História Dear Love - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Suho
Tags Chanbaek, Doaçãodoexofanfics, Exo!pais, Exokids!, Menção Kaisoo, Suho!kid
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Palavras 11.782
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu poderia, realmente, escrever um belo texto agradecendo todos os favoritos e comentários, mas eu não sei como reagir a essas coisas pelo simples fato disso ser uma coisa rara que nunca acontece comigo kkkk
De verdade, eu estou saindo do trabalho e já tinha esse extra planejado a muitoooooo tempo por eu amar esse plot e ter vontade de escrever até eu desistir de escrever... Sério, eu ainda não sei como agradecer a todo amor que vcs deram, ou melhor, por terem gostado de uma história que eu fiz com tanto carinho...
Obrigada de verdade a todos!!

Aproveitem o extra especial de dias dos pais, e aproveitem com esse dia com os pais de vocês!!
Obrigada mais um milhão de vezes...
Boa leitura

Capítulo 2 - Extra; Just Kids


Extra; Just Kids.

🌼 “Junmyeon se encontrava apaixonado pela primeira vez na vida, e, com a cara e coragem, convidou a doce menina para um encontro; mas, o que ele não esperava, era que, no final, os pais iriam o ajudar tanto naquele momento vergonhoso…  Afinal, eles sabiam que o filho estava crescendo, e aquilo já estava acontecendo rápido demais para eles.”🌼


🌼

O barulho, quase silencioso, das teclas do computador sendo apertadas com força ecoava por todo o quarto naquele começo de madrugada.

Os óculos estavam escorregando pela pontinha do nariz enquanto o rosto do menino de treze anos estava quase colado à tela do computador, vendo os bonequinhos do time que batalhavam contra o time inimigo, enquanto os gritos dos amigos ecoavam pelo fone de ouvido, que estava bem alto para aquele momento. Os ruídos de frustração do menino eram baixinhos, pois estava com medo de acordar alguém, mas se sentia tão motivado a apertar as teclas do computador com o final daquela partida que, quando ouviu o grito do melhor amigo do outro lado da linha, afastou-se da tela do computador, levantando os braços enquanto olhava o título de campeão brilhando na tela, mostrando que o seu time havia ganho.

O menino tirou os fones, levantando-se da cadeira e fazendo uma comemoração silenciosa dançando no lugar, ainda conseguindo ouvir os gritos que vinham do seu fone pela chamada com os amigos. Estava tão distraído que não percebeu quando a porta do seu quarto foi aberta, e, no meio de sua dança de comemoração, o olhar indignado do pai foi incrivelmente ignorado antes da sentença ser ouvida.

“O que eu falei sobre jogos nesse horário?”, o loiro perguntou, indignado, vendo os olhos do filho ainda mais arregalados depois da frase que soltou, os dois se olhavam ainda enquanto os gritos que proviam do fone de ouvido pararam, um silêncio enorme preenchendo o quarto do menino que viu o pai levantar as sobrancelhas, esperando por uma resposta que provavelmente não iria vir do adolescente. “Acho que ele foi descoberto”, o sotaque carregado do outro lado da linha fez os dois presentes no quarto olharem para a tela do computador, naquele clima tenso que deixava o menino ainda mais nervoso com o que poderia acontecer.

Mas a vida daquela família era incrivelmente cheia de surpresa, e, naquele exato momento, não foi diferente quando o grito rouco ecoou por toda a casa enquanto os passos apressados corriam até o quarto do menino. A porta foi aberta com tudo, mostrando o homem grande que vestia apenas uma calça de moletom e tinha os cabelos bagunçados, que ria feliz demais quando abraçou feliz o loiro, que olhou confuso antes de ser solto daquele abraço e ver o seu filho ser abraçado antes do corpo pequeno no menino ser jogado contra o colchão da cama.

“EU DISSE QUE IRIA GANHAR”, Chanyeol gritou feliz enquanto olhava para o filho, que prendeu uma risada olhando para o pai, que pulava de felicidade no lugar pela vitória que tinha conseguido. “Você está me devendo...”, o homem parou de pular, fazendo uma careta enquanto contava nos dedos alguma coisa, “20 wons, pode passando”, voltou a dizer, esticando a mão de novo para o menino, que mordeu o lábio inferior e balançou a cabeça para frente, fazendo Chanyeol se virar e encontrar com marido parado ainda no mesmo lugar, olhando completamente indignado com o que acontecia, “Eu posso explicar, Bae”, Chanyeol disse baixinho.

“São quase duas horas da manhã”, o loiro começou a falar, respirando fundo enquanto via o marido se sentar na cama ao lado do filho, “de uma quinta-feira, os dois tem que acordar cedo e os DOIS ESTÃO JOGANDO”, Baekhyun gritou no final da frase, vendo os dois se encolherem no lugar enquanto dava o sermão muito merecido neles. “Eu não tenho voz? Cadê o respeito comigo? Cadê o respeito com as obrigações de vocês? Porra, Chanyeol, você tem quase quarenta anos e tá fazendo isso comigo!”, Baekhyun não parava de falar, andando de um lado para o outro enquanto olhava para os dois sentados na cama, vendo que eles seguravam a risada enquanto ouviam a bronca. “Os dois estão sem computador por uma semana”, o loiro disse parando de andar, apontando para eles que pararam de segurar a risada, ficando indignados com o que tinham ouvido.

“Mas...”, os dois disseram juntos, olhando para Baekhyun que continuava a olhar sério, mesmo que um bico enorme crescia no lábio dos dois sentados à cama. “De castigo, os dois e sem mas”, disse irritado abaixando a mão, “Chanyeol, vá para o quarto”, mandou, vendo o marido abaixar a cabeça e sair quase que se arrastando para o quarto que dividiam. “E você, mocinho, desliga isso na minha frente”, Baekhyun disse cruzando os braços, vendo o menino se levantar da cama, bufando irritado enquanto desligava o computador na frente do pai, que se aproximou, desconectando a internet do computador e ouvindo mais um bufar do menino de treze anos.

“Já para a cama”, o loiro mandou, vendo o menino fechar os olhos e se jogar na cama, sentindo a mesma se afundar depois de um tempo depois de ter se coberto. “Estou muito chateado, mas espero que isso não aconteça de novo”, Baek disse passando as mãos pelos fios escuros do menino, que se virou de costas para ele, fazendo birra. “Espero que amanhã o senhor acorde bem disposto e que não fique de birra comigo, senão, você realmente vai me deixar muito magoado, ouviu?”, o loiro perguntou, vendo o filho bufar novamente.

“Eu não tenho mais sete anos, pai”, o menino disse, sentindo um tapa fraquinho em sua bunda, “Eu sei, por isso estou falando para você me ouvir agora, porque quando você tinha essa idade, a última coisa que você fazia era me ouvir”, disse voltando a mão para o cabelo do filho, que se virou para aproveitar melhor o carinho. “Isso não quer dizer nada”, o menino respondeu, ouvindo a risada gostosa do pai enquanto fechava os olhos, “Na verdade, significa que eu estou mimando demais o senhor, é preciso parar antes que você vire um monstro”, o loiro disse rindo, sorrindo para o filho que já tinha a respiração pesada enquanto aproveitava o carinho. “Eu te amo tanto, Junmyeon”, ele disse baixinho, dando um beijo na testa do filho, que sorriu pelo carinho. “Mas você e seu pai estão abusando”, voltou a dizer baixinho, levantando-se da cama enquanto ouvia o filho rir, “Boa noite, meu pequeno”, Baek disse indo em direção a porta, “Te amo muito”, voltou a dizer, apagando a luz e nem esperando por uma resposta enquanto saia.

Mas a resposta baixinha sempre vinha, como se para aquele menino que entrava na adolescência fosse muito complicado dizer em voz alta o que quando era criança só faltava gritar por aí. “Te amo, papai”.

🌼

Fazia exatamente cinco anos que Chanyeol e Baekhyun tinham conseguido a guarda definitiva de Junmyeon e viviam incrivelmente bem juntos, mesmo que as mais diversas brigas acontecessem por coisas idiotas, o pequeno Junmyeon estava crescendo incrivelmente bem no meio daqueles dois, que sempre se atrapalhavam durando o dia a dia, mas nunca deixavam de amar cada pedacinho, qualidade e defeito daquele menino, que, a cada dia que passava, ficava cada vez maior.

Era incrível para o professor, que acordava todos os dias e via o filho vestindo aquele uniforme do colégio e indo todo preguiçoso para a aula, enquanto, a alguns anos atrás, ele acordava todo animado, indo correndo para o carro, esperando que Baekhyun se apressasse pois ele queria ir para a aula. Era divertido vê-lo crescer, ir mal em algumas matérias, ir super bem em outras, desenvolver talentos e aprender com os pequenos tombos da vida. Eles sempre estariam ali para o menino, que se mostrava independente a cada dia que passava, e isso enchia tanto o peito dos dois homens, que nem sabiam dizer o que costumavam sentir quando o assunto era o filho, pois, era tão forte, que as palavras não conseguiam demonstrar o que sentiam.

E um dos momentos preferidos do professor, de todos os dias, eram exatamente aqueles, onde estava sentado na mesa de jantar, vendo o filhos descer arrumado enquanto carregava a mochila em um dos ombros e tinha os cabelos escuros bagunçados, os óculos estavam quase caindo do rosto enquanto ele caminhava quase dormindo até a mesa, se sentando no mesmo lugar, apoiando o rosto na mão que estava apoiada na mesa e dava a sustentação perfeita para o menino, que fechou os olhos enquanto sentia o cheiro bom do café.

Baekhyun observava ele enquanto comia a sua torrada, as pastas que estavam sobre a mesa foram deixadas de lado quando o loiro passou a admirar o rosto perfeitinho do filho, que, praticamente, dormia sobre a mesa, quase do mesmo jeito que fazia algumas vezes. Junmyeon tinha se tornado um menino muito bonito, onde as sobrancelhas grossas destacavam os olhinhos pequenos, assim como o nariz certinho e os lábios desenhados. Ele estava entrando na puberdade, por isso ainda tinha os traços infantis que faziam Baekhyun sorrir, mas as marcas de que já estava mudando estavam ali, e aquilo fazia o professor pensar em como seria quando ele finalmente virasse um adolescente.

“Ele vai começar a babar”, a voz rouca do marido vez Baekhyun se arrepiar, sentindo um beijo perto da orelha enquanto o prato com os ovos mexidos que Junmyeon enchia o saco para comer foi posto em frente a ele. “Deixa ele”, Baekhyun respondeu, vendo o marido revirar os olhos, bebendo o café forte de sempre enquanto tinha a farda já arrumada no corpo, “E o senhor está bonito hoje, devo me preocupar?”, perguntou baixinho, ainda analisando o marido que sorriu de lado para ele, colocando uma das mãos na coxa farta do professor, que entendeu muito bem o sorriso do marido para si.

“Não, estou só indo trabalhar”, Chanyeol disse olhando para o marido, que pulou na cadeira quando sentiu a mão grande do policial aperta a sua coxa, o fazendo rir da reação do marido. “Você é um idiota”, o professor disse rindo, sendo acompanhado pelo marido que deu de ombros, colocando a xícara em cima da mesa e se inclinando para perto do filho, que dormia ainda com o rosto apoiado na mão, “Não faz isso, Chan”, Baekhyun disse já rindo, vendo o marido fazer mesmo assim, empurrando o braço do menino e deixando o rosto tombar, quase batendo no prato de comida se Chanyeol não tivesse um coração tão bom e segurasse o rosto do filho, que acordou no susto. “Bom dia”, o policial disse rindo, vendo o filho ficar com as bochechas vermelhas enquanto semicerrava os olhos, fazendo um bico puxando os hashis e o prato de ovos mexidos, “Chato”, Junmyeon disse baixinho, ouvindo novamente a risada do pai pela cozinha.

“Bom dia, pai”, Junmyeon disse se direcionando para Baekhyun, que abriu um enorme sorriso enquanto ainda ouvia a risada do marido, “Bom dia, meu pequeno”, respondeu para o filho, sorrindo enquanto o via comer, totalmente irritado com a brincadeira que o pai fizera. “Hoje eu vou voltar cedo para casa, então, vou passar no mercado, querem alguma coisa?”, Baekhyun perguntou depois que Chanyeol parou de rir. “Tá faltando alguns legumes em casa”, o policial disse terminando de beber o café, olhando para o relógio no pulso, vendo que começava a ficar atrasado, “E quero aquilo que você comentou que tem o sabor de morango”, disse soltando uma risada nasalada no final, vendo o loiro ficar com as orelhas vermelhas.

“Para de falar sobre isso com o Jun na mesa”, Baek quase gritou, a vergonha era enorme enquanto olhava para o filho que encarava os dois, desconfiado e entendendo do que se tratava, “Ele tem treze anos, já deve saber de algumas coisas e se não souber, a gente vai ter que conversar com ele de qualquer jeito, amor”, o policial disse rindo, vendo as bochechas do marido ficarem ainda mais rosadas, “E eu quero experimentar o de morango, você me encheu tanto que eu fiquei curioso, ué”, disse risonho, sentindo o tapa forte no meio das costas assim que se levantou da mesa, ouvindo a risada do filho que nem dava mais bola para o que eles falavam.

“O Yixing pode dormir aqui em casa?”, Junmyeon perguntou se levantando da mesa também ainda rindo com o constrangimento do pai que comia nervoso o resto das suas torradas. “Está apelando para mexer na internet?”, Chanyeol perguntou baixinho para o filho, que deu de ombros enquanto lava o seu prato, “Poder pode, mas quero os dois na cama antes das dez”, Baekhyun disse entrando na cozinha, lavando o seu copo enquanto via o policial correr para o segundo andar, alegando estar atrasado e que não podia mais perder tempo. “Seu pai me irrita na maioria das vezes”, o loiro disse baixinho, vendo o filho revirar os olhos, “O Xing vem aqui em casa, mas quero os dois estudando, entendeu?”.

“Entendi, pai”, Junmyeon disse se encostando na bancada, vendo as roupas típicas que o pai usava para dar aula, “Estou bonito hoje para estar me olhando tanto?”, Baek riu, olhando para o menino que estava com a gravata pendurada no pescoço. “Está normal”, Junmyeon respondeu, rindo da cara do pai que se aproximou arrumando a gravata no colarinho do uniforme de Junmyeon. “Você vai com o seu pai e eu posso te busco, se quiser, é claro”, o loiro disse alisando a blusa social do uniforme, “eu volto de ônibus com o Xing”, o menino respondeu, pegando a mochila, já ouvindo o outro pai gritar do andar de cima, pedindo para que já estivesse pronto. “Pega o capacete e toma cuidado, pelo amor de Deus”, Baekhyun disse deixando um beijo na cabeça do filho, que pegou o capacete que usava normalmente para ir para o colégio e acompanhou o policial para fora de casa.

Baekhyun suspirou olhando a porta, rindo alto quando viu o marido entrar novamente e lhe deixar um beijo demorado nos lábios, viu da afobação do policial que voltou a correr para fora de casa deixando um eu te amo no ar enquanto fechava a porta. Baekhyun voltou a se arrumar, guardando suas coisas na bolsa que usava, e, naquele momento, em que estava sozinho, gostava de pensar em tudo o que havia acontecido naqueles cinco anos que passaram voando.

Demorou um tempo até conseguir a guarda definitiva de Junmyeon, mas nesse tempo que finalizavam as papeladas, o menino continuava a morar com o casal, isso por causa de um acordo que tiveram com a dona do orfanato e também com o próprio menino de oito anos daquela época, que insistia que preferia ficar na casa do seu professor do que continuar no orfanato, mas ele também não queria deixar o melhor amigo para trás, por isso que Yixing, mesmo já tendo uma família que o adotou e o amava tanto , costumava passar uns bons dias na casa dos Park, que também tinham um carinho muito especial pelo chinês.

E, tirando tudo isso que era a pequena confusão que Baekhyun tanto amava, ter a tão sonhada família foi como um sonho realizado, era como se aquele espaço vazio, a casa silenciosa e as coisas em ordem, não fossem o que realmente Baekhyun queria; ele gostava de tudo como estava com Junmyeon junto a eles, das brincadeiras idiotas que eles faziam, dos choros do menino que não sabia se expressar muito bem e das gargalhadas que ecoavam pela casa e alegravam todo o ambiente, o professor gostava de ir acordar todos os dias o menino, que reclamava e acordava emburrado, gostava de ver ele brincando com o marido enquanto cozinhavam, gostava de o ajudar com a lição e, acima de tudo, o amava perfeitamente enquanto o via crescer. Era a família que ele sempre pediu, que sempre sonhou.

E, junto com essa nova família, algumas coisas acabaram acontecendo que nem Baekhyun e muito menos Chanyeol esperavam, como a aproximação repentina da família de Baekhyun, e eles antes nem ao menos faziam questão de olhar na cara do caçula, muito menos na de Chanyeol, que sempre tentava animar o marido que se sentia muito mal quando tentava ligar para a mãe e nunca era atendido. Mas, assim que Junmyeon chegou definitivamente na casa do casal, Baekhyun decidiu avisar a mãe, que no começou não deu muita bola, mas quando percebeu o que realmente acontecia, já estava na casa do filho, mimando o neto e se desculpando por tudo o que tinha ocorrido e afastado a família; o professor nunca guardou rancor do que aconteceu, mas na maioria das vezes se sentia muito sozinho sem a companhia da mãe, do irmão e até a do pai, mas ele era feliz daquele jeito somente com Chanyeol e também havia a sua sogra, que o mimava tanto como mimava o policial.

Mas tudo pareceu entrar em ordem quando Junmyeon chegou, fazendo o casal até estranhar, mas acolher todos com os braços e corações abertos, - tudo bem que o loiro tinha tido uma pequena discussão com a mãe, mas foi somente pela cor de cabelo que usava, e professores não podiam usar aquele tipo de cabelo, segundo a mulher, - mas logo a opinião da mais velha mudou quando Jun falou que gostava da cor do cabelo do pai enquanto comia escondido um pedaço de bolo de leite ninho antes do almoço. O menino, sem perceber, realizou um grande sonho e colocou as coisas em ordem na vida dos dois pais, isso enquanto somente brincava e se apegava aos dois homens, que nunca mais se viram sem o mesmo daquele dia em diante. Eram uma família, e não iriam deixar uma família tão cedo.

🌼


Baekhyun ainda ria alto quando entrou em casa com as compras, colocando as sacolas em cima da mesa e arrumando o celular na orelha, enquanto ouvia a voz da amiga e colega de trabalho do outro lado da linha, que ria alto junto com o professor.

“Eu não acredito que teve a coragem de ir atrás dele por causa da pensão”, Baekhyun disse se sentando na cadeira da cozinha, olhando o relógio no pulso e vendo que conseguiria tomar um banho tranquilamente antes dos meninos voltarem da escola. “Eu tenho o direito, e estou fazendo mais isso pela minha filha do que por mim”, ela respondeu o professor rindo indignada do outro lado da linha, “Ele é um vagabundo, pelo menos pagar 280 wons em uma pensão ele tem que conseguir, pelo amor, voltou a dizer, ouvindo a risada do professor que acompanhava esse caso de perto, ajudando Jihyo no que podia, tanto que tinha recomendado o seu advogado para a mulher, que, pelo menos, exigia que o homem a deixasse em paz ou assumisse a filha de vez, coisa que ele não queria fazer.

“Eu já disse que te adoro?”, Baekhyun perguntou ouvindo um sim do outro lado da linha, voltando a rir da amiga, “Mas, sabe, tenta não ir na casa dele de novo, vai que ele é um louco”, o professor disse preocupado, ouvindo Jihyo soltar uma risada mais fraca do outro lado, “Meu amor, sei que você me ama e se preocupa comigo, mas acho que é mais fácil eu dar uma de louca do que ele”, ela comentou, fazendo Baek rir novamente, “Eu preciso voltar para a aula, tenha um bom descanso, Baek”, Jihyo disse se despedindo, ouvindo o sinal tocar do outro lado da linha, Baekhyun se despediu também, falando que amanhã eles conversavam melhor.

O professor passou as mãos pelos cabelos que já estavam grandes enquanto olhava para as compras decidindo se ia ou não guardar, e, antes que arranjasse uma desculpa para deixar as sacolas em cima de mesa, lembrou-se do pacote que comprou, bufando alto enquanto sentia as orelhas esquentarem, “Eu odeio o Chanyeol, odeio muito mesmo”, Baekhyun disse rindo, indo guardar as compras tranquilamente, arrumando a cozinha no final e subindo com uma das sacolas para o seu quarto, agradecendo que iria ter um tempo para tomar banho antes de ter que cuidar de dois meninos que não calavam a boca quando estavam juntos. Ligou o chuveiro no quente e enrolou no mesmo, tentando não prestar atenção no que acontecia na sua casa, pois estava mesmo tentando relaxar.

Enquanto isso, Junmyeon entrou dentro de casa, tirando os sapatos na entrada e entrando só de meia, ignorando os chamados do melhor amigo que tentava se desculpar ainda, mesmo que continuasse rindo de toda a situação, principalmente das bochechas vermelhas do amigo. “Eu te odeio, tenha plena noção disso”, Junmyeon disse irritado, jogando a mochila em cima do sofá, olhando para o chinês, que comprimiu os lábios enquanto encarava o coreano, que ainda olhava feio para ele. “Te. Odeio”, Junmyeon voltou a repetir, logo ouvindo a risada alto do melhor amigo, que deixou a mochila cair no sofá enquanto segurava a barriga com as risadas, sentindo os olhos se encherem de lágrimas enquanto continuava a rir.

“Para de rir, Yixing”, Junmyeon disse nervoso, empurrando o amigo que caiu no sofá, rolando para o lado enquanto ria, e com isso caindo no chão rindo ainda mais alto enquanto lembrava da vergonha que o amigo passou. “Eu não consigo parar... Desculpa... Mas você gaguejando”, Yixing disse rindo alto novamente, se lembrando do amigo travado em frente a menina que ele tinha uma pequena paixão, “Que saco, Yixing”, Junmyeon gritou tacando uma das almofadas que tinha encontrado no amigo, que continuava rindo no chão, “Você é um péssimo amigo por ficar rindo de mim, puta merda”, disse em quase um grito, irritado enquanto subia no sofá e pegava as outras almofadas, as jogando contra o amigo, que ria ainda mais a cada almofada que levava no rosto.

“O-oi, tu-tudo bem c-com vo-você, Joohyun?”, Yixing imitou o melhor amigo, que o olhou desacreditando da ousadia do melhor amigo, que voltava a rir, principalmente quando o peso do melhor amigo pesou em sua barriga e a almofada cobriu a sua cara, “Espero que você morra, de verdade, eu vou te matar”, o coreano disse se sentando em cima da barriga do amigo, forçando a almofada no rosto do chinês, que tremia enquanto ria de tudo o que estava acontecendo. “O que está acontecendo aqui?”, a voz rouca do policial assustou o filho que saiu de cima do melhor amigo, que já estava vermelho de tanto rir e de ter uma almofada na cara.

“Eu estava tentando matar o Yixing, só isso”, Junmyeon deu de ombro, pegando a mesma almofada que usava para sufocar o amigo, e jogando no rosto do chinês que se sentava, o fazendo cair deitado novamente. “Tudo bem”, Chanyeol deu de ombros, deixando as chaves de casa e da moto em cima da mesa, olhando ao redor enquanto voltava a ouvir o filho reclamar, falando que iria matar o melhor amigo se ele continuasse rindo. Chanyeol olhou ao redor, vendo as chaves e o celular do marido na cozinha, “Jun, seu pai já chegou?”, o policial perguntou, colocando a cabeça para fora da cozinha, vendo o filho olhar sobre o ombro enquanto os braços de Yixing tentavam empurrar o corpo dele de cima do seu, “Acho que sim, e provavelmente ele deve estar tomando banho, pai”, respondeu tranquilo, voltando a atenção para o amigo, nem se importando com o que o pai faria ou no que o pai estava pensando sobre esse possível homicídio.

Chanyeol voltou para a cozinha, enchendo um copo com água da torneira e saiu da cozinha, “Jun, se seu pai aparecer aqui embaixo só de toalha, você fala que eu sumi”, o policial disse rindo, lembrando-se da brincadeira que costumavam fazer quando era namorados, e de como Baekhyun não curtia elas quando não era ele fazendo. Junmyeon estranhou, soltando a almofada e olhando para o pai, concordando enquanto o via subir devagar as escadas, Yixing se sentou, ficando bem próximo do melhor amigo que nem ligou quando sentiu o chinês o abraçar e o empurrar para o chão, mudando as posições e as risadas voltando a ecoar altas pela casa.

Chanyeol entrou no seu quarto, deixando o copo de água em cima da cômoda do seu lado, tirando a parte de cima da farda, ouvindo o marido cantar uma música dentro do chuveiro tranquilamente, fazendo o policial rir safado, caminhando sem camisa até o banheiro, abrindo a porta e dando de cara com a fumaça de vapor que saiu do cômodo. Baekhyun terminava de lavar os cabelos enquanto cantava uma música de um grupo de K-pop que tinha ouvido no rádio naquele dia, e o professor estava tão distraído que nem ao menos percebeu quando o marido abriu a porta do box, aproximando-se só um pouco para virar a água gelada nas costas do mais velho, que abriu os olhos assustado, olhando para trás e vendo o marido sair correndo do box, rindo alto.

“IDIOTA”, Baekhyun gritou ainda dentro do banheiro, desligando o chuveiro e se enrolando na toalha, enxugando-se somente um pouco antes de sair com a toalha amarrada na cintura, irritado demais para pensar enquanto o procurava, mas antes de perceber que ele não estava no quarto, voltou para o banheiro pegando o creme de barbear e voltou a sair do banheiro, indo para a sala, nem percebendo que o filho e o amigo já estavam ali e riam de alguma bobagem. “Onde está seu pai, Junmyeon?”, Baekhyun perguntou jogando o cabelos molhado para trás, finalmente olhando para o filho que o encarava segurando a risada, “Oi, Yixing, meu amor”, o professor cumprimentou o amigo do filho, vendo o chinês abrir um enorme sorriso, mostrando as covinhas que tinha na bochechas.

“Agora me responde Jun, onde está o teu pai?”, voltou a perguntar, olhando para o filho que riu, apontando para a lavanderia. “Obrigada”, o professor disse abrindo um pequeno sorriso enquanto tirava a tampa do barbeador, já chacoalhando o mesmo enquanto arrumava a toalha na cintura, já ouvindo a risada baixinha do marido na lavanderia. O grito rouco e desesperado do policial fez os meninos se levantarem do sofá curiosos, indo para a cozinha e assim podendo ouvir as risadas que surgiram logo em seguida, assim como os barulhos dos tapas ardidos que Baekhyun virava no policial.

“Porra, Chanyeol, me solta, desgraça”, Baekhyun gritou mais alto, virando um tapa ardido no braço do marido, vendo o mesmo continuar a fazer cócegas na cintura do professor, “Eu estou só de toalha, para com isso”, o loiro voltou a dizer, soltando um grito alto quando sentiu as mãos grandes do policial o puxarem pela cintura e o levantar, colocando o corpo menor em seu ombro e saindo da cozinha. “Tem visita em casa”, Baekhyun disse alto, ouvindo a risada do marido que tinha a cara coberta de barbeador, assim como o peitoral, mas o professor não estava muito diferente, já que tinha barbeador espalhado pela barriga e braços.

Baekhyun sentiu o rosto queimar quando viu o filho e o amigo na cozinha, olhando risonhos para a cena que acontecia enquanto Chanyeol ainda o carregava pela cozinha, segurando as pernas grossas do professor e impedindo com uma das mãos que a toalha levantasse, enquanto saia do cômodo. “Estamos indo tomar banho, se tocar o telefone, atende, entendeu”, Chanyeol disse para o filho, que resmungou um ‘tudo bem’ enquanto via os pais subirem para a casa, “Ah, e se a Sookyung aparecer aqui, deixa ela entrar”, o policial voltou a gritar para o filho, que nem conseguiu responder quando o outro pai gritou mais alto, “VOCÊ CONVIDOU A SOO E NEM PARA ME AVISAR? O QUE VOCÊ ACHA QUE EU SOU, PARK CHANYEOL?”.

🌼


Junmyeon vestiu o moletom azul, jogando os cabelos grandinhos para trás, colocando os óculos de grau e saindo do quarto, pegando somente o celular enquanto apagava as luzes, vendo que nenhuma notificação tinha chegado, para a sua tristeza.

As risadas que vinham da cozinha fizeram o menino de treze anos suspirar, guardando o celular no bolso assim que chegou perto das escadas, descendo as mesmas e dando de cara com Minseok e Yixing juntos, jogando alguma coisa na tevê da sala, Junmyeon pulou o sofá, se sentando no meio dos dois amigos que nem piscavam enquanto estavam concentrados no jogo, até o momento que o chinês se lembrou novamente do micão que o melhor amigo tinha passado no final da aula. “Min, se lembra da Joohyun da sua turma?”, o chinês perguntou, olhando para o melhor amigo ao invés do outro menino, que encarou os dois confusos, “Sei, por quê?”, Minseok perguntou, parando o jogo e olhando para Yixing, que abriu um sorriso maldoso, se inclinando um pouco para o lado, conseguindo ver perfeitamente o amigo e desviar do olhar de Junmyeon.

“Sabe que o Jun gosta dela, não é?”, ele voltou a perguntar, vendo o menino pequeno e meio gordinho concordar, olhando para o menino ao seu lado, vendo as orelhas dele ficarem vermelhas enquanto ainda encarava o chinês, “E o que tem?”, Minseok voltou a perguntar, dessa vez olhando para Junmyeon, que se afundou no sofá, envergonhado com o que, provavelmente, vinha pela frente. “O senhor aqui, resolveu ir chamar a menina para um encontro”, Yixing disse olhando para o melhor amigo, que arrancou o óculos do rosto enquanto cobria os olhos com um dos braços, querendo realmente matar o melhor amigo. “E o que ela disse?”, Minseok perguntou largando de vez o controle do videogame, olhando para o chinês que ainda carregava um sorriso no rosto.

“Ela não entendeu o que eu disse, então pediu pra eu chamar ela no kakao”, Junmyeon que respondeu, tirando o braço de cima do rosto e olhando para o mais velho, que sorria para ele, meio que surpreso com a coragem que o menino tinha tomado. “Mas, tem um problema”, Yixing voltou a falar, sentindo o melhor amigo o empurrar para longe, “Não tem nenhum problema, inferno, ela só não respondeu ainda”, Junmyeon disse irritado com o chinês, ouvindo a risada do mesmo e do outro amigo ao seu lado, “M-Me des-descul-pa”, o chinês gaguejou, fazendo Junmyeon ficar vermelho novamente e só ser impedido de matar o melhor amigo quando Sookyung apareceu atrás do sofá, puxando a orelha do menino que soltou a almofada que já tinha em mãos, e olhou para a mulher.

“Oi, tia”, Junmyeon disse quando a mulher soltou a sua orelha, massageando a mesma enquanto se ajoelhava no estofado e sentia as mãos delicadas dela pararem em seu rosto, puxando o mesmo para lhe encher de beijos enquanto ainda conseguia se aproximar sem a enorme barriga atrapalhar. Sookyung estava grávida pela segunda vez, dessa vez esperando uma menina que viria muito saudável, conforme o médico que acompanhava a gravidez dizia; a delegada sempre foi amiga de Baekhyun e Chanyeol, que acompanharam o sonho da mulher de um dia conseguir ter um filho quando conheceu o policial que acabou se tornando um namorado/marido, já que eles não faziam questão de se casar quando já estavam muito bem morando juntos.

Mas o problema, era que a delegada tinha problemas para engravidar, então, quando a notícia do primeiro filho veio há treze anos atrás, todos realmente comemoraram, menos Jongin, que ficou mais desesperado em arranjar um casamento com a mulher do que com o filho que estava vindo, mas, depois essa paranoia passou, mesmo que ele ainda quisesse casar com Sookyung. Tiveram Minseok e foi tudo a mil e uma maravilhas até aquele exato momento, que em um dia de enjoo e querer morrer no meio da delegacia, a mulher pediu para o amigo a levar para o hospital e Chanyeol nem pensou duas vezes antes de fazer o que foi pedido. Foi ele que descobriu junto com a sua amiga/chefe que ela estava grávida, mesmo isso sendo impossível de acontecer.

Essa gravidez era de risco, desde que a delegada descobriu, já sabia daquele fato, mas ao ver Jongin tão feliz e desesperado ao mesmo tempo, acabou decidindo que era melhor se afastar, pelo menos que um pouco, de seu trabalho para conseguir ter uma gravidez boa, e isso era estranho para a mulher, que pela primeira vez fazia aquilo, já que na gravidez de Minseok, ela mais trabalhou do que aproveitou o seu momento grávida. “Está bem, meu amor?”, Soo perguntou para Junmyeon, que afirmou com a cabeça, sorrindo para a tia que se afastou do sofá depois de cumprimentar o chinês, que lhe encheu de beijos também, Yixing era da família e todos gostavam dele, não tinha como negar aquele fato.

“A pizza já chegou, vim chamar vocês para comer”, a delegada disse passando a mão sobre a barriga, sorrindo para os três meninos que se levantaram do sofá e correram para a mesa de jantar, onde as pizzas já esperavam por eles, assim como Baekhyun, que já se servia e enchia a boca com uma das fatias. “Ainda bem que a tia Soo existe”, Junmyeon comentou sentando ao lado do pai, que revirou os olhos enquanto mastigava a pizza, “Senão, você iria comer tudo e não deixar nada para a gente”, o menino completou, rindo da cara do pai enquanto pegava um pedaço da pizza. “Olha, não sou eu que estou grávido”, Baekhyun disse depois de engolir o que mastigava, ouvindo a risada alta da mulher que pegou um pedaço generoso da pizza. “Ainda bem, pois um homem grávido seria muito, mas muito estranho mesmo”, Sookyung respondeu, rindo, vendo o professor lhe mostrar o dedo do meio e depois de pedir desculpas, voltando a comer enquanto um assunto aleatório surgia.

“Onde está o Jongin e o Chanyeol?”, Sookyung perguntou quando percebeu que faltava gente na mesa e a pizza já estava acabando. “Jun, você pode ir chamar o seu pai e o seu tio?”, Baekhyun perguntou, pegando um guardanapo e limpando a boca do filho, que deu de ombros saindo da mesa e indo direto para a garagem, vendo tanto o tio como o pai encostados na moto que seu pai usava, conversando sobre alguma coisa aleatória. “O pai Baek disse que vai comer tudo se ninguém chegar, e a tia Soo falou que vai ajudar”, Junmyeon disse em um grito, assustando os dois adultos que largaram o que estavam fazendo, correndo que nem crianças para a mesa, como medo de não ter nada para comer.

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Minseok foi embora junto com os pais, que só não ficaram até mais tarde por causa de Sookyung, que queria muito ir dormir e, naquele estado, tudo o que ela falava para o marido era uma ordem. Então, enquanto Chanyeol e Baekhyun arrumavam a pouca bagunça da cozinha, os dois meninos estavam jogados no sofá da sala, assistindo a um filme saturado que já tinham cansado de assistir há um bom tempo, e só não mudavam de canal por preguiça.

Eles estavam deitados lado a lado no sofá, com Yixing quase dormindo em cima do amigo, que tentava se controlar para não puxar o celular e ver se pelo menos Joohyun tinha visualizado a mensagem que tinha mandando; mas enquanto se controlava, tentava entender pela primeira vez o enredo nada interessante daquele filme, sentindo os olhos pesarem aos poucos enquanto sentia a respiração pesada do melhor amigo no pescoço. E quando estava quase pegando no sono, o celular dentro do bolso do moletom vibrou, acordando Junmyeon, que arregalou os olhos, sentindo o celular vibrar novamente, e mais uma vez, avisando que alguma mensagem tinha chegado.

Com toda sua força, conseguiu empurrar o corpo do melhor amigo que acordou assustado, vendo Junmyeon se sentar no sofá com os óculos tortos no rosto enquanto puxava o celular e desbloqueava ele, entrando no aplicativo de mensagens e abrindo um enorme sorriso quando viu que era bem ela que tinha respondido as mensagens que tinha mandado. “Ela respondeu?”, o chinês perguntou, enfiando-se atrás do amigo que ainda lia as mensagens; Yixing apoiou o queixo no ombro do melhor amigo, vendo com o canto dos olhos o sorriso bonito que ele estava carregando no rosto naquele momento em que pensava em alguma coisa para responder. O chinês voltou a prestar atenção no celular, vendo as mensagens que a menina tinha mandando, rindo baixinho.

Joohyun (19:30)
Oi Jun, desculpa a demora para responder, é que eu estava na minha aula de etiqueta (coisa da minha mãe kkkk)
Mas sobre o que você queria falar comigo?
Percebi que você estava bem nervoso na escola, mas mesmo assim, me deixou curiosa kkk

“Quer que eu te ajude a responder?”, Yixing perguntou para o amigo, que negou com a cabeça, sentindo o coração bater com força na costela enquanto abria o teclado para digitar alguma resposta, mas acabou desistindo antes de começar. “Tem certeza?”, o chinês voltou a perguntar, o sotaque ficando muito mais pesado por causa do sono que estava sentindo enquanto se afastava no amigo e se deitava nas coxas do amigo, que apoiou um dos braços em sua barriga.

“Não”, Junmyeon respondeu incerto, olhando para o filme que passava na televisão da sala, “E se ela me rejeitar?”, perguntou cabisbaixo, olhando para o amigo que tinha os cabelos espalhados pela calça do pijama do coreano, este que levou a mão até os cabelos escuros e macios do melhor amigo, deixando um carinho no couro cabeludo de Yixing. “Se ela te rejeitar, seu melhor amigo ainda vai estar aqui para você”, o chinês respondeu, abrindo um sorriso pequeno, mostrando somente uma covinha para Junmyeon, que revirou os olhos, voltando a desbloquear o celular para responder a menina.

Junmyeon (19:35)
Não precisa se desculpar kkk
E sobre o assunto que eu queria falar com você...
Bom, você está livre nesse sábado? Vai passar um filme muito legal e eu acho que você vai gostar dele.

Jogou o celular longe, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás, a encostando no estofado enquanto rezava para não ter parecido um idiota, pois nem ao menos sabia se tinha realmente algum filme passando naquele final de semana no cinema. Yixing caiu no sono depois de alguns segundos, deixando Junmyeon sozinho naquela crise de não saber o que fazer quando ouviu os pais rindo enquanto saiam da cozinha.

“Ele já dormiu?”, Baekhyun perguntou se aproximando do sofá, vendo o chinês dormir tranquilamente no colo do filho, que deu de ombros para o pai, “Ele ainda é um bebezão”, o loiro disse rindo, vendo o filho abrir um pequeno sorriso, que fez Baekhyun se perguntar se alguma coisa estava acontecendo, pois sabia que o seu filho não se importava muito para castigos, e não era de ficar desanimado com qualquer coisinha também. Baekhyun se aproximou mais do filho, passando uma das mãos pelos cabelos do menino, vendo ele fechar os olhos, aproveitando o carinho que recebia do pai. “Aconteceu alguma coisa, pequeno?”, o professor perguntou, vendo o filho negar com a cabeça ainda de olhos fechados, “Certeza?”, perguntou mais uma vez, vendo o seu filho abrir os olhos e sorrir para si, “Está tudo bem pai, só estou cansado também”, mentiu para o pai, tentando esconder o nervosismo que sentia.

“Tudo bem, se está realmente cansado eu posso arrumar o quarto para vocês”, Baekhyun disse preocupado, ainda fazendo o cafuné gostoso na cabeça do filho, que só faltava ronronar que nem um gatinho, “Não precisa, eu vou deixar o filme acabar, daí eu acordo o Yixing e a gente vai dormir”, disse baixinho, sentindo o celular vibrar em cima do sofá novamente, fazendo um arrepio passar pelo corpo em nervosismo. “Tudo bem, eu já vou subindo”, o professor disse deixando um beijo na testa do filho, saindo desconfiado da sala deixando o filho e o melhor amigo sozinhos.

Junmyeon esperou mais um pouquinho antes de se esticar no sofá, nem se importando com o amigo em seu colo e pegar o celular, desbloqueando o mesmo e vendo as mensagens brilhando na tela, fazendo o seu coração até doer. “Meu Deus”, ele falou baixinho, soltando uma risada de felicidade enquanto abria o chat de conversa, “Yixing, meu Deus”, Junmyeon chamou o amigo que abriu somente um dos olhos, rindo da reação exagerada do amigo que o fez sentar no sofá, “Ela me respondeu”, Junmyeon quase gritou, pulando no sofá enquanto ainda lia as mensagens. “Ela aceitou, meu Deus, ela aceitou Xing”, disse arregalando os olhos, ouvindo a risada do amigo que puxou o aparelho de sua mão para poder ler as mensagens.

Joohyun (19:43)
Ah, entendi kkk
E se for o filme que eu estou pensando, por mim tudo bem, posso até ver o horário se quiser.
Só tenho que falar com o meu pai antes, daí a gente vai de boas... Na verdade, vou falar com ele agora.
Bom, ele deixou, e o horário do cinema pode ser as 15?
Junmyeon (19:45)
Kkkkk
Pode ser esse horário, e você quer que eu te busque aí na sua casa?
Joohyun (19:45)
Se você quiser, tudo bem... Senão o meu pai me leva.
Mas Jun, isso vai ser tipo um encontro?
Junmyeon (19:46)
Eu posso te buscar, já que o cinema é do lado da sua casa...
E se você quiser que seja um encontro, pode ser kkkk
Joohyun (19:46)
Ah, então acho que a gente vai ter um encontro kkk
A gente se vê amanhã, Jun... Boa noite <3


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Tudo bem que Baekhyun e Chanyeol costumavam acordar cedo por causa do trabalho, era algo que faziam normalmente, como se o relógio biológico deles despertasse às seis horas da manhã e não conseguiam pregar os olhos de qualquer jeito, mesmo sendo um dia de preguiça e eles tendo a oportunidade de ficar o dia todo na cama. Mas, como já explicado, eles não conseguiam voltar a dormir depois que acordavam, por isso que o loiro, naquele exato momento, estava em cima do policial, aproveitando aquele horário para tirar uma casquinha do marido, que conseguiu dois dias de folga, o que era bem raro.

As mãos pesadas do policial desceram para as coxas fartas do marido, que prendeu o lábio inferior dele enquanto soltava um som de satisfação, afastando-se de Chanyeol somente para olhar os olhinhos inchados e a boca vermelha pelos beijos. O maior reclamou quando o marido se afastou, levantando o rosto para voltar a ter os lábios desenhados e gostosos de Baekhyun contra os seus, - coisa que não foi negada quando voltaram a se beijar, muito mais afoitos do que antes, mesmo ainda sendo seis horas da manhã, quase beirando as sete.   

“Bom dia”, Baekhyun disse risonho parando o beijo novamente, vendo Chanyeol abrir os olhos, fazendo um bico com os lábios pedindo por mais dos beijos enquanto as mãos grandes apertavam a carne das coxas. “Dormiu bem?”, o professor voltou a perguntar, deixando os seus lábios rasparem no do outro, que resmungou enquanto subia as mãos pelas pernas do menor, que riu baixinho, descendo os beijos para o pescoço do marido. “Dormi bem, mas acordei de uma forma maravilhosa”, a voz rouca do policial fez Baekhyun se arrepiar, movendo-se no colo do marido que soltou um gemido baixinho, fazendo o outro rir. “Acordou com fogo, é isso mesmo, Bae?”, Chanyeol voltou a perguntar, sentindo uma mordida fraquinha no seu pescoço como resposta, dessa vez o fazendo rir.

“Não reclama, porque você sabe que já faz muito tempo”, Baekhyun disse voltando os beijos para o rosto do marido, beijando o canto da boca dele enquanto falava, “Eu não estou reclamando, estou apenas constatando um fato”, o policial disse, ouvindo o marido rir, apoiando os braços ao lado da cabeça do mais alto, o encarando com cuidado, gostando de observar cada mínimo detalhe, - desde a barba começando a nascer até as olheiras inchadas embaixo dos olhos, Baekhyun conseguia achar Chanyeol bonito mesmo se ele estivesse caindo aos pedaços; e como todo mundo costumava dizer, aquilo refletia muito ao amor da sua vida, e pensando um pouco, o loiro gostava de pensar que aquele homem embaixo de si, era sim o amor da sua vida.

“Você é um idiota”, Baekhyun disse depois de um tempo, levando uma das mãos aos cachinhos do marido, afastando os fios dos olhos dele, vendo as pupilas dilatadas por toda aquela pegação que estavam a segundos atrás. “Você me ama, Baekhyun. Me ama tanto que até fingiu perder na hora da escolha de sobrenomes”, o policial disse rindo, vendo o marido arregalar os olhos, negando com a cabeça, “Isso é mentira, eu queria continuar com o Byun, você que simplesmente roubou”, o professor retrucou, logo sentindo o tapa pesado em uma das coxas, parando de falar enquanto prendia o lábio inferior com uma das pressinhas, ouvindo a risada safada que Chanyeol soltou. “Idiota”, o loiro disse, voltando a beijar o marido, muito mais afoito do que antes, se enfiando no meio das pernas grandes do marido e o ouvindo gemer entre o beijo.

Fazia tanto tempo que eles não tinham um tempo somente para eles, mas não por causa de Junmyeon, e sim por causa dos trabalhos, que quando conseguiam uma folga, gostavam de ficar junto ao filho, mas, naquele momento, no começo da manhã, tinha tudo para dar certo, tão certo que os dois homens já estavam muito animados na cama no meio de toda aquela pegação, tanto que Chanyeol já estava abaixando a calça de moletom do marido quando as batidas na porta fizeram os dois pararem o que faziam. “Está seguro para eu entrar?”, a voz de Junmyeon surgiu do outro lado da porta, fazendo Baekhyun segurar uma risada quando o marido bufou, voltando a subir a calça de moletom do professor, que deixou um beijo nos lábios inchados do marido antes de se levantar. “Agora tá tudo limpo”, Chanyeol gritou assim que Baekhyun saiu da cama e foi para o banheiro, deixando o policial sentado na cama, com o cobertor cobrindo metade do corpo, a metade mais importante naquele momento.

“Obrigado”, o menino disse, abrindo as portas e ainda entrando de olhos fechados enquanto com os braços esticados, procurava a cama dos pais, “Pode abrir os olhos, moleque”, Chanyeol disse rindo, vendo o filho abrir um dos olhos, olhando para o pai que estava sem camisa. “Desculpa”, Junmyeon pediu, ouvindo a risada do outro pai ecoar pelo banheiro, “Mas, dessa vez, é urgente o que eu preciso conversar com vocês”, voltou a falar, se sentando na ponta da cama, vendo Chan se arrumar no colchão, se aproximando um pouco do filho, que agora estava de costas para si. “E antes que vocês me perguntem, o Yixing está dormindo”, Junmyeon gritou, vendo o Baekhyun aparecer do banheiro, vestindo um moletom grande, provavelmente do outro pai.

“O que tem de tão importante para falar com a gente?”, o professor perguntou, se sentando ao lado do filho, que puxou uma boa quantidade de ar, tomando coragem para contar para os dois o que acontecia. “Eu vou ao cinema com uma menina”, Junmyeon contou rápido, sentindo as bochechas ficarem vermelhas enquanto via que os dois pais franziam os cenhos, confusos com o que tinha acabado de dizer, “Está dizendo que irá sair com uma menina para ir assistir um filme?”, Baekhyun perguntou, vendo o filho ficar ainda mais vermelho, “Um encontro?”, o policial perguntou, desconfiado com o que acontecia, “Sim, um encontro, no cinema, com uma menina, eu preciso de carona e de dinheiro”, o menino voltou a dizer rápido, sentindo o rosto inteiro ficar vermelho, principalmente quando Chanyeol soltou uma risada fraca.

Um silêncio tomou conta do quarto quando Chanyeol resolveu se levantar da cama, coçando um dos olhos enquanto ia em direção ao guarda-roupa, pegando uma camiseta e a vestindo, “Que horas é a sessão?”, o policial perguntou enquanto fechava o guarda-roupa, coçando a cabeça e voltando a se aproximar do filho, vendo o rosto do menino todo vermelho pela vergonha. “As 15 horas”, Junmyeon respondeu baixinho, olhando para as próprias mãos, percebendo que o pai tinha se abaixado e pegado as duas, que eram muito pequenas comparada as mãos dele. “Vai querer pagar o ingresso para ela?”, o policial perguntou sorrindo, vendo o filho levantar o rosto e dar de ombros, nem ao menos sabia onde estava com a cabeça para convidar Joohyun, a menina mais bonita que conhecia para um encontro.

“Normalmente, quando o seu pai resolveu querer me beijar por aí, quem pagava o cinema era ele”, o policial disse rindo, vendo o filho ficar mais constrangido ainda. “Isso porque eu trabalhava e o seu pai só estudava mesmo”, Baekhyun corrigiu o marido, que nem ao menos olhava para ele, “Quando eu e seu pai começamos a querer a um beijar o outro, e quem sabe, a sair em encontros, no começo eu pagava porque tinha dinheiro e ele não”, o loiro disse passando um dos braços pelos ombros pequenos do filho, que se encolheu com o toque, “Então, se quiser, pode pagar os ingressos e, quem sabe, um milk-shake no final”, Baekhyun disse, abraçando o filho que sentiu as bochechas arderem.

“Tudo bem”, Junmyeon respondeu, vendo Chanyeol se levantar e voltar ao lado da sua cama, pegando a sua carteira e vendo o quanto de dinheiro que tinha para dar para o filho, “Olha, acho que isso vai dar”, o policial disse contando as notas, dobrando as mesmas e entregando para o filho, que se virou e pegou o dinheiro, pronto para sair do quarto dos pais e voltar para o seu, pretendendo ficar trancado no mesmo até o horário do filme chegar. “Ainda tem aquela carteira que você ganhou do seu tio?”, Baek perguntou segurando o pulso do filho, que concordou com a cabeça, “Posso saber o nome dela?”, o professor voltou a perguntar, vendo o filho bufar e fazer um bico nos lábios, “Bae Joohyun, da sala do Minseok”, Jun respondeu, vendo o pai sorrir pois ele conhecia a menina, como conhecia metade de seu colégio, pois já tinha dado aula para bastante gente.

“Ela é muito bonita”, Baekhyun comentou, vendo o filho sair correndo, cobrindo o rosto e fechando a porta no final, fazendo Chanyeol rir enquanto voltava a se jogar na cama, mas antes puxando Baekhyun também. “Ele tá crescendo muito rápido, não tô gostando”, o professor comentou sentindo o marido o abraçar, levantando o moletom dele e beijando o começo das costas, “Todos crescem, Bae”, o policial disse, vendo o marido se arrepiar com os beijos que distribuía pelas costas ele, “Mas você sabe que ele ainda vai continuar sendo nosso filho, nosso bebê”, Chanyeol disse puxando o moletom do marido mais para cima, “Agora chega de neura e vem cuidar de mim”, voltou a dizer, rindo quando viu o loiro se virar, revirando os olhos enquanto o empurrava para poder deitar novamente em cima do policial, se enfiando no meio das pernas dele. “Eu levo eles”, Baekhyun disse tirando o moletom, vendo Chanyeol fazer o mesmo antes de o puxar novamente, colando os lábios em um beijo afoito.

“Claro”, o policial respondeu depois de se separar do beijo, sorrindo safado para o marido que voltou a revirar os olhos antes de puxar o lábio inferior do moreno que soltou um gemido baixinho, “E se quiser, pode ir trancar a porta também”, Chanyeol voltou a falar, sentindo o marido forçar o seu corpo sobre o seu, fazendo o policial fechar os olhos e aproveitar o marido que beijava todo o seu pescoço, “Você é um folgado”, Baek respondeu, antes de voltar a beijar o marido.

🌼


“Pode ir tirando essa blusa”, Baekhyun disse assim que entrou no quarto do filho, vendo o menino se assustar enquanto se olhava para o espelho. Tinham almoçado e já eram mais ou menos 14 horas quando terminou de limpar a cozinha com o marido e o melhor amigo do filho foi embora, jogando os mil elogios pela comida maravilhosa e que amava eles.

Baekhyun riu e deixou o marido na sala, indo ver como o filho estava quando viu o menino se olhando no espelho, os óculos grossos de grau pendurados na ponta do nariz enquanto ele se arrumava para o primeiro encontro dele. “O que tem essa camisa? Tá estranha?”, Junmyeon perguntou para o pai, vendo ele cruzar os braços atrás de si, o encarando pelo espelho, “Graças a Deus a tia Soo não está aqui”, o professor disse se referindo a amiga, “Você vê como o Minseok se veste? Muito bem, né? E olha que ele tem a mesma idade que você”, voltou a dizer, deixando o filho parado no lugar, indo para o guarda-roupa dele a procura de uma blusa mais simples do que aquela com uma estampa floral que usava, “Então, se ela estivesse aqui e te visse com essa blusa, provavelmente, do jeito que os hormônios dela estão. Ela já teria colocado fogo na blusa”, disse rindo, puxando a blusa de mangas compridas da cor verde musgo e jogando para o filho, que já tinha tirado a blusa, pegando a outra que o pai lhe jogou.

“Ela é estranha às vezes”, Junmyeon comentou enquanto vestia a blusa, alisando a mesma em frente ao espelho; estava usando uma calça jeans cinza e os sapatos pretos que sempre usava, e com certeza, estava mais simples do que normalmente já era com o uniforme, diferente de todos os outros amigos, que já estavam muito altos e já com a voz grossa, bem diferente dele. “Ela tem bom gosto, isso sim”, o professor corrigiu, pegando um dos únicos bonés que o filho tinha e se aproximando dele, parando atrás do corpo que já estava quase do seu tamanho. “Precisamos cortar esses cabelos, meu Deus”, o loiro disse, empurrando a franja grande do menino para trás, colocando o boné da cabeça do filho, “Passa esses óculos pra cá”, Baekhyun pediu, vendo o menino tirar a armação grossa e entregar para o pai.

“Acho que vou querer pintar o cabelo dessa vez”, Junmyeon comentou baixinho enquanto tirava o boné da cabeça e o ajeitava, o virando para trás enquanto ainda prendia os cabelos; era muito estranho se ver de boné, já que não era acostumado, e também, porque achava que meninos de treze anos costumavam usar outras coisas, e só os mais velhos usavam aquele tipo de boné. “De que cor?”, o professor voltou a perguntou, saindo de perto do armário do filho e o entregando o óculos que ele não curtia usar porque era de uma armação fina. Junmyeon fez uma careta, olhando para o pai que levantou uma sobrancelha, vendo o menino bufar antes e colocar os óculos, “Que cor ia ficar boa em mim?”, o menino perguntou, vendo o pai lhe olhar pelo espelho.

“Pergunta para o seu outro pai, ele que escolheu o meu loiro”, Baek respondeu dando de ombros, ouvindo o filho rir enquanto se olhava no espelho, “Olha, se eu não tivesse esquecido o meu celular na sala, tirava uma foto sua e postava, pois você está um gatinho”, o professor disse, fazendo o filho rodar na sua frente. “Pai, que coisa brega”, Jun disse alto, ouvindo a risada do mais velho, que o abraçou assim que ele voltou a se olhar no espelho, “Você está indo para o seu primeiro encontro... Acho que eu vou chorar porque o meu pequeno já está quase do meu tamanho e já está virando um paquerador”, Baekhyun disse com a voz chorosa, escondendo o rosto na curva do pescoço do filho, “Para com isso pai”, Junmyeon disse risonho, sentindo o pai apertar mais os braços envolta do seu corpo. “Você precisa de um perfume”, o professor disse ainda com o rosto no pescoço do filho, “Já volto”.

Junmyeon bufou assim que sentiu o seu pai lhe dar um beijo molhado no rosto antes de sair do seu quarto, o deixando sozinho para arrumar a sua carteira, vendo se não tinha esquecido nada, pois não seria legal pagar uma inteira no cinema. “Eu não uso, é gostoso, mas eu prefiro o outro”, Baekhyun apareceu no quarto novamente com uma caixinha de perfume, entregando para o filho que se assustou com a marca, “Mas o papai te deu esse de presente no aniversário de casamento de vocês ano passado”, o menino lembrou, vendo o loiro parar para pensar antes de dar de ombros e entregar mesmo assim o perfume para o filho, que também deu de ombros, passando o perfume e o deixando em cima da sua escrivaninha.

Junmyeon se olhou mais uma vez no espelho antes de sentir o celular vibrando no bolso, mostrando a mensagem de Joohyun que já tinha avisado que estava pronta e o esperava. O menino guardou o celular de volta ao bolso junto com a carteira, olhando para o pai que ainda sorria bobo para o filho todo arrumadinho. “Vamos?”, Jun perguntou, vendo o pai concordar e abrir um sorriso enorme. “MEU DEUS, MEU BEBÊ ESTÁ TÃO LINDO!”, Baekhyun gritou saindo do quarto, se controlando para não amassar o filho de tanto amor.

🌼


Baekhyun estacionou o carro em frente à casa de Joohyun, olhando para o filho ao seu lado, que tirou o celular do bolso pronto para enviar uma mensagem que tinha acabado de chegar.

“O que você pensa que está fazendo?”, Baek perguntou, tirando o celular da mão do filho, vendo o mesmo se assustar com a atitude do pai. “Ué, ia chamar ela”, Junmyeon respondeu o óbvio, vendo o pai fazer uma careta enquanto bloqueava o celular do filho e destravava as portas do carro, “Vai chamar ela”, o professor disse, indicando com a cabeça para o que filho fosse até a porta e tocasse a campainha. “Pai, me devolve o celular, por favor”, o menino pediu, jogando a cabeça para trás em frustração, “Não. Agora saia do carro e vai tocar a campainha e chamar ela”, Baek disse, vendo o menino negar com a cabeça, “Tá com medo do quê? De tomar um choque quando tocar a campainha?”, o loiro voltou a perguntar, vendo as orelhas do filho ficarem vermelhas. “Não, pai”.

“Então está com medo do quê?”, Baekhyun perguntou, vendo o filho olhar para o lado de fora e depois volta a olhar para si, “Do pai dela”, respondeu sincero, sentindo as mãos suarem só de pensar que o pai da menina fosse abrir a porta quando tocasse a campainha. A risada de Baekhyun foi alta no carro, fazendo o menino ficar mais constrangido do que já estava. “Meu amor, você tem dois pais, não precisa ter medo de um”, o professor respondeu, vendo o filho bufar e sair do carro, ainda a contragosto.

Não estava tão calor naquele dia, mas, naquele momento em que o menino se aproximou da porta da casa de Joohyun, sentiu que todo o suor acumulado na sua vida iria sair em suas mãos enquanto estava ali parado; era tão estranho, tão constrangedor que não sabia o que fazer, queria só voltar para o carro e fingir que pegou um resfriado e nunca mais aparecer na escola, - quem sabe assim fosse melhor. Mas não, quando Jun ouviu a buzina do carro do pai, levantou a mão e tocou a campainha, fechando os olhos com força, rezando baixinho para que fosse Joohyun ali na porta, não o pai dela.

Mas, para a surpresa do menino, não foi nem a menina, nem o pai dela que abriu a porta, e sim um menino alto, que estava usando somente uma calça de moletom e tinha os cabelos coloridos bagunçados. “Joo, seu namorado chegou”, ele gritou assim que olhou o menino, abrindo a boca de sono enquanto se encostava no batente da porta, observando o menino com cuidado, “Para de falar isso, Sehun”, Joohyun disse constrangida enquanto descia as escadas e corria toda arrumada para a cozinha, pegando o dinheiro que o pai tinha deixado ali e a sua bolsinha. “É da sala dela?”, o irmão mais velho de Joohyun perguntou, vendo o menino parado na porta de sua casa abaixar a cabeça, sentindo as bochechas queimarem.

“Não, sou da outra turma”, Junmyeon respondeu, vendo o mais velho concordar, “Faz alguma aula com ela?”, Sehun voltou a perguntar, segurando o riso enquanto observava o menino constrangido na sua frente, “Só educação física”, o menino respondeu, vendo o irmão da menina concordar novamente, bem devagar. “Interessante... Olha, ela gosta de sorvete de pistache, então, se for comprar algo para ela, leva ela para tomar sorvete”, o mais velho disse baixinho, curvando-se um pouco para poder continuar, “Ela tem medo de filmes com bonecos, e também gosta de pipoca doce”, Sehun continuou a falar, vendo o menino concordar com a cabeça, “Pode fazer piadas, só não força nada com ela, se ela quiser alguma coisa, ela vai fazer”, ele finalizou, sentindo a irmã cutucar a sua cintura, “O que você disse para ele?”, Joohyun perguntou atrás do irmão, já toda arrumada.

“Que se ele te magoar, eu quebro ele”, Sehun disse rindo, vendo as bochechas da irmã inflarem por causa do bico que fez, “Boa sorte, baixinha”, ele disse dando um beijo na bochecha da irmã, que sorriu antes de aparecer na visão de Junmyeon, que, naquele exato momento, achou que iria morrer. Joohyun usava um vestido vermelho com as mangas ciganas, mostrando os ombros pequenos enquanto a saia era rodadinha, combinando com as sandálias pretas e a bolsinha branquinha que carregava. Ela passou as mãos pelos cabelos escuros e arrumadinho, tendo a parte da frente presa enquanto o resto caia enroladinho. “Nossa, você é muito bonita, mas está muito mais agora”, Junmyeon disse coçando a nuca, vendo o irmão mais velho dela mostrar um joinha para ele, concordando com a cabeça enquanto a irmã ficava com as bochechas vermelhas, sorrindo tímida para o menino.

🌼


Baekhyun deixou as duas crianças na frente do cinema, sorrindo para eles quando os dois saíram do carro e agradeceram pela carona. Baekhyun continuou ainda parado com o carro, vendo o seu filho todo tímido segurar a mão da menina, entrando dentro do cinema e sumindo da visão do professor, que deixou um bico brincar nos lábios enquanto voltava a ligar o carro, mas antes ligou para o marido, deixando no viva voz.

“Eu acabei de deixar meu filho no primeiro encontro dele”, Baekhyun disse choroso do outro lado da linha, ouvindo a risada rouca do marido, “Eu tô com vontade de chorar, Chan, de verdade”, voltou a dizer, parando em um sinal vermelho. “Vem para casa, Bae”, Chanyeol disse do outro lado da linha, ainda rindo com o drama que o marido estava fazendo, “Vem e vamos ficar agarradinhos, esperando ele terminar o filme, vem”, disse mais uma vez, rindo quando o marido concordou e encerrou a ligação; mas antes de parar em uma farmácia, comprando algumas barras de chocolate e outra coisa que ele ficou vermelho quando a mulher do outro lado passou na compra, tinha que parar de ouvir o marido e fazer ele começar a comprar aquele tipo de coisas, já estava passando muita vergonha naquela cidade.

🌼


Baekhyun se enfiou na primeira jaqueta que viu assim que o celular tocou, nem olhando a mensagem, já sabendo que se tratava do filho o chamando, já que tinha se passado três horas, tempo perfeito para se assistir um filme. Já Chanyeol, que estava jogado no sofá, respirou fundo vendo o marido correr até a porta sem nem ao menos ter percebido que estava usando o shorts do pijama. “Oi, amor”, o policial atendeu o celular do marido, ouvindo a voz feliz do filho do outro lado da linha. “Pai, será que a Joo poderia ir jantar em casa?”, o menino perguntou apreensivo, ouvindo a risada do pai.

“Claro que pode, mas você já falou com o pai dela?”, Chanyeol perguntou, vendo o marido olhar estranho para a conversa. “Sim, e o irmão dela vai ir buscar lá pelas 20 horas, acho que dá para jantar em duas horas”, Junmyeon disse rindo, fazendo o pai rir também. “Claro que dá meu pequeno, seu pai já está indo te buscar, fica em frente ao cinema e reza para ele não sair do carro”, Chanyeol falou rindo, vendo o marido mostrar o dedo do meio enquanto saia de casa.

Baekhyun voltou com os dois em menos de dez minutos, correndo para dentro de casa e indo colocar uma calça decente enquanto o cheiro bom já enchia a casa, que estava só um pouco bagunçada, já que o policial tinha tentado arrumar ela um pouco depois que o marido saiu. “Pai, essa daqui é a Joohyun”, Junmyeon disse entrando na cozinha, as mãos dos dois estavam entrelaçadas enquanto a menina, -muito bonita por sinal, - estava atrás de seu filho; Chanyeol, que já vestia uma camisa, desligou o fogão e se virou, curvando-se para a menina que fez o mesmo, voltando logo em seguida para trás do corpo do menino, que tinha um sorriso no rosto. “Ele é o policial, e eu acho que você já sabia quem era o meu outro pai”, ele disse rindo, vendo por cima do ombro a menina concordar.

“Bom, é um prazer te conhecer, senhorita”, Chanyeol sorriu para a menina, que abriu um sorriso maior ainda, “Estou terminando a janta, podem ficar aqui na sala, a televisão está ligada”, o policial disse, vendo o filho abrir a boca, mas o cortou antes disso, “Na sala, nada de ir para o seu quarto”, ele disse voltando para o fogão, o ligando e ouvindo a risada baixinha da menina, que ainda estava de mãos dadas com o seu filho. “Eles são adoráveis”, Chanyeol comentou assim que percebeu o marido entrar na cozinha, não tirando os olhos das crianças, que riam de alguma bobagem no celular. “São muito novos”, o professor comentou, resmungando enquanto fazia bico, “Está com ciúmes mesmo, Bae?”, Chanyeol perguntou, puxando o marido com uma das mãos, enquanto mexia uma porção de carne na panela com a outra.

“Não, só estou preocupado”, Baekhyun respondeu, abraçando o corpo grande do marido, sentindo o cheiro gostoso da comida que ele fazia, “Eu sei que está com ciúmes, bobo”, Chanyeol disse, provocando o loiro que fechou os olhos, respirando fundo enquanto ainda abraçava o marido, “E você é muito chato mesmo”, o loiro respondeu, ganhando um selar sobre os lábios logo em seguida, desfazendo o bico. “Eles estão se divertindo, o nosso filho está todo bobinho só de estar ao lado dela, e ela também está toda sorridente”, o policial comentou, vendo o marido lhe observar, “Eles são crianças ainda, mas se você não se lembra, ainda éramos crianças quando nos conhecemos, ainda éramos crianças quando nos apaixonamos”, disse desligando de vez o fogão, largando a colher de pau, se virando para o marido que tinha um bico nos lábios enquanto olhava de baixo Chanyeol, “Não tem que se preocupar com nada, ele ainda está debaixo da nossas asas, e vai continuar até virar um adulto e saber o que vai fazer da vida”.

“Eu sei, mas”, Baekhyun tentou argumentar, mas foi cortado pela risada alta da menina, que se encolheu toda no sofá quando percebeu que riu mais alto do que o devido, “Mas nada, meu amor, você não vai perder ele”, o policial disse dando mais um beijo no marido, que sorriu ainda quando os lábios estavam juntos. “Sabe, o Jun já está com treze anos, daqui a pouco com vinte e três”, o professor começou, ainda e olhos fechados enquanto sentia a respiração do mais novo em seu rosto, “Se continuar assim, espero que essa menina seja a primeira e única, porque ele vai ficar muito lindo”, completou rindo com o marido, que segurou as bochechas de Baekhyun, grudando os lábios novamente.

“Ai, eu te amo tanto, Baekhyun”, Chanyeol disse ainda com os lábios grudados ao do marido, “Eu também te amo demais, Chanyeol”, o professor respondeu, abraçando o moreno, em um abraço tão gostoso e reconfortante que fez o loiro abrir um sorriso enorme. “Estou com fome”, Baek falou no meio do abraço, sendo solto pelo marido que ria, “Vai chamar eles e vamos jantar”, Chanyeol falou, vendo o mais velho lhe dar as costas e ir chamar as crianças.

Junmyeon e Joohyun poderiam ser apenas crianças naquele momento, mas todos deveriam ter a sorte do primeiro amor, assim como Baekhyun e Chanyeol tiveram. O pequeno Park sempre olhou para o amor dos pais com uma grande admiração, e enquanto colocava o pequeno cobertor sobre as pernas de Joohyun, ele desejou que, naquele momento, em que todos se sentavam a mesa, aquela fosse a família dele, mesmo não sabendo do futuro e sendo muito novo, aquela visão nos olhos pequenos e brilhantes do menino era uma das melhores que já se viveu, pois estava com a primeira menina que um dia já gostou e com as duas pessoas que mais amava naquele curto tempo de vida, Junmyeon estava radiante, pois com certeza, aquela era a visão da melhor família do mundo, que por acaso, era a sua.

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Junmyeon se jogou na cama, rindo alto enquanto os pais ainda estavam meio sonolentos, era quase seis horas da manhã de um domingo, para ser mais preciso, dias dos pais.

“Abram os presentes, abram”, o menino de agora completos quatorze anos pediu, se sentando no meio dos pais, vendo os dois abrirem os presentes enquanto ainda acordavam. “Você está falando sério?”, Baekhyun foi o primeiro a perguntar, vendo a caixinha de joias dentro de todo o amontoado de papel, “Tenho, agora abre, pai”, Jun pediu, olhando para Baek que sentiu os olhos se encherem de lágrimas quando tirou a pulseira com a data que a adoção do menino foi finalizada e a família finalmente foi completa.

“Eu te amo tanto, meu pequeno”, Baekhyun disse chorando, puxando o filho para um abraço, que foi muito caloroso para Chanyeol não se juntar também, “Eu tenho um, você tem um e o papai também”, Junmyeon comentou no meio do abraço, sentindo os beijos que Baekhyun lhe dava sem parar enquanto os braços longos de Chanyeol cobriam os dois naquele abraço, “Eu sei que não falo muito isso, mas vocês são os melhores pais que eu um dia pedi em minha vida… Ah, e eu também estou devendo um dinheiro para a tia Soo...”, disse, ouvindo a risada dos dois homens, “Eu amo muito, mas muito mesmo vocês... Obrigado por serem a minha família”, Junmyeon disse, entregando-se de vez ao abraço que o confortava todos os dias.

Aquela era a família que ele sempre tinha pedido, e com certeza, nada iria mudar... Só o fato de Joohyun ficar cada dia mais bonita e o seu pai Baek se sentir trocado e fazer o maior drama por isso, mas aquilo era uma graça para Junmyeon, que falava para os dois pais que nunca iria trocar eles do nada por uma menina, nem que essa menina fosse Joohyun... Mas tirando todo esse drama familiar bobo, a família dele continuava a mesma, com os mesmos carinhos e demonstrações  de amor que um sentia pelo outro a cada dia que se passava, sabe, nunca mudar, principalmente se dependesse dele....

“Ah, estávamos esperando passar o dia dos pais, mas já que está todo mundo nessa emoção toda”, Chanyeol disse do nada, chamando a atenção do filho, já que o marido sabia muito bem do que se tratava, “O que você acha de ter uma irmãzinha?”, o policial perguntou ouvindo a risada do filho, que negou com a cabeça, voltando a abraçar os pais em um silencioso sim...

É, no final poderiam continuar os mesmos, mas só que com uma pessoinha a mais, também, sempre cabe mais um para compartilhar daquele amor que eles tinham de sobra na família...






Notas Finais


Mais uma vez, obrigada de verdade, 100 favoritos pra mim é muita coisa e eu fiquei realmente muito feliz e tô aaaaaa

E pra Bia linda que me doou esse plot... Eu te avisei que iria fazer um extra, e provavelmente vou fazer outro, mas acho que só pra gente, eu ainda não decidi kkk

Obrigada a Sah que betou esse capítulo, e é claro, mais um obrigada a todos os favoritos e comentário, vcs são demais e eu sou uma boba kkkk
Ps ¹: essa história foi baseada na primeira paixão do meu irmão mais novo de 13 anos mesmo... Joguei no ar pra todo mundo mesmo kkkk

Twitter: https://twitter.com/oursfany
Ccat: https://curiouscat.me/oursfany

Até uma próxima história...
Beijos da Mari


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