1. Spirit Fanfics >
  2. Death Call - Interativa >
  3. Prólogo: A snowy day in new york

História Death Call - Interativa - Capítulo 1


Escrita por: e godisawoman93


Notas do Autor


Olá! Gostaríamos de lhe dar as boas vindas ao nosso mais novo projeto.

Capítulo 1 - Prólogo: A snowy day in new york


Em toda a adversidade do destino, a condição que gera mais infelicidade é o fato de se ter sido feliz.

BOÉCIO.


 

O inverno havia chegado com força total, especialmente no dia hoje, 22 de dezembro. As calçadas já estavam começando a serem pavimentadas pela neve, e nevar em dezembro não é costumeiro. O frio também estava de congelar os dedos, fazendo qualquer um se encolher dentro de seu agasalho. A essa altura, todos deveriam estar agradecendo pela Winter Break finalmente ter chegado, sendo aquele, o último dia de atividade em qualquer canto de Nova York. 

Em NYU, Clementine Chapelle estava parada em frente ao bloco da área de cinema, esperando por Jennifer Lee. A estudante vestia uma adorável boina francesa branca, um cachecol preto, mas o corpo estava predominantemente coberto por um sobretudo bege. As bochechas estavam levemente coradas pelo frio e cada expiração sua, uma fumaça branca era visível. Clem costumava ser uma garota paciente, entretanto, não era tão favorável ao clima frio. E por isso, batia o pé direito repetidas vezes no chão, no intuito de se distrair da ansiedade e de como seu corpo - mesmo agasalhado - esfriava cada vez mais, gradativamente. 

一 Clementine! 一 A atenção da Chapelle se desviou de seu incessante bater de pé, e foi para alguns metros de distância, onde Jennifer corria em sua direção. 一 Esperou por muito tempo? 一  Perguntou um tanto ofegante. 一  A culpa é do professor de efeitos visuais. Ele nos segurou por quinze minutos para detalhar o uso do Chroma Key em Senhor dos Anéis!

一Bom, foi uma causa nobre. 一  Brincou Clementine, levando uma das mãos enluvadas ao peito de forma dramática. 一 Poderia se desculpar pagando um cappuccino para sua amiga, não é, J? 一 Indagou a francesa, se aproximando de sua amiga, e esticando o braço para ficar ao lado da mesma.

一Tecnicamente, Clementine Chapelle, foi sua escolha esperar sua linda amiga em meio à um clima, estupidamente, congelante.一 Constatou, Jennifer enquanto fechava os últimos botões do próprio casaco. 一 Mas para sua sorte, eu estou de bom humor. 一 Encarou a amiga com um sorriso.

一 Agradeço a imensa caridade, senhorita Lee! 一 Clementine deu uma risada contida. 一 Eu conversei com a Sophie, eu prometi que poderíamos tomar café juntas. Ela disse que encontraria com Matthew na seção de direito, sabe, as coisas não têm ido muito bem entre eles…

Jennifer suspirou pesadamente. Mesmo que o relacionamento de Sophie e Matthew fosse verdadeiramente respeitoso, ela sentia que a amiga dependia demais do namorado, e como Lee já passou pela mesma situação - de forma pior - ela realmente se preocupava em como aquilo mexeria com Sophie.

一 E você sabe o porquê? 一 Jannie e a Chapelle caminhavam lentamente pelo campus, e mesmo que a densa camada de neve fosse um obstáculo, elas não pareciam se focar neste fato, e de toda forma, não estavam sendo atrapalhadas. 

一 Sophie acredita que Matt tenha a traído na última festa da Zeeta. Alisson disse à ela que o viu junto com Corinne. 一 Ela desviou o olhar, sentia-se deveras envergonhada pelas atitudes de sua prima. 

Jennifer Lee estava prestes a dar uma resposta nada amigável. Sua relação com Corinne sempre fora hostil, e nada cansava mais a modelo do que as atitudes e falas, da prima de sua melhor amiga. Era um verdadeiro motivo para deixá-la estressada, principalmente por estar prejudicando o estado mental de Sophie, alguém que ela se importava genuinamente.

Entretanto, nenhuma resposta saiu de sua boca, já que a atenção das meninas foi desviada a um aglomerado de pessoas em frente ao prédio de direito. Elas se soltaram uma da outra, expressões incrédulas e assustadas estampavam seus rostos, correram em direção ao local, ignorando mais uma vez a presença da neve. 

Mas quando chegaram ao local, foram atingidas pela mais intensa onda de desespero. Por um segundo, Clementine acreditou que tratava-se de um pesadelo, estava estática os lábios entreabertos. O grito estridente de Jennifer, sua melhor amiga, foi a confirmação de que aquilo era real. 

 O corpo inteiro foi esmagado no impacto com o chão, uma queda de mais de doze metros foi o destino final de Sophie Bennett. O sangue escorria da cabeça manchando a neve. A garota estagnou de barriga para cima, permitindo a todos aqueles estudantes visualizarem o seu rosto sem vida. Os olhos estavam abertos, as pálpebras estavam levemente molhadas, indicando que ela provavelmente havia deixado algumas lágrimas escaparem enquanto ia de encontro ao seu trágico fim. 

3 MESES DEPOIS

一 Senhora Bennett, posso lhe certificar que estamos fazendo todo o possível… 一 A voz de Evan estava carregada de cansaço, nada o deixava mais inquieto que casos não solucionados, e o desgaste da procura incansável por respostas estava o atingindo fortemente. Contudo, ainda sim, precisava lidar com a pressão dos familiares da vítima. Claro que ele entendia a delicadeza da situação, mas ouvir os gritos histéricos carregados de tristeza da mãe de Sophie, não era o melhor incentivo. Pelo contrário, era como uma comprovação de sua invalidez. 一 Eu entendo, já se passaram três meses. Mas estamos usando todos os recursos, posso lhe garantir isso. A senhora terá sua resposta. Eu sinto muito, por tudo o que vem acontecendo, espero que fique melhor. 一 Desligou o telefone fortemente, o batendo no gancho de forma tão bruta, que o mesmo quase caiu. 

A sala do detetive Morrison estava um caos. Copos de café vazios espalhados pela escrivaninha, misturados com dezenas de papeladas e informações sobre o caso de Bennett. A forte luz branca cansava fervorosamente as retinas de Evan, todavia, no fim das contas nada estava mais desorganizado que sua própria mente. E agora, já não se tratava mais apenas do caso do suposto suícido de Sophie. Lá estava ele, abrindo um arquivo confidencial de mais uma garota da Zeeta que fora encontrada morta.

Emily Moore, uma estudante de medicina, morreu afogada na república da Zeeta durante a madrugada. Claro, poderia ser facilmente considerado apenas um trágico acidente, porém, o que fez a polícia prestar a atenção no caso, foi uma carta de valete no bolso da calça de Emily. Poderia ser apenas uma coincidência, se uma carta igual não estivesse dentro da jaqueta de Sophie Bennett. O que leva a polícia a acreditar que não foram apenas acidentes, e sim, a possível presença de um Serial Killer.  

O som da porta de vidro sendo aberta foi a razão pela qual Evan soltou rapidamente os arquivos, tendo sido surpreendido por um segundo. Hannah, sua colega de trabalho, adentrou no escritório acompanhada por um homem que carregava uma expressão autoritária e séria. 

一 Evan, esse é o detetive Harris, seu novo parceiro. 

 


Notas Finais


𝕄𝕖𝕟𝕦: https://cutt.ly/Ik4Pmjj

𝔻𝕚𝕤𝕔𝕠𝕣𝕕:https://discord.gg/nJbS8Q66

ℝ𝕖𝕤𝕖𝕣𝕧𝕒𝕤 𝕕𝕖 𝔸𝕡𝕒𝕣𝕖𝕟𝕔𝕚𝕒: https://cutt.ly/hk4PP2a


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...