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História Death Note- Another note- Shadows From The Past - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Oe minna! Eu realmente sinto muito pela demora
Comecei a escrever esse capítulo ontem, mas acabei não conseguindo postar
Último capítulo da fic, quando eu postá-lo vou revisar o epílogo
Sinto muito por qualquer erro, boa leitura!

Capítulo 8 - Capítulo VII- Fogo incessante


Sentada na cama do quarto do hotel em que estava hospedada, Catherine digitava rapidamente pelo teclado preto do mais novo notebook enquanto procurava a localização da próxima vítima

 Havia chegado ao número 061550, o número para a aprovação de um condomínio em Pasadena, no vale, um enorme complexo. Uma cadeia de casas de dois a quatro quartos com mais de duzentos condomínios. E uma mulher, chamada Blackberry Brown vivia no quarto 1313. Era a vítima perfeita. Suas iniciais eram B.B assim como o número do seu quarto

 Ela havia duvidado em relação ao horário ser da manhã ou da tarde, porém sabia que se Birthday quisesse  mandar uma mensagem, a mandaria de forma direta, sem deixar dúvidas

 Precisava dar um jeito de criar um tipo de armadilha

 Passou os olhos mais uma vez pela tela do computador revendo as muitas pessoas que viviam no complexo apenas revisando se não havia nenhuma nova vítima em potencial

 E tinha

 No apartamento 404, morava um homem chamado Blues-harp Babysplit

 Fazia todo o sentido que em um complexo enorme com várias pessoas, houvessem mais de uma pessoa com as iniciais B.B, porém a mulher do quarto 1313 tinha muito mais chances de ser a quarta, digo, a possível quarta vítima, afinal 1313 significava BB

 “Mas e se…”- pensou em relação ao número 404. Entre as datas de envio do enigma de palavras cruzadas e as mortes das vítimas, eram nove, quatro e nove… não fazia sentido ser quatro de novo?

 “Droga…”- passou as mãos pelo rosto frustrada sabendo que estava provavelmente desfocando da sua ideia original - e mais chances de dar certo- e apenas criando falsas pistas em sua cabeça

 Era exatamente o que o assassino queria, e ele provavelmente tentaria plantar essa dúvida na cabeça de Naomi Misora

 O assassino iria agir no dia 22 de agosto, e já era noite do dia 21. Ela não tinha muito tempo

 A seis dias, ligou para L contando a informação sobre a data do assassinato, explicando brevemente o por quê do assassino tentar matar no dia 22, lembrava-se de agradecer mentalmente pelo detetive compreender rapidamente

 Ele era L, ela não esperava menos

 Porém, naquela noite, ela recebeu uma ligação do próprio detetive apenas para confirmar se ela tinha intenção de ir até o local

 E ela tinha, e muita

 Porém, notou que L havia desligado com certa pressa dizendo que tinha outra chamada. Supôs ser Misora na intenção de tirar algum tipo de dúvida

 Ela não duvidava da capacidade da agente, sabia que ela conseguiria se virar. Porém algo não estava certo

 Tinham o horário, a data, o local e as possíveis vítimas.

 Estava fácil demais

 Beyond estava completamente certo de que seu plano daria certo, então por que havia dado tantas informações?

 Estava tão confiante a ponto de acreditar que poderia matar a vítima e fugir no mesmo momento?

 Essa pergunta rondou o sono da detetive, que demorou a dormir

 

                                                                                                                  ~*~

 Caminhava pelas ruas da cidade dos anjos enquanto o sol ainda nascia. A brisa passou rapidamente bagunçando seus cabelos longos castanhos claros, que iam até a altura da cintura. Sentiu um calafrio percorrer sua espinha e guardou as mãos enluvadas no bolso do casaco cinza, continuando a manter seu caminho até o apartamento da próxima vítima

 Chegou no prédio e se pôs a subir as escadas indo até o quarto 1313. Levou uma das mãos até o casaco pronta para puxar a pistola prateada que guardava na intenção de abordar qualquer pessoa que estivesse, ou quem sabe, se Beyond já estivesse planejando o quarto assassinato. Olhou para o relógio no pulso vendo que ainda não era o horário “marcado”, e girou a maçaneta cuidadosamente enquanto adentrava o cômodo, passando seus olhos azuis claros pela extensão do lugar

 -L- ela ouviu de um cômodo um pouco afastado, logo tirando a pistola do casaco e apontando-a para frente

 Revirou os olhos após perceber sua própria atitude lembrando se da enviada de L

 Naomi Misora, era, sem sombra de dúvidas, a pessoa mais influenciada pelos problemas da Wammy’s house, que acabou se intrometendo em sua vida particular… Mesmo após o caso de Los Angeles, não pôde deixar de se sentir parte do caso Kira, tanto pela menção de L quanto pela morte de seu futuro noivo, Raye Penber. 

 Momentos antes, quando seu “suposto” parceiro lhe entregara a arma na intenção de lhe disponibilizar algo para sua defesa, ela, mesmo sem saber, havia se envolvido demais com os assuntos de L

 C voltou a ouvir a conversa da agente, se aproximando cuidadosamente na intenção de não produzir qualquer ruído

 -Aqui, nada aconteceu. Eu conversei com Ryuzaki antes, mas nada está acontecendo, mesmo com ele. Nenhum sinal de qualquer coisa fora do comum. Eu começo a sentir que ele irá puxar meus pés- ela ouviu a voz feminina comentar, segurou o riso após a última parte da fala da mulher sem ter a certeza se ela estava se referindo ao assassino, ou a Ryuzaki

 Bom, de qualquer maneira, eles eram a mesma pessoa

 -Eu sei- ela ouviu mais uma vez da mulher. Misora estava falando com L então a detetive preferiu esperar, porém não deixou de notar que “Ryuzaki” não estava com a agente

 Então a ideia da segunda vítima realmente havia causado discórdia entre eles dois, Beyond havia conseguido exatamente o que pretendia, afastar Naomi para conseguir agir sem preocupações

 Murmurou irritada e se afastou na intenção de ir até a porta, parando momentos antes apenas para ouvir uma última fala da mulher que estava no outro cômodo

 -Eu entendo. De qualquer forma, quem for B, é um criminoso perigoso que roubou a vida de três pessoas injustamente… mas há mais uma coisa que eu gostaria de lhe perguntar- 

 Criminoso perigoso

 Carter levou o dedo polegar até os lábios de forma curiosa, analisando as palavras proferidas pela agente

 Criminoso perigoso. Jamais definiria Beyond Birthday dessa forma, porém em momento algum discordaria de que essas palavras não pudessem o caracterizar 

 Pensou por alguns instantes sobre quais adjetivos poderia utilizar, formando uma frase que, em sua concepção, era perfeita para o homem de cabelos negros e olhos carmesins

 Era alguém obcecado pela vingança. Alguém obcecado pela vitória

 Vingança era, sem sombra de dúvidas, a maior motivação que alguém poderia ter. Beyond Birthday poderia estar procurando vingança pela morte de A, pela infância que foi arrancada a força dele, pelo amor que não pôde viver, ou pelas lágrimas que escorreram dos olhos cianos da terceira sucessora a seis anos atrás

 A exatos seis anos atrás

 Vinte e dois de agosto de 1996, a data de suicídio da primeira criança “teste” da Wammy’s house. C sabia que Birthday não havia escolhido esse dia apenas pelos Kanjis, ou para forma um enigma bom o suficiente para ser desvendado apenas com sua ajuda

 Escolheu esse dia para desestabilizar a mulher, afinal nem L, nem Misora, que eram os únicos outros envolvidos no caso, sabiam o que realmente havia acontecido

 Beyond buscava vitória para conseguir provar que L não era invencível. Estava criando um caso que L, mesmo com ajuda, não conseguiria desvendar. Afinal L vem depois de B. Catherine finalmente entendeu o por quê dele ter escolhido a cidade de Los Angeles como palco de seus crimes

 Mesmo que não fosse pego, L saberia quem era o assassino, e pensaria no caso justamente como ele gostaria

 Los Angeles B.B murder cases

L.A.B.B

L is after Beyond Birthday 

Balançou a cabeça voltando a direcionar seu corpo até a porta, ouvindo mais uma vez a conversa ecoar pelas paredes do não tão grande, apartamento

 -Você conhece o assassino, mas você tem alguma coisa haver com ele?- essa era a outra pergunta que Naomi Misora proferiu ao detetive

 Mesmo não ouvindo a resposta do detetive, sabia exatamente o que ele responderia

 L provavelmente diria que não conhecia o assassino, porém havia sido informado sobre, o que era, parcialmente, verdade, mesmo não tendo o mínimo interesse em relação a ele. Porém havia se envolvido no caso e gostaria de prosseguir com a investigação. Não. A sua investigação até o fim, utilizando seu principal e tão conhecido argumento

 Estava fazendo isso pela justiça

 Torceu a boca ouvindo um tipo de “discussão” vindo do outro cômodo, mesmo querendo ir até o quarto 404, sua curiosidade parecia criar raízes no chão de carpete do apartamento, impedindo que suas pernas se movessem

 Estremeceu ao ouvir a voz da agente 

 -E há pessoas más que podem ser salvas- 

 Poucas palavras que fizeram com que os pelos da nuca da detetive se arrepiassem

 Naomi Misora realmente havia entrado em um tipo de discussão com L? Sobre justiça?

 Catherine sabia que o senso de justiça do detetive não poderia ser moldado, muito menos complementado, porém o argumento proferido pela mulher de cabelos negros estava mais do que correto

 Murmurou mais uma vez se afastando, ouvindo a agente comentar que havia interpretado mal e dizer que voltaria ao trabalho. Antes de finalmente conseguir abrir a porta, ouviu os passos da agente virem em sua direção. Pensou seriamente se seguiria seu caminho até o quarto 404, ou apenas permitiria que o encontro com a enviada de L acontecesse, e a ajudasse a perceber a ligação entre o assassino e “Ryuzaki”

 Tecnicamente ela apenas faria o mesmo que ele, então não seria “contra as regras”

 -Quem é você?!- ouviu a voz da mulher perguntar assustada. Se virou lentamente com as mãos levantadas girando os calcanhares, notando que a agente apontava uma arma em sua direção

 -Misora, calma- ela disse baixo enquanto a agente se aproximava ainda com a arma em sua direção- Eu não sou o assassino

 -E como quer que eu acredite?

 -Provavelmente não vai se lembrar de mim, mas você me ajudou em relação às informações do caso de Cambridge- C disse enquanto Naomi abaixava lentamente a arma- Carter, estou trabalhando com L, assim como você

 -Oh…- Misora murmurou surpresa. Não havia revelado que trabalhava para o melhor detetive do mundo para ninguém, apenas se Ryuzaki tivesse escutado uma de suas ligações e exposto, porém descartou essa possibilidade. A imagem da mulher de cabelos castanhos não lhe era estranha

 -L sabe quem é o assassino através de mim- a de olhos azuis comentou abaixando as mãos, levando-as para trás do corpo

 -E poderia saber como você sabe quem é o assassino?- a agente perguntou desconfiada, virando o rosto lentamente para o lado

 -Infelizmente não, mas quando terminarmos esse caso, gostaria de poder te explicar tudo, com calma- a detetive disse enquanto guardava a arma prateada que ainda estava em sua mão dentro do casaco- Quero fazer o mesmo que Ryuzaki fez com você

 Naomi Misora pensou seriamente se a mulher estava se referindo a deixá-la desconfortável, porém viu que a expressão da, aparentemente mais nova, carregava certa preocupação 

 -Me ajudar?

 -Manipulá-la- Catherine disse vagamente enquanto se sentava no sofá da sala com uma das pernas sobre o estofado, próxima ao peito

 Misora criou uma expressão confusa enquanto observava a moça a sua frente, que estava com o polegar entre os lábios e o olhar ciano vago pela sala. Ela lembrava o jeito de Ryuzaki

 Tombou a cabeça para o lado refletindo na palavra da detetive, essa, que implorava mentalmente que a agente fosse rápida, afinal o tempo estava próximo de se esgotar

 Pensou sobre os quartos fechados. A primeira coisa que focaria a atenção da pessoa que o abrisse, seria o Wara Ningyo pregado na parede, porém em relação a tranca… ele teria um tipo de chave? Nesse caso, ele teria que ter investigado suas vítimas de forma profunda, além de pensar na possibilidade de alguém estar presente… Havia feito tudo perfeitamente sem deixar brechas

 -Um quarto fechado com agulha e linha…- a de cabelos negros murmurou chamando a atenção de C, que a olhou confusa

 Ambas tiveram o mesmo pensamento ao avaliarem a terceira cena do crime, pensando que a agulha tivesse algum tipo de associação. Agulha, linha, relógio. As duas se surpreenderam ao notarem que os Wara Ningyo tiveram finalmente um significado prático. As duas primeiras cenas haviam sugerido que eles eram um tipo de mensagem metafórica para as vítimas, até por que, esses objetos são da cultura japonesa e fazem parte de uma lenda, sendo associados a um tipo de maldição; mas na terceira cena, participou ativamente da contagem com os bichos de pelúcia, finalmente fazendo com que os números correspondessem corretamente

 -Os últimos  Wara Ningyo… presumo que será posicionado em frente a porta? Parece ser o mais provável… mas mais importante, qual o significado? A primeira coisa que você vê ao entrar no quarto fechado… que os olhos vêem antes do corpo…- Misora comentou em direção a detetive que a olhou de cima abaixo pensando. A agente caminhou pela sala indo em direção a porta, ficando de costas para ela e observando o cômodo, sem perceber nada de diferente, apenas sinais de vida de Blackberry Brown 

 -Os Wara Ningyo sempre foram posicionados mais ou menos na mesma altura… posicionamento horizontal foi genérico, o vertical foi basicamente o mesmo…- Carter comentou recebendo um aceno positivo de Naomi. Se pôs de pé caminhando pelo quarto

 Viu Misora se agachar, a detetive não pôde deixar de lembrar da posição para aumentar seu poder de dedução. Os Wara Ningyo haviam sido posicionados mais ou menos na altura de sua cintura

 Direcionou seu olhar ciano até a altura do topo da cabeça da agente do FBI e sentiu uma ideia se acender de forma incandescente em sua mente

 -Misora!- a chamou animadamente, vendo a mulher tombar para trás e bater a cabeça na maçaneta, causando um barulho alto- Sinto muito…- Catherine foi em sua direção e estendeu a mão, ajuda essa que foi aceita pela outra

 Enquanto a agente se levantava, seus olhos negros focaram abaixo da maçaneta, especificamente no trinco, fechadura pollice

 Mesmo estando de pé, os olhos negros da mulher continuaram olhando para a maçaneta, Carter supôs que ela já havia entendido

 -Os Wara Ningyo foram pregados em direção a fechadura, tendo relação com os quartos fechados…- a de cabelos negros murmurou enquanto soltava a mão da detetive, cruzando os braços- Quartos fechados normalmente são criados para dar a impressão de que a vítima cometeu suicídio... 

 Um calafrio percorreu pela espinha da de cabelos claros enquanto ela levava a mão direita até seu ombro esquerdo. Havia percebido exatamente o que o assassino pretendia fazer, e pelo visto, Misora também

 A agente, por sua vez, percebeu que o tempo todo, não havia feito nada, naquele momento a palavra vaga proferida pela mulher de olhos cianos a sua frente fazia todo o sentido. Ryuzaki a tinha manipulado. Tudo estava tão claro quanto os olhos da detetive, como a semelhança entre b e q, ele havia encontrado a mensagem na biblioteca escondido pelos livros, sua conclusão sobre as datas das mortes tinha mudado drasticamente enquanto ela conversava com Ryuzaki, além do enigma da terceira cena do crime, quando desvendaram que a terceira vítima simbolizava um relógio. Ele havia envolvido a hipótese de um anel ou uma pulseira, ele havia percebido que a cabeça, braços e pernas eram de diferentes comprimentos, ele havia sugerido as paredes como laterais de um relógio… 

 Havia sido manipulada como um fantoche

 -Oh meu Deus… como eu não percebi?- a agente perguntou mais para si mesma do que para a detetive, mantinha os olhos negros azulados arregalados enquanto cerrou o punho

 A agente correu até a mesa pegando rapidamente a arma e as algemas que havia deixado ali e pulou pelo cômodo. Catherine, um pouco diferente de Misora, continuava parada, estática do quarto 

 Ele não pretendia fazer isso

 Ele não poderia

 O quarto fechado era uma pista desde o início, criado para lembrar a ideia de suicídio

 Beyond Birthday, o autor dos assassinatos de Los Angeles, era a quarta vítima 

 -O que está esperando? Vamos!- acordou de seus densos pensamentos ao ouvir a voz feminina lhe chamando enquanto abria a porta do apartamento de forma rápida. C balançou a cabeça tirando a arma prateada de seu casaco e correndo para fora do cômodo, ouvindo o barulho da porta de metal das escadas de emergência ser aberta. Seguiu seu caminho pelas escadas de concreto atrás da agente

 -Manhã, manhã, manhã, manhã!!- ela ouvia a voz da mulher ecoar pelas escadas enquanto desciam de forma rápida. Catherine não pôde deixar de se sentir frustrada. Frustrada por não ter percebido antes, frustrada por ter se deixado ser influenciada pela ideia inocente de que Beyond não iria tão longe

 Ele estava disposto a tudo

 Após descerem de forma rápida pelos diversos degraus de concreto, pararam um único momento para recuperar o fôlego. Naomi abriu a porta de metal apenas para confirmar se finalmente estavam no quarto andar

 Estavam. Agora para que lado seguiam? Direita ou esquerda? A dificuldade de mudar no meio, e os corredores estavam indo em direções diferentes do que o décimo terceiro andar. Direita… 417, 418 era do outro lado. Esse era o caminho!

 Um grito ecoou pelos corredores chamando a atenção das mulheres. Misora lançou um olhar rígido para as paredes que as envolviam. Catherine foi a primeira a ter o gatilho para correr em direção ao barulho do grito, que por algum motivo, era de uma mulher

 Não vinha do quarto 404, e sim de uma moradora que estava fora de seu apartamento e olhava Naomi e Carter segurando pistolas

 Estavam perdendo tempo

 Ignoraram a mulher e seguiram até seus objetivos, finalmente chegando até o local correto

 Catherine ignorou completamente se a porta estava trancada ou não, apenas chutou a madeira fazendo com que ela abrisse em um estrondo. Passaram seus olhos pelo cômodo principal e seguiram até o corredor

 Três quartos

 O apartamento 1313 tinha dois quartos. Com um quarto extra, a detetive de cabelos castanhos grunhiu irritada vendo a atual parceira abrir uma das portas

 Nada

 Ela foi em direção a segunda porta

 Nada

 Misora seguiu até a última, visualizando a fechadura pollice. A maçaneta não virava, havia sido trancada por dentro

 -Ryuzaki! Ryuzaki!- ela o chamou sem resposta alguma. Carter bateu na porta sem sucesso algum. Viu a agente se afastar na intenção de chutar a porta, porém o objeto de madeira não cedia

 Com as inúmeras tentativas sem sucesso, Naomi, já visivelmente irritada, apontou sua Infinity, sete com um cartucho a mais no tambor, uma .45 na direção da fechadura

 A trava estourou e a maçaneta caiu no chão. Enquanto a agente se afastava, a de cabelos claros e olhos cianos tombou o ombro contra a estrutura de madeira. A primeira coisa que chamou sua atenção foi o Wara Ningyo pregado na parede, seguido por fogo. Muito fogo

 Por entre as chamas, a silhueta de um homem abanando as mãos sem conseguir suportar sua pele sendo consumida pelas labaredas que consumiam seu corpo 

 -R-Ryuzaki!!- ouviu Naomi o chamar, o homem virou os olhos em direção a porta, vendo pelo fogo os olhos cianos consumidos por uma certa decepção

 -Merda…!- Catherine murmurou observando o quarto. No teto, havia um sprinkler, porém claramente havia sido adulterado. O cômodo cheirava a gasolina. Estrangulamento, traumas físicos, esfaqueamento… a última e quarta vítima seria morta através do fogo

 Olhou por todo o quarto vendo a agente do FBI correr para fora do quarto rapidamente, indo em direção ao corredor que dava em direção ao quarto 404, voltando com um extintor de incêndio

 Ela apontou para a silhueta que era consumida pelo fogo incessante e apertou a alça. A espuma branca voou para fora enchendo a sala com mais força do que o esperado. Misora quase perdeu o equilíbrio, porém sua queda foi impedida pela detetive, que envolveu os ombros da de cabelos negros com um dos braços na intenção de dar um apoiou, recebendo um olhar confiante, porém agradecido da mais velha

 O corpo parcialmente em chamas caiu de joelhos no chão enquanto as últimas labaredas amareladas davam espaço para a espuma branca 

 O extintor estava vazio e o fogo havia desaparecido

 O objeto vermelho vazio foi ao chão enquanto a agente se aproximava cautelosamente do corpo parcialmente carbonizado

 -Ryuzaki?- ela perguntou não recebendo resposta, pensou seriamente se não estava morto- Ryuzaki!

 -Ah… unh…

 -...Ryuzaki- Misora murmurou

 Os olhares de ambas foram em direção a porta quando uma mulher se aproximou perguntando o que havia acontecido

 -FBI- Carter se identificou recebendo um olhar em concordância de Misora- Chame a polícia, bombeiros e uma ambulância- ela disse rapidamente vendo uma expressão surpresa se formar no rosto da mulher, que saiu rapidamente da sala assentindo

 -Rue Ryuzaki- Naomi se aproximou do homem colocando as algemas dos pulsos avermelhados- Você está preso como suspeito pelos assassinatos de Believe Bridesmaid, Quarter Queen e Blackyard Bottomslash. Você tem o direito de permanecer calado, tem direito a um advogado e tem direito a um julgamento justo

 Ela se afastou se aproximando da de cabelos castanhos, que se encontrava encostada no batente da porta. Suspirou pesado 

 -Pode ficar com ele? Preciso…- 

 -Avisar a L- C completou baixo apenas para que a parceira conseguisse ouvir, recebendo um sorriso de canto- Não se preocupe

 Mesmo que, na visão de Naomi Misora, Carter não parecesse tão confiável, manteve a ideia de que ela era uma das pessoas que L havia enviado para manter a ordem no edifício, provavelmente era ou o ladrão ou o fraudador que o detetive havia comentado, porém poderia se preocupar com aquilo mais tarde

 A morena saiu da sala e C se aproximou do corpo avermelhado. Se ajoelhou permitindo que sua calça preta fosse suja pela espuma, posicionando-se ao lado do homem. Conferiu seu pulso que estava fraco o suficiente para que ele não sobrevivesse até o hospital. Catherine suspirou pesado vendo ele virar a cabeça lentamente, apenas para conseguir direcionar seus olhos carmesins para ela

 Mesmo com o cheiro de gasolina incomodando a mais nova, se aproximou ainda mais, sentando-se em cima de seus calcanhares. Sem forças, Beyond deixou com que seu corpo caísse para o lado, apoiando a cabeça no colo da detetive

 Sentiu a pele do rosto arder, porém ignorou isso ao sentir as mãos enluvadas adentrarem seus cabelos parcialmente queimados como uma forma de conforto. 

 

 Rue Ryuzaki… Não, Beyond Birthday, o assassino de Los Angeles estava preso

 


Notas Finais


Vou agora mesmo revisar o epílogo, eu me despeço lá
Espero que tenham gostado! Eu sinto muito por qualquer erro


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