está de castigo.

— Castigo? — disse com os olhos saltados.

— Sim. Nada de internet, nada de passeios ou o que for. De agora em diante será da casa para escola e da escola para casa.

— Você nunca me deixou de castigo! — pronunciou indignado.

— Isso era quando você não me dava motivos.

— Eu tenho um festival para ir. Vai ser o melhor de todos. Tudo mundo vai. Você não pode me proibir!

— Tanto posso como vou. E já disse várias vezes que você não é todo mundo.

— Mas...

— Não tem "mas". Você errou feio, Hoseok.

— Libera só o festival, vai! 

— Aprenda a ser homem e lide com suas consequências.

— Eu sou homem! — exclamou ofendido. O médico riu debochado.

— Você é um moleque. Se quer ser homem de verdade, cresça. E eu não estou falando de tamanho. — o garoto estava possesso. Como se não bastasse ter suportado Taehyung em todo esse tempo, perdido alguns amigos e levado uma galhada, seu pai havia sido rude como nunca fora. Em compensação, antes, nunca havia deixado a desejar como filho, aluno ou o que fosse.

— Que saco! Você não entende? Eu tenho que dançar lá! É algo único para mim!

— Pensasse nisso antes. — caminhou até a porta. — Vou pedir sua madrinha para te levar para casa. Não ouse desobedecer minhas ordens e nem as dela.

— Se a mamãe estivesse aqui... — revoltado começou a gritar, porém foi interrompido por um Jimin tão irritado quanto.

— Ela estaria decepcionada como eu! — fechou a porta, respirando fundo e indo terminar o trabalho do dia, deixando um moreno desconsolado para trás.



 Não muito distante dali a atmosfera estava ainda mais tensa. Durante todo o trajeto até a mansão dos Jeon o pai não disse nada e o adolescente, mesmo que curioso sobre o Sr. Park, muito menos. Jungkook mantinha uma carranca no rosto mais séria que o costume, estava nervoso e frustrado por conta de mais um vacilo do filho. Tentava aliviar o estresse focando-se na música calma que tocava no rádio para evitar explodir com o mais novo assim que chegassem em casa. Este mantinha o olhar nas ruas movimentadas, irritado consigo mesmo por não ter honrado sua palavra como seu pai sempre lhe ensinou a fazer e por saber que seria proibido de ir no festival ao qual ansiava a dias.

Entraram na residência e o garoto foi logo se pronunciando afim de diminuir sua culpa.

— Me desculpe. — disse cabisbaixo.

— Pelo que, Jeon Taehyung? — disse entredentes. — Por, com certeza, ter aborrecido aquele garoto até ele chegar ao ponto de ir contra você na base da violência? Por outra vez ter me tirado de uma reunião importante por ter aprontado no colégio? Por ter feito promessas em vão? Eu não te entendo. Eu te dou atenção, carinho, amor, conforto, tudo o que é possível e é assim que você retribui? Não te ensino nada que não seja correto e bom para você. Mas você prefere seguir seus instintos rebeldes e sair ferrado sua vida e a dos outros! Depois não quer ser comparado com você sabe quem.

— Eu...

— Foi bom ter detonando o seu nome, seu histórico, em prol das suas amizades de quinta e em busca de diversão desnecessária? Foi bom fazer esse garoto perder a compostura e brigar com você? Acha bom me tirar do sério desse jeito?

— Desculpa, eu não queria! O Hoseok não é nenhum santo, tá? E eu realmente me arrependo daqui...

— Se tivesse arrependido mesmo, evitaria entrar nessas porras de confusões inúteis!

Taehyung gostava de ser o tal então fazia de tudo para ficar no topo, mesmo que durante o processo tivesse que passar por cima de inocentes. Isso não vinha de falta de atenção do pai, talvez fosse do excesso dela.

Mesmo obtendo tudo e toda a diversão do mundo, ele sempre gostava obter mais, de desafiar os limites, então desobediência qualquer regra sem pensar nas consequências apenas para obter sua curtição. 

Uma hora suas delinquências chegariam ao fim. Chegou assim que seu pai descobriu tudo o que acontecia.

A história começou a alguns meses atrás quando Taehyung foi em uma festa. Esta não era uma as festinhas normais de adolescentes da sua idade que era acostumado a ir. Era proibida para menores de vinte um, ou seja, estava rolando tudo o que você puder imaginar. O garoto conheceu gente nova e na inocência seguiu os passos deles. Nessa noite bebeu pela primeira vez, fumou pela primeira vez, perdeu a virgindade e por sorte não foi preso. Acabou tomando gosto por tal diversão. Então além de parar de se interessar com os afazeres do colégio, passou a colocar o terror lá dentro, a infernizar as pessoas, entrar em confusões e obviamente a se envolver cada vez mais com suas amizades de más índoles.

Em um certo dia, junto dessa turminha, foi curtir e vandalizar a cidade. Max, seu melhor amigo, havia reparado que quando precisavam de dinheiro, carona, ou qualquer coisa, recorriam ao menor. Mas quando era o contrário, mesmo que fossem coisas simples, nenhum deles moviam um dedo para ajudar. Tae não lhe ouvia. Estava cego demais por aquele pessoal tão descolado e tão legal. Todavia, naquela noite descobriu o quão estúpidos e falsos eles eram.

A polícia chegou, eles estavam acostumados com isso então se safaram, se divertindo, e deixaram Taehyung para trás de propósito. Sem pensar duas vezes. Só para ver o garoto se ferrar e rirem disso. Então ele percebeu que nenhuma daquelas atitudes era de amigo verdadeiro. Estava somente sendo usado. Assim como usava seus colegas para benefício próprio. Arrependeu-se de ter se deixado levar e até ido contra os próprios princípios. Arrependeu-se no instante em que fora algemado. E mais ainda quando viu o olhar de pura decepção de seu pai ao abrir a porta e se deparar com o policial segurando sua criança como se fosse um marginal. 

Jungkook ouviu poucas e boas do policial por, aparentemente, não saber cuidar do filho, afinal, nem ao menos sabia onde ele estava. Não é preciso dizer que ficou furioso e brigou muito com o menor. O deixou de castigo como nunca fizera, o proibindo até de sair do quarto. Entretanto, alguns dias depois, eles conversaram e o garoto se mostrou totalmente arrependido. Então o castigo se foi após promessas de atitudes melhores.

— Você é um mimadinho que só me trás problemas. É igualzinho a sua mãe! — estava tão irritado que exclamou sem ao menos notar o peso daquelas palavras.

— Se está achando tão ruim, se livra de mim! — gritou, dando as costas.

— Ei! Onde você pensa que vai?! — exclamou vendo-o correr escada a cima.

— Pro meu quarto. Ficar no meu castigo eterno!

— Não dê as costas para mim! Volta aqui! Eu não acabei de falar!

— Você já disse o suficiente! — entrou no cômodo, batendo a porta com força. O mais velho foi atrás dele.

— Jeon Taehyung! Abre essa porta! — socou a mesma veemente.

— Não! — gritou com a voz abalada. 

Sabia que estava errado, não devia ter agido como um idiota novamente. Mas diante das provocações de Hoseok acabou acontecendo. Entendia que teria de lidar com o estresse e os castigos de seu pai. Todavia, não imaginava ter que ouvir o que ouvira. Odiava com todas suas forças ser comparado àquela mulher. Isso vindo de seu pai o deixou devastado. Então acabou se revoltando ainda mais. Jogou um de seus enfeites na parede, depois outro e outro.

— Para de agir como um inconsequente! Abre essa porta e vamos conversar! — irritado o ruivo o fez.

— Eu não sou nenhum inconsequente!

— Se não fosse, não agiria como um. — afirmou. Ele foi fechar a porta de novo mas Jeon colocou o braço na frente o impedindo e empurrando a mesma, entrando no quarto.

— Você quer me enlouquecer? Porque às vezes eu penso que sim. Não é possível uma coisa dessas! O que te falta, Taehyung? Eu te dou tudo o que você quer! — parou de falar, pensando por um segundo. — E talvez seja exatamente esse o problema. — suspirou, olhando seu relógio. — Eu vou sair.

— Aonde vai? 

— Tenho que concluir uma reunião importante. Quando eu voltar espero que esteja mais calmo para que possamos conversar. Seu tio vai cuidar de você. Não o desobedeça. E, aliás, você está mesmo de castigo. 

— Ótimo! — exclamou irônico, voltando a bater a porta com toda sua força.



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