História Dear Angel - Capítulo 15


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Categorias Zayn Malik
Personagens Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Dear Angel, Zayn Malik
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Palavras 2.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI MENINAS, TUDO BOM?
Preparadas para mais um capítulo? Espero que sim, pretendo muito postar com mais frequência

Capítulo 15 - I want to know who is Zayn Malik


||Capítulo 15||

Você era diferente de todas, não gostava de maquiagens, arrumar o cabelo, roupas caras, o simples já era tudo. Não gostava de ter muitos amigos, odiava atenção e tudo aquilo que a deixasse em destaque. Como uma pessoa pode se sentir tão vazia, tão fria, era como se ninguém tivesse valor algum perto dela. Ela ficava bem longe de mim, com apenas um livro em uma das mãos, não gostava de companhia, e isso foi o que me fez querer conhecê-la...

— Bruno Passos.

Segunda feira 03 de Março de 2014. Bournemouth, Inglaterra.

||Anna Scott||  

 

Quando acordei, senti um frio na barriga. Eu estava me sentindo ansiosa. Já senti isso antes. Sempre começa assim. Um frio na minha barriga, e então eu começo a transpirar demais, minha cabeça começa a doer. Meu coração fica acelerado, parecendo querer sair do meu peito e ter vida própria. 

Então eu começo a esquecer tudo e fico focada o tempo todo em uma única coisa. Mas dessa vez, eu não sei o que é. Eu estou ansiosa sem um motivo aparente. 

— Anna, são seis e cinquenta já. Se for tomar banho, tome logo. — Ouvi minha mãe gritar. 

Esfreguei meu rosto. Eu preciso me acalmar.

Levantei da minha cama e resolvi tomar um banho. Quem sabe a minha ansiedade passe. Calcei meus chinelos e caminhei rapidamente até o meu banheiro. Tirei toda a minha roupa e vi uma marca vermelha na minha camisa cinza.

Olhei para baixo, minha barriga estava vermelha. Eu tinha me arranhado, e os poucos cortes que tinham ali e estavam quase cicatrizando, foram abertos. Droga. O que eu faço agora? O verão começou a chegar, e eu vou ter que usar uma blusa regata, ou vão pensar que sou louca.

Procurei me acalmar. Eu não preciso ficar mais nervosa do que já estou. Caso contrário, não vou conseguir fazer nada. Entrei no chuveiro e lavei o meu corpo com o sabonete, tomando cuidado com a minha barriga. Lavei meu cabelo apenas com o shampoo e saí do box enrolando meu corpo em uma toalha verde felpuda. 

Abri o armário embaixo da pia e peguei uma água oxigenada, gazes e uma pomada cicatrizante. Procurei por iodo, mas só tinha um pouquinho. Joguei um pouco de água oxigenada nos cortes para não infeccionar e depois limpei. Passei um pouco da pomada cicatrizante no local e peguei a gaze. Tampei o meu machucado com alguns pedaços de esparadrapos e mais gazes. 

Olhei no espelho, e seria o suficiente para não manchar minha roupa e poder usar até mesmo um vestido. Voltei para o meu quarto e verifiquei as horas: sete e cinco. Eu preciso me apressar ou vou chegar mega atrasada. 

Abri o meu guarda roupa e peguei um short preto de couro, uma blusa cinza e uma camisa de flanela vermelha. Vesti tudo rapidamente e calcei uma bota que achei, dentre as dezenas que eu tenho.

Iria arrumar meu cabelo e até mesmo passar um rímel ou lápis de olho... Mas olhei o meu celular e já são sete e vinte e cinco. Só peguei minha mochila e desci as escadas entrando na cozinha. Olhei e só tinha cereal para o café da manhã. 

— Acho que precisamos conversar. — Minha mãe disse aparecendo e sentando de frente para mim.

— Conversar? — Falei confusa. O que aconteceu?

— Sim, sobre o que aconteceu no domingo. — E então eu comecei a ficar tensa. — Por que aquele garoto estava aqui, Anna?

— Eu já disse que não sei mãe. Eu não conversei com ele. Apenas fiz o que a senhora pediu. Ajudei ele a acordar, ele tomou um banho, fiz um chá e depois eu fui dormir. — Omiti a parte que deixei ele dormir no sofá. Mas acho que ela não sabe disso, pois acordei antes dela e não tinha nenhum sinal do Zayn em casa.

— Ele tinha um cheiro forte de bebida e parecia drogado. Ele usa drogas? — E eu não sabia o que responder.

— Eu não sei. — Disse nervosa, minha mão estava soando. 

Eu realmente detesto quando tenho alguma crise de ansiedade. Estou começando a sentir falta de ar. 

— Se você não sabe nada dele, por que o mesmo te procurou? — Mamãe perguntou.

— Talvez ele estivesse por perto e não sabia para onde ir. Eu realmente não sei mãe. — Disse com dificuldade. Estava tentando imediatamente me acalmar.

— Tudo bem. Mas, eu não quero ter que vê-lo novamente. Estou falando sério Anna. Não quero você com esses tipos de pessoas. Não quero que tenha amizade com ele e muito menos se envolva sexualmente com ele. — Imediatamente esqueci da minha crise de ansiedade. E então eu senti meu rosto esquentar e ficar vermelho.

Mas não por estarmos conversando sobre relação sexual no café da manhã. Mas sim, por estar lembrando dos beijos que tive com ele. Do sabor de seus lábios. Do seu corpo quente embaixo do meu enquanto apertava minhas pernas e bunda.

Eu gostei daquela sensação. Do arrepio no corpo, gostei do frio na barriga, do sentimento de liberdade. Parece que por alguns minutos, enquanto beijava ele, eu tinha esquecido um pouco da minha vida e de como as coisas realmente são. Eu me senti...feliz.

— Tudo bem mãe. Não se preocupe, nunca teremos nada. — Falei e ela pareceu se acalmar com isso. — Agora eu... Eu preciso ir, não quero chegar atrasada. — Levantei da mesa e saí, eu nem comi nada. Até mesmo perdi a fome, então, não é um problema.

Saí de casa carregando a minha mochila nas costas, que agora parecia pesar uma tonelada. 

Eu não posso me envolver com o Zayn — não que isso vá acontecer novamente. Ele é um canalha. Eu não quero ser apenas mais uma em sua listinha de garotas que ele já pegou. Não quero ser uma das garotas que ele ri com os amigos, contando vantagens. Contando sobre os momentos que já passou comigo, se é que os poucos beijos que tivemos, signifiquem o suficiente para ele compartilhar com os amigos.

Eu fui realmente uma tola de ter beijado ele. Ele foi o meu primeiro beijo, deveria ser especial. Com alguém especial...

  — Anna, você está bem? — Me assustei e virei bruscamente, encontrando a Lucy segurando meu ombro. 

— Sim, estou. E você? — Perguntei tentando me acalmar do pequeno susto que levei. Eu cheguei tão rápido à escola, ou fiquei o caminho inteiro pensando sobre a madrugada de sábado e o que a minha mãe falou, e não me dei conta que já tinha chegado na escola?

— Não parece que está. Aconteceu alguma coisa? — Ela disse e então começamos a caminhar até o pátio perto do refeitório. Faltava ainda dez minutos para o sino tocar.

— Não, já disse. Só me assustei. — Falei tentando convencê-la. Mas, é quase impossível, convencer a Lucy do contrário. 

— Tudo bem. É melhor irmos para a sala, o sino vai tocar em cinco minutos. — Ela disse e eu concordei. Levantamos da arquibancada e caminhamos até a nossa sala. Tínhamos a primeira aula juntas: química.

No caminho, eu vi o Zayn, ele ia vir falar comigo. Mas eu virei o rosto e caminhei mais rápido e ele desistiu. Ainda bem. Não quero falar com ele. Somente quando for ultra necessário. 

Sentei na minha cadeira e comecei a fazer as atividades juntamente com a Lucy. Eu estou começando a levar jeito nas matérias de cálculo... Química, física e até mesmo matemática. Ela realmente tem me ajudado e muito. Antes eu não fazia nem ideia do que significava todas essas quantidades de número e nem o que eu precisava fazer. E hoje em dia já consigo ao menos ter uma certa noção, mas ainda falta.

— Não Anna, o cálculo está errado. É 5 mols. — Disse depois que mostrei o resultado da minha conta para ela. Olhei novamente e percebi que tinha feito a divisão errada. Que droga. Eu não consigo me concentrar, parece que sempre tem alguma coisa me puxando para a noite anterior, eu preciso mudar. Preciso esquecer que isso tudo aconteceu.

  — É, você tem razão. Nossa, odeio cálculos. — Falei e ela riu. Continuamos resolvendo a interminável lista de exercícios. 

 

||Intervalo|| 

 

Me sentei sozinha, como costumava fazer. Abri a minha mochila e comecei a ler Persuasão, de Jane Austen. Eu não costumo ler livros clássicos. Mas não tinha nenhum livro novo. Então peguei da minha mãe. Sempre faço isso quando não tenho livros novos.

E bem, esse me parece bem interessante.

 

— Eu acho que te devo um pedido de desculpas. — E eu levei um baita susto. Pela segunda vez. No mesmo dia. 

— Que droga, você me assustou. — Falei e me virei para o Zayn. Fechei o livro, estava na metade já.

— Desculpa, não foi a minha intensão. É que você estava tão desligada da realidade, que não percebeu que o nosso intervalo acabou tem duas aulas. — E então eu levantei assustada. 

Eu sabia que deveria ter ficado no refeitório. A Lucy poderia ter falado comigo, mas ainda assim eu não perderia duas aulas. E não ter vindo para a quadra. 

Peguei minha mochila e guardei o livro ali dentro com cuidado, se amassar minha mãe me mata. E ia descer a arquibancada, quando o Zayn me puxou pelo braço. O que ele quer agora?

— Onde você vai? — Ele perguntou.

— Para a minha sala, você disse que estou atrasada. — Falei e ele assentiu.

— Mas... — Ele parou um pouco e soltou o meu braço, sentou e me encarou. — Eu queria falar com você, quer dizer, ainda quero.

— Falar comigo? — Disse.

— Sim, sobre o que aconteceu no sábado. — E eu então cruzei os meus braços e assumi uma postura mais firme.

— Não tem nada o que falar. Digo, você estava bêbado e drogado, presumo, então procurou algum lugar para ir já que sua mãe não sabe que você ainda continua usando drogas e você apareceu na minha casa. Você passou mal, eu te ajudei e blá blá blá — Falei.

Ele me encarou um tanto surpreso.

— Então vai ser assim?

— Zayn, as coisas são assim. Nos conhecemos não tem nem um mês. Nos beijamos já, okay. Mas foi só isso — Não, não foi só isso. — Não precisa me dar explicações. Não namoramos e estamos muito longe disso.

Eu nem acredito que realmente disse isso. Eu acho que só quero mantê-lo longe de mim. Não posso deixar ele fazer morada na minha vida, não posso deixar que meu coração crie expectativas e nem nada disso. Sei qual será o resultado se deixar ele se aproximar de mim. 

Não quero ter um coração quebrado — o último pedaço intacto que restou do meu coração. 

  — Tudo bem, você tem razão. Amigos? — Esticou a mão na minha direção e eu o olhei. Balancei a cabeça e neguei, saí dali querendo ficar o mais longe possível dele.

Ela é como café frio de manhã
Estou bêbado de whisky e coca da noite passada
Ela me faz tremer sem aviso
E me fazer rir como se eu estivesse na piada 

 

— Anna — Ele gritou mas não dei ouvidos a ele. Eu realmente não quero me envolver com ninguém para me decepcionar. — Anna, por favor. — Ele pediu. E eu meio que sem perceber parei.

— O que foi? — Disse sem olhar para ele.

— Não podemos ser nem ao menos amigos? — Ele perguntou confuso.

— Minha mãe te odeia, ela pediu para ficar longe de você e eu não quero decepcioná-la. — Disse e foi como se as palavras tivessem acertado ele em cheio. 

— É sério isso? Não acredito. Digo, a sua mãe é uma megera, existe alguém nesse mundo que ela ame além dela própria? — E eu o encarei de boca aberta.

— Eu não vou ficar aqui ouvindo você falar mal da minha mãe. — Disse e voltei a descer as arquibancadas. Ouvi que ele fazia o mesmo.

— Ei, desculpa Fujona. Não quis dizer isso, não dessa maneira. — Ele ia dizendo e correndo atrás de mim, até que me alcançou.

— Mas disse. — Soltei o meu braço do seu aperto. 

— Eu sei, me desculpe. Eu só quero te conhecer. — Ele disse.

Continue o encarando, ele realmente disse isso? 

Eu sei menina, quando você olha para mim
Você não sabe como eu me sinto
Porque eu sou normalmente tão indiferente
Meus sentimentos, eu escondo-os
Mas eu quero que você saiba
Oh, eu quero que você saiba

— Por que você ia querer me conhecer? — Disse confusa.

Talvez eu seja um bobo para falar, mas eu não me importo
Porque uma garota como você, vai chegar em torno de como
Uma vez em um milhão de vezes?
Então o que eu faço?
Me diga o que eu faço

 

— Eu disse isso desde o começo. Você é tão... Diferente. Digo, você se veste como uma pessoa normal, fala como uma pessoa normal e tudo isso. Mas é o seu... É o seu olhar que me deixa confuso. Eu nunca sei como está se sentindo, o que está pensando. Eu te olho, e não consigo ver nada além do seu físico. — Ele disse e eu comecei a abraçar meu corpo envergonhada. Ele está me encarando como um leão encara a sua presa. E isso me deixa muito intimidada. — E eu sempre consigo desvendar as pessoas apenas com um ou dois olhares. Todos são muito previsíveis. E você... É tão enigmática. E isso me deixa louco e fascinado.

— Então, eu sou uma espécie de desafio para você? — Perguntei e ele parou um pouco para pensar. — Você apenas quer me entender e então acabou? Como se fosse um jogo novo do qual você quer aprender a jogar, e então quando aprende, você enjoa?

— Não. Não quis dizer isso Anna, por favor, pare de complicar as coisas. Eu quero conhecer você, e aposto que quando te conhecer de verdade, não vou querer te deixar. Quero ser seu amigo Anna. 

Quer ser meu amigo?

— Amigo? Apenas isso, certo?

— Sim. Mas se você quiser ter algo à mais, eu não me importaria. — E então tive que revirar meus olhos.

— Okay, podemos ser amigos. Mas... — Falei e foi ele quem revirou os olhos.

— É claro que teria um ''mas''. Qual a condição?

— Pare de usar drogas. 

— Não é tão simples assim.... — Ele falou. — Eu meio que, preciso. 

— Ninguém precisa de drogas, Malik.

— Eu preciso. A minha realidade, eu preciso delas para esquecer a minha realidade.

— E por que você gostaria de fugir da sua realidade? Alguma garota que não quis abrir as pernas para você e então você ficou revoltado? — Disse sem pensar. Mas no momento foi a única coisa que passou pela minha cabeça para ele querer ''fugir da realidade''.

— Não. — Ele disse rude. — Aliás, eu preciso... Eu preciso ir. — Falou.

E depois disso, simplesmente desapareceu do meu campo de visão. Talvez ele tenha ido para a sua aula, ou alguma outra coisa. Eu não sei. Não existe nada que eu saiba sobre Zayn Malik. Seu passado e tudo o que ele já viveu. Se ele diz que sou indecifrável. Ele não sabe o quão ele consegue ser misterioso e enigmático. Sempre foge de tudo, aparece quando quer. 

Se ele quer me conhecer, então eu também quero conhecê-lo. 

Quero saber quem é Zayn Malik


Notas Finais




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