História Dear Daddy - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Homofobia, Hot, Lgbt, Romance, Sex
Visualizações 12
Palavras 1.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Brian na foto *-*

Capítulo 5 - What if...?


Fanfic / Fanfiction Dear Daddy - Capítulo 5 - What if...?

Acordei no dia seguinte com o barulho insistente do despertador. Ainda sonolento, dei um murro nele para que parasse de tocar e deitei novamente na cama, olhando para o teto. Demorou uns bons cinco minutos para eu me convencer a levantar. Quando encostei o pé no chão, quase dei um berro ao sentir algo nos meus pés. Era Brian.

- MEU DEUS, BRIAN! - gritei em desespero. - ME PERDOA!

- Ah, você vai ver! - ele levantou rapidamente e voou em cima de mim, me derrubando na cama. Começou a me fazer cócegas, o que me fez chorar de rir.

- P-para, Brian!! - implorei enquanto ele prendia meus braços e continuava a me torturar, enquanto ria. - Por favor!!! Para!!

Ele parou e se deitou ao meu lado, ofegante. Eu ainda não tinha conseguido parar de dar risada e ele também ria da minha reação.

- Seu idiota! - bati em seu braço fraquinho.

- Quer que eu comece de novo? - ele ficou novamente em cima de mim rindo e levantou as mãos como se ameaçasse a me fazer cócegas novamente.

- Não! Não! Tudo bem! Tudo bem! - eu gritei me rendendo. - Você venceu!

Ele continuou em cima de mim, os braços na altura do meu pescoço e com os joelhos dobrados perto da minha cintura. Eu me perdi no verde de seus olhos, que me fitavam. Ele ainda tinha um sorriso em seu rosto, e eu também estava sorrindo. Por mais que aquela situação fosse esquisita, eu não fiz nada. Simplesmente deixei que ficássemos lá, eu deitado e ele a centímetros do meu rosto.

Eu não era gay. Mas estaria mentindo se dissesse que, naquele momento, eu pudesse beijá-lo do jeito que eu imaginava beijar a menina dos meus sonhos. O sorriso no rosto dele desapareceu aos poucos, e ele começou a me analisar. Seu olhos corriam por todo o meu corpo e a respiração dele ficava mais acelerada.

Ele aproximou seu rosto do meu. Fiquei com medo. Eu queria beijá-lo, mas estava apavorado. Eu já havia beijado algumas meninas antes, mas era... diferente. Meu medo estava sendo superado quando meu pai entrou no quarto sem bater a porta e Brian se sentou ao meu lado rapidamente, passando a mão no cabelo e bocejando, como se tivesse acabado de acordar.

- Bom dia, meninos. - ele sorriu. - Acordados?

- Sim, pai. - respondi me sentando também.

- Okay. - ele já estava de terno, pronto para o trabalho e eu estranhei.

- Está indo trabalhar agora? - perguntei, sabendo que ele normalmente só saia de casa às oito horas.

- É, ahn... me ligaram ontem à noite me dizendo que hoje teríamos uma reunião de emergência e eu terei que ir mais cedo. Então tudo bem. Tchau! - então simplesmente fechou a porta e foi embora.

Brian se levantou e foi até o banheiro, como se tudo que acontecera antes da chegada do meu pai não passasse de um fruto da minha imaginação. Mas eu não o culpo, também faria isso no lugar dele.

Depois de nos arrumarmos, descemos para tomar café.

- Bom dia, meninos. - minha mãe disse carinhosamente enquanto descíamos a escada.

Nos sentamos e eu coloquei um grande copo de suco de laranja para mim, servindo Brian logo em seguida, porque eu sabia que ele também era apaixonado por suco de laranja. Ele agradeceu com a cabeça quando eu coloquei o copo na frente dele, já que este dava uma grande mordida em um pão com mortadela preparado pela minha mãe.

Vi Brian pegar o celular e digitar alguma coisa. Não se passaram trinta segundos até que eu sentisse meu celular vibrando.

Mensagem de B❤:  Vamos perguntar pra sua mãe da festa na sexta agora. Ela parece estar de boa.

Olhei pra ele e assenti.

- Mãe... - eu chamei, como quem não quer nada.

- Oi, meu amor. - ela sentou Charlie no cadeirão.

- Eu poderia dormir na casa do Brian na sexta? - fiz como se não tivesse nenhuma segunda intenção em toda a história.

- Depende, os pais dele estarão em casa? - ela perguntou, quase distraída.

- Vão, Sra. Sanders. - Brian disse nervoso, se ajeitando na cadeira.

- Então tudo bem. - ela olhou para nós e sorriu, voltando depois a prestar atenção no bebê. Eu e Brian nos entreolhamos e começamos a comemorar como se estivéssemos gritando. Ele olhou para o seu celular e apontou para as horas. Estávamos quase atrasados.

- Mãe, precisamos ir, okay? - eu me levantei e peguei minha mochila no chão. - Beijos.

Fomos então para a escola, deixando minha mãe para trás e gritando de alegria interiormente. Era a primeira vez que eu iria numa festa de verdade.

***

- Me socorre, cara. - Brian me disse assim que chegamos às portas do colégio e vimos Maya correndo em nossa direção, com um sorriso que mais parecia botox.

Foi só depois de um tempo que eu lembrei da nossa conversa do dia anterior. Brian terminaria com Maya hoje ou amanhã. Afinal, era quinta-feira e eles não costumavam se ver no fim de semana porque Maya tinha "compromissos de família" (pelo menos era o que ela dizia).

- Oi meu amor! - ela voou em seus ombros e o abraçou, envolvendo-o num beijo desnecessário depois disso. - Olha, não precisa ficar mal. Eu te perdoo por ontem, okay? - e quando o abraçou novamente, Brian olhou pra mim pedindo socorro, eu movi minha boca como se dissesse "VAGABUNDA" e ele riu baixinho. Aquela ridícula ainda por cima estava colocando a culpa em cima do Brian!

- Ahn, sobre isso.... - ele se libertou do abraço - preciso conversar seriamente com você.

O sorriso dela sumiu do rosto e eu percebi que aquela era a desculpa para eu sair de lá. Me afastei um cinco metros e fiquei os observando. Eu só via a boca de Brian se mexendo, então não dava para entender o que eles estavam conversando. Bom, não dava até o momento em que ela começou a dar um chilique.

- COMO ASSIM, BRIAN? - ela praguejou, levantando os braços e batendo nele com força, mas ele nem ao menos se mexeu. - VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE TERMINAR COMIGO! QUE PORRA É ESSA? - Brian abriu a boca para falar e eu percebi que ele estava puto. - QUER SABER? VOCÊ NÃO VAI TERMINAR COMIGO. SABE POR QUÊ? PORQUE EU ESTOU TERMINANDO COM VOCÊ! ADEUS! - e saiu de perto dele, batendo o salto de suas botas no chão de concreto enquanto chorava desconsoladamente um choro ridiculamente fingido.

Eu me aproximei dele e percebi que ele estava com uma cara de "Que Porra Aconteceu Aqui?" e eu a reconheci porque estava com a mesma cara. As pessoas ao redor olhavam para Brian e riam como loucas, ou estavam com o celular na mão. Logo, logo aquele vídeo estaria viralizando no YouTube.

- Essa menina é definitivamente louca. - ele disse incrédulo, ainda olhando para onde ela estava trinta segundos atrás.

Nós rimos e os amigos de Brian o chamaram no grupinho deles. Ele acenou para mim e foi em direção aos atletas. Eu fui andando em direção à sala de aula, mas quando passei por onde eles estavam, só consegui escutar:

- Mas você tem certeza que não ficar bolado se algum de nós pegar a Maya?

- Não, pessoal. - era Brian. - Ela é toda de vocês.

"Pobres homens..." pensei.

Me sentei no balcão da aula de biologia e coloquei minha mala no chão. Terminar com a Maya, implorar pra dormir na minha casa, querer me contar algo e simplesmente fugir do assunto, estar duas vezes próximo de me beijar e depois fingir que nada havia acontecido. Esse comportamento definitivamente não era do feitio de Brian. Havia algo errado nele. Mas eu não fazia a menor ideia do que poderia ser.


Notas Finais


Hey, se estiverem gostando, por favor, favoritem <3
Preciso saber se vale a pena continuar escrevendo .-.
Vejam também minhas outras histórias.
Beijos


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