História DeadFace - Capítulo 11


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Palavras 7.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, meus Survivors, que eu amo D+++ ❤


CURIOSIDADES SOBRE DEADFACE:

🔪 Inspirada em uma série de mesmo nome que planejo escrever o roteiro em breve 🔪

🔪 As personagens Stefany, Summer, Cassidy e Charlotte (personagem da segunda temporada da Fanfic) foram criadas há alguns anos, todas personagens para uma segunda temporada. Eu amava tanto elas, que necessitava das minhas bebês na fic 🔪

🔪 David é inspirado em Matthew, também fã de filmes Slasher, irmão adotivo de Stefany na série 🔪

🔪 A 1° temporada se passaria num colégio em Blackwood. E, a segunda temporada numa universidade. Na fanfic, decidi fazer na universidade 🔪

🔪 A cena de Caroline, é inspirada na morte de Madeleine Hartfield - personagem da série - jogada da ponte na floresta por suas irmãs Kappas, que guardaram esse segredo até mesmo de Stefany e algumas novatas 🔪

🔪 Na versão original, Stefany Campbell seria a única sobrevivente do massacre em Blackwood, tentando seguir com uma nova vida na Universidade Jackson 🔪

🔪 Na série, Stefany é uma garota loura e também corajosa 🔪

🔪 A primeira temporada terminaria em um baile, aonde um terrível massacre iria acontecer 🔪

🔪 Kimberly, também personagem da segunda temporada, seria uma garota japonesa e teria uma irmã gêmea, completamente o contrário dela mesma 🔪

🔪 Na série, Summer terá problemas envolvendo drogas 🔪

🔪 Se a série for produzida será daqui alguns anos 🔪

🔪 Para aqueles que tem dúvidas sobre as roupas do assassino: ele usa uma fantasia preta, lembrando muito uma beca de formatura, incluindo o chapéu, e também uma máscara branca escrito "Morte" na testa 🔪

🔪 A ideia para DeadFace surgiu após eu assistir Harper's Island e pouco tempo depois Pacto Secreto 🔪

Enfim, boa leitura! E, obrigado a todos que acompanharam até aqui!

Capítulo 11 - 1x10: The Guilty


Fanfic / Fanfiction DeadFace - Capítulo 11 - 1x10: The Guilty

BLACKWOOD, CALIFÓRNIA

16 de Outubro de 2018

Eram exatamente 00:30 da manhã.

Um carro partiu em alta velocidade para o hospital, após horas de um engarrafamento por conta do toque de recolher, todos estavam muito preocupados para chegar em casa antes de se tornar mais uma vítima do anjo vingador da cidade, limpando-a de todos segredos e mentiras antes enterradas.

Naquele estacionamento, dois jovens rapazes correram através da noite, estranhando aquele silêncio e as luzes apagadas vindas do hospital. Era muito estranho mesmo, sem nenhuma dúvida. Taylon era mais rápido e estava preocupado com Stefany, então foi o primeiro a entrar naquele prédio abandonado pela morte. Correu até a recepção, aonde encontrou cinco sobreviventes, esperando por ajuda. David, Hannah, Katherine e Summer levantaram quando ouviram a porta se abrir. Taylon quase escorregou em algo no chão, logo percebendo que era o sangue de Jacob, seu melhor-amigo durante todos aqueles meses. Queria gritar, mas apenas ficou paralisado e deixou os outros – incluindo Connor – se aproximarem, todos tentando não olhar para aquela cena repulsiva pelo chão.

–– Foi o... –– estava prestes a perguntar, mas Summer respondeu antes.

–– Sim, foi o DeadFace –– a loura ainda estava abalada, com os braços cruzados envolta de si por conta do medo que sentia. –– Ele matou o Jacob.

–– Droga! –– murmurou. –– Aonde está a Stefany?

–– Ela e Cassidy foram para a universidade, seguindo ordens do assassino.

–– Acabamos de vir de lá! –– disse Connor, exausto. –– Tivemos problemas em um engarrafamento...

–– Muito suspeito –– disse Katherine, com um sorriso.

Connor e Taylon se entreolharam.

–– Não somos os assassinos –– afirmou o loiro. –– Tudo o que eu quero saber neste momento é se a minha namorada está bem.

–– Melhor vocês irem atrás delas –– disse David. –– Sinto que é uma armadilha.

–– Ok. Vamos Connor. Prometo que vou ligar para a polícia no caminho.

Com isso dito, os dois rapazes saíram em disparada. Mesmo não parecendo, Taylon estava muito preocupado, tinha de salvar sua namorada.


FLASHBACK ON:

Taylon morava em uma pequena cidade da Virgínia, Crystal Falls, estudando no Colégio Abraham Lincoln. Sua rotina não era diferente da maioria dos adolescentes, apenas que ele trabalhava na Oficina de seu pai, ajudando no negócio da família. Desde pequeno era trabalhador, se esforçando para conseguir o que queria, não importa quem dissesse que ele não iria conseguir.

Era o melhor jogador do time de futebol americano, e era a Final do Pep Rally daquele ano, então era tudo ou nada. Nunca jogou melhor antes na vida, marcando mais pontos do que todos os outros jogadores de seu time durante aquela temporada. Não acreditou quando marcou o último touchdown nos últimos milésimos, levando toda a multidão á loucura. Não ligava para fama, mas admito que ele gostou quando todos urraram seu nome durante a comemoração. Naquele dia, Taylon tinha quase certeza que ganharia uma bolsa de estudos para alguma universidade, já que sua família não tinha condição para tal.

Durante aquela comemoração, os olhos do rapaz apenas encontravam os de uma garota de longos cabelos castanhos, sentada num dos primeiros bancos com um copo de refrigerante e uma camiseta do time. Gwen Foster, a namorada de Taylon. Era inteligente, dedicada e com as melhores notas de todos de sua classe, bem diferente daquelas garotas líderes de torcida. A mesma jogou o refrigerante no chão, pulou a cerca e gritou ao ver o namorado correndo para os braços do mesmo.

–– Eu sabia que você ia conseguir! –– disse, no ouvido do rapaz.

–– O importante mesmo é que você está aqui, amor –– respondeu ele.

–– Ahhhhh, você é tão fofo, O’Brien –– Gwen beijou o seu namorado. –– Quem diria que eu ia namorar o principal quarterback do time mesmo sem ser líder de torcida, não é mesmo? E que ele ainda estaria apaixonado por mim.

–– Quem disse que eu estou apaixonado por você? –– perguntou, brincando.

–– Está bem na sua cara.

Ele a abraçou e a girou no ar, fazendo-a dar risadas e pedir que Taylon parasse.

–– Você também me ama, eu sei disso –– afirmou.

–– Ok, nisso você está certo –– respondeu Gwen que ajeitou os cabelos bagunçados pelo giro.

Taylon olhou para seus colegas de time, aqueles típicos caras babacas, mas Taz os admirava do mesmo jeito. Gwen tinha nojo desses tipos de cara, então agradecia por seu namorado não ser daquele jeito, ser um rapaz legal e gentil.

–– Vamos fazer uma festa de comemoração amanhã –– afirmou.

–– Festa? Você sabe que...

–– Vamos, vai ser divertido. Além disso, vai ser uma das últimas festas que teremos no ensino médio. Não precisa ter medo, vou te proteger.

–– Você sempre me convence!

Gwen o beijou uma última vez naquela noite, antes de ter que voltar para sua família nas arquibancadas. Mal sabia Taylon que a noite seguinte seria a última vez que veria sua namorada com vida.

FLASHBACK OFF.

DEADFACE

1×10: THE GUILTY

Stefany seguia em alta velocidade pela estrada, desviando de todos os veículos que apareciam em seu caminho. Não ia parar até chegar na universidade, acreditava que aquela noite seria o fim de tudo, daquele jogo psicótico.

Estava tão concentrada na estrada que olhou para o lado e lembrou de Cassidy, ainda em choque pela morte de Jake bem em sua frente. Era traumatizante e corroía cada um de seus pensamentos. Stefany sabia que na manhã seguinte finalmente sentiria a morte de seu amigo, porque sempre eram pessoas mais distantes, então nunca havia realmente perdido alguém na vida.

–– Por quê eu? –– perguntou Cassidy, virando-se para Stefany. –– Porquê você me salvou e não seu amigo?

–– Eu, sinceramente, não sei –– respondeu. –– Acho que o Jacob ia preferir assim, se sacrificando por você. Ele gostava de você, morreria por você, Cassie. Apenas escolhi o que ele iria querer.

–– Sabe o quê é engraçado? Que eu comecei a realmente amar ele à alguns dias, mesmo namorando com ele á meses –– mesmo chorando, Cassidy riu. –– Mas ele não me amava, o coração dele sempre foi da Summer. Desperdicei demais meu tempo com o Professor Grimes e esqueci do meu namorado. Eu nunca disse que o amava.

–– Ele sabia, Cassidy, com certeza.

–– Espero que sim... –– a loura se virou para a janela, contemplando o apagar das luzes da pequena Blackwood, enquanto a escuridão tomava conta mais uma vez daquele lugar na Califórnia. Naquele momento, sentiu saudades de Los Angeles, principalmente da praia em que ia para refletir, era o que mais precisava naquele momento. Olhou para as estrelas, imaginado se Jacob estivesse entre elas, num lugar melhor. Desejava isso para ele, mesmo que ela mesma estivesse num inferno cuja única saída parecia ser a morte.

Passaram direto pela entrada da Universidade, pelo grande monumento que dividia aquele lugar do restante da cidade. A SUV detonada partiu rumo ao estacionamento, parando bem ao lado de algumas motos, que sem querer Cassidy derrubou ao abrir a porta. Todas caíram uma depois da outra, como num dominó.

Não havia festa, nem jovens bêbados, apenas um silêncio sombrio.

Stefany se ajoelhou no chão e agarrou um panfleto que convidava a todos para uma festa naquele noite para o Blue Rose, ou seja, este era o motivo para não se ter ninguém ali naquele momento. Foi até o banco detrás do veículo e pegou o taco de beisebol como arma. Elas não seriam as garotas burras e indefesas de um filme de terror adolescente.

Caminharam lado a lado até o prédio principal da universidade, podendo ser visto de longe na cidade, logo avistando uma porta aberta. Ouviram uma sombra descer aqueles degraus, então se esconderam rapidamente atrás de alguns arbustos. Era a reitora Blackwood acompanhada do xerife da cidade, ambos estavam se beijando na entrada do lugar, se pegando como dois adolescentes.

–– Agora entendo porque ele faz um trabalho de merda –– disse Cassidy, rindo.

O xerife se despediu da reitora e caminhou ate seu veículo estacionado não muito longe dali, com um sorriso no rosto. Assim que ele saiu, as garotas saíram dos arbustos, surpresas ao avistarem a reitora bem ao lado delas.

–– Garotas, o que fazem aqui durante a noite?

–– Com certeza, não estamos caçando um assassino em série –– respondeu Cassie.

–– Vocês viram alguma coisa? Entre eu e o xerife? –– perguntou a mulher.

–– Claro que não –– respondeu Stefany, mentindo muito bem. –– Ele estava aqui?

A mulher reparou o sangue em todo o vestido de Cassidy, paralisado ao ver todo aquele sangue.

–– Isso é sangue? –– perguntou para elas.

–– Agora, que eu me lembrei –– afirmou Stefany com um sorriso. –– Acho que eu vi você e o xerife se pegando agora mesmo! Que tal você esquecer e a gente esquece disso também?

–– Claro –– concordou a reitora.

–– Agora, rala daqui e finge que não viu nada –– disse Cassidy, apontando para outra direção.

–– Então, tchau, meninas.

A mulher se despediu e foi em direção ao carro, permitindo-se olhar uma ou duas vezes para trás, observando todo aquele sangue.

–– A gente faz uma boa dupla –– afirmou Cassidy.

–– Nisso eu concordo –– Stefany balançou o taco de beisebol para que elas fossem em outra direção.

***

Assim que entraram no apartamento do amigo de Jacob, trancaram a porta com força e rapidamente. Crystal deslizou as mãos pelas paredes em busca de um interruptor, estava muito escuro para se enxergar até as próprias mãos. Enquanto ela acendia as luzes, Spencer correu até a cozinha e pegou a primeira faca que viu, precisava de algo para se defender, mesmo estando fraca pela luta nas escadas.

Caminhou até a janela e contemplou aquela escuridão, como se a sombra da morte estivesse á espreita, esperando o momento certo para o ataque. Havia sobrevivido a tantas perseguições, então porquê ainda sentia que iria morrer? Porquê se sentia culpada pela morte de Jessica? Se ela tivesse insistido mais, feito a garota pensar racionalmente ou até mesmo a desmaiado, talvez ela ainda estivesse viva. De um jeito ou de outro, era tarde demais para fazer qualquer coisa. Se virou ao sentir um toque em seu ombro, uma mão macia, de Crystal.

–– Está tudo bem, Spen –– afirmou Crystal abraçando sua amada.

–– Está mesmo? Desde que a Caroline entrou na minha vida tudo pareceu desmoronar bem em minha frente, e o pior é que eu não posso mudar nada. Às vezes eu me sinto um monstro...

–– Você não é um monstro!

–– Então, porquê me senti feliz ao ver a Caroline caindo daquela ponte? Eu não estava assustada, estava feliz! –– a morena sentou no sofá, chorando, enquanto a ruiva se ajoelhou no chão bem em sua frente, ainda segurando sua mão.

–– Todos somos culpados de alguma coisa. Todos nós. Eu sou culpada também, Spen! Escondo o segredo da morte daquela garota todos os dias, assim como o Jacob e a Cassidy, então não sou diferente de você. O que importa mesmo é como você vai se redimir no fim das contas. Posso morrer amanhã, mas eu sei que passei os meus últimos momentos com o único amor que tive na vida.

Spencer sorriu, assim beijando Crystal lentamente, mesmo sem sair do sofá.

–– Não era para você ser tipo a gótica da história?

–– Sou uma caixa de surpresas –– afirmou Crystal, levantando do chão.

Naquele instante, Spencer Cabello também levantou-se e beijou Crystal como nunca antes. De um jeito nem tão romântico, mas selvagem. Aguentou tudo aquilo durante anos, enquanto as pessoas diziam para ela qual era o certo e o errado, qual tinha de ser seu futuro. Então, ao encarar aquela garota linda e incrível na sua frente, não resistiu e a beijou como se não houvesse um amanhã – e talvez não houvesse mesmo. Agarrou a ruiva pelos cabelos e deslizou até seu pescoço, beijando lentamente cada lugar, fazendo Crystal arranhar suas costas. Spencer tirou a roupa – na verdade, vestes do hospital – primeiro e depois ajudou Crystal a tirar a camiseta, mas deixou a calça jeans.

Precisava daquilo, principalmente porque gostava da garota Jensen.

Segurou a mão da ruiva, enquanto ainda a beijava, e assim correram para o dormitório daquele apartamento. O mundo poderia estar desabando do lado de fora, mas naquele momento Spencer e Crystal estavam juntas e nada poderia acabar com essa união.

***

Estavam na recepção, todos juntos e esperando a ajuda chegar. Katherine e David estavam abraçados a Hannah, tentando confortar a garota de algum jeito, e também não deixar a mesma dormir pela quantidade de sangue que havia perdido e por não ter nenhum médico por perto. Como um hospital se tornou uma cidade fantasma tão rapidamente?

Um pouco afastada deles, estava Summer, andando de um lado para o outro com os braços cruzados. Olhou para o corredor de entrada e por lá seguiu, observando o rapaz que algum dia gostou morto naquele chão frio. Já não chorava, mas sentia um aperto no coração que nunca seria preenchido. Ajoelhou-se ao lado da poça de sangue, esticando sua mão até o bolso da calça do garoto, pegando assim as chaves da moto. Antes de se afastar segurou a mão do mesmo uma última vez, uma espécie de despedida que nunca pode fazer. Queria ter dito algo, mas o silêncio foi o suficiente.

Voltou aos outros com as chaves na mão, indicando que iria embora.

–– Irei atrás dos outros –– afirmou. –– Não posso apenas ficar sentada e deixar eles morrerem.

–– Certeza disso? Não ia ser melhor se ficássemos juntos? –– perguntou Hannah, ainda com medo e fraca.

–– Tenho de vingar o Jacob e acabar com o assassino.

–– Ok, encontramos você lá. Vou apenas procurar alguns remédios para a Hannah e também vamos para a universidade –– disse David.

–– E, com o quê vamos? –– perguntou Katherine.

–– Eu assalto um carro para a gente, Stefany me ensinou como fazer a ligação direta –– com isso, Katherine sorriu. –– Depois devolvemos quando tudo isso estiver acabado.

–– Ok, encontro vocês lá –– disse Summer. Antes de ir, virou-se para David e Hannah, sentados lado a lado. –– Se algo acontecer comigo, saibam que eu amo vocês.

–– Também te amamos –– disse Hannah. –– Boa sorte.

No caminho para a porta, Summer agarrou uma muleta e andou como se fosse um taco de beisebol, pronta para vingar-se. Exatamente às 1:00 da manhã, Summer Riverdale pegou a moto de Jacob e saiu em alta velocidade rumo a universidade. Estava determinada a acabar com DeadFace e se unir aos seus amigos na batalha.

***

FLASHBACK ON:

–– Como você me convenceu a vir? –– perguntou Gwen, parada em frente a porta de entrada da festa com Taylon ao seu lado. Era uma grande casa, poderia se jurar que era uma mansão, e dentro dela estavam dezenas de jovens querendo curtição, bebidas e também sexo. Pela janela da porta, Gwen olhou para as líderes de torcida, todas belas e sentadas na sala.

–– Não pode desistir agora, vai ser divertido –– insistiu Taylon.

–– Ok, espero que você esteja certo. Senão eu vou tacar um chinelo em você.

Entraram sorrindo e de mãos dadas para dentro da casa, sendo liderados pelo anfitrião até a cozinha, aonde receberam uma bebida estranha e vermelha. Enquanto Taylon bebeu ela toda de uma vez, a morena apenas bebericou, pensando em não decepcionar sua mãe quando chegasse em casa.

–– Eu te amo –– Taylon disse.

–– Também te amo, cabeção –– ela o beijou, não sabendo que seria a última vez.

Nunca que Taylon lembrou como, mas em algum momento ele foi separado de Gwen e foi levado para a sala por outros caras do time. Enquanto Gwen ficou na cozinha, sozinha e bebendo aos poucos, apenas encarando seu namorado beber e se divertir.

Devem ter se passado mais ou menos duas horas, e o sono era o que mais atingiu a garota naquele momento. Deu uma última olhada para a sala, encarando Taylon conversando com algumas líderes de torcida, totalmente bêbado. Seu coração apertou, e ficou cabisbaixa, caminhando por aquele corredor. Quando levantou a cabeça, bateu numa das garotas mais populares que jogou a bebida em Gwen, fingindo ser um acidente.

–– Oh, meu Deus! Eu sinto muito! –– disse falsamente, rindo.

–– Está... –– pensou em dizer algo bom, mas estava com raiva. –– Vai se ferrar!

–– Quem você pensa que é para falar assim comigo?

–– Apenas sai do meu caminho –– irritada, Gwen a empurrou e continuou até o banheiro.

Assim que entrou no banheiro, começou a chorar. Aquele não era o lugar para ela, nem aquelas pessoas gostavam dela. Sentir-se excluída era algo que a mesma tinha de aguentar todos os dias, era a pior sensação para a mesma. Porquê tudo tinha de ser daquele jeito? Alguém se importaria se ela moresse? Com certeza não.

Mesmo com a maquiagem borrada, saiu daquele banheiro, rumo a saida, mas ainda ouvindo as risadas das outras garotas. Olhou para a sala e viu que Taz ainda falava com as líderes de torcida. Quando viu Gwen naquele estado, mesmo bêbado Taylon se levantou e correu na direção de sua namorada, apenas a alcançando do lado de fora.

–– Gwen, para onde você vai? –– perguntou ele.

–– Para casa! Eu disse que eu não queria vir... eles me odeiam!

–– Eles são babacas, não ligue para eles.

–– Mas você adora ficar com eles, Taylon. Como você pode me amar? Somos totalmente diferentes, isso não ia dar certo mesmo. Em um mês você vai para uma faculdade e eu para a outra, e... eu vou estar sozinha.

–– Você nunca vai estar sozinha, eu estou aqui. Sempre vou estar.

Com o silêncio, finalmente ele pode abraça-la, cochichando que tudo ficaria bem nos ouvidos dela, enquanto Gwen se acalmava pelas batidas do coração do rapaz, que mesmo bêbado parecia bem centrado.

–– Vamos. Esquece eles, vou te levar para casa –– disse Taylon.

–– Ok. Você acha que você está mesmo bem para dirigir?

–– Com certeza.

FLASHBACK OFF.


Taylon encarava as luzes da cidade que apagavam-se uma a uma, deixado a cidade com um tom sombrio de morte. Depois do engarrafamento, pareceu que toda a cidade simplesmente desapareceu, apenas uma breve sombra do que um dia já foi Blackwood. A preocupação por Stefany apenas aumentava, não poderia perder ela, não como... apenas de pensar naquele nome, já fazia a culpa aumentar.

No fim, todos eram culpados de alguma coisa, ninguém era inocente.

O rapaz ao seu lado, que segurava com as duas mãos o volante, olhou para o lado e encarou Taylon, vendo a tristeza em seu olhar.

–– Você está bem? –– perguntou Connor.

–– Defina “bem” –– Taylon levantou uma sobrancelha. –– Desculpa, eu fui um idiota agora... não estou bem, acho que não me sinto bem á três anos desde o acidente, desde que a culpa tomou conta de mim.

–– O que você fez? Pode me contar, às vezes eu sou um bom ouvinte.

–– Eu estava bêbado naquela noite da festa, um pouco antes da formatura. E, então, eu e a Gwen estávamos voltando para casa quando colidimos com um caminhão de frente. Ela... não conseguiu. Foi a minha culpa, Connor. Se acontecer algo com a Stef, eu vou ter falhado em protegê-la também. Não posso perder ela.

Connor ficou em silêncio, tentando assimilar tudo aquilo.

–– Quer um conselho de um cara que namorou Stefany Campbell por quase cinco anos? –– Taylon assentiu. –– Ela sabe se proteger melhor do que ninguém, você precisa apenas estar ao lado dela quando a poeira abaixar, esse é o importante. A garota luta para cacete pelo o que acredita, mas no fim do dia, precisa de alguém para dizer que tudo vai ficar bem.

–– Então, eu deixo minha namorada lutar sozinha contra um assassino?

–– Não exatamente, você pode dar uma ajudinha –– os dois rapazes riram, algo que nunca tinham feito juntos. –– Devo admitir O’Brien, você não é tão idiota quanto eu pensava.

–– Você também não é tão babaca assim... ok, você é, mas é um babaca legalzinho.

–– “Babaca Legalzinho”? –– perguntou Connor, brincado. –– Essa é nova.

–– É o maior elogio que você vai arrancar de mim!

–– Ok. Mas só sei de uma coisa: nós vamos salvar sua namorada.

Dito isso, Connor afundou o pé no acelerador e continuou em alta velocidade por aquelas ruas desertas de uma cidade que se tornará fantasma. Uma cidade que afundou depois dos segredos começarem a ser revelados.

***

Entraram na biblioteca, escura e vazia como os dias anteriores. Stefany segurou o bastão com as duas mãos, enquanto Cassidy iluminava o caminho com a lanterna do celular, tomavam cuidado com cada passo que davam. Entre aquelas dezenas de prateleiras poderia ter um assassino escondido, vigiando cada movimento das garotas.

–– Porque viemos para aqui mesmo? –– perguntou Cassidy, verificando os livros naquelas prateleiras.

–– Basicamente, porque DeadFace não disse para onde irmos.

–– Então, você quer caçar o caçador? –– perguntou a loira.

–– Exatamente –– Stefany arrancou o livro da prateleira, aquele que a bibliotecária mostrou dias antes, quando David ainda estava no hospital e ela com Summer, estudando sobre o massacre de anos atrás. –– Não quero acabar com eles, Cassidy.

As garotas sentaram-se na mesa ao lado, ambas olhando fixamente para aquele livro com uma capa sombria.

–– Não vamos acabar como eles –– afirmou Cassidy. –– Podemos vencer.

–– Você acha mesmo? Espero que sim. Não quer ser mais uma vítima de um psicopata que está tornando a minha vida um inferno. Eu falei com David alguns dias atrás e... estávamos pensando em contar tudo para a polícia, nos entregar, sabe? Não vamos falar que você e a Crystal sabiam, vocês merecem uma boa vida depois de tudo o que vocês passaram por nossa culpa.

–– Uau! Certeza?

–– Sim, mas me prometa uma coisa: que você vai cuidar do Taz e da Sum por mim –– Stefany não aguentou e começou a chorar, imaginando sua vida sem sua melhor-amiga e seu namorado, presa em uma cela. –– Eles são inocentes.

–– Prometo, mas essa história vai ter um final feliz. Além do mais, você não acha que já pagou o suficiente com tudo o que está acontecendo? Tipo, ser perseguida por um assassino já parece uma forma de pagar os pecados. Você tem que viver a vida pela qual a Caroline não pode viver, tornar um mundo um lugar melhor ou qualquer merda motivacional.

–– Você é uma grande filósofa! –– brincou Stefany, finalmente sorrindo.

–– Sou uma filósofa melhor do que Albert Einstein.

–– Albert Einstein? Ele não era um filósofo!

–– Não importa, vou ser melhor do que ele.

Enquanto elas sorriam em meio a escuridão, uma mensagem chegou no celular de Stefany, uma do assassino.

DESCONHECIDO: PREPARADAS PARA SOFRER?

***

Para fugirem daquele hospital, o garoto Northwest quebrou a janela do primeiro carro que encontrou na rua, enquanto Katherine tentava deixar Hannah em pé. Ele enrolou na sua mão a jaqueta xadrez vermelha que usava na cintura, e, sem medo, quebrou a janela do carro, abrindo assim. Agachou no banco do motorista e fez ligação direta assim como Stefany o ensinou, para sua surpresa o carro ligou na primeira tentativa. Katherine colocou Hannah no banco detrás, para que a mesma ficasse deitada, e sentou ao lado de David, segurando seu celular como se fosse sua vida.

Atravessaram aquela cidade fantasma, tentando encontrar algum tipo de ajuda para eles, principalmente para Hannah. Enquanto David dirigia, a morena ligou para a polícia, implorando para que os policias fossem para o hospital, aonde estavam os corpos, mas a atendente demorou minutos para confirmar.

–– A polícia já está indo para lá –– afirmou Katherine. –– Vão encontrar o corpo da Meg e também do Jacob.

–– Graças a Deus! Essa cidade é horrível.

–– Que pena que você não conseguiu sair dela.

–– Foi melhor assim, sabe? Prefiro enfrentar o inferno com vocês, do quê ter fugido e abandonado a todos. Não podemos deixar aquele psicopata definir nossas vidas!

A jovem concordou e voltou a olhar para o celular, olhando para uma foto em que ela e Scott estavam juntos. Porquê não percebeu que o amava antes? Talvez pelo fato de que ninguém a amou em sua vida, então a mesma não saberia o que era aquele sentimento tão profundo. Amar é um sentimento incrível e intenso, mas também pode provocar uma das piores dores que ela sentiu em sua vida. Amar não é um sentimento doce, mas também um sentimento intenso e que pode te ferir a qualquer momento.

Alguém a amaria de novo em sua vida?

–– Você está certo. DeadFace não define minha vida –– disse.

–– Eu acredito que não importa o que a gente fez no passado, mas isso tudo é completamente errado e doentio. Ele não passa de um psicopata. Acreditava que ele era inteligente, mas agora vejo que ele não passa de um Michael Meyers da vida.

–– A inteligência pode ser boa ou má. Ele usou para o lado ruim. DeadFace sempre consegue nos manipular e... –– finalmente, percebeu a verdade. –– Droga! É exatamente o que ele fez com a gente agora!

–– Como assim? –– perguntou Hannah que antes estava em silêncio.

–– Ele sabia que voltaríamos para a universidade, e ele estaria vazia por culpa da festa no Blue Rose hoje a noite! Os outros estão indo para uma armadilha, David.

–– Faz sentido –– refletiu David. –– Melhor chamarmos a polícia.

–– Ainda não. Você sabe o porquê.

–– Um animal ferido ou fugindo mataria qualquer um em seu caminho. Se ele perceber que a polícia está indo não será mais racional, apenas uma máquina de matar que vai acabar com todos os outros.

–– Então, o que vamos fazer agora? –– perguntou Hannah.

–– Sei de quem ele vai atrás agora, temos que correr antes de ser tarde demais –– afirmou David, que acelerou o carro, indo o mais rápido que podia.

***

FLASHBACK ON:

Uma tempestade se iniciou naquela madrugada, deixando Gwen e Taylon ainda mais aflitos para chegar em suas casas, ambos muito tensos. O rapaz estava bêbado, mas não se preocupou porque seguia por uma rodovia vazia, isso era o que ele pensava. Para acalmar um pouco aquele clima, ligou o rádio, aonde uma música rock tocava, fazendo-o cantar junto.

O carro estava cada vez mais rápido, não iria parar.

–– WOW! –– ele gritou, abrindo a janela. O carro apenas aumentava cada vez mais a velocidade.

–– Taylon, pare! –– Gwen pediu, mas ele continuou aumentando a velocidade.

A cada dez segundos, o carro derrapava um pouco pela rodovia, parecia estar próximo de perder totalmente o controle.

–– TAZ, VOCÊ ESTÁ INDO MUITO RÁPIDO!

–– É DIVERTIDO!

–– NÃO, NÃO É! PARA, POR FAVOR.

O carro seguia á quase 150km/h, uma velocidade muito alta. Gwen ainda gritava para ele parar, mas ele não obedecia, estava muito bêbado para raciocinar. Logo, a rua se tornou iluminada por dois faróis que vinham de frente a eles, o carro tinha entrado no sentido oposto.

–– TAYLON! –– a última coisa que Gwen fez foi agarrar a mão de seu namorado e a segurar o mais forte que podia, sabendo que iria morrer.

Naquela noite de julho, o veículo do garoto O’Brien colidiu com um caminhão que vinha em sua direção. O impacto foi tão forte, que Gwen foi jogada para fora, ainda tentando agarrar na mão de seu namorado, mas não forte o suficiente. Seus olhos se encontraram uma última vez antes de Gwen ser lançada para o lado de fora, aonde morreu ao colidir com o asfalto, espalhando sangue pela rodovia.

A sorte de Taylon foi que assim que entrou no carro Gwen colocou o cinto de segurança nele, percebendo o quanto estava bêbado, mas esqueceu de fazer isso por ela mesma. Ficou preso nas ferragens até ser retirado pelos bombeiros, gritando ao ver sua namorada ser levada em um saco preto no caminho até a ambulância. A garota que amava estava morta e era culpa dele.

FLASHBACK OFF.


DESCONHECIDO: O QUE STEFANY E GWEN TEM EM COMUM?

Enquanto Connor estacionava o carro no estacionamento em frente á fraternidade Ômega, Taylon encarava aquela mensagem provavelmente do assassino. Mas como ele poderia saber sobre isso?

DESCONHECIDO: CORRETO! AS DUAS MORREM... ;)

O carro parou no estacionamento deserto. Connor desceu primeiro com as lanternas em mãos, seguido por Connor que guardou o celular no bolso.

–– Vamos nos separar –– disse Connor, entregando uma lanterna para Taylon.

–– Isso parece uma daquelas decisões estúpidas de filme de terror...

–– Apenas para as encontrarmos mais rápido. Nos encontramos em frente ao bloco que dá acesso ao auditório em que o Professor Grimes dá as aulas dele.

–– Ok. Tome cuidado.

–– O mesmo para você.

Dito isso, cada um seguiu para uma direção, se afastando e ficando sozinhos em meio àquela escuridão. Uma escuridão parecida com o que Taylon sentiu nos meses que se passaram depois da morte de Gwen.


FLASHBACK ON:

A neve caía em Virgínia, fazendo com que Taylon usasse o casaco mais quente para sair de casa naquela manhã de natal. Havia voltado para casa para o feriado, deixando a universidade para trás. Ver todas aquelas pessoas com quem estudou, as pessoas que ele admirava, mas depois percebeu que não prestavam, era a pior parte. Sentia-se sem um rumo ou algo que desse sentido para sua vida.

Foi até o cemitério e deixou o buquê de rosas no túmulo de Gwen como sempre fazia quando voltava para Crystal Falls. Conversando um pouco com o túmulo, ele percebeu o quanto sua vida havia piorado, um verdadeiro pesadelo. Queria mudar, mas não sabia como....

Voltando para sua casa, parou numa cafeteria, pedindo como sempre um café sem açúcar. Sentou-se no balcão e assistia a televisão, na tela mostrava sobre o desaparecimento de uma jovem chamada Caroline Roberts, encerrando as buscas pela mesma depois de meses. Na reportagem, mostrou a pequena Blackwood e também a Universidade Liberty, e sem dúvida alguma ele se apaixonou por aquele lugar.

Estava disposto a abandonar tudo, principalmente a culpa, para tentar uma nova vida naquela pequena cidade. Blackwood era o seu mais novo lar.

FLASHBACK OFF.

***

Era quase às quatro da madrugada quando uma mensagem chegou em seu celular, enquanto ainda estava dormindo naquela cama de solteiro com Crysal ao seu lado. Sonolenta e com algumas dores, esticou o braço e pegou o celular, saltando da cama ao ler a mensagem.

DESCONHECIDO: SPEN... SPEN... NÃO SE PODE TRANSAR NUM FILME DE TERROR!

SPENCER: O QUÊ VOCÊ QUER?

DESCONHECIDO: QUER SALVAR A CRYSTAL? ENTÃO, VENHA ATÉ A ENTRADA DO PRÉDIO E LIBERTAREI ELA DO JOGO. VOCÊ A AMA?

A morena se virou para a ruiva, pensando que talvez aquela seria a última vez, então alisou o rosto de Crystal e a beijou uma última vez. Segurou a mão dela, enquanto seus olhos marejavam, sabia que estava indo para sua morte certa.

–– Eu te amo, Crys –– beijou a bochecha da morena, antes de se levantar.

Seguindo as ordens do assassino, apenas de pijama – um de Cassidy – saiu para o corredor escuro, em direção ao primeiro andar. Não caminhava lentamente, sabia que estava indo para o matadouro. Não sentia-se mal por morrer, mas sim pelo que Crystal pensaria ao acordar de manhã, ao descer as escadas e encontrar seu corpo. Pelo menos morreria pela ruiva, não se arrependia disso.

Chegou ao primeiro andar, encarando a porta dupla de vidro com vista para o lado de fora, vendo a escuridão que ali existia. O medo apareceu aos poucos, fazendo-a olhar para os lados, esperando que algo ruim estaria a se aproximar.

SPENCER: ESTOU AQUI. AGORA LIBERA ELA DO SEU JOGO.

DESCONHECIDO: SÓ HÁ UMA FORMA DE SAIR DO MEU JOGO... NUM CAIXÃO!

Sem pensar duas vezes, a morena correu mais do que em toda a sua vida aquelas escadas, desesperada por ter sido enganada. Crystal poderia morrer.

Entrou no quarto aonde encarou DeadFace esfaqueando as mãos da ruiva, que gritava com os ataques que recebia, mas sem parar de lutar. Spencer o empurrou contra a parede, colocou os braços envolta de Crystal e correu o máximo que pôde porta a fora, rumo ao primeiro andar.

–– Calma, Crys, a gente vai conseguir –– afirmou Spencer.

–– Spen, eu te amo.

Assim que elas chegaram aos pés das escadas, Spencer entendeu o porquê de Crystal dizer aquilo: uma faca havia sido cravada em suas costas durante a luta contra o assassino, estava perdendo muito sangue. Crystal escorregou dos braços de Spencer, sendo puxada pelo assassino, pronto para matar a ruiva.

–– NÃO! POR FAVOR! –– berrou para ele. Sem refletir, o assassino cortou o pescoço de Crystal bem na frente de Spencer, fazendo sangue jorrar para todos os lados, e não parou, continuou esfaqueando o estômago da ruiva até a mesma desabar no chão, aos pés da garota que amava. –– NÃO! NÃO! NÃO!

Com lágrimas em seus olhos encarou o assassino, xingando-o mais alto que podia, berrando para que ele ouvisse. O assassino a agarrou pelo pescoço, e novamente a jogou escada a baixo, mas desta vez ela usou isto em sua vantagem e como impulso para correr até a porta de entrada, mancando à cada cinco metros.

Bateu no vidro da porta, mas estava fechado, trancado completamente. Continuou para que alguém a ouvisse, mas ninguém iria. Olhou para trás e viu o assassino jogar o corpo de Crystal escada a baixo, descendo devagar até Spencer, pronto para dar um fim na garota. Quando sua atenção virou novamente para a porta, encarou David, Katherine e Hannah vindo até a porta. O fã de filmes e a Queen Bee carregavam dois pés de cabras que encontraram no carro.

–– ME AJUDA! POR FAVOR! –– gritou Spencer, vendo que o assassino estava cada vez mais próximo. –– DAVID! KATHERINE!

–– Aquela é a... Spencer! –– Katherine largou Hannah para David e correu até a porta.

–– ME TIREM DAQUI!

David deixou Hannah no chão, próximo deles e tentou abrir a porta com o pé de cabra, mas não conseguia. Olhou para Katherine e ambos concordaram no que fazer naquele instante. Bateram com os pés de cabras contra a porta, fazendo rachaduras que aumentavam cada vez mais.

Enquanto isso, o assassino já estava no pé das escadas, mostrando sua impiedosa faca para a garota desesperada.

Com pelo menos duas dezenas de golpes, a porta de vidro resistente cedeu, caindo em forma de cascata aos pés dos dois com pé de cabra. Spencer saltou para fora, pulando não braços da amiga. Enquanto, David entrou lá dentro em busca do assassino, mas o mesmo havia ido embora, e como pensava ali estava o corpo de Crystal. Estava certo sobre ela ser a próxima vitima.

–– Aonde ele está? –– perguntou Hannah, se apoiando para ficar de pé.

–– Não sei! Ele matou a Crystal! Ele matou a... –– Spen desabou em lágrimas sobre o ombro amigo de Katherine. A morena tentava fazer com que a amiga não olhasse novamente o corpo de Crystal.

–– Agora, é uma boa hora para chamar a Polícia –– afirmou David, ajudando Hannah a ficar de pé.

–– Porquê? –– Katherine perguntou.

–– Porquê eu sei quem está fazendo isso! Era tão óbvio e nenhum de nós percebeu o verdadeiro motivo de tudo isso –– todas ainda pareciam confusas. –– Pensem: o que a Stefany e a Cassidy tem em comum? E, quem era o único que estava sempre presente nas nossas vidas e totalmente obcecado?

Não precisou de mais explicações, Katherine ligou para a polícia, dizendo que tinham de chegar o mais rápido possível.

***

Minutos após a mensagem, Cassidy e Stefany seguiram até o lugar indicado pelo assassino, o lugar aonde ele disse que o nível acabaria. A morena usou o bastão de beisebol para quebrar o cadeado da porta, e juntas entraram na escuridão daquele corredor vazio e sombrio. Seguiram reto, tentando encontrar a porta para o auditório do professor Grimes, com Cassidy iluminando o caminho.

Ouviram um som metálico deslizando pela parede, então se viraram ao mesmo tempo, encarando DeadFace balançar a faca para elas.

–– CASSIDY, CORRE! –– gritou Stefany.

Stefany atacou o assassino tentando atingir sua cabeça, mas o assassino abaixou e deslizou a faca pelo braço da garota, fazendo um corte longo. Reagiu e chutou seu estômago, jogando-o contra a parede. Ele virou com fúria, mas a garota deu um salto para trás, desviando. Tentou acertar novamente, mas o assassino foi mais veloz e girou para o lado, e ao se virar novamente deslizou a faca pela mão da garota. A dor foi o suficiente para fazê-la contra-atacar e acertar a perna do assassino, derrubando-o ao chão, e para finalizar deu um ataque em seu estômago.

Com o assassino se recuperando para a matar, correu o máximo que conseguiu, impulsionando-se para frente, tentando encontrar Cassidy. Se permitiu olhar mais uma vez para trás, mas o assassino não estava mais lá, novamente era como um fantasma. Então, encontrou a sala certa e com isso, entrou na mesma. Se deparou com uma sala totalmente clara, por conta das dezenas de luzes no teto, o clima era bem diferente do restante do prédio.

Desceu todas aquelas fileiras de degraus, até encontrar Cassidy segurando uma foto que encontrou encima da mesa do professor. Assim que a morena ficou lado a lado com Cassie, a mesma a entregou a foto. Na imagem, Carter Grimes e Caroline Roberts estavam se beijando num piquenique, no parque da cidade. A foto foi tirada em Agosto do passado.

–– Ai, caramba –– murmurou Stefany, chocada.

A porta se abriu e com ela, DeadFace. Que desceu aos poucos aquelas escadas com a faca em mãos, tirando a máscara ao chegar no fim. Cassidy e Stefany paralisaram em frente á Carter Grimes.

–– Você... –– disse Cassidy, contendo as lágrimas.

–– PORQUE VOCÊ FEZ ISSO? SEU DESGRAÇADO!

–– Acalmem-se, garotas –– disse ele. –– Isso está quase acabado.

–– EU QUE VOU ACABAR COM VOCÊ! –– berrou Cassidy, mas foi segurada por Stefany que não queria que ela se machucasse. –– EU TE AMAVA!

Stefany se aproximou, segurando o bastão de beisebol com as duas mãos.

–– Você matou aqueles jovens nas outras cidades?

–– Sim, fui eu –– disse ele. –– Mas você é diferente de todas as outras, Stefany, você não é uma vadia igual as garotas que eu matei, ou Caroline e Cassidy, você é especial e eu te amo –– Carter se aproximou, acariciando a bochecha dela. –– Chegou a hora de eu decidir...

–– Decidir o quê? –– perguntou Cassidy que não parava de chorar.

–– Qual das duas deve morrer, e a que viver será minha para todo sempre.

A morena se afastou, ficando lado a lado com Cassidy, garantindo que ela não fizesse nada impulsivo. Tinha um plano, e ele tinha de dar certo para que as duas sobrevivessem para ver o amanhecer mais uma vez.

–– Sinto muito, Cassidy –– ele disse, aproximando-se da garota com a faca em mãos, iria matá-la sem nenhuma piedade.

–– Você só vai matá-la debaixo do meu cadáver!

–– Saia da frente, Stefany. Não quero te machucar.

Ela não obedeceu, então o professor agarrou a boa garota e a jogou contra sua mesa no centro do palco, livrando o caminho até Cassidy. A loira o encarou, paralisada pela situação, esticando a mão pela mesa, em procura de algo para se defender. Sua sorte foi a caneta que encontrou.

Deu um grito e enfiou a caneta no ombro do professor, pressionando até ouvir a faca dele cair no chão. Sem piedade nenhuma, a agarrou e a arrastou pelos cabelos, até poder subir encima dela e desferir socos contra aquele belo rosto.

Vendo a situação, Stefany correu e atingiu as costas do professor com o bastão, chutando até que ele saísse decima de Cassidy. Ajudou a garota a se levantar, e as duas ficaram cara a cara com o agressor, que dessa vez empunhava a faca novamente. Cassidy agarrou o bastão das mãos da morena, e sem pensar, deu um belo de um golpe na cabeça do professor, não o suficiente para o derrubar.

–– Saia da minha frente, Stefany –– pediu novamente.

–– NUNCA! NINGUÉM MAIS VAI SE MACHUCAR!

–– Se ela morrer, poderemos estar juntos...

–– E, QUEM DISSE QUE EU QUERO FICAR COM VOCÊ? VOCÊ É UM PSICOPATA ASSASSINO!

Ele levantou a faca, ainda caminhando na direção das garotas.

Uma cadeira voou na direção do professor, acertando seus pés. As garotas se viraram e viram Taylon, jogando tudo o que encontrava no caminho para salvar sua namorada. Carter se virou para trás e viu Connor entrando pela porta de saída, desta vez carregando uma faca de cozinha.

–– SE AFASTE DELAS! –– mandou Taylon, entrando na frente das garotas para as proteger, ficando frente a frente com o agressor, enquanto Connor se aproximava por trás, o encurralado. –– ACABOU!

–– Isso só vai acabar quando eu disser! Tenho que fazer isso!

–– Então, acho que vamos ter de te fazer parar com um pouco de força –– afirmou Connor, balançando a faca.

Em uma velocidade surpreendente, para a surpresa de todos, o professor virou para trás e fincou a faca no ombro de Connor. Com o impulso, socou Taylon e abriu caminho para as escadas, correndo em direção a porta. Enquanto Cassidy ajudava Connor a não perder sangue, o casal correu atrás do homem fantasiado.

Parecia que ele ia escapar, mas assim que o professor abriu a porta, recebeu um ataque na sua direção, deixando-o inconsciente. Ele rolou alguns degraus, enquanto Summer descia em sua direção com a muleta em mãos.

–– AGORA, ACABOU! –– berrou Summer para o homem inconsciente.

Stefany abraçou sua amiga que acabará de salvar o dia, enquanto Taylon checava o homem inconsciente.

–– Me empresta isso? –– perguntou o rapaz se referindo á muleta. Summer estranhou, mas entregou. Para a surpresa de todos, Taylon acertou a cabeça do homem mais algumas vezes. –– Apenas para garantir...

Minutos depois, os cinco jovens encaravam o professor assassino que estava inconsciente no chão. Carter Grimes, ou melhor, DeadFace, era culpado por todos aqueles crimes hediondos, que pareciam ter sido acabados naquela madrugada de outono, pensando que todo aquele pesadelo havia chegado ao fim.

Não demorou, mas sirenes de polícia e ambulância logo foram ouvidas.

***

Os cinco sobreviventes de Carter Grimes foram retirados dali pela polícia, próximo ao amanhecer, que os conduziram até a ambulância no local. Correram ao perceber que Katherine, Spencer, David e Hannah estavam sentados ali, cobertos por cobertores térmicos e tomando um café.

Centenas de flashes de câmeras para todos os lados, mais centenas de pessoas curiosas por tudo aquilo, um professor sendo levado para uma viatura por dois policiais, chocando a todos, principalmente á Reitora Blackwood que assistia tudo de “camarote”.

–– Vocês estão bem, graças a Deus –– disse David, que se levantou e abraçou Stefany, quase chorando por sua melhor-amiga estar viva. Hannah conseguiu se levantar e se juntou ao abraço. Enquanto isso, Katherine e Spencer abraçavam Cassidy.

–– Então, era o professor de vocês o tempo todo? –– perguntou Katherine.

–– Sim... –– respondeu Stefany, sentando-se na ambulância.

–– Sou a única me sentindo num episódio de scooby-doo? –– perguntou Cassidy.

–– Está mais para Pânico –– respondeu Connor, ainda sentindo dores.

O amanhecer começou no horizonte, cobrindo os nove com a luz aconchegante da manhã, tornando tudo perfeito. Pela primeira vez, estavam todos juntos, haviam sobrevivido juntos. Aquele seria o final perfeito para uma história de terror: os sobreviventes juntos, abraçados na traseira de uma ambulância e com a esperança por ver o amanhecer do sol novamente.

–– Será que isso acabou? –– perguntou Summer.

–– Esperemos que sim –– respondeu Stefany, reflexiva naquela traseira, abraçada com Taylon, de mãos dadas.

–– Depois disso nunca mais vou assistir filmes de terror –– afirmou David.

–– Disso eu duvido, meu amor –– disse Hannah, o beijando.

–– Pena que a Crys não conseguiu –– disse Spencer.

–– Ela está num lugar melhor, sei disso –– Katherine envolveu a amiga em seus braços, tentando a consolar.

–– Este é o fim do nosso filme de terror –– disse David, fazendo todos sorrirem, enquanto observavam o amanhecer daquela manhã. –– Sobrevivemos.

Aquele seria o final perfeito...Mas não. Aquele pesadelo estava longe de terminar e ainda mais sangue seria derramado no aniversário de um ano da morte de Caroline Roberts. O nível final estava próximo.


Notas Finais


"A culpa não irá apenas desaparecer, te perseguirá até o resto de sua vida, até você fechar os olhos pela última vez."

O Season Finale está próximo! Preparem seus corações para várias apunhaladas que estão por vir!

Sinopse do 1×11 (Final Girl - Part 1): http://deadfacefanfic.blogspot.com/2018/08/111-final-girl-part-1.html

Próximo capítulo: 20/08


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