História Dear Mr. Watson - Capítulo 3


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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Eurus Holmes, Jim Moriarty, Mary Morstan, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Personagens Originais, Rosamund Mary Watson, Sherlock Holmes
Tags Gay, Johnlock, Sherlock
Visualizações 56
Palavras 794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo III


John colocou sua calça azul marinho, um suspensório embutido e uma camisa aleatória, não iria atender ninguém naquela tarde, assim, não precisava ser tão formal. Jogou o seu cabelo pro lado e desceu as escadas, correu até o último cômodo da casa, a cozinha.

Encontrando Amélia preparando o jantar, a ruiva cantarolava uma música típica da região, mexia os seus quadris levemente, seu sorriso era perceptível. Ela era sempre assim, cantante e feliz.

Mesmo com os seus problemas lhe assombrando, Amélia cantava.

Watson, silenciosamente, foi até a moça. Apoiando suas mãos nos quadris e acompanhando os movimentos que ela fazia.

Amélia se assustou, mas não o repeliu, continuou dançando, agora intensificando os movimentos, ela sorria largamente. As mãos de John desceram até suas nádegas, marcando o local com um aperto. Ouviu um pequeno gemido da mulher, que continuava a dançar.

O loiro virou ela bruscamente, e a fez sentar na mesa da cozinha. Beijando seus lábios finos e macios, provando o seu gosto doce.

De repente, ela quebrou o beijo, arrancando um protesto de John.

- Não podemos mais fazer isso, senhor Watson. -

Amélia saiu da mesa, voltando ao fogareiro, mexendo a panela de sopa.

- Você gosta, Amélia. Admita. -

- Não é questão de gostar, é que não podemos fazer. O senhor é meu patrão, e futuramente se casará. -

Ela gesticulou, voltando sua atenção a panela.

- O futuro não é agora. -

A cozinheira suspirou. John Watson não tinha jeito, quando queria algo, ele tinha.

- O senhor Sherlock encontra-se em seu quarto. -

Mudou de assunto, torcendo para John desistir.

Ele rumou até o corredor, dando uma boa olhada nos arredores.

- Ela está grávida. O senhor não sabia? Desculpe-me.

O cérebro de John não podia absorver as novas informações, mas seu corpo entendeu e agiu, andou até a cozinha novamente.

- Você está grávida?

Ele foi direto, as veias de sua testa estavam saltando, os punhos cerrados mostravam que se forçava a ter a controle.

Amélia gaguejou, fechando os olhos, evitando as lágrimas de ódio.

- Sim.

Simples, mas não indolor.

- É meu?

John quase gritou, só poderia ser.

- Sim.

A moça continuava a mexer a sopa, como uma válvula de escape.

John virou a mulher bruscamente, não houve um beijo, ou um sorriso exitante. E sim bochechas vermelhas e raiva.

- Você disse que era estéril!

Na primeira vez que eles dormiram juntos, ela contou o seu segredo, estava entregue a Watson, suas pernas entrelaçadas e o cheiro do suor do médico lhe deixavam louca, assim, contou.

- Eu pensava que era. Mas não se preocupe, essa criança já tem um futuro.

Watson a olhou confuso, ela iria dar a criança?

- Ela vai ter uma vida boa, uma família com condições financeiras e amor de sobra.

Amélia falou tranquilamente, como se fosse fácil e aceitável.

- Você não iria me contar? Ela é minha também!

- Ela merece mais. Mais que seus surtos, mais que sua raiva, mais que ser filha da empregada, mais que tudo isso que temos a oferecer.

Amélia falou, tentando explicar e clarear a situação para John. Eles não tinham condição para cuidar de uma criança, mesmo com Watson tendo dinheiro e status, esse bebê merecia mais.

John urrou, não poderia permitir. Iria criar essa criança. Com amor, dando felicidade e conforto, como nunca foi em sua casa.

- Ela vai crescer aqui, Amélia. Se o problema é você ser empregada, eu te demito, se o problema é a bebida, eu resolvo.

Amélia concordou, apenas para o médico calar-se.

- E a sua futura esposa?

- Mary irá amar essa criança.

O casamento de ambos estava marcado para alguns meses, John e Mary eram amigos de longa data, no entanto, a paixão prevaleceu. Beijos roubados na biblioteca, cartas de amor enviadas, até que Watson fez a proposta. Os pais da loira eram de bom nome, uma boa reputação, o que ajudou na escolha.

John não amava Mary, mas ela era incrível, divertida e inteligente, com o tempo, ele amaria.

O loiro despediu-se de Amélia, prometendo que aquela conversa iria continuar no amanhecer. Não desejava mais brigas.

Encontrou Sherlock em seu escritório, organizando os papéis. Uma taretarefa difícil.

- O senhor deseja algo?

- Queria lhe agradecer por mais cedo. Amélia não iria me contar da gravidez. Mas diga-me, como descobriu?

- Foi até bem fácil. O rosto de Amélia está inchado, notei que o seu vestido tinha mais tecido que o recomendado, seu abdômen estava inchado, assim, deduzi a gravidez.

- Brilhante!

John tinha um largo sorriso no rosto, havia escolhido o servo certo.

Sherlock sentiu as bochechas queimarem, agradeceu baixinho e prosseguiu.

- Se o senhor desejar algo, estarei aqui.

Sherlock sentou no chão e começou a organização dos papéis por ordem alfabética.

- Você irá levar horas, Holmes.

- Na verdade, eu já terminei.

Sherlock sorriu cinicamente.



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