História Dear Rabbit - Na Toca Do Lobo - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Lemon, Suspense
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Palavras 3.128
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei <3

Honestamente, acho que esse capítulo foi o melhor que escrevi até agora, mas para entender ele recomendo que leiam o capítulo 15 - Inimigo sob disfarce de novo, só pra lembrar quem é o Nathan <3

Tenho um aviso nas notas finais, por favor, leiam <3

Boa leitura!

Capítulo 29 - Perdão


 

 

 

Capítulo 27 - Perdão

 

Leon

A água que saía do chuveiro parecia notar minha inquietude, caindo com vigor em minha cabeça como se tentassem penetrá-la e lavar toda a minha confusão.

Assim que Lupus dormiu, o ajeitei na cama e vim hesitante ao banho, antes só com o pensamento de me acalmar, mas agora sinto que não era só isso.

Só agora tenho consciência do que fizemos, mas ainda é nebuloso achar um porque. Talvez seja porque tenho medo de vê-lo parar de sentir de novo, ou talvez seja apenas uma desculpa para senti-lo perto de mim, de amarra-lo ainda mais. Honestamente, eu não sei dizer ao certo.

Quando paro pra pensar nisso, acabo me lembrando da minha primeira vez. Foi na minha época do colégio, quando comecei a sair com um colega de sala. Eu não tinha nenhuma experiência, mas em compensação tinha muitos hormônios, uma ligação forte com o menino e um medo infantil de perde-lo por não querer transar.

Ele me arrastou até a casa dele e fez uma péssima preparação pra mim e sem nenhum tipo de atenção especial. Pra piorar, ele não tinha nenhum tipo de lubrificante e disse que "estava com vergonha de comprar camisinhas", e acabou indo a seco depois de insistir muito.

Resultado? Me machuquei como nunca. Me lembro de ter implorado pra que ele parasse, mas ele disse que sentiria prazer com o tempo e caí nesse papo furado, o que resultou em mais dor e um pouco de sangue.

Fiquei muito receoso com esse assunto desde então. Só fazia quando me sentia próximo a pessoa e com muito cuidado. E mesmo que nunca mais tenha me machucado, ainda é um pouco... Bem, ainda sinto esse medo em mim.

Comparando as duas situações, sinto que foi um diferente ruim. Eu arrastei ele até meu quarto, e acho que pensei mais no meu prazer que no dele.

Suspirei virando o rosto para cima. Não havia sido assim, nós dois concordamos e curtimos o momento, talvez ele mais do que eu, então não precisava ficar remoendo ou tentando transformar isso em um motivo para outra briga. Só havia sido bagunçado, nada demais.

Me levantei da banheira e desliguei o chuveiro, percebendo que meus dedos estavam enrugados. Saí meio cambaleante e doído, afinal ele ainda não tinha aprendido a ir devagar, mas não era nada preocupante.

Vesti uma blusa e uma cueca, ambas largas, e fui até a cama. Como eu estava fresco e limpo, me senti incomodado ao vê-lo todo suado de barriga pra baixo. Me deitei ao seu lado, mas quando passei o braço por cima de suas costas senti um líquido e travei no mesmo instante que ele grudou na minha mão.

-Lupus! - ele levantou a cabeça de supetão - Você está sangrando?!

-Hum? - ele se ergueu parecendo não saber do estava falando.

Corri até o interruptor e acendi a luz, vendo meu lençol sujo de algo de cor preta que saía de suas costas.

-O que é isso? - perguntou grogue, passando a mão nas costas para conseguir ver o que era.

Não disse nada, só corri até a cozinha e peguei um pano molhado, trazendo para o quarto na mesma velocidade.

-Acho que sei o que é. - murmurei, já passando o pano lentamente em suas costas com medo de, sei lá, doer ou arder. Como pensei, a pele estava rejeitando a tatuagem.

Entendi completamente o sentido dela. Era uma marca de pureza, um cinto de castidade.

-Você sabia disso? - perguntei passando mais firme, limpando cada vez mais tinta.

Ele demorou um pouco pra me responder.

-Sabia, eu só não pensei que seria desse jeito. - resmungou - Pensei que doeria e tudo mais.

-Vá para o banho - pedi o ajudando a levantar -, lave bem suas costas. Eu tiro os lençóis.

Ele balançou a cabeça como sim, mas ainda ficou um pouco parado. Então levou a mão no meu rosto e me puxou para um beijo lento de curta duração. Quando se afastou, encostou nossas testas por um momento.

Só então se levantou e foi para o banheiro.

Troquei os lençóis, logo separando uma muda de roupas para ele. Quando saiu as costas estavam limpas, sem nenhum resquício da tatuagem de árvore que havia ali. Eu o ajudei a vestir, pois segundo ele a pele estava um pouco sensível e o ombro ainda estava se curando, então não dava mais pra se mexer de qualquer jeito.

Só então deixei que se deitasse, vindo se aconchegar em mim com o rosto sobre meu peito. Tive um dia cheio demais, então não era de se espantar que caísse em um sono pesado.

Acordei só no outro dia, de manhã cedinho, e levando em consideração que começamos tudo a tarde foi muito tempo de sono.

Quando acordei, estava sozinho na cama. Baguncei meus cabelos, olhando através da janela fechada por um tempo, pensando em Musali. Era estranho como ela não tentou intervir nem mesmo uma vez, e não estou confiante que ela não saiba. Ela sempre parece de olho em tudo, e não sei dizer se é algo bom ou ruim.

Suspirei, me pondo de pé finalmente. O encontrei coando café na beira da pia, e me aproximei devagar, puxando uma cadeira para me sentar. Ele percebeu minha presença, ficando um pouco mais tenso. Terminou o que fazia e pôs na minha frente, me mostrando que não era tensão, mas felicidade.

-Bom dia! - iniciou, com um pequeno sorriso.

Corei quando vi seu olhar diferente.

Ele ainda estava adorável, mas com uma aura madura ao seu redor. Eu já sabia que o corpo e mente mudavam depois de perder a virgindade, mas eu mesmo não havia notado nenhuma mudança em mim. Mas com ele sei que sentiria a dois quilômetros de distância toda essa coisa.

Corei porque tenho certeza que minha mãe notou isso naquela época.

-Bom... Dia. - respondi com certa dificuldade quando ele se sentou na minha frente.

Ele me olhou de lado com um sorriso pequeno, e por saber que meu rosto só continuava a esquentar, me ocupei em encher minha caneca.

-Sua bunda está bem?

Pela segunda vez engasguei com café, o olhando com uma careta que era um misto de vergonha e raiva. Iria soltar alguns xingamentos junto com um grande "não é da sua conta", mas vi que ele realmente estava preocupado.

-... E-está... - murmurei me perguntando quando ele havia perdido a vergonha. Tomei um gole descente dessa vez, suspirando ao sentir meu corpo se aquecer pelo líquido - E suas costas?

Ele começou a encher a xícara apenas para ganhar tempo, dizendo depois de um gole:

-... Está boa.

-Só isso? - perguntei.

Ele desviou o olhar, me deixando ainda mais intrigado.

-É só estranho, toda essa mudança. As coisas pareciam tão devagar antes, e agora sinto que tudo está indo rápido demais. - ele rodeou a borda da caneca antes de bebericá-la de novo - Eu ficava pensando em ter um momento daqueles com você, em que perderia minhas origens e então haveria gritos, choro pela dor... Mas não doeu. Foi... Silencioso. Foi uma mudança tão silenciosa e rápida que estou... Atordoado.

Lupus conseguiu pôr em palavras minha inquietude enquanto eu não, e ao mesmo tempo, eu percebo essa aura e ele não se deu conta. Parecia tudo ao contrário agora.

-Mudanças são boas, mesmo quando não parecem. Então... - escolhi as palavras com mais cuidado -... Vamos aprender com elas.

Ele assentiu, puxando sua cadeira para perto de mim. Então, lentamente, pôs a cabeça em meu ombro.

-Estou ainda aprendendo a amar, Leon. Por favor, tenha paciência comigo... - pediu, esfregando a bochecha ali.

-Vou ter.

-Promete? - murmurou ansioso.

Passei meu braço por trás de suas costas e abracei seu corpo, fazendo carinho em seu braço.

-Prometo. - respondi firme.

Passou um tempo em silêncio, até que ele murmurou:

-Eu te amo, Leon.

Eu tive que respirar fundo mais três vezes para conseguir responder.

-Não precisa dizer, eu sinto em você. - então remendei, sem conseguir me impedir - Eu te amo também, Lupus.

Ficamos um tempo em silêncio, apreciando a presença um do outro.

-Você ainda vai se mudar?...

-... MERDA! - me levantei correndo até o telefone, deixando um Lupus atordoado pra trás.

Disquei o número as pressas, ficando cada vez mais nervoso a medida que ficava mais perto da ligação cair, até que ele finalmente atendeu.

-Elijah! - pedi que fosse antes que ele pudesse dizer algo, ouvindo uma confirmação sonolenta - É o Leon!

-Você sabe que horas são? - murmurou sonolento e preocupado - O que aconteceu?

-Então, é... - pensei em como dizer, até que resolvi falar de uma vez - Eu... Não vou mais me mudar.

-O quê? - a voz esbanjava descrença - Mas eu acabei de achar um apartamento incrível pra vocês!

-Me desculpa - pedi corando -, eu não estava pensando bem. A minha mãe não pode se mudar agora, é colocar a saúde dela em risco.

Ele bufou em visível descontentamento, mas resolvi não comentar.

-Ainda tem coisas para eu fazer aqui. Não posso me mudar.

-Tipo, nunca? - perguntou - Porque já tinha até conversado com o dono e ele disse que faria um precinho melhor...

-Desculpa cara, mas não posso...

Ele suspirou.

-Pensa melhor antes de fazer as coisas então, porque você me preocupou pra cacete com essa história de se mudar.

-Desculpa mesmo...

Elijah soltou outro suspiro, mas dessa vez foi substituído por um bocejo.

-Vou dormir, depois resolvo isso.

Dei um tchau meio envergonhado e desliguei o telefone, respirando fundo depois.

-Então... É um sim? - ri quando ele disse atrás de mim.

Ele me abraçou, grudando o rosto nas minhas costas.

-Sim. Eu vou ficar.

E aquela risadinha fez meu coração se encher de novo.

 

*

 

Era tarde da noite, nós dois assistindo um filme qualquer no computador. Seu machucado estava por um fio de sarar por completo, a neve já havia cessado e logo o calor voltaria a reinar, então posso dizer que as coisas estavam indo no caminho certo.

Ainda nenhuma notícia de Pondero, mas acredito que ele esteja melhor. Espero que esteja...

Lupus beijou meu pescoço com leveza, arrastando os lábios lentamente. Quando pensei em passar o resto da noite acordado, ele soltou algo que acabou com todo o clima:

-Você não tem vontade de trazer sua mãe de volta pra cá?

Senti meu coração se acelerar, pronto para qualquer bote que ele estivesse preparando.

-Ela está doente. - tentei encerrar o assunto.

-Mas e se pudesse cura-la? - ele persistiu.

-Não é possível, não tem cura.

-Mas... - ele saiu do meu abraço e sentou nas minhas coxas, deixando meu computador no chão para que eu deixasse toda a minha atenção nele -... Leon, eu posso curá-la. Se me der uma chance, eu...

-Não! - cortei, entendendo perfeitamente onde ele queria chegar - Ela já te viu transformado uma vez, não quero que vire duas!

-Mas eu quero!

-Você mesmo disse que uma pessoa pode enlouquecer se não aceitar!

-Ela já está louca! - rebateu persistente - Eu posso fazer as coisas darem certo agora, se pressionarmos um pouco, ela vai entend...

-Não! - o interrompi pela segunda vez - Não, não e não! As coisas estão bem agora, não precisamos forçar a barra!

-Mas foi você que disse que deveríamos aprender com nossos erros! Eu estou tentando! Essa é a minha chance de mudar, de fazer o certo!

-Não posso deixar que...

-Mas, Leon... Eu... - ele me cortou pela primeira vez, saindo de cima de mim quando tentei me sentar. Me ajeitei no sofá, vendo ele sentado do meu lado com o rosto entristecido - Eu... Não consigo mais dormir sentindo isso. Mal consigo olhar pra você, você me lembra aquilo... - ele demorou para continuar - Quero fazer a coisa certa dessa vez, não quero só... Deixar como está.

Nem soube o que responder, mas era um assunto muito delicado além de que não era o melhor momento. Nosso relacionamento já havia ficado por um fio uma vez, e sinto que estávamos perto da segunda.

-Não sei, Lupus... - ele abaixou a cabeça tristonho - Olha, eu posso pensar sobre isso, mas não vamos fazer nada precipitado, ok?

Ele não parecia feliz com minha decisão,  mas também não questionou.

 

*

 

Os dias passaram em um ritmo torturante. Lupus não me lembrou mais aquela conversa angustiante, mas via que ele queria muito falar sobre. O tempo inteiro ficava me olhando profundamente, as vezes até esquecendo sobre o que fazia ou falava.

Isso me deixava ainda mais angustiado.

Suspirei contra o café, olhando para o meu currículo parado ao meu lado. Já havia passado em algumas lojas, entrando o envelope tentando parecer entusiasmo para arranjar um emprego.

Enquanto me perdia olhando para o vapor que saía da caneca nem percebi a aproximação de um certo alguém, que só fui perceber quem era quando se apoiou a mesa.

-Ei, Leon! - olhei para o rosto do homem, sentindo aquele leve ranço de novo.

Se fosse em algum outro momento teria tentado esconder meu currículo e parecer legal, mas estava muito atordoado pela presença repentina de Nathan para reagir. Ele continuava vestindo aquelas roupas de couro, e podia ver a moto encostada na frente da padaria de onde estava sentado, mas havia algo de anormal nele.

-Oi, Nathan. - reagi meio que por impulso ao me ajeitar na cadeira, me sentindo quase inferiorizado de novo.

-Posso sentar? - ele já se sentava quando perguntou.

-Sim, estou sozinho. - murmurei ainda meio atordoado, tentando ver naquela postura o que me deixava tão inquieto.

Ele estendeu a mão chamando pela garçonete, que o atendeu rapidamente e saiu. Nathan então voltou os olhos pra mim, um sorriso pequeno no rosto enquanto me olhava.

-Ai, tenho boas novas! Vou me casar! - ele soltou antes mesmo que eu pudesse perguntar o que era, e mais rápido do que podia felicita-lo ele continuou - É uma garota linda! Você precisava vê-la, é gentil, doce... Lembra quando falava na escola que casaria com a garota perfeita?

-Sim, você só falou isso todos os dias de todos os anos. - ele riu do meu comentário, parecendo envergonhado e feliz ao mesmo tempo.

-Pois é, quem diria que encontraria, não é?

O café que ele havia pedido chegou, e ele tomou um gole antes de continuar.

-Ela me fez ver o mundo de um jeito melhor, sabe? - ele riu baixinho - E... bem...

Ergui minha sobrancelha, o fazendo engolir em seco. Pegou o sache de açúcar e lotou o café dele, começando a girar a colher para ganhar tempo.

-Eu... Comecei a me sentir mal, sabe? Sei que já faz muitos anos, mas quando lembrava da escola eu ficava meio... Angustiado.

-E porquê? - ele se afastou um pouco pensando em uma resposta.

-Eu era um pouco... - ele tossiu -... Babaca.

-Oi?

De todas as coisas que Nathan havia me dito, essa era a mais inesperada. Ele sempre foi cheio de si, se vangloriando por ter tudo que queria, e isso o fazia ser um pouquinho babaca, mas ninguém ousaria dizer isso. E ouvir isso dele, do nada e anos depois de tudo, era não só inesperado como insano.

-Eu tratava você meio, hum, mal... Não queria te magoar, mas eu era uma criança e gostava de me mostrar... - ele suspirou - Sabe, desde a última vez que eu queria me redimir com você, mas antes não saía sabe?

Ele olhou para outro canto.

-Eu pensei que não conseguiria nunca, mas quando ela disse que o melhor era botar pra fora de uma vez, eu só...

Ele estava cheio de coisa para dizer e eu estava sem palavras.

-Tá, mas se você queria então porque não disse antes? - perguntei o óbvio.

-Eu não conseguia! - corou levemente - Eu vou me mudar daqui uns dias, vamos tentar uma vida juntos antes de casar, e eu não queria sair sem... Sem ficar bem com o meu melhor amigo.

"Melhor amigo". Mesmo naquela época, quando ninguém mais suportava seus ataques de superioridade, ele nunca se atreveria a dizer algo como isso. Eu pensei que era só medo de ser tachado de gay por usar o famoso "BFF", mas agora eu vejo que era um jeito de me rebaixar. Ele está me deixando no mesmo patamar que ele agora.

Ele não me elevou, ele se rebaixou.

-Então eu fui pra sua faculdade e uma garota disse que tinha parado, ai ela aproveitou pra me dizer onde você costumava ficar, ela disse que era aqui mas como só te encontrei hoje...

Ficamos um tempo em silêncio, até que ele soltou:

-Desculpe por te chamar de Cara Suja e... Tudo mais.

Pisquei voltando pra realidade.

-Eu, ham... - resmunguei - Cara, eu...

Não podia mentir dizendo que nunca me afetou.

-... Eu te perdoo por tudo, eu sei que você não fazia por mal...

Ele pareceu aliviado, bebendo o resto do café enquanto relembrava momentos da escola, me tirando algumas risadas. Quando se levantou para sair, me senti até mesmo triste por vê-lo indo.

-Eu vou me mudar já essa semana, então... Sabe, eu acho que não vou mais te ver.

Era até melhor assim, não reconhecemos mais nossa amizade. Se for pra só ficar relembrando de momentos, com medo de contar novidades por termos perdido nossa intimidade, então era melhor cada um seguir seu rumo. Nathan pareceu entender o que queria dizer sem que eu precisasse de fato.

Nos despedimos como se um de nós fosse morrer no dia seguinte, o que foi ainda mais triste. Eu sabia que caso nos encontrássemos ainda diríamos um "bom dia" ou um "como está?" educado e envergonhado, mas eu sabia que não haveria mais ligações como antes.

E isso era algo bom, ainda assim. Porque antes, era uma ligação amarga movida por minha inveja e a egocentricidade dele. Não haveria mais isso.

Então ele saiu, depois de um pequeno aperto de mãos como um adeus, indo até a moto e colocando o capacete. Segurei meus currículos que ele com certeza viu, os juntando sem pressa, refletindo o que tinha acabado de acontecer.

Ele mudou pela mulher que iria casar, e Lupus queria me mostrar a mesma coisa. É claro que o nível de gravidade são bem diferentes, mas isso só significa que Lupus precisa ainda mais de perdão. E só o meu não é suficiente.

Entendi, enquanto guardava minhas coisas para pagar o meu café, que amar não significava amar os erros da pessoa, isso é idolatrar. Amar é saber que o outro errou e o ajudar a acertar. 

E eu sei como fazer isso, mesmo que me deixe apavorado. 

Está na hora de realmente mudar.

 

 

 


Notas Finais


A pessoa da faculdade é a Perla, pra quem não pegou a referência <3

A história terá a média de 30 a 40 capítulos, não acho que passaremos disso ^^

E O AVISO: Gente, eu não vou mais postar esse mês. Nem essa, nem começar nenhuma. Acontece que tenho uma prova dia 03 de dezembro pra uma escola estudual e outra no dia 09 pra uma particular, e eu PRECISO passar em ao menos uma. Tem duas outras histórias que também terei que dar um tempo. Só voltarei a escrever depois do dia 10, porque sabe, estarei me recuperando dos dois tiros kkkk

Espero que não me abandonem até lá <3 Ainda tem muita coisa pra acontecer, e será um prazer e honra compartilhar com vocês, então por favor, me esperem até tudo acabar ^v^

Até dezembro pessoal <3


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