História Dead infinity - Capítulo 1


Escrita por: e glitterlett

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Jikook
Visualizações 8
Palavras 1.654
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Yaoi (Gay)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capítulo único.

Capítulo 1 - Dead infinity


Todo mundo tem que envelhecer e, por mais incrível que pareça, muitos gostam disso, já outros detestam essa ideologia.

Park é mais um dos que não quer envelhecer, tem apenas dezenove anos, jovem e ingênuo, pouco sabe sobre o mundo, pouco sabe sobre sobreviver, com seus cabelos tingidos num tom rosa de algodão doce, sempre tentou encontrar uma maneira de ser infinito, lutando contra a ciência e tentando fazê-la definhar, a fim de tornar-se eterno. Tolo garotinho com cabelos de algodão doce que tentou viver para sempre, tão tolo que vendeu sua alma, junto com tudo que lhe restava, para comprar um pouco de prazer, para preencher o vazio com um prazer amargo.

Jeon, o próprio pecado encarnado, jovem perverso com um sorriso encantador, um maldito sorriso hipnotizante, o dono dos prazeres, usava isso a fim de roubar o grande tesouro do pequeno garoto ingênuo de cabelos cor de algodão doce, logo conseguira o que tanto buscou.

Ambos agora estavam amaldiçoados, tanto o jovem de cabelos rosa, quanto o de cabelos que continham cor mais escura que o céu das madrugadas, estariam juntos para sempre, amaldiçoados com uma ligação de almas onde envelheceriam suas mentes mantendo a aparência jovial, mantendo a ingenuidade, mantendo o mesmo sorriso hipnotizante.

Se você pudesse ver o olhar nos olhos dele, veria um lobo, traiçoeiro e encantador, usando de uma ingênua ovelhinha, tímida e jovem, como seu disfarce celeste. Juntos formavam o casal perfeito, a ingenuidade e a impureza andando lado a lado de mãos dadas, e de almas seladas.

Park é incrédulo quando o dizem que está se aproveitando dele, por isso, caí em suas típicas mentiras, caí profundamente num amor que até então era vazio. Jeon havia lhe prometido a eternidade,mas ele nunca soube do preço que custaria o infinito, e como infinito o custa caro.

O preço do infinito é muito mais do que qualquer pessoa existente possa pagar, a eternidade vem e te corrói por dentro, o deixando completamente vazio, sem rumo, sem motivos para continuar vivendo, sendo apenas mais uma pessoa respirando nesse mundo, e como o esperado, Park teve ciência do que lhe aguardava no futuro, agora já compreendia o que lhe diziam, ele logo estaria sozinho, pois sua fonte de prazeres, seu namorado, havia o enganado de forma tão fácil, com aquele seu sorriso e forma mansa de falar.

Junto com esse choque de realidade, veio nele logo a primeira crise de desistência, a primeira tentativa de acabar com sua eternidade. Procurou em todos os cantos de sua enorme casa por remédios, e quando finalmente os achou, separou cartela por cartela, comprimido por comprido, e sem nenhuma pressa para acabar com eles, os engoliu, um por um, até chegar uma hora que não havia mais força em seu corpo para engolir mais comprimidos, alguns remédios já estavam fazendo os mais diversos efeitos em seu corpo, o coração batia tão forte, como se por alguns segundos ele estivesse no momento mais feliz de sua vida, mas logo passava e ele só conseguia sentir tudo girar, e no meio desses giros, viu Jeon, ele estava fingindo se importar com o pequeno ser de cabelos rosa, foi a ultima coisa que Park viu antes de ficar tudo preto. O ainda ingênuo garoto achava que tinha se livrado do infinito, mas muito pelo contrário, o infinito continuava ali deitado na cama ao lado dele.

Jeon o fez prometer que aquela vez seria a primeira e última vez que ele faria algo daquele tipo, o garotinho apenas aceitou, mesmo sabendo que logo faria algo do tipo novamente. Sua mente envelhecia a cada dia mais, ele não sentia mais seus 19 anos mentais, ele mesmo percebeu que naquele exato momento ele já estava com 24 anos, ele havia visto algumas pessoas que ele amava correr para o lado oposto da eternidade, que logo sua segunda desistência chegou, como os remédios não haviam funcionado como o esperado, ele partiu para algo mais agressivo, foi ate o maior banheiro de sua casa, encheu a banheira com água fria, ele vestia apenas uma camiseta branca e uma cueca preta, e de roupa mesmo entrou na fria água da banheira, esperou o seu corpo se acostumar com a temperatura,o que não demorou muito, e logo se colocou por de baixo de toda aquela água, conseguiu segurar o ar por aproximadamente um minuto e meio, antes de soltar todo o ar que lhe restava nos pulmões, sentiu Jeon, encostando levemente em sua perna como se fosse um consolo, e logo apos isso apagou. Outra tentativa falha de acabar com o maldito infinito.

Aos 33 anos mentais, mudou o tom doce do rosa de seus cabelos para algo menos infantil, optou pelo loiro, ele já tinha se entregado para a eternidade, já havia conseguido criar uma harmonia com sua única companhia, mesmo sabendo que o mesmo já estava prometendo eternidade para outras pessoas, ele estava apaixonado, continuava sendo iludido pelo mesmo sorriso seduzente, sendo ainda tão ingênuo se comparado com o dono dos prazeres.

O dono dos prazeres, que delicadamente Park costumava chamar de Kookie, no fundo era uma pessoa boa, embora tivesse o poder de manipular as pessoas com um único sorriso, ele nunca havia amado ninguém, nem seus provedores de vida, nem nenhuma das pessoas a qual prometeu uma eternidade. Para ele única coisa que lhe importava no momento era Park, mesmo não sabendo ele o amava, estava sempre com ele nas crises, nos sorrisos, nos "bom dia" e nos "boa noite", não é atoa que estão destinados a eternidade juntos. Kookie, o dono do sorriso mais lindo já visto por Park, sabia como levá-lo a loucura, sabia facilmente o deixaram em êxtase. Jeon, mesmo tendo um temperamento mais bruto, se comparado a Park, tinha um coração gélido, mas aos poucos, Jiminnie, assim como costumava o chamar, foi aquecendo aquele coração.

A terceira desistência foi causada por Jeon, que em uma discussão idiota, disse a Park que logo iria embora, que iria deixá-lo igual fizera a família dele. Park dessa vez botou fé na sua tentativa, ele morava muito próximo a uma estação de metrô, ele esperou o relógio marcar exatamente 2:35 PM, apenas para ter certeza que Jungkook não estaria em casa, e nem nas proximidades do local, exatamente naquele horário ele saiu de sua casa, e andou por um quarteirão para chegar no ponto de metrô, adentrou o local, primeiro verificou todos os cantos possíveis, apenas para ter certeza de que Jeon não estava no local, quando já tinha certeza de que ele não estava lá, aproximou-se de um trilho que segundo o painel de informações estava prestes a chegar. Conforme o rápido trem se aproximava ele ouvia mais forte seu barulho, estava mais pronto do que nunca para acabar com a eternidade, se perdendo em seus pensamentos viu o trem chegar, logo estava correndo e chocando seu corpo contra o trem, viu novamente tudo apagar. Dessa vez Jeon não estava na estação para ajuda-lo , mas quando soube correu para lá, apenas para levar o garoto para casa, quando chegou encontrou o garoto ainda inconsciente, o pegou em seus braços e o levou para casa. Foi a primeira vez que Jeon chorava por alguém, achou que pela primeira vez alguém conseguia acabar com sua eternidade, mas felizmente estava errado, logo Park acordou em prantos, estava pouco machucado pra quem havia se arremessado na frente de um metrô, mas Jeon já havia cuidado disso. Acho que Jeon nunca esteve tão contente por ainda ter alguém com ele, agradecia tanto a eternidade por tê-lo amaldiçoado ele com a pessoa certa, ele estava se apaixonando, lentamente e de forma profunda como cair num sono.

Embora Park soubesse que não morreria, a ideia de tentar isso sempre lhe voltava na cabeça, ele fingia estar tudo bem, ele fingia que não via Jeon se machucar com lâminas, ele sentia a dor, a dor de saber que a pessoa amada sofre, a dor de não ser capaz de ajudá-lo. Apesar de Kookie não deixar transparecer seus problemas, ele tinha, e muitos, ele ouvia vozes, muitas vezes vozes de pessoas para qual já havia prometido a sua eternidade e não fora capaz de cumprir suas promessas, ele ouvia a voz da culpa. E a culpa é como o Gato de Cheshire, tem capacidade de aparecer e desaparecer, e quando ela resolve aparecer ela te diz o que você deve fazer. O alto garoto sorridente já tinha obedecido a culpa inúmeras vezes, muitas dessas vezes tornaram-se tentativas de acabar com o infinito de seus dias, assim como Park havia tentando algumas vezes, ele se jogou em queda livre da janela de seu apartamento, mas a eternidade o salvou, ele tentou sangrar ate morrer, e isso só lhe rendeu profundas cicatrizes, ele tentou até enforcamento, todas as tentativas falharam.

Ambos não sabiam, mas se tentassem acabar com a eternidade juntos, eles obviamente conseguiriam, apenas são infinitos pois tem uma enorme conexão de almas, a ingenuidade e o pecado, Park Jimin e Jeon Jungkook. Estavam tão bem juntos, finalmente felizes, e a eternidade odiava isso, odiava tanto que se tornou gente, sim, a eternidade se encarnou apenas para acabar com a felicidade de um casal.

Na noite de 23 de março de 2018, sob o céu estrelado de Seul, ali mesmo na janela do quarto onde dormiam, selaram com um beijo a promessa do "Para sempre juntos", após isso, dormiram como duas crianças. A eternidade assistiu a toda essa cena, e com toda inveja e raiva que tinha por finais felizes, incêndiou aquela casa.

Sim, a eternidade acabou, para eles a morte que tanto buscaram sozinhos havia chego, justo agora onde estavam felizes e vivendo suas eternas juventudes. Mas não adianta tentar correr atrás, agora eles são apenas dois corpos sem vida, queimando, junto com a enorme casa onde moravam.

Agora a eternidade estava satisfeita, ela havia acabado com toda a felicidade de um casal que fora infinitamente jovem. Então obrigado Eternidade, por estragar uma história de amor que estava no primeiro capítulo de felicidade.     


Notas Finais


Obrigada por ler!
Desculpa por qualquer erro 😸.

  Bye bye 💞✌


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