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História Dear, patient. - Capítulo 6


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Notas do Autor


O que será que Finn irá dizer para Rey após a loucura dela?

Capítulo 6 - Do seu amigo mais lindo do mundo, Finn.


     Rey sentiu uma dor horrível ao se levantar. Viu que seu vestido estava todo desajeitado e sua peruca estava ao seu lado na sua cama. Observou o seu quarto e ficou se perguntando como ela foi parar ali. A jovem não se lembrava de nada. Começou a sentir uma pontada de dor aguda na sua testa, decidiu se sentar na cama antes de se levantar.

Tentou procurar seu celular e viu que o mesmo estava no criado-mudo ao lado de um copo com um bilhete embaixo. Rapidamente, Rey pegou o bilhete que estava embaixo do copo e leu atenciosamente:

“ Rey, sei que deve estar muito mal por conta de ontem, por isso fiz um suco bem saudável para aliviar a ressaca. Peço desculpas por ter te deixado de lado pra dar uns amassos em Poe... E POR QUE VOCÊ NÃO ME CONTOU QUE ESTAVA INDO AO PSICÓLOGO???? QUERO SABER DE TUDO AGORA!!!!

Do seu amigo mais lindo do mundo, Finn.

P.S. Avisei ao Luke que você estava doente e não podia ir trabalhar hoje, como ele estava de bom humor, ele disse que estava tudo bem."

Ficou tentando entender como Finn descobriu que estava indo ao psicólogo , pegou o copo com a mistura estranha e bebeu enquanto tampava o nariz. Sabia que as misturas do amigo eram bem estranhas e nojentas, mas funcionavam bastante. Deixou seu celular de lado e deitou-se novamente tentando lembrar o que aconteceu na boate.

Vagando em seus pensamentos focados nas lembranças, viu um homem alto com cabelos negros que iam até o pescoço, o cheiro bem perfumado, ela o abraçando colando seu corpo junto com o dela e o beijo irresistível. Quem ela beijou? Rey ficou voltando nas suas lembranças e ficou analisando o homem até perceber que era seu psicólogo.

Rey pulou da cama e começou a gritar. Sentiu suas bochechas arderem completamente. Como isso era possível? EU FIZ A PIOR COISA DE TODAS!!!! Eu devia estar bem maluca pra beijar meu psicólogo. Droga, Rey! Você está muito ferrada.

Respirou fundo, tentou processar tudo o que aconteceu e decidiu desmarcar a consulta. Ligou para o consultório, mas lembrou que era domingo e não estava funcionando. Jogou o celular na cama e iria esperar o dia seguinte chegar para ligar. Tenho que achar outro psicólogo, que vergonha, Rey. A jovem ficou balançando o rosto tentando tirar as lembranças que voltavam cada vez mais na sua mente. Fechou os olhos e sentiu uma vergonha inexplicável de si mesma.

Decidiu tentar se acalmar e tentar esquecer o que aconteceu. Bom, já passou. O que posso fazer agora? Nada. Levantou-se da cama e foi em direção à sala. Pegou o controle remoto, ligou a televisão e tentou se concentrar no programa de culinária que ela tinha selecionado para assistir. Será que ele contou ao Finn e Poe sobre o que aconteceu? Era uma dúvida que começou a surgir em sua mente, mas tirou a ideia da cabeça. Se o homem tivesse contado, Finn iria zoar ela eternamente ou dar um puxão de orelha nela. Tentou focar novamente apenas na TV, mas nada adiantou. Lembrou da sensação que teve ao beijá-lo, ele era tão gostoso. A jovem não podia negar: Ela adorou aquilo. Mas, no fundo, ela sabia que deveria deixar esse fogo de lado – não podia ter uma relação assim com seu psicólogo.

Ele deve estar me odiando agora, talvez nem queira me atender mais. Rey não conseguia parar de pensar nele, tentaria pedir desculpas mas não pessoalmente. Mas como ela iria pedir então? Seria muito arriscado procurar o celular dele em alguma rede social ou no site de consultas. O homem iria pensar que ela estava o perseguindo.

Para Rey, ter o encontrado ontem foi coincidência, mas será que foi apenas uma coincidência mesmo? A jovem não acreditava muito em destino, mas se existisse: será que ele era o dela? Não sabia como funcionava os relacionamentos amorosos, nunca teve tempo pra isso e passou a maior parte da sua adolescência presa dentro de um abrigo e trabalhando para ajudá-los. A única experiência que teve foi vendo filmes ou as mulheres que trabalhavam no abrigo comentando sobre seus maridos. A garçonete sabia que nos filmes tudo era um conto de fadas – um clichê. Mesmo sabendo que aquilo tudo não era real, ela queria muito vivenciar aquilo.

Cansada de assistir o programa, desligou a televisão e ligou seu celular. A jovem teve um susto ao ver mais de 40 chamadas perdidas de um número desconhecido. Deve ser algum engano. Mas, a curiosidade falou mais alto e ela abriu a caixa de mensagens:

“Rey... sei que uma hora você irá lembrar sobre o que aconteceu ontem entre a gente. Saiba que eu estou normal e irei atender você normalmente, se você quiser.”

“ Rey? Você está aí? Chegou bem?”

“ Sei que está com seus amigos, mas tenho receio de que tenham deixado você sozinha novamente.”

“ Não contei nada para eles, fique relaxada. Podiam achar que eu estava mentindo e eu levar porrada no meio de uma boate.”

“ Não sei se você lembra o que disse ontem pra mim sobre seu passado, mas se quiser ainda ser atendida por mim, podemos falar sobre isso. Você não está sozinha.”

“ Desculpa a quantidade de ligações, só estou preocupado. Você teve sorte de ter me encontrado lá, algum tarado podia ter se aproveitado da sua situação. Sei que você não quis ter me beijado, só estava alterada.”

Isso só podia ser brincadeira. Era isso mesmo o que ele pensava? Então, estou com sorte. A jovem estava com receio de ser vista como uma oferecida, mas se surpreendeu ao ver que ele era realmente um homem compreensível e gentil – ao contrário de sua secretária. Será que eu ligo de volta pra ele? Como ele conseguiu meu número? Rey começou a ficar desconfiada. Será que ele gostava dela? Começou a rir de si mesma sozinha e pensou que estava delirando. Um psicólogo gentil, elegante gostando de uma garçonete? Bobagem.

Levou um susto ao ouvir o toque do seu celular, era Finn. Sabia que iria levar bronca, revirou os olhos e deu um suspiro. Atendeu a chamada.

“Olá, meu amigo lindo" – Rey estava ferrada.

“ Parece que você já está bem melhor, senhorita REY E QUE PAPO É ESSE DE QUE VOCÊ ESTÁ INDO NO PSICOLOGO E NÃO CONTOU PRA MIM E NEM PRO POE? – Finn berrou no telefone e a jovem sentiu seus tímpanos estourarem.

“ Eu estava envergonhada, ok? Vocês sabem que eu não ando bem e precisava de ajuda profissional. Não queria que vocês me chamassem de maluca. “

“ O que você fez ontem foi loucura, mas você não é maluca. Sabe que pode sempre contar com a gente" – Finn falava num tom baixo agora. Luke devia estar perto dele.

“ Claro, claro. – Rey disse num tom debochado – Foi muito bom ter contado com vocês ontem. E como você descobriu que eu ando tendo consultas?” – Sabia que estava sendo sonsa, mas não confiava totalmente no psicólogo dela.

       Finn contou tudo o que aconteceu para ela ontem, inclusive o que aconteceu entre ele e o Poe, o que era desnecessário, mas ela ouviu atentamente seu amigo. Então, Ben Solo estava tomando conta dela bêbada? Rey sentiu mais vergonha ainda, mas depois que viu as mensagens ficou mais aliviada. Depois de ver a preocupação de seu psicólogo, sentiu mais atração por ele. Precisava sentir aqueles lábios novamente.

     



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