História De volta ao passado? - Capítulo 1


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Categorias Fátima Bernardes, William Bonner
Personagens Fátima Bernardes, William Bonner
Visualizações 315
Palavras 1.622
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Povo, papo sério com vocês.

Venho por meio dessa dizer que por hora vou tirar umas férias das minhas duas outras histórias.

Como assim? Vai abandonar a gente?
Sim e não.

Sei o quanto vocês amam aquelas histórias. Mas por hora eu não tenho ficado feliz escrevendo elas. Sabe quando você tá escrevendo e lembra a realidade da coisa? Então, nossa realidade tem me deixado bem desanimada.

A Amor Inesquecível eu devo aparecer de vez em quando. Podem ficar menos tristes por isso.


Essa história, eu escrevi nas férias. Ela é curta. Deu 18 capítulos. Aí se vocês gostarem eu vou postar ela.

Mas preciso que deixem comentários aqui pra mim, me motivem!! ♥️😅😂

Enfim. Grande beijo e mamãe ama vocês.

Capítulo 1 - Capítulo 1




POV FÁTIMA

Nunca pesei que chegaria de Barcelona e receberia uma notícia daquela. Fui pega completamente de surpresa e não sabia o que fazer, o que pensar, como agir.

Estava sem chão.

Nada que eu pensasse conseguia me consolar naquele momento.

Depois daquela reunião com o Boninho eu entrei no meu carro completamente inconsolável. Só sabia chorar. Depois de minutos ali percebi que chorar não ia resolver aquilo, liguei o carro e dirigi para casa. No meio do caminho me lembrei do dia que William me disse algo e agora tudo fazia sentido para mim.


Flashback onn

-Eu tenho medo que eles do nada te tire do ar, você sabe que o entretenimento eles fazem o que quiserem. Você não vai suportar se isso acontecer amor. Tem certeza que quer isso mesmo?

-Tenho Will, é tudo que mais quero.

-Mas e se...

-E se algo acontecer é só você estar do meu lado, promete que vai me dar seu apoio?

-Sempre! Sempre estarei aqui por você. Só não quero te ver sofrer. Eu não suporto te ver triste e você sabe disso.

-Eu sei, mas estou tão confiante Will.

-Tudo bem, não vamos mais falar disso. Vem cá que estou com saudades da minha esposa.

Sorri e ele me beijou. Aquele dia fizemos amor lentamente, ele estava todo carinhoso e protetor comigo.

Flashback off


Comecei a chorar novamente.

Ele não estava mais aqui para mim. Ele não vai me dar seu apoio como me prometeu.

Cheguei em casa e depois de minutos parada na porta tentando me recompor eu entrei.

Deixei minha bolsa em cima da mesa e caminhei até o fundo de onde ouvia vozes.

Chegando lá encontrei meus filhos e Tulio curtindo o sol na piscina.

-Oi mãe, voltou rápido, o que eles queriam?

-Nada demais Vini. Não se preocupe.

-Tem certeza amor? Você parece um pouco triste. Você chorou? – ele me perguntou se aproximando um pouco.

Meus olhos lacrimejaram e desviei o olhar.

-Fátima, fala o que aconteceu.

-É mãe, conta pra gente. Está na cara que aconteceu alguma coisa.

-O Encontro. Acabou! Eles cancelaram o encontro.

-O que? – Laura perguntou totalmente surpresa saindo da piscina.

Eles vieram todos até mim e sentamos nos bancos ali e tentei explicar tudo para eles. Depois de muita conversa Vinicius me questionou:

-E o que vão fazer com você agora? Ou eles te demitiram?

-Não filho, eles nunca vão me demitir. A concorrência ia amar uma coisa dessas. Eles me deram duas opções: que eu ficasse de “férias” – fiz as aspas com os dedos – por um período indeterminado, até conseguirem algo novo para mim, ou eu... eh...

-Ou o que?

-Voltasse pro jornal.

Um silêncio se fez presente naquela hora. O semblante de Tulio ficou completamente sério. Nunca tinha visto ele assim. Meus filhos ficaram um pouco surpresos e abriam a boca para dizer algo, mas não falavam.

- O que você quer fazer mãe?

-Realmente, não acho que voltar pro jornal seja uma possibilidade, seu pai não vai querer isso.

-Imagina mãe, é claro que ele vai querer – disse Bia com muita convicção.

-Você tem quanto tempo para decidir? – Tulio finalmente disse algo.

-Uma semana.

-No programa de segunda, quando eu voltar vou anunciar o fim do programa. A Ana vai apresentar o restinho dessa semana e a outra semana já vai ser a última.

-Eu sinto muito mãe – disse Laura vindo me abraçar. Os três vieram. A vontade de chorar era enorme, mas não ia fazer isso na frente dos três e muito menos na frente do Tulio.

Aquele resto de dia passou lentamente. Por dentro eu sofria tanto. Pedimos um jantar e jantamos quase que em silêncio se eles não estivessem tentando me animar.

Subi para tomar um banho e quando saí Laura estava sentada na minha cama.

-O que foi filha?

-O papai já sabe disso?

-Não Lau, e não tem porquê ele ficar sabendo disso.

-Claro que ele tem que saber mãe.

-Pra que Laura? Para jogar na minha cara que me avisou?

-Nossa mãe, ele nunca faria isso.

Percebi o quanto ela ficou surpresa pelo jeito que falei, ela levantou para sair do quarto e eu chamei.

-Desculpa, não era minha intenção falar assim.

-Mas falou. Parece que no fundo ainda existe uma mágoa entre vocês dois, mas ele nunca quis seu mal, pelo contrário.

Ela saiu me deixando ainda mais sem chão. Fiquei pensando nele, me deu saudades dele, me perguntei o que ele diria para me consolar.

Liguei a televisão e percebi que o jornal estava chegando ao fim.

Levantei fechando a porta e fui me vestir enquanto ouvia o jornal. Quando voltei do closet ele estava quase falando o seu famoso ‘Boa Noite’, e disse. Assisti o encerramento do jornal e peguei meu celular. Se eu queria saber o que ele me diria a hora tinha que ser agora.

Mesmo com a mão trêmula eu cliquei no seu nome nos meus contatos e a chamada se iniciou.

A cada ‘Tu’ da chamada meu coração se acelerava. E eu podia jurar que senti ele parar quando ouvi o ‘Alo’ do outro lado da linha. Eu não consegui responder, travei.

-Fátima, está tudo bem?

-Não – foi tudo que consegui dizer.

-O que aconteceu?

-Eu... eh é que – gaguejei – eu não devia ter ligado. Esquece isso tá, me desculpa.

-Fat – ouvi que ele ia protestar, mas desliguei.


POV WILLIAM

Ela não ia me ligar atoa, ainda mais ela que é tão orgulhosa e não se deixa abater por nada. Será que aconteceu alguma coisa com nossos filhos? Me perguntei.

Sentei no sofá da minha sala e liguei para a Bia.

-Oi pai, tudo bem?

-Oi, só queria saber se está tudo bem? Chegaram bem de viagem?

-Está sim, deu tudo certo. Como foi esses dias sem a gente?

-Morrendo de saudades.

-Amanhã vamos jantar com você.

-Vou amar filha. Então está tudo bem mesmo? Seus irmãos também estão bem?

-Sim e sim. Porque?

-Nada. Então até amanhã.

-Até pai, te amo.

-Eu também.

Peguei minhas coisas e sai, não sei porque, mas eu sentia que precisava ver ela. Falar com ela e descobrir o porquê ela estava com aquela voz e por que ela me ligou. Comecei a pensar inúmeras coisas que poderiam ter feito ela me ligar. Mas nada eu conseguia dar como verdade, eu precisava descobrir.

Porque ela tinha aquele efeito sobre mim? Porque eu só não conseguia ignorar aquilo? Ela me mandou deixar pra lá e eu não conseguia.

Caminhei rapidamente até em casa e quando cheguei Natasha estava assistindo TV.

-Oi amor, tudo bem?

-Tudo sim, só cansado – ela me deu um selinho.

-Vai tomar um banho que te faço uma massagem, que tal? – disse beijando meu pescoço.

-Vou amar, mas tenho que ir resolver uma coisa, só vim te avisar.

-Resolver o que uma hora dessas William?

-Um assunto de família, depois te explico tá.

Peguei minha carteira, celular e a chave de um dos carros e saí. Dirigi até a barra, por sorte não tinha trânsito aquele dia.

Parei na porta do condomínio e Miguel, o porteiro me recebeu.

-Sr William, quanto tempo não o vejo.

-Pois é, eu não avisei que viria, mas será que posso entrar?

-Não precisa nem perguntar né? Claro que pode.

Sorri e entrei depois que ele abriu o portão.

Dirigi lentamente até a rua que era a mansão e passei por ela estacionando na frente da casa da minha Ex-sogra. Não senti que era o certo ir direto na minha antiga casa.

Sai do carro e fui até a porta tocando a campainha. Depois de uns minutos ela abriu.

-William, querido. Quanto tempo?!

-Oi, desculpa incomodar a essa hora.

-Imagina, você é sempre bem-vindo nessa casa – ela disse me dando passagem pela porta. Nos abraçamos rapidamente e fomos entrando.

Sr. Amâncio também veio me cumprimentar, e fiquei feliz por eles ainda me tratarem da mesma forma. Nada mudou.

-O que te traz aqui?

-Na verdade eu estou querendo falar com a filha de vocês, mas não queria que nossos filhos soubessem.

-Entendi, ainda bem mesmo que você veio pra cá. Aquele menino tá aí hoje.

-Menino?

-Aquele que ela chama de namorado – respondeu Sr. Amancio.

-Ah, claro.

-Amâncio, para de falar assim.

-Ela sabe que não aprovo e nunca vou aprovar esse namoro.

-Ela sabe, mas pediu para você respeitar.

-E eu respeito.

-Ela sabe que você veio?

-Na verdade não.

-Tudo bem, vou ligar lá William.

A mulher pegou o telefone fixo e ligou. Fiquei me perguntando porque eu tinha ficado feliz por meu ex-sogro não gostar do Tulio. Eu não devia me sentir assim, no entanto gostei muito daquilo.


POV FÁTIMA

-Filha, você pode vir aqui em casa? Tem alguém aqui querendo falar com você – já tinha achado estranho ela me ligar aquela hora, agora estranhei mais ainda.

-Quem mãe?

-O William.

-O que? Tem certeza disso?

-Filha, acho que conheço bem meu genro...

-Ex-genro mãe.

-Tanto faz, ele tá aqui na minha frente sentado no meu sofá. Vai vir?

-Vou. Tchau.

Fiquei em choque. Ele veio falar comigo. Devia ter imaginado que ele não fosse aceitar aquilo. Por mais que eu pense que ele mudou, ele continua o mesmo William de sempre.

Desci as escadas e avisei meus filhos e o Tulio que ia na minha mãe. Ninguém se opôs, eu tinha pedido pra ficar sozinha, e eles claro, devem ter pensado que queria consolo dela.

Caminhei até lá e entrei. Vi ele de costas no sofá e prendi a respiração. Até minha mãe dizer.

-Vamos deixar vocês sozinhos, qualquer coisa estamos lá em cima.

Eles subiram e ele levantou se virando pra mim.

-Oi – ele disse sereno e com um meio sorriso no rosto.

-Oi – respondi depois de segundos o encarando.

Continua...


Notas Finais


E aí? Posto ou não posto o 2? Vocês que escolhem.


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