História Death Carnival - Capítulo 20


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Suspense, Terror
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Palavras 1.677
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Último capítulo!
Boa leitura!
:3
Link do Spin-off nas notas finais.

Capítulo 20 - A alvorada.


Fanfic / Fanfiction Death Carnival - Capítulo 20 - A alvorada.

Caminho principal - 7:15 am. 

 

As sirenes foram o alívio dos seis naquela manhã. 

As autoridades arrebentaram o portão de entrada e um a um adentravam o parque abandonado com escopetas nas mãos, cães farejadores e macas para levarem os corpos consigo. 

Os sobreviventes caminhavam lentamente ao encontro dos policiais, os mesmos tentavam aliviar os rapazes ensaguentados. Trevor foi o primeiro a ser levado na maca, como era famoso por jogar futebol seu estado deplorável e irremediável trouxe aflição ao técnico, e lá se foi ele. Emily foi carregada por um dos bombeiros de resgate e como se não tivesse ousadia, ela mostrava o ferimento para o homem, contando como doía aquilo. 

Os carros de polícia formavam um aglomerado ao redor do portão do parque, os repórteres clamavam por alguma insinuação e a pergunta que não tinha fim era: 

"Quem matou Sarah?" 

Derek olhou para trás enquanto era aconchegado por um cobertor e, mesmo com a perna quebrada, ele dizia estar bem. 

A polícia conteve a multidão de repórteres e entrevistadores que se aglomeravam cada vez mais perto dos seis. As camêras, os flashs, os microfones, eram cada vez mais aproximados, tentando entender tudo o que havia ocorrido. 

Mikhael recebia um tipo de soro na veia para combater os efeitos do veneno que podia estar em seu sangue, mas logo se uniu à Katie que tomava algum tipo de chocolate quente, os dois dividiram a bebida, aliviados por finalmente aquilo ter acabado. Talvez um beijo fosse a melhor maneira de encerrar tudo aquilo, e ele sentiu que era. 

Quando deu por si seus lábios já encostavam nos da Japonesa trazendo-a para si. Ela, como forma de agradecimento, retribuiu. 

Nada terminou como eles queriam, mas estavam juntos, agora, para sempre. 

Brian apenas ficava sozinho, e ver a cena apavorante do corpo de Carol e Sarah serem levados o fez estremecer totalmente. 

E ao ver aquilo que estava vindo, ele sentiu que nada poderia seria como um dia já foi. 

O sol.

A alvorada que sentia falta. 

 

[...]

 

Departamento de polícia. - Depois da alvorada.

 

— Eu disse para ficarmos juntos desde o início, ninguém me ouviu... — Katie resmungava, diante das autoridades. — Nada disso teria acontecido se estivéssemos unidos. 

Em meio a uma entrevista com os policiais, Katie contava sua versão da história, tudo aquilo que viu, sentiu e falou seria dito ali. 

— O que mais te apavorou naquela noite? — a policial perguntou, com a prancheta em mãos. 

— Ela... Ela foi a culpada disso tudo. Ela me obrigou a me sentar numa cadeira elétrica e... me eletrocutou. Me pôs de cabeça pra baixo num dos brinquedos do parque... Foi... Horrível. 

Katie chorava ao relembrar as cenas. 

 

[...] 

 

— Você é jogador de futebol, não é? Por que foi parar no parque esta noite? — um dos policiais questionou a Trevor. 

— Ela me chamou, chamou todos nós — ele respondia. — Ela queria explodir a gente, cara. Além de ter dado uma voadora nas minhas costas, os pés dela pareciam bigornas de oito mil toneladas, ela me colocou de cabeça para baixo...

— Isso lhe custou a sanidade da sua coluna. Quando vai poder voltar a jogar? 

Trevor suspirou.

— Nunca... 

 

[...]

 

— As cobras foram a pior parte. Ela me fez andar sobre elas... — Mikhael dizia, ainda pasmo com o ocorrido. — Levei várias mordidas, mas graças ao Derek fiquei bem...  

— Me diga, como vocês descobriram que Sarah estava viva? — o policial perguntou. 

— Não descobrimos, ela sempre esteve. E sabia onde estávamos, e o que faziamos... Não tive coragem de olhar nos olhos dela...

— Você diz nos de Sarah? 

— Sim. Eles eram como profundas pérolas negras envoltas em um mar de sangue...

— Argumentos abstratos não serão validados como queixa, Sr. Rogue. 

— Bom, fale com Derek... 

 

[...]

 

— A senhorita poderia descrever o que sentiu nas horas em que esteve no parque, junto à seus amigos? — uma policial questionou. 

— Descrever!? — Emily repetiu, afrontada.

— Sim. 

— Aquela vadia me prendeu numa porra de uma trilha de montanha-russa e, por cima, com o carrinho ligado. Você tem noção do quanto foi assustador!? 

— Você tinha relações com o ex namorado da moça desaparecida, não é? Isso foi motivo do ataque repentino? 

— Não. Não. Foi tudo culpa da Carol...

— Quer dizer Carol Danvers? A pianista? 

— Sim. Ela foi a culpada, culpada disso tudo... Por favor, vamos acabar com isso logo. 

— Infelizmente, não acabou...

 

[...]

 

— Quando se tem alguém que ama esse alguém se torna tudo para você — Derek metaforizava as palavras. — Foi o caminho que Carol escolheu, o destino a encontrou e a deixou ali...

— Sr. McGarden, você pode nos dizer, com clareza, o que realmente aconteceu no parque? — o policial insistia. 

— Ela era a única que tinha tudo sobre controle. 

— Está falando do modo como Sarah os conduziu? 

— Não. Sobre como ela lutava...

O policial revirou os olhos. 

 

[...]

 

— Ele duvidou de mim, dizia que eu era a culpada dessa merda toda! — Emily ainda resmungava. 

— Ele... Quem? — a policial questionou. 

— Quem? Aquele babaca do Derek McGarden, ele apontou o dedo bem na minha cara e disse que eu era a culpada de tudo. Aquele... Filho da... — ela suspirou, aceitando. — Ah, mas ele salvou todos nós, isso é o que importa. 

— Salvou... Do quê? 

— Daquele demônio-reencarnado, a Sarah...

— Com isso, pode descrever o que viu? 

— Ah... Eu vi tudo. Tudo o que tinha naquela vala. Eu caí quando a montanha russa quebrou, me arrastei, caí de novo numa vala e aí fui parar num quarto em um esgoto, não sei... Lá estava escrito tudo, tudo manuscrito, tudo o que ocorreu. Eu vi, e imploro... Tirem isso da minha mente, por favor...

Emily sacudiu a cabeça.

— Se não estava com seus amigos, como soube que Carol Danvers era culpada do desaparecimento de Sarah Whitehouse? 

— As escrituras diziam tudo, diziam que ela iria se vingar da vadia loira e também haviam fotos nas paredes... Desde festas até os momentos mais intimos, ela vigiou a gente esse tempo todo. Depois, veio a bolsa da Carol, ela tinha... Uma arma dentro e... Ah, meu Deus... Chega, por favor...

 

[...] 

 

— Carol e eu mantemos amizade a distância desde que nos separamos, encontrá-la no portão do parque foi um privilégio — Katie ainda contava sua visão. — Não fazia ideia de que ela tinha uma mente tão doentia... 

— Você se dava bem com todos do grupo, antes... Da... "Separação"...? — a policial voltou a questionar. 

— Sim. Bom, quero dizer, não com Sarah... Eu tinha medo de me aproximar, ela era fria demais. Nunca dava espaço para ninguém se aproximar, uma verdadeira... Psicopata. 

— Você é a observadora do grupo. Como descreveria o estado de Sarah, assim digo, como você acha que ela sobreviveu esse tempo todo no parque? 

— Você diz... fisicamente...? 

— Sim. 

— Ela tinha um vestido branco, os cabelos eram granhudos e desajeitados, o corpo era de uma lutadora de box e ela se movia como um trovão, nem mesmo Derek conseguiu contê-la... E os olhos... Os olhos eram a pior coisa, era como se estivesse possuída ou algo do tipo... E se ela tinha controle sobre tudo, seria facil sair e entrar dali quando quisesse, não acha? 

A policial concordou. 

 

[...] 

 

— Seu nome é Brian Storm, sim? — um policial questionou ao rapaz. 

— Sim, senhor — Brian respondeu, se perguntando o por quê das algemas. 

— Você foi indiciado por homicidio doloso da desaparecida Sarah Whitehouse. Você alega ter mesmo atirado em tal? 

Brian não respondeu. 

— Três tiros bem na testa foram a causa da morte... Ao que indica, a arma não era sua, mas sim de Carol Danvers que foi responsável pelo desaparecimento de Sarah em dois mil e sete. Vocês dois estavam compactuados? Trabalhavam juntos? 

Brian moveu a cabeça em negativa. 

— Bom, pode me dizer qual foi a verdadeira causa da morte de Sarah, Sr. Storm? Pode me dizer por que atirou em Sarah Whitehouse? 

— Raiva... Ódio... Amor... 

O policial prestou atenção na fala pausada do rapaz ainda em transe. 

— ...Ela matou Carol... Ela me amava... Eu só a fiz sofrer... 

— Pode descrever o que ocorreu com vocês esta noite? 

— O que menos esperávamos... Chegamos, e... Sarah... Me fez atirar contra Carol enquanto ela girava numa roleta de circo. Me fez duvidar dela, mas mesmo assim, me fez amá-la mais. 

— Você e Sarah tinham alguma relação anterior? 

— Sim. Éramos namorados, fizeram esta mesma pergunta naquele dia. Eu só quero sair daqui...

— Infelizmente, não poderá... A justiça exige que você seja detido até termos provas contrárias dos seus atos. Entretanto, você realmente atirou em Sarah, não foi? 

Brian assentiu. 

— Eu só queria que ela voltasse...

 

[...]

 

— Emily Campbell, você alega que Brian Storm atirou por espontânea vontade em Sarah? — A policial retomou o assunto.

— Brian? Não, não... Ele... Só queria proteger a gente... Digo, a Carol. A Sarah era como um leão a ser domado, o único jeito era atirar nela... 

 

[...]

 

— Quer dizer o Brian? — Trevor questionou a pergunta feita. 

— Você acha que ele atirou em Sarah porque quis? — perguntou o policial. 

— Porque quis? Não... Quer dizer, ninguém atira sem querer, mas foi tudo pela Carol, e se ele não tivesse atirado, todos estaríamos mortos...

 

[...]

 

— Brian tem as qualidades de um guerreiro e fez o que precisou para salvar todos nós, aliás, o sentimento por Carol o fez fazer aquilo. Graças à ele estamos vivos — Derek relatou. 

 

[...]

 

— A compaixão de Brian por Carol o colocou naquela situação — Katie disse. — Ele pôs um fim nisso tudo...

 

[...]

 

— O medo foi o nosso maior sentimento... Nunca ficamos tão apavorados na vida como esta noite — Mikhael viajava em seus próprios sentimentos. — Mas, Brian tomou coragem e salvou a gente... 

 

 

A noite mais horrível da vida de todos eles enfim havia acabado. 

Brian foi detido pela polícia e pagaria pena pela morte de Sarah. 

Mikhael e Katie se uniram naquele dia e o laço se tornou amor para toda a vida.

Trevor nunca mais poderia jogar futebol e andar numa cadeira de rodas foi seu destino.

 

Derek, depois que sua perna foi totalmente restaurada, retornou as aulas de Muai-Thai.

E Emily, depois que seus ferimentos foram curados, voltou a vida de Stripper.

 

Todos certos de que nunca mais iriam voltar a viver aquele mesmo pesadelo novamente.

FIM.

 


Notas Finais


Esta história possui um Spin-off:

https://www.spiritfanfiction.com/historia/lost-in-canada--spin-off-de-death-carnival-13662402

Obrigado à todos que leram!


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