História Dear Teacher - Capítulo 22


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Namjin, Vhope
Visualizações 77
Palavras 2.130
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Pessoal, eu quero pedir desculpas pela demora a postar. Esses dias tem sido extremamente estressantes e corridos para mim. No domingo, o pai de um dos meus melhores amigos morreu e eu acabei ficando dois dias inteiros com sua família, que sempre foram incríveis comigo. Por isso não consegui postar.
Acho que as coisas vão se normalizar agora, eu vou fazer o possível para voltar a atualizar com frequência.
Enfim, espero que me entendam e que não desistam de mim apjapjsoak

Capítulo 22 - Awake


Fanfic / Fanfiction Dear Teacher - Capítulo 22 - Awake


Jimin terminava mais uma aula. Sua rotina estava sendo bem cansativa, já que dava suas aulas, ia para o hospital cuidar de Jungkook, ia para o laboratório, dormia no hospital. Estava sendo assim durante todo esse tempo, mas não se importava. Tudo o que mais queria era ver o seu namorado se recuperar. E finalmente, este dia estava cada vez mais próximo.
Juntou o seu material e despediu-se de algumas pessoas, indo direto ao hospital. Toda a sua dedicação só deixava claro o quanto ele era louco por Jungkook, que estava melhorando rápido. Seus machucados já não ardiam mais, o que estava quebrado já se consertava, e aos poucos, ele via a esperança de ir embora daquele lugar.
O professor chegou até o local e esperou pela recepcionista, que logo lhe entregou um crachá com sua identificação. Já havia feito amizade com a moça, já que ia todos os dias. Após cumprimenta-la, subiu e foi direto ao quarto de Jungkook.

– Oi meu amor. – ele sorriu
– Oi amor, que bom que veio. – Jungkook sorriu
– Eu disse que viria, certo? – o mais velho depositou um beijo na boca de Jeon
– Você sempre cumpre as suas promessas. Mas deve estar cansado.
– Está tudo bem. Só quero cuidar do meu amor.
– Sabe que tem cuidado muito bem de mim, certo?
– Digamos que eu tenha uma boa motivação. – Jimin riu
– E como está na escola?
– O mesmo de sempre. Ontem nós discutimos sobre o seu caso. Não se preocupe, você não será prejudicado.
– Estou aliviado. Pelo menos as minhas notas aquele homem não tirou de mim.
– Falando nisso... É hoje, não é?

Jungkook assentiu com a cabeça.

– Está preparado?
– Acho que nenhum filho está preparado para denunciar o próprio pai. Mas eu cansei de todas as humilhações daquele homem.
– Eu vou estar ao seu lado, meu amor.
– Você sempre está, bebê. – Jungkook sorriu

Um enfermeiro entrou no quarto para olhar os machucados de Jungkook. Estavam quase cicatrizados. O que mais precisava de cuidados eram as suas costelas e braços, que ainda doíam um pouco.

– Ei, eu posso leva-lo para dar uma volta aqui no hospital? – Jimin perguntou
– Na verdade, acho que você deveria. – o rapaz sorriu de leve – Ele precisa se exercitar um pouco. Mas claro, com cuidado.
– Não se preocupe, ninguém cuida tão bem de mim quanto ele. – Jungkook riu

Devagar, Jimin ajudou o mais novo a se levantar. Passou os braços de Jeon sob os seus ombros, e segurou levemente a sua cintura. Não poderiam ir muito longe, mas Jungkook amava quando seu namorado o tirava daquele quarto, já não aguentava mais aquilo.
Os dois andaram até o corredor, logo foram ao andar da pediatria. Haviam feito amizade com as crianças que estavam ali, e poderiam passar horas conversando com as mesmas. Dessa vez, apenas conversaram brevemente e foram até o jardim.

– Amor, eu não tenho nem como te agradecer. Você tem sido tão bom para mim, de verdade. – Jungkook sorriu
– Você não tem que agradecer, Kook. Eu te amo tanto.
– Eu também te amo demais. É por isso que fico até preocupado, você está se sobrecarregando.
– Tudo bem, quando você sair daqui as coisas voltarão ao normal. Por enquanto, continuarei vindo aqui.

Jungkook abraçou Jimin por trás, enquanto observavam a paisagem.
Até que voltaram para o quarto, dois policiais aguardavam no corredor.

– Jeon Jungkook? – o mais velho disse
– Sim, sou eu. – Jungkook respondeu
– Estamos aqui para recolher o seu depoimento sobre aquele acontecido. Podemos entrar?

Jungkook encarou Jimin, que segurou a sua mão.

– Vamos. – ele respirou fundo

Jeon acomodou-se na cama. Taehyung e Kyung-Soon haviam acabado de chegar, mas ficaram no corredor com Jimin. Naquele momento, apenas o mais novo deveria estar com os policiais.

– Podemos começar. Quando quiser, Jeon.

O mais novo respirou fundo.

– Quando a minha mãe morreu, o meu pai começou a me culpar por isso. Dessa forma, estava sempre me agredindo, verbalmente e fisicamente. Tem sido assim até hoje. Bom, ele descobriu que eu estava em um relacionamento com outro homem, e surtou. Xingou-me de tudo em quanto é nome, me agrediu, até mesmo tentou me matar. Se o Tae não tivesse aparecido, eu provavelmente estaria morto agora.
– Então, está denunciando o seu pai por agressão, homofobia e tentativa de homicídio?
– Sim. – uma lágrima escorreu dos olhos de Jungkook
– Não tenha medo, garoto. É doloroso, mas é necessário. Bom, agora vamos chamar o seu amigo, certo?

Jungkook confirmou com a cabeça. Logo, Taehyung entrava no quarto, com uma cara séria.

– Você é Kim Taehyung?
– Isso mesmo. – ele respondeu
– Sabe que é uma testemunha, certo?
– Sim.
– Então, conte-nos a sua versão da história.
– Eu sou o melhor amigo do Jungkook desde que nós nos entendemos por gente. Não houve um dia sequer em que não o ouvi reclamar das agressões do pai, sejam elas físicas ou verbais. Nos primeiros anos, ele dormia em meus braços de tanto chorar. À medida que o tempo foi passando, as coisas continuaram, mas ele acabou se acostumando. No dia em que o Sr. Jeon descobriu sobre o relacionamento dele com o Jimin, o Jk me disse que resolveria tudo, que não queria que nada de ruim acontecesse ao Jimin. Disse que se não aparecesse em uma hora, eu deveria ir até a sua casa. Mas não pude esperar uma hora. Quando cheguei, ouvi os gritos da sala. Saí entrando e quando vi, o Jungkook estava desmaiado. O próprio pai havia feito aquilo com ele.
– E como você entrou na casa?
– A Sra. Kyung-Soon abriu a porta para mim. Ela trabalha lá há muitos anos.

O homem anotou alguma coisa e pediu para que a Sra. Kyung-Soon entrasse.

– Sra. Kyung-Soon.
– Sim?
– A senhora conhece o Sr. Jeon há quantos anos?
– Há uns vinte e cinco anos, mais ou menos.
– Ele costumava apresentar algum tipo de comportamento abusivo?
– Não antes de sua esposa morrer. O Sr. Jeon era uma pessoa completamente diferente. Ele era atencioso, estava sempre disposto a ajudar a todos, era muito generoso também. Até mesmo quando soube da gravidez de sua esposa, ficou completamente extasiado com a notícia.
– Então, seu comportamento mudou após a morte da mãe do Jungkook?
– Isso. Eu sempre tentei ajudar o garoto, mas não dava para fazer muito. Ele até mesmo proibia que nos falássemos como amigos, porém, conversávamos quando ele não estava em casa. O Jungkook sempre sofreu muito com tudo isso.
– A senhora estava presente na hora da agressão?
– Eu ouvi os gritos. Mas infelizmente, não dava para fazer nada. Ainda bem que o menino Taehyung chegou.
– Obrigado pelas informações.
– Disponha.
– O seu pai será indiciado por agressão, homofobia e tentativa de homicídio. Entraremos com um pedido de prisão, e caso seja autorizado, você ficará sabendo.
– Muito obrigado, senhor. – Jungkook disse
– As coisas estão difíceis agora, mas a justiça será feita, tenha certeza.

Jungkook sorriu de leve.

Os homens foram embora.

– Como está se sentindo? – Taehyung perguntou
– Não sei... Acho que estou me sentindo mais leve, mas ainda estou apreensivo.
– Está preocupado, menino Jungkook. Apesar de tudo, o Sr. Jeon é o seu pai.
– Eu espero que os próximos acontecimentos façam com que ele mude, sabe? Que perceba que a culpa da morte dela não foi minha, que ambos foram vítimas do destino.
– Ele vai ter tempo para pensar.
– Com licença... Eu trouxe um pouco de água para vocês. – Jimin apareceu na porta do quarto
– Obrigado, Jimin. – Taehyung disse
– Você não poderia ter arrumado um namorado melhor, menino Jungkook. – Kyung-Soon riu
– É muito o meu anjo mesmo. – Jungkook sorriu – Gente, muito obrigado pela ajuda. O testemunho de vocês com certeza foram de grande ajuda
– Precisa se preparar agora, menino Jungkook. Será uma fase de adaptações.
– É, eu andei pesquisando sobre.
– Mas você não estará sozinho. – Taehyung sorriu
– Você tem muita gente do seu lado, meu amor. Enfrentaremos juntos todas as batalhas, tudo bem? Não quero que fique pensando nisso o tempo todo.
– Eu amo vocês. Sra. Kyung-Soon, obrigado por sempre cuidar de mim. Saiba que a senhora é a mãe que eu não cheguei a ter. É uma mulher muito incrível, e eu admiro sua força.
– Imagina, menino Jeon. Te amo como filho, você sabe. – ela sorriu
– Tae, obrigado por ser o meu melhor amigo. Você nunca me decepcionou, sabia? Sempre esteve ao meu lado, até mesmo quando eu fiz besteira. Obrigado.
– Você é meu irmão, Jk. – Taehyung sorriu
– E amor, obrigado por ser tão cuidadoso comigo. Obrigado por se sacrificar por mim, por nunca ter saído do meu lado. Você é tudo pra mim.
– Eu te amo, Jungkook-ssi. – Jimin sorriu
– Bom, iremos embora. Vou deixar os pombinhos curtindo. – Taehyung sorriu

E sobraram apenas Jimin e Jungkook no quarto. Já estava anoitecendo.
Jeon foi tomar um banho, enquanto Jimin preparava algo surpresa. Para seu namorado, o mais velho estava apenas descansando enquanto tomava o seu banho. Park aproveitou que havia ganhado uma folga do trabalho, e queria aproveitar o seu tempo com Jungkook.

Jungkook POV

Havia sido um dia difícil. Afinal, quem sairia feliz após denunciar o pai? Mas era necessário. Eu estava cansado de passar por todas as coisas que passei. Quase morri a troco de nada, e isso não era certo. Eu fiz o certo.
Saí do chuveiro e voltei ao quarto, dando de cara com Jimin sentado no sofá e uma mesa com uma boa comida.

– O que é isso? – perguntei completamente surpreso
– Sei que foi um dia difícil para você. Consegui uma folga no laboratório, e resolvi aproveitar um pouco.
– Park Jimin, você é o melhor namorado do mundo.

Abri um sorriso enorme enquanto beijava o meu namorado.

– É uma comida um pouco leve e saudável, mas pelo menos não é o que oferecem aqui no hospital. – Jimin riu – Conversei com o seu médico, e ele liberou. Não está perfeito, mas...
– Jimin...
– O que foi? – ele me encarou
– Eu estou aqui, com você, comendo algo que não seja do hospital. Está mais do que perfeito para mim.
– Eu amo te mimar, então vai se acostumando. – Jimin riu

Beijei-o novamente. Nas primeiras semanas, nós não estávamos tendo esse tipo de contato. Eu estava completamente machucado e Jimin queria que eu melhorasse. Não vou negar, doeu. Ao saber sobre o meu estado, meu mundo desabou. Mas ele estava lá para segurar a minha mão. Jimin transformou a pior situação do mundo em algo suportável, apenas com a sua existência. Aos poucos, fui melhorando. Agora, sinto que estou mais perto de receber alta, mas de certa forma, estou assustado. Não sei se estarei preparado para entrar naquela casa novamente e lembrar-me de tudo o que aconteceu. Fingi ser forte o tempo inteiro, mas a realidade era outra, eu estava completamente destruído até Jimin ajudar-me a colar meus pedacinhos novamente. E literalmente.
Sentei-me ao seu lado e começamos a comer. Como aquilo era bom. Jimin fazia questão de me mimar, me dava toda a sua atenção, e eu gostava demais daquilo. Porém, ficava preocupado. Era nítido o seu cansaço, e não queria que ele se sacrificasse tanto para ficar no hospital comigo. Mas quando Park Jimin resolve fazer alguma coisa, Park Jimin faz. E não há nada que o faça mudar de ideia.
Sentamo-nos no sofá um pouco. Jimin passava a mão pelos meus cabelos, que ainda estavam um pouco molhados do banho.

– Eu não vejo a hora de sair daqui. – suspirei
– Deve estar sendo um tédio, não?
– Completamente. – rimos – Estar aqui me lembra de coisas que eu prefiro esquecer. Parece que fico vulnerável, não sei.
– Você vai sair logo, meu amor. E sabe que você é uma das pessoas mais fortes que eu conheço?
– É mesmo?
– Sim. Olhe só o tanto de coisa que você passou, mas continua aqui. Nós enfrentamos um obstáculo enorme, você passou por algo horrível. Mas está aqui. Estamos aqui. Estou orgulhoso de você.

Sorri ao ouvir aquelas palavras.

– Eu não estava mentindo quando disse que seria capaz de enfrentar qualquer coisa por você. – falei
– Eu sou o cara mais sortudo desse mundo por ter encontrado você, minha vida.
– Então vamos ter que dividir o posto, porque eu também tive muita sorte de encontrar você.

Abraçamo-nos novamente. Estava um pouco frio, o abraço de Jimin estava me esquentando. Eu gostava de aproveitar nosso grude, pois a cama do hospital não o cabia. Então, estar envolvido em seus braços era tudo o que mais importava para mim naquele momento.

– Diga ao seu chefe que ele é um ótimo patrão por ter lhe dado essa folga. – sorri
– Digo com todo o prazer do mundo. – Jimin riu – Acho que ter sido indicado por Jeon Jungkook me deu alguns privilégios.
– Pode até ser. Mas você é maravilhoso em tudo que faz, conquistou muita coisa por mérito próprio. Eu namoro o homem mais incrível do mundo.
– Eu te amo tanto, Jungkook-ssi.
– Eu te amo tanto, Jimin-ssi.

E aquilo era tudo o que mais importava para mim. 



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