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História De Repente Grávida - Kim Taehyung - Capítulo 27


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Notas do Autor


H33Y, tudo bom com vocês? Espero que sim!

Espero que gostem do capítulo e me desculpem pela demora.

Boa leitura!

Capítulo 27 - Ele sumiu?


Algumas semanas haviam se passado desde que decidimos os nomes dos nossos pequenos e hoje eles completam seis meses. Até parece um sonho tudo o que vivemos desde então. É extremamente incrível saber que eles estão se desenvolvendo bem. Taeyang e Kwan vivem fazendo a festa dentro da minha barriga. 

Estou enorme, exausta... Tenho tido dias difíceis, porém estou feliz demais para pensar em outra coisa que não seja os bebês. Taehyung e eu recebemos uma notícia incrível durante mais um ultrassom na semana passada. Os bebês já não correm tanto risco se um parto prematuro acontecer. Existem riscos, é claro, mas a taxa de sobrevivência é bem maior devido ao ótimo desenvolvimento dos pulmões. 

Agora repouso dobrado para mim! Taehyung continua com seus cuidados exagerados e meio que já me acostumei com seu jeito. Tem dias que me doem os nervos, mas tento manter a calma pelo bem do nosso relacionamento. Se eu surto, não sei que tipo de loucura posso fazer. 

Jisoo e eu estamos seguindo muito bem. Ela me faz companhia, já até considero que tem uma amizade surgindo entre nós duas. E até já penso na ideia de prolongar sua estadia por aqui... Vou precisar de ajuda quando os pequenos nascerem. 

- Querida? - Taehyung acabara de me ligar e está atrasado para o almoço. 

- Onde você está, Tae? - Questiono preocupada. - Estamos esperando você. 

- Me desculpa não te avisado antes, mas a reunião demorou bem mais que o esperado. - Ele explica. - Não esperem por mim, nos vemos no jantar. 

- Tudo bem, se cuida! - Me despeço e encerro a ligação. 

Ultimamente Taehyung anda bastante ocupado com o trabalho e sinto sua falta. Mas se ele não trabalha, o que será de nós? 

- Ele não vem? - Jisoo pergunta ao meu trazer um copo de água. Estamos esparramadas no sofá enquanto vemos novela. 

- Não. - Nego ao tomar um bom gole. - Seremos só nós duas hoje.

- Eu posso trazer seu almoço, se quiser. - Sugere ainda de pé. 

- Ah não, vamos juntas! - Digo e ela me estende a mão para me ajudar a levantar. Agora só vai desse jeito. 

- Isso. - Comemoramos quando levantei na primeira tentativa. 

- Acho que esses meninos serão jogadores de futebol. - Disparo enquanto caminhamos até a cozinha. 

- Por que diz isso? - A garota pergunta enquanto pega uns pratos no armário. 

- Eles não param quietos por um minuto! - Espero que desse jeito eles durmam bastante quando nascerem porque não durmo bem desde que engravidei. 

Nos servimos e comemos por ali mesmo. Depois Tini e eu iniciamos uma chamada de vídeo durante seu intervalo na faculdade e a Jisoo foi até o supermercado comprar ingredientes para fazermos um bolo. Meus desejos para doces só aumentam. 

- AMIGA! - Ela parece eufórica. - O Hoseok não para de pedir um bebê! O que eu faço?! 

- Você está mesmo me perguntando isso?! - Deixo uma risada escapar. Estou novamente largada no sofá. 

- Nossa... - Ela ri também. - Sei lá, você está prestes a ter dois bebês. Como se sente? 

- Confusa, com medo, nervosa, ansiosa. É uma loucura. - Confesso. 

- E meus sobrinhos, como estão? 

- Eles estão bem! - Sorrio. - Não vejo a hora de em fim tê-los em meus braços. 

- Ai, logo estarei ouvindo "titia, titia". 

- Ou "mamãe, mamãe"! 

- Não brinca com isso. Ainda não estou pronta! 

- Vai dizer para ele? 

- O Hoseok vai ter que me entender, ele precisa! 

- Vai dar tudo certo, amiga. 

- E essa tal Jisoo? Ela continua querendo ocupar o meu lugar? 

- Por que você implica com todo mundo, Tini?!

- Oras, porque eu me preocupo com a minha irmãzinha! - Contesta. - Aliás, onde ela está agora? 

- Foi no supermercado. 

- Hm... Posso passar aí mais tarde? Estou morrendo de saudades! 

- E desde quando você precisa pedir? 

- Bobinha! - Ela ri. - Nos vemos em breve.

- Beijos! - Encerro a ligação. 

***

Jisoo não havia demorado muito e logo um delicioso bolo de chocolate estava saindo do forno. Eu estava literalmente babando nele enquanto esfriava sobre o balcão. Mas saio do devaneio quando ouço a campainha. 

- Deixa que eu vou. - Aviso. A mulher apenas confirma em silêncio enquanto prepara o recheio do bolo, também de chocolate. Eu realmente o desejo agora. 

- Querida...? - A voz nervosa da minha mãe me alcança os ouvidos assim que abro a porta, o que me pega de surpresa. 

- Mãe, o que faz aqui? - Estou confusa. - Me desculpa, entra. - A acompanho até o sofá. 

- Atrapalho? - Ela não parece bem. 

- Claro que não, mãe. - Nego ao segurar suas mãos. - Você não parece bem, o que aconteceu? - A mulher com o olhar perdido e olhos marejados nega em silêncio. 

- Eu estava com saudades. - Dispara num sussurro enquanto me encara atentamente.

- Mãe... - Contesto ao ser surpreendida por um abraço, mas logo a escuto soluçar. - Deixa eu te ajudar, por favor. - Volto a encará-la. 

- Eu não sei o que fazer, filha... - Sua voz está embargada pelo choro que tenta conter, mas algumas lágrimas ainda lhe escapam. - Eu e o seu pai não estamos muito bem. 

- Mãe, vocês continuam brigando? - Ela confirma em silêncio. - Por minha causa? - Ela nega. - Mesmo? 

- Desde que você engravidou ele não é o mesmo. - Confessa. - Eu não sei mais o que fazer, eu amo tanto ele, mas ultimamente... O desconheço. 

- Ele machucou você? - Ela nega. 

- Só discutimos. Isso tem virado rotina, mas hoje... - Ela faz uma pausa enquanto parece pensar. - Ele quase... Quase perdeu a cabeça. 

- Mãe, se não dá mais, precisa pôr um fim nisso. Pelo bem de vocês dois. - Lamento. 

- Ele me culpa por tudo o que aconteceu com você e sabe, no fundo sinto que sou mesmo culpada por você estar nessa situação. - Seu olhar perdido me faz sentir vontade de chorar. 

- Mãe, não! - Nego. Isso soa tão errado. - O que tem de errado comigo agora? Olha só... - Aponto em volta. - Certo que não era o que eu planejava, mas eu tenho uma família agora. Um noivo que me ama, um lugar para morar, dois bebês aqui dentro... - Toco minhas barriga. - O que mais posso pedir? 

- Desejávamos um futuro melhor para você. - Lamenta. 

- Mãe, nada nesse mundo vai me fazer feliz como estou agora, nada! - Aponto. - Coloca isso na sua cabeça, eu estou feliz. - Insisto. - Mas e vocês? - Ela nega em silêncio. A acolho em meu abraço novamente. 

- Eu não sei o que fazer, filha... - Seu choro parece não cessar. 

- Faz o que seu coração manda, mãe. - Disparo. - Se o meu pai quer continuar com o pensamento errado que tem, você não precisa também. O que você pensa? - Volto a encará-la e enxugo suas lágrimas com as costas da mão. 

- Você se tornou uma garota incrível, sn... - Ela soluça. 

- Então pensa bem no que você quer, toma a decisão correta. - Insisto. - Você sabe que estou aqui. Pode me procurar a hora que for, estarei disposta a qualquer coisa por você. - Garanto. 

- Obrigada, filha. - Pela primeira vez, vejo um sorriso simples em seus lábios.

- Vem tomar um café enquanto pensa um pouco. - Ela confirma e me acompanha até a cozinha onde Jisoo acabara de rechear o bolo. 

***

- Eu vou matar o Taehyung! - Resmungo irritada assim que Jisoo me encontra no quarto. Ela havia se oferecido para fazer uma deliciosa sopa para o jantar enquanto eu cochilava um pouco. Mas aí a sopa já esfriou, eu já dormi e acordei duas vezes e nada daquele homem aparecer! 

- Ainda não atende? - Receosa, ela senta na cama. 

- Não, Jisoo. - Nego. - Alguma notícia? 

- Também não, sn. - Ela lamenta. - O pessoal da empresa disse que ele saiu no horário de sempre. - Suspiro em frustração. 

- É... Eu vou matar ele! - Repito. - Jisoo, você deve ir agora. Não quero te prender aqui. 

- Tem certeza, sn? - Ela me olha confusa. - Não tem problema por mim. 

- Você tem suas coisas também, Jisoo. - Alerto. - Eu vou ficar bem. Minha amiga logo virá. 

- Eu vou, mas qualquer coisa me liga e eu volto correndo. - Avisa. 

- Certo. Obrigada. - E ela se foi. 

Vai ser lindo, uma grávida sendo presa. Meus bebês vão nascer na cadeia. 

***

Meus pensamentos mudaram. Já passa das onze e nada daquele irresponsável idiota dar notícias. 

- Ei, não chora amiga. - Tini me consola em seus braços. Estamos juntinhas no sofá da sala enquanto esperamos notícias daquele...

- Ele sumiu, Tini. Que merda ela pensa que está fazendo?! - É impossível não chorar. 

- Você já falou com os pais dele? Com o Jin? - Ela me observa, também parece nervosa. 

- Já, com todos que você puder imaginar. - Afirmo. - E se aconteceu alguma coisa com ele? 

- Não amiga... Não vamos pensar assim... - Ela me consola. - Vou ligar novamente para o Hoseok. Talvez ele tenha alguma informação. 

O pai dos meus bebês sumiu!


Notas Finais


Então, estava tudo calmo demais para ser verdade, não?

Nos vemos em breve!

Bjão.


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