História De repente Calpurnia - Capítulo 15


Escrita por:

Postado
Categorias Stranger Things
Visualizações 3
Palavras 3.507
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Sem brincadeira


Fanfic / Fanfiction De repente Calpurnia - Capítulo 15 - Sem brincadeira

                                  "Eu tenho corrido                       pela selva, eu tenho corrido com os                   lobos, para chegar até você, chegar                   até você, eu estive nas ruas mais                    sombrias, vi o lado escuro da lua, para                 chegar até você, chegar até você."                                           Wolves, Selena Gomez feat. Marshmallow.


P.O.V Finn Wolfhard

Já haviam se passado 2 semanas desde que tínhamos terminado de gravar o clipe, 5 dias desde que Noah havia sido sequestrado e desde que tínhamos descobrido sobre Ayla, fizemos alguns shows nesse período e aparições em programas famosos também, mas recebemos comentários perguntando por que estávamos tão baixo estral, é claro que eu devia fingir que estava tudo bem, mas eu simplesmente não conseguia, um dos meu melhores amigos tinha sido sequestrado e espancado, e eu não podia fazer nada sobre isso.

- Finn, você escutou o que eu disse? – Julia perguntou balançando as mãos me tirando dos desvaneios aleatórios.

- Ah, que? Ah, sim, ouvi, mas pode repetir? – me embolei para formar a frase e ela me olhou cruzando os braços e batendo o pé. – Aii desculpa, mas não é como se fosse fácil me concentrar, tenho muita coisa na cabeça, parece que eu vou sufocar.

- Não fez sentido o que você disse, escolha a cabeça ou a garganta, mas por favor, não junte os dois. – ela disse rindo sarcásticamente, a risada dela exalava raiva por minha descontração. – Bom continuando Wolfhard, eu falei que tenho um plano para resgatar Schnapp e Adams, mas se você não está interessado eu vou me retirar.

- Pare de drama e nos conte Kato. – Mariana se pronunciou pela primeira vez, entrando na discussão e a terminando.

- Eu fui na academia, vulgo São Nikolai, e pedi para rastrearem a localização do vídeo, eles me deram a mesma hoje, juntei também vários guardiões, vampiros e lobos veteranos, nós vamos invadir com uma técnica tipo do cavalo de Tróia, a localização na verdade é um lugar com piscinas, então sempre tem encomendas de cloro, nós vamos entrar nos caminhões e quando estiverem dentro nós entramos e pegamos Noah e Isadora. Mas para isso precisamos passar  pelos "guardas", vamos ter ajuda como eu disse, mas nós podemos usar Clorofórmio em panos e apagar eles sem violência. – disse mostrando uma planta de todo perímetro do lugar. 

- Okay, mas quando vamos? – perguntei curioso, estava com medo sim, mas eu tinha que resgatar meu amigo. 

- Quando vocês vão, você quis dizer né? Você não vai Wolfhard, não sabe lutar nem tem poderes e ainda por cima está a um ponto de ser anoréxico, sem chances de ir. – Julia disse guardando a planta e apontando o dedo pra mim como se fosse minha mãe. 

- Nossa, obrigado pela parte que me toca. – falei sorrindo cinicamente, mas já continuando tirando o sorriso do rosto e ficando sério. – Mas é claro que eu vou, sou a pessoa mais próxima aqui de Noah!

- Não altere sua voz para falar comigo, você não vai Wolfhard! – gritou me fazendo ficar indignado, ela não mandava em mim, não tinha o mínimo de direito de fazer isso, me proibir de ajudar meu melhor amigo.

- Parem os dois, vocês só sabem brigar? – Mariana alterou a voz de repente nos assustando. – Ele vai e ponto Julia, se alguma coisa acontecer nós nos entregamos e tudo fica certo. 

-Mariana você está louca? – Julia gritou com a voz embargada, então começou a chorar e se sentou no sofá, fiquei bem assustado no começo e sem saber o que fazer, ela tinha surtado do nada.

- Ei, você quer me contar o por que de estar chorando? – Mariana perguntou carinhosamente se sentando do lado dela, a abraçando e enxugando suas lágrimas, era uma cena bonita, mostrava o quanto elas estavam a disposição quando precisavam uma da outra.

- Eles estão destruindo tudo que nos importa, pedaço por pedaço, pessoa por pessoa, eu não aguento mais, eu não aguento mais, faça isso parar! ISSO DÓI! – Julia estava gritando e chorando ao mesmo tempo, isso me deixava aflito, todos estavam enlouquecendo, em situações sufocantes.

- Julia, você não pode desligar, não agora. – Mariana disse me deixando totalmente por fora do assunto e fazendo eu contorcer o rosto pela confusão de forma estranha.

- Ah qual é, então por que existe essa habilidade? Se eu posso desligar minhas emoções é justamente para não sentir, cortar isso pela raiz. – Julia tirou minha dúvida com sua fala, aquilo era possível? Desligar emoções? Bizarro.

- Todos precisamos de você agora Julia, não nos deixe na mão assim. – Mariana disse exalando sinceridade, Julia pareceu pensar e hesitar na decisão anterior, então só disse:

- Então vamos invadir uma instituição bebês.

P.O.V Julia Kato

Pessoas da realeza não tem o luxo de escolhas voltadas para o amor, pessoas como eu são criadas para não deixar a coroa cair e sorrir para ter uma imagem e um futuro para o país bonito.

Já eu? Fui criada com dois lados, o do meu pai e o da minha mãe, pelo lado de meu pai era a diversão, aprendi a lutar e atirar, matar para comer, sobrevivência, pelo lado de minha mãe era a responsabilidade sem carinho nenhum, andar corretamente, cuidar dos negócios da família, arrumar o cabelo e fingir.

Mariana também teve uma infância difícil, não foi criada pelo pai, ele era só um caso com sua mãe então simplesmente fugiu, e sua mãe a criou com carinho até os 4 anos, depois disso só a viu como um plano de escape, Mariana não sabia lutar nem atirar, bom só sabia usar arco e flecha, e muito menos tinha poderes, ela era boas com palavras, manipulações a parte.

Porque eu estava explicando tudo isso? Talvez pelo fato de que hoje teríamos que colocar todas as nossas habilidades em prática para não sermos mortos. Eu juntei algumas pessoas sim, 12 guardiões, 10 lobos e 18 vampiros, mas não tínhamos nem ideia de quantas pessoas estavam protegendo aquilo, nem de que espécie eram.

- Vamos nos preparar, quem você chamou já está no ponto de encontro. – Mariana apareceu na porta me deixando atenta, tinha chegado a hora, eu estava com muito medo.

Desci e vi Ayla, Malcolm, Jack, Finn e Mariana colocando trajes pretos, nós estávamos em algum filme dos vingadores? Ou sei lá coisas relacionadas a S.H.I.E.L.D?

- Ei, ei, quem disse que os três mosqueteiros vão? – perguntei pulando do último andar da escada, chamando atenção de todos.

- Nem vem Julia, quanto mais ajuda melhor. – Finn disse terminando de fechar sei lá o que era aquele traje.

- Okay, não tá mais aqui quem falou. – falei com as mãos pra cima em rendição, eu tinha que brincar um pouco, estava tensa. – Vou ter que usar esse traje versão pobre de Viúva Negra? Ah qual é isso deve ser apertado!

- E é. – Ayla e Mariana disseram em uníssono enquanto se mexiam por conta de estarem com aquele traje, já os meninos estavam mais normais com calças jeans, camisetas e jaquetas, aposto que estavam adorando ver as meninas com aquele tipo de roupa, já que aquilo mostrava bastante o colo.

Comecei a tirar a camiseta e a calça jeans que estava usando atraindo olhares para mim confusos.

- Ei, você tinha que tirar aqui? Temos quartos para isso. – Finn disse tentando desviar os olhos de mim enquanto os outros olhavam descaradamente.

- Mariana me chamou para me arrumar aqui quando eu estava em meu quarto, então por favor deixe eu fazer o que eu vim fazer? – perguntei irritada pulando para encaixar a roupa apertada e a fechando.

- Ei eu não chamei, só avisei, não me mete nas suas tretas não. – Cooper disse antes que Wolfhard pudesse falar algo.

- Tá, tá. Mas ei, por que diabos o Wolfhard está com os coldres de armas sendo que ele não sabe atirar?? – perguntei franzindo o cenho e apontando em deboche.

- Pra eles pensarem que ele sabe, qualquer coisa ele só aponta e da um sustinho. – Ayla respondeu mostrando pra ele o básico, como manusear a arma.

- Ué, você sabe usar uma arma? – Mariana questionou confusa com a situação.

- Sei lutar também, boxe e judô. – falou simplista, como se não fosse nada, eu tinha aprendido mais modalidades que ela, mas naquele caso, qualquer mínima ajuda era vinda dos céus.

- Pois é, eu e Jack podemos tentar não morrer, isso vale de alguma coisa? – Malcolm disse sorrindo torto limpando os óculos na camiseta.

- Só fiquem atrás de nós e na frente dos guardiões okay? – Mariana como sempre sabia o que fazer, eles concordaram com a cabeça e saímos de casa pegando um táxi para ir para o ponto de encontro, o lugar de transporte.

- Então crianças, vocês querem ir pra onde? – a taxista perguntou olhando estranho pelo espelho e apertando as mãos no volante.

- Rua Thompson, número 24, ah e antes que pergunte vamos para um evento de cosplay. – falei encostando no banco e respirando fundo, como tinham 6 pessoas, algumas tiveram que ir no colo já que só tinha espaço para 4 além da motorista, Mariana foi no colo de Ayla e depois sobrou pra mim de ir no colo de Wolfhard.

Sinceramente não era desconfortável mas ao mesmo tempo era pior que a morte, estávamos colados e eu conseguia ouvir os batimentos cardíacos do mesmo, o mundo só podia querer me ferrar, quando eu não posso em hipótese nenhuma ficar com alguém sem a colocar em risco, Deus coloca Finn Wolfhard na minha frente, ótimo.

- Chegamos... Ei aqui é um lugar de transporte, vocês não disseram que iam num evento de cosplay? – a taxista nos questionou, eu hein, que intrometida.

- Meu tio trabalha aqui, ele disse que se passassemos aqui ele nós levava lá, sei que existem taxistas e tudo mais, mas sem ofensa, vocês cobram muito caro. – Mariana respondeu a questão brincando mexendo a boca de forma estranha, céus, aquela garota tinha nascido para atuar.

Saímos do táxi e avistamos os caminhões de transporte e o nosso pessoal, guardiões conversando com lobos e vampiros, como dava para diferenciar? Guardiões usavam capas, porque pelo que vi não tinha nenhuma mulher, vampiros usavam o símbolo do "clã" e os lobos a mesma coisa que os vampiros.

- Vocês estão com as armas? – perguntei anunciando que estávamos lá, eles assentiram e apontaram paras caminhonetes pretas que presumi serem da academia, entramos lá e olhamos para tudo.

- Eu vou dividir as armas que vão ficar pra cada um de nós 6. – falei analisando as facas, espadas e armas de fogo. – Eu vou ficar com a katana, 2 pistolas Springfield XP9 e 2 karambits, os meninos ficam com três da CZ-75 P-01, são os únicos que vão ficar com uma só arma porque é só pra enfeitar, Mariana vai ficar com o arco e flecha e a balestra e Ayla pode se divertir, sabe como manusear a Taurus 24/7? – ditei para todos enquanto pegava as minhas armas e as colocava nos lugares certos do traje.

- Sei, vou poder ficar mesmo com essa belezinha? – Ayla respondeu admirada pegando a pistola e a olhando de perto.

- Se você nos ajudar pode até levá-la pra casa. – falei sorrindo e pulando da caminhonete, não estávamos falando de conversar ou só machucar, sangue clama sangue e é isso que iríamos ter naquela noite.

Apagamos os transportadores normais com Clorofórmio e entramos no lugar da bagagem, tudo com total sigilo máscaras e tudo mais para não deixarmos rastros, não estávamos ali para machucar pessoas inocentes, Mariana era a que estava mais triste com isso, era melhor ela não chegar nem a ver alguém morrendo, se matasse alguém então? Se culparia por isso como ninguém, culpa era uma coisa poderosa, e ela com certeza sabia como se instalar na minha melhor amiga.

Chegamos e saímos do caminhão silenciosamente, a porta era daquelas que se empurrava e voltava, então só chutamos com tudo chamando bastante atenção, não era nossa intenção mas simplesmente aconteceu. Foi nesse momento que virou um caos, guerra era o que descrevia tudo, pessoas lutando e feridos gritando.

Andei reto procurando salas ou algo parecido, pelo que dizia a planta era seguir reto, ir para direita, e lá iriam haver muitas salas que poderiam ser aonde eles estavam sendo torturados ou mantidos, tentei seguir com os meninos mas um homem foi em direção ao Finn e Ayla estava ocupada demais em lutar com o outro guarda que tentava acertá-la a todo custo, quando eu dei um passo a frente para lutar com o homem e proteger Wolfhard, uma flecha passou do lado da minha orelha acertando o ombro esquerdo do cara.

- Ei cuidado com a minha cabeça, ela é um membro essencial pra mim e você podia tê-la acertado madame. – falei sarcástica virando pra ela com os olhos arregalados e as mãos na altura do peito.

- Eu nunca erro Julia, até parece que não me conhece, campeã de arco desde os 6. – respondeu em deboche, se gabando, mas é claro não foi ela que quase perdeu a cabeça.

- O papo está super legal, mas será que vocês poderiam cuidar dele?! – Jack gritou nos assustando e fazendo a gente virar em direção a ele, que apontava pro guarda que levantava e ia na direção de Malcolm, peguei a pistola e atirei na cabeça torcendo para não ter perdido o jeito com a mira, Mariana virou o rosto e só deve ter ouvido o barulho do impacto do corpo do cara com o chão.

- ISSO FOI IRADO! – Malcolm gritou me fazendo franzir o cenho, virar a cabeça e olhar pra ele confusa. – Não, tipo, eu quis dizer que isso é errado, muito errado, sabe?.. é eu vou ficar quieto.. – continuou se encolhendo enquanto falava cada vez mais, achei engraçado mas fiquei séria e coloquei a pistola de volta no coldre.

- Vamos reto e depois viramos a direita, como eu mostrei. – falei andando acompanhada deles e vendo se alguém viria para nos impedir, como tudo que é bom dura pouco e a paz também, vieram 8 guardas, 3 me cercaram e os outros tentavam lutar com Ayla e Mariana, Mariana estava bem já que tinha a balestra e o arco mas sempre mirava em um lugar que não fosse fatal pra pessoa, já Ayla tinha guardado a pistola no traje e estava lutando com o próprio corpo.

Como tinham 3 em volta de mim eu planejei o que iria fazer e rezei pra não dar errado, peguei as duas karambits e impulsionei minhas duas mãos para trás com força acertando a clavícula de dois dos guardas, pra terminar eu girei meu corpo segurando a katana cortando a garganta do último cara, o que resultou em bastante sangue jorrado.

Tentei limpar meu rosto e fui em direção aos caras que estavam com minhas karambits enfiadas no colo, eles não estavam mortos ainda então arranquei a faca da clavícula e cortei as gargantas, meio sem coração talvez, ele poderia ter filhos, mas não era minha culpa se ele tinha entrado naquele tipo de instituição. Quando eu iria levantar ouvi um tiro e um estrondo com o chão, virei a cabeça e vi Finn tremendo com a arma apontada pro ar, em seguida ele soltou a arma e deixou cair no chão, olhando pras próprias mãos e pro cara caído provavelmente morto em sequência, ele tinha matado sua primeira pessoa, fiquei em choque mas depois decidi que iria tentar acalmar ele, coloquei minhas armas nos coldres e corri até ele o abraçando sem deixar ele fazer nada.

- Ele ia atirar na Ayla, ele ia atirar na Ayla.. – repetiu ainda tremendo, agora sim eu me lembrava da primeira vez que matei, apertei ele forte e ele continuou. – Eu.. matei alguém, eu matei alguém, eu matei alguém!

- Ei.. shh, ele ia matar sua amiga se você não tivesse impedido, ele merecia morrer Wolfhard, e não foi uma morte com dor, ele nem viu a hora que você atirou. – falei tentando acalmar ele e me afastando. – Desculpa mas agora você precisa se acalmar e seguir o plano. Mariana vem comigo, Ayla e Jack vão pro lado esquerdo com o guardião André e Malcolm e Wolfhard vão reto com o Dimitri. – terminei minha fala virando a direita com Mariana que olhava pro arco, provavelmente checando os danos de tiros que acertaram ele enquanto ela usava a balestra.

A porta não era muito diferente da de entrada então só contamos até 3 e chutamos ao mesmo tempo, tudo que eu pensava antes de entrar completamente naquela sala, era que eles poderiam ter saído de lá já que demorou um pouco para chegarmosna sala por conta dos guardas.

Entramos completamente e avistamos Noah, Isadora e uma mulher assustadora, Noah estava na posição em que estava no vídeo da tortura só que com uma fita na boca e Isadora estava sentada em uma cadeira com as mãos amarradas, também com a fita.

- Hmmmmm... Hmmmmm – Isadora tentava falar algo que eu não entendia por conta da fita e batia o pé no chão.

- Fique quieta garota insolente! – a mulher gritou e deu um tapa na cara de Adams, eu corri alguns passos só que antes de eu chegar perto a mulher apontou a arma pra cabeça do Noah e continuou. – Mais um passo e o namorado dela morre.

Eu andei pra trás e levantei as mãos pra cima em sinal de rendição, mas quando ela olhou pro Noah eu peguei a adaga do coldre e lancei ela rápido mirando na mão da mulher, o que por sorte deu certo, ela soltou a arma deixando ela cair no chão e olhando pra adaga cravada no tecido da mão, me olhando em seguida.

- Sua cadelinha, agora ele morre mesmo. – ela disse abaixando pra pegar a arma com a outra mão.

- Nem pensar. – falei me referindo a arma no chão e com medo de correr aquele risco pra nada, só apontei minha mão e a arma simplesmente pegou fogo, era assim que meu corpo funcionava, quando eu estava com medo ou com ódio os poderes funcionavam como se fosse normal. 

A mulher veio em minha direção com muita rapidez, quase como um vulto, então era isso? Ela era vampira, desgraçada. Ela pegou com as duas mãos minha cabeça, uma mão na têmpora e a outra segurando o queixo, ela estava planejando fazer isso para que as pessoas pensassem que ela iria quebrar meu pescoço, mas ela precisava de mim viva, raciocínio rápido galera.

- Agora eu quebro seu pescoço vadiazinha. – falou alto para todos escutarem e os que estavam com as fitas gritaram resmungando algo.

- Você precisa de mim viva. – respondi ofegante, estava com medo, mas demonstrar aquilo seria inútil.

- Não preciso não, nós só queríamos dar a opção da escolha, vocês escolheram errado, só precisamos de uma quantidade generosa do seus sangues, se estiverem mortas é até mais fácil. – ela disse, me deixando sem saída então tudo que eu respondi foi:

- Você só vai ficar com o sangue se eu estiver morta mesmo. 

P.O.V Mariana Cooper

Estava tudo muito confuso pra mim, eu não sabia o que fazer, mas quando Julia deu aquela resposta eu fiquei em choque e só vi a mulher encaixando as mãos pra girar e quebrar de fato o pescoço da minha melhor amiga.

- Ei.. calma, calma. – falei desesperada e ela olhou pra mim com curiosidade. – Você tem filhos?

- Tinha 2, sua mãe matou um e o outro ainda está aqui porque eu consegui proteger. – respondeu com ódio, então fiquei com mais medo ainda, minha mãe era sempre o problema.

- Você pode parar com isso agora e protegê-lo sem virar uma assassina. – falei com as mãos baixas para acalmar as coisas, mas só recebi um olhar de deboche.

- Eu já sou uma assassina criança, todos são culpados de alguma coisa e quando é o tipo de coisa que eu sou só tentam esconder isso para se sentirem melhores. – respondeu mais uma vez se distraindo e afastando um pouco a mão da cabeça de Julia, pronto, era a chance dela.

Julia graças aos céus notou a distração, abaixou e deu uma rasteira desajeitada na perna da mulher fazendo ela cair deitada no chão, Julia pegou a katana e fez movimentos com ela antes de levantá-la, foi nesse momento que eu vi, a entidade estava ajudando, o que era muito raro, uma luz laranja se acendeu em volta de Kato formando uma raposa grande, então Julia gritou e atravessou a espada no estômago da mulher.

Eu corri e desamarrei Noah segurando ele para não cair já que estava machucado e sem forças, coloquei ele no chão e olhei em direção a Kato, ela tirou a espada do estômago da mulher e decapitou a mesma me assustando, era a raposa certo? A luz laranja sumiu e minha amiga respirou ofegante guardando a katana nas costas e correndo pra ajudar Isadora.

- Eu senti tanto sua falta, eu sinto muito. – falei chorando me voltando pra Noah e o abraçando.

- Está tudo bem, não foi culpa sua, você veio me salvar. – falou rouco, como eu tinha sentido falta da voz dele, céus.

- Vamos galerinha do mal? Preciso urgentemente de um banho. – Isa disse me chamando a atenção, tinha sentido falta dela também, levantei e a abracei afundando o rosto em seu pescoço.

- Está precisando mesmo hein. – falei brincando e me afastando dela, ela me deu um tapa no ombro e riu, ali eu senti que pelo menos naquele momento, estávamos seguros e felizes.






Notas Finais


Roupas das meninas: https://pin.it/byovtop6hgazcu
Roupas dos meninos: https://pin.it/mfuxy3ktwhwa33


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...