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História De Repente é Amor - Capítulo 26


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Notas do Autor


Olaa, boa noite!! Como estão? Espero que bem!! Estamos a quatro passos de concluir a fic, então aproveitem!!!

Boa leitura (:

Capítulo 26 - Na boate


Não vi Samantha naquela sexta, me deitei cedo. Para variar, fiquei pensando na conversa com Kara. Eu não tinha vontade de fazer mais nada, se eu pudesse, não sairia mais de casa, mais precisamente do quarto. Isso é depressão? É muito ruim.

Às sete da manhã de sábado, liguei para o Oliver. Para que? Poxa, vocês esqueceram? Aniversário do meu irmãozinho. Acho que fui a primeira a lhe desejar felicidades.

Querem saber como foi o meu dia? Não foi grande coisa, fiquei em casa toda a manhã. À tarde? Ah, a tarde também.

Nove horas da noite o Oliver me ligou para lembrar o horário que eu teria que estar na casa dele. Eu ainda estava deitada na cama, nem tinha separado a roupa que iria usar. Me levantei, Oliver não tinha culpa pela minha falta de sorte. Falta de sorte sim! Tanta mulher no mundo e eu fui gostar da mais complicada de todas, a mais medrosa também, diga-se de passagem.

Bom, mais uma vez eu estava num daqueles dias que nenhuma roupa cai bem. Desisti de brigar com o espelho. Coloquei uma calça jeans, blusa preta de alças bem fininhas, tecido leve.

— Que cidade quente! – falei. Ouvi um barulho na janela e fui ver o que era. Era chuva! – Muito bom. Só me faltava essa. – dissipava de vez o pouco ânimo que me movia. 

Liguei pro Oliver, seria uma boa desculpa para não ir, não acham? Eles se divertiriam mais sem mim. Não consigo fingir que estou bem se eu não estiver. Oliver atendeu.

— Oi, Ollie. – falei – Tá chovendo, já viu?

— Lena, pega um táxi, um Uber, pede pro seu pai te trazer ou simplesmente abre um guarda-chuva, mas vem, ok? – ele estava nervoso.

— Estou chegando. – respondi e desliguei. Me olhei novamente no espelho. Continuo péssima!

A chuva deu uma trégua na hora que saí de casa. Chegamos pontualmente às onze horas. Querem saber como é a namoradinha do Oliver? Linda! Típica “Patricinha”, sabem? Quinze anos, loira, olhinhos azuis, pele bronzeada de praia, fresca e fútil como a maioria. Voz irritante! Jeito de menina mimada que tem tudo o que quer, e o pior, a hora que quer. 

Mas antes de condenar a menina, lembrem-se de que meu estado de espírito não está muito bom e também, é válido dizer que ela olhou para o Oliver com aqueles olhinhos radiantes de quem está apaixonada, isso de certa forma, fez com que eu repensasse os meus conceitos a seu respeito.

Fomos todos devidamente apresentados e entramos na boate. Tão fácil quanto roubar doce de criancinhas. Havia um segurança de terno preto parado na portaria, rádio comunicador nas mãos. Dava medo só de olhar aquela cara de homem mau. Ele pedia a Identidade das pessoas, examinava e indicava um local para a revista. Nós não passamos por nenhum desses procedimentos. Victória sorriu para o segurança, disse que estávamos com ela e pronto! Entramos.

O lugar era realmente fascinante. Logo que passamos pela porta que separava a portaria do primeiro ambiente, uma luz branca veio em nossa direção, na verdade, era um holofote que ficava direcionado para a porta. Não dava para ver quase nada, apenas víamos às pessoas dançando ao som de música eletrônica. Era uma mistura tão grande de luzes, chegava a ser engraçado, num minuto estávamos verdes, no outro amarelo, vermelho, azul. No fim, não sabíamos sequer a cor da roupa que havíamos vestido.

Ao lado da porta ficava o bar, enorme! Vários barmens e bargirls fazendo os drinks no ritmo da música, era um show de sensualidade, agilidade, alegria e precisão. Na frente do bar, ficava a cabine do DJ, o que mais me chamou a atenção foi aquela cabine. Era suspensa, como se flutuasse no meio do salão e acima dela, havia um aquário gigantesco com dois filhotes de tubarão. Fiquei me perguntando se isto não seria proibido. Bom, a verdade é que eu nunca tinha visto nada tão assustador e fascinante ao mesmo tempo. Eu ainda estava no meu “momento admiração” quando Sam me puxou para o meio da pista de dança. Ela sabia dançar, eu não! Nos beijamos algumas vezes no meio da multidão. Nessas horas, percebi que Sam estava chamando a atenção de muitas meninas perto de nós. E ela perdendo tempo comigo.

Juro que tentei me divertir. Eu tinha três motivos para querer me divertir. Primeiro porque eu tinha que tirar um pouco Kara da cabeça, aquela sensação de perda estava me fazendo mal; Segundo, era aniversário do Oliver e ele estava tão feliz! Maldade ficar de cara amarrada o tempo todo; Terceiro e não menos importante, Samantha não merecia uma companhia ruim aquela noite. No entanto, Kara se fazia presente a todo instante no meu pensamento.

Oliver me olhava de vez em quando com aquela cara de decepcionado e também, perdi as contas de quantas vezes me esquivei dos abraços de Sam. Era algo involuntário, sabem? Não conseguia retribuir aos beijos que ela me dava e isso começou a incomodar, tanto a mim quanto a ela. 

Já eram quase duas da manhã quando subimos os quatro para o segundo ambiente da boate. Era mais tranquilo. A meu ver, mais agradável também. Havia algumas mesas próximas ao palco, sofás confortáveis nos cantos das paredes.

No palco, uma moça cantava acompanhada de um rapaz que dedilhava o violão. A música era suave, a vista era linda. Podíamos ver boa parte da praia de Copacabana. A chuva não havia espantado os frequentadores, o movimento no calçadão ainda era considerável, tinha até gente jogando futebol na areia e olha que eram quase duas da manhã. 

Bom, eu estava pensativa, por isso indiferente ao que os três estavam conversando. Me levantei e me aproximei da janela. Minutos depois, Sam me abraçou por trás. Fechei os olhos e quase pude sentir as mãos de Kara tocar a minha cintura.

— Eu tentei... – ela falou suavemente no meu ouvido.

— O que? – me virou.

— O Ollie já havia me dito algumas coisas hoje, mas... – passou a mão no meu rosto – E vendo você assim, tão triste. Sei que não queria mesmo estar aqui.

— Olha, Sam...

— Escuta, Lena! – pediu me impedindo de falar – Tá pensando que eu acreditei naquelas mentiras ridículas que você contou para mim na sua casa? Não, mas eu preferi não falar nada porque eu achava que sinceramente, você poderia esquecê-la. Eu queria que você esquecesse. – abaixei a cabeça, ela levantou o meu queixo – Olha pra mim. – pediu com a voz suave – Você mente muito mal. – sorriu, aquele não era o seu melhor sorriso – Já olhou sua carinha hoje no espelho? Está péssima e eu não sei mais o que faço para tirá-la desse desânimo. Aliás, eu sei sim o que fazer, mas estava tomando coragem.

— Coragem para que? – não estava mesmo entendendo onde ela queria chegar.

— Vai, Lee, vai atrás da sua professora! – seus olhos estavam vermelhos – Mas vai logo, antes que eu me arrependa. – completou e sorriu.

— Não é tão simples assim.

— Olha, eu sei que ela diz que não te quer, mas ela quer sim, Lee. – virou o rosto. Agora ela estava chorando e isso partiu o meu coração – O que não dá é você ficar se enganando, esperando que eu possa fazê-la esquecer essa mulher. Caia na real! Isso não vai acontecer. Então... Vai lá! Bate na porta dela, conversa de novo... E de novo... E de novo... Quantas vezes for preciso, só não perca a chance de ser feliz.

A abracei naquele momento, aí que ela chorou mais.

— Não quero te ver assim, Sam. – falei também com lágrimas nos olhos. 

— Vai passar. O que não dá é ficar com alguém que não nos ama.

— Eu gosto muito de você. – a olhei nos olhos – Eu devo ser muito burra para te perder desta forma! – falei.

Ela enxugou algumas lágrimas.

— Acho que vou... Que vou procurar alguém para me consolar. – continuou tentando sorrir e ser divertida.

Lhe dei um beijo nos lábios.

— Não vai faltar quem te console, você é linda! E todas nesse lugar estão morrendo de inveja de mim.

— Vai logo, sua burra! – respirou fundo – Me liga quando eu estiver em Sampa? – Isso era uma despedida? Sinceramente, não queria que fosse. Sam tinha um lugar muito especial no meu coração. Talvez não como mulher, mas, vocês entenderam.

— Não vai ficar? – perguntei.

— Não tenho mais pelo que ficar. – me deu um último abraço – Agora vai! – falou e olhou para a escada que levava até a saída do lugar.



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