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História De volta às origens - Capítulo 12


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Notas do Autor


BLACK IS KING!

Dona Beyoncé serviu muito com o álbum visual e estou apaixonada.

No clima desse marco tão representativo para a comunidade negra preciso esclarecer umas coisinhas sobre mim e sobre a história.

1° Sou uma mulher negra e 2º Leila é uma mulher não branca e ela tenta entender isso, nos primeiros capítulos ela afirma que a única proximidade com seu pai é ter nascido em Porto Rico(ELA NÃO É NENHUM SEGUNDO ESTADUNIDENSE E SIM PORTO-RIQUENHA), porém graças a sua fama própria e do seus pais ela não sofre preconceito tão descarado, só que a hiper sexualização é um fator bem marcado na vida dela.

Explicado essas características fica mais interessante e fácil de entender a personagem.

Capítulo 12 - Cap 11


Uma deliciosa semana cheia de caos havia se passado desde que Jay foi exposto por usar anabolizante. A repercussão de que o capitão e melhor jogador do time do estado usava melhoradores de performance caiu feito uma bomba atômica na cidade que amava o time e o esporte, boatos trazidos por Christian, Mack e Cris de que ele foi expulso do time e ainda levou o time para um processo de anulação dos campeonatos  vencidos, melhor que isso foi o escândalo maior ainda do esquema de compra de anabolizantes que era escondido pelo técnico.

A cidade estava um caos e a culpa era minha.

- Está sentindo esse doce aroma no ar, doutor? - Perguntei sentada no banquinho da praça com o senhor ao lado. A tarde estava linda, ensolarada e a vista bela completava o cenário, a pequena delegacia da cidade estava abarrotada de repórteres e jornalistas na porta querendo uma lasquinha da maior notícia do estado. - Aroma de "desespero".

- Por que diz isso com esta felicidade? - Sorri cínica pro velho antes de virar na direção da delegacia, reconheci a cabeleira e as tatuagens do Christian minutos antes de alguns de alguns jogadores, entre eles Jay, saírem de lá escoltados pelos familiares e advogados. - Sabe quem divulgou as provas?

- Eu? Jamais, não compactuo com crimes. - Respondi debochada observando agora Jay sair da delegacia amparando pelos pais e advogado, nossos olhos e encontraram no ar e não resisti a acenar pra homem abatido e mancando ainda.

Eu avisei que o enterraria naquela merda de cidade.

Jay e nenhum jogador teriam a mísera possibilidade de jogar em outro local tamanha mancha que o escândalo deixaria.

- Leila, sinceramente a algo que queira compartilhar? - Olhei novamente o velho que nem me dava ao trabalho de gravar o nome séria.

- A melhor jogadora dessa cidade sou eu... Fim de consulta. - Levantei do banco com o belo entardecer sobre minha cabeça decidida a aproveitar a noite. - Se me der licença irei aproveitar a minha sexta à noite. Bye.

Na realidade eu não tinha planos nenhum para sexta à noite naquele buraco de cidade, mas ver Jay se lascando todo me animou ao ponto de querer fazer algo diferente. Pra isso eu teria que atravessar a rua e lutar por um momento de atenção do fotógrafo do jornal local.

Aproximei-me de Christian no momento que checava as fotos feitas após grande parte da pequena multidão ter dispersado com a saída dos acusados.

- Fotos boas? - Perguntei olhando o visor da câmera digital profissional.

- E eu tiro foto ruim? - Pus a mão sobre o peito fingindo estar ofendida com a falsa petulância do Christian. - O que faz por aqui?

Só a minha família sabia do psiquiatra e apesar do Christian ser meu amigo mais próximo não queria compartilhar isso com ele.

- Revisitado o local onde acabei com minha vítima. - Ironizei olhando as portas de vidro da delegacia. - E qual é a boa?

- Karaokê com o pessoal do trabalho, não é sempre que temos esse furo de reportagem. - Comentou aparentemente desligando a câmera antes de levantar o rosto. - Quer ir comigo e fingir ser minha namorada? Não aguento mais o chefe da redação tentando empurrar o sobrinho dele pra mim, quebra essa vai?

Foi o impossível não rir do rostinho desesperado do Christian com a ideia de entrar no meio de uma operação cupido.

- Só se cantar Joan Jett comigo. - Brinquei socando seu ombro.

- Por ironia do destino minha mãe era fã e cresci escutando as musicas dela. - Antes que o homem tatuado cantasse tampei sua boca para evitar possíveis vexames.

- Ei garanhão, vamos guardar isso para o palco. Escuta... Eu tenho que passar na farmácia antes, me envia o endereço do bar que te encontro lá. 

 - Ok, até daqui a pouco.


Óbvio que não fui na farmácia e sim no escritório da empresa de babás, sexta feira no final do expediente seria perfeito não levantar suspeitada da minha passagem ali.

- Boa noite, já encerramos o expediente. - O jovem com o rosto marcado por espinhas disse tentando soar cordial, mas a inquietação de querer ir embora era maior. - Currículos só na segunda e contratação dos serviços é on-line ou por telefone.

- Na verdade eu quero informações de uma pessoa. - Digo abrindo a bolsa tiracolo preta de grife retirando o pequeno bolo de notas de 100. - Quero a ficha da falecida Tereza.

Finalmente eu tinha dinheiro e cartão de crédito, não graças ao idiota do meu pai e sim ao meu agente que conseguiu que a grife de biquínis pagasse antes do prazo estipulado. 

E nada melhor do que gastar o salário com suborno?

- Não posso fornecer nenhuma informação desse tipo dos funcionários, muito menos se eles estão mortos ou em segredo de justiça, a Tereza está nos dois. - Apoiei o braço em cima do balcão de atendimento rolando os olhos para aquela merda moralista. O silenciei com o pequeno bolo de notas de 100 jogado em cima do balcão. 

- Irá me ajudar? - Perguntei irônica o observando puxar rapidamente o bolo de dinheiro checando os lados temendo que alguém visse. - Posso considerar isso um sim?

- Dois minutos que irei imprimir, senhora. - Ele disse com sorriso cordial após guardar o dinheiro no bolso da calça jeans. - Fique a vontade.

Aproveitei enquanto ele digitava no computador escondido atrás do balcão para capturar cada detalhe da decoração do local. Parecia um consultório médico infantil com brinquedos, revistas de colorir, histórias infantis e até alguns livros de como educar os filhos.


Ramires 

Quando Helena morreu de câncer pensei que não teria força pra continuar a viver. Pior que a morte foi ver uma das pessoas que você mais amou na vida ser corroída, definhar pela doença até sobrar uma carcaça vazia. Porém tive que continuar já tinha uma criança que dependia de mim.

Tive que virar pai e mãe do Christian, tive que amadurecer muito mais e digo com orgulho que todo o trabalho valeu a pena.

Meu único filho havia se tornado um homem que sabia o que queria pra vida e eu o apoiava totalmente.

Pai coruja? Não nego.

Nossa relação mudou, não éramos pai e filho, e sim melhores amigos. Compartilhávamos nossos segredos e angústias um ao outro sem restrições e medo de julgamento, afinal éramos humanos e sucetíveis a milhões de erros.

Sempre me orgulhei de ser amigo do meu filho, porém naquele momento me envergonhava de ter quebrado aquela amizade.

Uma semana que meu filho não olha pra mim direito e não poderia culpa-lo pois me excedi ao ditar com quem ele poderia ou não se relacionar, e ainda mais depois de ter apoiado seu relacionamento com a filha da... Eva.

- Espero que um dia me perdoe filho. - Murmurei antes de beber um longo gole do whisky amargo como meu humor capturando cada detalhe da foto com movimento que meu filho acabara de postar na sua rede social, ele e Leila sentados em uma mesa de bar lado a lado e dando um selinho. - Leila não é mulher pra você.

Leila

- "Felicidade ao casal". - Li o comentário de Harper no bomerang que Christian tinha postado a 30 min em sua timeline me marcando. - Ela está puta de ciúmes!

Não, não somos um casal romântico. Christian só havia feito a postagem por insistência dos seus colegas de trabalho que adoravam tirar sarro da sua vida romântica monótona e por consequência desse ato meu agente mandava mensagens desesperadas dizendo que páginas de fofocas diziam que eu estava namorando e fotos do Christian começavam a circular pela internet.

- "Chrisla"? As pessoas fazem ship!? Puta madre, "Leila e Christian" estão no primeiro lugar do Twitter. Preciso dizer que é brincadeira que somos só amigos... - Peguei o celular da mão do homem e segurei seu rosto entre as minhas mãos.

- Calma, o mundo não vai acabar por você está "pegando" uma das pessoas mais famosas da internet. - Disse séria antes de dar um leve beijo nos seus lábios... Talvez já estivesse bebaça e não sabia mais respeitar espaço pessoal. - Não se faz pronunciamento no meio da bagunça, deixa o alvoroço todo ocorrer e depois faço o pronunciamento dizendo que você é meu... Amigo do peito! Aproveita a fama e divulga seu trabalho!

- Por que tenho a impressão de que você vive "fechando negócios"? - Sorri o soltando para virar meu copo de tequila que desceu mais quente que uma fogueira.

- Porque a vida é um negócio? - Respondi cínica.  - Quer aposta quanto que até amanhã Harper manda uma mensagem perguntando se estamos realmente juntos?

O bar de futebol não estava cheio e também não vazio, um movimento um pouco baixo para uma sexta à noite, mas lembrei que era uma cidade pequena. As pessoa naquela cidade não apreciam muito adeptas a passar a sexta feira no bar.

- Já mandou! - Christian disse um pouco alto devido aos seus colegas de trabalho estarem cantando a plenos pulmões pop dos anos 90 no karaokê. - Dois minutos assim que postei a foto. E pessoa que você quer fazer ciúmes?

Levantei a sobrancelha intrigada com aquela pergunta. Será que Mack havia contado pra ele sobre eu e Alex, ou foi pesquisa de internet e rumores de traição?

- Um coração partido reconhece o outro. - Explicou sem eu perguntar.

- Ele não é do tipo que manda mensagem pra tirar satisfação, pra ser sincera acho que ele é do tipo que não se importa mesmo. - Digo um pouco alta por conta da música e gritaria no palco. - Ele não me ama... Sem contar que ele está noivo de casamento marcado. Alex não é o tipo de cara que volta atrás.

Imaginar Alex me mandando mensagem dizendo como estava nossa relação era irreal demais. Ele não era o tipo de homem que demonstrava sentimentos.

- Sinto muito. - Sorri subitamente feliz comigo mesma. Após anos de vai e volta aquela era a primeira vez que pensava e falava sobre Alex sem ter o sentimento de ter sido abandonada e amargura no peito. Queria que ele explodisse com a esposa? Óbvio, pois não virei passiva, mas não tinha tanto ódio assim.

- Sabe? Eu não! - Disse pulando da cadeira o arrastando comigo. - Temos que cantar Destiny's Child!


Notas Finais


Sobre o capítulo anterior:

Mack, o próprio Capitão América de tão ético, correto e irritante TEM UMA AMANTE!? Todxs nessa história tem um teto de vidro o que torna tudo mais interessante hahahahahaha

Sobre este capítulo:

Ramires, um pai liberal e compreensivo não quer que seu filho se relacione com a problemática da vizinha ou da internet, por que será?

ESTA ABERTA A TEMPORADA DE EXPECULAÇÕES!


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