História Dear Teacher - Capítulo 2


Escrita por: ~

Visualizações 970
Palavras 2.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AYA! Esta fanfic foi Iniciada há 23 horas atrás e já teve: 143 Visualizações, 48 Favoritos e 14 Comentários em UM FODENDO CAPÍTULO! Eu gostaria de agradecer a cada um de vocês, mas como é muita gente eu não vou escrever isso tudo, sintam-se abraçados!
Eu não iria postar hoje, não tenho data de postagem, tudo depende de minha inspiração e é isso ai.

Algumas coisas caso queiram saber: Eu tento, realmente tento, escrever capítulos longos, mas eu não consigo e meu máximo sempre foram 2.000 e algumas palavras, nunca cheguei a 3.000, pois minha inspiração sempre me atrapalha. Não quero escrever um capítulo grande que acabe ficando bagunçado sabe? Muita palavra e pouco significado.

Outra, esse capítulo é dedicado ao "Relacionamento Abusivo", não acho sensato romantizar algo assim e não o farei, tenho pra mim que relacionamentos como "50 tons" são do tipo abusivo, eu entendo que você não concorde e não estou tentando forçar minha opinião a ninguém isso é só um aviso de que esse tipo de coisa não será romantizada por mim.

Só isso mesmo. Espero que gostem.

Capítulo 2 - Agridoce


Fanfic / Fanfiction Dear Teacher - Capítulo 2 - Agridoce

Agridoce

Que é acre¹ e doce² ao mesmo tempo; acidulce, agridulce, agro-doce. O sabor agridoce.

[Lauren Jauregui]

Eu fechei os olhos desejando que a dor cessasse, mesmo sabendo que eu merecia ser punida.

O couro do cinto queimava a pela das minhas costas a cada golpe que eu recebida, mas me mantive na mesma posição, de joelhos na cama, nua e segurando nas barras de ferro. Não deveria ter ido com uma roupa daquele tipo dar aula, independente do calor que fazia em Miami, era uma enorme falta de respeito e eu sabia disso, ainda assim não sei por que resolvi desobedecer. Quando o décimo quinto golpe acertou minhas omoplatas deixei um gemido de dor escapar, minha respiração estava pesada e descompassada, eu queria deitar, queria que a dor parasse, mas não me atreveria a dizer isso a Logan. Não quando quem havia se comportado mal era eu.

E meninas más são punidas como vadias!

Mas, Logan só fazia aquilo porque me ama. Era essa a forma como ele demonstrava seu amor por mim, cuidando da minha imagem, do meu corpo e da minha reputação, ele não queria ter homens me desejando e eu entendia como seus ciúmes funcionavam desde muito tempo. Conhecemos-nos quando eu ainda tinha dezenove anos, tinha acabado de ser aprovada para a faculdade, no curso de Literatura e Letras, eu sempre tive um grande amor pela escrita, pela leitura e pela língua em si, por mais que minha mãe odeie isso. Logan Holden estudava na mesma faculdade, estava em seu último período de engenharia civil e era sem dúvida o homem mais desejados por aqueles corredores: tinha um físico invejado, era alto e com um rosto quadrado de estilo aristocrático, tinha os cabelos cor de mel e olhos azuis, um sorriso dele era capaz de quebrar qualquer e tudo o que ele queria, ele tinha. Por algum motivo que eu ainda não cheguei a descobrir ele desejou algo que ninguém esperava.

Ele desejou a mim.

Não éramos amigos e nem tínhamos amigos em comum, mesmo que nossas realidades fossem semelhantes. Ambos tínhamos famílias de nome importante, com dinheiro e status, mas diferente de mim e meus irmãos, que nunca ligamos muito para o dinheiro que tínhamos – não que deixássemos de gastá-lo com idiotices quando tínhamos vontade – ele se importava... E muito. Foi algo rápido e intenso, ele era rico e bonita, eu me apaixonei sem pensar duas vezes e Logan pareceu se importar comigo de forma intensa, tanto que nesses cinco anos de namoro ele jamais me deixou tomar a frente de algo, sempre tomando a direção. Era ele quem decidia como eu iria me vestir, para evitar olhares e comentários desnecessários, era ele quem tomava conta do dinheiro, para que eu não estresse, além de sempre me dar presentes e gostar de assumir que está comigo. Carregando-me como uma medalha de ouro em seu peito.

Era a forma que ele tinha de se importar e eu me sentia um lixo quando fazia algo para irritá-lo, mas ele tinha dado um jeito nisso também. Haviam regras que eu seguia a risca e quando eu as quebrava – como havia feito – ele me punia e tudo terminava em um sexo alucinante.

Mas ás vezes eu era fraca e sentia dor, mas tentava me focar no amor.

Porque havia amor ali, ele me amava.

- Quantas? – ele perguntou me tirando os pensamentos, minhas costas ardiam.

- Vinte e cinco. – falei e senti suas mãos fortes se embrenhando em meu cabelo e forçando minha cabeça para trás com força.

- Você merece isso por ter agido como um vadia, saindo com aquela roupa. – a voz de Logan me dava arrepios, era grossa e rouca, quente em meu ouvido. – Aqueles seus aluninhos com certeza esperavam por isso não é? Queria ver a professora agindo como uma vadia para eles... Você queria isso Lauren?

- Não. – me apressei em responder. – Não, eles são só alunos.

- Ótimo.

Logan espalmou a mão sobre minhas costas doloridas e me empurrou para frente, me deixando com os joelhos ainda na cama, porém o rosto entre as mãos, sobre as barras de ferro da cama.

Eu não tive tempo de falar, reclamar ou hesitar, no instante seguinte seu membro tinha entrado em mim com força e um gemido rasgou minha garganta. Não havia delicadeza na forma como ele me amava, era bruto, cada tapa e cada mordida para me deixar propositalmente marcada, seu quadril se chocava contra minha bunda com forma e meu corpo se movia para frente, meu interior queimava, mas eu não iria reclamar. Em meio a toda a dor havia prazer, uma quantidade pequena, mas que estava ali. Durou trinta ou quarenta minutos, eu não sei ao certo, mas em algum momento eu senti meu corpo tremer e meu ápice chegar me fazendo fechar os olhos e satisfação. Logo o membro rígido dentro de mim igualmente chegou ao limite e eu suspirei, de alivio principalmente.

Logan saiu de dentro de mim e eu cai para o lado, sem forças. Ele me olhava satisfeito, segurando seu pau molhado por minha culpa.

- Boa garota. – foi o que ele disse antes de me dar um beijo, quente e intenso, como tudo o que ele fazia. – Durma um pouco.

Acenei e antes que pudesse questionar a mim mesma já tinha caído no sono, o corpo dolorido e marcado por chupões, marcas de cinto e tapas. Marcas de amor.

Acordei duas horas depois, sozinha. O lado de fora da janela estava escuro, algumas estrelas iluminavam o céu, mas não havia lua. Também não havia sinal de Logan em lugar nenhum, mas ele não gostava quando eu desconfiava dele, então decidi apenas levantar e ir em direção ao banheiro, peguei meu celular em cima da cabeceira e agradeci aos céus quando conseguia chegar ao banheiro. A dor tinha diminuído, melhor assim.

Enchi a banheira e coloquei os sais que mais gostava, quando já estava sob a água me permiti admirar meu corpo. Eu sempre fui pálida demais para uma latina, sendo descendente de cubanos e mexicanos era de se esperar que eu fosse mais morena, porém não foi isso que aconteceu. Diferente de minha irmã Taylor, que era levemente mais morena que eu, e meu irmão Christopher, que tinha se tornando ainda mais moreno depois que se mudou para o Havaí. Talvez eu tivesse puxado minha mãe, era ela alta, esguia e branca, tinha o rosto frio e de uma beleza rude. Meu pai era mais como meus irmãos, sorridente e simpático. Mas, naquele momento meu corpo parecia uma paleta de cores bagunçada em tons de roxo e vermelho, das pernas ao quadril eram marcas de dedos vermelhas contra a pele alva, minha barriga deixava à mostra as linhas do cinto que não cabiam somente na extensão das minhas costas, e meus seios e busto estavam roxos de chupões.

Cada uma daquelas marcas foi feita por Logan, por seu amor bruto e intenso.

Meu celular começou a brilhar no chão e tremer, me estiquei para pegá-lo e assim que olhei o visor já sabia que teria muito que ouvir.

- Oi Mani.

“Oi Mani é o caralho á quatro Jauregui! Porra, quem você pensa que é pra ignorar sua melhor amiga, te liguei o dia inteiro!”

Sim, minha melhor amiga era delicada dessa forma. Com mais delicadeza ela jogaria um tijolo em mim.

- Sabe, não fui eu que decidi me mudar para outro estado. – alfinetei e a ouvi bufar do outro lado da linha. – E também, alguns de nós precisam trabalhar, sabe?

“Primeiro, vai se foder porque eu trabalho idiota, ou você acha que o restaurante se mantém sozinho? Segundo, não venha tentar me culpar por ter mudado, você melhor do que ninguém sabe que foi por questões de força maior.”

- Você quer dizer “dedos” maiores, certo? Mais especificamente os de Dinah.

Normani Kordei, minha melhor amiga desde, bem, muito tempo, que infelizmente se mudou para Chicago buscando viver ao lado de sua paixão Dinah Jane Hansen, uma gerente de hotel que vive impressionantemente bem. Dinah me deixou desconfiada no começo, seu estilo de vida não condizia com seu salário, até eu descobrir que o hotel na verdade era dela.

“Sim, os dedos dela me fazem muito feliz, obrigada por perguntar.” Debochada, pensei rindo comigo mesma. “Enfim, não te liguei pra falar de como minha noiva fode bem e sim...”

- Espera, o que? Noiva?!

“É...Era isso que eu queria falar. Laur, Dinah me pediu em casamento!”

- Mas... Como assim? Normani vocês se conhecem há, sei lá, dois anos...?

“Dois anos, quatro meses e quinze dias.”

- Exato, não acha que é muito cedo?

“Olha Lauren...” ela suspirou. “Eu a amo, okay? E sinto que ela me ama, mesmo quando a gente briga e eu a coloco pra dormir no sofá, ou ela me tranca no banheiro até que eu peça desculpas por seja lá qual for o motivo, ela me ama. Talvez você não entenda isso... Não dessa forma.”

Eu fechei os olhos nessa parte sentindo que estávamos indo para um caminho desagradável demais, como sempre acabávamos indo quando o assunto era o meu relacionamento com Logan.

- O que quer dizer com isso?

“Nada... Não quero dizer nada.” Agradeci mentalmente, pelo menos dessa vez ela tinha evitado o assunto. “Eu te liguei para mais uma coisa, na verdade, e não aceito ‘não’ como resposta!”

- Certo, o que é?

“Quero que seja minha madrinha de casamento.”

Precisei de alguns segundos para absorver a informação, e quando o fiz comecei a chorar.

- É-É sério?

“Mas é claro garota branca³, você é como uma irmã pra mim.”

- Eu não sei o que dizer...

“Diga sim porra!” eu ri e a ouvi falar com alguém do outro lado. “Hei , tenho que ir, sabe os dedos do qual falamos, eles querem treinar comigo de novo.”

- Porra Mani, que nojo, não preciso ouvir isso.

“Você gosta que eu sei... Você vem, certo?”

- Prometo.

“Ótimo, vou te mandar um e-mail com os detalhes e o convite, tchau branquela!”

- Tchau Mani.

Quando a ligação terminou voltei a relaxar na banheira, depois de alguns minutos quase não sentia mais a ardência dos hematomas.

Assim que terminei puxei a toalha e me enrolei nela com cuidado, escoei a água e andei até o quarto, o silêncio da casa não me parecia mais tão estranho e ruim. Falar com Normani me fazia sentir bem, não tão assustada. Mas é claro que tudo que é bom dura pouco, como se não bastasse assim que olhei pela janela – no caminho do closet – aquela criaturinha petulante estava lá, com uma Polaroid preta, um suéter azul e jeans, os óculos de grau do rosto e tirando fotos de... Sabe-se lá o que.

Maldita garota!

Além de ser uma petulante, se achando no direito de me desafiar, ainda amassou meu carro com aquela “lata-velha” amarela, o prejuízo foi pago com o cheque generoso que seu pai me deu – nada mais justo. Porém aquilo havia me rendido uma boa surra de Logan, que ficou simplesmente possesso de raiva e a descontou em mim, eu relevei mesmo sabendo que não havia sido minha culpa e nunca mais conseguia olhar na cara de Camila Cabello sem ter vontade de socá-la, ou machucá-la de qualquer outra forma.

Como eu odiava essa garota! E ao que tudo indica, ela retribuía meu sentimento.

Eu não conseguia ficar sem arrumar motivos para irritá-la. Durante as aulas era muito fácil, eu era sua professora e poderia dizer insultos disfarçado que quando ela tentava responder eu a mandava para a detenção, era uma forma de vingança, antiética? Sim, mas valia à pena.

- Cabello! – chamei da janela e ela me olhou, primeiro assustada, depois com a irritação que eu já conhecia.

- Mas será possível? Você me ama mesmo não é Jauregui, nem fora da escola você me deixa em paz.

- Não tenho culpa se você me persegue, caso não saiba, o bairro dos latinos é outro. – ela abriu a boca para falar, mas a fechou de imediato, o rosto ficando corado de raiva. Eu sei, tinha sido um comentário infeliz.

- Eu moro há algumas casas de distância. – ela respondeu entre dentes. – Na verdade nem sei por que ainda estou falando com você. – ela começou a caminhar para longe, mas parou e voltou com um sorriso malicioso no rosto. – Ah, antes que eu me esqueça. – no segundo seguinte eu só vi uma rápida luz branca que atrapalhou minha visão por instantes. Ela tirou uma foto, aquela maldita latina dos infernos tirou uma foto minha! De toalha! Ela estava morta. – Não se preocupe professora, essa eu guardo pra mim. – debochou e correu pela rua.

Fechei as cortinas com força, minha vontade era de quebrar tudo a minha volta e principalmente a cara de Camila.


Notas Finais


Acre¹: que tem sabor amargo, ácido, azedo. De rudeza desagradável; áspero, mordaz, ríspido. Que provoca amargura; aflitivo, doloroso, tormentoso.

Doce²: que não é amargo. Que agrada aos sentidos e ao espírito. Que demonstra docilidade e ternura; afetuoso. Que apresenta suavidade.

Garota branca³: Não tive nenhuma intenção de incentivar ou fazer alusão ao racismo com essa frase, okay? É só uma frase de efeito, uma gíria, um cumprimento, apelidinho de amigas (tipo quando você chama sua amiga de “vaca” ou seu amigo de “viado”, então, é isso).

Caso não tenho entendido o comentário sobre os "latinos" foi bem hipócrita e os caralhos, é mais um deboche sobre a situação deles na América do norte e a forma como são marginalizados. Lauren foi bem filha da puta mesmo.

Enfim...
Comentários! Podem vir "I'm sitting pretty and patience"


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...