História Dean - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Drama, Seinen, Terro, Violencia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Seinen, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Drogas, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem desta historia.

Capítulo 1 - O MUNDO DAS VOZES E DOS PESADELOS


Fanfic / Fanfiction Dean - Capítulo 1 - O MUNDO DAS VOZES E DOS PESADELOS

Tudo é apenas escuridão, não se pode ver o que está a frente ou atrás, nem a cima e a única certeza que se pode ter, é  que o chão tem uma textura que se parece com a do barro, porém não se pode afirmar, que lugar é esse não se sabe. Deste lugar tenebroso, gritos de socorro de um pessoa, ecoa por todos o lados, mas nenhuma resposta é ouvida ou algum sinal de vida.

A pessoa que vaga por esse lugar se chama Dean, ele não consegue entender o que está acontecendo, e nem porque está ali e nem como ele foi parar naquele lugar, o medo e o frio era as únicas coisas que é sentida.  A cada minuto que ali se passa o cansaço aumenta, caminhar se tornava mais difícil e a respiração cada vez mais curta é difícil respirar, a sensação de não saber o caminho o qual estava seguindo, não ter nenhuma referência, fazia com que surgisse a sensação de claustrofobia, fazendo com que aumentasse a dificuldade de respirar.

Já estando exausto de tanto andar Dean, estava engatinhando todo lambuzado, com isso ele consegue perceber que aquilo poderia até apresentar a textura de borra, mas o cheiro lembrava sangue, os batimentos se tornam acelerados, as forças retornam, e os gritos por socorro retornam. Não se obteve nenhuma resposta aos pedidos de ajuda, o que fez com que o desânimo voltasse, se ajoelha Dean e começa a rezar principalmente para os velhos deuses, lágrimas escorriam pelo seu rosto aquela sensação de não saber onde está e de nem para onde ir, era um sensação aterrorizante.

Com os olhos fechados permaneceu, pelo que pareceu horas, onde durante esse tempo tudo que ele fez foi se lembra de seus pais, quando ele resolve abri os olhos avista uma luz bem distante, mesmo tropeçamos nas próprias pernas devido ao cansaço ele correu, para o único sinal de vida que se havia encontrado, logo se aproximou vendo uma fogueira de fogo azulado, porém não havia ninguém ao redor dela, devido ao cansaço e ao frio Dean foi logo se sentando ao redor para se aquecer e pensar melhor na situação em que ele se encontra.

Quem fez essa fogueira e porque ela está aqui neste fim de mundo, perguntas como essa atormentavam a mente de  Dean, mesmo que tentasse nenhuma de sua perguntas tinham resposta, naquela situação. Com a cabeça cansada com todos aquele pensamentos confusos em sua mente, ele procurou se acalmar olhando para as chamas que eram as únicas coisa visíveis e belas daquele lugar.

As labaredas da fogueiras eram impressionantes, mexiam de um lado, até parecia uma dança, isso realmente acalmou a Dean que assim conseguiu pensar em um plano, ele ira espera o sol nascer para se localizar, caso isso não ocorra a opção será retornar a caminhada sem destino algum, essa última opção fazia seu estômago embrulha, mas essa era a realidade que em algum momento teria que ser enfrentada por ele.

O sol, nem se quer um brilho surgiu do horizonte a única alternativa, realmente seria retornar a caminhar, ele fecha os olhos e respira fundo, se levanta, embainha suas espadas e recomeça a sua caminhada pela escuridão. No momento em que ele deixa a fogueira para trás ele percebe que o brilhos das chamas se tornaram mais fortes e que a chamas agora ao em tons de vermelho.

Há quanto tempo, você realmente cresceu - uma voz misteriosa surge da escuridão.

Quem é você? - Por Favor estou perdido..

Realmente faz muito tempo, você nem mesmo se lembra da minha voz!! o som misterioso se aproxima ainda mais.

Aquela voz faz com que o corpo de Dean, fique paralisado de medo, outros som de gemidos e gritos de socorro se juntam  a voz misteriosa, e começam a se aproxima a cada momento mais, Dean apenas é capaz de fechar os olhos, nesse momento ele escuta no seu ouvido.

Terá que nos carregar para sempre…HAHAHA - Com este sussurro a consciência se vai,  e ele desmaia.

Droga o que aconteceu. Diz o jovem garoto assustado.

Dean abre seus olhos com medo de não conseguir ver nada, porém ao abrir os olhos se depara com uma fogueira, mas esta era do seu acampamento e não tinha chamas azuis ainda era noite, e pelo estado que a madeira da fogueira se encontrava havia poucas horas, que ele tinha adormecido.

Esses sonhos não vão me deixar em paz nunca - Grita, ao mesmo tempo que dá socos no chão.

O restante da noite foi passada, acordar, ele não queria retornar para aquele terrível sonho, e além de tudo no seu era possível ver as duas luas, o templo dos velhos deuses, que estava uma próxima da outra. - Tenho que terminar o meu percurso antes que elas se encontrem….

Se não, vai estar tudo acabado. Lagrimas escorrem no rosto de Dean.

Os Primeiros raios de sol surgem no Horizonte, Dean se levanta, os raios do sol são refletidos por seus olhos amarelos, quando mais o dia se tornava claro, a aparência do jovem de olhos amarelados se mostrava. Dean não aparentava ser uma pessoa com mais de vinte anos, tinha uma estatura mediana e era extremamente magro, também se testava em seu corpo as olheiras extremamente escuras, que fazia com que os olhos se tornam ainda mais destacados.

O jovem desnutrido, apaga sua fogueira, e com uma respiração curta, como se estivesse com falta de ar, ele retorna para sua viagem em meio ao deserto sem fim. Conforme as horas do dia iam avançando a temperatura daquele gigantesco deserto de areia vermelha, só aumentava, fazendo a respiração de Dean ficasse ainda mais crítica. Lentamente era a caminhada, com o olhar e os pensamentos perdido no horizonte e em seu objetivo, ele continua a se arrastar  naquele grande inferno vermelho.

A mais de um hora atrás, a última gota de água, já havia acabado, miragens de lagos de água cristalinas passavam pela mente de Dean, que já estava com a boca cheia de terra. O cansaço e a falta de água vazia com que ele, perdesse a consciência por alguns minutos, o que tornava a caminhada e a  localização ainda mais difícil. No momento mais quente daquele dia, Dean perde sua consciência e demais de vezes.

Ao abrir os olhos, percebe que está deitado, sobre couro de algum animal, dentro de uma cabana aparentemente feita também de couro, e sem as suas espadas. Com dificuldade Dean se levanta sentindo muitas dores principalmente em sua perna direita. Antes de sair da barraca, olhou o que havia dentro daquela grande barraca. Tudo que ele consegui encontrar foi muito couro, e grãos do que parecia arroz, nenhuma espada ou até mesmo faça, aparentemente não era um lugar onde vivam guerreiros, esses era o pensamento de Dean.

Ele se prepara para sair da barraca, mesmo sem suas espada tinha que estar pronto para lutar, com calma abre a barraca lentamente e sai devagar para não chamar atenção. Ao sair da barraca se depara com mais algumas barracas parecidas, não mais de 15 barracas em meio ao deserto, era realmente uma vila pequena, com certeza devem ser nômades. Dean não encontrar ninguém na vila então resolve procurar por suas espadas para continuar sua viagem, todas as barracas eram igualmente parecidas, em nenhuma das barracas ele encontrou as espadas.

Muito tempo foi gasto por Dean procurados suas espadas, quando percebeu já podia ouvir o som de algumas pessoas conversando, percebendo a presença das pessoas, ele resolve voltar para a sua barraca e fingir que está dormindo, mas, antes disso, ele pega uma faca para se defender se for necessário.

Ele começa a ouvir barulhos ao seu redor, muito perto de onde ele estava sentado, ele respira fundo posiciona a faca em sua mão e ataca, quando abre os olho a faca estava no pescoço de uma senhora, que olhava em seu olhos e sorria. Percebendo que não havia perigo ali ele larga a faca.

Peço desculpa - Mas por favor me diga onde estou?

Não se preocupe jovem, você está em um acampamento nômade no reino do fogo.

Dean respira aliviado - Ainda estou no reino do fogo, estão não sai muito da minha rota, se eu caminhar durante dia e noite vou chegar a tempo no reino do vento.

Senhora como eu vim parar aqui?

Meu marido te encontrou desacordado no meio do deserto, aparentemente você foi picado por uma cobra.

Ele realmente se recordava de ter sentido uma dor antes de desmaiar. Mas ele não tinha muito tempo para pensar no que tinha acontecido, ele teria que partir o mais rápido possível e retornar ao seu caminho.

Onde esta as minhas espada?

HAHA - Hoje havíamos saído para buscar uma de suas espadas, ela realmente é pesada foi preciso cinco cavalos para arrastar.

Não se preocupe garoto elas estão lá fora.

Dean começa a se preparar para partir, foi até o lado de fora da barraca, e lá estão suas espada o esperando, rapidamente embainha a espada, fazendo com que a senhora ficasse impressionado com a força que alguém tão magro poderia ter.

Não é melhor você arrumar uma espada mais leve? - fala a senhora sorrindo

Eu não posso deixá-la para trás, este é um peso que eu tenho que carregar.

Dean olha para o céu, já é muito tarde da noite e pela posição da lua devem ter passados aproximadamente dois dias, dormindo. Mesmo sabendo que isso tinha apertado o seu cronograma, ele sorria pois já havia anos que ele não consegue dormir tanto.

Recuperado suas espadas Dean começa a caminhar em direção  ao reino do vento que deve estar a um dia e meio de viagem, ele começa a sumir na escuridão da noite, quando alguém toca o seu ombro.

Garoto, hoje a vila vai fazer um festival da colheita não quer ficar para comer.

Mesmo sabendo, que não era a melhor alternativa, pois isso iria fazer com se atrasar ainda mais, os olhos da senhora brilhava ao fazer o pedido, isso o fez resolver ficar para festival.  

Quando a noite atinge sua escuridão, onde é impossível chegar o que tem a sua frente, pessoas começam a sair de suas barracas carregando comida, logo um banquete estava montado ao redor de um gigantesca  fogueira que conseguia vencer aquela escuridão.

Dean sendo puxado pela senhoria foi levado para ao redor da fogueira, onde finalmente pôde perceber como realmente aquele povoado é pequeno, ainda mais todos que estavam comemorando eram pessoas muito velhas, isso realmente era estranho, não havia ninguém jovem.

Arrastado pela senhora Dean é obrigado a sentar-se ao redor da fogueira, logo pessoas curiosas começam a se aproximar, pois Dean por sua aparência chamava atenção, ele evitava ficar encarando as pessoas então apenas olhava para a fogueira.

Nunca vi alguém olhar tanto para um fogueira - Você deve gostar de fogo?. Pergunta a senhora que havia trazido prato de comida para.

Ele não responde, as chamas da fogueira dançavam na sua frente e isso o enfeitiçou, nem mesmo conseguia piscar. Após alguns minutos Dean volta o olhar para a senhora que está sentada ao seu lago.

Não, na verdade eu tenho medo do fogo ele é capaz de causar muita destruição - Fala Dean voltando a olhar para chamas.

Sim, o fogo é um fenômeno natural incontrolável que destrói tudo em sua frente, mas ele é uma parte fundamental do mundo e depois do fogo queimar uma região ele abre lugar para nova vida surgir.  

Essas palavras fizeram com que Dean mostrasse um sorriso, realmente ouvir palavras tão gentis de alguma forma o confortou, livrando ele, um pouco, dos pensamentos que o assombravam.

A gentil senhora lhe oferece um pouco de carne, Dean aceita, ele estava com muita fome rapidamente comeu o bastante para alimentar uma família, era realmente uma comida saborosa.

Mesmo aquele lugar sendo bem aconchegante, havia algo que incomodava Dean, por que as pessoas nessa vila são tão velhas, e onde estão os jovem, não há ninguém que pareça almenos ser jovem.

O que acontece como esse povoado, onde estão os jovens desse lugar? - Pergunta Dean olhando para a senhora que sorria olhando as outras pessoas dançando.

O sorriso que até pouco tempo brilhava, desapareceu dando lugar a um rosto sem expressão, com o olhar perdido, ela não responde nada a Dean apenas, voltar o seu olhar para as chamas. Lágrimas começam a escorrer pelos seus olhos, pingando e desaparecendo  na areia. Dean sabia que tinha perguntado algo muito doloroso para aquela senhora, porém não sabia o que fazer para acalmá-la, então ficou apenas de cabeça baixa.

Não se preocupe garoto! - Diz um senhor que estava vindo em direção a senhora que  chorava .

Nós somos um povo nômade! - O nosso estilo de vida não é muito popular entres os jovens. HAHAHA. - Fala o senhor enquanto afagava a cabeça da senhora que ainda chorava.  

Um a um os jovens deste povoado, foram embora para outras terras - Parece que andar pelo deserto e fazer plantações não era o bastante para eles - continua falando o senhor com a voz já tremula.

Dean sabia que era uma questão complicada para aquele povo falar sobre este assunto mais ele estava curioso para saber.

Então o que vai acontecer com este povo? - Não tem nem jovem para cuidar de vocês?

Infelizmente, nossa cultura vai desaparecer, a cada ano nosso grupo se torna ainda menor!! - Alguns morrem, outros vão embora…. Garoto nossa cultura está morrendo...

As palavras ditas, realmente faziam Deam senti como aquele estilo de vida era importante, e como era difícil saber que eles eram a última geração, suas histórias e costumes estavam com os dias contados.  

Nossa cultura pode sobreviver, você não quer se tornar um de nós? Fala o senhor agora sorrindo.

Dean também mostra um esboço de sorriso, um pouco desajeitado, porém realmente a proposta parecia algo que Dean realmente pensou antes de responder.

Me desculpa, mas infelizmente tenho muito o que fazer - O meu caminho é longo..  

Todos perceberam que o assunto não era agradável para ninguém, então resolvem voltar a curtir a festa, Dean se voltou a comer, realmente era a melhor carne que tinha comido em anos.

Aos pouco a madrugada, chegava e a festa se encaminha para o seu fim. Uma a uma as pessoas estavam em suas barracas, até que apenas Dean havia permanecido ao redor da fogueira pensando, ele queria dormir porém não queira voltar para os pesadelos.

Está na hora de partir. - Diz Dean para si.

Ele se levanta, recolhe suas espadas e começa a se dirigir a para fora do povoado, mergulhando na escuridão que se fazia logo adiante. Aos poucos o brilho da fogueira vai desaparecendo e Dean se encontra novamente na escuridão.    

Outra vez Dean está de volta a escuridão, a solidão e os pensamentos começam a atormentá-lo. Dean não usava nenhuma tocha, nada para iluminar seu caminho, ele já estava  acostumado a se arrastar pela escuridão durante a noite. A coisa que mais o perturbava eram as vozes que gritavam e chamavam por ajuda, que o cercavam por todos os lados, mas uma voz entre tanta se destacava, era de uma mulher, esta voz cochichava no ouvido de Dean.

Você realmente pensou que poderia ficar naquele povoado e ser feliz… Haha...  A felicidade e a paz só pertence aos vivos, você tem que pagar o preço pelos seus pecados. - Diz a mulher com um dom voz suave, porém aterrorizante.

As vozes perseguiram Dean durante todo o resto do noite, as vozes só se acalmaram quando os primeiros raios do sol apareceram e iluminou aquele imenso deserto que ainda havia pela frente, revelando para Dean o longo caminho que havia até o país do vento.

 


Notas Finais


Digam o que acharam do capitulo?


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