História Death Carnival - Capítulo 19


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Suspense, Terror
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Palavras 2.658
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Continuando...

Capítulo 19 - O culpado. - Parte II.


Casa turística do parque – 5:30 am.

 

— Sa... Sa... Sa... Sarah... — Carol gaguejou até o ultimo suspiro.

O vampiro descia as escadas arrastando o vestido branco e consigo levava nada menos que um machado já coberto de sangue. Sarah havia finalmente aparecido. O rosto sem expressão alguma, os cabelos negros, longos e desgrenhados seguiam até o fim da escada.

Até que pararam em frente a eles.

Todos ficaram perplexos com o que viam naquele momento, aquela que desapareceu a muito tempo estava de volta e bem ali na frente de todos eles. Brian deu alguns passos para trás, arregalando os olhos, Mikhael não conseguia respirar, todos estavam travados na mesma posição desde que ela apareceu ali.

A moça parecia bem mais forte, sua estatura parecia de uma lutadora, e o modo como ela rodava o machado na mão não reconfortava ninguém ali.

— Surpresos em me ver, amigos? — ela perguntou.

Ninguém disse nada, estavam todos presos no mesmo sonho, na mesma miragem que pegou todos eles de surpresa.

Sarah virou seu olhar para Derek, encostado no sofá ainda inconsciente.

— Ah, Derek, que pena não estar acordado para ver seus amigos morrerem — ela comentou, franzindo o cenho, realmente com pena.

— Sa... Sarah, essa é você? — Brian conseguiu perguntar, por fim.

— Quem você achou que fosse, idiota? É claro que sou eu — Sarah respondeu, impaciente.

— Não. Não pode ser — ele disse, vendo o olhar da moça.

Naquele momento, todos estavam parados ainda olhando para Sarah.

Até que ela chegou.

A porta foi aberta, o estrondo foi grande e Emily adentrou o cômodo cansada.

Os olhares retornaram a ela.

A Stripper cessou a correria e se escorou nos próprios joelhos.

— Até enfim eu encontrei vocês... — ela dizia, ofegando. — Vocês...não vão... acreditar no que...

Quando Emily ascendeu o olhar ela se chocou. A expressão mudou completamente, Emily não conseguia respirar em questão ao que via naquele momento.

Ela estava ali bem à frente de todos.

— Sa... Sarah... — a Stripper murmurou, arregalando os olhos.

Emily cambaleou para trás, os ferimentos pareceram doer mais intensamente naquele momento.

A respiração saiu do controle.

— Emily... Então, você está viva de fato — Sarah ponderou, rindo. — Bom, por pouco tempo. Ah, que pena. Tantos alvos, tão pouco tempo...

— Eu posso dizer isso claramente. Estou surpresa por ter sobrevivido — Emily se aproximou. — Eu vi, Sarah, vi tudo o que você planejou naquela vala...

Emily jogou a bolsa rosa no meio cômodo.

— Mas antes, Carol, sua puta, você vai ter que nos explicar o que é isso na sua bolsa.

Carol não se moveu.

Emily revirou os olhos e abriu a bolsa dela, nada menos que uma arma junto aos batons e maquiagens estavam ali. Uma arma que seria usada naquela noite.

— Era isso que você tanto queria, não é? Por isso estava tão apegada a essa bolsa! — Emily bradou, furiosa. — Anda! Fala! Sua vadia!

A Stripper se aproximou de Carol, um forte tapa no rosto da moça a jogou no chão naquele momento. Carol caiu. A marca dos cinco dedos de Emily ficou bem marcada na bochecha direita da moça que mesmo assim não disse palavra alguma.

Foi aí que a gargalhada começou.

Carol olhou para Emily bem no fundo dos olhos.

— Você acha que é a única que pode sentir isso? — Carol perguntou, rindo.

— Ah, filha da puta — Emily disse.

Carol se levantou.

— Fomos tão amigas, Emily, mas você entrou no caminho, queria Brian só pra você, sua ganância com tudo era absurda. Eu confesso que fiquei abalada quando ele escolheu você, mas meu amor é maior e por isso... Eu mesma atirei na Sarah, aquele dia... E posso atirar novamente agora.

A moça apontou a arma para Sarah que não fez movimento algum.

— Carol, não atire! — Brian pediu, conseguindo soltar as palavras. — Pode ainda haver esperança para você, vamos conversar.

— Não! Estou cansada de ser tratada como anjinho. Agora, se não se importa, Sarah... MORRA!

Carol apertou o gatilho.

Mas nada saiu além de barulho.

Sarah arqueou as sobrancelhas.

— Bala de festim, vadia... — ela disse.

Então, Sarah veio e o machado rodopiou em sua mão.  O corte lateral, perfeitamente afiado, levou consigo a mão de Carol, o membro se separou do corpo dela e o sangue jorrou para todos os lados. Emily e Brian se afastaram rapidamente. Todos arregalaram os olhos ao ver Carol agonizando a dor, a moça caiu sobre os joelhos e gritava.

— Ah, PORRA! — Emily gritou ao ver a mão de Carol estirada no chão. E mesmo com a arma de verdade em mãos, ela não conseguia pensar no que fazer.

— Ah! Não, não, não... Por favor... — Carol suplicou, apertando o punho com a outra mão. — Me deixa em paz! Pelo amor de Deus...

Sarah se aproximou, sem se incomodar com o sangue que jorrava em si mesma. Ela puxou os cabelos de Carol e preparou o machado para cortá-la ao meio. Seu braço se esticou, Carol estava sem movimentos.

Então, o machado desceu.

Mas foi impedido por ninguém menos que Derek.

 Naquele momento, o lutador de Muai-Thai agarrou o punho de Sarah impedindo que o movimento obliterasse Carol ali mesmo. Sarah olhou para o lado e contemplou a figura ágil e musculosa que cessou sua chacina, ela o encarou e logo o soco irrompeu do punho da moça, Derek logo segurou-o, o chute foi certeiro para afastá-la e tomar o machado de sua mão.

Derek rodou a arma em sua mão.

— Preferia quando você estava desmaiado — Sarah comentou, retornando a pose de luta.

— Eu não estava desmaiado, chama-se atuar — Derek respondeu, confiante.

Sarah bufou.

Então ela partiu para cima. Derek cortou na horizontal, mas não acertou nada menos que o ar, Sarah havia deslizado no chão passando por debaixo do golpe e logo retornou o corpo para frente acertando o cotovelo bem na panturrilha de Derek, o estalo foi agudo e o lutador se rendeu a dor.

Sarah pulou e agarrou Carol pelo pescoço. Foi quando Emily veio, percebendo que não sabia usar a arma, tentar dar uma coronhada na cabeça dela, mas sua mão foi quebrada no momento em que o soco de Sarah a acertou. A arma foi jogada no chão.

— Ah! Minha mão! — Emily gritou.

Trevor correu para pegar a arma, mas Sarah o viu. Então, ela soltou Carol e correu até onde ele estava. A velocidade, o pulo e o chute foram a voadora mais exorberante de todo o mundo. As costas de Trevor foram alvos dos pés a garota, os ossos se quebraram e o jogador caiu também.  Sarah tomou a arma em mãos e apontou para Carol.

— Você faz idéia de quanto tempo esperei por este momento, Carol. Desde aquele dia, aquele dia no qual você incendiou aquele banheiro e atirou em mim, além disso — Sarah retirou debaixo do vestido pintado de vermelho uma tesoura de jardim e logo a cravou bem na clavícula de Carol. — Essa tesoura ainda está comigo.

A moça loira gritava e já havia perdido muito sangue àquela altura. Mas, mesmo assim, não deixava de rir daquilo tudo.

— Você não entende o significado do amor, sua vaca — Carol desafiou, ofegando as palavras. — Eu fiz aquilo porque estava cansada de você ser sempre o centro das atenções para o Brian. Eu incendiei o banheiro pra ver você queimar, e a arma, eu mesmo a peguei naquele dia. Tudo isso para matar você, pra ver você pagar pela pessoa horrível que você é. Para matar você...

Sarah, sem fazer cerimônia, se aproximou mais, apontou arma para a testa da moça e disse:

— Estou viva.

O gatilho foi apertado, a bala atravessou o crânio da pianista que caiu como uma fagulha no chão ensangüentado.

Carol foi a primeira.

— Eu te amo, Brian — ouviu-se o ultimo sussurro.

CAROL!!! — Brian gritou, não acreditando na cena.

Brian correu para abraçar o corpo de Carol jogado no chão, Sarah estava paralisada em frente aos dois, com a expressão mais assombrosa de toda a vida. Brian apertava Carol junto a si e chorava. A dor em seu peito foi maior que o medo de morrer ali mesmo, ele afagava os cabelos de Carol junto a si e perguntava para a psicopata o porquê daquilo tudo. Sarah não se movia; ninguém se moveu.

O chão vermelho foi palco do choro exagerado e agonizante do motoqueiro. O rosto de Carol estava pálido e sem resposta alguma. E a única coisa que ele queria naquele momento é que ela voltasse.

Mas Sarah não perdoou, ela nunca perdoou.

— Vamos ver se seu sangue combina com o dela — a moça apontou a arma para Brian que não se deu ao luxo de olhar, ele apenas olhava o rosto triste de Carol, já morta na poça de sangue.

O clique foi dado.

Então, Derek entrou em ação novamente: O soco efetivo bem na mandíbula da psicopata a jogou três metros atrás, a arma saiu da posse dela. Derek se pôs à frente dos dois, protegendo-os, como um verdadeiro super-heroi, como prometeu que faria.

A pose de luta e o machado na mão retornaram a posição inicial e ele se preparou.

— Eu não quero ter que te matar aqui, Sarah — Derek disse, tentando controlar a situação. — Vamos conversar, ainda há esperança para você.

— Esperança? Diga isso pra sua mãe morta — Sarah tocou na ferida, se levantando.

A velocidade foi incrível naquele momento, o rodopio também, Sarah se tornou apenas um borrão no ar que terminou num chute bem no pescoço de Derek que o jogou para trás. Sarah serpenteou para frente e logo capturou o braço do lutador e sem esforço nenhum o quebrou, tudo isso em apenas um segundo. Derek largou o machado, mas logo conseguiu se soltar do golpe. Sarah retomou a ferramenta na mão.

— Você vai se arrepender, Derek — ela disse, rodando o machado.

Neste momento um abajur foi jogado contra a cabeça dela, Sarah não sentiu nenhum arranhão, apenas percebeu os dois medrosos encolhidos num canto. Mikhael e Katie que até então, não entraram na luta.

Trevor se arrastava pelo chão, sua coluna estava definitivamente quebrada agora. Emily o ajudou a se levantar.

— Ah, nunca mais vou poder jogar futebol depois dessa — ele comentou enquanto se levantava.

— É sério que é com isso que você está preocupado? — Emily desdenhou, aflita.

Emily pôs Trevor de pé e mesmo com sua perna perfurada ela o conduziu até onde Derek estava.

— Fiquem perto de mim — Derek instruiu. — Ela é muito boa, mas não é imortal.

No momento em que Sarah seguia para empalar os dois medrosos no canto do cômodo, ela sentiu sua garganta apertar. Derek deu uma chave de braço incrível ao redor do pescoço dela e apesar do cabelo atrapalhar o aperto, ele logo desferiu vários socos no crânio dela. A vermelhidão indicava a falta de ar, então, Derek girou o corpo e a levou consigo para o chão, dominando-a por completo.

Sarah gritava furiosa, e como um leão sendo domado, ela não aceitava a perda.

ME... SOLTA... SEU... DESGRAÇADO... AAH! — Ela grunhia e o sangue saiu de sua boca, suas cordas vocais arrebentaram naquele momento. — EU... VOU MATAR... TODOS VOCÊS!!

Derek tomou o machado da mão dela, novamente. O ar estava escapando de seu cérebro e ela estava começando a ficar roxa.

Só então, ela parou.

— Ah, finalmente... — Derek se aliviou.

— Ela está morta? — Emily perguntou, se aproximando.

Sarah pousou a cabeça no chão, paralisada.

— Só desacordada, por enquanto — Derek respondeu, se levantando, e mancando.

— Então vamos matar esse demônio, porra!

— Não. Não podemos matar ninguém — Derek olhou para a poça de sangue. — Uma morte já é o suficiente por hoje.

Brian ainda chorava pela morte de Carol. Enfim, aquilo tudo havia acabado. Todos conseguiram se aproximar dos dois enquanto o choro do motoqueiro ecoava pelo vazio.

Carol... Carol... Carol... — ele suplicava, encharcado de sangue.

O motoqueiro não encontrava saída para soltar o corpo da pianista naquele momento, apesar dela ser culpada de todo acontecimento daquela noite, dela ser o motivo de Sarah querer a vingança, de todos estarem no pior estado de suas vidas; ele ainda a abraçava, como se o sentimento ainda não tivesse acabado.

E ele não acabou.

Os cabelos loiros ainda eram afagados pelos dedos calosos e emaranhados de lágrimas, pelo que ele julgava ser o amor de sua vida.

A roda de amigos se reuniu. Trevor, Emily, Derek, Mikhael e Katie silenciavam-se perante o choro de um homem amado e de uma jovem que fez tudo por amor.

— Brian... — Derek chamou, sussurrando. — Precisamos ir...

— Não, por favor... — Brian respondeu, chorando. — Me deixa aqui, pelo amor de Deus... Eu preciso...

Ele não se conteve e o choro o desmoronou por completo.

Katie abraçou Mikhael, escondendo o choro.

— Odeio esses momentos... — Emily choramingou, baixinho.

Derek se ajoelhou perto deles.

— Foi ela quem escolheu este destino, Brian. Tudo o que ela fez naquele dia, teve consequência hoje. Uma das coisas mais misteriosas do mundo é o destino, ele não dá prévia do que virá, mas uma coisa que aprendi hoje é que o amanhã não existe... Pois quando chega, ele é hoje. Por isso não podemos prever. Seja honesto consigo mesmo...

Brian não disse nada.

— Vamos, precisamos sair daqui...

VOCÊS NÃO VÃO A LUGAR ALGUM!! — Sarah gritou, golpeando Derek nas costas.

Ela tombou Mikhael com um soco bem no rosto, passou uma rasteira em Emily, socou Trevor no estomago e chutou Katie para longe. Todos estavam indefesos diante das eximias habilidades de luta de Sarah, mas Derek não desistiu, ele se levantou e desferiu vários socos contra ela. Uma, duas, três vezes, mas ela se desviou uma, duas três vezes e golpeou Derek bem na mandíbula jogando-o longe.

— Eu também sei atuar muito bem.

Brian via a cena e não se agüentou.

A raiva, o ódio e o desprezo tomaram conta do coração dele. A respiração forçada e a sobrancelha franzida. Seus olhos pegaram fogo literalmente naquela hora. Estava na hora de acabar com aquilo tudo de uma vez.

O motoqueiro largou o corpo de Carol na poça, girou o olhar e se levantou rapidamente para pegar a arma que estava bem perto dele.

A fúria subiu e preencheu seu corpo por completo.

Então, ele se aproximou da mulher de vestido pintado de vermelho.

Os disparos foram involuntários, a ação por violência e o impulso foram martírio para acertar três tiros bem no crânio de Sarah.

Brian respirava forçadamente, a fúria foi o que os salvou naquela noite.

Sarah se ajoelhou no chão com a testa sangrando enquanto olhava nos olhos furiosos de Brian.

— Não temos nada em comum... — ela murmurou.

Então, caiu no chão.

Estava morta, por fim.

O ódio era claro aos olhos do motoqueiro, ele enfim havia acabado com tudo aquilo.

Todos se levantaram do chão onde estavam, contemplando o corpo de Sarah, que agora não fazia movimento nenhum.

Derek se aproximou, Brian largou a arma.

— Você fez a coisa certa, Brian — ele disse.

Brian suspirou.

Aquela noite havia se findado da maneira mais repentina que eles poderiam imaginar, quem poderia ter feito aquilo. No fim das contas, a pessoa que menos esperavam foi a culpada, mas Brian não estava feliz, Carol havia ido-se. E, apesar de ter conseguido acabar com aquilo tudo, a raiva não passaria nunca.

Aquilo o perseguiria para o resto da vida.

— Vamos ir embora daqui... — Derek instruiu pela ultima vez.

E todos seguiram para fora do casebre.

Brian, Emily, Mikhael, Trevor, Derek e Katie.

Agora sozinhos. 

 


Notas Finais


Até o próximo! o/


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