História Deadyeol - Capítulo 1


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Categorias Deadpool, EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek, Deadpool, Deadyeol, Euamoamarvel, Jimmie
Visualizações 557
Palavras 3.205
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


brazil i'm devastated

Deadpool 2 estreou hj mas é só pra maiores de 18, e eu tenho 17 k nunca fui tão triste. Como eu amo amo amo o Deadpool, e amo amo amo ChanBaek, aqui estamos. Eu tinha postado essa fanfic em outra conta e o engraçado é que ninguém sabia que era eu, mas uma pessoa já veio "essa fic parece da jimmie". Me fingi de doida KKKKKKKKKKKKKJ
Mas agora estou postando aqui, enfim, a fic era da jimmie mesmo LOL

Lembrete: a personalidade do Chanyeol é só inspirada na do Deadpool, porque, sinceramente, ninguém chega aos pés do Wade.
Lembrete 2: vou pedir uma capa pra fic em breve. É que eu tenho muitas capas pra pedir, tem que fazer filinha K

Capítulo 1 - Elevadores e bracinhos


Chanyeol entrou no elevador com metade do braço esquerdo faltando.

Ele cambaleou até se encostar em uma das paredes, deixando um rastro de sangue digno de uma cena de O Massacre da Serra Elétrica, tirando a máscara com agora a única mão que tinha, a respiração acelerada.

Encostado no canto oposto do elevador, uma bolsa carteiro pendurada em um dos ombros, Baekhyun revirou os olhos.

— Você sabe que vai deixar quem entrar aqui depois de nós apavorado, né?

— E o que você queria que eu fizesse? Que ficasse esperando até meu braço começar a crescer de novo pra não sujar tudo de sangue só pra senhora Kim não ter outro ataque cardíaco? — perguntou, abismado.

É — Baekhyun concordou como se fosse óbvio, confirmando pela centésima vez que Chanyeol não tinha senso algum.

— Ah, ótimo — debochou — Vai me proibir de sangrar também?

— Eu não te proibi de nada, Chanyeol, que merda! — elevou a voz, gesticulando, a bolsa balançando, o rosto queimando de raiva — Eu só pedi pra você parar de cortar a merda do seu pau todo santo mês!

— Eu gosto de ver ele crescer e guardar os antigos em potes, tá bom? Isso é um crime agora?!

Baekhyun sentiu o sangue borbulhar, mil e um palavrões indo parar na ponta da sua língua antes dele desistir de brigar, respirando fundo e voltando a se encostar na parede do elevador, os braços cruzados. Discutir com Chanyeol era a pior coisa que um ser racional poderia fazer, principalmente quando ele deixava de ser Park Chanyeol e se transformava totalmente em Deadpool. Uma vez, ele atirou na própria cabeça só para não ouvir Baekhyun.

A coisa toda era que o Byun devia ter caído fora quando descobriu a verdade. Adiós, au revoir, sayonara. Por que diabos ele não saiu correndo para longe?

Os dois se conheceram do jeito mais normal que vizinhos de porta podem se conhecer: o chuveiro de Baekhyun não estava saindo água, então ele bateu à porta ao lado para perguntar se o mesmo estava acontecendo e saber se o problema era no prédio ou no seu chuveiro.

Chanyeol atendeu a porta com uma calça de moletom e uma blusa do Homem-Aranha, e foi aí que começou. Os dois se tornaram companheiros de admiração pelo Homem-Aranha, e nesse meio tempo se tornaram companheiros companheiros, do tipo beijos, dormir na mesma casa e fazer coisas na mesma cama.

A primeira coisa que Baekhyun notou sobre ele foi que, não importava a situação, Chanyeol nunca parava de falar. Uma vez, na única em que foram para o cinema juntos, ele falou durante o filme inteiro, sem uma pausa, não importava o quando o Byun pedisse, e por isso os dois nunca mais voltaram. A segunda coisa foi que Chanyeol não tinha medo de nada. Não no sentido do comum, como animais venenosos, insetos e afins, isso seria até compreensível, mas ele não tinha medo de cair de lugares altos, de ser atropelado, esfaqueado ou eletrocutado. De nada.

No entanto, o que fez Baekhyun desconfiar foi o modo como ele sempre tinha de ir para algum lugar desconhecido em momentos esquisitos. Na maioria das vezes, de madrugada, e isso o fez ser encurralado como um ratinho.

— Você tá me traindo? — Baekhyun perguntou, apertando os lábios um contra o outro, pronto para segurar o choro.

Chanyeol, porém, não tentou negar ou se fingiu de desentendido como um traidor pego no pulo. Ele só respirou fundo, pegou uma faca e cortou o próprio dedo.

Pânico, gritaria e um dedo novo depois, Baekhyun soube de tudo. Deadpool, quase-antigo mercenário, tentando ser bonzinho depois de conhecer pessoalmente o Homem-Aranha e os dois se tornarem, em suas palavras, melhores amigos.

— Eu não ligo muito pra isso te manter minha identidade em segredo como o Spidey, mas… é você, sabe? Porra, meu último relacionamento foi com uma súcubo! Ela era literalmente um demônio! E você é um humano e… não queria te ajustar, então pedi conselhos ao Spidey e ele disse pra não contar.

Baekhyun engoliu todas as perguntas que tinha, toda a vontade de gritar por ter visto um dedo crescer do nada e todos os xingamentos que conhecia, tentando manter uma expressão natural, mas muito ciente de que poderia estar com uma careta horrível.

— E-eu… — engoliu saliva, bagunçando o cabelo e pensando por alguns segundos — Eu não acredito que você conhece o Homem-Aranha e não me falou — disse por fim, e significava que ele aceitava aquela confusão, por mais absurda que ela fosse.

Depois dos dias de adaptação, começou o caos completo.

Chanyeol adorava ser Deadpool, provavelmente muito mais do que gostava de ser Chanyeol, e sem precisar esconder do namorado sua identidade secreta, ele se transformou no que Baekhyun passou a chamar de Deadyeol — nunca cem por cento Chanyeol, nunca cem por cento Deadpool.

Ele usava o uniforme em casa, mas não a máscara. Cortava alguns membros quando estava entediado só para observá-los crescer novamente, mas sempre no banheiro para não sujar todo o apartamento. No entanto, o pior de tudo foi como, nos últimos dias antes do término, ele sumia frequentemente. Já que Baekhyun sabia que não estava sendo traído, qual o problema de passar o dia inteiro fora com o Homem-Aranha fazendo coisas legais de heróis?

Para o Byun, eram problemas demais para enumerar.

Chanyeol só estava em casa quando tinha metade do corpo faltando ou fazia mais de duas semanas que não via Baekhyun pessoalmente por mais de cinco minutos, e sempre falando do que fazia nas ruas e como estava conseguindo ser bonzinho mesmo que tivesse roubado só um pouquinho do último cara porque ele parecia bem rico.

Para qualquer mero mortal, conviver com Deadpool era um pesadelo, e por isso Baekhyun terminou com ele. Ainda sim, os dois moravam no mesmo prédio, no mesmo andar, e encontros no elevador não eram tão incomuns assim (principalmente quando Chanyeol sabia os horários do ex-namorado e fazia questão de estar lá sempre — o braço arrancado não era à toa: assim que o seu relógio apitou dizendo que Baekhyun estava voltando do trabalho, ele largou tudo de qualquer jeito para chegar a tempo de pegar o elevador com ele, e cortar o braço de alguém distraído é tããão fácil).

A verdade nua e crua era que Chanyeol não queria ter terminado. Quando Baekhyun proferiu as palavras malditas como um demônio destruidor, seu coração explodiu quase literalmente. Ele até pensou em arrancá-lo e entregar para o Byun para provar o seu amor, mas um dos motivos do término era justamente sua mania de ficar arrancando membros e órgãos.

Magoado de um jeito que não costumava ser, ou pelos que não se importava em ser, Chanyeol era metade ficar perto de Baekhyun e metade irritá-lo até fazê-lo pirar. Ah, qual é, o Park o amava quase quanto amava *chimichangas. Talvez o amasse como amava chimichangas… ele o amava muito mais do que amava chimichangas, porra! E Baekhyun também fazia questão de ser melhor de comer do que chimichangas.

Aquilo era tão cruel. Ele poderia chorar se não tivesse de parecer sexy o tempo inteiro.

Baekhyun olhou para os botões do elevador, batendo o pé no chão ansiosamente. Aquele sangue estava o deixando enjoado, e ele agradeceu só um tiquinho o fato de Chanyeol fazer todas as suas esquisitices dentro do box do banheiro e lavar depois.

Olhou para ele pelo canto do olho, a máscara na única mão que tinha, o braço cicatrizando para logo em seguida o antebraço crescer novamente, as sobrancelhas franzidas e o biquinho de quando estava pensando em alguma coisa. Quase fofo. Quase não Deadpool.

Chanyeol percebeu o seu olhar e o encarou e volta, fazendo seu rosto queimar. Só mais alguns andares, só mais alguns andares.

— Me desculpe — Baekhyun ouviu, e o ar pareceu ficar suspenso, completamente silencioso antes do elevador dar um tranco e parar no lugar.

— O que foi isso? — o Byun ofegou, soltando imediatamente a bolsa no chão — O que foi isso?

— O elevador parou.

— Não me diga, seu gênio — sibilou — Estamos presos aqui. Estamos… presos aqui. Ai, meu Deus. Eu vou morrer dentro de um elevador!

— Você não vai morrer dentro de um elevador — Chanyeol fez careta.

— Você diz isso porque é imortal! — acusou, apontando acusadoramente o indicador para ele.

Chanyeol revirou os olhos, tentando cruzar os braços automaticamente até notar que não dava, desistindo da ação meio envergonhado.

— O elevador só deu uma travada. Daqui a pouco volta — tentou tranquilizar Baekhyun, sabendo que ele, depois de ler uma reportagem sobre uma chinesa que morreu após ficar trinta dias presa dentro de um elevador, pilhava a qualquer barulhinho suspeito na máquina.

— E você ainda tinha de sujar tudo de sangue — choramingou — Não dá nem pra deitar no chão e morrer confortavelmente.

Bufando, Chanyeol olhou para cima apenas para constatar o óbvio: não havia câmeras naquele elevador fuleiro de um prédio caindo aos pedaços. Era de se admirar que aquela fosse a primeira vez que a caixa de metal tivesse emperrado com os dois.

— Ei! Estamos presos aqui dentro! — chamou, batendo na porta do elevador com a única mão — Que merda! É tão ruim socar só com uma mão. Os aleijados devem se sentir tão mal.

— Não fale aleijados — Baekhyun repreendeu.

— E eles por acaso são o quê? — rebateu.

Ignorando-o, Baekhyun se aproximou da porta também, a borda dos All Star pretos sujando no sangue do chão que começava a secar.

— Tem alguém aí? Já estamos presos aqui há…

— Um minuto! — Chanyeol completou, o interrompendo.

— Você quer ser salvo ou não?! — berrou — Estamos presos há uma hora! Duas! Não, espera: três horas aqui dentro!

— Um dia! — o outro gritou também, empolgado.

— Também não exagera, Chanyeol — censurou.

— Puta merda, mas você não fica satisfeito com nada, hein — ele juntou as sobrancelhas, antes de abrir bem os olhos e sorrir, se aproximando de Baekhyun e passando o seu braço ao redor dele, deitando a cabeça no seu ombro.

— Que merda você tá fazendo? — o outro grunhiu, tentando se livrar do corpo pesado do Park.

— Tudo fica melhor com um abraço — garantiu — Tirando para quem tem osteogênese. Aí você só se tornaria um saco de ossos quebrados. Como quando eu caí do vigésimo quinto andar enquanto tentava me balançar como o Aranha. 

— Sai de perto! — mandou, voltando-se para a porta do elevador.

Baekhyun parou com as mãos na cintura, analisando a porta como um detetive analisa a cena de um crime. Ele parecia tão bonito e pequeno por conta da blusa grande demais, provavelmente roubada do irmão mais velho, batendo o pé no chão de modo ritmado.

— Você não consegue abrir essa porta com sua superforça?

— Até poderia — Chanyeol respondeu, mostrando o cotoquinho. Havia uma mãozinha esquisita nascendo lá, pequena como a de um recém-nascido. Se Baekhyun não tivesse acostumado, acharia bem nojento — Não sou tão forte quanto o Hulk, infelizmente, sempre quis saber como ele transa. Aliás, quer ouvir uma piada?

— Não, não quero. Suas piadas são horríveis.

O quê?! Eu nunca fui tão insultado em minha vida. Em toda ela, estudei os tipos mais diversos de piadas, só para chegar nesse momento, nesse exato momento, e então você…

— Cala a boca, Chanyeol, me deixa pensar! Eu não quero morrer de fome dentro de um elevador com você observando minha desgraça.

— Não se preocupe com morrer de fome. Eu dou pedaços do meu corpo pra você comer e deixo você beber meu sangue. Aquele cara do filme da pedra sobreviveu assim, né? Aposto que tenho um gosto muito bom.

— Ah, meu Deus, eu preciso sair daqui.

Depois de passar quase cinco minutos chutando a porta e gritando por ajuda com Chanyeol falando sem parar na sua cabeça, Baekhyun desistiu de chamar a atenção de alguém e resolveu aceitar o seu destino horrível — parte do seu cérebro já estava morto pela falação do ex-namorado mesmo.

Ele já estava sentado no chão no canto limpo do elevador, pensando em todas as merdas que tinha feito para acabar ali quando ouviu um barulho fora da caixa de metal, passos e então uma voz abafada, meio gritada.

— Tem alguém aí?

— Eu! — gritou de volta, se levantando em um pulo — Eu, eu, eu!

Chanyeol parou de falar sobre os vídeos de gatinhos que tinha assistido e franziu o cenho.

— Bill? — perguntou.

Bill era o porteiro estrangeiro do prédio, baixo e redondo. Ele dormia metade do tempo e comia na outra, o que era muito bom para os dias em que Chanyeol chegava ensopado de sangue. Nos momentos em que estava acordado, ele entregava balinhas para todos que entravam no prédio e mostrava fotos das suas filhas.

— Ah, oi senhor Park! O hall está todo sujo de sangue de novo, a polícia nem quer mais vir aqui porque nunca acham nada. A gente tem que pegar a pessoa que faz isso.

— Pois eu acho que é aquele esquisito do Taeyang que mora no terceiro andar, ele tem uma cara muito estranha.

— Concordo plenamente com o senhor. Ele tem uma cara de…

— Será que podemos falar sobre o fato de estarmos presos dentro de um elevador? — Baekhyun se intrometeu, olhando para o teto do elevador como se Bill estivesse em cima dele.

— O elevador travou, né? — o porteiro constatou o óbvio, e o Byun podia imaginá-lo perfeitamente coçando a sobrancelha com o dedão.

— Por que você demorou tanto pra perceber? Eu poderia ter morrido aqui!

— Ah, sabe como é, nesse horário quase todos já estão em casa e os que viam que o elevador estava demorando usaram a escada. Vocês estão presos entre o décimo sexto e o décimo sétimo andar, então fica meio difícil ouvir.

— Pare de arranjar desculpas, eu sei que você estava dormindo! Agora tira a gente daqui!

Houve um momento de silêncio antes de Bill pigarrear.

— Bem… meio que não dá, porque não sei arrumar esse tipo de coisa, mas se te faz feliz eu já chamei o técnico.

Baekhyun respirou fundo, tremendo de raiva.

— E quando ele chega?

— Daqui umas… três… horas.

Chanyeol observou maravilhado Baekhyun ter um ataque de raiva, chutando as paredes do elevador e xingando todos os palavrões que conhecia, assustando Bill e o fazendo sair de fininho. Tão sensual. O (quase ex, obrigado, Homem-Aranha!) mercenário tagarela poderia ter ficado exitado.

— Que merda — Baekhyun choramingou, e quando a raiva passou, ele se sentiu muito triste.

— Por mais que isso tenho sido muito incrível e uma das coisas mais exitantes que tive o prazer de assistir, acho que eu devo te consolar — Chanyeol colocou a mão no ombro do outro, fazendo a expressão mais complacente que conseguiu, imitando a voz do seu psicólogo: — Você não vai morrer de fome. Tudo vai ficar bem.

— Não estou assim porque vou morrer de fome — se livrou dele, sentindo os olhos quentes — Estou assim porque vou ficar três horas aqui preso com você!

— Ah.

Havia noventa por cento de chance de Baekhyun ainda não ter superado o término. Noventa e dois. Noventa e sete. Cem, talvez.

Qual é, ele gostava de Chanyeol, gostava tanto que poderia usar a palavra com A, e não era tão fácil se livrar de um sentimento como aquele em algumas semanas. O problema era que Baekhyun odiava Deadpool. Seu ódio era tão grande que o ser amor pelo Homem-Aranha acabou só pelo fato do anti-herói andar junto do teioso.

Mas Deadpool era Chanyeol, e não havia como separá-los.

Os dois se sentaram em lados oposto do elevador, Baekhyun no limpo, com a bolsa no colo, puxando um fio solto, desejando nunca ter descoberto a verdade e só ficado com o seu Chanyeol que falava demais, não tinha medos e usava cuecas do Homem-Aranha porque era um fã, e só um fã.

— Por que você não quer ficar preso aqui comigo? — Chanyeol soltou de repente, olhando-o como se tivesse acabado de vê-lo chutar um filhote — Eu assisto vídeo de gatinhos, sou o cara mais bonito que você conhece, tenho um super pau e um repertório incrível de piadas sobre sexo. Por que você não quer ficar comigo?

— Por que você não quer ficar comigo? — rebateu.

— Como assim eu não quero ficar com você? Por mim nós ficávamos nesse elevador para o resto da vida!

— Pois não parece! Aposto que na verdade você quer ficar é com o Homem-Aranha!

— Como eu poderia ficar preso com o Homem-Aranha em um elevador se a gente nem mora no mesmo prédio? — debochou em tom de obviedade.

Baekhyun grunhiu e voltou a ignorá-lo, soltando o ar pelo nariz. Seriam três longas horas.

 

[…]

 

O antebraço de Chanyeol estava do tamanho do de um bebê. Era esquisito olhar e mais esquisito ainda tê-lo no corpo, mas era perfeito para fazer uma piada. Colocando e abanando a mão pequenininha na frente do rosto de Baekhyun que tentava sem sucesso abrir um pacote de salgadinhos que tinha pego dentro da bolsa, ele riu, mal se aguentando.

— Quer uma mãozinha aí?

Baekhyun franziu o nariz, sem conseguir conter uma risadinha ao ver aqueles dedinhos, se amaldiçoando totalmente por isso.

— Tira essa mão de bebê daqui.

Chanyeol se sentou bem ao lado dele, sorrindo, as coxas se encostando.

— Tem água aí? Minha língua tá tão seca quanto a pele d’O Coisa.

— Ah, mas o seu sangue é tão gostoso, por que você não bebe? — ironizou, arqueando uma sobrancelha.

— Estou guardando ele pra você — deu uma piscadela.

Baekhyun fuçou na bolsa até achar a garrafa de água que levava para o trabalho, entregando-a para ele.

— Abre meu salgadinho? — pediu, Chanyeol abrindo o saquinho com os dentes como o Byun nunca conseguia.

Os dois dividiram o salgadinho e a água em um silêncio considerável — tirando os barulhos e o cantarolar que nunca abandonavam Chanyeol. Ele até falou sozinho por alguns minutos, mas não era que Baekhyun já não estivesse acostumado.

— Você é o único humano cem por cento humano que entende as minhas coisas — Chanyeol disse, baixinho, e ele não era de falar baixinho. Baekhyun sentiu algo esquisito, uma comichão que se parecia com culpa mas também com satisfação, até a frase ser completa e tudo sumir como um passe de mágica: — E o Bill. Eu amo o Bill.

O menor revirou os olhos, pegando uma batatinha do pacote de salgadinho e triturando-a com os dentes.

— Por que você sempre ferra com tudo?

— Porque você nunca me diz do que gosta e do que não gosta, e eu tenho que andar em círculos pra te agradar — cuspiu as palavras, sem brincadeiras ou piadinhas, tão sério como Deadpool nunca era.

Baekhyun sentiu o rosto esquentar de raiva, as mãos apertadas em punhos.

— Como se você tentasse me agradar de algum jeito, ou ficar cem por cento do seu tempo com o Homem-Aranha faz parte desse seu plano?

— Ah, que merda, por que você é tão obcecado com o Spidey? — gesticulou agressivamente, e se não fosse a tensão da situação, Baekhyun teria rido do bracinho de bebê dele.

— Nossa, Chanyeol, como você é burro!

Os dois se sentaram de costas um para o outro como crianças emburradas, Baekhyun de braços cruzados, Chanyeol olhando para o seu bracinho e se concentrando para fazê-lo crescer mais rápido e cruzar os braços também para demonstrar o quanto estava irritado.

— Quer ouvir piada? — grunhiu.

— Não — resmungou de volta.

— Ainda bem, porque eu não queria te contar.

Baekhyun respirou fundo, Chanyeol o imitou. Três. Longas. Horas. 


Notas Finais


eu odeio ter 17


*Chimichangas são burritos levemente fritos e o Deadpool ama essa palavra.


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