História Dead World - Capítulo 48


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Tags Apocalipse, Originals, Thewalkingdead, Zumbis
Visualizações 27
Palavras 1.932
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


(Imagem Ilustrativa)

Capítulo 48 - Maneira Feminina de Sobreviver - Parte Final


Fanfic / Fanfiction Dead World - Capítulo 48 - Maneira Feminina de Sobreviver - Parte Final

Ao entrar no carro, K prosseguiu fitando Sara nos olhos: “Se continuar educadinha assim, vamos ter uma química bem gostosa, heim... ”. “Claro, Kazinho... ” – Respondeu ela, com um sedutor olhar. Sendo que na verdade, os planos dela eram bem diferentes daqueles que K desejava. Não havia sinal de vida algum nas estradas, a não ser por raramente um ou outro mordedor terem aparecido no horizonte. Cinco minutos depois, o velho parou a picape: “Bah, vai aqui mesmo florzinha! Não estou nem conseguindo aguentar mais! ”. Sara sorriu, e colocou a mão no ombro do velho, este que tirou o coldre junto com a pistola, e foi arregaçando as calças: “Vamos lá, baby! Hihihi, com essa sua disposição tudo fica melhor... – Ele estava excitado demais, e o fato de ter largado a arma deu chances para Sara tentar fazer alguma coisa - …Mas antes, é claro, eu sou velho mas também não sou trouxa! ” – Ele pegou a pistola, e destravando-a posicionou a mesma na mira de Sara. “Começe, querida! ” – Ordenou ele de calças baixas. Ao ver aquela cena, a vontade de Sara era de vomitar, mas ela sabia que se resistisse, aqueles poderiam ser seus últimos momentos, mais uma vez. Tentar se arriscar? Não era uma escolha muito sábia, ela não conhecia K, e por mais repugnante que ele fosse, não era uma pessoa idiota ao ponto de deixar uma arma jogada no piso do carro. Sara se controlou, e deu então ao velho o melhor início de tarde de sua vida.

Após terminar uma série de exercícios, o velho acabou dormindo, e deixou a arma deslizar de sua mão novamente para o chão do carro. “Finalmente! ” – Pensou Sara consigo, deslizando de leve até finalmente ter a arma em mãos. Era uma Mossberg modelo simples, com capacidade de poucas balas. Posicionada na testa de K, “POW! ” - Um tiro certeiro lhe perfurou o crânio. Depois disso, Sara colocou o corpo do velho na mala para que se os outros viessem procurá-los não encontrassem rastros do que aconteceu; se limpou de maneira improvisada, e agora no controle do carro, acelerou na direção oposta ao quartel dos inescrupulosos homens, para tentar se localizar no mundo, e traçar um novo destino. Apenas uma certeza ela tinha: Deveria ir para muito, muito longe dali. Após uma hora dirigindo, o tanque chegava em seu limite. Voltar para onde tinha deixado o antigo carro não era mais uma opção, pois o carro poderia não estar lá e aquele seria um dos principais locais onde os homens a procurariam. “Talvez... Zonaásia denovo? Ainda tem suprimentos lá... talvez dê certo...! ” – Pensou ela consigo mesma, após se localizar. Ainda estava nos arredores de Ribeirão, numa cidade vizinha ao Sul, não muito distante. Usou então o restante do combustível do carro para se aproximar o máximo possível da antiga comunidade, mas mesmo depois que o tanque esvaziou, ainda estava bem distante, seguindo assim a viagem a pé e deixando o carro fora da estrada, novamente para evitar rastros. Estava com fome: Havia comido somente um prato de sobras enquanto estava confinada com a outra mulher no quartinho. Aproximadamente onze horas de caminhada: Esse foi o tempo gasto por Sara só de caminhada, até encontrar o zoológico novamente. “Eu não sei mais o que fazer... – Pensava ela - ...acho que todos se foram mesmo, só eu restei! Eram muitos mordedores... não! Talvez algum ainda esteja vivo... será? ”. Ela passava por um estado de confusão, não sabia mais o que pensar sobre o que havia acontecido dias atrás. Ao chegar nos destroços do zoo, ela usou novamente sua tática de camuflagem para que ao entrar, os mordedores não sentissem seu cheiro. “Quem gostaria dessa tática seria o Yan, me pergunto como ele está agora... o McGregor também... e a Dot, será que sobreviveu? Sinto falta deles... sinto falta da minha família..., mas eu não me desespero... é esquisito! Eu acho que só estou me acostumando com perdas, isso é bom ou é ruim? (...). Não, é claro que é ruim! O que estou pensando?! Preciso repensar minhas maneiras de agir... ”. Ao adentrar novamente o prédio, viu que havia esquecido a porta aperta, e agora o mesmo havia alguns mordedores em seu interior, mas isso não era um problema. Ela se sentou recostada nos armários de suprimentos, e comendo um biscoito salgado de validade vencida, observou os mordedores em movimentos divagares, o que era uma cena rara de se ver, já que eles tentavam arrancar a pele de todos a todo instante. Depois disso, Sara limpou o rosto e arranjou alguns forros no andar de cima, cobrindo-os levemente com o sangue do mordedor que já havia terminado. Adormeceu sob o colchão velho de Jonathan no andar de cima, coberta com o forro coberto de sangue, assim como seus braços e pernas, apenas por segurança.

“Porra, J! Não acredito que deixamos o velho sair com a mulher! Eu sabia que não dava pra confiar nele! ” – Disse Q, estressado. “Eu te disse, não dava pra confiar naquela vadia, muito menos no K, sempre tive um pé atrás com ele! Você sabe disso! ”. “Aham, não precisa me lembrar disso! Já tava farto de você quase estrangulando ele todo dia! ”. “E com razão! Você acha o que?! Quase que eu peguei aquela lá de jeito, se não fosse a doida pra se oferecer, eu ia na força mesmo... ARGH, MALDITO VELHO! Eu nem cheguei a experimentar direito a garota nova! ” – Gritava J, em fúria. “Calma, J! Precisamos pensar direito... o velho era burro, ele sempre fazia essa coisa de levar elas pra longe na hora de comer, com essa mania de “privacidade” dele ”. “Acha o que então? Que isso não é obra dele? ”. “Talvez... aquela lá era inteligente, viu como fez pra andar no meio dos troços? Chegou a se camuflar com o sangue deles! Não é qualquer um que pensa numa coisa assim, pô! ”. “É mesmo, então tá achando que ela pode ter acabado com o velho e fugido? ”. “Pode ser, mas ainda não tô certo, pode ser que os dois tenham fugido juntos também! Amanhã vamos em busca do carro! Com aquela gasolina não podem ter ido muito longe! ”.

 

No dia seguinte, Sara acordou normalmente, sem saber que horas eram como sempre. Ao sair do prédio C, o sol ainda não estava em seu ápice, ela julgou serem umas 10 horas, e de fato eram 9h43min. “Grr... ” – Grunhiam os mordedores em baixos sonidos. “Assim até parecem pessoas normais... – Pensou ela, observando-os – Ou melhor, parecem as pessoas de antigamente, as de hoje são muito piores que eles... eles não pensam, não nos matam por mal, o que já os faz BEM melhores... ”. A ex-policial gastou o resto da manhã vasculhando os destroços da comunidade, a procura de coisas que a poderiam ser úteis. Numa mochila que encontrou, colocou seis garrafas d’água e os suprimentos dos armários que mais julgou importantes; trocou suas roupas, e se lavou com a água da caixa d’água; por fim, no que se dirigia a um dos portões, passou por uma parte da comunidade que não passava desde antes do ataque, o canto do pátio central, e lá estava um corpo desconhecido que parecia ter sido destroçado e em baixo, o cadáver de McGreg já em decomposição. “Eu não posso deixar isso assim... ” – Disse ela, baixo, refletindo sobre o que fazer. Ela voltou, não chorou ou se desesperou; removeu a carcaça por cima do corpo e usando o lençol que tinha usado para dormir, cobriu o que já havia sido seu antigo amigo, numa representação de luto. Coberta agora por infindável falta esperança de encontrar novamente qualquer um de seu antigo grupo, Sara seguiu rumo à sobrevivência, decidindo que acontecesse o que acontecesse, ela lutaria para sobreviver. Fosse com companheiros ou sem, pois, no fundo ela sabia que mais do que se manter viva, ela estava na busca de algo melhor. Ela sabia que aquele não era o fim, havia esperança ainda, e sempre haveria enquanto ela não se entregasse. Haviam ainda coisas no mundo, que valeriam a pena lutar por. “Eu... acho que entendo o Pedro..., ele estava confuso, assim como eu estive, e acabou tomando uma decisão que não foi a melhor, o que deu no que deu. Depois, eu não me senti mal pelo Jonathan, mas achei horrível a atitude que o Pedro teve com ele por conta da maneira sem escrúpulos que ele torturou o cara! Agora..., eu finalmente consigo entender como o Pedro teve força pra fazer aquilo. Ele tinha sido torturado também, por dias e mais dias... passando fome, tendo de esquartejar partes de pessoas e sofrendo pressão psicológica... a sensação de impotência que ele tinha deve ter sido imensa... foi um enorme trauma.... Se ele estiver vivo agora, o que eu acho bem difícil, espero que esteja bem. Talvez caso eu tivesse entendido tudo isso a tempo, pudesse ter feito alguma coisa... o que me resta agora é seguir, e desejar que se vivos, ele e os outros consigam se manter sãos ”. A tarde se iniciava, e com pássaros cantando, a corajosa mulher deixou o que restava da comunidade.

Enquanto isso, os dias foram passando e os outros sobreviventes seguiam seus rumos. Alice e Vitória se estabilizaram por alguns dias na floresta, vivendo com base em alguns frutos e insetos, além de fortificar sua relação com conversas dos mais diversos tipos; Hernandes e Raphael seguiam na estrada, parando para buscar suprimentos, e prosseguindo mediante a retornos e mordedores que tentavam atacar a dupla; Lemos e Thaísa reforçavam seus laços de confiança se aproximando cada vez mais de Yan e Dot, que esperavam pelos dois confinados na cabana em Cravinhos, trocando ideias sobre o novo mundo que já não era mais tão novo assim.

Em uma madrugada, um sobrevivente dessa insana realidade procurava por qualquer coisa que lhe servisse de alimento, quando fez barulho dentro de uma loja, atraindo vários mordedores. “Grooooaaaaaaahhr ”. “Grrrrrohhh ”. “Merda! ” – Gritou ele, enquanto colocava dentro de sua mochila os suprimentos das prateleiras. Após fechar a mochila com pressa, como não havia outra saída, avançou nos mordedores com destreza: “Grooaa... ”. “Sfink! – Sfink! – Sfink! ” – As feras mal se aproximavam, já tinham suas cabeças marcadas pelo facão do sobrevivente. “Sfin-nk! – Sfink! ”. “Uhh... Arg.... ” – Era uma incessante jornada, mas se ele desse alguma brecha em qualquer instante, poderia acabar mordido, arranhado ou morto. Seu nome? Ele já não revelava isso a algum tempo, desde que havia se afastado de seu antigo grupo por ironia do destino. Sua idade? Era jovem, mas não tão jovem assim. Sua vida antes de tudo começar já não era das melhores, o levando por caminhos sombrios e desagradáveis. Essa realidade era uma nova chance para ele, uma chance que não estava disposto a jogar fora. Correndo pelas ruas entre os mordedores, ele fugia do desconhecido e procurava o desconhecido. Não possuía uma ideologia ou lema, mas assim como Sara, sabia que poderia encontrar algo melhor em algum lugar. Se já tinha matado pessoas? Sim, tanto antes quanto depois de tudo desabar. Após sair da mira das feras, subiu a escadaria de um prédio, e dentro de um apartamento que usava como esconderijo, tornou a chorar. Chorou como fazia todas as noites, ao pensar naquilo que havia perdido antes, naquilo que havia perdido agora, e naquilo que ainda poderia perder. Antes ele achava que havia se acostumado com a dor, mas a algum tempo havia descoberto que ela estava mais presente do que nunca em sua vida.


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse tripla saga de Sara. xD


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