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História Deadly Class - Capítulo 1


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Notas do Autor


Coé kk

Fic nova e dessa vez eu juro que não vou abandoná-la! kkkkjk

Bom, não tenho muito o que dizer agora, mas não percam as notas finais, se possível.

Desculpem-me qualquer erro e boa leitura :)

Capítulo 1 - Prólogo


Quando somos crianças e nos perguntam como nós nos imaginamos daqui alguns anos, sempre sonhamos alto. Um bom emprego, uma boa casa, uma boa vida, às vezes casamento e filhos… 

 

Mas o nosso maior erro é dar as costas para a possibilidade de um plano B, dar as costas para a possibilidade de tudo dar errado. 

 

E, bom, foi o que aconteceu com Alyssa Decker. 

 

Caminhando pelas ruas gélidas e pouco movimentadas de Toronto naquela manhã, ela ajeitou o capuz na cabeça enquanto ouvia mais uma vez a maldita sirene de um carro policial. 

 

Uma jovem garota canadense, sem família, sem casa, sem comida e procurada por todos os lugares como uma criminosa nata. 

 

Realmente, não foi assim que ela imaginou estar quando criança. 

 

Viaturas rondavam a cidade a sua procura em todos os momentos, era difícil se manter em um lugar só desse jeito. Ou seria, se ela ao menos tivesse um lugar para ficar. 

 

A sobrevivência nas ruas era algo complicado. Dormir em bancos e calçadas, cobrir-se apenas pelas vestes finas em seu corpo, comer apenas quando alguma alma caridosa a oferecia um lanche ou lhe dava dinheiro ao vê-la pelas ruas. Alyssa não diria que passava fome, já que sempre havia um velho ou outro que lhe dava dinheiro com segundas intenções, mas claro, ninguém jamais conseguiu tocar nela.

 

Ao cair da noite, a Decker caminhava por um beco pouco frequentado, imersa em seus próprios pensamentos quando um garoto passou ao seu lado, esbarrando em seu ombro e soprando algo em seu rosto sem que percebesse. Ela apenas ignorou aquilo, continuando seu caminho e só então se dando conta do movimento exagerado nas ruas, que agora, eram totalmente agitadas e decoradas com enfeites macabros e temáticos.

 

O Halloween era hoje? 

 

Pessoas fantasiadas, crianças pedindo doces, música alta, tudo a deixando estranhamente tonta. Mas por um segundo, ela se distraiu com aquilo, uma garota maquiada de caveira mexicana, dançando com seus leques como se não houvesse amanhã. Um garoto com uma capa de vampiro, a observando com as presas falsas a mostra e uma única flecha em mãos. Uma outra garota de feição fechada, com vestes justas e uma katana nas costas. 

 

O clima era estranho, algo parecia querer dar errado e ela não conseguia descobrir o que era. Sua cabeça doía subitamente e seus olhos confusos encaravam as presenças misteriosas ali. Até que ela sentiu uma mão tocar seu ombro, fazendo-a levar as mãos até as facas em sua cintura automaticamente, pronta para se defender caso precisasse.

 

– Eles te encontraram. – um garoto falou, apontando para os policiais que vinham em sua direção. 

 

Praguejando baixo e sequer prestando atenção em quem era aquele rapaz que a avisava, ela tratou de correr entre todas aquelas pessoas, se esquivando e esbarrando nelas até que estivesse em uma rua vazia. 

 

Sem que ela visse, lá atrás já se tornava uma verdadeira festa de matança. A garota mexicana cortou a garganta de um dos policiais com seus leques de lâminas nas bordas, tão sutilmente que fazia parecer parte de seus movimentos de dança. A farda do homem já se tornava vermelha com o sangue que escorria por seu pescoço. 

 

Quase ao seu lado, o falso vampiro ergueu seu arco e atirou uma flecha certeira na cabeça de outro oficial, ao mesmo tempo que a ninja das vestes justas não tardou em cravar sua katana no peito de mais um. E o policial que faltava, bom, um outro garoto bateu com um skate em sua cabeça. Pelo menos deu certo.

 

Enquanto tudo isso acontecia, a canadense parou de correr e encolheu-se onde estava, fechando os olhos ao notar uma moto vindo em sua direção. Estava pronta para sentir o impacto quando o veículo apenas parou a sua frente, revelando um garoto de vestes negras e jaqueta de couro ali. 

 

– Sobe logo. 

 

E antes que ela pudesse respondê-lo ou obedecê-lo, duas viaturas chegaram e mais quatro policiais se aproximaram armados. O garoto desceu da moto, em suas mãos, duas adagas que surgiram das mangas de sua jaqueta. Um dos policiais gritou para que largasse as facas e levasse as mãos até a cabeça, e assim ele fez, sendo observado cautelosamente pela canadense. 

 

– Não se aproxime! – o homem gritou quando o viu dar passos lentos até eles, ainda mantendo ambas as mãos na cabeça – Eu mandei não se aproximar! 

 

Em um movimento ágil e preciso, o motoqueiro desarmou o policial, golpeando um a um como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Num piscar de olhos, todos estavam no chão desacordados, uns mortos, outros com apenas alguns ossos quebrados, não importava. 

 

Alyssa não teve tempo de dizer nada, a última coisa que viu foi o garoto se abaixar para tomar as adagas em mãos novamente. No momento seguinte, ela apenas sentiu o cheiro forte de algo no pano que pressionaram contra seu rosto, fazendo-a desmaiar após alguns segundos. 


  ✖️


 

– Ela não parece uma psicopata. – ela ouviu uma voz masculina dizer. 

 

– Você também não parece um imbecil, mas podemos concluir que aparências enganam. – outra feminina retrucou.

 

A garota abriu os olhos com dificuldade, a cabeça girava e doía como se estivesse de ressaca. Não sabia por quanto tempo havia estado desacordada, muito menos sabia onde estava. Sentiu seus pulsos presos atrás da cadeira em que estava ao tentar se mexer, fazendo os demais notarem tal coisa e tirarem o tecido que cobria seu rosto, revelando alguns rostos familiares da noite de halloween. 

 

– A princesa acordou. – o falso vampiro arqueiro disse. 

 

Ela estava em uma sala, não tão grande nem tão pequena. Um mínimo sorriso se fez em seus lábios quando inclinou levemente o corpo para trás, sentindo que os objetos ainda estavam em sua cintura. Suas mãos, mesmo que presas pela corda atrás de seu corpo, trilharam caminho até o suporte no cós de sua calça, buscando por suas adagas e, no mesmo segundo, ela ficou confusa ao notar que, ao contrário do que acabava de pensar, elas não estavam lá. 

 

– Procurando por isso? – uma garota apareceu de trás de si, segurando ambas as facas que antes estavam consigo.

 

Como ela conseguiu pegar tão rápido sem que Alyssa nem mesmo sentisse?

 

Ela também se perguntava isso enquanto via a garota negra com tranças maiores do que o normal jogar as lâminas para um outro ser num canto da sala, só então fazendo-a notar sua presença. O motoqueiro manuseava suas adagas de maneira ágil, observando-a com um olhar misterioso. 

 

– Hey, garota. – uma loira a chamou, parecia impaciente enquanto segurava seus… Pompons? – Você é a assassina do orfanato ou não? 

 

– Uh, quanta marra. – Alyssa debochou. 

 

– Desamarrem ela. 

 

Mas, antes que qualquer um chegasse perto da mesma, uma outra voz foi escutada, trazendo o silêncio junto da forma autoritária no qual olhava-os. 

 

– Perdoe meus alunos, eles se esquecem dos meus ensinamentos às vezes. – o homem disse, apoiando-se em seu cajado em formato de dragão no topo e a olhando curioso após fazer um sinal com a cabeça, em um pedido silencioso para que a soltassem – Me diga, está satisfeita com sua vida? 

 

Alyssa riu sem humor. Era uma piada? 

 

– Mas é claro. Eu passo fome e durmo na rua, não poderia ser mais satisfatório. 

 

– Dirija-se ao mestre Lee com respeito. – a garota da katana se pronunciou. 

 

– Que se foda o seu mestre Lee. – ela retrucou – Aliás, quem são vocês? 

 

– O que importa é que nós sabemos quem é você, Alyssa. – o tal mestre Lee a respondeu – E sabemos o que você fez. Você é uma assassina, poucos valorizam essa proficiência, mas eu valorizo. – ela não disse nada, apenas se manteve calada o escutando – E se eu dissesse que há um lar para pessoas como você? Uma escola onde estará cercada dos seus e poderá dominar as artes mortais. 

 

– Ah, claro. Artes mortais. Isso soa muito saudável, não? – Decker ironizou, se levantando antes de pronunciar-se novamente – Bom, se era só isso, eu agradeço a proposta, mas não estou interessada. 

 

– Essa vai dar trabalho. – alguém resmungou. 

 

Antes de se retirar, a garota parou em frente ao motoqueiro das adagas, estendendo as mãos para que lhe entregasse suas facas e estreitando os olhos quando ele não o fez. 

 

– Vamos, você já tem as suas. – Alyssa disse – Não precisa das minhas. 

 

– Dê a ela, Byun. 

 

– Todas suas. – ele as entregou após o mandado do Lee mais velho. 

 

A canadense se retirou, olhando uma última vez para todos ali e se dirigindo ao lado de fora daquela sala estranha. Só então ela se deu conta de que não estava mais em Toronto, muito menos no Canadá. As ruas eram movimentadas e bem iluminadas pelos diversos letreiros que contrastavam com a noite fria – não tão fria quanto era acostumada –. E então ela viu, bem claro e nítido em um placa. Seul, Coréia do Sul. 

 

Filhos da puta! 

 

Era por isso que sentia como se tivesse dormido por muitas horas, muito mais do que consegue dormir em semanas nas ruas. Era por isso que sua cabeça doía na noite de 31 de outubro. O garoto que esbarrou nela naquele beco, o sopro sutil que sentiu em seu rosto e o cheiro forte que sentiu quando aquele tecido foi pressionado contra seu rosto antes de desmaiar naquela rua vazia. Eles a doparam para trazê-la para o outro lado do mundo. Mas, por quê? 

 

Bom, não importava mais. Não é como se ela não soubesse sobreviver nas ruas, independente de qual cidade ou país esteja. Não faria diferença. 



 

✖️



 

– Você vai pular? 

 

Alyssa pressionou os lábios por um momento, assustando-se com a voz do motoqueiro atrás de si naquele térreo. Estava sentada na beirada de um prédio alto com as pernas penduradas, perdida em seus próprios pensamentos enquanto observava as ruas e pessoas em miniatura lá embaixo. Ela não tinha uma casa, não tinha uma família, não tinha quem se importasse com ela. Então, que diferença faria se ela pulasse? 

 

– Não é da sua conta. 

 

– Me desculpe, é um momento pessoal. – ele disse, escorando-se em um pilar ali – Eu até te deixaria pular, mas o mestre Lee mandou levar você de volta. 

 

– Pois então o mestre Lee vai ficar desapontado. – ela retrucou. 

 

– Olha, eu sei que deve ser difícil, tudo o que você vive. Mas quando o Lee te treinar, você vai poder se defender da polícia, ou de qualquer um. – ele se aproximou, parando alguns passos de distância dela. – Sem querer ofender, mas… O que você tem a perder? 

 

Alyssa pensou por um momento, encarando os olhos oblíquos do garoto a sua frente. Ele estava certo. O que ela tinha a perder? E se aquilo realmente desse certo? Se aquele fosse o plano B no qual ela nunca tinha planejado? 

 

– Nada. – ela finalmente respondeu, sussurrante enquanto deixava que seu olhar caísse para as ruas lá embaixo, mas logo sentindo o toque do garoto em seu queixo, fazendo-a olhá-lo de novo. 


 

– Você não precisa ficar sozinha. 

 


Notas Finais


Hmkk
O que acharam?
Não deixem de favoritar e comentar suas opiniões, por favor aa

Bom, essa capítulo foi mais um prólogo de introdução da personagem no enredo, mas nos próximos eu vou começar a trabalhar mais no resto da galera também.

Essa fanfic foi inspirada na série "Deadly Class", antes que venham me acusar de plágio kjhjkhk

Enfim, espero que tenham gostado e até a próxima ^^


• Sister of NCT
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