História Dear Angel - Capítulo 40


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Categorias Zayn Malik
Personagens Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Dear Angel, Zayn Malik
Visualizações 36
Palavras 1.829
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Talvez eu tenha me precipitado, mas, é este o capítulo de hoje.
E eu não revisei ainda, estou um tanto abalada.

Capítulo 40 - Lucy


||Capítulo 40||
Terça feira, 05 de Agosto de 2014. Bradford, Inglaterra.

||Zayn Malik POV||

Acordei e senti uma enorme vontade de vomitar, olhei para o lado, procurando algum lugar ou coisa para vomitar, mas então eu encontrei a Anna. A ANNA. Não, não, isso só pode ser um puta sonho, ou seria pesadelo, levando em consideração o meu estado físico e o estado do lugar que ando vivendo? Já que não tem a mínima condição de chamar isso de casa ou lar, muito menos lar.

Levantei aos poucos, se for de fato real, eu não quero acordar ela.

Quando saí da cama, encontrei a Lucy deitada numa cadeira, não me lembro de ter uma cadeira em casa, de onde essa surgiu? E quando de fato entro no banheiro, encontro a Vivian dormindo dentro da banheira velha e detonada que tem ali.

― O que diabos está acontecendo? Que porra é essa? Merda, merda, merda ― Eu queria muito gritar, mas eu não podia por três miseráveis motivos:

A Anna, Lucy e Vivian iriam acordar.

A Anna iria acordar e ver a Vivian e isso não seria bom.

A Anna iria acordar, ver a Vivian e logo em seguida iria ver o meu estado, o que consegue ser ainda pior.

Eu não posso deixar uma coisa dessas acontecer, mas se eu for parar para analisar, se a Anna está aqui, se ela me encontrou, e está aqui dentro junto com a Lucy, é sinal que alguém deixou ela entrar, e bem, esse alguém não fui eu. Só pode ser a Vivian, então, ela e a Anna já se viram e a Anna deve ter tirado várias conclusões precipitadas.

Ah, qual é Zayn! Conclusões precipitadas? O que você acha que a Anna vai pensar, sabendo como você é, me diga, o que ela vai imaginar ao ver uma garota como a Vivian junto de você? Morando no mesmo lugar que você? Olhei de volta para o quarto e elas continuavam dormindo.

Até que a vontade de vomitar aumentou mais ainda e eu só consegui abri a tampa do vaso e vomitar sem parar, meu estomago estava doendo demais, e ainda assim eu não conseguia parar de vomitar, apenas saía, descontroladamente. Então eu sentei no chão, meio que abraçando o vaso, uma cena nojenta, levando em conta o meu estado e o estado do banheiro que...então dei uma olhada melhor na minha “casa”, e ela está surpreendentemente limpa e arrumada. Digo, não está uma maravilha a ponto de chamar de lar. Mas está limpa, não tem garrafas e roupas espalhadas pelo chão, e tem um cheiro agradável de flores, invés do cheiro podre de maconha e urina, que antes estava predominante no ar.

― Aí Zayn, que péssimo jeito de acordar alguém ― Vivian falou e institivamente eu coloquei o dedo indicador na frente da minha boca e pedi que ela fizesse silêncio. ― Ei, calma. Eu já conheci a dona do seu coração, bonita, mas ela está totalmente abalada. Não é pra menos, a coitadinha te viu chegar quase desacordado.

E meu coração que já estava quebrado, se tornou um pó.

― Ela...ela já estava aqui quando chegamos?

― Sim, eu não sei como ela te achou, mas ela já estava aqui. No começo eu achei que fossem patricinhas atrás de maconha, mas aí, pelo jeito e o olhar dela ao local, ela não estava atrás de drogas, e sim de você.

Se a ideia da Vivian era me fazer sentir melhor, ela fracassou totalmente.

Porque agora eu estou me sentindo um lixo, um completo lixo. Um babaca fodido. É isso que eu sou, e a Anna... Ah, ela não merecia isso.

― Ih, já vi que você vai começar com aquela parada melosa. Não começa não, Zayn. Se ela está aqui é porque ela quis. Porque ela te ama ou é idiota o bastante para sair de Bournemouth até Bradford atrás de um idiota que creio eu, ela já sabia disso, e já sabia dos seus problemas com droga. Então, me poupe dessa ladainha de querer fugir para ela não te ver desse estado. Se ela não te amasse, ela teria ido embora ontem no exato momento que te viu prestes a cair de tão chapado ― E bem, isso também não ajudou em nada, mas foi aliviando a minha dor.

― É, talvez você tenha razão, agora tem como você sair? Eu preciso mijar ― Ela riu, com a minha ajuda, saiu da banheira e foi para a cozinha. Disse que comprou comida e iria fazer alguma coisa para nós quatro comermos.

Agradeci.

No fundo, ela até que é uma pessoa legal.

Me olhei no espelho, depois que terminei de mijar e vomitar mais um pouco, meu rosto está pálido. Não que eu fosse um cara exageradamente moreno, mas, bem...eu tinha um pouco de melanina no rosto, e ela sumiu totalmente. E meu olho está fundo, sem vida.

Meu corpo está mais magro do que me lembrava. Tirei a minha camisa e calça, tomando um banho de água gelada, preciso parecer um pouco mais sóbrio para a Anna, ao menos, antes de pedir que ela vá embora. Sei que a Vivian disse que se ela não me amasse, teria ido, mas, ainda assim, ela não merece nada disso. Ela já tem todos os problemas dela, não precisa de mais.

Enrolei um toalha na cintura, que parecia ser nova, o que foi que aconteceu nesse tempo que eu dormi? Saí do banheiro e encontrei a Vivian e Lucy conversando baixinho, na ponta da cozinha, como se estivessem esperando que eu saísse do banheiro.

― Zayn, nós dois precisamos conversar um pouquinho, de preferência antes que a Anna acorde ― E pelo tom sério da minha melhor amiga, a coisa não parece estar nada boa para o meu lado.

― Bom, eu vou dar privacidade para vocês. Vou até o mercadinho e depois na farmácia, o Zayn vai precisar de mais remédios. Volto depois do trabalho ― E assim a V saiu mais rápida que uma flecha.

― Olha, Lucy, me desculpe por causar todo esse transtorno na sua vida e na vida da Anna, eu sei que ela é sua melhor amiga, e me você a ama e quer protege-la, também acredito que me ama e quer me ver bem, mas eu entendo completamente o fato de me querer longe dela, longe da vida de vocês. Será melhor para todos, e vai evitar muitas situações embaraçosas e perigosas.

Ela concordou com a cabeça, e suspirou, sentando na beirada da cama, e eu acompanhei ela, tomando cuidado para que não acordasse a minha garota, que eu nem sei mais se tenho direito de chama-la de minha.

― É, você tem razão em quase tudo que disse. Mas, não é o melhor para todos. Ao menos, não para você e a Anna. Sabe, quando você se mudou para o nosso colégio, foi um sucesso entre as garotas, todas elas queriam te conhecer e ficar com você. Mas, não deu muito certo para elas. Ao menos, não para TODAS elas ― Indiretamente, ela lembrou do fato de eu ter ficado com a Kelly e algumas outras que não consigo me lembrar. ― Então, você se aproximou de mim, mas com intenções boas, querendo a minha amizade. Você precisava de alguém para te informar sobre tudo, e eu fui essa pessoa. Mas, você também precisava de mim para uma outra coisa: a Anna. Você percebeu rapidamente que ela não era como as outras, e que precisaria de mais empenho para conseguir isso. No começo eu fiquei um tanto confusa, com os dois pés atrás, sem saber se devia ou não ajudar você com isso, mas então, você demonstrou ser diferente, quer dizer, você realmente mudou. Acho que, ao conhecer ela, percebeu que queria de fato algo concreto. E aí que foi melhorando as coisas. Você foi diminuindo as drogas e bebidas, até deixar de lado as mais pesadas. Eu ainda não sei onde foi que você estava com a cabeça quando decidiu usar cocaína e heroína. Caramba, isso porque eu não consigo me lembrar o nome das outras merdas que você usava. Qual é? Não podia só encher a cara com cerveja como qualquer garoto comum? Tinha que usar drogas? Ok, ok. Eu não sou a sua mãe. Então deixe isso para lá. Voltando as partes boas. Você foi parando com as drogas e a Anna foi parando com a vontade de querer se matar, ou ao menos, de tentar. E eu agradeço por isso, não sabe o quanto foi bom saber que ela não se cortava e nem tentava morrer. Mas então veio o caos, vocês brigavam, discutiram, e você...Você fez merda. Fez muita merda. Uma merda bem grande, e contou isso para ela, e sumiu. Ela sumiu de você e você sumiu dela. Ah, aí foi só ladeira a baixo. Você voltou a usar essa porcaria de droga e beber feito um imbecil descontrolado e a Anna, a Anna tentou se matar. E foi por tão pouco Z, por tão pouco que ela não conseguiu. Eu ainda não consigo me esquecer do médico dizendo que se eu e a mãe dela tivéssemos demorado mais cinco segundos, eles não poderiam ter feito mais nada. ― E eu fiquei perplexo. Sem conseguir respirar direito. ― E desde então a minha vida mudou completamente, eu comecei a cuidar não só da minha mãe, que está doente mas ainda não sabemos o que é, mas eu também comecei a cuidar mais ainda da Anna. Porque vocês dois longe são péssimos, uma bomba relógio. Uma granada, se eu for resolver citar A Culpa é das Estrelas. Vocês dois são uma granada, uma granada que explode rapidamente longe um do outro. E bem, por mais que eu quisesse que vocês dois ficassem longes, eu sei o quanto isso seria ruim, e isso também não é uma novela mexicana. Então, eu peço a você justamente o contrário: não some Z, não deixe a Anna. Eu não concordo nada com isso, dela depender de alguém para ser feliz ou estável. Assim como não concordo que você precise dela para se manter sóbrio. Mas, se isso for manter vocês vivos por mais tempo, então, faça isso. Por favor. Por vocês. Por mim. Pela mãe dela. Nós já sofremos demais, eu não aguento mais tanto sofrimento. Eu amo vocês dois imensamente e isso me destrói, me destrói ver vocês se destruindo. Por favor Z, por mim. ― E então, se eu não estou enganado, eu vi a Lucy chorar pela primeira vez. Um choro de alguém que está entregando os pontos, que já guardou tanto que agora não tem mais espaço, e precisa apenas de um tempo. Alguém que está carregando várias vidas na própria costa, que está segurando diversos mundos ao mesmo tempo, e agora o seu está se rompendo. Eu não sabia o que falar, qualquer coisa que eu falasse seria um nada. Apenas a abracei, e tentei confortar ela.



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