História Dear Sofia - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Cartas, Romance, Romance De Época
Visualizações 4
Palavras 740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa história se passa entre 1840-1850 na Inglaterra da Era Vitoriana.

Espero que gostem,

Boa leitura ^^

Capítulo 1 - The Letter.


Fanfic / Fanfiction Dear Sofia - Capítulo 1 - The Letter.

Querida Sofia, 

É com pesar que te escrevo está carta mas devo salientar que é a melhor e mais nobre atitude que já tive em toda a minha mediana existência. Há tempos noto teu amor por mim e devo admitir que no começo meu único interesse era brincar com teus sentimentos e prejudicar emocionalmente o seu coração. Acontece, Sofia, que essa intenção mudou assim que tive a oportunidade de conhecer-te mais a fundo e de modo mais íntimo. Com pouco esforço você conseguiu conquistar todas as células do meu corpo, todos os meus pensamentos e todas as minhas ações. Eu achava uma piada estar apaixonado logo por você. A dama mais doce e gentil que já conheci. Lembro-me de quando percebi que te amava, estávamos juntos escondidos nos jardins de minha propriedade. Você arriscando a sua reputação por estar sozinha comigo e eu arriscando a minha sanidade mental por estar sozinho com você sem poder tocar-te de maneira inapropriada. Acho que o primeiro indício de que eu sentia algo por você veio muito antes, justamente por meio disto, eu zelava e me preocupava com a sua reputação. Não queria seu nome associado ao meu e jamais poderia suportar a ideia de envolverte em algum escândalo apenas para o meu deleite pessoal.

Sua feição, seus modos, sua voz, seu cabelo e sua pele, tudo contribuiu para que eu me visse apaixonado e amando pela primeira vez. A primeira dama respeitável que eu tinha a intenção de manter respeitável. Por vezes acho que ultrapassei os limites da compostura com beijos e alguns mínimos toques inapropriados, peço-te sinceras desculpas por isso. Sempre fostes muito mais do que um dia eu poderia sonhar em ter. Afinal, qual perspectiva de amor sincero eu tinha antes de conhecer você? Nenhuma. Sou grato por você ter me feito descobrir o amor, esse sentimento tão grandioso que arde em meu peito e que sinto em demasiado por ti. Você lembra do colar que lhe dei? Aquele com nossas iniciais gravadas no verso dele e que eu também tenho um igual. Guardo o meu sempre junto ao peito para que você nunca saia de perto de mim. Essa foi uma das coisas mais patéticas que fiz em quanto homem apaixonado. Pude entender, vivenciando na pele, o que alguns amigos me confidenciavam sobre o desejo que vem do amor e o amor que vem do desejo. Quando percebi já estava imerso nos teus gestos e sensações, preso a sua amável existência.

Eu ficaria feliz se pudéssemos continuar para sempre assim. Mas, a vida social clama pelos nossos nomes, nossas famílias são influentes e nossos nomes são conhecidos. O teu por ser um anjo e filha do modelo da virtude, mulher ideal que qualquer cavalheiro gostaria de ter a honra de conquistar e desposar, já eu por ser o filho devasso e desgarrado que envergonha a família a cada passo que dá e que já passou da hora de casar. Um homem que nenhuma família com juízo e honra aceitaria para desposar suas preciosas filhas. 

É por isso, Sofia, que acho mais desejoso mas não menos doloroso abandonar-te do que prender-te ao canalha sem escrúpulos e sem reputação que sou. Deixar-te ir é a única atitude correta que tomo há anos, amo-te tanto, estimo-te tanto, tenho tanta vontade de fazer-te minha que acho melhor deixar com que partas antes que eu consiga manchar sua reputação seja com o menor dos menores contatos, seja com a mais breve das breves conversas, seja com a mais simples das simples danças, seja com o mais simples dos simples olhares. Portanto Sofia, prefiro sofrer te vendo prometida e posteriormente casada com outro do que tentar enfrentar o julgamento social para ficar com você. Me assemelho a um covarde falando isso para e de fato talvez eu esteja sendo. Sei que você, minha amada, aguentaria tudo para ficar ao meu lado e saiba que tenho grande estima e vontade de desposa-lá mas eu, no melhor que tenho do meu ser, que devo dizer que não é muito, não suportaria ver as sanções que a sociedade lhe submeteria por estar comigo, não aguentaria te ver infeliz por ser excluída e rejeitada socialmente. Eu não suportaria a ideia de submeter você a infelicidade para o resto de sua vida. É por isso minha doce, bela e angelical Sofia que nós vamos nos deixar apenas com boas lembranças de tempos que foram e nunca vieram. 

Com muito amor, Ernest. 

 


Notas Finais


Obrigada por ler!! ^*^


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