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História Dear Summer - Capítulo 25


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Capítulo 25 - Move on.


Fanfic / Fanfiction Dear Summer - Capítulo 25 - Move on.

seguir em frente (name): não significa deixar de amar; na verdade seguir em frente é um ato de amor. É um ato de amor você vir a pessoa que você mais ama segurando a mão de outro alguém sorrindo enquanto você está destruída, mas ainda assim desejando de coração que ele seja feliz.

 

Me plantei dentro de dele por meses, meses esses que não pareciam ter fim. No meio das bagunças dele, eu entrei para fazer mais bagunça, me misturando a ele e virando-o do avesso. Hoje, começo eu e término nele.  Do nada, fiz dele cotidiano, o meu, das suas manias, as minhas, suas comidas estranhas, porém gostosas, as minhas comidas favoritas, da sua voz, a minha melodia favorita e até seu nome grudou no meu, do nada. E não, a gente não tem nada a ver... eu sou tão eu e ele é tão ele.

Durante os últimos seis anos, evitei receber notícias do Niall, mesmo que Louis insistisse em me mandar tudo o que saia na mídia acompanhado de um True ou False. Eu queria bater nele toda vez que chegava uma mensagem desse tipo, nos primeiros meses, eu xinguei e até cheguei a bloqueá-lo, mas ele passou a me ligar para contar tudo toda sexta-feira (que segundo ele, era o dia de descanso no quarto de hotel).

Ele sempre me dizia que seria bom manter o Niall vivo na minha memória e coração, porque quando voltássemos, pouparíamos conversas desnecessárias. Mal ele sabia que mesmo tentando me afastar do imbecil de olhos azuis que eu estava apaixonada desde o primeiro dia, eu não conseguia esquece-lo, não conseguia fazer com que minha mente o deixasse naqueles meses e seguisse.

Niall se tornou, em poucos meses, tudo o que eu tinha. Ele me olhava como se entendesse o que eu sentia no fundo da minha alma, e ele entendia. Mas do mesmo jeito que ele veio, ele se foi. Naquela noite, eu chorei e gritei para mim mesma que ele nunca havia me amado de verdade, eu era a aventura de adolescente dele, assim como Jake foi a minha. Eu era o Jake dele, e precisava entender isso de uma vez por todas.

-Sun. –ouvi Cassie gritar do andar de baixo. –Temos visita!

Essa não! Só poderia ser ele, ele veio cuspir na minha cara que eu o amava e ele não estava nem aí para o que eu sentia. Passei a acreditar que ele era o vilão da história.

-Summer! –ela gritou novamente.

-Não precisa incomoda-la, Cassie! –ouvi uma voz feminina falar e sai correndo do quarto. –Olha ela, está mais linda do que nunca.

-Olá, senhora Styles! –digo abraçando-a. –Ao que devo a honra dessa visita?

-Nunca imaginei que veria a Summer sendo simpática com alguém. –Cassie diz rindo. –Vou deixar vocês a vontade.

-Harry! –ela diz assim que Cassie passa pela porta da cozinha. –Ele pediu para eu ver como você está... –ela me puxa para sentar-se ao seu lado no sofá. –E pediu para eu te convidar para jantar hoje.

-Ele é incrível. –digo sorrindo. –Eu irei jantar com vocês!

-Sun, eu sei que vocês se gostam! –ela diz calma, como se estivesse dando sua aprovação para um relacionamento entre nos dois... ela está louca!

-Senhora Styles. –pego suas mãos. –Eu e o Harry não nos gostamos dessa maneira.

-Summer, não precisa me esconder as coisas. –ela sorri para mim. –Vocês sempre estavam juntos nos últimos anos, lembro das vezes que fui visitar o Harry e você estava lá.

-O Harry sempre me ajudou com os meus problemas, assim como o Louis, o Liam e o Zayn. –olho em seus olhos. –Juro que não passa de uma amizade.

-Pensei que já havia superado o Niall. –ela não quer falar sobre isso comigo, não mesmo! –Depois de tantos anos, o seu coração ainda pertence a ele.

-Querem bolinhos? –Cassie aparece na sala com uma bandeja cheia de cupcakes. –Acabei de fazer.

-Não. –digo me levantando. –Estarei lá no horário combinado, senhora Styles. –volto para o meu quarto o mais rápido possível, antes que aquela mulher tente me empurrar seu filho novamente, ou melhor, tente falar sobre o que sinto por Niall.

Vou até a varanda do meu quarto e me sento ali. Eu queria tanto não gostar mais dele, queria olha-lo e não ter a estranha vontade de correr para os seus braços. Me pego olhando para o jardim da casa ao lado que está vazio.

Lembra quando ele te abraçou pela primeira vez? e você sentiu que estava se encontrando depois de anos perdida. Minha mente viaja para o dia em que ele me levou para o Heaton Park e quando voltamos, ele perguntou se poderia me abraçar. Naquele dia, eu jurei para mim mesma que eu nunca teria nada com o Niall, mas eu já estava apaixonada por ele há semanas.

Lembra quando por um minuto, apenas por um minuto, pensou nele como alguém que nunca te magoaria? Acho que essa é a questão central, Summer, ninguém ao certo sabe o impacto que causa ao passar pela vida de alguém, muitas vezes não temos noção do tamanho da bosta que estamos fazendo com o coração do outro. Você não sabia e ele também não, ou talvez soubesse. Acho que esse era o meu maior medo. Deixar aquele menino imbecil de olhos azuis céu, fuder com o seu coração, acho que nunca contei isso para ele, mas a pequena e frágil Summer, tinha medo de ama-lo.

Sinto que não aguento mais, me levanto e as lágrimas já caem. Por que eu fui tão idiota? Porque eu tinha que amar logo ele, logo aquele garoto que parecia tão frágil. No fim das contas, eu era a imbecil e frágil, eu era quem amava mais e demonstrava menos, eu era a mesma Summer que sempre acabava metida em confusão. Soluços e mais soluços aparecem, eu me sinto frágil, cada dia mais frágil e pequena.

Olho para o lado e agora vejo um belo par de olhos azuis me encarando, passo a mão nos olhos no intuito de enxergar melhor. Olho novamente para a varanda ao lado e ele continua a me encarar. Tola, ele está rindo de você! Retorno para o meu quarto e me jogo na cama, antes que desabe mais uma vez.

 

NIALL

 

Ela estava ali há alguns minutos chorando, parecia que não havia notado minha presença na varanda ao lado.

-Summer! –chamei e ela continuou imóvel.

Aproveitei para observa-la. Soluços e mais soluços eram audíveis. Eu queria abraça-la, beija-la, dizer que tudo ficará bem, mas não posso me aproximar, não posso magoa-la mais uma vez.

Afinal, Cassie estava certa quando dizia que eu não era bom para ela. Todos pensavam que essa história acabaria comigo, mas acabou com ela. Ela não era tão forte quanto todos pensavam, eu sabia disso. Minha Summer, aquela que brigava com todos e era mal educada até com o pai, tinha um coração imenso que sentia tudo dobrado.

Volto a realidade quando percebo que agora ela também está me olhando. Ela parece não acreditar no que vê. Limpa os olhos e olha para mim outra vez, antes de entrar para o seu quarto.

Durante seis (longos) anos, eu obtive o maior número de informações sobre Summer que poderia obter. Matt sempre estava em contato e eu sempre implorava para que ele me contasse sobre sua irmã rebelde. E implorei para Louis se aproximar ainda mais dela, o que não seria difícil para ele, já que os dois estavam bem próximos desde que nos encontramos nos estados unidos. Ele cuidava dela como se fosse sua irmãzinha e eu gostava disso.

Summer teve dor de dente no dia da sua formatura na Julliard, pois estava nervosa demais. Summer estava maravilhosamente maravilhosa com seu terninho brilhante naquela noite, ela estava realmente feliz, tirou foto com os pais, Cassie e a nova madrasta. Summer viajou no dia seguinte para Londres, segundo Matt, ela queria se afastar das lembranças que Nova York trazia. Summer conseguiu um papel pequeno em um comercial de televisão algumas semanas depois. Summer conseguiu seu primeiro papel como vilã de uma série da Netflix alguns meses depois, Louis foi a festa de lançamento e me contou que ela estava muito nervosa e seu nariz sangrou. Ela fez o maior sucesso, ela tinha carisma para passar pelas entrevistas e tinha personalidade para carregar uma vilã nas costas.

Eu sabia tudo sobre ela. Ou pensava que sabia.

 

SUMMER

 

-Era como estar em um sonho perfeito! –olhei para ela depois de vários minutos em silêncio e ela suspirou de alívio. Cassie apareceu com um chá depois que passei a tarde toda chorando. –Sentindo que um terremoto poderia acontecer a qualquer momento, sabe?

-Você dizia sempre que não sentia nada por ele, lembra? –ela diz pegando o chá da minha mão e colocando na mesinha ao lado da minha cama. –Mas você o amou mais que tudo, mesmo com medo, não queria pensar em mais ninguém que não fosse ele.

-Sim.

-E eu sinto muito por você, talvez esse tenha sido o seu problema. –ela senta na cama de frente para mim. –Você sabia que não daria certo e mesmo assim insistiu por pura vaidade.

-Eu sabia que ele não me amava, e mesmo assim pedi para Deus: "faça ele me amar e me deixe saber por favor!". –puxo ela para um abraço. –E desejava todas as noites que ele ficasse, nem que fosse mais cinco minutos, mas não se pode pedir para alguém que quer ir embora para ficar.

-Você sabe... –interrompo-a.

-Eu sei, ele só ficaria por educação e então me daria alguma desculpa. –olho para seus olhos compreensivos em busca de conforto. Ela sempre consegue me confortar.

-Mais uma vez vou te dizer isso, Sun. –ela segura minhas mãos. –Era cedo demais para amar alguém e você concorda.

-Não, Cassie. –deixo algumas lágrimas caírem, droga, estou cansada delas! –Era tarde demais, meu coração sempre gritou isso para mim. –ela solta minhas mãos e limpa as lágrimas com o polegar. –Depois de tudo que eu fiz com as pessoas, eu precisava aprender. Eu precisava ter a minha lição.

-Não, meu amor! –ela coloca uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e continua. –Aprenda alguns amores são maiores que outros, mais complicados e difíceis de desapegar, e não são para acontecer por um motivo.

-Não fomos feitos para viver um romance juntos. –dou risada no meio do choro,

-O que estou querendo dizer é que as vezes você só precisa seguir em frente, porque não adianta ficar remoendo um amor que já morreu. –assinto com a cabeça.

-Queria que minha mãe fosse como você. –acaricio o seu rosto. –Você sempre me entende e se preocupa de verdade.

-Eu acho que já está na hora de você saber a verdade, Sun. –ela diz se levantando da cama.


Notas Finais


ei meus amores, o que acham que a Cassie vai contar para ela?


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