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História Dean e Castiel - Elo Forte. (Primeira Temporada) - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Meu Adorável Estranho


Fanfic / Fanfiction Dean e Castiel - Elo Forte. (Primeira Temporada) - Capítulo 6 - Meu Adorável Estranho

-Experimente! –Dean soltou um prato com panquecas fresquinhas na frente de Castiel. – Espere, aqui ó. – derramou uma calda quente de chocolate por cima.

Ao colocar o primeiro pedaço na boca, o novo inquilino soltou um gemido de prazer e desespero pela fome e pelo gosto maravilhoso que estava sentido no paladar.

- Mm...mm...Uau!...mm Nossa! – mastigando pouco e engolindo pedaços grandes.

- O que achou? – perguntou Dean.

- Que coisa incrível! É... maravilho! – respondeu, enfiando mais garfadas sem  quase ter engolido a outra parte.

- Vai devagar, até parece que nunca comeu nada na vida.

- Mm... na verdade acho que não mesmo. Isso aqui - Balançou o garfo para cima - É delicioso. Acho que nunca comi nada igual a isso. – ingerindo com tudo aquela fatia para dentro.

- Você ainda não comeu nada parecido. Aqui perto vende um hambúrguer... - abriu as mãos para cima, com expressão exagerada - Melhor coisa que já comi. Um dia te levo lá.

- Eu vou adorar, pode ter certeza. – abocanhou mais outra garfada.

- Beba, para ajudar descer tudo. – Dean empurra um copo com leite para o amigo.

O loiro observava atento o sujeito esfomeado. Havia algo de confortante em saber que ele não se lembrava de quem era. Nunca teve um momento tão íntimo com Castiel. Cozinhar para um anjo, ( se caso fosse um quem o possuísse) era com uma sensação doce/estranha por assim dizer. Aquele quem estava diante de si parecia tão normal quanto qualquer pessoa que conhecesse. Os cabelos do moreno estavam úmidos e bagunçados, o rosto fresco e amigável, coberto por roupas alinhadas e casuais; não parecia nada com o Castiel que conhecera. Dean se pegou pensando que poderia continuar assim para sempre.

- Acho que já estou farto, por enquanto. – o Carismático afasta a cadeira e pousa as mãos na barriga, satisfeito.

 

Enquanto Bobby e Sam se ocupavam com coisas sérias, Dean saiu com o seu novo amigo de carro e levou ele para lugares que já estiveram antes, pra ver se despertava a memória do rapaz. Passaram pelas regiões mais depressivas.

- Você se lembra daqui? Foi onde você apareceu pela primeira vez. – disse Dean, nervoso por qualquer resposta.

- Não, acho que não. – respondeu. Contudo, não sabia explicar dentro de si a estranha inquietação ao ver o lugar. - Podemos entrar?

Saíram do carro e entraram no hangar que Dean e Castiel tiveram suas primeiras impressões.

- E aí? Tá se lembrando de algo? – acompanhando o olhar de Castiel para onde ele olhava.

- Não sei ao certo. Há uma energia bem forte aqui dentro. Eu posso sentir. O que aconteceu aqui? – os olhos azuis perguntaram.

- Foi aqui que eu te vi pela primeira vez. Você entrou por aquela porta. – Dean apontou a direção.

- E o que vocês estavam fazendo? – ele olhou em volta e viu o teto e as paredes cobertos com desenhos e escritas indecifráveis.

- Estávamos esperando confrontar algo...alguma coisa que achávamos estar causando problema. – o loiro não sabia como dizer sem assustá-lo, ocultando toda a história.

- O que, por exemplo?

- Ah... demônios.

- Quê?! Demônios?

- Eu e minha família caçamos coisas que não deveriam existir. Coisas que as pessoas acham que só aparecem em filmes de terror.

- E o que você acha que eu sou? – perguntou confuso.

- Bem, aí é que tá, não sabemos quem está aí dentro agora.

- Dentro de onde? – se pegando olhando para si.

- Mm...hã, não sabemos se você é o Jimmy ou o anjo que o possui. – disse Dean, desconcertado, mas não querendo mentir. Ele não era do tipo que se enrolava nos assuntos.

- Um anjo?! - virou-se, com a cabeça pensativa – Como eu poderia ser um anjo? Eu sou... eu, aqui, e também não sou o Jimmy que vocês pensam que é, disso tenho certeza. Mas um anjo também não. Claro que não. – franzindo o cenho e agitando as mãos pelo corpo.

- Olha, eu sei que isso soa estranho para você, acredite em mim, eu nunca fui de acreditar nisso também. Mas aqui está você – um humano, ou, um anjo sem memória.

O Cabelo preto engolia em seco todas as palavras ouvidas, aquilo não poderia ser verdade. Estava tão confuso e perdido da cabeça, que começou a ficar nervoso.

- Não, não pode ser, isso não é verdade. Pare de fizer me dizendo essas coisas que não são reais. – ficando eufórico demais para aguentar tanta informação jogada de uma vez, correu antes que Dean reagisse.

Atravessou o terreno sem olha para onde ia, desnorteado e assustado. Apenas correu para se afastar da súbita loucura que o invadiu.

- Castiel! Pare! Onde você vai? – corria atrás tentando alcançá-lo.

- Não, eu preciso sair daqui. Isso não está certo. – corria para todas as direções viáveis, contornando só quando via alguma barreira na frente.

- Cas! Volte aqui! Vamos tentar resolver isso, juntos, eu prometo.

O perseguiu até perceber que o moreno parou, olhando para todas as direções procurando uma saída. O agarrou pelo os braços e o virou. Tentou acalmá-lo.

- Cas, olhe para mim, me escute. Você sair correndo que nem um louco não vai te ajudar em nada. Eu preciso que você se mantenha firme até descobrirmos mais.

- Não. Não quero me acalmar, isso está soando absurdo demais para mim. – olhava arregalado, desviando o olhar do loiro.

- Eu sei, eu sei. Parece que nada faz sentido, tudo bem, eu entendo...

- Não. Você não entende. Não entende como é estar vivo, mas sem saber que rumo da sua cabeça tomar. Não saber quem é você e se sentir deslocado. Saber que não pertence a lugar algum, e ficar dando voltas dentro de si mesmo, pensando que perdeu alguma coisa, mas não sabe onde.

- Eu sei sim. Sinto tudo isso desde que voltei do inferno. – apertava as mãos nos ombros de Castiel, querendo de alguma maneira confortá-lo.

- Quê! Como? Você voltou de onde? – olhou para os olhos verdes iluminados.

- Bem, esse é outro assunto que falarei mais tarde. Fui arrastado. Deixa pra lá. O importante agora é que você precisa se acalmar. Eu e Sam e Bobby vamos fazer de tudo para tentar achar alguma explicação para tudo o que está acontecendo, tá me ouvindo bem? Eu não vou desistir até encontrar as respostas.

- Tá legal, ok. Estou me acalmando. Pode me soltar.

- Não, venha aqui, eu preciso de você são. – Dean o puxa para si e envolve seus braços no corpo trêmulo.

O Amedrontado deixou ser abraçado e retribuiu o gesto, colocando os braços envolta do outro também, ajeitou o queixo para frente do ombro do loiro, e os dois se uniram, apertados, num contanto caloroso. Ambos tinham quase a mesma altura e os rostos se encontravam com facilidade. As mãos de Dean alisavam as costas do moreno, o acariciando com seus dedos firmes por cima da roupa.

- Olha para mim, Cas. Você é a coisa mais importante que me aconteceu nesses meus anos de vida desajustados. Você é a única coisa que eu tenho certeza de estar fazendo certo na vida. – silenciando sua excitação por um instante - Eu preciso que confie em mim quando digo que farei tudo por você, e irei te ajudar.

- Eu sei, eu sinto isso também.

- Sente? – os olhos azuis cederam a voz acolhedora de seu conselheiro.

- Sim...

O recém humano podia não saber de nada sobre a vida que levara antes de ser encontrado por Dean, mas sentia, que mesmo perdido, estava ao lado da pessoa certa.

Dean Winchester o ajudaria a descobrir sua verdadeira identidade, mesmo contrariando seus sentimentos, que lhe fazia questionar se queria de fato que o desconhecido descobrisse quem era de verdade.



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