História Dear Teacher - Capítulo 1


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Palavras 2.018
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeira fic Camren! AYA :3. Opiniões e elogios são bem findos, criticas construtivas também, essa história é originalmente G!P, ou seja, Camila tem um pênis( uma rôla, jiromba, cacete, caralho, como quiserem chamar) e se isso te incomoda, assim como o fato de Lauren ter relações com outras pessoas, por favor se retire.

Espero que gostem.

Capítulo 1 - Petulante


Fanfic / Fanfiction Dear Teacher - Capítulo 1 - Petulante

Petulante

Que ou aquele que se atreve, que ousa; atrevido, insolente; que tem ímpeto, vivacidade.

[Camila Cabello]

A merda toda aconteceu porque meu melhor amigo ganhou uma Kombi.

Shawn tinha feito dezoito anos duas semanas antes e seus pais lhe deram dinheiro e permissão para tirar sua carteira de motorista, assim como procurar um carro do qual gostasse. E conhecendo-o como conheço, se ele pedisse seus pais teriam lhe dado uma BMW nova em folha, uma Ferrari, até mesmo um ônibus escolar. Mas, é claro que não. Ele, Shawn Mendes, decidiu que queria uma Kombi. Eu nunca vou entender, mas pelo menos ele me deixou escolher a cor e prometeu me dar carona para a escola todos os dias, então eu não tinha exatamente do que reclamar, certo?

Errado.

O problema real não foi a Kombi em si, e nem mesmo o fato de que meu melhor amigo tê-la escolhido dentre muitas possibilidades, mas sim o que ele – no caso “nós” – viríamos a passar por conta daquela maldita Kombi amarela.

A coisa toda aconteceu quando meu pai, Alejandro, recebeu uma boa proposta de emprego como diretor geral do hospital de Miami, ele sempre fora um bom médico e desde um bom tempo foi reconhecido por isso, então propostas de emprego não faltavam. Claro que, para isso, eu teria que abrir mão da minha vida em Albuquerque – Novo México, onde passei grande parte da mina infância e onde guardava as últimas lembranças de minha mãe, Sinueh, que morreu em um acidente de automóvel quando eu tinha dez anos, e de minha irmã, Sofia, que acabou indo embora depois da perda de nossa mãe. Éramos somente eu e meu pai, no caso somente eu já que ele vivia para seu trabalho.

Quando cheguei a Miami e em minha nova casa, em um bairro bem tranqüilo na parte boa da cidade, em menos de duas horas meu melhor amigo de Albuquerque desde que tínhamos onze anos, Shawn Mendes, pareceu como meu novo vizinho morando duas casas de distância da minha, seus pais trabalhavam com imóveis e eram bem respeitados na cidade, mas ele nunca fez o tipo riquinho mimado, na verdade Shawn era o tipo de cara que você esperava ver usando dreadlocks e aplaudindo o por do sol no meio da praia.

Foi necessária uma semana para nos tornarmos amigos quando ainda éramos menores e mais uma semana para sermos melhores amigos, bem rápido, já que ele “acidentalmente” descobriu um segredo meu – possivelmente meu maior segredo – quando eu tinha 15 anos.

Foi no meu primeiro dia de aula na nova escola, Miami High School, que a merda realmente aconteceu.

Primeiro porque eu era a “garota nova” e convenhamos, ninguém presta muita atenção em novatos. Mas daquela vez todos prestaram atenção em mim, ou melhor, em Shawn. Isso não me surpreendeu, ele sempre foi muito bonito e adorável com seu jeitinho de bom moço – muito falso, devo dizer. Mendes logo recebeu convite para se juntar ao time de basquete e virou o ícone das garotas, já eu não tinha muito que dizer já que evitei grande parte das pessoas ao meu redor durante meu primeiro dia.

Mas, é... Poderia ter sido pior.

A merda da qual estou falando, aconteceu depois de tudo isso. No final do dia.

Eu e toda a turma tínhamos descoberto que o antigo professor de inglês/literatura, o qual eu não cheguei a conhecer, tinha finalmente se aposentado, e eu imaginei que todos desejavam muito isso pelo jeito que a comemoração foi. Porém, que haveria uma substituta – Obviamente. Para o meu azar naquele momento eu fui chamada até a sala do diretor para resolver alguns assuntos da minha matrícula, documentos que eu acidentalmente não tinha levado, e não tive a chance de ver quem me daria aula durante o resto do ano.

Acabei perdendo a aula da mulher em seu primeiro dia como professora e no meu primeiro dia como aluna. Maravilhoso.

No fim do dia lá estava eu com Shawn na Kombi, prontos para irmos para casa, quando ele disse a maravilhosa frase:

- Sabe,você nunca dirigiu Christine.

- Christine? – perguntei e ele me olhou com as sobrancelhas arqueadas, como se minha pergunta fosse burra.

- A Kombi.

- Você nomeou sua Kombi com o nome do clássico “carro assassino” do Stephen King?

- Ah... É?

- Você é maluco Shawn. - eu disse, mas mesmo assim tomei o lugar do motorista. – Certo você vai ter que ajudar, eu não sei dirigir.

Ele riu e me explicou o básico dos controles manuais, embreagem, marcha, essas coisas.

- E você coloca seu pé ali. – ele apontou para um dos pedais. – Quando quiser acelerar e no outro quando quiser frear. Entendeu?

- É, acho que sim... Eu ponho o pé aqui...

Esse. Esse foi o momento em que a merda aconteceu.

Eu simplesmente afundei meu pé no acelerador, atitude burra, eu sei. A Kombi deu um solavanco para frente e fez um amassado digno de prêmio no Volvo XC60 preto que estava estacionado na frente. Eu nunca senti tanto medo e vergonha na minha vida, Shawn não conseguia dizer nada e eu pressenti que iria morrer quando a mulher de olhos verdes cheios de ódio saiu de dentro do carro. Naquele momento eu não soube se ela era bonita ou não, do jeito que seu rosto estava vermelho e contorcido em uma careta de puro ódio.

- Mas que porra você pensa que está fazendo?! – ela gritou bem alto, parando todo o estacionamento da escola. – Qual a porra do seu problema garota, olha só o que você fez sua idiota! Meu carro!

Eu sai de Christine o mais rápido possível querendo esconder minha cara no chão de tanta vergonha.

Eu mataria Shawn.

- E-Eu sinto muito, sinto muito mesmo. Olha eu posso pagar pelo concerto e...

- Pagar?! Como uma miserável como você vai pagar pelo concerto desse carro? Olha só o tamanho da merda que você fez sua infeliz! – ela continuava gritando, mas eu não estava com medo e sim ofendida pela forma como ela falou.

- Olha só moça não tem a necessidade de ofender. – falou Shawn partindo em minha defesa antes que eu abrisse a boca. – Foi só um amassado, ok, da pra concertar.

- E você moleque fique fora disso!

- O que está acontecendo aqui? – meu pensamento na hora foi “agora fodeu” quando o diretor Pratt apareceu. – Professora Jauregui o que... O que houve com esse carro?

Professora.

A maldita era professora!

Eu tinha acabado de me foder em tanto níveis que nem sabia mais como explicar, o jeito como ela me olhava me deixava tremendo dos pés a cabeça e não de um jeito bom.

- Essa... – ela encheu a boca para me xingar, mas pareceu levar a presença do diretor em conta. – garota amassou o meu carro com aquela lata-velha!

- Oh, Christine não é uma lata-velha, valeu? – defendeu Shawn, eu quase soquei aquela cara bonitinha dele. – Mais respeito por favor.

- Foi um acidente. – eu voltei a insistir. – Eu já disse que sinto muitíssimo e me ofereci para pagar pelos danos.

Diretor Pratt deve ter ficado com pena de mim, pelo menos pareceu que foi isso, porque no momento seguinte estava eu, ele, Shawn e a professora Jauregui em sua sala, ela discutindo comigo de forma intensa.

Ainda teve a audácia de me chamar de petulante.

Petulante!

Depois de um longo bate-boca que meu pai resolveu aparecer para salvar a minha pele, com muita pressa eu diria, tinha saído no meio de uma reunião importante do hospital e precisava voltar rápido, então simplesmente fez um cheque bem generoso para a professora e nós fomos liberados.

Ainda recebi uma bronca e precisei jurar nunca mais ficar diante de um volante novamente, o que eu fiz sem hesitar, ele me deixou em casa e foi para sua superimportante reunião.

Mas aquela altura a minha vida tinha se tornando bem fodida.

Descobri no dia seguinte que a professora Jauregui era a tal da substituta de inglês/literatura e que tinha declarado seu ódio a minha pessoa após nosso pequeno incidente, desde então não consigo ficar no mesmo local que ela sem ser atingida por insultos disfarçados e olhares de raiva, que eu retribuo é claro, mas minha incapacidade de ficar quieta sempre me faz respondê-la e acabar na detenção.

É fato, a mulher me odeia e adivinhem? Eu a odeio também!

- O gênero carta é uma mensagem, manuscrita ou impressa, a uma pessoa ou a uma organização, para comunicar-lhe algo. – ele explicava de forma clara na frente da sala, um livro em mão e os cabelos negros jogados sobre somente um dos ombros deixando o pescoço alvo exposto. Os garoto estavam literalmente babando sobre as mesas, menos Shawn, que tinha ficado realmente ressentido pela professora ter chamado Christine de “lata-velha”. Infelizmente outra que estava babando sobre a mesa era eu. Ela é bonita, até mesmo gostosa, mas eu a detesto tanto que fico no meio do fogo cruzado entre odiá-la e sentir vontade de beijá-la. E já se passaram dois meses desde o ocorrido. – Como trabalho vocês iram escrever a alguém uma carta, seguindo as regras da linguagem e endereçá-la a alguém, sua mensagem poderá ser sobre qualquer coisa, para qualquer pessoa, mas deve ser anônima. Isso estará valendo pontos e na próxima aula sua carta será lida para a classe. – eu suspirei abrindo em uma página limpa do caderno e pegando a caneta. – Podem começar, vocês têm trinta minutos.

O silêncio naquela sala era incrível e assustador.

Professora Jauregui conseguia exercer um poder impressionante sobre a turma, o que muito outros professores não fariam nem se seu salário dependesse disso.

O que eu iria escrever, e pra quem?

Shawn? Não, era muito óbvio.

Bem, eu não falava com mais ninguém.

- Cabello, o objetivo é que você faça a carta, não esperar que ela se escreva sozinha. – Jauregui chamou minha atenção sem nem ao menos olhar pra mim, como eu a detesto! – Você tem vinte minutos.

- Mas... – olhei meu relógio de pulso. – Não se passaram nem cinco minutos, dos trinta!

- Eu sei disso garota, mas você tem vinte... Ou melhor, dez, só porque decidiu ir contra mim. – dessa vez ela me olhou, um sorriso debochado.

Maldita professora!

Ela queria aquela estúpida carta?! Pois bem, ela teria a carta!

De: K.

Para: A grande megera vadia e um verdadeiro “rabanete no cú do mundo”, Professora Lauren Jauregui

“Cara professora Jauregui,

É por meio desta que venho lhe informar o quanto eu te odeio. Não apenas um ódio simples e comum, e sim uma raiva intensa e dolorida que me deixa com a vista embaçada. Não sei por que obra do inferno justamente você foi escolhida para cruzar o meu caminho, mas eu iria agradecer muitíssimo se a senhorita pudesse voltar para o buraco da onde saiu, ou quem sabe para o útero de sua bendita mãe e tentar nascer novamente, se possível como um ser humano descente.

Caso não seja possível tal ato, não se preocupe, ficaria igualmente satisfeita em receitá-la uma boa noite de sexo, ou que pelo menos tente tirar o jeans ou qualquer coisa que esteja alojada em seu orifício anal quando for dormir. Quem sabe assim seu humor seja melhor e você para de infernizar não só a minha, mas a vida de todos os outros alunos e alunas dessa escola.

Peço encarecidamente que você se foda, e se puder dar uma passada na casa do caralho enquanto vai à merda, eu também iria lhe agradecer imensamente. Se sua amargura for falta de um homem em sua vida, isso não muda nada, você continua sendo um ser detestável não importa o quão gostosa seja e quão grande sua bunda pareça.

Por fim apenas gostaria de ressaltar algumas coisas, prometo ser breve: Eu odeio sua voz e sua presença, odeio seus olhos e a forma como você se veste, odeio sua inteligência e sua beleza, também odeio a forma como sorri pra mim quanto me dá uma nota baixa. Mas principalmente, odeio ter me apaixonado por você.

 

Esperando que tenha um péssimo dia,

Com muito rancor, da sua aluna.”


Notas Finais


Comentários! Podem vir, "I'm sitting pretty and patience".


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