1. Spirit Fanfics >
  2. De repente, Futuro... >
  3. Ele queria tentar.

História De repente, Futuro... - Capítulo 31


Escrita por:


Notas do Autor


Oi oi amorecos, tenham uma boa leitura ♥♥♥

Capítulo 31 - Ele queria tentar.


Fanfic / Fanfiction De repente, Futuro... - Capítulo 31 - Ele queria tentar.

Consegui ver todo o arrependimento no olhar de Jimin quando ele saiu em silêncio pela porta de entrada a caminho do trabalho. Era visível que o loiro estava arrependido em deixar subentendido que não havia gostado da minha mudança. Mas é nos momentos de fúria que somos mais sinceros e deixamos escapar o que sentimos verdadeiramente não é?

Jimin naquele momento estava com raiva, então se deixou aquelas palavras escapar, era porque realmente não gostou muito da minha mudança.

Porém eu vi tudo isso como um ponto positivo, pouco a pouco estamos caminhando para o término do nosso relacionamento. Sentirei saudades do loiro, não vou negar, tudo que mais quero é que Jimin continue meu amigo caso nossa relação se acabe.

E eu acredito que ela vai acabar.

Respirei fundo e olhei para o relógio do meu escritório, faltava pouco para as onze e meia, logo Taehyung chegaria para nossa reunião.

Não nos vemos pessoalmente desde o dia do beijo, apenas conversamos por mensagens, o hyung não mudou comigo, me tratando da mesma forma de sempre. Isso me deixou aliviado, meu maior medo era que depois do beijo ele se afastasse, ou pior, me desse mais um fora para colocar na lista. Não aguento mais ser rejeitado por ele, céus.

Mas quando se trata de Taehyung, eu enfio minha dignidade no ânus e fico todo boiola por ele. E então qualquer coisinha que o hyung faz me deixa esperançoso, sou um puta iludido, eu sei.

Quando a minha campainha tocou, senti toda a tranquilidade que sentia a minutos atrás ir embora, me deixando sozinho com uma imensa insegurança, mais a ansiedade em ver Taehyung. Fechei o notebook que a pouco usava para trabalhar e me levantei saindo do escritório.

Caminhei pelo corredor, desci as escadas me dirigindo até a porta da frente, olhei através do olho mágico apenas para me preparar psicologicamente, vendo a imagem um tanto turva do hyung olhando distraidamente para o hall do andar enquanto esperava ser atendido. Ele vestia um casaco comprido, uma blusa verde e calça social, em sua mão carregava uma maleta e seus pés batiam ritmicamente no chão.

Foi quando eu percebi que estava deixando Taehyung me esperar por tempo demais. Balancei minha cabeça e não esperei mais um segundo para abrir a porta, sendo recebido por um sorriso, que me fez notar pequenas ruguinhas em Taehyung que não havia notado antes. Ele tem trinta e seis anos agora, e essas pequenas ruguinhas é a prova de que dez anos se passaram.

Que dez anos se passaram e eu ainda gosto dele, puts.

- Posso entrar? — perguntou de maneira divertida e eu sacudi novamente a cabeça um tanto atrapalhado.

- Ah claro — sorri amarelo lhe dando passagem — aliás, bom dia.

- Bom dia — cumprimentou de volta, percebi seu olhar percorrer de cima a baixo me analisando rapidamente, o que me fez olhar para mim mesmo.

Soltei um riso soprado quando observei meus pés descalços, estava de roupas casuais que se resumiam a uma camisa e bermuda. Quando estou trabalhando em casa, não costumo vestir minhas roupas sociais, afinal, estou em casa. Mas deveria ter me arrumado melhor hoje, já que teria uma reunião.

Mesmo que essa reunião seja com Taehyung, deveria agir com profissionalismo. Senti vontade de estapear minha própria testa, mas me controlei, me permitindo apenas em dar de ombros.

Taehyung deu de ombros também e caminhou até a porta de entrada, o que me fez lhe encarar confuso, mas logo sorri quando o vi tirar os sapatos com o auxílio dos próprios pés e os ajeitou perto da porta.

- Não precisava ter feito isso hyung — disse quando voltou a se aproximar e Taehyung negou com a cabeça.

- Que isso, eu amo ficar descalço, você sabe disso.

Apenas assenti e finalmente nos dirigimos até meu escritório. No cômodo nos acomodamos em volta da minha mesa e damos início a reunião. Em todo momento agi com profissionalismo, como se estivesse diante de qualquer cliente, mesmo sendo difícil me concentrar quando meus pés esbarravam nos seus em baixo da mesa as vezes sem querer. Juro que sem querer.

Taehyung precisava dos serviços que minha empresa oferece para a construtora que pretende abrir, enquanto o hyung contava seus planos, sentia meu peito se aquecer, tamanho orgulho que senti de si. Será que o hyung sentiu o mesmo quando eu consegui alcançar meus objetivos como empresário? Mesmo assistindo tudo de longe?

- Foi um prazer fazer negócios com você! — disse quando demos fim a reunião, lhe estendendo a mão e sentindo o contato da sua palma e dedos quentes me retribuir o aperto.

Uma pena não sentir o prazer fazendo outro negócio com você Taehyung, foi o que pensei enquanto estávamos em meio ao aperto de mão.

- Igualmente — respondeu simples, afastando sua mão para guardar os papéis que havia trazido de volta em sua maleta — foi bom ter essa reunião e ver seu lado profissional Jungkook.

Disse após fechar a maleta e meus morceguinhos acordaram quando me encarou, apenas continuei quieto, com medo de gaguejar e perder minha postura de adulto seguro.

- Tenho orgulho do homem que se tornou a respeito dos negócios.

Franzi levemente a testa ao notar o quão específica foi a frase de Taehyung.

"A respeito dos negócios" o que ele quis dizer com isso? Impulsivo do jeito que sou, não consegui me segurar perguntando logo de uma vez:

- Como assim? — tombei minha cabeça para o lado. Taehyung se ajeitou na poltrona, se sentando de maneira mais relaxada, provando que realmente havíamos dado o fim a reunião e que agora entramos no assunto; hyung e saeng.

- Você se tornou um homem maduro quando se trata do trabalho — começou a explicar, estalando a língua antes de continuar — mas ainda é um pouco... Imaturo? Quando se trata dos seus sentimentos.

Mordi minha bochecha piscando devagar, pensando no meu próximo questionamento. Taehyung sabe me analisar bem, não só por me conhecer, mas também porque é um homem vivido e maduro agora, ele sabe das coisas, ele é mais que perfeito para me aconselhar, exercendo seu papel de hyung.

- O hyung me acha imaturo? — perguntei, falhando ao tentar esconder minha insegurança. Ao mesmo tempo que Taehyung me elogiou, ele de certa forma, apontou uma crítica.

- Você terminou com Jimin? — agora sua afeição estava seria, o que me fez engolir seco. Percebi que desde que iniciamos essa conversa, tudo que Taehyung queria era chegar ao assunto que estava tentando, de certa forma, adiar; o beijo que lhe dei.

E então percebi que a imaturidade na qual Taehyung se referia, se tratava do fato de não estar sendo sincero comigo mesmo. O hyung sabe que eu gosto dele, sabe que estou enganando Jimin.

- Isso foi um não? — perguntou quando notou meu silêncio e apenas assenti, envergonhado por talvez estar lhe decepcionando. Envergonhado por estar passando uma imagem de homem imaturo.

Mas a verdade é que sou um jovem adolescente imaturo, é tudo demais pra mim, eu não consigo lidar ainda com tanta coisa de uma vez. Há cinco minutos atrás estavamos em uma reunião, e agora estamos conversando sobre os meus sentimentos.

As vezes eu sinto vontade de desistir e contar sobre tudo para Taehyung, mas não quero isso. Não quero que ele me veja como um louco e não quero ter que lutar novamente para tê-lo por perto. Estamos bem agora, seria burrice contar sobre a viagem no tempo, sinto que é fato que não devo lhe contar. Acho que perderia toda a graça ter burlado as leis da física lhe contando a verdade.

Passei as mãos nos cabelos molhando os lábios, respirei fundo disposto a novamente me abrir com Taehyung, temendo que o hyung se afaste outra vez.

- Eu não consigo terminar... — disse desviando o olhar para meus dedos que brincavam entre si em cima da mesa — mas tenho plena certeza dos meus sentimentos. Eles continuam os mesmos hyung, eu gosto de você...

Continuei encarando meus dedos, ouvi Taehyung suspirar e o silêncio tomar conta do cômodo, assim como a insegurança me invadiu com toda força.

- Então é melhor que continuemos assim — Taehyung quebrou o silêncio e eu tomei coragem lhe encarando — não vamos tentar nada, seremos apenas Taehyung hyung e Jungkook saeng.

Seu olhar estava daquela forma inexpressiva, meu coração estava lutando contra a caixa torácica. Mas entre toda a onda de sentimentos que me invadiu, o que mais se sobressaiu foi confusão. E junto dela, aquela ponta de esperança lutava contra a insegurança, em uma batalha épica de espadas.

- O hyung estava disposto a tentar? — de todas as perguntas que queria fazer, essa foi a que mais desejei ouvir uma resposta. Pois eu ouvi bem quando Taehyung disse a palavra "tentar".

- Entenda que você não pode criar esperanças quando está noivo Jungkook — mesmo estando tecnicamente me repreendendo, Taehyung tinha a voz tranquila, fazendo parte da minha insegurança se dissipar — como já disse, sei que gosta de mim. Eu acredito em sentimentos que se afloram com o tempo, mas não posso investir nisso quando se está comprometido. Vai contra meus princípios.

Naquele momento estava sendo completamente difícil segurar meu sorriso, pois a esperança ganhou a batalha de espadas e tudo que consegui assimilar sobre o que Taehyung disse foi que estaria disposto a tentar. Tentar ficar comigo.

Mas então, assim como a felicidade chegou rapidamente, se foi na mesma velocidade dando espaço para a decepção. Pois Taehyung não quer mais tentar, pois eu fui imaturo.

- Está dizendo que estaria disposto a tentar ficar comigo, se eu tivesse dado um basta no meu relacionamento? — perguntei apenas para confirmar, um pouco inquieto e ansioso. Taehyung se ajeitou novamente na poltrona, molhando os lábios antes de falar:

- Eu não lhe garanto que um dia sentiria por você o mesmo que sente por mim — disse sincero e eu assenti — assim como nada garante que irá me amar dessa forma para sempre.

Concordei, mesmo que no fundo eu saiba que eu o amaria para sempre, afinal, é amor.

- Eu estraguei tudo — conclui em voz alta, cobrindo meu rosto com as mãos — estava tão perto...

Sussurrei tendo minha voz abafada, senti os dedos de Taehyung tocarem os meus, me fazendo tirar as mãos do rosto, me obrigando a lhe encarar. Seu rosto agora estava sereno, por um momento me passando tranquilidade, mesmo que eu estivesse me sentindo um boboca agora.

Taehyung não quer mais tentar, só isso que se passa na minha mente agora.

- Eu posso te pedir uma coisa? — disse tranquilo, fazendo sua voz sair mais grave que o normal, apenas assenti — pare de se enganar e enganar o Jimin. É a segunda e última vez que lhe peço isso Jungkook.

Abaixei o olhar, Taehyung ainda segurava minhas mãos. A todo momento estou tentando entender, como disse, é muita coisa pra mim. É como se as palavras de Taehyung não fossem condizentes aos seus gestos.

- Não estou te pedindo isso porque estou retribuído cem porcento seus sentimentos — voltou a falar agora tocando meu queixo para que eu erguesse meu olhar. Viu? Não entendo seus gestos, eles me iludem, eles me desestabilizam — como disse, essas coisas se afloram com o tempo se nos permitimos. Mas estou falando isso porque não quero te ver preso a uma bola de neve Jungkook, eu me preocupo com você. Essa relação com o tempo pode ser desgastante, sua própria mente não lhe deixará tranquilo.

Isso é fato, está sendo desgastante mentir para o Jimin, está sendo difícil me relacionar com ele apenas por necessidade do corpo, que pede por um contato mais íntimo, no caso, sexo. Minha consciência pesa.

Continuei encarando seu rosto bonito, começando a me sentir mal por ver que Taehyung já está conformado em ser apenas meu hyung.

Ele realmente desistiu, agora me sinto perdido.

- Hyung, eu não consigo terminar com ele do dia para noite — confessei. Estou completamente desarmado, aquele Jungkook que estava a meia hora atrás em uma reunião foi embora, deixando o adolescente apaixonado, inseguro e iludido.

- Tudo bem — sorriu pequeno e eu senti as costas das minhas mãos serem acariciadas por seus dedos — mas não tente me beijar quando se está comprometido, como eu disse, vai contra meus princípios e você ficaria magoado se não correspondesse. A última coisa que quero é te ver magoado comigo.

- Entendo... — assenti desviando o olhar, pois fica difícil não beija-lo quando o mesmo está tão perto, com o corpo levemente inclinado sobre a mesa.

Como se lesse meus pensamentos, Taehyung voltou a se sentar corretamente, mas em nenhum momento soltou minhas mãos e eu agradeci por isso, pois mesmo seu gesto sendo confuso para mim, me passava tranquilidade. Eu sinto que começaria a chorar se ele me soltasse.

Enquanto apenas o tic-tac do relógio era ouvido, sentia o olhar de Taehyung sobre mim, enquanto eu tentava organizar a confusão de sentimentos e sensações dentro de mim, para tentar falar consigo normalmente outra vez, sem que minha voz saísse quebrada, na tentativa de mudar de assunto.

- Meu aniversário está chegando — disse enfim tentando parecer normal, voltando a lhe encarar, vendo Taehyung arregalar levemente os olhos.

- Verdade! Há muito não comemoramos juntos.

- É por isso que resolvi que vou reunir uma galera — e realmente Taehyung me passou tranquilidade, pois já estava me sentindo melhor — vou dar uma pequena festinha, um jantar apenas.

- Como nos velhos tempos? — Taehyung levantou uma sobrancelha e eu assenti.

- Sim, mas agora terá mais pessoas a mesa.

E então os quarenta minutos seguintes se resumiram entre mim e Taehyung conversando casualmente, como se nada tivesse mudado entre nós dois. E nada mudou.

Por isso quando o hyung foi embora eu me estapiei várias vezes repetindo o quanto sou burro. Pois as coisas entre nós poderiam ter sido mudadas, Taehyung poderia estar tentando ainda, ele não teria desistido. Mas ele desistiu, ele não quer mais tentar.

E eu me sinto péssimo por isso. Mas o que me confortou e me impediu de chorar pela milésima vez por ele, foi saber que Taehyung ainda quer ser meu hyung e a última coisa que ele deseja é me ver mal; é me ver chorando. Por isso não me permiti chorar, Taehyung não quer isso.

Respirei fundo e me forcei a sorrir, agora meu foco é meu relacionamento com Jimin que precisa de um basta.

Mesmo que Taehyung não queira mais tentar, eu não posso continuar com uma mentira, pois meu hyung estava certo a respeito de que minha consciência não consegue viver tranquila.

Por isso esse noivado precisa acabar. Agora não é mais por Taehyung que preciso dar um fim nesse relacionamento, agora é por mim.

E então eu passei o resto da tarde ansiando pela noite para que pudesse conversar com a minha mãe e finalmente fazer meu pedido.

...

Acabei de tomar meu banho após jantar, Jimin havia comprado pizza, mas em nenhum momento nos trocamos mais de três palavras. O loiro agora está lá embaixo na sala, enquanto eu estou vestido meu pijama.

Jimin parece chateado comigo e eu não quero ficar brigado com ele, apesar de tudo ele é meu amigo. Então quando já vestido, desci as escadas encontrando Jimin no sofá, coberto por um edredom, assistindo filme e se acabando em barras de chocolate.

Franzi a testa assistindo aquela cena, pois eu nunca vi Jimin comer tão compulsivamente.

- Por favor Kookie... — Jimin suspirou com a boca toda suja de chocolate quando me viu se aproximar — não comece seu discurso de meu corpo é um templo, prometo que vou me matar na academia depois.

Apenas fiquei em silêncio ainda observando sua expressão tristonha e as várias embalagens de chocolate. Puxei a ponta do cobertor e me aconcheguei ao seu lado no sofá.

- Não vou te julgar — sorri encarando suas bochechas cheias enquanto mastigava — na verdade eu também quero chocolate.

- Sério? — disse com a boca ainda cheia e eu assenti, Jimin me estendeu uma caixa de bombons e eu quase gemi em antecipação, adoro chocolates.

Ficamos em silêncio assistindo o filme e envenenando nossos corpos com o chocolate, mas eu sentia que faltava alguma coisa. Então me levantei e fui até a cozinha buscar por refrigerante, quando voltei para sala tratei de me aconchegar ao lado de Jimin novamente e nos servi do refrigerante.

- O Hobi me mataria se me visse agora — disse lhe estendendo o copo com refrigerante. Estou tentando agir com normalidade com Jimin, pois me sinto mal pela briga que tivemos mais cedo, ele me parece deprimido.

- Me desculpa Jungkook — disse após beber quase a metade do copo — não devia ter dito aquilo, muito menos ter mentido pra você.

Eu queria perguntar qual a razão de ter procurado por uma empresa concorrente que oferece os mesmos serviços que a minha empresa, mas não vale a pena agora, pois hoje irei executar meu plano de pedir a minha mãe por ajuda.

Então apenas abracei Jimin pelos ombros, fazendo sua cabeça descansar em meu peito.

- Tudo bem Jimin, eu também me exaltei, desculpa.

O loiro ajeitou sua postura para me encarar, me deu um simples selar que tem gosto de chocolate e voltou a se aconchegar no meu abraço, só que dessa vez tinha um pequeno sorriso no rosto. Agora Jimin parece estar melhor e eu me sinto aliviado.

Agora sei a sensação que Taehyung sente quando me rejeita, quando me vê deprimido e não é nada boa.

Quando o filme acabou Jimin já havia dormido, então foi uma luta carrega-lo pelas escadas, mas depois de pensar que minha coluna se racharia ao meio, consegui levá-lo até o quarto e o ajeitei na cama.

Após apagar as luzes corri para janela do quarto torcendo para que não tivesse nuvens no céu, pois não consigo enxergar a estrela direito com nuvens. Mas por sorte o céu estava limpo, apesar da noite estar um tanto fria. Me sentei no parapeito sentindo o vento gelado do sereno me fazendo arrepiar e logo encontrei a estrela, antes de começar meu monólogo dei uma última olhada em Jimin só para confirmar que estava apagado na cama.

- Oi mamãe — sussurrei — hoje tenho que falar baixinho, mas serei breve. Meu pedido hoje é que a senhora faça Jimin se apaixonar por Yoongi. Eu não conseguiria ficar livre para Taehyung sabendo que Jimin sofreria, então esse é meu pedido.

Fechei as cortinas e fui escovar os dentes antes de me deitar. Antes de me entregar ao sono, a última imagem que invadiu minha mente foi a lembrança de Taehyung segurando meu queixo hoje mais cedo, me fazendo lhe encarar de pertinho e desejar te beijar por horas e horas.

Logo o breu me atingiu, não demorando muito para que me visse na floresta, dessa vez minha mãe já esperava por mim.

- Tem certeza do seu pedido?

- Sim.

Minha mãe segurou minha mão e passamos a caminhar entre as árvores altas.

- Quero que você entenda que não posso interferir nos sentimentos de terceiros — minha mãe iniciou — apenas posso te ajudar com seus próprios sentimentos.

- Isso significa que não pode fazer com que Jimin se apaixone por outro? — perguntei um tanto frustado e minha mãe assentiu, acabando com minhas esperanças.

- Eu cuido do destino Jungkook, seu destino é Taehyung então apenas posso te ajudar com isso.

- Não entendo... — confessei e paramos de caminhar.

- Tudo bem não entender isso filho, é coisa demais pra você — sorriu colocando sua mão em minha bochecha — o que você precisa entender mesmo é que não posso mudar os pensamentos e sentimentos de outra pessoa, isso seria manipulação — assenti — se fosse fácil assim, poderia fazer Taehyung se apaixonar por você e toda essa confusão não teria acontecido.

Foi então que percebi que em nenhum momento passou pela minha cabeça pedir para que Taehyung se apaixonasse por mim, mas eu poderia ter feito isso.

- Então não pode me ajudar nisso? — segurei sua mão que estava em minha bochecha e minha mãe ponderou.

- Hm... Não posso alterar os sentimentos dele — minha mãe sorriu astuta — mas meu trabalho é cuidar do seu destino.

- O que isso significa?

- Destino é a minha especialidade, e cada um tem o seu — segurou em meus ombros me encarando profundamente — Jimin também tem seu destino.

- A senhora sabe o destino dele? — perguntei esperançoso, mas minha mãe negou.

- Não, mas posso ajudar Jimin a chegar ao destino dele, só que você precisa entender que as vezes o destino dele não é o Min Yoongi.

- E se o destino de Jimin for eu? — minha mãe riu dando um leve tampinha em meu ombro.

- Não seja bobo Jungkook, um fio só pode conter dois lados, não três.

Franzi a testa obviamente confuso, eu não entendo nada sobre as metáforas que minha mãe usa, deve ser por isso que nunca me lembro de meus sonhos.

- Você quer que eu lhe ajude com isso? — perguntou diante a minha confusão e eu assenti.

- Tudo que eu mais quero é que Jimin siga o destino dele.

Minha mãe sorriu e ajeitou meus cabelos, depois ajeitou minha camisa e por fim voltou a segurar minhas mãos.

- Então seja você mesmo.


Notas Finais


espero que tenham gostado do capítulo, me digam oq acharam ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...