História Dear One - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Tags Bakudeku, Female!midoriya
Visualizações 368
Palavras 4.400
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Shounen, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo Minna!!! Essa é minha nova fanfic Bakudeku, eu tinha falado na minha primeira oneshot deles (PARA QUEM LEU) que estava planejando fazer uma long deles, como prometi está aqui!!!! Espero que vocês gostem e me acompanhem nessa jornada, prometo que não vai ser entediante, vai ser animada e dramática ao mesmo tempo. Ela é meio diferente do normal, coloquei o Deku para virar uma mulher, então quem gosta fique a vontade para se juntar a mim e quem não gosta pode parar de ler aqui mesmo, por favor quem não curte não jogue hate, respeito é tudo. O Bakugou aqui é bem agressivo e o Deku não gosta de encrenca, então já sabem o que esperar, o famoso Bullying. Chega de papo e aqui vamos com DEAR ONE!
PS: Conteúdo pode ser abusivo então fique alerta!

PS: Minha primeira fanfic deles é "I never Hated You", podem visitar meu perfil que está lá!

Capítulo 1 - Última Gota Da Água


Fanfic / Fanfiction Dear One - Capítulo 1 - Última Gota Da Água

Midoriya

 

            Yo Minna-san, meu nome é Midoriya Izuku, está história a qual vai ler é sobre como me tornei um herói profissional, vou lhes contar em detalhes as tragédias que enfrentei para chegar até onde estou, das perdas que sofri e das lágrimas derramadas. Como símbolo da paz atualmente, é meu dever contar os atritos que me trouxeram até aqui. Guarde as lágrimas para o final desta jornada, segurem os gritos e risadas até onde puderem.

{...}

Anos atrás

            Escutei meu despertador soar alto pela segunda vez naquele dia, fui abrindo meus olhinhos com lentidão ainda grogue pelo sono, pude tendo aos poucos a visão do relógio e das  horas que o mesmo mostrava, tomei um enorme susto e saltei da cama feito foguete.

-Meu Kamisama eu vou me atrasar!- falei apressado enquanto me vestia  as pressas.-  Não posso chegar tarde, hoje é um dia extremamente importante!

            Fui descendo as escadas enquanto arrumava a bolsa em minhas costas todo desajeitado, foi total surpresa apara mim não ter caído ou até mesmo trombado com algo no meio da minha correria.

-Ohayou Izuku.- cumprimentou minha Okaasan sorrindo largo enquanto a mesma colocava  o café em cima da mesa.- Fiz sua comida favorita.

-A-ah gomena Okaasan!- respondi sem graça indo em direção a porta me arrumando, enquanto a mesma me olhava confusa de repente.- Eu como quando voltar!

-Mas meu filho...- tentou dizer mais eu a cortei apressado.

-Fica para próxima, eu tenho que ir!- acenei já abrindo a porta de casa.- Até mais tarde!

            Sem mais esperar sai pela mesma  e a fechei em seguida com um pouco de força. No segundo seguinte já me via correndo pelas ruas da cidade atropelando a todos que via sem querer, não queria perder logo meu teste mais importante do semestre, lida ia me dar uma bronca pelo atraso!

{...}

            Depois de correr vários quarteirões  e quase ser atropelado inúmeras vezes pelos carros, finalmente cheguei em frente a minha escola: U.A, a maior escola de super heróis do Japão. Sorri fraco e ofegante assim que cheguei ali, notei que bem em frente da porta do lugar havia uma figura feminina e uma masculina agitadas enquanto conversavam, assim que eles se viraram e me viram, vieram correndo até mim.

-Midoriya!- já foi falando Iida a minha frente ajeitando seus óculos.- Já achei que não viria mais, está atrasado demais.

-G-gomena Iida-kun!- falei ofegante o encarando meio curvado para frente devido a correria.- Meu despertador demorou para tocar.

-Deku-kun você está muito ofegante.- comentou Uraraka com o semblante preocupado.- Você devia descansar um pouco antes de irmos, pode ter um ataque cardiaco.

-Esses ataques podem não ser comuns em jovens como nós, mas não é impossível.- explicou Iida.

            Respire fundo tomando o máximo de ar que conseguia antes de responder aos dois.

-Que nada, estou bem pessoal.- fui sorrindo a medida que minha respiração era controlada.- Melhor entrarmos logo antes que o Sensei Aisawa nos deixe para fora.

-Verdade, temos que ir!- se virou rápido Iida enquanto corria em direção da escola.

            Uraraka apenas me olhou assim como a ela, sorrimos juntos um para o outro e rimos, seguimos então nosso nakama correndo antes que o sinal batesse e o tempo fosse perdido de vez.

            Subimos escadas e esbarramos em alguns alunos que reclamaram de nós, mas finalmente chegamos em frente a nossa sala: 1-A. Suspirei aliviado por ver que o nosso Sensei ainda não havia chegado. Quando pensei em colocar meu pé para entrar em classe, acabei sendo jogado brutalmente em direção ao chão caindo de bunda. Eu havia esbarrado com alguém de forma bem agressiva, fiquei uns segundos ali sentindo a dor do impacto só depois pude escutar a voz de Uraraka soar.

-DEKU-KUN!- exclamou preocupada.- Você está bem?- perguntou se aproximando de mim enquanto tentava me levantar com cuidado.

-NÃO OLHA POR ONDE ANDA? HEIN SEU NERD MALDITO?!- aquele modo de falar jamais, seria algo jamais seria estranho para mim, nem em um milhão de anos.

-K-kacchan!- falei surpreso assim que estava de pé e pude o olhar em seu rosto, o mesmo estava com sua carranca irritada quase explodindo como sempre.-Me d-desculpe! Eu não tinha visto voc...- mas antes de eu poder terminar levo um empurrão violento me fazendo ir para trás com tudo quase caindo outra vez.

-QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA ME RESPONDER?- rosnou berrando enquanto engolia seco com sua fúria.- Eu sou seu superior se lembra?! Não pedi por desculpas!

-Bakugou-kun!- esbravejou Uraraka entrando na minha frente, a mesma estava com uma cara muito brava.- Pare de tratar o Deku desse jeito! Ele é seu colega de classe e não saco de pancada!- não consegui ao menos me defender naquela hora.

-Ora cara de Lua não se meta comigo!- Kacchan tentou intimidar Uraraka mas não deu certo, a mesma continuava ali de cabeça erguida.- O assunto é entre mim e o Deku! Quer que eu te detone que nem no festival?! Hã?!

- Eu pouco me importo com isso!- enfrentou ela outra vez, a esse ponto muitos alunos que passavam por ali pararam e nos encaravam enquanto cochichavam.- Você nunca vai parar? Ele nunca te fez nada de mal!

-Isso não te diz respeito!- meu amigo de infância rangeu os dentes, sabia bem que a paciência dele com a Uraraka estava acabando.- Agora, saia da frente!

-Não mesmo!- a mesma bateu o pé no chão em birra.

-Se não vai sair...- Kacchan ergueu uma de suas mãos fazendo com que a mesma saísse faíscas.- Eu vou te explodir com ele em pedaços!

-Espera Kacchan!- puxei Uraraka pelo braço deixando ela ficar atrás de mim, não queria que ela se machucasse por minha causa.- Se vai machucar alguém, machuque a mim!

-Com todo prazer!- respondeu sorrindo maligno enquanto eu engolia seco.

Assim que o mesmo aprontou a mão para poder me explodir como sempre fazia, a mesma é agarrada antes dele poder atingir meu rosto. O suor escorreu pela minha testa, achei que ele iria me acertar realmente. Meus olhos assim como os de Kacchan se arregalaram surpresos, logo meu antigo amigo virou o olhar com raiva para o lado.

-Quem foi o baka que me parou?!- esbravejou alto.

            Mas assim que vimos quem era, nossos semblantes se surpreenderam e nossas falas por um segundo ficaram mudas.

-Brigando a uma hora dessas?- perguntou a voz cansada que tanto conhecíamos, era o Sensei Aisawa que segurava o braço de Kacchan e nos olhava severo, o que era raridade.- Devo acreditar que foi o senhor que causou essa bagunça, não Bakugou?- o Sensei falou olhando diretamente para o loiro que ainda estava com o semblante bravo.

-Tsc, é o senhor Sensei.- bufou irritado enquanto deixava a mão mole demostrando que não voltaria a atacar.

-Achei que já tinham  resolvido esse ódio entre vocês.- continuou a falar enquanto soltava o braço de Kacchan e nos olhava intercalando o olhar. Pude notar que ninguém ao redor falava mais, até Uraraka parecia ter ficado paralisada.-  O que foi dessa vez?

-Esse merda me importunando outra vez, claro.- resmungou Bakugou revirando os olhos.- Eu ia acabar com ele, apenas isso.- as vezes me surpreendia com o modo dele agir em certas situações.

-Ameaçar explodir um colega bem na frente da classe é um delito grave Bakugou.- suspirou o Erased Head.

-Já saquei.- bufou raivoso.- Me da logo a bronca para  eu cair fora daqui.

-Negativo.- negou o super héroi com a cabeça.- Você  e o jovem Midoriya irão para a diretoria.- meus olhos se arregalaram mais uma vez naquele dia.

-MAS EU AINDA NEM TINHA FEITO NADA!- aumentou a voz olhando para o Sensei totalmente irritado.- Não se pode considerar isso um delito ainda!

-Eu não estou a fim de discutir agora de manhã.- bocejou o sensei.- Apenas vão logo para a diretoria.

-Mas senhor, e as provas?- pela primeira vez minha voz soou ali chamando a atenção dos dois diretamente para mim.- Elas são muito importantes!

-Quanto a isso não posso fazer nada Midoriya-kun.- respondeu ele me olhando calmo.- Vão ter que se virar com o diretor.

-Compreendo.- suspirei pesado com o olhar baixo estava com meu semblante triste com certeza, tanta correria para nada no fim das contas.

-EU ME RECUSO A IR PARA AQUELA MERDA!- e mais uma vez Kacchan deu seu show sem aceitar a situação.- NÃO VOU, NEM MEMSO A FORÇA!

-Você que sabe.- o Sensei disse simples.

            No segundo seguinte pude escutar um baque alto vir diretamente de trás do  Kacchan, o rosto do mesmo havia congelado enquanto os olhos iam lentamente se fechando e seu corpo se amolecendo.

-Kacchan!- falei preocupado de repente.

            Vi o Sensei Aisawa segurar o mesmo antes dele ir ao chão,  ele havia sido apagado. Olhei então para a porta da sala de onde o mesmo não tinha saído até agora e lá havia uma figura masculina parada olhando tudo o que acontecia.

- Pronto isso resolve.- falou a voz grossa.- As vezes o Bakugou é muito barulhento.-   completou de modo risonho.

-Arigatou Kirishima.- disse o sensei o olhando.- Sem sua individualidade ia ser difícil domar ele.

-Sem problema Sensei.- sorriu o ruivo erguendo seu braço endurecido.- Qualquer coisa com o Bakugou eu resolvo rápido. – o mesmo então se vira me olhando.-Cuidado Midoriya, ele vai acordar uma fera, ainda mais se souber que fui eu que o nocauteei.

-Acho que eu consigo me virar.- respondi meio envergonhado.- Agora o que fazemos sensei?- perguntei agora me dirigindo ao mais velho.

-Vamos o levar para a direção.- respondeu erguendo Kacchan e o colocando em seu ombro como um saco de batata.- Vou me certificar de amordaça-lo e amarra-lo bem.

            Passamos pelos alunos que ainda nos olhavam de modo estranho e julgadores, eu me mantinha quieto sob seus olhares, não consegui dizer nada naquele momento, então apenas acenei para Uraraka e Kirshima que aos poucos eram deixados para trás.

            Enquanto caminhávamos para a direção, eu  tinha meus pensamentos longe dali, daquela situação toda, me sentia com o peito sufocado e o coração apertado, não era para aquilo estar acontecendo. Eu não queria mais confusões com o Kacchan, achei que poderíamos nos resolver se eu o incomodasse menos, mas pelo visto estava enganado outra vez.

Onde foi que erramos Kacchan? Será que não teria um jeito de recomeçarmos?

           

1 hora depois

                       

Já fazia um tempo que eu me encontrava na sala do diretor o esperando aparecer. Kacchan ainda desacordado ao meu lado, ele estava todo amarrado como o Sensei havia dito que ficaria. Cada minuto que passava era uma batida forte contra meu peito, estava com medo do que iria acontecer quando Kacchan acordasse, estava tremendo como inevitavelmente sempre acontecia.

 Sem saber muito o que fazer enquanto esperava, fui olhando tudo em volta desde dos simples objetos até os maiores, até eu inevitavelmente olhei para meu amigo outra vez, ele estava bem ao meu lado na cadeira, seria muito fácil ele me matar quando acordasse afinal estava a seu alcance. Mas ali o olhando de perto desacordado, pouco me importava se acontecesse.

            Kacchan era muito bonito desde os músculos até seu rosto, eu sempre achei isso dele, desde que éramos apenas duas crianças que brincavam se ser super heróis. Sempre fui um grande admirador dele, nunca fui capaz de esconder isso de ninguém nem mesmo dele, o seguia para todos os lugares, o imitava em simples coisas só para ser tão incrível quanto meu amigo.

Senti meus olhos marejarem enquanto o olhava daquele modo sereno, como fazia falta os tempos que éramos amigos, para mim tudo aquilo era ainda muito vivo, eram lembranças que guardaria com carinho. Ergui minha mão com calma e receio, estava meio relutante em fazer o que estava pensando, mas acabei deixando aquilo de lado em um momento de loucura, ele estava desacordado não iria fazer mal algum. Com muita sutileza levei minha mão até seus cabelos e os toquei com cuidado para não acorda-lo de repente. Eles eram tão macios como imaginava parecia feito de algodão não pude deixar de sorrir brevemente, nunca estive tão perto de Kacchan como agora, pelo menos sem levar um soco ou explosão na cara.

-O que está fazendo?- a voz séria de Kacchan soou de repente me fazendo ir apara trás com tudo e parar de mexer em seus cabelos.

            O mesmo me olhava com seus olhos vermelhos mortalmente parecendo me matar só com aquilo, senti meus rosto virar um tomate de tão vermelho e quente que estava, a vergonha tomava conta de mim, mais do que medo.

-A-a-ah v-você acordou!- falei de forma baka enquanto coçava a cabeça freneticamente.- G-gomena achei que tivesse algo no seu cabelo!- aquela desculpa foi totalmente fraca e não convenceria nem Iida.

-Você mente muito mal Deku.- rosnou Kacchan.- Mas isso não me importa, agora onde est...ESPERA! POR QUE EU ESTOU AMARRADO?!- berrou olhando para si mesmo enquanto se debatia e tentava se soltar das fitas amarradas.- Que droga! Isso é forte demais!- ele se balançava de um lado para o outro tentando rasga-las.

-Você vai se machucar assim!- comentei preocupado com ele outra vez.

-Cala a boca!- ordenou me olhando furioso.- Não quero ouvir sua voz, a culpa é sua de estarmos aqui!

-Mas...- ele me corta na hora.

-CALADO!- berrou outra vez me fazendo encolher os ombros e ficar na minha.

            No meio da sua luta contra as faixas para se soltar ele cai da cadeira direto para o chão, mas  ainda continuou fazendo força para sair dali, Kacchan não desistia por nada nesse mundo. Quando me aproximei para tentar ajuda-lo com aquilo, o mesmo me olha mortalmente.

-Fique onde está!- falou firme me fazendo congelar no lugar.- Não preciso da sua ajuda maldito!

            Fiquei assim observando seu ataque sem ao menos poder  ajudar mesmo de forma discreta, ele iria acabar de ferindo naquela luta inútil.

-Senhor Midoriya e Bakugou?- a voz do diretor soou ali  perto de nós dois.

            Na mesma hora Kacchan para de se mexer e olha para o senhor diretor que havia entrado na sala, o mais baixo nos olhava rindo levemente da situação de Kacchan com as faixas.

-Acho que Shota exagerou com isso.- o diretor então se aproxima de Kacchan e com facilidade corta as faixas libertando meu antigo amigo.- Pronto, assim fica mais fácil para conversarmos.

            Com uma cara emburrada o loiro se levanta e se senta ao meu lado outra vez, sabia bem que ele se sentia humilhando em ser ajudado daquela forma idiota, ainda mais sendo por alguém como o diretor, se é que me entendem.

-Devo imaginar que estão aqui...Por um desentendimento, correto?- perguntou o diretor nos olhando lado a lado.

-Errr...Acho que sim.- falei com receio e envergonhado.

-Estou aqui por uma injustiça!- começou Kacchan a falar alterado e gesticulando.- Eu não encostei no Deku, quer dizer nos esbarramos, mas foi isso!

-Tenho certeza que Shota não os mandou aqui por coisa pequena.- suspirou ainda nos olhando.- É algo que envolve o conflito entre vocês?

            Nenhum de nós falou nada para o diretor, apenas olhamos para direções opostas sem nos encaramos em momento algum.

- Já entendi.- continuou a falar.- Se bem conheço a história de vocês, devo considerar que Bakugou tentou te atacar e você não quis revidar, estou certo Midoriya? – perguntou me olhando.

-Pode se dizer que sim.- falei meio baixo mais ainda ssim auditivél.

Senti Kacchan me olhando fixamente com o olhar fumegante, escutei o senhor diretor na mesma hora suspirar pesado.

-Vocês não me dão outra escolha meninos...Vou ter que fazer vocês serem colegas a força.

-Como assim?!- dissemos Kacchan e eu juntos o olhando dessa vez.

-A partir de hoje vocês ficaram os dois dividindo dormitório aqui na U.A.- começou a explicar.- Os dois juntos no mesmo quarto, e não permitirei mudanças até o fim da sua estadia na escola.

-ISSO SÓ PODE SER UMA PIADA!- Bakugou bateu a mão na mesa do diretor com força.- Nem ferrando eu vou aceitar uma coisa dessas!

-Você não está em posição de aceitar ou recusar nada.- o senhor diretor disse sério o olhando.- Já escrevi e-mails para suas mães avisando da minha decisão e dos professores, apenas estou lhes informando, isso já vinha sendo planejado a um tempo, hoje foi a gota da água.

-Ora essa...Eu não vou dividir quarto com ele!- apontou para  mim com dos dentes rangendo.- Não vou nem obrigado!

-Pelo que sei você disse que não viria aqui obrigado também, e veja agora como estamos.

            Pude ver  Kacchan borbulhar de raiva, sentia que ele estava prestes a voar em cima do diretor, o que claramente causaria uma tremenda confusão e uma expulsão para o loiro ao lado. Então antes de que ele fizesse uma bobagem  me prontifiquei a falar.

-Tudo bem diretor, nós entendemos.- respondi de forma calma e quase séria.- Vamos fazer isso.

-Como é?!- Kacchan falou me olhando com sua maneira de sempre.

-Se o senhor nos permitir voltaremos para casa e conversaremos com nossas okaasans sobre isso.- ignorei o outro por um segundo.- Assim estaremos prontos.

-Sem problemas, podem ir, estão dispensados por hoje.- assentiu com a cabeça.- Os vejo daqui dois dias para conhecerem  o dormitório de vocês.

-Hai, pode deixar.- assenti.- Com sua licença.

            Me curvei brevemente para o diretor e já fui saindo dali sem ao menos esperar por Kacchan ou saber o que ele pretendia fazer a partir dali, estava completamente envergonhado e com o coração batendo acelerado, precisava urgentemente me acalmar.

O que seria de mim dividindo um dormitório com o ele?

{...}

-DEKU!- a voz estridente de Kacchan me chamou em meio a minha caminhada para casa, a esse ponto já estava a uma distância considerável da escola.

-O que foi Kac...- já ia me virando para responde-lo quando sou surpreendido por um murro direto em meu rosto.

            Fui em direção ao chão com o baque outra vez naquele dia, comecei a gemer de dor pois não havia sido um soco fraco. Coloquei minha mão diretamente na bochecha que ele havia socado fazendo carinho na mesma, senti o  meu sangue escorrer pelo canto dos meus lábios.  Virei o rosto para cima com lentidão vendo Kacchan com o punho erguido e os dentes rangendo totalmente furioso outra vez.

-Você é um merda!- rosnou contra mim.-  Não devia ter me colocado nas suas respostas! Deveria ter agido como homem!

-O que eu poderia fazer?!- exclamei já me alterando enquanto levantava do chão com rapidez sem ligar para a dor do meu rosto.- Nada do que dissesse ia mudar a decisão dele!

-Falasse algo, sei lá!- bateu o pé no chão.- Você sabe que não vai durar um dia comigo!- apontou para si mesmo com violência.

-Aceitando ou não Kacchan estamos presos um ao outro!- gesticulei agitado.- Não tem o que mudar, já foi, está feito!

-Escute bem seu merda, por que só vou dizer uma vez.- chegou bem perto de mim enquanto pegava na minha gola me levantando do chão levemente e aproximando nossos rostos.- Quando dividirmos o quarto tenha certeza que você está morto na minhas mãos.

            Sem avisar ele me solta no chão brutalmente e em seguida me dá um chute das costelas fazendo-me estrebuchar de dor. Pude ver ele se virar e começar a andar para bem longe de mim enquanto eu sofria de dor em ter ninguém em volta para poder me ajudar.

Mais uma vez eu estava sozinho e ferido.

           

            Um tempo depois

           

Depois da dor que eu sofri fiquei um tempo deitado no chão até me sentir forte o suficiente para ir embora, mas até agora isso não aconteceu, já era quase noite e o frio já estava chegando me fazendo tremer.

-Você precisa de ajuda meu jovem?- uma voz doce soou  por perto.

-Quem está ai?- virei levemente meu rosto para cima meio tonto dando de cara com uma linda moça de longos cabelos vermelhos e  de vestido branco bem perto de mim, seus olhos eram do mais lindo azul que já havia visto na vida.- Quem é você?

-Pode me chamar de Hana Akemi.- sorri de forma gentil.- Você parece estar ferido, deixe-me ajuda-lo.

-Oh Arigatou!- exclamei sorrindo de leve.- A propósito sou Midoriya Izuko.

            A mesma sorriu então outra vez e em seguida me ajudou com cuidado a levantar.

Ela me carregou com calma até um banco que tinha ali perto, sentamos juntos com muito cuidado. As minhas costelas ainda doíam demais, então uma vez ou outra uma careta saia quando ela me segurava.

- Se sente melhor?- perguntou  me olhando cuidadosa.

-Hai, estou sim.- assenti.

-O que foi que lhe aconteceu?- sua voz doce logo voltou.

-Não quero importunar a senhorita com meus problemas.- olhei para o chão enquanto tinha a imagem de Kacchan em minha mente.

-Que isso rapaz, sou uma boa ouvinte.- riu de leve.- Todos temos histórias para contar, sendo tristes ou felizes, se quiser pode me contar a sua, quem sabe possa ajudar.

            Ponderei por uns segundos se devia contar ou não, afinal ela era uma completa estranha aos meus olhos, mas algo dentro de mim sentia um calor agradável estando ali com ela, me sentia paz.

Então respirei fundo e a olhei nos olhos.

-Eu apanhei de um menino hoje.- comecei a contar minha história.- Éramos amigos no passado, seu nome era Katsuki Bakugou, mas eu o chamo de Kacchan, eramos unidos e sempre estávamos juntos explorando as coisas por ai. Mas hoje em dia infelizmente ele me odeia mais do que tudo.

-E por que deixaram essa amizade ir embora? Por que ele te odeia?- perguntou de forma carinhosa e compreensiva.- Pelo seu rosto parecia que você sente falta desse contado entre vocês, e essa situação te afeta demais.

-Eu sinto muita falta da nossa amizade, dói viver assim.- senti as lágrimas começarem a brotar em meus olhos.- Mas eu não sei o que fazer, ele não me vê de outra forma, toda vez que estamos perto um do outro é como se ele fosse me matar.

-Você se sente incompleto.- aquilo não foi uma pergunta.- Vejo nos seus olhos algo que há algo a  mais, mas ainda é cedo para dizer o que pode significar.

-Quem sabe eu mesmo descubra um dia, as coisas andam muito confusas.- falei olhando para o céu.- As vezes eu só queria mudar essa situação, fazer ele me olhar de modo diferente, ser alguém diferente para ele...Quero concertar o que se quebrou, nos unir outra vez.

-Você faria?

            Voltei meu olhar para ela na mesma hora dessa pergunta, a mesma me olhava com os olhos vidrados e penetrantes, o azul em suas órbitas brilhavam como o mias lindo oceano.

-O que?- perguntei confuso.

-Você mudaria por ele? Faria tudo para ele te ver diferente?- segurou minha mão com carinho.- Iria aos extremos por essa amizade?

            Com essa pergunta milhares de flashs sobre nossa infância juntos passaram pela minha cabeça, em todas essas via Kacchan sorrindo para mim, apenas para mim. Não conseguia pensar em outra resposta para aquelas perguntas, todos me levavam para apenas um caminho no fim: A felicidade de Kacchan.

-Sim.- respondi firme com o rosto sério.- Eu faria.

            Vi a mesma sorrir largo de forma radiante, ela realmente era muito bonita para se admirar.

-Então está feito.- Akemi  foi se aproximando de mim com cuidado enquanto levava seus lábios em direção a minha testa deixando ali um  singelo beijo quente, não pude deixar de corar com aquele ato.- Eu sei que você vai conseguir.- disse ao se afastar de mim e me encarar.- Agora Izuko, eu preciso avisar...Não tem mais volta esse caminho, você vai ter que aprender a viver nessa forma, está vai ser a única chance que vai ter para concertar o que se quebrou com seu amigo.

-Espera, do que está falando?-perguntei confuso.- O que isso quer dizer?!

-Shhh.- ela fez um sinal de silêncio com o dedo enquanto sorria de leve.- Não desperdise esse presente.

            No segundo seguinte ela se levanta do banco e começa andar em direção  ao sol que ia se pondo aos poucos me deixando ainda mais confuso.

-Nos vemos um dia ...Izuko.

            Sem mais nem menos ela some entre os raios daquele por do sol, fiquei um tempo confuso e incerto do que havia acontecido ali. Toquei de leve minha testa sentindo ainda o calor dos lábios dela. Aquela situação me deixou tenso, algo havia mudado ali, apenas não sabia o que.

            Não queria ficar encucando com besteiras, então me levantei e fui embora dali direto para minha casa esquecendo o que houvera mais cedo.

{...}

No meio do caminho comecei a me sentir tonto e com um enorme enjoou, parei por um segundo piscando os olhos para ver se aquilo passaria, mas nada aconteceu. Por um breve momento senti que iria cair, andei meio cambaleando em direção a parede e me apoiei na mesma, vi as pessoas que ali passavam parecerem borrões, o mundo girava a minha volta ao mesmo tempo.

-O que está acontecendo?- minha voz sai mole enquanto sentia meu estomago se revirar. Por um momento senti que iria colocar toda minha comida para fora, então levei minha mão direto para boca.- Isso não é bom..- falei baixinho enquanto me esgueirava pelas paredes para não cair ali mesmo.- Preciso ir ao hospital...

            O noite já havia caído e a rua estava menos movimentada que antes, estava tão lento que até os gatos passavam por mim apenas caminhando. Senti uma dor terrível na minha cabeça, o que me fez cair no chão de joelhos no meio da calçada, aquilo era agonizante demais, segurei forte a mesma enquanto gemia de dor, pude escutar dentro de minha mente sussurros os quais não conseguia entender nada. A dor agora havia indo parar contra meu peitoral  me fazendo ficar curvado para frente, era insuportável.

-O...o... q-que e-esta h-havendo...?- dizia ofegante a ponto de ter um desmaio.

            Quando levei uma me minhas mãos ao rosto para coçar meus olhos,  percebi que ela estava mais fina que o normal, me assustei na hora  e  a retirei dali a levantando para frente da minha visão. Meus olhos se arregalaram e minha boca se abriu amplamente, levantei minha outra mão  para frente e a mesma se encontrava no mesmo estado que a outra. Com lentidão virei minha cabeça para baixo e quando notei o que havia, apenas fiz uma coisa...

-AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!- berrei o mais alto que conseguia em desespero.

            Ali na onde deveria ser meu peitoral, havia dois pares de bolas enormes, em outras palavras aquilo ali eram...eram...Seios!


Notas Finais


Comentários? Sugestões? To aceitando tudo!

Lembrando o Deku pode não estar sabendo que fez uma escolha, mas ele havia dito sim quando foi perguntado se ele faria de tudo para reeconquitar a amizade do Kacchan. Eles ainda vão se resolver e o Deku não será bonzinho sempre, aguardem!
Kissus e até depois!


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