História Dear Mr. Watson - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Eurus Holmes, Jim Moriarty, Mary Morstan, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Personagens Originais, Rosamund Mary Watson, Sherlock Holmes
Tags Gay, Johnlock, Sherlock
Visualizações 67
Palavras 766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo II


Em poucos dias a carta de Sherlock já tinha ganhado uma resposta, curta, apenas o alertando da chegada de um transporte.

Holmes, que fez tudo sozinho, sem contatar a sua família, teve a difícil missão de convencer os seus pais de lhe permitirem a viajar até o Norte.

Eles alegaram que não precisavam do dinheiro, o que não era mentira. A família Holmes era a mais rica de sua região, tendo o ramo do comércio em seu sangue. Entretanto, o moreno estava decidido a ir.

Com as malas prontas, em uma manhã nublada ele foi acordado por sua mãe chorando.

Era um drama desnecessário, Sherlock alegou.

Fez sua higiene matinal e rumou até a sala.

- Promete que vai me escrever todos os meses? E que irá se cuidar. Coma, meu anjo. -

Wanda Holmes era uma mãe protetora, ela poderia deixar os seus filhos debaixo de suas assas para sempre.

- Prometo, mamãe. -

Sherlock, como uma criança obediente que não era, sussurrou.

Os braços quentes de sua mãe lhe envolveram, a mais velha apoiava seu rosto na camisa de cetim roxa do filho, derramando pequenas lágrimas no local.

Ele depositou um beijo no topo da cabeça de sua mãe.

Do outro lado do cômodo, seu pai o olhava atentamente, polindo um jarro chinês antigo, ele andou até a porta, onde Sherlock se encontrava.

- O dinheiro é seu, vire-se com ele lá. Boa sorte. -

Tim deu um suave tapa no ombro do rapaz, que foi impulsionado para frente.

Mycroft ignorou toda a situação, dando os ombros e subindo as escadas.

Sherlock não poderia estar nada mais, ele conhecia o seu irmão, sabia que o mais velho desaprovada sua partida, mas não iria fazer Holmes ficar.

Assim, o moreno saiu em direção à casa Watson, o frio na barriga era constante.

Sherlock passou por diversas paisagens, lugares gélidos, pobres, montanhas verdes, áridos e enfim chegaram ao Norte.

Era tudo tão diferente, Holmes tentava memorizar tudo o que seus olhos atingiam, as pessoas cortando carne na esquina, as crianças que brincaram no lago, as senhoras que atravessaram a rua, as enormes casas brancas.

Percorreram mais meia hora até chegarem à casa do doutor Watson. Ela era como as outras, toda branca, dois andares, flores na janela, que caracterizava uma mulher na casa, uma cerca simples na entrada, automóveis do lado da casa. A porta pesada de madeira tingida foi aberta por uma linda jovem, a empregada, pelas mãos, cozinheira do lugar.

Ela sorriu amigavelmente para Sherlock, que devolveu tímido.

- Posso pegar as suas malas? Irei mostrar o seu aposento. Enquanto chamo o Sr. Watson, o senhor troca de vestes. -

- Como se chama, por gentileza? -

- Amélia, senhor Holmes. -

- Pode me chamar de Sherlock, Amélia. -

Em poucos segundos, Holmes pode perceber muitas coisas.

- Amélia enfrentava problemas.

- Por sua postura, expressões e um pequeno inchaço no abdômen, ela estava grávida.

- E que se forçava a ser gentil.

Holmes foi guiado até um cômodo perto da cozinha, era pequeno e estreito, porém, confortável. Havia apenas uma cama, uma lamparina, e uma escrivaninha ao lado da janela.

Na cama tinha seu uniforme, uma calça azul anil, uma camisa social branca, um par de sapatos recém engraxados e um pequeno bilhete.

Terá outras roupas, festivas e de verão, por enquanto, todas iguais a essa.
         JW.

- Como irei usar minhas camisas assim? -

Trocou sua vestimenta, menos sua camisa, continuando com a de cetim. Não iria trocar.

Saiu do quarto furtivamente, andando pelos corredores da casa, todos misteriosos e enormes. Holmes estava ansioso para conhecer cada cômodo escondido do casarão.

Voltando para o seu quarto, viu o doutor Watson. Já tinha visto uma pintura sua, e ouvido comentários pervertidos de suas vizinhas. Porém, pessoalmente ele era ainda mais tentador.

Com roupas sociais e uma bengala dourada, ele desfilava pela cozinha, seus fios loiros estavam dourados com a luz do Sol que vinha da janela. Parecia discutir com Amélia, que ignorava seus gritos contidos.

Watson saiu da cozinha estressado, mas sua feição suavizou quando viu Sherlock.

- Sherlock! Seja bem vindo. Seremos bons companheiros agora, meu caro. -

Holmes sorriu desconfiado, ele parecia forçado demais. John olhou fixamente para a camisa de Sherlock. Em outro caso, não iria admitir um furo no uniforme, mas não queria brigar.

Apontou para o cetim e riu.

- Não grite tanto com ela, mulheres em sua situação ficam mais sensíveis, minha mãe chorava sempre. -

Sherlock foi brutalmente interrompido por John. Que o encarava com uma face confusa.

- Ela está grávida. O senhor não sabia? Desculpe-me.

John correu de volta até a cozinha.

E Sherlock não pôde evitar o sorriso de lado. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...