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História Deadly Secret - Capítulo 17


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Notas do Autor


bom diaaa hehe. me perdoem algum erro, eu corrigi morrendo de sono (ainda nao dormi k) e talvez tenha deixado algo passar.
boa leitura

Capítulo 17 - Seventeen.


Fanfic / Fanfiction Deadly Secret - Capítulo 17 - Seventeen.

Eu me sentia frustrado.

Tinha tudo para a noite de ontem dar certo, pegaríamos o número e voltaríamos para Paradise. Mas, tinha que sair tudo da porra do meu controle.

Agora, além de estar preocupado com a Mackie, também tem o meu pai. Sei que ele não foi o melhor pai do mundo para mim e meus irmãos. Mas... ele ainda é o meu pai, não é? E o fato de imaginar o perdendo realmente mexe muito comigo.

Nunca fui do tipo sentimental. Realmente, desmontar sentimentos não é algo que faço com frequência. Contudo, estou à falar de Joseph Bieber, meu pai, minha família.

O ódio por quem está nos perseguindo só aumenta. Isso era óbvio, uma hora todos cansariam dos Bieber tanto tempo no poder e viriam atrás de nós. O problema é que estão colocando mais gente nisso, a Mackenzie é um exemplo. O que porra eles querem colocando uma inocente nisso tudo? Ok, eu e os meninos fizemos isso levando ela aos rachas e até à festa de George, mas não tivemos cem por cento de culpa nisso tudo.

- Brayan. - Justin disse ao adentrar o armazém.

- Quê? Que porra esse moleke tem a ver com isso? - Ryan questionou.

- Ele me ameaçou esses dias. - Meu irmão então começou a contar tudo, desde o minuto em que soube dos carros de Steele atrás das coisas do papai e desde a hora que foi ameaçado pelo filho da puta. Contou tudo justamente quando a irmã de um dos nossos melhores amigos está em perigo, que grande pau no cu!

- E por que caralho você só fala isso agora, Justin? - Christian tentava segurar a calma enquanto encarava o meu irmão.

- Tudo acontecendo, meu pai, o círculo, depois veio o negócio da amiga da Mackie. Vocês, no meu lugar, iriam trazer mais preocupações? - Justin cruzou os braços. - É, eu sei que não.

- Antes de julgarmos o Justin, precisamos lembrar do porquê estamos aqui. - Chaz se levantou, parando ao lado de Chris.

- Verdade. - Me levantei também, colocando as mãos na mesa de vidro, onde tinha uma mapa de toda Nevada. - Vamos rastrear qualquer coisa que envolva o Steele. Ouviu, Jacob? Qualquer coisa. - Meu gêmeo assentiu. A verdade é que Jacob sempre foi o mais inteligente entre nós. Não é atoa que é o melhor hacker que conheço - e eu conheço muita gente.

- Vai ter uma racha hoje a noite. - Dawson se manifestou.

- Porra. Minha irmã foi sequestrada e você pensando em corrida?

- Calma, cara. Me deixe terminar. - Toledo suspirou, passando a mão na testa. - Como eu disse, hoje a noite vai acontecer um racha em Las Vegas. Lawson vai correr pelo Brayan.

- Está pensando em sequestrar ele também? - Chris questionou retoricamente, em tom de deboche.

- Cala a porra da boca, Christian. Deixa ele terminar. - Justin respondeu.

- Vocês podem fazer isso. Sei lá, cara, a irmã é sua. Faz o que achar melhor. - Dawson deu dois passos a frente, ficando ao meu lado. - Mas pensei em colocarmos um rastreador no carro dele. Sabe, todos os carros são olhados antes de qualquer corrida, podemos granpear o carro e obviamente ele nos levará até Brayan.

- E o que te faz pensar que ele vai diretamente para onde a Mackie está? - Indaguei.

- Porque ele é o braço direito do Steele. - Jacob respondeu, levantando as duas sobrancelhas e aponhando as mãos na cadeira em que está sentado. - Brayan não seria burro de deixar qualquer um cuidando de uma Beadles, cara.

- Rapazes, temos uma racha para ir hoje à noite. - Christian disse, sorrindo ironicamente. Era nítido como ele ainda estava nervoso com o negócio da Mackenzie.

Depois que fugi dos seguranças na festa e encontrei a van que eles estavam, o Christian estava surtando por ter perdido o contato com a Mackie. Tentamos rastrear a escuta, mas por algum motivo não estava dando certo. Chris fez todos darmo-nos voltas e voltas pelas redondezas de onde aconteceu a festa, à procura da Mackie, mas nada encontramos.

Confesso que fiquei balançado com isso. Eu sei que não temos nada, mas a garota é foda, 'tá ligado? É interessante conversar com ela. Mais interessante beijar ela também.

Apesar das circunstâncias, quero que ela esteja bem.

Adentrei o meu carro, suspirando pesado, sem realmente acreditar para onde eu estava pensando em ir. Fazia algum tempo que eu não voltava ao lugar que me fazia sair de casa com frequência. Basicamente, fui obrigado a parar de ir por Justin, que ameaçou contar ao papai. Joseph conseguia ser bem filho da puta quando queria nos castigar por fazer algum merda e eu não queria isso de novo.

Estava muito bom sem ele se preocupar totalmente comigo e com meus irmãos.

Assim que mamãe chegou em Cambridge e falou com o médico, ela ligou para Jansen avisando da cirurgia de última hora do papai. Ele havia perdido bastante sangue na batida e os médicos haviam demorado a chegar no local, o fazendo perder mais sangue ainda. O que realmente o ajudou a sobreviver foi algumas pessoas estancando o sangue.

Ele precisaria ficar algumas semanas em Cambridge depois da cirurgia, visto que não poderia viajar nem tão cedo. É, fizeram um belo estrago no velho que se auto-denominava "intocável".

Estaciono em frente ao estabelecimento, onde alguns carros e motos estavam parados em frente. Pessoas estavam em fila em frente à portaria, aguardando a entrada. Por ser conhecido do dono do local, entrei sem precisar pegar fila e logo estava indo na direção do escritório.

- Elliot? O que devo a sua inesperada aparição no meu humilde local de trabalho? - Harlow sorriu, apontado para a cadeira em sua frente, indicando que eu sentasse, o que fiz rapidamente. - Pensei que estava proibido de vir me visitar.

- E estou. Eu acho. - Soltei uma risada nasal. - O que você tem aí para mim, cara? - Coleman sorriu e abaixou um pouco o próprio tronco, pegando algo em uma das gavetas da mesa.

- Vou te inserir no penúltima round, sim? Tome isso aqui, sei que você gosta. - Ele anotou o meu nome no papel sob uma prancheta e me entregou um mini saco com cocaína. Sorri fechado e coloquei o dinheiro na mão dele. Saí de sua sala, afim de beber antes de realmente fuder mais uma vez com a minha vida.

Eu havia prometido a Justin que pararia com as drogas. Fiquei um bom tempo limpo, sem nem chegar perto de qualquer tipo de substância. Mas, vontade foi o que não faltou. E, agora que estou realmente livre de meus irmãos - já que eles estão bastante preocupados com os acontecimentos atuais -, não vejo problema em voltar aos velhos hábitos aos poucos.

Me encostei no bar cheio de homens e pedi um dose de tequila pura. Faltava mais algum tempo para que a minha vez chegasse, então resolvi beber e refletir sobre as merdas recentes (ou não) da minha vida.

Desde que eu e meus irmãos resolvemos entrar nesse "mundo", tudo virou de cabeça para baixo. Primeiro porque é extremamente difícil fazer tudo por debaixo dos panos, para que Joseph não saiba onde nos metemos e, consequentemente, quem levamos juntos. Infelizmente, não é tão fácil um Bieber passar despercebido em tantos locais, ainda mais com outras pessoas de famílias influentes, tanto aqui em Paradise, quanto em todo o estado de Nevada e em outros também.

Nós começamos pequeno, como qualquer outro. Íamos em racha por pura diversão, depois percebemos que poderíamos lucrar com isso, foi ai que entramos para corridas de verdade -mesmo que clandestinas -. Tipo a Las Vegas Street Race.

Aos poucos, fomos derrubando gangues pequenas, que não tinha tanta influência assim e isso passaria totalmente despercebido por gangues grandes, como a de Brayan e a do meu pai. Sim, meu pai. E sim, a gangue de Brayan é uma das maiores do estado, infelizmente. E, então, silenciosamente os LKS foram crescendo, aumentando assim a curiosidade de muitas pessoas que estão no mesmo que a gente. Mas, ainda não chegamos aos ouvidos do meu pai. O que, por um lado, era bom, já que fazíamos nossas coisas em paz, sem ter ele no nosso pé (mais especificamente, no pé da gangue), querendo saber quem somos e como conseguimos algo tão grande. Entretanto, por outro lado, quanto mais ele demorasse a abrir seus olhos para o que estava acontecendo, eles iam cair, meu pai ia e, junto com ele e o que, infelizmente, ele construiu, eu e o resto da família também.

Tinha muita gente atrás de tudo do meu pai. Os ataques recentes são a prova. Atacaram o meu pai para mostrar que eles também tem poder, que eles também são fortes. E, também, havia muita gente já desconfiando que somos nós que estamos por trás dos LKS. E já estava óbvio, visto os acontecimentos recentes.

Rodei os olhos pelo local, já me sentindo um pouco tonto pela quantidade de bebida ingerida enquanto pensava.

- Qual round está? - Questionei ao homem ao meu lado.

- Antepenúltimo. - Respondeu, voltando a focar a sua atenção no ringue em nossa frente. O homem de, provavelmente, 1,80, socava o outro sem parar, não o dando chances de revidar ou até de respirar. Poucos segundos depois, foi anunciado como ganhador, enquanto o outro não tinha nem forças para se colocar de pé.

Antes da minha vez chegar, andei em passos rápidos até o banheiro, abrindo a porta e checando se estava realmente sozinho. Despejei o pó em cima da pia, fazendo uma "carreira" com os dedos mesmo. Levei um dedo ao nariz, tampando o lado direito, enquanto cheirava todo o pó. A sensação eletrizante tomou conta de todo o meu corpo. Relaxei os ombros, sorrindo para o espelho e estalei os ossos. Cocei o nariz e funguei, limpando os vestígios de pó na pia e lavando as mãos.

Minha noite seria longa.

~*~

Acordei com a claridade praticamente me cegando e levantei num pulo, observando uma mulher deitada, nua, na cama que eu estava a segundos atrás. Não me preocupei em lhe dar bom dia ou acordá-la, apenas vesti as minhas roupas e saí do quarto. Percebi que ainda estava no mesmo lugar de ontem, em um dos quartos do fundo, que Coleman havia me dado a chave e apenas eu usava. A casa de lutas clandestinas dele havia virado a minha casa por muito tempo, visto que, antes, eu aparecia lá quase todos os dias. Mas fui impedido por Justin, por estar com mau desempenho nos treinos, nas aulas e nosso pai já estava notando algo diferente.

Saí rapidamente do local, apenas me despedindo de alguns funcionários que eu já conhecia. Meu corpo inteiro estava doendo para caralho e, para a minha felicidade, o peso do dinheiro em meu bolso anunciava que eu tinha ganhado na noite passada. Não que eu precisasse daquele dinheiro, mas ainda era bom continuar como o melhor lutador do local.

Estacionei em casa e praticamente corri porta à dentro, afim de apenas ter um sono decente. Mas, algo tinha que estragasr os meus planos.

- Parado aí! - Me virei para Jansen, que estava parado embaixo da escada.

- Bom dia, irmãozinho. Como foi à noite, dormiu bem?

- Vá tomar um banho, estou sentindo o seu cheiro podre misturado com álcool daqui. E, depois desça, nós vamos sair.

- E é? Para onde?

- Você sabe! Agora, circulando. Não estamos com tempo. - Revirei os olhos e voltei a subir, indo na direção do meu quarto. Tomei um banho rápido e, infelizmente, não me deitei para dormir. Adentrei o quarto do meu irmão, o vendo jogar vídeo game despreocupadamente. Acertei um tapa em sua nuca, o fazendo levar a sua atenção até mim e, consequentemente, o fazendo perder no jogo. Depois de Jansen me esmurrar (me deixando mais dolorido do que já estava), nós saímos de casa no seu carro, em direção ao armazém.

- Achei que tinha parado.

- E parei, por um tempo. Mas, sei lá, fiquei com vontade de voltar.

- Sabe que isso não te faz bem, Ellie. - Suspirei, não queria continuar com aquele assunto, pois seria o mesmo sermão de sempre que, aliás, eu já estava cansado de ouvir.

- Sim, Haz, eu sei, mas não é como se eu me importasse o suficiente comigo para parar. Mas, não se preocupa, o Justin vai me obrigar a largar isso de novo, de qualquer jeito. - Sorri forçado, descendo do carro logo em seguida. Adentrei o armazém junto ao meu irmão, vendo os meninos focados em coisas que julguei ser bastante importante.

- Então, conseguiram pôr o rastreador no carro do Williams? - Questionei, sentando ao lado de Jacob.

- Sim, o que me faz perguntar, por que caralhos você sumiu? - Justin perguntou ríspido. Engoli em seco.

- O que você acha, Drew? - Jansen puxou o capuz do meu rosto, fazendo todos fitarem, com bastante atenção, alguns hematomas em meu rosto.

- De novo, filho da puta? Eu falei para você parar, Jake.

- Jansen já me deu sermão suficiente, podemos pular para a parte importante?

- Não dei não. Pode continuar o sermão, Justin. - O meu irmão mais velho cruzou os braços, se afastando de mim. O encarei indignado, que grande filho da puta!

- Caleb! Você não vai fazer nada? - Questionei ao meu melhor amigo, enquanto Justin me encarava com ódio.

- Não, ele é o seu irmão, se vire! - Levantei o dedo do meio em sua direção, o fazendo revirar os olhos.

- A gente fodido e você enchendo o cu de droga, seu merda? Eu estou pouco me fodendo para você, Jake, eu só não quero que você estrague tudo e que o Joseph descubra. - Justin se aproximou aos poucos, ficando cada vez mais próximo de mim, ao compasso que sua expressão também ficava mais séria. - Porque, se isso acontecer, você está bastante fodido, irmãozinho. E, pode ter certeza, não vai ser o papai que vai fazer algo, Elliot. Então, trate de largar essas merdas de uma vez por todas. Não quero saber de uma recaída que seja, me ouviu? - Respirei fundo. - Em porra, você me ouviu?! - Justin gritou e eu assenti, acuado. A verdade é que suas palavras haviam doído mais que um tiro. Eu e Jacob fomos, praticamente, criado por Jansen e Justin, que são os mais velhos. Eles que foram nos ensinando o que era certo e errado, já que nossos pais não tinham tanto tempo para isso. Era nítido como eu e meu gêmeo nos espelhavámos nos dois em alguns aspectos. E, ver o olhar desapontado de Justin e dos meus outros irmãos sobre mim, me quebrava. Não queria ser o irmão defeituoso, que só trazia problemas para eles resolverem. Mas, parecia ser inevitável.

Infelizmente, minha família era o meu maior ponto forte. E, o meu maior ponto fraco.

- Então. - Pigarreei. Todos me olharam. - O rastreador. Deu alguma localização importante?

- Sim, um galpão em Las Vegas, totalmente afastado. É bem perto do Grand Canyon. - Chris respondeu, apontando para o mapa.

- Tem como a gente ir por aqui. - Apontei para um estrada contrária de onde o galpão ficava. - Hm... três carros, eu acho, por essa estrada. Os outros ficam aqui.

- Isso. - Justin respondeu, concordando comigo, me deixando totalmente surpreso. - A idéia do Jake é válida. Mas, olhem só, é do Brayan que estamos falando. Ele provavelmente não vai ter colocado tantos seguranças lá, por achar que a Mackie não é capaz de fugir e que não iremos encontrá-la. E, por isso, só dois de nós vai entrar, três carros nos esperam na estrada que o Jake indicou e o resto na outra. Pode ser? - Assentimos.

Não era muito longe de Paradise, provavelmente chegaríamos em menos de vinte minutos. Bom, pelo menos o lugar foi realmente bem pensado. Era bastante distante do olhar da polícia e bem esquecido por muitos, apesar de ficar perto de um dos pontos turísticos de Las Vegas. Peguei uma UPS.45 e guardei em um suspensório na jaqueta que eu usava. Ri pelo nariz, lembrando do costume que Justin nos fez "adotar" quando assistiu Peaky Blinders pela primeira vez.

Adentrei o carro junto a Justin, sentindo o ar ficar pesado automaticamente. Havíamos combinado de que eu e ele iríamos tirar a Mackie do galpão, já que Chris provavelmente mataria qualquer um que ele visse no caminho e, infelizmente, isso traria consequências que estamos tentando afastar. E, além de Chaz, eu e Justin somos os mais próximos dela. E Chaz iria ficar em um dos três carros, um pouco distante do galpão, para caso precisássemos de ajuda.

- Eu sei que fui grosso com você mais cedo... - Justin começou, me deixando surpreso mais uma vez. - Mas eu odeio te ver assim, atolado nesse vício. E nada que eu tento fazer para te afastar dá certo.

- Só foi uma recaída, eu ainda estou tentanto, Drew! Mas eu prometo melhorar, não vou mais desapontar vocês. - Sorri fraco e Justin apertou meu ombro, em sinal de compreensão. Reprimi um murmúrio de dor.

Ele estacionou o carro junto a Chaz e os outros meninos na estrada, esperando o sinal de Jacob para que pudéssemos entrar. Eu estava aflito. De verdade, pensar no que fizeram com ela me causa uma sensação estranha. Eu não queria vê-la machucada. Por algum motivo, sentia que seria demais para mim.

- Pronto, fizeram a troca. Vocês tem oito minutos. - Ouvi a voz do meu gêmeo pelo walkie-talkie e respirei fundo. É agora. Por ela.

Eu e Justin saímos do carro e andamos em passos rápidos até o galpão, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Atravessamos as árvores com folhas secas e notei que a minha calça estava rasgada em alguns lugares por conta dos espinhos. Passamos pelo pequeno corredor, ainda na parte de fora do local, onde tinha algumas janelas cobertas por madeiras. Olhei entre as frestas, vendo um homem tentando dar comida a Beadles, que continuava recusando. Justin chegou perto de mim no mesmo momento que o mesmo cara desferiu um tapa no rosto dela, a fazendo virar o mesmo por causa do impacto. Reprimi um palavrão e voltei a andar. Já sabia quem seria o primeiro que eu iria matar. Foda-se se não podemos chamar atenção.

Como previsto, não tinha nenhum segurança na parte da frente. Como Brayan é burro, por Deus! Tivemos que nos abaixar para passar pela pequena parte aberta do portão. O lugar estava escuro, excerto pelos pequenos feixes de luz solar que vinha das frestas das janelas. Justin se "escondeu" atrás de um armário, enquanto eu fiquei atrás de uma parede suja.

- Você vai comer sim, sua vadia nojenta. O chefe quer você viva! - O homem ainda tentava a fazer comer.

- Eu já disse que não vou! Isso está com um cheiro horrível. De onde tiraram isso, do esgoto?

- E a patricinha achava que o chefe ia gastar dinheiro em restaurante caro para você? COME ISSO LOGO, PORRA!

- Deixa isso ai, cara. Se ela não quer comer, que se resolva com o chefe depois. - Outra voz apareceu, soltando uma risada alta.

- Volto aqui depois para ver se você comeu, princesinha. Então nós podemos brincar. - Senti repulsa ao ouvir aquela frase, a mesma que senti quando vi George a beijando. Que ele descanse em paz. No inferno.

Assim que eles se viraram para sair, Justin imobilizou o cara que tentava dar comida a Mackie e, rapidamente, o outro sacou sua arma, apontando para Justin.

- Acho melhor você largar ele, Bieber. Não quer que eu estoure essa sua cabecinha de vento, não é? - Sai detrás da parede, apontando a minha arma para o outro cara.

- Antes de você fazer isso, eu estouro os seus miolos, filho da puta. - Abri um sorriso debochado, vendo o outro cara tentar se soltar dos braços do meu irmão.

- Ora, então matarei dois Bieber em um dia só? Sabia que hoje era meu dia da sorte.

- Não brinca com a sorte, desgraçado. - Justin falou, apertando ainda mais o braço no pescoço do homem.

- Eu? Não estou- desferi um chute em sua barriga, antes que o mesmo completasse a fala. Mackenzie olhava para nós assustada, e eu não queria ter que matar ninguém na frente dela. Arrastei o homem, que choramingava de dor, para trás da parede que eu estava anteriormente. Dei mais alguns chutes em seu estômago, antes de o apagar completamente com dois tiros. Por sorte, tinha silenciador na arma. O outro homem estava desmaiado no chão. Não me importei muito em matá-lo. Provavelmente Brayan faria isso por ele ser tão incompetente.

- Porra. Essa corda não solta. - Justin resmungou, enquanto tentava soltar as amarras da mão de Mackie. Ela me encarou, o semblante assustado. O mesmo quando eu matei George naquela noite. Não queria que ela me olhasse daquele jeito. Porque, infelizmente, isso me magoava.

- Ei, Mackenzie. Olhei para mim. - Me abaixei em sua frente, enquanto ela mantinha o olhar nos próprios pés. - Nós estamos aqui agora. Você está a salvo. Não tem mais o que temer. - Seus olhos se fixaram nos meus. Estavam marejados. - Eu prometo. - Sorri para ela com o meu melhor sorriso, tentando passar confiança. Entreguei um faca para Justin, para que ele finalmente soltasse a corda.

- Desgraçado. Eu aqui quase fodendo meus dedos para dessamarrar essa porra e você com uma faca esse tempo todo? - Apenas revirei os olhos. Assim que Mackenzie foi solta, a segurei em meus braços, a apertando forte entre meu corpo. Eu estava sentindo falta do seu abraço e do calor do seu corpo. É, talvez eu estivesse fodido para caralho.

- Obrigada por vir. - Ela sussurou em meu ouvido e se afastou, indo abraçar Justin. Com rapidez, senti todo o meu corpo ficar frio longe de seus braços e meu peito se apertar ao ver ela agora abraçada com outro homem, meu irmão. Tentei espantar esses pensamentos. Apesar de termos nos beijados algumas vezes, não tínhamos absolutamente nada. Ela era solteira. E eu também. Contudo, ela me causava sensações estranhas. Sensações que eu nunca havia sentido e queria continuar assim, sem sentir. Mas, Mackenzie tinha que aparecer. Tinha que mudar tudo em mim.

A ajudei a passar pelo portão, olhando em volta para ver se não tinha ninguém. Passamos novamente pelo pequeno corredor, agora com ela abraçada comigo, fazendo o meu corpo esquentar com o calor do dela.

- Saíam daí. AGORA! - Chaz gritou pelo walkie-talkie. Olhei em volta, vendo alguns carros estacionando na parte da frente.

- Não tem como, estamos cercados. - Justin falou num sussurro e Mackenzie grudou mais no meu corpo.

- Está tudo bem, anjo. Não vou deixar que ninguém toque em você. - Beijei o topo de sua cabeça e senti seus membros ficarem menos tensos. Chaz e os outros já estavam vindo até nós, enquanto eu e Justin apontavámos nossas armas em direções opostas. Mackenzie estava entre nós dois, totalmente encolhida.

- Burros demais para aparecerem na porra do meu território e acharem que não seriam descobertos. - Brayan apareceu na minha frente e eu olhei para trás, vendo Lawson e mais alguns homens na frente de Justin. Puta merda.

- Se me permite falar, Steele. Mas você é meio burro. Então, sim, eu esperava entrar aqui sem você perceber. Vai que tivesse ocupado demais olhando para o próprio umbigo. - Meu irmão filho da p... respondeu.

- Justin! Caralho. - Mackenzie o repreendeu, revirando os olhos.

- Irei poupar a vida de vocês se me entregarem a garota.

- E o que você quer comigo, coisa feia? - Mackenzie falou, provavelmente, em português, já que ninguém entendeu nada. Brayan deu dois passos para frente, agora ficando cara a cara comigo. Ele sorria debochado, alternando o olhar entre mim e Mackenzie. Todos ficaram em silêncio, dava para ouvir a respiração descompassada da Beadles. Provavelmente morreriamos ali mesmo se os meninos não aparecessem.

- Desculpem o atraso, tivemos que matar alguns homens. - Ouvi a voz de Chris. - Ah, oi, Brayan. Como vai? Soube que a sua mãe está grávida. Já sabem o sexo do bebê? - Ele indagou enquanto mirava uma HK416 na cabeça do Steele. Por um momento, vi o mesmo vacilar.

Assim que Brayan virou-se para o Beadles, os tiros começaram. A minha única preocupação era de levar Mackenzie para longe. Então, num ato súbito, a agarrei pela cintura enquanto Chaz e Caleb nos davam cobertura. Assim que entramos na floresta de árvores com folhas secas, senti algo queimando no meu calcanhar.

- Vai morrer, filho da puta. - Como eu estava de costas, não vi quem me chutou, me imobilizando no chão. Mackenzie estava parada na minha frente, olhando assustada para mim e para o homem. - A sua namoradinha vai ver a sua morte, Bieber. - Fechei os olhos com força, já sabendo o que estava por vir. Porém, não veio. Apenas o impacto de um corpo caindo ao meu lado. Abri o olho rapidamente, com medo de ter sido Mackenzie.

- Vai logo, dou cobertura a vocês. - Justin me estendeu sua mão e eu peguei, tentando me equilibrar em pé. Mackenzie me ajudou a sair da mata enquanto eu indicava o caminho. Adentramos no carro e suspirei fundo, vendo que tinha sangue por todo lugar.

- O que eu faço com você? - Mackenzie choramingou. Eu que estava com dor e ela que estava praticamente chorando.

- Você está bem? Eles fizeram algo com você?

- Não, está tudo bem. Obrigada por virem. - Mackenzie sorriu. Um sorriso que fez tudo em me se arrepiar. E, naquele momento, percebi o quão fodido eu estava. Ela se aproximou um pouco e desejei mais que tudo que ela me beijasse. Mas ela não o fez. Ao invés disso, pegou uma blusa de frio na parte de trás do carro e puxou o meu pé, me fazendo sentir mais dor. Gemi em contradição. Aquilo estava doendo para um caralho. Ela amarrou a blusa no meu pé, como forma de conter o sangue e no mesmo momento o carro foi invadido pelo Ryan, Chaz e Dawson.

- Pisa fundo no acelerador, baby Beadles. - Chaz gritou. E assim ela fez. Além do carro dos outros meninos da nossa equipe, os homens de Brayan também estavam atrás de nós. Por sorte, o vidro era blindado. O que me faz refletir que o carro do meu pai também era blindado e mesmo assim conseguiu ser perfurado. Isso só aconteceria se usassem um fuzil. Minha cabeça está doendo. A minha visão está ficando embaraçada. Não consigo processar direito os sons que escuto ao meu redor.

Primeiro, os meninos acharam que Steele estava envolvido com o acidente do Joseph e o círculo. Mas, não são muitos no nosso meio que usam um armamento tão pesado. A maioria prefere armas mais habilidosas e que não custem tão caro. Apenas o meu pai usaria e o...


Notas Finais


🔮 eu não ia escrever o ponto de vista do Jake tão cedo, mas achei necessário. não narra muita coisa interessante nele, apenas algumas coisas que venha a ser importante para vocês entenderem a história.

🔮 eu sei que o capítulo tá uma bosta. De verdade, me desculpem. mas eu to mal pra crlh com os hates que o Justin vem sofrendo depois da acusação falsa. Enfim, é isto e me desculpem. Até o próximo 💕💕


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