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História Dear Sakura - Capítulo 26


Escrita por: Lola_Watson

Notas do Autor


Gente, eu nem sei oq falar.
Fiquem com o último capítulo desta história.

Capítulo 26 - Capítulo vinte e cinco



Sakura acordou na manhã seguinte zonza, completamente fora de órbita, sequer sabia onde estava, sua boca estava extremamente seca o que a impossibilitava de pronunciar alguma palavra, seus lábios tremulavam assim como suas mãos - resultado do efeito dos calmantes. - seus olhos vasculharam o quarto em busca dele, ela queria encontrá-lo, pois precisava dele para saber a verdade que assombra sua vida. Sasuke adentrou no quarto alguns minutos depois, usava um terno com um corte único, feito sob medida, o tecido era um preto fosco com uma camiseta cinza de linho no interior, a gravata azul marinho era o único ponto de cor presente, ele não precisou sorrir mas seus olhos demonstraram uma imensa alegria.


- Sakura. - murmurou ainda surpreso. - você acordou. - disse contente.


Ela não conseguia respondê-lo, sua garganta estava tão seca que arranhava, ele se aproximou da maca e a fitou de perto, queria a todo custo gravar as feições dela, os olhos verdes de formato amendoados, Sakura era tão linda que lhe faltavam palavras para descrever sua beleza.


- está tudo bem? - indagou cerrando os olhos.

- água. - pediu rouca.


Sasuke atendeu seu pedido, se encaminhou até o pequeno frigobar e retornou para perto dela com uma garrafa d'água, abriu a tampa rompendo o lacre e dirigiu a garrafa até os lábios dela, de gole em gole ela se refrescou, a água gelada percorreu toda sua garganta aliviando a sensação que a incomodava.


- melhor? - perguntou ele.

- sim.


Ele apertou a tampa na garrafa e a deixou de lado sobre o pequeno móvel, inseguro e tentando se conter ele levou a mão até os fios róseos dela, acariciou meio sem jeito tentando fornecer o mínimo de sentimentos


- por que é difícil te ver? - ela balbuciou.

- são os remédios, você vai ficar bem. - ele respondeu de imediato.

- não, não assim. - ela retrucou. - difícil te ver como o Sasuke que eu conheço, você não é assim, seus olhos sempre estão apagados mas atualmente eles andam brilhosos, tão brilhosos como as milhares de estrelas que estão no céu. - comentou erguendo o braço em direção ao rosto dele.


Os dedos finos dela passearam pelas feições dele, a unha raspou por sua bochecha sem nenhuma intenção de machucar, era como um encontro de almas conturbadas, suas falhas combinadas permitiam que aqueles dois seres separados se tornassem um em meio a tormenta. 


- o que houve com você? O que aconteceu nesse meio tempo? - ela perguntou semicerrando os olhos.


Ele afastou a mão dos cabelos de Sakura e a juntou com a dela, delicadamente ele retirou o toque da jovem de seu rosto, Sasuke pressionou seus lábios em um sorriso desgostoso, um sabor amargo se formou em sua boca. 


- uma hora você vai entender. - ele respondeu. - até lá, apenas se recupere. - concluiu o diálogo.


Se afastou rápido, evitando brechas para que ela prosseguisse a conversa, Sakura despertou, não só de sua descanso ocasional, mas de seu mundo obscuro, ela submergiu daquela terrível imensidão de desgraça e ia atrás da verdade, ela não tinha mais medo de desafiá-lo, não tinha mais nada a se esconder ou perder. Sasuke se retirou do quarto e foi em busca de uma enfermeira, avisar que a rosada já havia despertado, enquanto os preparos médicos de Sakura eram resolvidos, Sasuke discou para Naruto.


- ela acordou. - o Uchiha foi abrupto.

- wow, foi rápido. - comentou o loiro. - está tudo bem?

- melhor do que nunca, ela acordou renovada, preciso mandá-la embora logo pois em questão de minutos ela me pôs contra a parede, o que ela seria capaz de fazer se passasse dias comigo? 

- são mulheres, elas sempre são assim, um passo à frente até do diabo. - brincou.

- é, um passo à frente. - resmungou Sasuke. - preciso desligar, vou ver como ela está.

- até. - Naruto se despediu.


O Uchiha desligou a ligação, guardou o celular no bolso e retornou ao quarto, preferiu não entrar no ambiente enquanto Sakura era examinada, permaneceu na porta até a enfermeira sair pela mesma, moveu seus pés contra sua própria vontade e adentrou no local, lá estava ela, praticamente da mesma forma que ele havia deixado, sentada na maca, com os cabelos longos ornamentando sua face pálida, lábios rosados, olhos arredondados no verde mais intenso que ele já tiverá visto, usando o pijama hospitalar de bolinhas verdes que mesmo folgado deixava parcialmente visível o tamanho de seu ventre, ele contemplou sua beleza efêmera, seu tempo com ela estava escorrendo da mesma forma que a areia escorria da ampulheta, a diferença é que o frasco não poderia ser revirado para iniciar a contagem novamente, estavam no limite do fim.


- se sente bem? - o Uchiha perguntou

- me sinto bem. 

- Sakura, eu preciso te contar algo. - a voz dele saiu trêmula.


Ela não respondeu nada, apenas o olhou confusa.


Assim que ele abriu a boca, alguém bateu em sua porta, Sasuke soltou uma lufada de ar quente e abriu a porta, o médico se apresentou e informou que precisava examinar mais um vez a Haruno, desta vez Sasuke permaneceu na sala e observou tudo atentamente.


- em breve vamos te dar alta. - informou o médico verificando o oxímetro. - aparentemente você está bem, sente algum incômodo nas cicatrizes? - questionou erguendo o braço dela.


O homem de fios grisalhos analisou o perímetro da epiderme antes machucada, apenas finas cicatrizes haviam restado. 


- elas estão bem. - Sakura respondeu dispersa. 


Após o doutor concluir toda a inspeção rotineira, se despediu de ambos e saiu do ambiente, Sasuke levou seus olhos até Sakura que tocava delicadamente os braços.


- eu não me lembro delas. - comentou. - desde quando estão aqui? - indagou.

- você as fez, a alguns dias atrás. - explicou Sasuke atônito. - você estava em meio a um surto, e arrancou sua pele com as próprias unhas. - disse engolindo um seco após se recordar da cena.

- ah... agora eu me lembro, foi sobre ele, é sobre ele. - ela sussurrou esfregando as marcas. - o que aconteceu com ele? 


Sasuke trincou o maxilar, e cruzou os braços de forma defensiva.


- não precisa esconder as coisas de mim, eu sei que ele está morto, mas não sei como ele morreu... - o olhar perdido dela o afetava. - eu só quero uma resposta. - ela o enfrentou.

- um dia você receberá elas. - ele a cortou caminhando para o exterior do quarto.


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Sasuke passou o resto do dia fora, deixando Sakura confinada naquele hospital, o moreno aproveitou o resto do dia para arrumar suas últimas coisas, recolheu os documentos da Haruno para que ela pudesse embarcar, foi até o antigo apartamento da rosada e recolheu alguns itens importantes e os depositou em uma pequena caixa de papelão, Sasuke não sabia muito bem o que era de suma importância para a Haruno mas optou por separar alguns presentes que ele havia dado, algumas fotografias de sua infância, pequenos souvenires de Tóquio e outros objetos, evitou pegar qualquer peça de roupa pois compraria novas. 


Para concluir as tarefas do dia, foi com Naruto até uma casa funerária para encomendar a lápide de Daisuke.


- já escolheu o modelo? - Naruto questionou. - eu gosto daquele. - indicou uma placa retangular simples.

- é bom, acha que ela gostaria? - perguntou o Uchiha.

- eu não sei, é simples e elegante. - comentou o loiro. - já sabe o que vai entalhar? 

- são muitas perguntas, eu não tenho ideia. - Sasuke disse esfregando os olhos. - talvez o nome dele, o ano de nascimento e o ano em que morreu. - o moreno arqueou as sobrancelhas.

- devia colocar alguma frase. - sugeriu. - tipo aquelas clássicas, "aqui jaz Daisuke, um pequeno, grande filho" 

- um epitáfio?

- sim, uma frase bem legal. - Naruto respondeu alegre.

- eu não o conhecia tão bem para saber o que escrever. - balbuciou.

- faça algo por ele, vai ser a última coisa que poderá fazer. - incentivou o amigo.


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Já era noite quando Sasuke retornou ao hospital, ao entrar no quarto, com as mãos ocupadas com as caixas, encontrou Sakura concluindo sua refeição.


- você voltou. - ela comentou sorridente. - pensei que ia passar a noite fora.

- eu nunca passei uma noite fora. - respondeu ele.

- o que tem aí? - ela perguntou curiosa.

- algumas coisas suas. 


Sasuke se aproximou da cama e depositou os objetos perto dos pés dela, Sakura afastou rapidamente a mesinha que servia de apoio para sua refeição, os olhos verdes emitiam flashes de curiosidade, Sasuke distribuiu algumas coisas sobre a cama e deixou que Sakura descobrisse todo aquele mundo novamente. 


- oh, eu me lembro disso. - ela disse enquanto segurava um pequeno globo de neve nas mãos. - ganhei de Ino, em um dos nossos primeiros natais juntas.


Afastando mais alguns itens com suas mãos, Sakura puxou algumas fotografias e as observou atenta, o Uchiha apenas contemplava todas as expressões e gestos que ela emitia.


- olha, essa foto foi tirada no colegial. - apontou para uma das polaroides expostas na cama. - e essa aqui, foi em um passeio escolar. - a rosada lhe entregou a foto.


Para ambos, era legal estar vasculhando o passado, passaram longos minutos visualizando e conversando sobre as fotos, até que Sakura achou a pequena caixinha.


- o primeiro presente que você deu a ela. - Sakura disse terna abrindo a caixa.


O pequeno par de sapatos vermelhos ainda estavam lá, da mesma forma que Sasuke havia lhe entregado na noite em que os comprou, e do mesmo jeito que Sakura havia deixado após chegar em casa.


- acha que vai ser uma menina? - ele perguntou.

- eu não sei, não tenho certeza. - respondeu ela. - mas espero que sim, pois seria um desperdício não poder usar esses sapatinhos. - sorriu.

- ficaria feliz se fosse uma menina? - as orbes ônix a fitaram.

- você ficaria? - ela lhe interrogou. 

- sim, eu acho que vai ser uma menina. 


Sakura continuou a olhá-lo, tentando desvendar o que se escondia detrás daquele mar negreiro.


- sabe, você poderia me ajudar a escolher alguns nomes. - pediu. 

- eu não sei, você escolheu um ótimo nome da última vez. - Sasuke se recordou dele.

- Daisuke? Ele me lembrava muito você, com aqueles cabelos escuros. - ela disse nostálgica. - realmente, era uma cópia sua. 

- obrigado. - ele sussurrou chamando a atenção dela. - obrigado, por ter feito isso.

- está tudo bem. - ela sorriu pacificamente.


Um silêncio se perpetuou após o diálogo, não era estranho e nem constrangedor, era tranquilo e complacente, não precisavam de palavras mais. Permaneceram ali, afundados nas memórias antigas de Sakura, esperando o tempo passar cada vez mais, após ela tomar os últimos medicamentos do dia, seus olhos começaram a pesar e enquanto apagava lentamente, Sasuke disse:


- Sarada. 

- hm? - murmurou zonza.

- se for uma menina, gostaria que se chamasse Sarada. - ele respondeu com um sorriso de lado.


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Na manhã seguinte, quando Sakura despertou ele já não estava lá, ela não tinha controle sobre isso e não gostaria de ter também, às vezes era bom estar sem ele ali pois conseguia pensar sobre a noite em que perdeu Daisuke, não era uma boa lembrança, mas foi a última que lhe restará. Enquanto a rosada estava submersa nesses pensamentos, Sasuke abriu a porta do quarto, ela ergueu a cabeça e fitou a figura dele, o moreno não foi muito delicado quando jogou sobre a cama algumas sacolas de roupa e os documentos da Haruno.


- se vista, você vai embora. - ele ordenou.


Sakura franziu o cenho, mais uma vez aquele Sasuke desarmado de ignorância e soberba havia escorrido por suas mãos, Sakura tomou o passaporte em mãos e o abriu, encontrando uma passagem aérea para sua cidade natal do outro lado do mundo. 


- o que isso significa? - perguntou desatenta.

- você vai pra casa. 


Sakura não soube como reagir, ela sequer sabia o que pensar.


- para casa? 

- sim.

- mas, mas ele vai ficar aqui. - ela disse nervosa. - eu não posso deixar ele aqui, eu não vi ele por uma última vez, eu não quero ficar sem ele. - as palavras saiam apressadamente.

- não se preocupe, você vai vê-lo. - Sasuke apaziguou a situação. - apenas se arrume logo. - pediu.


Sakura mal conseguia se manter em pé, mas se esforçou, saiu da cama e foi até o banheiro, tomou um bom banho com direito a lavar seus cabelos, retirou algumas bandagens restantes e vestiu as roupas que ele havia trago. No meio de tantas sacolas que Sakura havia remexido, a peça que mais lhe chamou atenção foi um vestido de linho branco, com algumas violetas bordadas na parte superior, nos pés um tênis da mesma cor do vestido.


Quando Sakura saiu do banheiro após terminar de se arrumar, Sasuke não se conteve na hora de admirá-la, o vestido lhe caía perfeitamente e até combinavam com as pontas rosas de seu cabelo, ela não usava nenhuma maquiagem, mas não era preciso pois seus olhos esverdeados já realçava todo seu rosto, ela mantinha as mãos abaixo do ventre deixando ainda mais nítido o volume que ali formava.


- é tão estranho estar assim. - ela disse envergonhada.

- você está linda. - ele suspirou.


Sakura sorriu timidamente, era uma atmosfera agradável mas que Sasuke não podia prolongar por muito tempo, após o elogio sutil feito a ela, Sasuke retirou todas as roupas das sacolas que haviam restado, em uma mala pequena ele organizou as peças, e no meio delas todos os outros pertences de Sakura, enquanto a rosada o ajudava a encaixar os objetos, o médico adentrou no quarto, com o prontuário em mãos e algumas receitas, Sakura finalmente havia recebido alta, o Uchiha agradeceu o serviço prestado, e no meio das palavras trocadas, algumas notas foram empurradas no bolso do seu jaleco.


Já longe daquele maldito quarto, que a aprisionava durante sua longa estadia, Sakura sorriu aliviada, estava na frente do hospital ao lado de Sasuke, esperando o carro que viriam pegá-los.


- está tudo bem? - ele perguntou.

- tudo, só estou meio confusa. 


Ele não prolongou a conversa, e nem ela insistiu em explicar, apenas esperaram a chegada do carro. 


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Observando todas aquelas ruas no banco de trás, enquanto os dois garotos discutiam sobre algo totalmente fútil no banco da frente, os olhos verdes vasculhavam as entranhas de Tóquio tentando se agarrar às últimas memórias que lhe restavam, a poucos minutos ela estava em ligação com Ino, pedindo desculpas por nunca poder comparecer ao casamento de sua amiga, ou estar lá quando o filho dela nascesse, promessas foram feitas com o intuito de serem quebradas, e ambas as amigas sabiam que nada se concretizaria.


- Sakura, chegamos. - o moreno chamou sua atenção.


Olhando ao redor, ela não identificou um aeroporto, ela uma imensa vastidão  verde era o que podia ser visto, uma vastidão de almas ceifadas descansando em paz, quando ela saiu do carro, Sasuke a estendeu a mão e a levou para longe, a rosada virou a cabeça para trás cada vez que se distanciava mais do carro, apenas o amigo de fios loiros do Uchiha havia permanecido perto do automóvel, estavam apenas os dois a caminho de uma mórbida e última despedida.


- eu te trouxe aqui, pois é sua chance de se despedir dele de forma decente. - falou com um tom de culpa.


Sakura piscou confusa, encarou ele por alguns minutos e depois desceu seus olhos para a pequena lápide exposta ao chão. 


Uchiha Daisuke

  2012 | 2016

" Eu estive aqui, mesmo que por breves momentos"


Os olhos encheram-se de água, uma onda de sentimentos ruins a atingiram de uma forma inexplicável. Por mais que Sakura já estivesse ciente da partida dele, não era fácil para ela deixá-lo realmente partir. Nada foi programado, nada foi combinado, tudo aconteceu do nada sem ela querer, sem Sasuke saber, aquela criança foi uma descoberta estranha e confusa, foi uma vinda inesperada e desesperada, e sua partida era um tanto desolada. Engolir o seco da dúvida todas as noites era rotineiro para a Haruno, ela não tinha explicações de como ele tinha partido, mas sabia que tinha partido, incontáveis lágrimas foram derrubadas e enxugadas, e mesmo assim, após tantos dias tentando compreender a sua perda, era completamente impossível.


Seu berço estava vazio, ela havia deixado um bebê saudável com dias de vida, e agora uma criança morta era oque ela recebia de volta.


Ela o admirou de longe, pois não podia abraçá-lo. Queria demonstrar seu amor pelos gestos, da ação do toque do seu corpo junto ao dele, queria também poder dizer que a sua vida sem ter ele na mesma história seria banal. Apesar de anos que se passaram o que sentia por ele jamais passará, é além do esperado ela tão jovem amar assim tão forte e de tão longe, um alguém que fez uma pequena participação em um filme sem data para o fim.


 Parecia um pesadelo amá-lo a distância, não poder retribuir tudo aquilo que já recebeu, cada lágrima que caía era uma forma da saudade transbordando através do que era real, era a forma de mostrar que o amor que ela sentia por ele, ainda grita no fundo de seu peito dizendo o seu nome a todo momento achando que um dia ele irá voltar. Para Sakura, era complicado amar Daisuke de longe, de um outro mundo, de uma órbita diferente, de outro plano espiritual, a morte havia afastado seus corpos mas as lembranças, ainda que escassas, juntavam seus corações.


$$$


O caminho até o destino final foi em completo silêncio, os olhos dela ainda estavam inchados após tanto choro, após chegarem no aeroporto, Naruto se despediu de Sakura de uma forma desajeitada, eles não se conheciam e sequer se falavam, mas o Uzumaki se esforçou para soar receptivo. 


- eu acho que isso é um adeus. - ele disse meio sem jeito. - foi bom te conhecer, mesmo que por pouco tempo, e meus pêsames por tudo.

- obrigada. - ela sussurrou.


Naruto não os acompanhou pelo interior do aeroporto, Sasuke estava ao lado dela a cada passo que dava no ambiente, cada um estava agindo de suporte para o outro, frustrações e as mínimas alegrias que restaram, Sakura se sentia tão perdida que não raciocinava completamente que aquela era a reta final, tudo tinha acabado, ficado para trás da mesma forma que tinha acontecido a muitos anos atrás.


- Sakura. - ele a chamou. - a partir daqui você vai sozinha, mas um amigo meu irá te guiar até seu voo, esse é o portão de embarque, a sua passagem já está com o check-in realizado então não precisa se preocupar. - explicou ele.

- então... - ela suspirou afoita. - é isso? 

- é. - a resposta dele foi direta. - não existe mais nada a ser feito, espero que fique tudo bem com vocês. 

- igualmente. - ela disse serena. - não faça mais nenhuma merda. - pediu constrangida.


O Uchiha soltou uma risada curta.


- não mesmo. - negou. - não precisa se preocupar quando chegar lá, pedi para que um colega de segurança a encontrasse assim que chegasse, ele te levará ao seu novo apartamento e deixará todos os papéis e senhas necessários para você acessar uma conta bancária, é uma conta que fiz para vocês, sempre haverá dinheiro o suficiente lá. Aqui está seu celular - ele disse-lhe entregando o aparelho. - apenas me prometa que vai cuidar dela, e se cuidar também. - pediu com o cenho franzido.


Sakura observou aquele olhar preocupado, levou a mão até seu rosto e acariciou brevemente.


- prometo. - respondeu em voz baixa.


Sasuke inclinou o rosto em direção a palma dela, sentindo pela última vez o contato de sua pele macia e quente.


- adeus Sakura. - murmurou.

- adeus Sasuke. - cochichou docilmente.


Ele afastou a mão dela de seu rosto e deu dois passos para trás, indicando que aquele era o fim de todo seu tormento. Sakura pressionou a mão sobre a superfície de plástico do puxador de sua mala, apertando o celular contra a mesma, ela lhe fitou mais uma vez antes de lhe dar as costas e seguiu pelo corredor, cada passo adiante era um pedaço deixado para trás, um alívio se apoderava de seu corpo. Assim que ela dobrou no corredor, adentrando em uma longa passagem com paredes de vidro, seu telefone vibrou, o sensor indicava um número privado, ela atendeu sem entender bem o que estava acontecendo.


- alô.

- a sua esquerda. - a voz rouca ordenou. - olhe para mim uma última vez, preciso lhe contar algo. - pediu.

- Sasuke. - ela balbuciou fitando ele de uma longa distância.

- o nosso filho, Daisuke, fui eu que o matei. - confessou. - eu não queria que isso tivesse acontecido, mas eu estava fora de mim, me perdoe Sakura, eu fui orgulhoso demais para admitir isso antes. - sua voz falhou.


Ela não era capaz de respondê-lo, estava totalmente paralisada. Tantas lágrimas foram derramadas, que as próprias gotas foram afogadas, aquele dia em que seus olhos se esconderam em seu próprio rosto, que sua boca não consegui sentir mais o gosto, ela olhou fundo nos olhos de Sasuke, procurando em todos os cantos daquele rosto familiarizado o carinho que nestes últimos dias lhe serviu de abrigo, mas que queimou seu coração ao cruzar com o olhar de seu maior inimigo.


- eu poderia facilmente perdoar seu orgulho se ele não tivesse mortificado o meu. - ela disse com escárnio. 







Notas Finais


Primeiramente, agradeço a todos vocês que tiraram alguns minutos de seus dias para lerem está fanfic, para votarem e comentarem, vocês não tem ideia de como me alegraram nesses dias. Amo vocês imensamente.
Segundamente, eu não consigo descrever o quão satisfatório foi escrever essa fanfic, mesmo passando por altos e baixos durante esses anos, este é o último capítulo desta história e espero imensamente que gostem.

Tantos foram os desafios e alegrias no decorrer desses anos, este é apenas um ponto final do meu primeiro parágrafo como escritora, em breve retornarei.
Gratidão a todos que participaram desse percusso comigo!


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