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História Dear Diary... What the Fuck? - Sasusaku (Heathers Universe) - Capítulo 21


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, meus amores, como estão? Espero que bem.
Decidi que vou finalizar a história hoje, então vou postar dois capítulos. Eu não gostei muito do final, mas eu apenas segui o roteiro do musical kkkkk enfim, de qualquer forma, eu espero que gostem

Capítulo 21 - 21 - Dead Girl Walking 2


Fanfic / Fanfiction Dear Diary... What the Fuck? - Sasusaku (Heathers Universe) - Capítulo 21 - 21 - Dead Girl Walking 2

  Os corredores da escola estavam lotados. Eu não imaginei que tanta gente se daria o esforço de ir à escola durante a noite, ainda mais para uma causa a qual eles fingem se importar.

  Olhava de um lado para o outro enquanto caminhava em busca de Sasuke. Me esbarrei com alguém alto e suas mãos envolveram meus braços. Era o treinador Gai e, nesse momento, seus olhos marejaram. O olhei um tanto confusa e logo ele me abraçou chorando.

 — SAKURAAAA!! SASUKE ME DISSE QUE TINHA SE MATADO!

 — É… Sasuke está errado… sobre… muitas coisas — falei sufocada por aquele abraço.

 — Eu tive de fazer um tributo meia-boca por conta… — fungou. — por conta da notícia de última hora… oh, céus, que bom que você está bem!

 — T-treinador Gai… — o empurrei de leve, indicando-o para se afastar e assim ele fez. — Onde fica a sala da caldeira?

  Era claro que aquele era o primeiro lugar que eu olharia. Para explodir a escola, ele com certeza copiaria a ideia estúpida de seu pai.

 — Próximo ao vestiário masculino do lado do ginásio tem uma porta que leva a uma escada que leva a…

 — Obrigada, eu tenho que ir — e sem mais, me virei e corri em direção ao local indicado.

 — ESPERA, A REUNIÃO NO GINÁSIO JÁ ESTÁ PRA COMEÇAR! — ele gritou, mas eu não lhe dei ouvidos.

  A porta apresentava uma placa verde que dizia “Apenas Funcionários”. Aproveitei o local ainda vazio para abrir e entrar, descendo as escadas de maneira rápida, acabando por dar de cara com Sasuke amarrando o que parecia ser um par de explosivos com fita isolante a um dos canos.

 — Posso ver a sua credencial? — perguntei de forma sarcástica. Ele me olhou parecendo surpreso por um momento, mas logo estreitou as sobrancelhas e sorriu de canto, deixando um riso anasalado escapar.

 — E eu achando que você tinha perdido o gosto por falsos suicídios...

 — Você odeia o seu pai, mas é igual a ele: um idiota que usa a sala da caldeira para colocar uma bomba que vai acabar com tudo.

 — Eu dificilmente chamaria isso de bomba. Isso é pra ativar os explosivos que estão acima do ginásio — se aproximou de mim. — Você sabe o que aqueles idiotas assinaram? Não era nada sobre a semana da prevenção ao suicídio. Era mais uma carta. Uma carta que falava por todo o colégio: — Retirou a arma do bolso de seu habitual sobretudo, junto a uma carta a qual ele passou para a outra mão antes de começar a ler: — “Hoje, nossos corpos queimados vão ser o protesto final a essa sociedade que cria escravos e espaços em branco. Adeus…” — Apontou a arma para mim. — Pouca coisa, eu sei, eu iria pedir para que me ajudasse com isso, mas você preferiu forjar a própria morte. De qualquer forma, os outros vão ver o ocorrido e pensar: “Uma escola se autodestruiu não por que a escola não ligava, mas porque a escola era a sociedade”. — A destravou, tombando a cabeça para o lado exibindo um sorriso agora amedrontador. — Pensou que eu não daria um final feliz para eles também?

  Me mantive focada no objeto em sua mão, sentindo meus olhos marejarem e o ar faltar em meus pulmões. Acima de tudo, eu tinha pena de Sasuke. Eu queria que ele pudesse ter sido ajudado.

 — Sasuke, eu… eu queria que seu irmão tivesse sido um pouco mais forte… — andei para frente sem me importar com a arma apontada para mim. Suas sobrancelhas e lábios tremeram um pouco conforme ele andava para trás a cada passo meu. — Realmente queria que ele tivesse ficado mais. Queria que seu pai fosse bom, que os outros entendessem e queria ter te conhecido antes de te fazerem acreditar que a vida é uma guerra. — Lágrimas rolaram pelas minhas bochechas e eu parei de andar. — Queria que você viesse comigo…

 — EU SÓ QUERIA TER MAIS TNT! — exclamou irritado. Na mesma hora, abaixei a arma em sua mão e tentei tirá-la dele. Ele mediu força comigo, tentando manter o objeto em sua mão enquanto eu tentava tirá-lo sem me importar com os riscos. Ele fazia força para cima, eu fazia para baixo; ele puxava para baixo, eu puxava para trás; ele puxava para trás, eu puxava para frente; até que em um momento, eu caí por cima dele no chão e foi aí que meu corpo inteiro se estremeceu e um grito saiu de minha garganta quando o disparo foi ouvido.

  Meus olhos se arregalaram e os dele também. Nós nos encaramos por alguns segundos antes de eu me afastar dele, trêmula e com os músculos enrijecidos, ficando de joelhos no meio de suas pernas e vendo o buraco em seu abdômen junto ao sangue que se espalhava por sua camisa.

 — E-espero que tenha sido bom pra você… — ele disse com a voz fraca, olhando para o teto. — Porque… foi um saco para mim… — Fechou os olhos com força.

 — Sa… suke… — falei com um pouco de dificuldade. Ele gemeu de dor e colocou a mão contra o ferimento. Me debrucei sobre ele novamente, mas dessa vez cerquei suas pernas com meus joelhos e usei uma mão de apoio no chão, enquanto a outra ia de encontro ao seu rosto franzido em dor. — Sasuke… — Continuei com a voz embargada. — Escuta só...  acabou. Me diga como desarmar a bomba, por favor… Já era… Qual fio eu puxo? Sasuke… — Ele parou de se mover, mantendo os olhos fechados, mas seu abdômen ainda subia e descia sem parar. Me ergui novamente. — Sasuke… — Usei o pulso para limpar minhas lágrimas e me levantei, indo até onde estava aquele aparelho junto ao que parecia um par de explosivos. Os arranquei do cano e corri para fora da caldeira, indo em direção ao andar acima do ginásio. O corredor estava completamente vazio, então provavelmente a reunião havia começado.

  Cheguei na sala de química acima do ginásio e retirei os explosivos de lá. Corri com todos em mãos, descendo as escadas e caminhando para a saída. Atravessei a rua e parei ao chegar à praça que havia em frente a escola.


  Querido diário, o mais irônico disso tudo é que eu não irei escrever a minha própria carta de suicídio.


  


Notas Finais


Já já volto com o último capítulo. Obrigada por lerem até aqui ❤️


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