História Dear Tokyo - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abo, Alfa, Alpha, Beta, Drama, Ômega, Omegaverse, Romance, Shonen-ai, Shoujo, Shoujo-ai, Shounen Ai, Yaoi, Yuri
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Palavras 3.783
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, FemmeSlash, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


ME FORMEI CARALEOOOOOO!!!! Agora tem a fucking faculdade. :p
Mas agora vai ser mais frequente as minhas visitas aqui. Eu prometo.
E sim. Ta grande. Mas vai valer a pena.

Capítulo 14 - Passion Kiss


Haru recordava-se de tudo o que havia acontecido na noite anterior, lembrava perfeitamente de como Akira se controlou ao máximo diante do menor. Lembrava do olhar dele, da sua voz, sua respiração, do seu perfume, dos seus toques, dos seus beijos. Havia passado horas conversando com sua mãe sobre o assunto quando acordou na manhã seguinte. Não conseguia mais esconder o que sentia. Nesse último mês, seus sentimentos intensificaram-se. Estava apaixonado por Akira.

Para passar o tempo durante a manhã, o ruivo decidiu desenhar. Sentou-se na frente da escrivaninha, ligou o laptop e a mesa digitalizadora, respirou fundo ao pegar a caneta e desenhou. Não pensava em nada, apenas movia sua mão. Quando terminou e olhou o seu trabalho, suas bochechas atingiram um tom ruborizado. Ele havia desenhado o busto de Akira com o seu sorriso mais lindo. Salvou o desenho e desligou tudo. Já era meio dia e sua barriga roncava. Mandou uma mensagem para Ken, convidando-o para almoçar. Em alguns minutos eles comiam algo de um dos restaurantes do campus.

- Por que está tão calado? – Haru realmente estava pouco falante, sua cabeça trabalhava em algo ultimamente.

- Eu acho que vou falar para ele.

- Falar o que para quem?

- Que eu gosto do Akira. – admitiu envergonhado.

- AI MEU DEUS!

- Shh! – o ômega puxou o amigo para perto. – Não faz escândalo! – sussurrou.

- Eu tô tão feliz! Shippei vocês desde o início! UH! Quando vai contar? Como vai contar? Vai seduzi-lo? Vão transar? Quando vai ser o casamento? E os filhos?

- Deu? – encheu a boca de comida. E no mesmo instante Akira ligava para o celular de Haru. Que se engasgou ao ver o celular.

- Que timing! São destinados!

- Cale a boca. – bebeu um pouco de água e atendeu a chamada. – Oi.

"Boa Tarde. Como está se sentindo?"

- Bem. E você?

"Ótimo! Queria saber se você gostaria de visitar o mini Haru e o mini eu hoje. Topa?"

- Eu adoraria.

"Te encontro lá as 15h?"

- Perfeito. Até.

"Até."

- Haru! Vai aproveitar para se declarar, né?

- Não sei ainda.

- Ah! Por favor! Sem cu doce!

- O futuro nos dirá.

As horas se arrastavam para passar. O que era uma tortura para Haru, que estava muito nervoso sobre encontrar o alpha. Não sabia como iria falar, poderia acabar fazendo merda e insultando o outro. Mesmo estando a alguns metros de distância do moreno, suas pernas não conseguiam se mover em sua direção. Akira o olhava com um sorriso deslumbrante, sorriso que só surgia na sua presença e direcionado apenas para si. Tomou folego e se aproximou. A cabeça virada e abaixada para tentar esconder o seu rubor.

- O-oi... – sua voz tremia, e Akira percebeu.

- O que foi? Não se sente bem?

- Não é isso. – seus olhos ainda não focaram no moreno. – V-vamos entrar. – tomou a frente apressado. De tanto irem ali no último mês, a mesa que sentaram no primeiro dia, sempre era reservada para eles (Akira ligava algumas horas antes para reserva-la). Sem falar dos gatos (o mini Haru e o mini Akira) apenas se aproximavam deles, deixavam outras pessoas tocá-los, mas não se aproximavam nem demonstravam interesse. Eles também ficavam juntos o tempo inteiro, inseparáveis.

- Hey. – o moreno chamou a atenção do ruivo, que não o olhava, apenas para o gato preto em seu colo. – Você não me olhou nos olhos desde que nos encontramos. O que está acontecendo? É por causa de ontem à noite? Me perdoe por ter agido daquele modo. Não queria lhe magoar.

- Não! – Haru finalmente olhou para as ônix nos olhos do alpha. Seu coração se apertou ao ver tristeza e culpa nelas. – Você não me magoou. – a garçonete trouxe os pedidos deles e Haru desviou seu olhar para o cappuccino na sua frente, quando a moça foi embora, Haru permaneceu em silêncio, sem olhar para o outro, que esperava sua resposta.

- Sabe que pode confiar em mim. Quer que eu bata em alguém? – brincou, o que arrancou uma risada nasalada do outro. Haru bebeu um pouco da sua bebida e deixou uma mão em cima da mesa. – O que está acontecendo? – Akira segurou a mão do ômega para encorajá-lo a continuar a falar.

- E-eu... – era agora ou nunca. – Eu gosto de você.

Akira estava petrificado. Com os olhos esbugalhados, a boca semiaberta, o coração disparado tentando processar as palavras que acabara de ouvir, tentando distinguir a realidade dos seus sonhos mais profundos. Havia esperado tanto para ouvir essas palavras deixarem os lábios avermelhados do ruivo, que agora não conseguia acreditar que elas realmente foram ditas.

- Você... – as palavras se embolavam na língua. – Sério? – sua resposta foi um aceno positivo de cabeça de um Haru muito rubro. O alpha soltou um suspiro pesado que o libertou de um grande peso. – Eu não consigo acreditar que você realmente disse isso. – segurou com as duas mãos a do outro. – E-eu não sei o que dizer... Eu tô feliz pra caralho. Deus. – suas mãos tremiam enquanto segurava as lágrimas.

- Não deu para resistir ao charme. – Haru brincou e abriu um sorriso tímido, mas feliz. Akira acariciava sua mão com os seus polegares.

- Obrigado por me dar uma chance. – aquele sorriso especial surgiu nos seus lábios. Seus corações batiam com força em seus peitos. – Mas... O que as pessoas que se gostam fazem. – riram.

- Eu sei lá. O que quisermos. Sair juntos, fazer coisas juntos. Qualquer coisa.

- Então estamos no caminho certo.

- Estamos.

- Então... Quer dizer que eu tenho permissão ilimitada para te tocar? – lançou um olhar sedutor para o outro, que corou violentamente.

- V-você já não faz isso? – referiu-se a suas mãos unidas.

- E se eu quiser te abraçar? Ou então, beijar? Tenho permissão para isso? Hein, mestre? – sua voz saiu num sussurro rouco muito sexy.

- Jesus! – Haru se endireitou na cadeira, sem desvencilhar sua mão das do alpha.

- Você é do mal. Vai me deixar sem resposta? Sério? – o gato preto se aproximou do rosto do ruivo e lambeu o seu nariz. – Até o mini eu pode te beijar e eu não? O verdadeiro, o original. – Haru riu.

- Ele é mais fofo que você. – o gato encarou o alpha com deboche.

- Ele está debochando de mim! – o gato laranja pulou do colo de Akira para a mesa. – Até você!? – Haru pegou o filhote, beijou o seu focinho e estendeu para os lábios do alpha.

- Como consegue ser tão adorável? – Akira pegou o gato que lhe foi oferecido.

- Filhotes são adoráveis. – sorriu.

- Eu me referia a você. – o ômega corou enquanto Akira escancarava um sorriso lindo de morrer. Eles terminaram de comer e foram pagar a conta. Uma beta se aproximou deles e os cumprimentou.

- Boa tarde.

- Olá, boa tarde. – Akira sorriu para a moça.

- Meu nome é Aimi Shimizu. Sou a dona do lugar.

- É um prazer. – eles fizeram uma breve reverência.

- Eu percebi que o Kuro e o Iro só interagem com vocês. E eles ficam tristinhos quando vocês não estão. Então eu vim saber se vocês gostariam de adotá-los.

- Os dormitórios da minha faculdade não permitem animais. – Haru disse triste.

- Eu posso ficar com eles. – Akira colocou a mão no ombro do menor.

- Não seria um incômodo?

- Claro que não! E você pode ir visita-los sempre que quiser.

- Vão adotá-los, então? – a mulher sorria.

- Vamos.

- Perfeito. Vou prepara-los. – saiu animada.

- Eu não quero ser um infortúnio para você. – Haru virou-se para o moreno.

- Você nunca será. – beijou sua testa, fazendo o menor corar. – Vamos numa pet comprar coisas para eles?

- Com certeza. – sorriu animado.

- Vou começar desde agora a acostumá-los aos meus cães. Vai que né.

- Quantos você tem?

- Muitos. Eu tenho um abrigo que resgata cães maltratados. Reeduco eles até se tornarem dóceis e os coloco para a adoção. As principais raças são as "violentas". Rotweiler, dogue alemão, dobermann, chow-chow, e tals.

- Chow-chow é considerado violento?

- Sim. Ele é fofo, mas tem uns dentes afiados.

- E você não tem medo?

- Não. Eles reagem de forma violenta porque foram tratados com violência. Eu deveria ser assim também. Meus pais me criaram com o método da máfia. – sussurrou enquanto Haru tapava a boca com as mãos. - Desde que nasci eles me educaram para ser um "alpha". Mas, graças a Takashi e alguns funcionários, eu consegui suportar tudo e não me tornar o que meus pais queriam que eu virasse. – não conseguiu falar o que mais lhe doía e traumatizava: quando criança, ainda no treinamento, ele havia matado e violado vários ômegas. – Eu me identifico com eles, e dou uma segunda chance para viverem. – como Haru não sabia o que dizer, ele apenas segurou uma mão de Akira e olhou nos seus olhos. Transmitindo para ele os sentimentos e as palavras que não conseguia pronunciar.

- Estão prontos. – a mulher voltou com uma caixa de transporte de animais grande o suficiente para caberem os dois gatinhos juntos e uma sacola com alguns dos pertences e brinquedos favoritos deles e o nome da ração.

- Muito obrigado. – Haru pegou os gatos e Akira a sacola.

- Cuidem bem deles.

- Nós iremos. – colocaram a sacola no banco traseiro do carro do alpha e Haru levou os gatos no seu colo no banco do carona.

- Kuro e Iro serão muito mimados. – Akira dirigiu até a sua pet shop favorita.

Eles passaram horas na loja. Escolhendo brinquedos, arranhadores, camas, coleiras, roupinhas, entre outras coisas. Akira disse que iria mandar construir um playground na casa inteira para eles. Seriam caminhos que se interligariam por todos os cômodos da casa e ficaria suspenso no ar, perto do teto, e algumas "escadinhas" para os gatos subirem e descerem quando quiserem. Gatos adoram ficar no alto. Nichos de tamanhos e distâncias diferentes para eles trabalharem o equilíbrio e gastarem bastante energia. E, obviamente, teria tudo isso sem perder a elegância da casa sofisticada de Akira Matsuhara.

No carro, a caminho da casa de Akira, o, quase, casal conversava sobre os novos gatinhos. Haru iria vê-los nos finais de semana, onde poderia sair do trabalho junto com o alpha. Ao chegarem na casa do moreno, Haru já se impressionou só com a entrada pelos portões da propriedade. Tudo era tão grandioso e deslumbrante, coisas que só ricos poderiam ter (tipo uma rótula na frente da casa com uma fonte no meio, ou então uma mansão, talvez).

- Tem certeza que essa casa é sua? – o ômega saiu do carro com os gatinhos e um empregado se aproximou para guardar o carro.

- Seja muito bem vindo, senhor. – o funcionário fez uma reverência.

- Peça para alguém nos ajudar a descarregar isso na sala de estar. – Akira abriu o porta-malas.

- Sim, senhor. – o moço saiu rapidamente, enquanto Akira pegava algumas sacolas e riu da cara que Haru fazia. Ele estava de boca aberta admirado com tudo à sua volta.

- Ta de sacanagem, né? - o alpha riu.

- Foi você quem seduziu um rico. – brincou.

- Não seduzi, não!

- Verdade. Fui eu quem lhe seduziu. – piscou sedutor, o que fez o menor corar. – Venha, vamos mostrar a casa para eles. – Akira guiou o caminho até a sala de estar. E, em todo o momento, Haru ficou maravilhado com tudo.

Os dois acomodaram-se no chão e soltaram os gatos, que exploraram o ambiente. Enquanto os funcionários traziam os pertences dos animais, Haru e Akira desembalavam os objetos. Divertiram-se brincando com Kuro e Iro, os dois faziam a festa com tudo o que viam pela frente. O alpha comprou umas caixas organizadoras para as coisinhas ficarem guardadas. Iro tentava subir em uma caixa que era muito alta para as suas patinhas pequeninas alcançarem, o que ele não esperava era que a caixa (sem a tampa) virasse e o prendesse dentro dela. Kuro foi inspecionar um cilindro oco no meio e acabou ficando com a cabeça presa, andou desesperado de um lado para o outro tentando se soltar, mas acabou por bater em várias coisas ao seu redor. Quando tudo ficou organizado, as caminhas no lugar e os potes de água e comida em outro, Haru e Akira comiam um lanche junto aos gatos no sofá confortável do moreno.

- Vou chamar um designer essa semana para tirar as medidas e tals.

- Com certeza eles vão adorar. – Akira se aproximou um pouco mais do ômega.

- E você? – sua voz rouca e sexy surpreendeu o menor, que virou-se para o outro.

- E-eu o que? – suas bochechas tomaram uma coloração rubra.

- Está feliz?

- E-e-estou sim...

- Isso é tudo o que eu desejo.

- Só isso? – seu lado sarcástico superou a sua vergonha.

- Claro que não. – aproximou seu rosto ainda mais. Os corações de ambos bombeavam sangue de maneira rápida. As respirações começando a ficar descompassada, a adrenalina aumentando o nervosismo que os dois sentiam. Nada importava no momento, apenas os dois.

- Então o que você quer? – Haru também inclinou-se para mais perto do outro.

- Acho que você já sabe o que eu quero. – as pontas dos seus narizes já roçavam uma na outra.

- Será que eu sei? – o ruivo provocou fingindo que iria beijá-lo. Akira sorriu ao desviar seus olhos das esmeraldas para a boca avermelhada do menor. – Acho que eu não sei. Me mostre. – o moreno levantou uma mão para acariciar o rosto do ômega, este inclinou sua cabeça na direção do carinho e fechou os olhos para apreciar ainda mais o toque do alpha. Akira estava tão feliz por Haru estar ali, retribuindo seus sentimentos. Estava com tanto medo de que Haru não o correspondesse, de não poder tê-lo ao seu lado, com medo de nunca poder tocá-lo, beijá-lo, amá-lo. Era a primeira vez que sentia os efeitos de estar apaixonado por alguém, queria poder desfrutar dessa sensação viciante. Queria aproveitá-la o máximo possível. Não compreendia como pode viver tantos tempo sem ela. Ficava feliz apenas em ver Haru sorrir. Seu coração acelerava em apenas ouvir sua doce voz. Não queria perder tudo isso. Não queria viver sem que o ruivo estivesse ao seu lado.

Lentamente, o moreno puxou o menor para selarem os seus lábios em um simples roçar. Os olhos haviam se fechado para apreciarem o contato do tecido sensível de suas bocas. Este simples contato provocou uma corrente elétrica no corpo de ambos, partindo do local em que seus lábios haviam se tocado. Surpreendentemente, quem aprofundou o beijo foi Haru, inclinando-se para frente e movendo os lábios com mais intensidade. A mão de Akira, que estava na lateral do rosto do ruivo rumou para a sua nuca, aproximando-o ainda mais de si. Uma das mãos de Haru, que o apoiavam no sofá, rumou para frente, procurando a mão do alpha que o sustentava, ao encontra-la, entrelaçou seus dedos com os do moreno. Seu estômago fervilhava de alegria, estava com tanto medo de ser uma armadilha. Com medo de estar sendo enganado mais uma vez. Com medo de que Akira estivesse mentindo, de que apenas se interessasse em seu corpo. Estava com medo de reviver o terror que um dia um alpha o fez sofrer. Mas o seu coração e o seu cérebro acabaram entrando em um consenso. Não conseguia mais tirar o moreno de seus pensamentos. Seus amigos o avaliaram, ele o avaliou, tinha tanta verdade em suas palavras, em suas ações, em seu olhar. Estava perdidamente apaixonado pelo alpha. Precisava dele. Dos seus toques, dos seus beijos, dos seus sorrisos, do seu olhar intensamente apaixonado, dele por inteiro. Nada mais importava, Akira provou ser uma pessoa boa, provou que não era como os outros alphas. Seu coração não poderia esperar mais, não conseguia mais ficar longe dele. E agora que havia se declarado e o beijado, Haru tinha certeza que não havia outro caminho a não ser estar ao lado dele. Akira, por outro lado, viu-se completamente viciado nos lábios do ômega. Eram tão macios, tão doces e perfeitos. Haru era perfeito. Mão conseguia se ver longe dele nunca mais.

As respirações começaram a pesar, mas eles não deram atenção para isso, estavam muito concentrados no ósculo. O alpha pediu passagem com a sua língua para o ruivo, e este o recebeu de bom grado. Agora suas línguas entrelaçavam-se numa dança sensual, procuravam o toque uma da outra, a macies misturada a leve aspereza que as papilas gustativas provocavam. Pareciam perfeitos, uma para a outra, eles eram perfeitos um para o outro. Eles já haviam se beijado antes. Mas nenhum se comparava a este. Este era o primeiro, recheado de sentimentos recíprocos, recheado de amor, paixão, o beijo que mais ansiavam. A confirmação do fato de que ambos se amavam.

O beijo foi regredindo, cada passo que deram para ele se tornar o que era foi voltando, um por um. Primeiro as línguas se separaram, depois a intensidade suavizou, então o roçar de lábios. Até que finalmente separaram-se minimamente, só para olharem-se nos olhos. Transmitindo todo o amor e a felicidade que sentiam. O moreno sorriu brincalhão enquanto a mão que estava no rosto do outro retirou-se para descansar em seu colo.

- Não imaginei que um anjinho como você teria um lado tão safado. – o ruivo corou.

- Isso é culpa sua. – desviou o olhar para os gatos, que brincavam. Completamente alheios ao momento romântico que Haru e Akira acabaram de ter.

- Obrigado. – Haru virou-se para o moreno, confuso.

- Pelo o que?

- Por existir. – o ruivo corou ainda mais.

- Pare de falar bobagens. – ia virar o rosto para esconder sua vergonha, mas Akira o fez manter os olhos em si ao segurar seu rosto com uma mão.

- Mas é verdade. Sem você eu só seria um belo corpo. – riram. – Não saberia o que é o amor. Então eu não estaria vivendo, apenas existindo. Então, obrigado. – depositou um selo em seus lábios. – Quer conhecer os meus cachorros?

- Promete que eles não vão me atacar? – o alpha riu enquanto levantava-se e ajudava o outro a fazer o mesmo.

- Prometo. – segurou uma mão do ruivo e o guiou até os fundos da mansão, para o pátio.

Trinta por cento dos lucros das empresas iam para ONGs de todo o mundo. Akira assoviou alto e três cães vieram correndo ao seu encontro. Um pitbull albino, um dog alemão caramelo (em pé ele quase chega aos dois metros de altura) e um dobermann pinscher.

- Conheça os meus bebês. – disse antes dos cães pularem em cima de si, derrubando-o de costas no chão, começando a lamberem o seu rosto e abanando as caudas de tão felizes que estavam por verem o dono.

- E-eles são gigantes... – Akira se levantou sorrindo.

- São sim. – parou ao lado do ruivo. – Sentem. – imediatamente os três cães sentaram-se obedientes e pararam de abanar as caudas, demonstrando concentração nas ordens do dono. – Esta é a Ghost. – indicou o pitbull. – Ela era de um cara excêntrico que ia para o interior para caçar animais ilegais que estão quase em extinção. Eles usavam e abusavam dela. A encontramos quase morta num beco aqui em Tokyo. – indicou o dog alemão. – Este é o Hellion. Ele era um cão de rinha, brigas de cães ilegais. Achamos o local, resgatamos os animais e prendemos todos os envolvidos naquilo tudo, menos algumas pessoas que eram tidas como escravas. Ele era um dos "mais populares", então esteve em muitas brigas. – por último, indicou o dobermann pinscher. – Este é o Diablo. Ele era o cão de um traficante colombiano. Já foi forçado a matar pessoas. Ele foi difícil de reabilitar, mais do que os outros dois. A marca dos dentes dele ainda está aqui. – mostrou a cicatriz da mordida no antebraço esquerdo e Haru olhou-o com espanto. – Mas agora, olha só para eles. Dóceis e obedientes. Doamos todos para lares que os tratem com o respeito que merecem. Menos esses três. Eles são os meus bebês.

- Você tem um bom coração. – o alpha corou.

- Quer dar carinho?

- Que-quero...?

- Me dê sua mão. – estendeu a sua e Haru, hesitante, colocou a sua sobre a da do moreno. Eles se agacharam e Akira fez o ômega estender sua mão com a palma para cima na direção dos animais. – Farejem. - eles a cheiraram com cuidado. – Primeiro eles te cheiram para te conhecer. E então... – os cães lamberam a mão do ruivo e se aproximaram para ganharem carinho, as caudas balançando de um lado para o outro. – Eles decidem se permitem que você se aproxime ou não.

- Quer dizer que eu posso fazer carinho?

- Pode. – o ruivo sorriu e acariciou suas cabeças.

- A Ghost é tão linda. – Diablo lambeu a orelha do ômega, o que lhe provocou cócegas.

- Eles gostaram de você. – seus olhares se cruzaram. – Se não estivesse cheio de saliva de cachorro eu juro que te beijava agora mesmo. – riram. Akira mostrou o que os cães sabiam fazer. Ficaram brincando com os três por um tempo, depois voltaram para dentro da casa para limparem-se. Já estava escurecendo, então Akira levou Haru até a faculdade. O carro estava parado na frente do prédio do dormitório do ruivo.

- Muito obrigado. – Haru sorriu – Eu adorei o nosso dia.

- Não precisa agradecer.

- Cuide bem das crianças por mim.

- É claro que irei. – segurou o rosto do outro com delicadeza e se aproximou. – Posso? – seus olhos brilhavam com a iluminação fraca da noite.

- Pode. – assim que o sussurro de Haru foi pronunciado, o alpha selou seus lábios. Ambos os órgãos cardíacos pulsavam com força em seus peitos enquanto seus lábios se moviam um contra o outro, o som de suas respirações ofegantes e os estalos dos beijos eram as únicas fontes sonoras que preenchiam o carro. Separaram-se lentamente, olhavam-se nos olhos com intensidade enquanto suas respirações normalizavam. – Até amanhã. Chefe. – Haru depositou um selo nos lábios do alpha e saiu do carro, apressado para chegar logo ao seu quarto. Um sorriso bobo não deixava o seu rosto, e as lembranças desse dia sempre voltavam para dar mais combustível para que o sorriso não morresse. Esta noite, Haru dormiu feliz, sentindo-se amado (no sentido romântico). A sensação de ter encontrado o seu par destinado cresceu em seu peito e não o abandonou nem na manhã seguinte. Será que eles, realmente, eram destinados um para o outro? Como poderia ter certeza? Sabendo ou não, Haru não se importava, pois estava feliz ao lado de Akira. Nada mais importava a não ser o amor dos dois.


Notas Finais


E ae? Gostaram? Espero que sim.
Até a próxima.
Bye bye
Kissu
:3 <3


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