História Dear death - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Depressão, Morte, Suícidio
Visualizações 42
Palavras 1.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu sei, eu sei. Demorei para postar esse capítulo? Sim. Estou arrependida? Talvez. O motivo é que minha criatividade sumiu, fiz quatro capítulos diferentes e nenhum ficou bom, então, talvez esse também esteja horrível.
Boa leitura!

Capítulo 11 - Defensive


Os cortes ainda sangravam enquanto o sangue se espalhava pelo chão. Os cortes não eram tão profundos, mas de qualquer modo, estavam doloridos. Peguei um pano, limpei o sangue e coloquei uma faixa no braço, para que parasse de sangrar, mas tal feito não aconteceu tão cedo.

Joguei a lâmina fora e caminhei até meu quarto, fechando a porta atrás de mim, mesmo sabendo que ninguém abriria. Ainda faltava uma hora até minha mãe chegar, então, sentei na janela, observando o sol e as nuvens que pairavam no céu. Balancei meus pés, como se fosse uma ameaça de suicídio para quem me observava da rua, mas não, era apenas meu calmante, meu remédio, meu jeito de esquecer tudo e todos.

Um hora se passou, minha mãe chegou trazendo consigo dois pacotes do Mc Donald's e dois copos de refrigerante. Minha mãe nunca fora daquele tipo que faz comida, ela no máximo fazia panquecas ou lasanha, era apenas isso.

-Emma, trouxe lanche para você!- ela disse, provavelmente o escritório onde ela trabalhava havia promovido ela, afinal, eram raros os momentos em que nós comíamos hambúrguer.

-Oque é Emily?- disse, tentando esconder os cortes com a manga de meu moletom.

-Um hambúrguer triplo e fritas com cheddar para você.- ela me entregou um dos pacotes. -E um big mac com fritas para mim!- e assim, começou a comer.

Terminamos de comer e eu fui até meu quarto novamente, deixando-a sozinha na sala. Alguns minutos depois, ouvi batidas em minha porta, e não tinha outra escolha a não ser abrir.

-Emma, posso entrar?- ela disse, já entrando e fechando a porta atrás de si, como se alguém pudesse nos ouvir.

-Já entrou...

-Filha.- ela fez uma pausa, como se procurasse as palavras certas para dizer. -Eu recebi uma ligação hoje.

-É alguma oferta de emprego? Porque se for para a gente se mudar eu...- fui interrompida por mais de suas palavras.

-Seu pai, ele quer passar um tempo com você.- ela falou rápido, cuspindo palavras ao invés de falar.

-O-oque? Porque?- perguntei, fazendo uma expressão confusa.

-Ele quer que você fique em Londres por uma semana, para conhecer sua madrasta.- ela fez um olhar de desprezo ao falar a palavra "madrasta".-E o filho dela.

-Ah, claro.- me levantei bruscamente da cama, fazendo minha mãe se assustar com tal ato. -Ele some por nove anos e depois quer me ver novamente para conhecer minha madrasta?- fiz uma pausa, respirando fundo, desacelerando a voz e parando de gritar. -Diga á ele que eu vou.- fiz uma pausa e minha mãe olhou como se eu fosse a pessoa mais bipolar que existia no mundo. -Mas não será minha culpa se algo quebrar ou pegar fogo.- falei isso e sai de meu quarto, me trancando no banheiro e entrando no banho, mesmo sem ter pego outra roupa.

-Emma Parker William.- ela sabia que eu não gostava de usar o sobrenome dela, William não soa bem junto com Parker. -Você acha que pode falar assim comigo? ABRA JÁ ESTÁ PORTA!- ela gritou, batendo loucamente na porta do banheiro, como se estivesse em um filme de terror e algo tentasse pegar ela.

-Eu não vou abrir Emily, me deixa sozinha um pouco, caralho.

-Emma, eu estou tentando ser calma com você, por fav...

-POR FAVOR? VÁ SE FODER EMILY. PARE DE AGIR COMO SE FOSSEMOS A FAMÍLIA PERFEITA. PORRA, SÓ ME DEIXE SOZINHA.- falei, gritando o mais alto que pude.

-EU SOU SUA MÃE, NÃO GRITE COMIGO DESSE JEITO.

-E EU SOU SUA FILHA, ME TRATE COMO TAL E NÃO COMO O SER HUMANO QUE VOCÊ DESPREZA!.- e assim, a conversa cessou.

Eu conseguia ouvir os soluços dela em alguns momentos, eu sei que ela se esforçava, mas chega um momento em que a raiva e o ódio transbordam junto a tantas mentiras e falsidade. Me enrolei na toalha e saí, notando que minha mãe não estava mais no apartamento, apenas um bilhete na porta. "Aproveite o apartamento, passarei a noite fora. Beijos, Emily". Ela claro que ela estava magoada, brava ou estressada. Merda.

Fui até meu quarto, peguei o celular e tentei ligar para ela, mas fora tudo em vão, ela não atendia nem retornava as ligações, e eu sabia exatamente aonde ela ia quando brigávamos. Vesti uma legging preta e uma blusa básica cinza, peguei um casaco e saí do apartamento, passando rapidamente na portaria e saindo pelas ruas da Califórnia. Fui andando até o bar que ficava a trinta minutos do apartamento, quando cheguei, percebi que o cheiro de cigarros e de bebida ainda não sairá daquele local, e as brigas típicas ainda ocorriam.

-FILHA DA PUTA, OLHA OQUE VOCÊ FEZ COM MEU VESTIDO!- uma morena gritava para uma mulher, que logo reconheci ser minha mãe, tentei entrar mas um cara forte me barrou, dizendo que eu era muito nova para estar ali, tentei me explicar transbordando em palavras, mas meus olhos se perderam na multidão quando percebi que a morena acerto uma garrafa de vidro na minha mãe, fazendo-a cair no chão.

-PUTA MERDA!  ME SOLTA SEU IDIOTA!- dei um chute próximo ao membro do cara, fazendo-o me soltar no ato de se proteger. -Aquela vadia machucou a Emily, ALGUÉM POR FAVOR FAÇA ALGUMA COISA? -ninguém fez nada, alguns homens gritavam e levantavam seus copos, e a morena apenas ficava batendo palmas, junto com os outros, eu podia dizer que odiava minha mãe, mas eu sempre quis e sempre vou querer o bem dela. 

Abaixei a cabeça, deixando meu cabelo cobrir minha face, consegui ver onde a morena estava e então, puxei as duas pernas dela, fazendo ela cair no chão. Sentei em cima de sua barriga e comecei a bater nela.

-Pense duas vezes antes de machucar minha mãe.- e então, peguei o seu próprio salto e comecei a bater em suas bochechas com ele, fazendo ambas as bochechas ficarem vermelhas com marcas de salto. Percebi que foi a primeira vez em anos que me referi a Emily á chamando de mãe, não sei porque, mas foi.

Minha mãe já havia acordado, ela estava com a mão na cabeça, mas podia raciocinar o porque a morena sangrava embaixo de mim. Em um movimento rápido, minha mãe me tirou de cima da morena e saiu correndo comigo, tropeçando em algumas coisas por estar visivelmente bêbada. Pegamos um táxi e fomos para o apartamento, ela parecia se segurar para não vomitar a cada curva, então me sentei longe dela, para que ela não vomitasse em mim. O caminho foi longo, não sei se pelo trânsito ou pelo silêncio permanente que existia. Chegamos ao prédio, passei o braço dela por meus ombros e a guiei até o elevador. Entramos no apartamento e nos jogamos no sofá, permanecendo do jeito que caímos.

-Você detonou aquela vadia Emma!- e após falar isso, minha mãe começou a rir, me provocando sorrisos que logo se tornaram risadas.

Após alguns minutos, ela já estava dormindo, eu sabia que ela acordaria com uma bela ressaca na manhã seguinte, então, avisei ao escritório dela que ela não iria e fui dormir, ainda rindo com tudo oque havia acontecido hoje. Deitei na cama e dormi logo ao fechar os olhos, afinal, muita coisa aconteceu em um curto espaço de tempo.


Notas Finais


Esse capítulo foi completamente focado na relação de mãe e filha da Emma com a Emily, sua mãe. Espero que tenham gostado, como eu disse, o capítulo ficou uma bosta, mas eu só queria focar um pouco na família ao invés de apenas na escola e nos amigos.
Até o próximo capítulo!


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